Categoria Vegetarianismo

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Porque aprendemos a fumar e como deixamos tal hábito

Porque aprendemos a fumar e como deixamos tal hábito

 

Tínhamos dezoito ou dezenove anos, quando começamos a fumar. E por quê? Pelos mesmos motivos que movem todos os adolescentes a adquiri esse hábito: imitação e vaidade.

Fazíamos nessa época o serviço militar e, como voluntários, éramos mais jovens do que os demais soldados, na sua maioria com vinte e um ou mais anos; por isso, sentíamos um certo complexo de inferioridade. Eles eram “mais” homens do que nós. Assim foi que, pega hoje um cigarro deste amigo, pega amanhã outro daquele, começamos a fumar. Fumar não é bem o termo; seria melhor dizer “queimar cigarros”, já que a fumaça não nos passava da boca, pois não tragávamos.

Cumprido o tempo de serviço, tivemos baixa, fomos trabalhar e residir na cidade de Santos, perto do mar. Lá, à vaidade se acrescentou o esnobismo — só fumávamos cigarros americanos e ingleses. Como o salário era pequeno e os cigarros estrangeiros eram, para o ano de 1920, caríssimos, pois custavam $ 2.500, o maço, nós os comprávamos nos botequins das redondezas do porto por $ 1.200. Juntava-se, assim, à vaidade e ao esnobismo, a emoção do perigo. Os cigarros comprados nos botequins entravam no país por contrabando. Marujos americanos e ingleses, na falta de dinheiro, trocavam-nos por cerveja, por preços vis, dando grandes lucros ao dono do botequim. Ser apanhado quando comprávamos nos fazia correr o risco de ser presos. Como isso era emocionante! E como os compradores se sentiam “grandes” com os olhares de admiração dos circunstantes, ao puxarem um maço de Camel ou uma lata de Wild Woobdine para oferecer um cigarro ao amigo ou metê-lo na piteira de bambu que acompanhava os Woobdines.

Dentro de pouco tempo começamos a tragar. As primeiras tragadas nos faziam ver “mosquitos” luminosos e provocavam tosse e náuseas. Mas, pouco a pouco, o organismo reagiu e estabeleceu-se a tolerância. No fumar propriamente não havia prazer. Mas como sentíamos prazer, ao discutir na rodinha de amigos um problema importante como, por exemplo, a resposta que havíamos dado à uma garota! Nós então parávamos e, frente à ansiedade de auditório por saber qual fora a resposta, sacávamos do bolso a caixa de fósforos e um maço de Lucky Strike que batíamos na caixa para, com um gesto de displicência, acender, produzir a baforada, tragá-la e, enfim e só então, dar a resposta em que as sílabas, escondidas, misturavam-se às baforadas azuis. Como aquilo nos tornava importantes! As frases mais vulgares adquiriam, assim, foros de sábios conceitos.

Depois, quando nos aborrecíamos porque o mundo não fora feito de encomenda para nós, segundo a nossa fórmula, acendíamos um cigarro e o aborrecimento se desfazia nas volutas da fumaça. A irritação, causada pela contrariedade, produzia um acúmulo de energia nervosa que desejávamos expandir, arrebentando o nariz de alguém que nos houvesse atrapalhado os planos. O ritual de fumar — tirar o maço do bolso, retirar o cigarro, tirar a caixa de fósforos, bater nela o tubinho de papel recheado de tabaco, riscar o fósforo, fechar as mãos em concha para proteger a chama, aspirar o ar através do cigarro para acendê-lo na labareda do fósforo, soltar a baforada — era feito de movimentos em que aquela energia represada se esvaía, destruindo-se desse modo a angústia.

Naquela época, porém, nada sabíamos disso e dizíamos apenas que o cigarro nos acalmava os nervos.

Então, quando tínhamos por volta de trinta e seis anos, começamos a nos interessar por psicanálise e filosofia. Principiamos a meditar sobre o porquê de nossas ações. Seriam elas inspiradas por algum motivo real e justo ou seriam mera questão de hábito?

