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Os Espíritos-Grupo são inimigos no plano espiritual, como o são aqui algumas espécies como as dos lobos e carneiros?

Pergunta: Os Espíritos-Grupo são inimigos no plano espiritual, como o são aqui algumas espécies como as dos lobos e carneiros?

Resposta: Não, não há nenhuma inimizade seja no Mundo visível ou no invisível. O lobo não odeia o carneiro que devora, da mesma forma que o boi não odeia a grama que ingere. É simplesmente uma questão de obter o alimento por meio do qual sustentam a vida, e o trabalho dos Espíritos-Grupo com suas espécies é bem favorecido pelo jogo resultante do esconder e procurar que exercem os animais de rapina e suas presas.

O principal objetivo da existência é a evolução da consciência, e a engenhosidade demonstrada por uma classe de animais para capturar outra, a paciente concentração do gato vigiando o esconderijo do rato, e os mais variados planos usados por outros animais para capturar os incautos, são amplamente contrabalançados pela cautela demonstrada pelas vítimas no seu estado selvagem, quando estão totalmente dependentes dos Espíritos-Grupo para serem salvas dos seus perseguidores. Se não houvesse essa luta pela existência, a evolução da consciência seria bem mais prolongada do que ela é. Por isso, os hábitos predatórios dos animais carnívoros servem realmente a um propósito, como também todas as outras anomalias semelhantes.

(Pergunta nº 62 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. II”)

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Livro: Dos Escritos de Max Heindel – Os Arquétipos

Os arquétipos são criados por forças arquetípicas que trabalham nas quatro Regiões inferiores do Mundo do Pensamento Concreto.

Arquétipos vivem, movem-se e criam, como a qualquer coisa mecânica feita pelo ser humano – mas sem racionalidade.

Quando o arquétipo é construído e colocado em vibração, e enquanto a forma continuar vibrando, a vida é sustentada.

Quando o arquétipo cessa de vibrar, a forma se desintegra.

1. Para fazer download ou imprimir:

Dos Escritos de Max Heindel – Os Arquétipos

2. Para estudar no próprio site:

ARQUÉTIPOS

 

Dos Escritos de

Max Heindel

Fraternidade Rosacruz

 

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Revisado de acordo com:

1ª Edição em Inglês, 1950, Archetypes, editada por The Rosicrucian Fellowship

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

 

O conteúdo deste pequeno livro é composto de vários escritos sobre arquétipos por Max Heindel, mensageiro autorizado dos Irmãos Maiores da Rosacruz, e fundador da Fraternidade Rosacruz. Cobrindo de forma abrangente e iluminada o assunto sobre arquétipos e as forças arquetípicas, as informações contidas neste livreto serão consideradas uma valiosa adição à biblioteca como referência a qualquer aluno ocultista.

 

INTRODUÇÃO

Os arquétipos são criados por forças arquetípicas que trabalham nas quatro Regiões inferiores do Mundo do Pensamento Concreto[1]. Arquétipos vivem, movem-se e criam, como a qualquer coisa mecânica feita pelo ser humano – mas sem racionalidade. Quando o arquétipo é construído e colocado em vibração, e enquanto a forma continuar vibrando, a vida é sustentada. Quando o arquétipo cessa de vibrar, a forma se desintegra.

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Não há palavras adequadas para exprimir o que a alma (Espírito) sente quando se encontra diante dessa presença, muito acima deste Mundo, onde o véu da carne esconde as realidades vivas debaixo de uma máscara; e muito além do Mundo do Desejo e da ilusão, onde formas fantásticas e ilusórias nos levam a acreditar que elas são algo muito diferentes do que são na realidade. Somente na Região do Pensamento Concreto, onde os arquétipos de todas as coisas se unem no grande coro celestial, ao qual Pitágoras referiu-se como a “harmonia das esferas”, é que nós encontramos a verdade revelada em toda a sua beleza.

(DO LIVRO: Capítulo XII – DO LIVRO MISTÉRIOS DAS GRANDES ÓPERAS)

Se não nos aplicarmos ao trabalho da vida, ou se nós persistentemente seguirmos um caminho que é subversivo ao crescimento da alma, nossa vida destruirá o arquétipo. O renascimento em um ambiente alterado, então, nos dará a chance de recuperar as oportunidades que foram negligenciadas. Por outro lado, quando vivemos em harmonia com o plano da vida inscrito no arquétipo de nosso Corpo Denso, há uma consonância construtiva em suas vibrações que prolonga a vida do arquétipo e, consequentemente, também a vida do Corpo Físico.

Quando percebemos que a nossa vida na Terra é o tempo de semear, e que o valor de nossa existência post-mortem está em relação direta ao incremento que ganhamos em nossos talentos, será imediatamente evidente como sumamente importante que nossas faculdades devem ser utilizadas na direção correta. Embora esta lei se aplique a toda humanidade, é insuperavelmente vital para as almas aspirantes, pois quando nós trabalhamos para o BEM com toda a nossa força e poder e a cada ano a mais vivido incrementa enormemente nosso tesouro celestial. A cada ano a mais vivido ganhamos maior eficácia no progresso da alma, e os frutos alcançados nos últimos anos podem, facilmente, superar os adquiridos na primeira parte da vida.

(DO LIVRO: CARTA AOS ESTUDANTES – Carta nº 33)

Os objetos no Mundo Físico ocultam sempre suas construções ou naturezas internas; nós vemos somente a superfície. No Mundo do Desejo vemos os objetos fora e dentro de nós mesmos, mas eles nada nos dizem deles mesmos, nem da vida que os anima. Na Região Arquetípica[2] parece não haver circunferência, mas, para onde quer que dirijamos nossa atenção, ali está o centro de tudo, e a nossa consciência, instantaneamente, se enche do conhecimento em relação ao ser ou à coisa que estivermos olhando. É mais fácil gravar num fonógrafo[3] o tom que nos chega do céu, do que mencionar as experiências que passamos naquele reino, pois não há palavras adequadas para expressá-las; tudo o que podemos fazer é tentar vivê-las.

(DO LIVRO: CARTA AOS ESTUDANTES – Carta nº 40)

De acordo com isso, nós devemos perceber que cada ato de cada ser humano produz um efeito direto nos arquétipos do corpo. Se o ato está em harmonia com a lei da vida e da evolução, fortalece o arquétipo e possibilita um prolongamento da vida, na qual o indivíduo alcançará o máximo de experiência e obterá um crescimento anímico proporcional, de acordo com seu estado evolutivo e sua capacidade de aprendizagem. Deste modo, menos encarnações serão necessárias para ele chegar à perfeição comparado com um outro que desperdiça a corrente vital e tudo faz para escapar de seu destino ou com outro, ainda, que aplica sua força destrutivamente. Neste caso, o arquétipo esgota-se e romper cedo. Aqueles, cujos atos são contrários à lei, encurtam as suas vidas e têm que renascer mais vezes que as pessoas que vivem em harmonia com a lei. Este é outro exemplo de que a Bíblia é exata quando nos exorta a fazer o bem para que possamos ter uma vida mais longa aqui.

Esta lei é aplicada a todos sem exceção, mas tem maior significado na vida dos que estão trabalhando, conscientemente, com a lei da evolução do que aqueles que não o fazem. O conhecimento destes fatos deve aumentar dez ou cem vezes o nosso zelo e interesse pelo bem. Mesmo que comecemos, como se costuma dizer, “tarde na vida” podemos facilmente acumular um “tesouro” maior nos últimos anos do que o obtivemos em algumas vidas anteriores. Acima de tudo, nós estamos conquistando a admissão para um começo mais cedo nas próximas vidas.

(DO LIVRO: CARTA AOS ESTUDANTES – Carta nº 96)

No momento em que o Ego está vindo para renascer, ele forma o arquétipo criador de sua forma física no Segundo Céu com a ajuda das Hierarquias Criadoras. Esse arquétipo é uma coisa sonora, vibrante, que é posta em vibração pelo Ego, com uma certa força que é proporcional à duração do tempo a ser vivido na Terra, e até que o arquétipo cesse de vibrar, a forma, que é construída dos elementos químicos da Terra, continuará a existir.

Quando o Ego está descendo para o renascimento, ele desce através do Segundo Céu. Lá será ajudado pelas Hierarquias Criadoras na construção do arquétipo do seu próximo corpo físico, e instila nesse arquétipo uma vida que durará certo número de anos. Esses arquétipos são espaços ocos e eles têm um som ou movimento vibratório que atrai o material do Mundo Físico e coloca todos os átomos no Corpo para vibrar em sintonia com um pequeno átomo que está no coração, chamado de Átomo-semente, que como um diapasão dá uma afinação a todo o resto do material do corpo. No momento em que a plena vida seja vivida na terra, as vibrações no arquétipo cessam e o Átomo-semente é retirado, o Corpo Denso se decompõe e o Corpo de Desejos, no qual o Ego vai funcionar no Purgatório e Primeiro Céu, assume a forma do Corpo Físico. Então, o ser humano começa seu trabalho de expiar seus maus hábitos e atos no Purgatório, assimilando o que é bom de sua vida no Primeiro Céu.

Os parágrafos anteriores descrevem as condições normais, quando o curso da Natureza não é perturbado, mas o caso do suicídio é diferente. Nesse o ser humano tirou o Átomo-semente, mas o arquétipo oco ou vazio, ainda continua vibrando. Ele se sente como se estivesse vazio e experimenta um sentimento corroendo por dentro que pode ser comparado às dores de uma fome intensa. O material para construção de um Corpo Denso está ao seu redor, mas tendo em vista que não possui o medidor do Átomo-semente, é impossível para ele assimilar essa matéria e construí-la num Corpo. Esse terrível sentimento de vazio dura o tempo que deveria durar sua última vida terrestre.

(DO LIVRO: FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. 1 – PERGUNTA Nº 47)

A Lei de Causa e Efeito é o árbitro que determinará como a vida deve ser vivida, e como algumas oportunidades de crescimento espiritual serão colocadas diante do Ego em vários momentos de sua vida terrestre. Se essas oportunidades forem aproveitadas, a vida continuará pelo caminho reto, mas se for ao contrário, será divergida, por assim dizer, para um beco sem saída, onde a vida será findada pelas Hierarquias Criadoras, que destruirão o arquétipo no Mundo celestial. Assim podemos dizer que a duração de uma vida terrena poderá ser abreviada se negligenciarmos as oportunidades. Há também a possibilidade, no caso de algumas pessoas, quando a vida foi vivida intensamente, e onde a pessoa se esforçou de todas as maneiras para viver de acordo com as oportunidades dadas, de adicionar mais vida no arquétipo e, assim a existência poderá ser prolongada, mas como foi dito, somente em casos excepcionais.

(DO LIVRO: FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. 1 – PERGUNTA Nº 58)

O ser humano, devido à sua natureza divina, é o único ser que possui a prerrogativa de desordenar o esquema do seu desenvolvimento e da mesma forma que pode pôr fim à sua vida usando a própria vontade, assim também, pode pôr um fim à vida do seu próximo antes que o tempo dele tenha findado. O sofrimento do suicida seria também o sofrimento das vítimas do assassinato, pois o arquétipo do seu corpo estaria juntando material que lhe seja impossível assimilar. Mas, no seu caso, a intervenção de outras entidades impede esse sofrimento (dos assassinados) e ele será encontrado vagueando aqui e ali no seu Corpo de Desejos, num estado letárgico, pelo período que normalmente teria vivido.

(DO LIVRO: FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. 1 – PERGUNTA Nº 60)

Como já afirmei, a minha visão tonal e a capacidade de funcionar na Região do Pensamento Concreto era indiferente e principalmente limitada às subdivisões inferiores, mas uma pequena ajuda dos Irmãos naquela noite me permitiu entrar em contato com a quarta Região, onde se encontram os arquétipos, e lá recebi os ensinamentos e a compreensão do que é contemplado como o mais elevado ideal e a missão da Fraternidade Rosacruz.

Vi nossa sede e uma multidão de pessoas, vindo de todas as partes do mundo para receber os ensinamentos. Vi-os saindo dali para levar bálsamo aos aflitos próximos e distantes. Ao passo que neste mundo é necessário investigar, a fim de descobrir alguma coisa; lá, a voz de cada arquétipo traz consigo, como ao mesmo tempo, que impressiona a consciência espiritual, o conhecimento do que esse arquétipo representa. Assim, naquela noite, recebi um entendimento que está muito além do que minhas palavras podiam expressar; pois o mundo em que vivemos se baseia no princípio do tempo, enquanto que no reino superior dos arquétipos tudo é um eterno agora. Esses arquétipos não revelam sua história como esta é narrada, mas produzem sobre a consciência uma concepção instantânea de toda a ideia, muito mais clara do que poderia ser transmitida em palavras.

 (DO LIVRO: ENSINAMENTOS DE UM INICIADO – CAPÍTULO XXI – PARTE II)

A Região do Pensamento Concreto, como você deve se lembrar de nossos outros ensinamentos, é o reino do som, onde a harmonia das esferas, a música celestial, que penetra tudo que existe, da mesma forma que a atmosfera da Terra circunda e envolve tudo o que é terreno. Pode-se dizer que nessa região tudo está envolto e permeado de música. Vive e cresce pela música. Lá, a palavra de Deus soa adiante e forma todos os vários modelos que mais tarde se cristalizam nas coisas que nós contemplamos no mundo terrestre.

No piano, cinco teclas escuras e sete brancas formam a oitava. Além dos 7 globos nos quais evoluímos durante um Dia de Manifestação, há cinco globos escuros que atravessamos durante as Noites Cósmicas. Em cada ciclo de vida, o Ego retira-se por um tempo para o mais denso desses cinco, isto é, o Caos, o mundo sem forma onde nada permanece salvo, a não ser os centros de força conhecidos como átomos-semente. No início de um novo ciclo de vida, o Ego desce novamente na Região do Pensamento Concreto, onde a “música das esferas” imediatamente faz vibrar os Átomos-sementes.

Há sete esferas; os Planetas de nosso Sistema Solar. Cada um tem sua nota-chave e emite um som diferente de todos os outros Planetas. Um ou outro, dentre eles, vibra em particular sincronia com o Átomo-semente do Ego, que então busca a encarnação. Então, esse Planeta corresponde à “tônica” da escala musical e, embora os tons de todos os Planetas sejam necessários para construir um organismo completo, cada um é modificado e feito para adaptar-se ao impacto básico dado pelo Planeta mais harmonioso, que é, portanto, o regente dessa vida, sua Estrela do Pai. Assim, como na música terrestre, também na celestial existem harmonias e dissonâncias, e todos influenciam sobre o Átomo-semente e ajudam a construir o arquétipo. Assim as linhas vibratórias de força são formadas, que mais tarde atraem e organizam partículas físicas, como acontece com esporos ou areias que formam figuras geométricas sobre uma placa de bronze à vibração de um arco de violino.

Mais tarde, ao longo dessas linhas arquetípicas de vibração, o corpo físico é formado e se expressa com precisão à harmonia das esferas como era tocada durante o período de construção. Esse período, entretanto, é muito mais longo do que o período atual da gestação, e varia de acordo com a complexidade da estrutura requerida pela vida que busca a manifestação física. Tampouco é contínuo o processo de construção do arquétipo, pois sob os aspectos dos Planetas que emitem notas, às quais as forças vibratórias do Átomo-semente não podem responder, ele simplesmente sussurra sobre as que já aprenderam, e assim, engajado, espera por um novo som que possa usar na construção de organismo que se deseja para se expressar.

Portanto, sabendo que o organismo terrestre, que cada um de nós habita, é formado segundo linhas vibratórias produzidas pela música das esferas, nós podemos entender que as dissonâncias que se manifestam como enfermidades são produzidas primeiramente pela desarmonia espiritual interna. Torna-se mais evidente que, se pudermos obter conhecimentos precisos sobre a causa direta da desarmonia e saná-la, a manifestação física da doença logo desaparecerá. É essa a informação dada pelo tema astrológico da pessoa, pois nele cada Astro em sua Casa e Signo expressam harmonia ou discórdia, saúde ou doença. Portanto, todos os métodos de cura são adequados apenas na proporção em que levam em consideração as harmonias e discordâncias astrais manifestadas na roda da vida – o horóscopo.

(DO LIVRO: ENSINAMENTOS DE UM INICIADO – CAPÍTULO XXII – PARTE III)

No mundo celeste há imagens de modelos-arquétipos. Na língua grega a palavra “apxn” significa “no princípio”, isto é, no início. O Cristo disse de Si mesmo, ou melhor, o Iniciado que já compreendeu Sua própria divindade diz: “Eu sou o princípio (apxn) e o fim”. Há nessa palavra “princípio” (apxn) o núcleo gerador de tudo que temos aqui.

No Templo (Tabernáculo) foi colocada uma arca. Foi disposta de tal modo que suas hastes não poderiam ser removidas. Durante toda a viagem através do deserto as hastes deveriam permanecer imóveis. De fato, jamais foram removidas enquanto a arca peregrinava até ser conduzida ao Templo de Salomão. Temos aqui uma condição, onde um determinado símbolo, um arquétipo, algo transportado desde o princípio, é elaborado de tal modo que possa ser reativado em determinadas ocasiões e reconduzido mais adiante. Nessa arca estava o núcleo ao redor do qual todas as coisas gravitavam. Havia o Cajado de Aarão, o Pote do Maná e também as duas Tábuas da Lei.

Nós acabamos de descrever o símbolo perfeito da verdadeira constituição do ser humano, pois, enquanto ele atravessa o vale da matéria e transita continuamente de um lugar a outro, as hastes, sob nenhuma hipótese, podem ser removidas. Elas permanecerão intactas até que chegue a condição simbólica descrita no Apocalipse. Onde se diz: “Aquele que triunfar, eu o farei um pilar no templo de meu Deus; e dali nunca mais sairá”.

Durante o transcorrer do tempo, desde o momento no qual o ser humano começou sua viagem através da matéria, ele possui esse espírito de peregrinação. Nunca ficou parado. Algumas vezes, o templo (Tabernáculo) era conduzido, assim como a arca para um novo lugar. Assim também o ser humano está sempre sendo impelido de um lugar para outro, de um ambiente para outro, de uma condição para outra. Não é uma jornada sem objetivo, pois tem como meta a terra prometida, a Nova Jerusalém, onde haverá paz. Mas, enquanto o ser humano estiver nesta jornada, deve estar ciente de que não haverá descanso e nem paz.

(DO LIVRO: ENSINAMENTOS DE UM INICIADO, CAPÍTULO XXVI – A JORNADA ATRAVÉS DO DESERTO)

Como está escrito no Livro “Conceito Rosacruz do Cosmo”, com referência à constituição do nosso Planeta, o caminho da Iniciação passa através da Terra, da periferia ao centro, um estrato de cada vez e, embora nossos corpos físicos sejam delineados dessa forma pela força da gravitação, sua densidade evita que a traspassemos, tão eficazmente quanto a força de levitação que repele a classe despreparada mencionada nos recintos sagrados. Somente quando, pelo poder de nosso próprio Espírito deixamos nosso Corpo Denso instruído por e em consequência da maneira reta de viver, seremos capazes de ler o registro etérico com melhor proveito. Em um ponto mais avançado do progresso, o “estrato aquoso” da Terra será aberto ao Iniciado, que, então, estará num estado de desenvolvimento apropriado para ler o registro dos acontecimentos passados, impressos permanentemente na substância viva da Região das Forças Arquetípicas, onde o tempo e espaço são praticamente inexistentes, e onde tudo é um eterno Aqui e Agora.

(DO LIVRO: A TEIA DO DESTINO – SEGUNDA PARTE – O CRISTO INTERNO – A MEMÓRIA DA NATUREZA)

É curioso como a perpetração do suicídio em uma vida e o consequente sofrimento post-mortem, no tempo em que ainda existe o arquétipo, muitas vezes gera nestas pessoas um medo mórbido da morte na próxima vida; de modo que, quando a morte ocorre naturalmente no curso normal da vida, os suicidas parecem frenéticos depois de abandonar o corpo e tão ansiosos em voltar ao Mundo Físico que, frequentemente, cometem o crime da obsessão da forma mais tola e impensada.

(DO LIVRO:  A TEIA DO DESTINO – QUINTA PARTE – OBSESSÃO DO SER HUMANO E DOS ANIMAIS)

Uma máxima ocultista diz que “uma mentira é ao mesmo tempo assassina e suicida no Mundo do Desejo”. Os ensinamentos dos Irmãos Maiores, contidos no “Conceito Rosacruz do Cosmo” explicam que sempre que ocorrer um incidente, um pensamento-forma gerado no mundo invisível faz o registro deste acontecimento. Toda vez que se fala ou se comenta deste acontecimento, cria-se uma nova forma de pensamento que se funde com o original e o fortalece, desde que ambos sejam verdadeiros e possuam a mesma vibração. Mas se uma mentira é contada sobre o ocorrido, então as vibrações do original e da reprodução não serão idênticas; eles se chocam e o atrito entre eles acaba destruindo-se mutuamente. Se o pensamento-forma verdadeiro e bom for suficientemente forte, conseguirá o domínio da situação e destruirá os pensamentos-forma baseados na mentira; consequentemente o bem vencerá o mal, mas se os pensamentos maliciosos e mentirosos forem mais fortes, estes podem vencer o pensamento-forma verdadeiro e, assim, destruí-lo. Depois, haverá discórdia entre eles e todos, por sua vez, serão aniquilados.

Assim, uma pessoa que vive uma vida pura, esforçando-se para obedecer às leis de Deus e lutando fervorosamente pela verdade e pela justiça, criará pensamentos-forma de natureza semelhante; sua Mente trilhará caminhos em harmonia com a verdade e quando chegar o momento, no Segundo Céu, de criar o seu arquétipo para a vida futura, ele prontamente e intuitivamente, pela força do hábito adquirido na vida passada, alinhar-se-á com as forças da retidão e da verdade. Estas linhas, formadas em seu corpo, criarão harmonia nos novos veículos, e, portanto, a saúde será a consequência natural em sua próxima vida. Aqueles que formaram em vidas anteriores uma visão distorcida das coisas, que desprezaram a verdade, exercitando a astúcia, o egoísmo exagerado e a desconsideração pelo bem-estar dos outros, acham-se obrigados, no Segundo Céu, a ver as coisas de um modo oblíquo, porque este é o seu habitual modo de pensar. Portanto, o arquétipo construído por eles incorporará linhas de erro e de falsidade; e consequentemente, ao renascer, ele terá uma fraqueza em vários órgãos, quando não em todo o ser.

(DO LIVRO: A TEIA DO DESTINO – SÉTIMA PARTE – A CAUSA DAS ENFERMIDADES – ESFORÇOS DO EGO PARA ESCAPAR DO CORPO – EFEITOS DA LASCÍVIA)

Somente quando entramos nos reinos mais elevados, e particularmente na Região do Pensamento Concreto, é que as verdades eternas são percebidas. Por isso, devemos, necessariamente, cometer erros uma vez ou outra, apesar dos nossos mais sinceros esforços em procurar conhecer e dizer a verdade. Portanto, é impossível para nós construir um veículo totalmente harmonioso. Se isso fosse possível, tal Corpo seria realmente imortal, e nós sabemos que a imortalidade da carne não é o desígnio de Deus; pois segundo São Paulo: “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”[4].

Mas sabemos que, atualmente, apenas uma pequena porcentagem de pessoas está disposta a viver em harmonia com a verdade, para confessá-la e professá-la diante dos seres humanos por meio do serviço e da vida reta e que não faz o mal. Sabemos, também, que isto aconteceu com muito poucos ao retrocedermos na história, quando o ser humano não havia desenvolvido o altruísmo que começou no nosso Planeta com o advento do Nosso Senhor e Salvador, Cristo Jesus. Nesse tempo, os padrões de moralidade eram muito inferiores e o amor à verdade quase desprezível para a maioria da humanidade, que se encontrava absorvida em seus esforços para acumular riquezas e adquirir poder ou prestígio, quanto fosse possível. Portanto, as pessoas estavam, naturalmente, inclinadas a ignorar os interesses dos demais, e contar uma mentira não parecia, de modo algum, um ato repreensível, pelo contrário, muitas vezes era tida como mérito. Consequentemente, os arquétipos estavam, constantemente, cheios de fraquezas, e as funções orgânicas do Corpo, atualmente, estão prejudicadas em um grau bastante elevado, particularmente os Corpos ocidentais porque estão se tornando cada vez mais forte e mais sensível à dor, devido ao crescimento da consciência do Espírito.

(DO LIVRO:  A TEIA DO DESTINO – SÉTIMA PARTE – A CAUSA DAS ENFERMIDADES – ESFORÇOS DO EGO PARA ESCAPAR DO CORPO – EFEITOS DA LASCÍVIA)

A assimilação dos frutos de cada vida passada acontece antes que o Espírito desça para o renascimento e, consequentemente, o caráter gerado é totalmente formado e se expressa na sutil e móvel matéria mental da Região do Pensamento Concreto, onde o arquétipo do Corpo Denso é construído. Se o Espírito que procura renascer é amante da música, procurará construir um ouvido perfeito, com os canais semicirculares devidamente situados e com o tímpano mais delgado e sensível à vibração; tentará formar dedos compridos e finos para executar os acordes celestes captados por seus ouvidos. Mas, se não apreciava a música em vidas passadas, fechava seus ouvidos aos acordes da alegria ou da tristeza, o desejo de se afastar da companhia dos demais, então formado, causaria a negligenciar a construir o ouvido, quando construísse o arquétipo e, como consequência, esse órgão seria defeituoso em um grau proporcional à negligência causada, pelo seu caráter, em sua existência anterior.

Da mesma forma acontece com os outros sentidos; quem bebe de uma fonte de conhecimento e se esforça para compartilhar seu conhecimento com os que o rodeiam estabelece as bases para adquirir a faculdade de oratória em uma vida futura, porque o desejo de comunicar seu conhecimento o fará prestar uma atenção especial na formação e fortalecimento de seu órgão vocal, quando estiver construindo o arquétipo de futuro Corpo. Por outro lado, aqueles que se esforçam por acessar os mistérios da vida por simples curiosidade ou satisfazer o orgulho de seu próprio intelecto negligenciam na construção de um órgão adequado para sua expressão e, ficam sujeitos à debilidade na voz ou ao impedimento na expressão da palavra. Dessa forma, vêm-lhes o reconhecimento de que a expressão é um bem valiosíssimo. Embora o cérebro de um indivíduo, assim aflito, não possa compreender a lição, o Espírito aprende que somos estritamente responsáveis pelo uso que fazemos de nossos talentos, e que devemos assumir nossas dívidas algum dia se negligenciamos em transmitir a palavra de Vida para Iluminar nossos irmãos ou irmãs no caminho, sempre, naturalmente que estejamos preparados para isso.

(DO LIVRO:  A TEIA DO DESTINO – OITAVA PARTE – OS RAIOS DE CRISTO CONSTITUEM O “IMPULSO INTERNO” – VISÃO ETÉRICA – DESTINO COLETIVO)

Quando o Ego está a caminho do renascimento passando pela Região do Pensamento Concreto, pelo Mundo do Desejo e pela Região Etérica, toma de cada uma delas certa quantidade de material. A qualidade deste material é determinada pelo Átomo-semente, baseado no princípio de que semelhante atrai semelhante. A quantidade depende do quanto de matéria será necessário e requerido pelo arquétipo na construção feita por nós mesmos no Segundo céu. A partir da quantidade de átomos etéricos prismáticos apropriados para determinado Espírito, os Anjos do Destino e seus agentes constroem uma forma etérica que, então, é colocada no útero da mãe e, gradualmente, envolvida de matéria física formando o corpo visível da criança recém-nascida.