Lemos, então, o livro de J. Ralph, Conhece-te pela Psicanálise, em que o autor conta que certos náufragos, na falta de fumo, fumaram, em seus cachimbos, fibras de cânhamo retiradas de cabos para atracação do navio.

Coincidiu essa leitura com a verificação de que, ao fumar no escuro para que ficássemos satisfeitos, era preciso que soprássemos a fumaça na brasa do cigarro a fim de vê-la. O prazer do fumar não vinha, pois, do sabor da fumaça e, sim, do “ritual”. No entanto, o fascínio de um ritual está no mistério. Desfeito o mistério, o encanto se dilui e desaparece. Foi o que nos sucedeu. O estudo da psicanálise, embora superficial, a tentativa do nosce te ipsum (conheça a ti mesmo), conquanto em grande parte infrutífera, puseram-nos em contato com a realidade da vida. Trocamos a lira de Apolo pela lanterna de Diógenes.

Conta-se que esse filósofo grego quebrou a cuia em que bebia água, ao ver uma menina bebê-la na concha das mãos. Desde que se podia beber na concha das mãos, a cuia era uma inútil complicação na vida.

Assim acontece com o fumante que encontrou a realidade, que se convenceu de que as coisas são como são e que de nada vale querermos que sejam como gostaríamos que fossem. Ele se livra da angústia sem precisar da “muleta” do cigarro. O ritual do fumo perde o encanto e a significação: torna-se uma coisa tola, absurda.

Por isso, hoje, quando vemos uma pessoa caminhando pelas ruas de ventre e cabeça erguidos, puxando as fumaças de um imenso charuto que traz, à guisa de chupeta, entalado nos lábios, ficamos penalizados. Pobre ser humano! É o complexo de inferioridade dele que o condiciona a andar pendurado num Havana fabricado na Bahia para estar seguro de sua importância no rol das coisas.

Quem se põe a meditar, diariamente, em como é tolo e ridículo o vício de fumar, está a meio caminho de abandonar o vício. Mas quem diz a si mesmo “no dia que eu quiser, deixarei de fumar”, provavelmente continuará fumando pela vida toda, pois essa afirmação é uma prova de que esteja realmente escravizado pelo vício e tenta se enganar por sentir-se envergonhado de ser escravo de um rolete de tabaco.

É uma desculpa que dá a si próprio para não ter que confessar a incapacidade de abandonar o vício.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 03/70)

 

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O Tomate

O Tomate

O tomate, popularmente, alguns o chamam de “maçã do paraíso”; outros o têm qualificado como o “pomo de ouro” de onde os italianos fizeram o seu “pomidoro” para demonstrar seu enorme valor.

O tomate é um magnífico purificador do sangue e excelente revigorante do organismo em geral, por sua riqueza em vitaminas e sais minerais.

Está classificado como o primeiro entre os alimentos protetores, tanto por defender-nos contra as infecções de bactérias, a debilidade geral, as perturbações digestivas e pulmonares, como por exercer, dentro do nosso corpo, um efeito antisséptico e neutralizar poderosamente os resíduos ácidos. Também possui a propriedade de dissolver a fleuma, os coágulos de mucosidade sanguínea, de amolecer os conteúdos endurecidos do intestino e do fígado e até de ajudar a desintegrar as massas de tumor, as pedras e os cálculos renais. Atua, portanto, como um forte dissolvente junto ao limão, pinhão e outros.

O maior valor do tomate reside na sua riqueza em magnésio, pois contém, mais do que qualquer outro alimento comum, esse importante mineral orgânico que endurece os ossos e os dentes humanos.

Enquanto o cálcio forma a base da estrutura óssea, o magnésio endurece o cálcio para fazer os ossos resistentes e firmes. Nossos dentes contêm somente 0,5% a mais de sais de magnésio que nossos ossos, mas essa pequena fração faz com que os dentes sejam muito duros.

Com a insuficiência de magnésio, os ossos perdem a firmeza e são facilmente fraturados. O magnésio deve funcionar de acordo com o cálcio; na realidade, se não houver cálcio suficiente, a ingestão do magnésio não alimentará o organismo; por isso, nós, especialmente as crianças, precisamos de alimentos à base de magnésio como o tomate, junto de alimentos ricos em cálcio como a laranja, o espinafre, o queijo e muitos outros. Isso ajuda na construção óssea, previne o enfraquecimento dos ossos e a queda prematura dos dentes. O magnésio também fornece energia, porque ajuda a formar a vitalizante albumina do sangue. Além disso, destrói, elimina os resíduos do organismo que não foram digeridos, opera na construção das células pulmonares e nervosas e é necessitado em grandes quantidades nos músculos e tecidos do cérebro.

O tomate contém também uma rica provisão de vitaminas C, A, B, G e algo da D, essa preciosa vitamina “solar”. Ademais, há no tomate indícios de ácido tartárico, ácido salicílico e ácido succínico.

A substância colorante do tomate, segundo as investigações de Arnaud, seria idêntica ao caroteno, cuja fórmula é C40 H56, porém com propriedades diferentes, as quais Willistatter e Escher denominaram licopeno.

Qualidades terapêuticas do tomate:

O tomate tem as habilidades de: eliminar os coágulos da mucosidade sanguínea; dissolver o catarro; amolecer os conteúdos endurecidos do intestino e do fígado; ajudar a desintegrar as massas de tumor e as pedras nos rins.

O tomate cru é essencialmente um alcalinizador do sangue, razão por que o recomendamos àqueles que padecem de um sangue carregado de ácido, sendo excelente para os que sofrem de reumatismo, artrites, gota, eczema ou erupções da pele originados pela acidez do sangue.

Como contém todas as vitaminas, mas especialmente a importante vitamina C, que é responsável pela construção de ossos fortes e dentes, é magnífico contra o raquitismo, polineurites, escrofulismo, escorbuto ou outras doenças afins e para todos aqueles transtornos causados por deficiência de vitamina, devendo, nesses casos, ser ingerido diariamente em sua forma natural.

O tomate igualmente é excelente para os intestinos e, com esse fim, deve ser comido depois de ser cozido.

É um grande ativador dos fermentos digestivos, dos quais depende o bom processo do metabolismo em nosso organismo. É também um laxante de grande benefício em qualquer transtorno do fígado. Igualmente, o tomate contém iodo.

Uma combinação que se deve evitar é tomate com leite cru, com açúcar, com mel ou com frutas ácidas.

CONTRAINDICAÇÕES: o tomate é contraindicado para as pessoas que sofrem de fermentações gástricas e acidez do estômago.

As folhas dessa planta também têm suas aplicações na medicina popular, pois com elas prepara-se o cataplasma, que fornece ótimos resultados contra as inflamações. Nesse caso, aplica-se à parte afetada a folha do tomate triturada e ligeiramente assada.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de Setembro/1970)

 

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Boas Razões para Ser Vegetariano

Boas Razões para Ser Vegetariano

Muitas vezes me pedem para escrever algo sobre esse assunto. De fato, em uma ocasião recebi de nada menos que quarenta Oficiais Locais um pedido para que explicasse tudo o que eu quis dizer com o que chamei, ao falar em um dos Conselhos, de Evangelho de Mingau. Não creio que eu seja capaz de elucidar isso tudo, mas tentarei responder brevemente a uma pergunta que ouço com frequência: “Por que você recomenda o vegetarianismo?”.