(DO LIVRO: A TEIA DO DESTINO – QUARTA PARTE – A NATUREZA DOS ÁTOMOS ETÉRICOS – A NECESSIDADE DE EQUILÍBRIO)

Nas três regiões inferiores da Região do Pensamento Concreto encontram-se os arquétipos de tudo o que vemos no Mundo Físico, como minerais, vegetais, animais e humano, arquétipos dos continentes, rios e oceanos; e aqui o Clarividente exercitado, cuja faculdade o capacita a alcançar esses planos mais elevados, vê também o oceano universal da vida fluente, em que todas as formas estão imersas; vê o mesmo impulso vital movendo-se de forma a forma em ciclos rítmicos, sustentando a forma especializada pelo Ego humano ou pelo Espírito-Grupo do animal e do vegetal.

Esses arquétipos não são meramente modelos no sentido geral do termo, algo assim como uma coisa em miniatura, ou de material mais refinado. São arquétipos criadores, modelando todas as formas visíveis, como vemos no mundo, à sua própria imagem e semelhança, ou melhor, às suas próprias semelhanças, porque frequentemente muitos arquétipos trabalham juntos para formarem certas espécies, cada um dando parte de si mesmo para construírem a determinada forma. Eles são dominados e dirigidos pelas “Forças Arquetípicas” que são encontradas na quarta região. É da substância das quatro regiões inferiores que nossa Mente é formada, capacitando também ao ser humano a formar pensamentos e criar imagens que depois possa reproduzir no ferro, na pedra ou na madeira, de modo que por meio da Mente obtida desse Mundo, o ser humano se torna um criador no Mundo Físico, de modo análogo às Forças Arquetípicas.

Mas, o que é que dirige a Mente, assim como as Forças Arquetípicas dirigem os arquétipos? É o Ego, o qual obtém suas vestimentas das três regiões superiores, que formam a chamada Região de Pensamento Abstrato, ou Região das Ideias.

(DO LIVRO: CRISTIANISMO ROSACRUZ – CONFERÊNCIA III – VISÃO ESPIRITUAL E MUNDOS ESPIRITUAIS – MUNDO DO PENSAMENTO)

Há duas classes de pessoas para quem o processo purgatorial não começa de imediato: os suicidas e as vítimas de assassinato. No caso do suicida o processo não se inicia até que se complete o tempo em que o corpo deveria morrer no decurso natural, mas, nesse ínterim, ele sofre por seu ato de uma maneira tão terrível quanto peculiar. Ele tem a sensação de estar oco, por assim dizer, e de habitar num doloroso vazio, uma vez que o arquétipo de sua forma continua ativo na Região do Pensamento Concreto.

No caso de pessoas, jovens ou idosas, que morrem naturalmente ou por acidente, cessam as atividades arquetípicas; os veículos superiores sofrem, então, uma modificação na morte, de modo que a perda do Corpo Denso em si não produz nenhuma sensação de desconforto. Mas o suicida não experimenta tal mudança até que o arquétipo de seu Corpo deixe de funcionar, no momento em que a morte teria ocorrido naturalmente. O espaço onde seu Corpo Denso deveria ocupar está vazio, porque o arquétipo é oco, e isto o faz sofrer indescritivelmente. Assim, ele também aprende que não é possível ausentar da escola da vida sem causar consequências desagradáveis, e em vidas futuras, quando o caminho parecer-lhe difícil, ele recordará em sua alma, que a tentativa covarde de fugir pelo suicídio só pode acrescentar-lhe maiores sofrimentos.

Há pessoas que se suicidam por razões altruístas, para livrar outros de um fardo, e estes naturalmente, são recompensados de outra maneira, mas não escapam do sofrimento do suicida, da mesma maneira que aquela pessoa que entra num edifício em chamas para salvar outros não está imune de se queimar.

A vítima do assassinato escapa a esse sofrimento porque, via de regra, fica em estado de coma até o tempo em que a morte natural deveria ocorrer, e neste caso deve-se ter o mesmo cuidado que se tem com as vítimas dos chamados acidentes, só que estas vítimas ficam conscientes imediatamente ou pouco depois da morte. Se o assassino for executado entre a época do crime e aquela em que sua vítima deveria morrer em circunstâncias naturais, o Corpo de Desejos comatoso deste é atraído magneticamente ao seu matador, seguindo-o aonde ele vá, sem um momento de trégua. A cena do assassinato passa, então, a apresentar-se sempre diante dele, causando-lhe os dolorosos sofrimentos e angústias que inevitavelmente deve acompanha-lo com esta incessante repetição de seu crime em todos os horríveis detalhes. Isso continua por um tempo que correspondente ao período de vida do qual privou sua vítima. Se o assassino escapou da forca, de modo que sua vítima tenha passado além do Purgatório antes de morrer, o “cascão ou coscorão” da sua vítima subsiste para representar a parte de Nêmesis[5] no drama do crime revivido.

(DO LIVRO: CRISTIANISMO ROSACRUZ – CONFERÊNCIA V – MORTE – VIDA NO PURGATÓRIO)

Assim, o cientista oculto atribui todas as causas à Região do Pensamento Concreto e nos diz como elas são geradas ali pelos Espíritos humanos e super-humanos.

Recordando que os Arquétipos criadores de todas as coisas que vemos no Mundo visível encontram-se no Mundo do Pensamento, que é o reino do som, estamos preparados para compreender que as forças arquetípicas estão constantemente agindo por meio desses arquétipos que, então, emitem certo tom, ou, quando vários deles se agrupam para criar uma espécie de forma vegetal, animal ou humana, momento em que os diferentes sons se fundem em um grande coro. Esse tom ou coro é, conforme o caso, a nota-chave da forma assim criada, e enquanto isso vibra a forma ou a espécie perdura; quando ela cessar, também a única forma morre ou a espécie desaparece.

Uma confusão de sons não é música, do mesmo modo que muitas palavras juntas ao acaso não formam uma sentença, mas o som rítmico ordenado é o construtor de tudo o que existe, conforme diz São João nos primeiros versículos de seu Evangelho: “No princípio era o verbo… e sem Ele nada foi feito”; também diz que “o Verbo se fez carne”.

Vemos assim que o som é o criador e o mantenedor de todas as formas, pelo que, no Segundo Céu, o Ego se torna UM com as Forças da Natureza. Com elas trabalha sobre os arquétipos da terra e do mar, na flora e na fauna, provocando mudanças que gradualmente alteram a aparência e a condição da Terra, e assim proporciona um novo ambiente, feito por si mesmo, quando poderá colher nova experiência.

Nesse trabalho, o Ego é dirigido por grandes instrutores pertencentes às Hierarquias Criadoras, que são chamados Anjos, Arcanjos e outros nomes, constituindo-se Ministros de Deus. Eles instruem, de modo consciente, na divina arte da criação, tanto no mundo como em sua matéria existente. Eles ensinam como construir uma forma para si mesmo, dando-lhe os chamados “Espíritos da Natureza” como auxiliares, e dessa maneira, todas as vezes que o ser humano passa pelo Segundo Céu está servindo e aprendendo a se tornar um Criador. Ali ele constrói o arquétipo da forma que posteriormente exteriorizará ao renascer.

 (DO LIVRO: O CRISTIANISMO ROSACRUZ – CONFERÊNCIA VI – VIDA E ATIVIDADE NO CÉU)

Examinando mais minuciosamente as diversas divisões da Região do Pensamento Concreto, constatamos que os arquétipos das formas físicas – não importam a qual Reino elas pertençam – encontram-se na sua subdivisão mais inferior, ou seja, na “Região Continental”. Nessa Região Continental estão também os arquétipos dos continentes e das ilhas do mundo, os quais são moldados de acordo com esses arquétipos. As modificações da crosta terrestre devem produzir-se primeiramente na Região Continental. Enquanto o arquétipo-modelo não for modificado, as Inteligências, que para encobrir a nossa ignorância denominamos “Leis da Natureza”, não podem produzir as condições físicas que alteram a conformação da Terra e que são determinadas pelas Hierarquias que dirigem a evolução. Essas planejam as mudanças como o arquiteto projeta as alterações num edifício, antes que os operários lhe deem expressão concreta. Da mesma forma efetuam-se mudanças na flora e na fauna, devido às metamorfoses dos respectivos arquétipos.

Quando falamos dos arquétipos de todas as diferentes formas do Mundo Físico, não devemos julgar que esses arquétipos sejam simples modelos, no mesmo sentido em que falamos de um objeto feito em miniatura ou feito de outro material diferente do apropriado ao seu uso final. Não são simples semelhanças nem modelos das formas que vemos em torno de nós, mas são arquétipos criadores, isto é, modelam as formas do Mundo Físico à sua própria semelhança ou semelhanças, porque, frequentemente, muitos trabalham em conjunto para produzir certa espécie, cada arquétipo dando de si mesmo a parte necessária para a construção da forma requerida.

A segunda subdivisão da Região do Pensamento Concreto denomina-se “Região Oceânica”. Poderia ser mais bem descrita como vitalidade fluente e pulsante. Todas as Forças que atuam pelos quatro Éteres que constituem a Região Etérica são vistas aqui como arquétipos. É uma corrente de vida que flui através de todas as formas, assim como o sangue circula pelo corpo – a mesma vida em todas as formas. Nessa Região o clarividente treinado pode comprovar quanto é verdade que “toda vida é una”.

A “Região Aérea” é a terceira divisão da Região do Pensamento Concreto. Aqui encontramos os arquétipos dos desejos, das paixões, dos sentimentos e das emoções, tais como os que experimentamos no Mundo do Desejo. Aqui todas as atividades do Mundo do Desejo parecem condições atmosféricas. Os sentimentos de prazer e de alegria chegam aos sentidos do clarividente como o beijo das brisas estivais. As aspirações da alma assemelham-se à canção do vento na ramaria do arvoredo, e as paixões das nações em guerra aos lampejos dos relâmpagos. Nessa atmosfera da Região do Pensamento Concreto encontram-se também as imagens das emoções do ser humano e dos animais.

A “Região das Forças Arquetípicas” é a quarta divisão da Região do Pensamento Concreto. É a Região Central e a mais importante dos cinco mundos onde se efetua a evolução total do ser humano. De um lado dessa Região estão as três regiões superiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Espírito de Vida e o Mundo do Espírito Divino. No lado oposto dessa Região de Forças Arquetípicas estão as três regiões inferiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Desejo e o Mundo Físico. Portanto essa região torna-se uma espécie de “cruz”, limitada de um lado pelos Reinos do Espírito e do outro pelos Mundos da Forma. E o ponto focal por onde o Espírito se reflete na matéria.

Como seu nome indica, essa Região é o lar das Forças Arquetípicas que dirigem a atividade dos arquétipos na Região do Pensamento Concreto. Dessa Região é que o espírito trabalha na matéria de maneira formativa. O Diagrama 1 demonstra essa ideia em forma esquemática: as formas, nos mundos inferiores, sendo reflexos do Espírito nos Mundos superiores.

 Diagrama 1 – O Mundo Material um reflexo reverso dos Mundos Espirituais

A quinta Região que é a mais próxima do ponto focal pelo lado do Espírito, reflete-se na terceira Região, a mais próxima do ponto focal pelo lado da Forma. A sexta Região reflete-se na segunda, e a sétima na primeira.

(DO LIVRO: CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS: OS MUNDOS VISÍVEL E INVISÍVEIS – O MUNDO DO PENSAMENTO)

O suicida, que procurou fugir da vida, apenas descobre que está mais vivo do que nunca, e que se encontra na mais lastimável condição. É capaz de observar aqueles a quem, com seu ato, talvez tenha prejudicado e, pior que tudo, tem uma inexplicável sensação de estar “oco”. A parte da aura ovoide, que geralmente contém o Corpo Denso, está vazia e, ainda que o Corpo de Desejos tenha tomado a forma do Corpo Denso descartado, ele se sente como uma concha vazia, pois o arquétipo criador do corpo persiste, por assim dizer, como um molde vazio na Região do Pensamento Concreto por tanto tempo quanto deveria viver o Corpo Denso. Quando uma pessoa morre de morte natural, mesmo no vigor da vida, a atividade do arquétipo cessa e o Corpo de Desejos por si mesmo se ajusta para ocupar toda a forma. Mas no caso do suicida, o horrível sentimento de “vazio” permanece até o tempo em que deveria ocorrer a morte natural

(DO LIVRO: CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS – O SER HUMANO E O MÉTODO DE EVOLUÇÃO – MORTE E PURGATÓRIO)

Estrato Aquoso: nesse estrato estão as possibilidades germinais de tudo quanto existe na superfície da Terra. Aqui estão as forças arquetípicas que se ocultam atrás dos Espíritos-Grupo, como também as forças arquetípicas dos minerais, porque essa é a expressão física direta da Região do Pensamento Concreto.

(DO LIVRO: CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS – CONSTITUIÇÕES DA TERRA E ERUPÇÕES VULCÂNICAS – NÚMERO DA BESTA)

Diz-se que Jesus era o filho de um carpinteiro, mas a palavra grega é tekton e significa construtor; ARCHE é o nome grego de matéria primordial. Diz-se que Jesus era também um carpinteiro (tekton). É verdade, ele era um tekton, construtor ou maçom, um Filho de Deus, o Grande Archetekton. Com a idade de trinta e três anos, quando havia recebido os três vezes três (9) graus da Maçonaria Mística, Ele desceu ao centro da terra. O mesmo faz qualquer outro tekton, maçom ou Phree Messen (filho da luz), como os Egípcios os chamavam que desce através dos nove estratos da terra em forma de arco. Encontraremos, na época do primeiro advento de Cristo, tanto Hiram Abiff, o Filho de Caim, quanto Salomão, o Filho de Seth, renascidos para receber d’Ele a grande Iniciação dos Mistérios Cristãos.

(DO LIVRO: MAÇONARIA E CATOLICISMO – PARTE VIII – O CAMINHO DA INICIAÇÃO)

Diz-se na Bíblia que José foi um carpinteiro, mas a palavra grega “tekton” deve ser traduzida por “construtor”. Na Maçonaria Mística, Deus é chamado O Grande Arquiteto.

Arche em grego significa a substância primordial e um tekton é um construtor. Assim, Deus é o Grande Mestre Construtor, o qual moldou o mundo com a matéria primordial preparando um campo evolutivo para vários graus de seres. Ele usa no Seu universo muitos tektons ou construtores de vários graus. Qualquer um que siga a Senda do desenvolvimento espiritual, esforçando-se por trabalhar construtivamente com as leis da natureza – como um servo da humanidade – é um tekton ou construtor, no sentido que se acha qualificado para ajudar e dar nascimento a uma grande alma. É por isso que se diz que Jesus era um carpinteiro e filho de um carpinteiro, e entendemos que ambos eram tektons ou construtores numa linhagem cósmica.

(DO LIVRO: INICIAÇÃO ANTIGA E MODERNA – CAPÍTULO I – A INICIAÇÃO MÍSTICA CRISTÃ)

Goethe, o grande místico, finaliza, apropriadamente, sua versão (de Fausto) com o mais místico de todos os versos encontrados em qualquer literatura:

“Tudo que é perecível,

É somente uma ilusão.

O inatingível,

É aqui consumação.

O indescritível,

Aqui ele está pronto.

O Eterno Feminino,

É para nós uma atração”.

Esta estrofe confunde todos os que não são capazes de penetrar nos reinos onde ela é cantada, isto é, no céu.

Ele fala de tudo o que é ser perecível, mas somente uma ilusão, isto é, as formas materiais que estão sujeitas à morte e à transmutação são apenas uma ilusão do arquétipo visto no céu. “O inatingível aqui é realizado” o que parecia impossível na Terra é realizado no céu. Ninguém sabe disso melhor do que quem é capaz de funcionar nesse reino, pois toda aspiração elevada e sublime se concretiza. Os indescritíveis anseios, ideias e experiências da alma, que mesmo não podendo se expressar, são claramente definidos no céu. O Eterno Feminino, a grande Força Criadora na Natureza, o Deus Mãe, que nos conduz pelo caminho da evolução, torna-se uma realidade. Assim, o mito de Fausto conta a história do Templo do Mundo, que as duas classes de pessoas estão construindo, e que serão finalmente o Novo Céu e a Nova Terra profetizados no Livro dos Livros.

(DO LIVRO: MISTÉRIOS DAS GRANDES ÓPERAS – CAP. VI – O PREÇO DO PECADO E OS CAMINHOS DA SALVAÇÃO)

O som gerado num vácuo não pode ser ouvido no Mundo Físico, mas a harmonia que procede da cavidade vazia de um arquétipo celestial é a “Voz do Silêncio”, e esta se faz audível quando todos os sons terrestres cessam. Elias não a ouvia, enquanto a tormenta rugia, nem podia percebê-la durante a turbulência do terremoto, nem no ruído do fogo crepitante; mas quando os sons destrutivos e dissonantes deste Mundo se fundiram no silêncio, então “a pequena voz silenciosa” enviava suas ordens para salvar a vida de Elias (IReis 19).

(DO LIVRO: MISTÉRIOS ROSACRUZES – MUNDO DO PENSAMENTO – REGIÃO DO PENSAMENTO CONCRETO)

A outra classe de seres que devemos mencionar é a que a Escola de Ocultismo Ocidental chama de Forças Arquetípicas. Elas dirigem as energias dos Arquétipos Criadores, originados nesse plano: trata-se de uma classe de seres compostos de inteligências de graus muito diferentes e há um estágio na jornada cíclica do Espírito Humano do qual ele faz parte o qual e também trabalha. Porque, como o Espírito Humano também está destinado a converter-se em uma grande inteligência Criadora, em algum tempo futuro e se não houvesse ambiente em que pudesse gradualmente aprender a criar, não lhe seria possível adiantar-se, porque nada na natureza é feito repentinamente. Uma semente de carvalho plantada no solo não se converte numa árvore majestosa da noite para o dia, pois requer muitos anos de lento e persistente crescimento antes de alcançar a altura que tem esses gigantes das florestas.

(DO LIVRO: MISTÉRIOS ROSACRUZES – MUNDO DO PENSAMENTO – REGIÃO DO PENSAMENTO CONCRETO)

Aprendemos anteriormente, ao estudar o Mundo do Pensamento, que cada forma desse Mundo invisível tem o seu arquétipo, um molde oco vibratório, que emite certo som harmonioso. Esse som atrai e modela a matéria física em formas muito semelhantes às figuras geométricas que se formam numa placa de vidro cheia de areia, cujas bordas sejam postas em vibração por meio de um arco de violino; a areia modela-se em diferentes figuras geométricas, que mudam de forma quando o som muda.

O pequeno átomo no coração é a amostra e o centro em torno do qual se agrupam os átomos do nosso Corpo. Quando esse átomo é forçado a retirar-se do Corpo na morte voluntária, aquele centro fica vazio, mesmo que o arquétipo continue vibrando até o limite desta vida, como explicamos anteriormente, não pode atrair nenhuma matéria para esse molde oco do arquétipo. Por esta razão, o suicida sente uma temível dor que corrói uma sensação de vazio que só poderia ser comparada a angustia da fome.

Neste caso, o intenso sofrimento continuará exatamente durante tantos anos quantos o indivíduo deveria viver em seu Corpo físico. Ao expirar esse tempo, o arquétipo sofre o colapso, tal como no caso da morte natural. Então cessa a dor do suicida e começa o seu período de purgação, como acontece com aqueles que morrem de morte natural. Mas a memória dos sofrimentos experimentados em consequência do suicídio permanecerá com ele em vidas futuras, e isso o refreará no caso de tentar repetir o mesmo erro.

(DO LIVRO:  MISTÉRIOS ROSACRUZES – CAPÍTULO V – PRIMEIRO CÉU)

Depois que o Espírito fez sua escolha, desce ao Segundo Céu, onde é instruído pelos Anjos e Arcanjos sobre como construir um arquétipo do Corpo que mais tarde habitará na Terra. Aqui também notamos a manifestação da grande lei da justiça, que decreta que devemos colher o que semeamos. Se os nossos gostos são grosseiros e sensuais, construiremos um arquétipo que expressará esses defeitos; se, pelo contrário, somos de gostos refinados e estéticos, construiremos um arquétipo de um refinamento correspondente, mas ninguém pode obter um Corpo mais perfeito do que aquele que é capaz de construir. Então, assim como um arquiteto que constrói uma casa, na qual há de viver depois, sofrerá incômodos se se descuidar de providenciar uma ventilação apropriada, assim também o Espírito se sentirá mal num Corpo construído deficientemente. Como o arquiteto aprende a evitar os erros e as imperfeições anteriores quando constrói uma nova casa, assim também o espírito que sofre devido aos defeitos do Corpo que construiu para si próprio aprende, com o passar do tempo, a construir veículos cada vez mais eficientes.

(DO LIVRO:  MISTÉRIOS ROSACRUZES – CAPÍTULO V – TERCEIRO CÉU)

Na Região do Pensamento Concreto, o Espírito também atrai para si os materiais da sua nova Mente. Assim como um imã atrai a limalha de ferro, deixando de lado as outras substâncias, do mesmo modo cada Espírito atrai somente a espécie de matéria mental que usou em sua vida anterior e mais aquela que tenha aprendido a usar em sua vida post-mortem. Depois disso, ele desce ao Mundo do Desejo, onde reúne o material para seu novo Corpo de Desejos, de natureza tal que possa expressar adequadamente as suas características morais. Em seguida, atrai certa quantidade de éter, que se incorpora ao molde do arquétipo construído no Segundo Céu e que age como argamassa entre os materiais sólidos, líquidos e gasosos recebidos dos Corpos dos pais, que formam assim o Corpo físico da criança, que renascerá no devido tempo.

(DO LIVRO:  MISTÉRIOS ROSACRUZES – CAPÍTULO V – TERCEIRO CÉU)

Na Região do Pensamento Concreto todos os objetos sólidos aparecem como cavidades vazias de onde uma nota chave básica é continuamente tocada, assim, quem os vê, também houve dele a história completa de sua existência. Pensamentos-forma que não se cristalizara, ainda em ação concreta ou ser físico, não se apresentam ao observador como uma cavidade, mas ali, os pensamentos não são silenciosos. Ele fala uma linguagem inconfundível e transmitem, de uma forma muito mais precisa do que as palavras, a sua intenção, até que a energia dispendida pelo seu criador se esgote. Como vibram no tom peculiar à pessoa que lhes deu origem, é comparativamente fácil para o ocultista treinado investigar sua fonte.

(DO LIVRO:  FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. II – PERGUNTA Nº 64)

Por outro lado, o que realmente causa a morte é o colapso do arquétipo do Corpo Denso.

(DO LIVRO:  FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. II – PERGUNTA Nº 105)

O local em que crescerá esta parte do Cordão Prateado está indicado no arquétipo, mas são necessários aproximadamente vinte e um anos para que a junção se complete.

(DO LIVRO:  FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. II – PERGUNTA Nº 137)

Este Corpo físico é formado de acordo com um molde invisível chamado arquétipo e, enquanto este arquétipo persistir, o nosso Corpo físico permanecerá vivo. Quando a morte é decorrente de causas naturais, ou mesmo nos chamados acidentes (que geralmente não são realmente acidentes, mas acontecimentos surgindo para pôr fim a uma vida conforme o plano dos guardiões invisíveis dos assuntos humanos), o arquétipo é destruído e o Espírito fica liberto.

Um suicídio, no entanto, é diferente. Neste caso, o arquétipo persiste após a morte durante vários anos até o momento em que ocorreria a morte de acordo com os acontecimentos naturais, portanto, sendo incapaz de afastar de si os átomos físicos, o suicida terá durante esses anos de existência “post-mortem”, uma contínua sensação de dor, semelhante ao suplício da fome, ou a uma dor de dente indefinida, mas excessivamente dolorosa.

(DO LIVRO:  FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. II – PERGUNTA Nº 152)

Ao mesmo tempo, ele vê um arquétipo em fase de construção, que mostra a forma que terá a Terra nessa região quando um cataclismo ou uma série de cataclismos tiver destruído a atual configuração desse continente e do oceano adjacente. Talvez seja arriscado determinar quando começará essa remodelação da Terra, mas o arquétipo ou matriz moldada em matéria mental e representando o pensamento criador do Grande Arquétipo e de Seus construtores estão tão próximo de conclusão que, ao julgar pelo progresso realizado durante os anos em que o autor observou a sua construção, parece seguro dizer que até a metade do século atual (1950), senão antes, as elevações ter-se-ão iniciado.

(DO LIVRO: FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL .II – PERGUNTA Nº 155)

 

FIM

 

[1] N.T.: Região Continental, Região Oceânica, Região Aérea e Região das Forças Arquetípicas

[2] N.T.: Quarta Região do Mundo do Pensamento

[3] N.T.: Fonógrafo é um aparelho inventado em 1877 por Thomas Edison para a gravação e reprodução de sons através de um cilindro. É o precursor dos equipamentos eletrônicos que gravam atualmente.

[4] N.T.: ICor 15:50

[5] N.T.: Nêmesis é um substantivo masculino com origem no grego, que indica vingança ou indignação justificada.

 

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O Valor de uma Peça do seu Vestuário feito de couro ou de pele

O Valor de uma Peça do seu Vestuário feito de couro ou de pele

Sempre no outono ou no inverno (e, atualmente, em alguns dias também do verão e da primavera) temos um clima mais frio e entre outros artigos que muitas pessoas utilizam nesses dias temos as jaquetas, os blusões, as calças, os casacos, os calçados, os cintos e outros acessórios de vestuário feitos de couro e de peles de animais e que são exibidos nas vitrines das várias lojas para chamar a atenção dos clientes e os instigar a compra-los.

Caro leitor, você já parou para pensar no custo de, por exemplo, um casaco de couro ou de pele de animal? Não queremos dizer em valor monetário, mas sim, em agonia e sofrimento dos animais, e na degradação daqueles que os caçam, especialmente no estado de selvageria insensível.

Já lhe ocorreu que, ao comprar uma peça de roupa feita de couro ou de peles, você é responsável pelas atrocidades cometidas ao despertar esse desejo desnecessário para tal elegância?

Quando o ser humano mata animais em matadouros ou em locais semelhantes, ele, utiliza métodos para reduzir ao mínimo de sofrimento possível do animal – ainda que, também, totalmente equivocado nessa sua ação de matar o que não pode criar -, mas, pior ainda é quando caça animais para obter sua pele ou couro, ou ainda, outra parte do corpo do animal. Aqui o ser humano mostra uma indiferença absoluta aos sentimentos e sofrimentos de suas vítimas. E, ainda mais, muitas vezes ele parece até se gloriar por isso.

Ficamos sabendo de uma história em que um número de homens e meninos perseguiram um animal por quatro horas e, depois que o animal deu à luz a dois filhotes, ainda foi perseguida por duas horas, antes que finalmente fosse morta.

Há muito couro e peles curtidos para fabricar jaquetas, os blusões, as calças, os casacos, os calçados, os cintos e outros acessórios de vestuário obtidos capturando animais em armadilhas, e a morte desses animais, geralmente, não ocorre imediatamente e, muitas vezes, leva vários dias de sofrimentos e dores muito intensas para que ele morra.

A armadilha de aço é a ferramenta mais utilizada pelos caçadores profissionais e o poder desse terrível instrumento é tão grande que, muitas vezes, amputa a perna da presa em um único golpe. De fato, é relatado pelos caçadores que muitos animais escapam, assim, por um tempo pelo menos, se diz que, em média, em cada cinco animais capturado um tem apenas três patas. Às vezes, eles têm apenas duas ou uma perna, e há registro de um caso de um rato-almiscarado[1] com apenas uma perna que foi pego pela cauda. Basta pensarmos o tamanho do sofrimento causado àquele pobre animal antes que, finalmente, sua pele caísse nas mãos do selvagem caçador humano. Os inventores modernos voltaram sua criatividade para a tarefa de impedir que os animais capturados escapassem do cativeiro, ou por amputação, ou roendo a perna presa ou torcendo-a para sair, como fazem alguns animais quando estão agonizando; fazendo armadilhas mais equipadas e com um dispositivo para que o membro do animal preso que está diretamente no centro da armadilha será agarrado perto do corpo. Quando isso acontece, nenhuma torção ou mordida libertará o cativo.