Aqui estão, de qualquer forma, algumas das minhas razões para isso:

  1. Porque eu experimentei uma dieta vegetariana cheia de benefícios, tendo sido, ao mesmo tempo e por mais de dez anos, um vegetariano rigoroso.
  2. Porque, de acordo com a Bíblia, Deus originalmente pretendia que o alimento do ser humano fosse vegetariano: “Deus disse: Eu dei a vocês toda erva que dê semente e está sobre a face de toda a terra; e toda árvore em que há fruto que dê semente; isso será sua refeição” (Gn 1:29).
  3. Porque uma alimentação vegetariana é favorável à pureza, à castidade e ao perfeito controle dos apetites e paixões que costumam ser a fonte de grande tentação, especialmente para os jovens.
  4. Porque a dieta vegetariana é benéfica à força e à saúde robusta. Com pouquíssimas exceções, confirmadas apenas por inválidos, acredito que as pessoas seriam melhores em espírito, mais fortes em músculo e mais vigorosas em energia, caso se abstivessem totalmente do uso de alimentos de origem animal. Os espartanos, que ocupam o primeiro lugar entre todas as nações da história pela capacidade de suportar dificuldades, eram vegetarianos, assim como os exércitos de Roma, quando conquistavam o mundo.
  5. Porque dezenas de milhares de pessoas pobres, que agora têm muita dificuldade de sobreviver, após ter comprado alimentos à base de carne, poderiam, por sua substituição por frutas, legumes e outros alimentos baratos, conseguir conforto material, doar mais dinheiro aos pobres e à obra de Deus.
  6. Porque uma alimentação vegetariana baseada em trigo, aveia e outros grãos como lentilhas, ervilhas, feijões, nozes ou alimentos semelhantes é mais de 10 vezes superior economicamente à comida de origem animal. Metade do peso da carne se deve à água dentro dela, que precisa ser paga como se fosse carne! Uma refeição vegetariana, mesmo que permitamos queijo, manteiga e leite, custa, aproximadamente, só um quarto de uma que misture carne e legume.
  7. Porque a comida vegetariana impede o enorme desperdício de todos os tipos de alimentos de origem animal que são consumidos com quase nenhuma vantagem para quem os come.
  8. Porque a dieta vegetariana é uma proteção contra a bebida, já que o consumo de carne implica o aumento da embriaguez: um mau apetite produz outro.
  9. Porque o alimento vegetariano é oportuno à indústria e ao trabalho duro, enquanto a alimentação baseada em carne favorece a indolência, a sonolência, o aumento de gordura, a falta de energia, a indigestão, a prisão de ventre e outras aflições ou degradações.
  10. Porque está provado que a vida, a saúde e a felicidade são beneficiadas pelo prato vegetariano. Eu já conheci muitos exemplos disso. A maioria dos casos de longevidade pode ser encontrada entre aqueles que, desde a juventude, vivem principalmente, quando não inteiramente, de vegetais e frutas. Pensar em tudo isso é importante.
  11. Eu sou a favor da nutrição vegetariana porque os órgãos digestivos do ser humano não estão bem adaptados à ingestão da carne, a qual contém uma grande quantidade de matéria que, na época em que o animal foi morto, estava mudando e se preparando para ser expulsa do seu sistema. Essa matéria normalmente passa pelo estômago humano sem ser digerida e cai no sangue, causando várias doenças, especialmente reumatismo, gota, indigestão ou afins.
  12. Porque é muito difícil, sobretudo em climas quentes, manter frescos, pelo tempo suficiente para cozinhar e comer, os alimentos à base de carne; assim, uma grande quantidade de carne é consumida depois que começa a decair — ou seja, apodrecer. Esse apodrecimento geralmente começa muito antes que a carne dê qualquer sinal de sua condição real. Nem a aparência nem o cheiro dela são um guia seguro para saber se está saudável.
  13. Porque grande parte da carne que é empregada na alimentação humana já está doente e é quase impossível ter certeza de que qualquer pedaço de carne esteja completamente livre dos germes da doença. Sabe-se que muita carne comum, normalmente de animais velhos, é vendida aos açougueiros porque os animais estão doentes.
  14. Porque eu acredito que o grande aumento do consumo e a alta incidência do câncer nos últimos 100 anos foram causados pelo elevado incremento do uso de alimentos de origem animal e que uma dieta rigorosamente vegetariana muito ajude a afastar as doenças mais terríveis e incuráveis.
  15. Porque suponho que uma alimentação à base de carne provoque muitas doenças dolorosas que, embora possam não representar ameaças diretas à vida, causam bastante sofrimento e perda. Refiro-me às queixas como eczema, constipação, vermes, disenteria, severas dores de cabeça e coisas do gênero. A comida vegetariana ajudaria bastante no alívio ou até na cura dessas enfermidades.
  16. Por causa da terrível crueldade e do terror aos quais dezenas de milhões de animais assassinados em nome da alimentação humana são submetidos, ao viajar longas distâncias de navio, trem ou pela estrada até os matadouros. Deus desaprova qualquer tipo de crueldade — seja contra o ser humano ou os animais.
  17. Por causa das terríveis atrocidades praticadas pela matança de animais, em muitos matadouros. Todo esse comércio de carnificina é cruel, mesmo quando feito com cuidado e sabemos que no caso de milhões de criaturas isso seja feito com pouquíssimo critério. Dez mil porcos são assassinados para se tornar alimento a cada hora, somente na Europa.
  18. Porque o emprego de abate brutaliza quem é obrigado a fazer esse trabalho. “Os sentimentos mais elevados dos homens compassivos”, diz certo escritor, e concordo com ele, “revoltam-se com a crueldade, os pontos de vista degradantes, os gritos angustiantes, o perpétuo derramamento de sangue e todos os horrores que abrangem o massacre de criaturas sofredoras”.
  19. Porque a comida baseada em carne não é necessária para o trabalho duro. Grande parte do trabalho do mundo é feita por animais que sobrevivem de alimentos vegetais, tais como os cavalos, as mulas, camelos, bois e tantos outros.