O “spring pole” é outro mecanismo que os caçadores usam para impedir a fuga de suas presas, uma vez que tenham caído na armadilha. Consiste em uma barra flexível fixada no chão próximo à armadilha, com a extremidade superior dobrada e presa de maneira que possa ser liberada por qualquer chave inglesa. A corrente da armadilha de aço é presa ao mastro, e quando o pobre animal é pego e luta para escapar, ele quebra o cordão que solta o mastro e a armadilha com sua vítima é empurrada para cima, onde a pobre vítima fica pendurada e morre de fome, ou congela, lutando e sofrendo até que a morte a liberta, ou o caçador cruel aparece e dá o último golpe que põe fim à sua miséria.

Porém, de todos os métodos atrozes usados ​​pelos caçadores para capturar suas presas, o empregado na caça do arminho[2] é talvez o grau mais cruel. Consiste em pegar um pedaço de ferro muito pesado, deve revesti-lo com graxa e colocá-lo onde o arminho o ache.

O arminho lambe a graxa, e o frio intenso do ferro faz com que a língua congele instantaneamente, como se tivesse sido colocada numa prensa. Não há possibilidade de escapar, a não ser arrancando fora a língua do animal; e as lutas frenéticas do pobre animal fazem com que uma área cada vez maior da língua se adere ao ferro e, assim, todo o interior da boca irá se congelar devido a exposição prolongada ao frio intenso do Ártico. Preferencialmente, se usa este método de armadilha ou a bala de espingarda para não danificar a pele, pois este será o casaco de uma personagem da alta sociedade. De fato, a pele do arminho é cara, não pelo valor monetário, mas, principalmente pelo uso da atrocidade empregada para garantir a pele daquele pobre animalzinho.

Nenhuma língua pode dizer ou retratar na escrita, nem podemos jamais compreender, o que as pobres vítimas da vaidade humana devem suportar durante as longas horas e dias de terríveis sofrimentos lá em cima no silêncio do grande Norte em neve. Apenas pensemos nisto!

Estima-se que trinta milhões de animais sejam mortos anualmente por causa de suas peles (veja mais detalhes no anexo abaixo). Se todos esses milhões de animais pudessem ser reunidos com seus corpos despedaçados e mutilados numa montanha de mortes; esta seria a prova da nossa brutalidade e crueldade contra eles!

E lembre-se, todo mundo que usa essa elegante roupagem de jaquetas, blusões, calças, casacos, calçados, cintos e outros acessórios de vestuário feitos de couro e de peles de animais é parcialmente responsável pela crueldade e pelo sofrimento causado a essas pobres vítimas da ganância (ou egoísmo) humana, pois se as pessoas se recusassem a usar esses objetos, a demanda cessaria e os pobres animais ficariam em paz para viver suas vidas da maneira adequada.

Às vezes, ou com frequência, as pessoas contestam que, se não matássemos esses animais ou mesmo o gado, os porcos, as galinhas, os peixes e outros animais “comestíveis” e os comêssemos, o Planeta Terra seria dominado por eles.

Porém, esse não é o caso! Não é usual comermos cães ou gatos, coiotes ou gambás, nem mesmo são caçados por sua pele, couro ou pela carne.

Por exemplo, os cavalos estão na mesma categoria, contudo, esses animais não se multiplicam além do limite, e o ocultismo nos ensina que cada espécie de animal é a expressão, no Mundo Físico, do Espírito-Grupo[3] deles que os dirige de fora, a partir do Mundo do Desejo. Daí o notável instinto com que são dotados. Quando esses animais são mortos, antes do tempo da sua morte por causa natural, o Átomo-semente, que forma o núcleo do Espírito-Grupo, é liberado do animal moribundo e usado pelo Espírito-Grupo para fertilizar rapidamente outro de sua espécie.

Assim, quanto mais matamos, dentro de certos limites, é claro que, mais rapidamente a espécie se multiplica, mas se abstermos de matar, não será necessário que o Espírito-Grupo fertilize os animais com tanta frequência. O nascimento diminuirá na mesma proporção que a morte.

Mas, voltando à questão das peles e do couro usados para vestuário, sustentamos que as peles são luxuosas, assim como muito tipo de couro, e não se pode dizer, na extenuação do crime envolvido e em torná-los essenciais à vida humana, que é a mesma reivindicação relativa à carne de mamíferos, aves, peixes e quaisquer outros animais “comestíveis” como alimento.

Aqueles que aspiram viver a vida superior e alcançar a ativação dos seus poderes anímicos não podem se dar ao luxo de usar essas coisas caras, nem se encher desse egoísmo, nem matar o que não pode criar, nem se ausentar de praticar a compaixão e a misericórdia com os nossos irmãos menores.

Algum tempo atrás, uma senhora chegou à Mount Ecclesia (sede mundial da Fraternidade Rosacruz) professando estar entediada e desgostosa pela sociedade, exceto tudo aquilo que se referia ao progresso espiritual; mas quando lhe foi dito que ninguém seguiria a Cristo em um casaco de pele, ela admitiu que tinha um casaco de pele de mil dólares e que não desistiria dele sob nenhuma consideração; se retirou de lá no dia seguinte, irritada com a ideia de que lhe havia exigido um sacrifício tão grande e que havia se colocado sob um professor que era mais complacente em seus pontos de vista sobre a vida e os luxos.

Todos sabemos que, de fato, é possível obter roupas totalmente quentes (por maior que seja o frio) que não são feitas com peles ou coro de animais. Max Heindel foi testemunha ocular desse fato, quando disse que ele mesmo, tendo viajado lugares de altas latitudes, tanto para o norte e como para o sul, mesmo na Sibéria e no Polo Ártico, onde as temperaturas eram extremamente baixas não utilizava nada de couro. E isso no início do século XX!

O que foi dito sobre as peles e o couro também se aplica às penas e outras partes do corpo de um animal, tanto no que diz respeito ao custo de crueldade quanto à falta de necessidade de uso. Roupas bonitas, artísticas e quentes podem ser feitas sem o uso de couro, peles ou penas, para o bem-estar econômico e espiritual de quem se abstém de usá-las.

Mesmo calçados, como sapatos, sandálias, chinelos e outros tipos já podemos obter no mercado atual a preços acessíveis para todas as camadas da sociedade. Com o advento da internet e de revistas especializadas para vegetarianos e veganos o acesso a informação é muito fácil. Basta querer!

Se você é um Estudante que já despertou para o Evangelho da Compaixão já compreendeu que deveria ser considerado um crime tirar a vida de um animal, assim como agora é considerado crime tirar a vida de um ser humano.

Temos certeza que com a aproximação da Era de Aquário essas peças de vestuário serão substituídas por outros produtos da indústria que servirão a esse propósito de maneira completa ou melhor.

É aqui que os Estudantes Rosacruzes podem ajudar a moldar os pensamentos do mundo, tanto por suas ações em se abster do uso de couro, peles, penas e outras partes dos animais, quanto por defender a ideia de que são desnecessários, chamando a atenção dos outros para as atrocidades cometidas para obter essas coisas. Assim, o Estudante Rosacruz pode ajudar a acelerar o dia de “paz na terra e boa vontade entre os homens” – e também os animais.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – out/1917, traduzido e atualizado pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

Anexo sobre “animais ainda são usados para fazer casacos de pele”

Desde focas e chinchilas até raposas e linces, milhões de animais são mortos todos os anos para a confecção de casacos de pele no mundo. Só na França são abatidos 70 milhões de coelhos por ano para esse fim. Mas a indústria dos casacos de luxo é alvo de críticas. Para as organizações de defesa dos animais, mais do que injustificada – há tecidos sintéticos e naturais que cumprem a função -, a atividade é extremamente cruel. O sofrimento já começaria na captura do bicho, que pena nas mãos dos caçadores – as focas, por exemplo, são mortas a pauladas na cabeça, para não danificar a pele. Mesmo quando criados em cativeiro, os animais viveriam em condições degradantes e padeceriam horrores na hora de extrair a pele.

Os produtores, por sua vez, contestam o que chamam de sensacionalismo das entidades. “No caso da chinchila, a morte ocorre pelo destroncamento de uma das vértebras cervicais. É um processo indolor, sem sangue ou sofrimento”, diz Carlos Perez, presidente da Associação dos Criadores de Chinchila Lanífera (Achila). Para os defensores dos bichos, porém, a crueldade fica óbvia quando se leva em conta que, ao contrário do que rola com vacas e frangos – mortos para alimentar pessoas -, no caso da indústria da moda os animais são sacrificados apenas para alimentar a vaidade alheia.

As fases para se fazer as jaquetas, os blusões, as calças, os casacos, os calçados, os cintos e outros acessórios de vestuário:

  1. Os animais usados para fazer casacos de pele podem ser criados em cativeiro (como chinchilas, coelhos e martas) ou ser caçados em seu habitat (como focas, ursos e lontras). O abate rola quando o bicho atinge a maturidade e ocorre sempre no inverno, quando o pelo é mais longo, brilhante e abundante
  2. Há vários modos de abater o bicho. Eles podem ser mortos a pauladas, ser estrangulados – método indolor, segundo os produtores – ou, entre outras técnicas para resguardar a pele, ser eletrocutados com a introdução no ânus de ferramentas que fritam os órgãos internos.
  3. Depois que o animal é morto, é hora de extrair sua pele. Há várias formas de escalpelá-lo, algumas mais profissionais e outras rudimentares e violentas.

Escalpelamento profissional:

  1. Nas fazendas de criação de chinchilas, faz-se um pequeno corte no lábio inferior do animal e outro próximo ao órgão genital
  2. Em seguida, é introduzida uma vareta de ferro de um ponto a outro. Ela funciona como um suporte-guia para o corte
  3. Com um bisturi, se desprega a pele do animal, evitando danificá-la. Quanto mais intacto o couro, maior o seu valor de mercado

Escalpelamento amador:

  1. Nos modos mais cruéis, como rola em alguns locais da China, o animal é morto a pauladas e suas patas são decepadas
  2. O bicho então é dependurado pelo coto da pata, e seu couro é extraído a partir desse ponto com a ajuda de uma faca
  3. A pele é puxada com força, como se fosse tirada ao avesso. Em muitos casos, o animal ainda está vivo durante esse processo
  4. Uma vez retirada, a pele é presa com alfinetes ou pregos numa tábua, onde ficará por alguns dias no processo de secagem. Nessa etapa, ela ganha forma definitiva e não vai mais encolher nem sofrer deformações
  5. O passo seguinte é o curtimento da pele. Num curtume, ela passa por banhos químicos para retirada de sujeiras, cheiro e gordura, evitando que apodreça mais tarde. Ela também pode ser tingida
  6. Após o curtimento, as peles vão para as confecções, onde são costuradas umas nas outras até tomarem a forma de um casaco. No acabamento, é aplicado um forro, em geral de cetim, na parte interna.

(Artigo publicado na Revista Mundo Estranho, em 28 jul 2009)

[1] N.T.: O rato-almiscarado é a única espécie do gênero Ondatra, é um roedor semi-aquático de porte médio nativo da América do Norte.

[2] O arminho é um carnívoro mustelídeo de pequeno porte pertencente ao grupo das doninhas. A espécie ocupa todas as florestas temperadas, árticas e sub-árticas da Europa, Ásia e América do Norte.

[3] N.T.: Um Arcanjo, uma onda de vida muito superior a nossa e extremamente sábia. Lembrando: Cristo é um Arcanjo, o mais elevado entre eles.

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Um animal de estimação pode renascer já com uma individualidade separada?

PERGUNTA: Os animais, ao morrer, vão presumivelmente para uma “consciência de grupo”, assim eu entendo, embora a meu ver haja ambiguidade. Tive por um bom tempo um ratinho preto e branco. Ele certamente se tornou “individualizado” durante aquele tempo, com características próprias. Quando morreu, o que aconteceu? Reteve alguma individualidade própria? Continuaria a existir como entidade separada? Renascendo depois como ele mesmo ou simplesmente como outro ratinho? Serei eu capaz eventualmente de ver e reconhecer meu ratinho de novo?

RESPOSTA: Quando seu ratinho de estimação morreu, o “espírito” voltou para o Espírito-Grupo, do qual, por assim dizer, ele é uma célula. O amor e carinho que você lhe deu, naturalmente adiantou-o em sua evolução, ajudando-o a alcançar um grau de consciência mais alto do que teria sido possível de outra forma, e também adiantou a evolução espiritual do próprio Espírito-Grupo. O espírito que habitava o corpinho do rato não era individualizado no sentido de como o é o ser humano, e embora sua consciência tenha sido elevada, não continuaria como entidade “separada”, a não ser de maneira semelhante a uma célula de nosso corpo. O crescimento dos espíritos animais coincide com o do Espírito-Grupo. O mesmo espírito, sem dúvida, reencarnará no corpo de um ratinho e fosse você morrer logo após a morte dele, “poderia” vê-lo. Não é impossível, embora não muito provável em conexão com um animal num ponto tão baixo da escala evolutiva. É também possível que o mesmo espírito venha a você após reencarnado em outro ratinho.

Seja como for, seu carinho e cuidados a qualquer animal traz recompensa em crescimento anímico para você e para o espírito do animal, e cremos ser melhor nos abstermos do aspecto “pessoal” da questão. São todas criaturas de Deus, e como tais merecem nossa ajuda, venham ou não a ser nossos bichinhos de estimação.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – jan./fev./1988)

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Dieta Conveniente para o Aspirante

Dieta Conveniente para o Aspirante

O fato de os bois se alimentarem de erva e os leões de carne, sabendo-se que, para uns seres humanos, a carne é alimento e, para outros, é veneno, demonstra a influência da Espírito-Grupo, comparada com a do Ego humano; este último dirige as necessidades de cada ser humano, que diferem, mais ou menos, de um para o outro, de acordo com a classe dos alimentos e suas proporções.

Sob o ponto de vista oculto, é desejável que cada Ego viva a maior parte do tempo possível em seu Corpo Denso, especialmente depois de ter manifestado alguma tendência para a vida espiritual. Será igualmente desejável que conserve, quanto mais tempo melhor, um corpo que tenha recebido influências espirituais.

É sumamente importante que ingiramos alimentos e bebidas que depositem a menor quantidade possível de substâncias calcárias terrosas em nossos tecidos. Dispendam o mínimo de energia ao serem assimilados, e conservem o corpo em condições normais. Como é sabido, o corpo inteiro é alimentado pelo sangue e tudo o que o corpo contém, de qualquer natureza, já esteve antes no sangue.

A análise demonstra que o sangue contém substâncias terrosas, havendo, no sangue arterial, em maior proporção que no sangue venoso. Isto é de suma importância, porque demonstra que, em cada ciclo circulatório, o sangue deposita substâncias terrosas. Por conseguinte, através da circulação regular do sangue, produz-se a obstrução do sistema circulatório. A obstrução realiza-se quando a entrada de matéria terrosa se processa de modo permanente, contínuo. Os alimentos e as bebidas que nutrem o corpo, constituindo a origem principal da matéria calcárias que é depositada pelo sangue em todo o Sistema, causam a decrepitude e, finalmente, a morte.

A vida física é sustentada pelo que comemos e bebemos, mas há muitas classes de alimentos e bebidas.  O estudante de ocultismo deve conhecer os alimentos que contêm a menor proporção de elementos de obstrução. Como cada ser humano está num nível diferente de desenvolvimento, não é possível dar regras absolutas; a dieta é um assunto individual.

O “Conceito Rosacruz do Cosmos” contém uma lista de valores alimentícios que ajudará o aspirante a selecionar os alimentos mais próprios para suas necessidades individuais. A Ciência descobriu que as chamadas vitaminas são de enorme importância para manter a saúde e a vitalidade. As vitaminas estão, principalmente, nas folhas dos vegetais, no leite, nas frutas e no grão integral.

As combinações químicas são assunto muito complicado, sobre o qual diferem muito as opiniões dos técnicos. É necessário que cada um examine o assunto individualmente, em forma de estudo e experiência, empregando o devido discernimento.

O Aspirante à vida superior deveria evitar todo alimento de carne, se possível. Ninguém que mate, ou permita que outros matem para ele, pode adiantar-se muito no caminho da santidade.

Certos produtos animais, sem dúvida, podem ser consumidos sem inconveniente: o leite, o queijo, a manteiga. O leite é um alimento importante para o estudante ocultista; contém muito pouco quantidade de matéria terrosa e tem uma influência superior a qualquer outro alimento sobre o corpo. O soro de leite é bom, como alimento e como dissolvente das matérias terrosas dos tecidos.

A fruta fresca contém água da melhor e mais pura espécie. O suco de uva não fermentado é um dissolvente maravilhoso, porque fluidifica e estimula o sangue, abrindo caminho no interior dos vasos capilares esclerosados e obstruídos. Retarda a velhice, quando o processo de cristalização não está adiantado. O aspirante deveria beber somente água destilada. A fervura não destrói o carbonato de cálcio e outros produtos terrosos que a água contém. A água usada, interior e exteriormente, é um grande dissolvente das substâncias terrosas cristalizadas no corpo.

A proteína forma o tecido celular, mas contém alguma matéria terrosa.

Os hidratos de carbono, ou açúcares, são os principais produtores da força.

As gorduras produzem calor e são a base da força de reserva.

Dos vegetais, assimilamos somente uns 83% de proteína, 90% de gordura e 95% de carboidrato.

Das frutas, assimilamos, aproximadamente, 85% das proteínas, 90% das gorduras e 90% de hidratos de carbono.

No cérebro, além das mesmas substâncias que entram em todas as demais partes do corpo, há, ainda, o fósforo em quantidade acentuada. Como dedução lógica, podermos considerar o fósforo elemento especial que permite ao Ego criar e expressar pensamentos e, desse modo, exercer influência sobre o Corpo Denso.

É importante, por conseguinte, que o aspirante, tendo que ocupar seu corpo no trabalho mental e espiritual, alimente seu cérebro com a substância especial necessária para tal propósito. A maioria dos vegetais e frutas contém certa quantidade de fósforo, porém, as folhas têm maior proporção. Encontra-se em grandes quantidades na uva, na cebola, no feijão, no alho, nos ananás, nas folhas e talos de muitos vegetais e no suco de cana, porém, não no açúcar refinado.

A abstinência temporária de alimentos, dentro de certos limites e sem exagerar, é de grande valor para limpar o sistema circulatório das matérias acumuladas, que podem obstruir e dificultar o funcionamento de vários órgãos. Ao primeiro sinal de desordem, a supressão de uma, ou duas refeições, é muito recomendável. O jejum de 24 horas, de vez em quando, é uma coisa excelente para quase todo o mundo, se feito quando não se trabalhe intensamente, nem com a mente, nem com as mãos, trabalho que requer muita energia. Jejuns mais prolongados só podem ser empreendidos sob a direção de uma pessoa competente. Pessoas psiquicamente negativas devem evitar os grandes jejuns, porque só podem contribuir para aumentar seu estado negativo.

Admite-se que duas terças partes das doenças humanas provêm do excesso de alimentos. A maioria das pessoas, hoje em dia, poderia reduzir de um terço, com grande proveito, os alimentos que, diariamente, ingere. O resultado seguro seria um maior rendimento de trabalho mental e físico e o prolongamento da vida.

Convém evitar, especialmente, o uso excessivo de alimentos farináceos. Pessoas de mais de 50 anos de idade poderiam contentar-se com duas refeições em vez de três, diariamente.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – jul. e ago./87)

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No livro O Conceito Rosacruz do Cosmos aprendemos que os glóbulos brancos do sangue não são os agentes do sistema. Qual a sua origem e missão?

Pergunta: No livro O Conceito Rosacruz do Cosmos aprendemos que os glóbulos brancos do sangue não são os agentes do sistema. Qual a sua origem e missão?

Resposta: Para que isso se torne claro para o leitor comum é necessário dizer que, além do Corpo Denso visível para todos nós há veículos mais sutis que interpenetram esse organismo, e que são as molas propulsoras de suas atividades. Um desses veículos é o Corpo Vital, composto de Éter e que diz respeito à constituição do Corpo Denso através do alimento que ingerimos. Controla todas as funções vitais, tais como a respiração, digestão, assimilação, etc., e age através do sistema nervoso simpático. Outro veículo, mais sutil ainda, é chamado o Corpo de Desejos. Esse é o veículo das nossas emoções, sentimentos e desejos, que consomem as energias armazenadas no Corpo Denso pelos processos vitais através do controle do sistema nervoso cérebro-espinhal ou voluntário. Durante as suas atividades, esse Corpo de Desejos está destruindo e fragmentando constantemente o tecido formado pelo Corpo Vital, e é a guerra entre esses dois veículos que causa o que chamamos consciência no Mundo Físico. As forças etéricas no Corpo Vital atuam de maneira a converter tanto alimento quanto possível em sangue, e este é a expressão mais elevada do Corpo Vital.

Nos animais inferiores, dos pássaros para baixo, que estão inteiramente sob a orientação de um guardião invisível chamado Espírito-Grupo, o sangue apresenta-se nucleado, mas nos mamíferos superiores, que estão no limiar da individualização, e particularmente no ser humano, que se tornou um Espírito morador individual, os glóbulos vermelhos não contêm núcleos. Mesmo no feto, que é formado exclusivamente sob a direção da mãe nas três primeiras semanas e, portanto, nucleou glóbulos vermelhos nesse período, eles cessam de formar-se no momento em que o Ego entra no corpo que vai habitar. Isso ocorre aproximadamente vinte e um dias após a concepção e, à medida que surgem os movimentos do feto, o Ego interno destrói todos os glóbulos com núcleos. Daí em diante, não mais se formarão, pois, o Ego deve tornar-se senhor do seu veículo. Esse não é o caso quando há um núcleo ou centro nos glóbulos do sangue, os quais proporcionam uma base para outro espírito. É fácil demonstrar que a vida está no sangue, pois, embora possamos, às vezes, amputar impunemente um braço ou membros, não podemos privar o corpo do sangue sem com isso matá-lo.

Assim, o sangue é o veículo particular do Ego e, como nas eras de desenvolvimento do passado cristalizamos matéria para formar nosso Corpo Denso, hoje precisamos eterizar os nossos veículos para que possamos elevar-nos, e o mundo também, acima do reino da materialidade em direção ao reino espiritual. Naturalmente, o Ego visa primeiro tornar o sangue gasoso e, para a visão espiritual, este sangue vermelho sem núcleo não é um fluido, mas um gás. O fato de o sangue sair sob forma líquida quando nós nos ferimos, não é argumento contra essa afirmação. No momento em que abrimos a válvula de uma caldeira de vapor, o gás também se condensa em líquido, mas se criarmos um modelo de caldeira em vidro e observarmos a forma como o vapor age dentro dela, veremos apenas o pistão movendo-se para frente e para trás impulsionado por um agente invisível, o vapor ativo. Similarmente, assim como o vapor ativo da caldeira é invisível e gasoso, também o sangue ativo do corpo humano é um gás, e quanto mais elevado for o estado de desenvolvimento de qualquer Ego renascente, maior capacidade terá para eterizar seu sangue.

Quando, mediante processos vitais, o alimento atinge esse elevadíssimo estado alquímico, o processo de condensação tem início, e o gás-sanguíneo transforma-se em tecido nos vários órgãos para substituir aquele que foi gasto ou destruído pelas atividades do corpo. O baço é a porta de entrada do Corpo Vital. É por ele que entra a energia solar que abunda na atmosfera circundante, num fluxo contínuo, para ajudar-nos nos processos vitais, e lá também a guerra entre o Corpo de Desejos e o Corpo Vital é travada violentamente.

Pensamentos de preocupação, medo e ódio interferem nos processos de evaporação no baço. Em consequência, uma partícula de plasma é formada e imediatamente apoderada por um pensamento elemental que forma um núcleo e se incorpora ali dentro. Então, começa a viver uma vida de destruição, misturando-se com outras excreções e tecidos orgânicos em decomposição onde quer que se formem, fazendo do corpo um sepulcro ao invés do templo do Espírito interno. Portanto, podemos dizer que cada glóbulo branco do qual se apossou uma entidade externa, representa para o Ego uma oportunidade perdida. Quanto mais essas oportunidades perdidas acontecerem no corpo, menor será o controle do Ego sobre o corpo. Por essa razão é que encontramos esses glóbulos presentes em quantidades maiores nas pessoas doentes do que nas que usufruem boa saúde. Podemos até dizer que uma pessoa de natureza jovial ou devota, que possui uma fé e confiança absoluta no amor e na providência divina, terá muito menos oportunidades perdidas, ou glóbulos brancos de sangue, do que aquelas que sempre estão preocupadas e nervosas.

(Pergunta 50 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Vol. II, de Max Heindel)

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Nosso Serviço para com os Animais

Nosso Serviço para com os Animais

Como sabemos, os animais agem sob a direção de seus Espíritos-Grupo e não estão individualizados no sentido dos seres humanos.

Para muitos de nós é óbvio, contudo, que os animais domésticos parecem ser capazes de “pensamentos” e “atividade inteligente” num grau além do que seu presente estágio evolutivo pareceria indicar.

Esta capacidade de aparente “pensamento” — este passo na direção da individualização dos animais domésticos — é devido ao fato destes animais terem estado em tão íntimo contato com os humanos, tendo, por muitas encarnações, sido treinados e influenciados por humanos na direção de seu presente estágio de desenvolvimento. Estes animais estão à vanguarda da onda de vida animal e serão os escolhidos como ensinantes e guias para os animais menos desenvolvidos durante o próximo Dia de Manifestação, quando terão se tornado realmente individualizados.

É bem sabido pelos Estudantes da Filosofia Rosacruz que, durante o Período de evolução de Júpiter que está se aproximando, a raça humana servirá de ajuda e estará a serviço do reino animal, ajudando-os a tirarem o máximo proveito de suas experiências naquele Período de Manifestação. Nós, então, trabalharemos para os animais bem, do mesmo jeito, como os Anjos estão nos servindo e conosco trabalhando atualmente. Sabemos que, pelo menos em parte, nosso serviço representará reembolso do tremendo débito em que estamos incorrendo como resultado da tortura e matança que neles infligimos agora.

Talvez, todavia, nós não estejamos tão-conscientes, ou alertados, do fato que os que entre nós temos animais domésticos e estamos agora mesmo ajudando-os em sua evolução e, talvez ainda mais importante, em formá-los e influenciá-los a serem futuros guias de sua onda de vida. Pois, é certamente verdadeiro que tais animais como gatos, cachorros e cavalos são os membros mais avançados da sua onda de vida e, como tais, serão os mestres e guias do inteiro reino animal, quando se tornarem individualizados e alcançarem o estágio de evolução “humano”. Dar-nos conta da responsabilidade que sobre nós incumbe como ensinamentos de tais guias futuros é certamente um pensamento maravilhoso, mas ao mesmo tempo profundamente solene.

De fato, quantos de nós já tentamos trabalhar, brincar, treinar, ou simplesmente afagar nosso cachorro ou gato com a clara consciência de seu potencial como possível pioneiro e mestre? O que quer que façamos para nossos bichinhos agora, e como quer que os tratemos, é certo que se insinuará em sua consciência e terá efeito sobre suas futuras personalidades. Treiná-los numa atmosfera de bondade e carinho agora ajudará a encorajar características semelhantes num animal ao chegar um indivíduo de sua maneira. Semelhantemente, um ambiente de aspereza e indiferença teriam seus efeitos negativos.

É verdade, naturalmente, que a consciência, conscientização e personalidade do animal se formarão dentro do contexto de muitas prévias encarnações, e não é provável que qualquer uma encarnação individual como animal seria uma determinante final com relação a suas qualidades futuras em seu próximo passo evolucionário importante. Dado o tremendo poder do amor, bondade e pensamento positivo, contudo, parece evidente que o que quer que possamos fazer para um animal doméstico (ou qualquer animal, por sinal) que esteja baseado nestas forças positivas, ajudará a dar-lhe uma receptividade e correspondência a elas e estimulará sua própria habilidade, quando o tempo chegar, em fazer uso delas em seu trabalho como guia de sua onda de vida.