Espero que este assunto seja digno da séria consideração de nossos Estudantes. Ele é importante não apenas para sua própria saúde e felicidade, mas para sua influência entre as pessoas, como homens e mulheres livres da escravidão dessa gratificação egoísta que frequentemente aflige os professos servos de Cristo. Lembremo-nos da direção do apóstolo: “Se você come ou bebe, ou o que quer que faça, faça para a glória de Deus”.

Pensem nessas coisas!

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross em 05/1915 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

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Pequenas Práticas Cotidianas que interessam à sua Saúde

Pequenas Práticas Cotidianas que interessam à sua Saúde

Ao acordar, depois da noite bem dormida, em quarto de janela aberta, é mau ficar na cama a espreguiçar-se, a dar asas à imaginação; é bom fixar rapidamente a atenção nos primeiros afazeres do dia, deixando o leito sem demora.

Uma vez por dia, sempre à mesma hora, é bom esvaziar o intestino; é bom lavar as mãos e o rosto com sabonete, gargarejar um pouco de água com dentifrício, usar o fio dental e escovar os dentes em movimento circular com escova pequena e dentifrício saponáceo; é mau escovar os dentes com escova grande e em movimento apenas lateral, o que não permite a conveniente limpeza dos espaços interdentários. É mau tomar logo o banho, ainda pior se for com água morna entorpecedora. O que é bom é fazer, primeiro, ao ar livre ou, ao menos, diante da janela aberta, de 15 a 30 minutos de exercícios físicos e só depois tomar o banho frio e rápido, de chuveiro.

Depois do banho, é bom vestir roupa que proteja e não seja apertada; é mau querer trajar-se com elegância e desconforto (vestimentas apertadas, cintos apertados, saltos altos, etc.).

Antes de sair para o trabalho, é bom que o café da manhã seja feito devagar… é mau comer lendo o jornal, engolindo sem mastigar, esquecendo verduras, leite e frutas.