Tem havido um bocado de especulação entre alguns estudantes ocultistas de que os animais, após a morte, podem e de fato voltam para seus donos em encarnações subsequentes. Os animais mortos, naturalmente, juntam-se a seus Espíritos-Grupo novamente, e seus períodos, entre encarnações físicas, são muito menores que os dos humanos. Muitos donos estão seguros de reconhecer num novo bichinho, o amado gato ou cão perdido algum tempo antes. Embora não tenha sido comprovado (para satisfação da Mente materialista) que os animais voltam assim, é razoável e lógico imaginar que poderiam e o fazem. Certamente parece provável que o Espírito-Grupo, sempre vigilante pelo bem-estar e progresso dos seus, julgue vantajoso devolver um animal ao antigo dono que o amou e estimulou seu desenvolvimento, de forma que possa novamente beneficiar-se de tal trato e tal ambiente benéficos. Pareceria também que a Lei de Associação aqui operaria. Portanto, os entre nós donos de animais, podemos por vezes ter o privilégio — e a responsabilidade — de amar, treinar, e trabalhar com o mesmo animal mais de uma vez.

De qualquer maneira, não importa quão frequente — ou infrequentemente estejamos envolvidos com determinado animal, poderemos ter certeza que, de uma maneira ou outra, estamos deixando nossa impressão permanente nele. Seja para bem ou para mal, isto é, inteiramente conosco. Se nos concentrarmos um momento nos magníficos esforços que os Anjos — na verdade, todas as Hierarquias Criadoras — têm feito em nosso benefício, nos parecerá que o menos que podemos fazer, agora que nos tornamos indivíduos de Mente e consciência despertas sobre o significado da evolução e progresso, será contribuir na maneira que for possível para o desenvolvimento de outras ondas de vida avançando por trás de nós. Naturalmente nossos esforços serão amadorísticos se comparados com o que pode ser conseguido por Inteligências Criadoras mais avançadas. Assim mesmo, só o bem pode vir do bem. Se lidarmos com os nossos animais no pleno conhecimento que o que fazemos influirá diretamente sobre sua evolução e sobre a maneira na qual eles, em troca, influenciarão outros membros de sua onda de vida, chegando o tempo, poderemos dar uma marcada e extremamente benéfica contribuição a seu progresso evolucionário.

Poderia não estar fora de lugar considerarmos por instantes as complicações pelas quais nossa própria onda de vida passou pela influência dos Espíritos Lucíferos, iniciada num tempo om que éramos mentalmente mais débeis que agora e provavelmente sem um poder efetivo para dela nos guardarmos, mesmo que já soubéssemos bastante para querer passar por ela. Evidentemente, os animais hoje estão ainda mais desamparados com relação ao mal que o ser humano lhes inflige. Já foi bastante repetido que tremenda dívida estamos contraindo por causa disto, mas bem aparte disto, não é assustador pensar que tanto mal esteja sendo praticado a uma onda de vida inteira apenas para satisfazer nossos próprios desejos? Naturalmente, a maioria dos humanos não vê a coisa assim, ignorando ainda abençoadamente as grandes complicações e ramificações ligadas a nosso tratamento errado dos animais. É, portanto, particularmente incumbente sobre os estudantes dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental o de fazermos tudo que seja possível para amenizar esta situação no ambiente em que nos movermos. Nós, pelo menos, podemos lidar com os bichinhos, os animais em geral cientes do efeito que nosso tratamento terá sobre seu desenvolvimento posterior. Isto é ainda mais importante quando considerado na luz do fato que os animais que estamos agora ajudando a influenciar terão, por sua vez, muito provavelmente como um dever de liderança o de ajudar seus contemporâneos a superar os efeitos dos mesmos males que hoje o ser humano pratica neles.

Uma palavra de cautela se faz, porém, necessária. Bondade amoroso em nosso trato com os animais domésticos não deveria ser confundida com fazer-lhes todas as vontades. O gato que desperdiça seu tempo espreguiçando-se na almofada sempre dentro de casa e o cãozinho do colo que sempre lá está de casa para o carro com “passeios” limitados a andar de coleira pelo quarteirão, não aprenderá as lições de independência, coragem, e iniciativa que outros animais, não importa quanto dura sua sina, estão aprendendo. Semelhantemente, como na criação de crianças, o tipo de “amor” sufocante, superprotetor dado aos animais é apenas uma manifestação de egoísta sentido de posse por parte do dono, e nada de bom faz aos animais tanto quanto diga respeito ao desenvolvimento de seus futuros caracteres. Amemos nossos animais, certamente, mas lembrando que eles têm lições a aprender e consciência para cultivar, e que isto só pode dar-se se forem deixados livres para participarem de atividades nas quais tais coisas podem ser realizadas. Tal não acontecerá se forem forçados a viver na indolência, totalmente sufocados por afeto e personalidade humanos.

(Traduzido de Rays from the Rose Cross – publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 05-06/87 – SP)

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O Ser Humano, o Lírio, a Páscoa

O Ser Humano, o Lírio, a Páscoa

“A Páscoa simboliza a vitória da vida sobre a morte”. Essa frase pôde ser ouvida — lugar-comum em que se tornou — em praticamente todas as celebrações pascais. O termo lugar-comum, entretanto, não assume aqui um sentido pejorativo, um significado menor. A frase expressa uma verdade cósmica.

A história da Páscoa é a história da própria vida. É a história da ressurreição, da permanência e invencibilidade da VIDA ÚNICA emanada de Deus, da qual todas as coisas viventes são participantes.

Reparemos nos lírios do campo. Como crescem, como encantam nossos olhos. Não trabalham, nem tecem, mas vestem-se gloriosamente. Recebem cuidados permanentes sob a compassiva proteção do Pai.

Observemos, também, a persistência da vida dentro dos lírios do campo. A cada ano o bulbo plantado na terra faz brotar pequenos ramos. Cada ano a planta culmina com sua gloriosa expressão: as flores, universalmente admiradas. Cada ano renova-se a energia armazenada no bulbo para que o vegetal, uma vez mais, experimente seu ciclo de crescimento e descanso. Mais uma vez cumpre sua missão de oferecer beleza ao mundo.

Vejamos, agora, o que acontece com a humanidade. O ser humano trabalha, luta, agoniza e se desespera, regozija-se e triunfa, progride ou retarda sua evolução conforme suas ações e pensamentos.

Qual, pois, a diferença entre o ser humano e o lírio? O ser humano tem à liberdade de afastar-se, mesmo que temporariamente, do Divino Plano traçado pelo Criador. Mas, à semelhança do lírio, encontra-se permanentemente debaixo da proteção de Deus.

Assim como as necessidades dos lírios são conhecidas e providas, assim como são alimentados e formosamente vestidos, também são conhecidas as necessidades do ser humano.

Tal como os lírios cumprem uma missão evolutiva, o ser humano cumpre a sua. Os lírios devem crescer, florescer e desenvolver o Corpo Vital, para eles um novo veículo. A missão do ser humano, por suposto, é muito mais abrangente. Ao ser humano cabe a tarefa de dominar sua impulsiva natureza de desejos e desenvolver a Mente, seu mais novo veículo. Faz parte de sua evolução aprender todas as lições que o plano físico lhe oferece e partir para a conquista do mundo do espírito.

É nesse ponto que a permanência e invencibilidade da vida de Cristo tornam-se importantes para nós. A Vida do Raio do Cristo Cósmico consumida anualmente na Terra enseja possibilidade de crescimento ao ser humano e ao lírio.

A força vital infundida no bulbo pelo Espírito-Grupo é suficientemente forte e persistente para ajudar a primeira manifestação do lírio a romper os obstáculos da terra até irromper na superfície com toda sua beleza.

A energia vital do Cristo em nós, individualmente, é suficientemente forte e persistente para ajudar-nos a vencer todos os obstáculos ao progresso espiritual.

Ao lírio não cabe escolha. A força vital opera através dele sem que lhe caiba expressar-se se concorda ou não. Deve responder ao estímulo dessa energia. Deve trabalhar com essa força. Trabalha automaticamente.

A humanidade pode optar. Eis onde se encontra a grande diferença, ao mesmo tempo fonte de dificuldades. Devemos conscientemente trabalhar pelo despertamento do Cristo Interno, abrindo-nos ao fluxo dessa força poderosíssima. Podemos assentir ou relutar e frequentemente relutamos, dizendo não ao Cristo. Obstinados e cegos que somos, ignoramos a força crística interna, impedindo assim o fluxo da VIDA UNA em e através de nós. Dessa obstinação ignorante, desse estado de morte é que devemos ressuscitar, preparando-nos para uma mais elevada expressão do Deus Interno.

Somente quando procedermos assim, a Páscoa se converterá numa experiência vivente para nós. Somente quando trabalharmos conscientemente com Sua Vida dentro de nós, poderemos avaliar a vitória que a Páscoa simboliza.

O significado da Páscoa é transcendente, abrangendo o físico e o espiritual, presente e futuro. Na medida em que o Cristo cresça em nós, poderemos perceber e apreciar o seu verdadeiro significado.

(Publicado na revista Serviço Rosacruz de março e abril/87)

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A Formação do Ambiente e as Enfermidades Físicas e Mentais

A Formação do Ambiente e as Enfermidades Físicas e Mentais

Estabelecendo-se uma comparação entre os reinos animal e humano, nota-se que, enquanto os animais agem e reagem de maneira idêntica sob as mesmas circunstâncias, por serem guiados por um Espírito-Grupo, o ser humano comporta-se diferentemente. Cada indivíduo é uma “lei em si mesmo”. Ninguém pode predizer as ações de cada ser humano, nem como agirá sob circunstâncias análogas. Pode agir distintamente, e provavelmente o fará, diante de condições idênticas e em ocasiões diferentes.

Por esta razão, é extremamente complexo tentar definir ou elucidar devidamente um assunto como o véu do destino, pois nossas mentes, ainda têm uma capacidade limitada. Para compreender totalmente esta matéria, seria necessária a sabedoria de grandes seres como os Anjos do Destino, por exemplo, que têm a seu cargo este intrincado aspecto da vida.

Cada ato de cada indivíduo produz uma determinada vibração no universo, reagindo sobre ele e outros ao seu redor. Não tem, a mente humana, condições de vigiar e calcular os resultados dessas ações e reações que se produzem em meses, anos ou vidas.

Porém, temos visto, graças ao quadro geral impresso em nossa Mente, quando desenvolvíamos este tema, o modo de classificar as causas engendradas no passado, segundo se nos apresentam, com seus efeitos na vida atual. No decurso deste estudo investigaram-se várias centenas de pessoas. Em alguns casos, retrocedemos três, quatro e até mais vidas, com o objetivo de chegar à raiz da questão, determinando a forma em que as condições do passado reagem para criar as atuais. Porém, ainda que fazendo conscienciosamente esse trabalho de investigação, devemos advertir o leitor: não considere nosso juízo como um ensinamento conclusivo e definitivo sobre a matéria. Considere-a um passo inicial e contamos poder ajudá-lo a solucionar determinados problemas.

Com referência ao meio ambiente parece-nos que as pessoas dotadas de uma natureza toda peculiar, difíceis de se relacionar com outras de seu meio, têm diante de si uma vida pontilhada de provações. Nascem frequentemente entre estranhos, dos quais não receberão nenhum sentimento de afeto. Seus sofrimentos não despertarão entre seus familiares nenhuma impressão de simpatia ou apreciação. Ou bem se tornam órfãos, ou são separados dos pais, quando não se ausentam de sua terra em tenra idade. Quando é este o caso, essa alma, amiúde, anela a um afeto, a simpatia ou carinho, sentimentos que ela recusou a dar em vidas anteriores.

Também observamos casos de indivíduos responsáveis pelos maiores ultrajes, no passado, tendo levado a desonra e a vergonha a seus entes queridos, os quais sofreram horrores, justo pelo acendrado amor nutrido pelo desafeto. Na existência em que tal alma se dispõe a emendar-se, purgando seus erros pretéritos, encontrar-se-ão em um ambiente totalmente hostil. Sofrerá fome de amor, pois negou-o anteriormente. Se tal criatura não aprender toda a lição numa só vida, diferentes encarnações com experiências semelhantes, ensinar-lhe-ão a ser agradecido aos que o amam, bem como a agir correta e honestamente.

Também observamos que, amiúde, uma alma errou em vidas passadas devido à falta de uma influência bondosa por parte de seus familiares, que deviam ter sido fiéis, amorosos e complacentes. A carência desse ambiente de simpatia não encontrou, como é lógico, justificativa para suas faltas ante a lei, vendo-se obrigada a expiá-las em vidas posteriores. Nestes casos, todavia, as condições foram contrárias. A família que, em vidas passadas, houvera sido indiferente, agora lhe será querida, tendendo a sentir extraordinariamente todo o sofrimento que ela tiver de suportar em consequência de seu passado. Deste modo, a família também expiará a parte que lhe corresponde, pela sua responsabilidade em haver recusado carinho e simpatia.

São casos extremos, diga-se de passagem. Naturalmente, porém, podemos extrair lições dos casos pouco claros, pois quanto mais brutais e chocantes forem os fatos postos à nossa consideração, tanto mais fácil será catalogá-los. A lei que convém aos casos extremos, também se ajusta aos de menor importância, com as modificações graduais necessárias, aplicadas nas diferenças de ambiente.

Os fatos relatados indicam claramente que nós somos os guardiões de nossos irmãos, sendo conveniente exteriorizarmo-lhes toda simpatia e bondade, pertençam ou não à nossa família. Olhando as coisas desde a superfície, e sob o ponto de vista do nosso estado atual, talvez não transpareça nenhuma responsabilidade que nos cabe pelas ações de nossos infelizes familiares. Se pudéssemos ver por detrás do véu, provavelmente descobriríamos que nós mesmos fomos, em grande parte, culpados de suas desditas.

Ouve-se, frequentemente, a expressão: “fulano ou sicrano são o pesadelo de certas famílias”. Mas, podemos considerar essas pobres criaturas como seres estranhos entre gente estranha, devendo viver naquele meio devido a desajustes de vidas passadas. O “sangue é mais espesso que a água” diz um velho provérbio. O certo, porém, é que o laço sanguíneo não traz consequências, a menos que os espíritos de uma família estejam unidos entre si pelo amor ou pelo ódio do passado, fatores determinantes das relações da vida atual.

Uma alma pode envolver-se com determinada família em laços carnais, sentar-se à sua mesa, usufruir o direito legítimo de herança, e ser, entretanto, tão estranha quanto um mendigo que bata à porta pedindo um prato de comida.

Recordemos as palavras de Cristo: “Pois estava faminto e me destes de comer, estava sedento e me destes de beber, era um estranho e me admitistes ao vosso lado”; e depois: “Tudo o que haveis feito em favor do menor de meus irmãos, a mim mesmo o haveis feito”. Quando encontrarmos uma pobre alma, dessas marcadas pela desgraça e pela solidão, devemos como cristãos, imitar o exemplo de Cristo. É mister contribuir para que essa infeliz criatura se veja rodeada do calor de um lar, sentindo-se em sua casa, entre os seus. É necessário, por difícil que possa parecer, cultivar sua amizade, por amor de Cristo, sem levar em consideração suas fraquezas e excentricidades.

A humanidade é afetada por enfermidades classificadas em mentais e físicas. À incapacidade mental, quando congênita, é o resultado do abuso da força criadora, com uma exceção. Pode-se incluir no caso, as afecções dos órgãos vocais, e isto é lógico e compreensível.

O cérebro e a laringe foram construídos através da metade da força criadora. Assim o ser humano, bissexual antes da aquisição desses órgãos e capaz de gerar por si mesmo, perdeu esta faculdade, dependendo, agora, da colaboração de alguém de sexo ou polaridade oposta, para criar um novo veículo para um espírito reencarnante.

Quando se usa a visão espiritual para observar um indivíduo na memória da Natureza, durante a época em que ainda estava em formação percebe-se o seguinte: onde agora existe um nervo, havia anteriormente uma corrente de desejos; e que o próprio cérebro foi feito de substância de desejos, bem como a laringe.

Foi o desejo que, primeiramente enviou um impulso por meio do cérebro e criou tais correntes nervosas, para o corpo mover-se e conseguir, para o espírito, qualquer satisfação ou anelo. À linguagem, da mesma forma, é utilizada para atingir um objetivo. Por meio dessas faculdades o ser humano alcançou certo domínio sobre o mundo, e se pudesse voar de um corpo a outro, não teria fim o abuso de seu poder para satisfazer qualquer capricho ou desejo. Porém, sob a Lei da Consequência carrega consigo, em cada novo corpo, as faculdades e órgãos semelhantes aqueles utilizados em veículos precedentes.

Quando as paixões arruínam um veículo, em uma vida, isto fica gravado no átomo-semente. Na “descida” para o renascimento, é impossível para esse espírito, juntar material puro no sentido de organizar um cérebro de estrutura estável. Nesse caso, renasce geralmente sob um dos signos planetários comuns. Nestas circunstâncias, os quatro signos comuns se encontram posicionados nos quatro ângulos de seu horóscopo, porque, através deles (dos signos) o desejo passional defronta sérias dificuldades para manifestar-se. Em consequência, esse poderoso impulso que anteriormente regeu seu cérebro e que poderia ser usado agora com o propósito do rejuvenescimento, acha-se ausente e o indivíduo carece de incentivo na vida. Converte-se num inválido, uma tábua sobre o oceano da existência, frequentemente um louco.

O espírito, todavia, não é louco. Vê, conhece e alimenta um desejo ardente de utilizar seu corpo, ainda que lhe seja impossível, pois, amiúde não pode enviar sequer um impulso adequado aos seus nervos. Os músculos do rosto e do corpo não estão sob o controle de sua vontade; há falta de coordenação.

Deste modo, o espírito aprende uma das mais duras lições da vida, porquanto é muito pior do que a morte, achar-se sujeito a um corpo e não poder expressar-se através dele. Isto aconteceu porque a força de desejos necessária para pensar, falar e mover-se, exauriu-se em uma vida depravada, no passado, deixando o espírito sem energia para manipular seu atual veículo físico.

(Por Max Heindel, Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1977)

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Poderiam descrever o Cordão Prateado e explicar sua função tanto no ser humano como no animal?

Pergunta: Poderiam descrever o Cordão Prateado e explicar sua função tanto no ser humano como no animal?

Resposta: Para responder a esta pergunta de forma abrangente, devemos referir-nos às condições evolutivas mais antigas.

Três Períodos de evolução precederam nosso atual Período Terrestre. Durante o Período de Saturno éramos semelhantes aos minerais; no Período Solar tínhamos uma constituição semelhante aos vegetais, e no Período Lunar desenvolvemos veículos parecidos aos dos animais atuais. Nós dizemos parecidos, pois a constituição do mundo era tão diferente que seria impossível uma construção idêntica. Imaginemos agora, um globo imenso girando no espaço como um satélite ao redor do seu Sol. É o Corpo de um Grande Espírito, Jeová. Tal como nós, que temos carne tenra e ossos duros, assim também a parte central do Corpo de Jeová é mais densa que a parte externa, que é gasosa e nebulosa. Embora Sua consciência interpenetre todo o globo, Jeová aparece especialmente na nuvem e com Ele Seus Anjos e outras Hierarquias Criadoras.

Do grande firmamento Nebular pendem milhões de Cordões, cada um deles com sua bolsa fetal pairando próxima à parte densa central, e do mesmo modo que a corrente vital da mãe humana circula através do cordão umbilical levando alimento ao feto durante a vida pré-natal, com o propósito de desenvolver um veículo no qual o Espírito Humano possa habitar independentemente quando o período de gestação completar-se, assim também a vida divina de Jeová pairava sobre nós na nuvem e circulava por toda família humana durante esse estágio embrionário da sua evolução. Éramos nessa época tão incapazes de iniciativa quanto o feto.

Desde então, o Maná (Mannas, Manas, Mens, Mensch, Man ou Homem) caiu do céu, vindo do seio do Pai, e está agora ligado pelo Cordão Prateado ao Corpo concreto durante suas horas de vigília e, mesmo no sono, ele forma o elo de ligação entre os veículos superiores e inferiores.

Esta ligação só se rompe por ocasião da morte. O Cordão é bem complexo na sua estrutura. Uma extremidade está arraigada no Átomo-semente no coração; essa parte é feita de Éter. Uma segunda parte, formada em matéria de desejos, sai do grande vórtice do Corpo de Desejos localizado no fígado, e quando essas duas partes do Cordão Prateado se unem no Átomo-semente do Corpo Vital localizado no plexo solar, essa junção dos três Átomos-semente marca a vivificação do feto.

Mas ainda há uma outra parte do Cordão Prateado feita de matéria mental e que nasce do Átomo-semente localizado em um ponto que poderíamos descrever, rudemente, como sendo o sinus frontal onde o Espírito Humano tem a sua sede. Ele passa entre o Corpo pituitário e a glândula pineal, e daí desce, ligando a glândula tiroide, a glândula timo, o baço e as suprarrenais. Finalmente, une-se à segunda parte do Cordão Prateado no Átomo-semente do Corpo de Desejos no grande vórtice desse veículo que está localizado no fígado. O local em que crescerá esta parte do Cordão Prateado está indicado no arquétipo, mas são necessários aproximadamente vinte e um anos para que a junção se complete. A união da primeira e da segunda parte do Cordão Prateado marca a vivificação física, que depende da total destruição dos corpúsculos sanguíneos nucleados que transportam a vida da mãe física e a emancipação de sua interferência por meio da gaseificação do sangue, que é, desde então, o veículo direto do Ego. A junção da segunda e da terceira partes do Cordão Prateado marca uma vivificação mental, e uma consequente emancipação da mãe Natureza que completou, então, o processo gestatório necessário para iniciar a fundação e estrutura para o templo do Espírito, que pode, subsequentemente, construir como bem quiser, limitado apenas por suas ações passadas.

Durante o dia, quando estamos despertos no Mundo Físico, o tríplice Cordão Prateado enrola-se numa espiral dentro do Corpo Denso, principalmente perto do plexo solar (epigástrico), mas à noite, quando o Ego se retira e deixa os Corpos Denso e Vital sobre a cama para se recuperar dos trabalhos duros do dia, o Cordão Prateado projeta-se a partir do crânio. O Corpo de Desejos ovoide flutua acima ou próximo da forma adormecida, assemelhando-se a um balão cativo. Quando se trata de crianças ou de pessoas não desenvolvidas, o Ego permanece nessa posição, meditando sobre os acontecimentos do dia, até que impactos provenientes do Mundo Físico, tais como a campainha de um despertador, o toque de um telefone ou algo semelhante, façam vibrar o Cordão Prateado atraindo a atenção do Ego para o seu veículo descartado, levando-o a reentrar.

Nenhum desenvolvimento oculto é possível sem que a terceira parte do Cordão Prateado se tenha desenvolvida, mas depois que isso acontece, o Ego pode deixar o seu Corpo Denso e vagar pelo vasto Mundo, quer conscientemente após um treino apropriado e uma Iniciação, quer inconscientemente com o auxílio de outros, ou acidentalmente, como no caso de um sonâmbulo que deixa a sua cama e depois volta a ela alheio ao fato, ou seja, inconsciente do lugar onde esteve ou o, que fez. Em qualquer desses casos, a terceira parte do Cordão Prateado, que é feita de matéria dúctil e elástica, serve de elo com os veículos inferiores. A qualidade da consciência do Ego, no momento em que está afastado do seu Corpo Denso, depende dele ter ou não formado um Corpo-Alma do Éter Luminoso e do Refletor, que é o veículo da percepção sensorial e da memória suficientemente estável para ser levado consigo. Se ele o tiver formado, o processo da Iniciação tê-lo-á ensinado como proceder, o Ego terá completa consciência enquanto estiver ausente do Corpo e, ao retornar, terá uma memória fiel do que ocorreu durante o voo da alma. Em caso contrário, tanto a consciência quanto a memória, com certeza serão, até um certo ponto, incompletas ou deficientes.

Tendo-nos familiarizado com a construção e função do Cordão Prateado como um elo entre o Ego e seus veículos, estudaremos a seguir sua aparência e uso em relação aos animais e seu Espírito-Grupo. Ensina-se no “Conceito Rosacruz do Cosmos” que os hábitos, gostos, simpatias e antipatias de cada espécie provém do fato de serem movidos por um Espírito-Grupo comum. Todos os esquilos armazenam nozes para um período de hibernação no inverno; todos os leões são carnívoros: os cavalos, sem exceção, comem feno, no entanto, o que é alimento para um ser humano, pode ser veneno para outro. Se conhecermos os hábitos de um animal, conheceremos os hábitos de todos os demais da mesma família, mas seria inútil investigar os ancestrais de Edison para descobrir a origem do seu gênio. Um tratado sobre os hábitos de um cavalo aplicar-se-á a todos os cavalos, mas a biografia de um ser humano difere inteiramente da de outro ser humano, porque cada um age sob os ditames de um Espírito individual interno. Os animais de um determinado grupo são dirigidos por uma inteligência comum, o Espírito-Grupo, por meio do Cordão Prateado. Cada animal possui o seu próprio Cordão Prateado individual, mas apenas as duas partes que ligam os Corpos Denso, Vital e de Desejos, pois a terceira parte, que está ligada ao vórtice central do Corpo de Desejos localizada no fígado, é o Cordão do Espírito-Grupo. Através dessa ligação elástica, ele governa os animais de sua classe com igual facilidade, não importa em que região do Mundo estejam. A distância não existe nos Mundos internos e, como os animais não possuem Mente própria, eles obedecem às sugestões do Espírito-Grupo sem questionar.

Nesse aspecto, as crianças são uma anomalia, pois elas só têm desenvolvidas as duas partes do Cordão Prateado. Entretanto, elas possuem uma Mente, através da qual a terceira parte está crescendo. Assim, o Ego não tem comunicação direta com seus veículos e, consequentemente, o recém-nascido que tem as maiores possibilidades é, ao mesmo tempo, a criatura mais desamparada sobre a Terra, sujeito à autoridade de seus protetores físicos.

Apesar do ser humano estar atualmente individualizado e emancipado de qualquer interferência direta e da ação conducente do Cordão, pelo qual o Espírito-Grupo força (não há outra palavra que possa transmitir o sentido exato) o animal a obedecer suas ordens, ele não está ainda habilitado para autodirigir-se, assim como uma criança não o está, até que atinja a idade apropriada para poder tomar conta de seus interesses. Por isso, os Espíritos de Raça ainda continuam a dirigir as nações. Cada nação, com exceção da América, tem o seu próprio Espírito de Raça que paira como uma nuvem sobre a Terra na qual vive o seu povo, tal como o fez o Deus dos Israelitas, e nele “eles vivem, movem-se e têm o seu ser”. Eles constituem seu povo peculiar, e ele é um Deus ciumento.

A cada respiração, eles inalam esse Espírito, e se forem levados para outro lugar, sentirão saudades da terra natal, pois onde quer que estejam o ar é diferente e transporta as vibrações de outra Hierarquia Arcangélica.

A medida que o tempo passa e nós avançamos, também seremos emancipados do Espírito de Raça que viveu em nossa respiração desde o tempo em que o Elohim Jeová soprou o nephesh – o ar vital – em nossas narinas. Esses Espíritos operam no Corpo de Desejos e no Espírito Humano, alimentando a vaidade e o egoísmo.

Quando aprendermos a confeccionar o glorioso Manto Nupcial, chamado Corpo-Alma, que é tecido através do serviço amoroso e desinteressado, e quando o casamento místico for consumado – quando o Cristo nascer imaculadamente dentro de nós – o Amor Universal emancipar-nos-á sempre da Lei Universal, e seremos tão perfeitos como é perfeito nosso Pai que está no Céu.

“De todo o poder que mantém o mundo agrilhoado

O ser humano se liberta quando o autocontrole há conquistado”.

(Pergunta 137 do Livro Filosofia Rosacruz por Perguntas e Respostas vol. II, de Max Heindel)