Depois do almoço, é bom usar o fio dental, escovar os dentes e bochechar um pouco de água para limpeza da boca; é mau ficar esgaravatando os dentes com um palito de madeira frágil e mal polido, que fere as gengivas e às vezes se quebra, entupindo o espaço interdentário.

Na rua, é mau correr para tomar um veículo, pois a ginástica já foi feita e, fora de portas, a corrida dificulta o fixar a atenção em outro veículo que possa atropelar.

No ônibus, no trem, na lotação, é mau ler, pois a trepidação dificulta a acomodação visual, concorrendo para aumentar a miopia e astigmatismo (o jornal terá sido lido rapidamente enquanto se esperava o primeiro almoço).

No trabalho é bom ter iluminação e ventilação convenientes; é bom ser prudente em tarefas perigosas; é mau distrair a atenção para focar estranhas preocupações.

Na pausa das doze ou treze horas, é bom que a refeição a se fazer seja leve (leite, uma fruta, um sanduíche), tomada devagar; é mau fazer lanche farto, novo almoço que sobrecarregue o estômago e torne menos fácil o trabalho a prosseguir.

Ao voltar para casa, ao fim do labor cotidiano, é mau tomar aperitivos alcoólicos que nos fazem perder tempo, dinheiro e, sobretudo, saúde; é mau ler no veículo, onde, além da trepidação, a iluminação é inconveniente para a vista; é bom não perder a prudência à hora de buscar a condução.

Se possui automóvel, é mau o excesso de velocidade, por mais pressa que se tenha de voltar para casa (a velocidade excessiva é a grande causa dos desastres de trânsito).

Ao chegar em casa, é bom mudar de roupa; é bom tomar um banho; é mau continuar a se preocupar com o trabalho do dia.

O jantar, é bom que seja comparável ao primeiro almoço, de pratos bem combinados, devendo-se mastigar devagar e despreocupadamente. Depois do jantar é bom usar o fio dental, escovar os dentes e bochechar um pouco de água para limpeza da boca.

Depois do jantar, tanto é bom um breve passeio a pé quanto a reunião em casa amiga para a conversa. Nesta, é bom saber falar, mas também saber escutar; é mau discutir com veemência, coisa que nos faz perder a serenidade e causa irritação.

Depois, é bom lembrar que são necessárias de sete a oito horas de sono, em quarto bem arejado, tendo o corpo convenientemente agasalhado.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro de 1968)

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O Valor de uma Peça do seu Vestuário feito de couro ou de pele

O Valor de uma Peça do seu Vestuário feito de couro ou de pele

Sempre no outono ou no inverno (e, atualmente, em alguns dias também do verão e da primavera) temos um clima mais frio e entre outros artigos que muitas pessoas utilizam nesses dias temos as jaquetas, os blusões, as calças, os casacos, os calçados, os cintos e outros acessórios de vestuário feitos de couro e de peles de animais e que são exibidos nas vitrines das várias lojas para chamar a atenção dos clientes e os instigar a compra-los.

Caro leitor, você já parou para pensar no custo de, por exemplo, um casaco de couro ou de pele de animal? Não queremos dizer em valor monetário, mas sim, em agonia e sofrimento dos animais, e na degradação daqueles que os caçam, especialmente no estado de selvageria insensível.

Já lhe ocorreu que, ao comprar uma peça de roupa feita de couro ou de peles, você é responsável pelas atrocidades cometidas ao despertar esse desejo desnecessário para tal elegância?

Quando o ser humano mata animais em matadouros ou em locais semelhantes, ele, utiliza métodos para reduzir ao mínimo de sofrimento possível do animal – ainda que, também, totalmente equivocado nessa sua ação de matar o que não pode criar -, mas, pior ainda é quando caça animais para obter sua pele ou couro, ou ainda, outra parte do corpo do animal. Aqui o ser humano mostra uma indiferença absoluta aos sentimentos e sofrimentos de suas vítimas. E, ainda mais, muitas vezes ele parece até se gloriar por isso.

Ficamos sabendo de uma história em que um número de homens e meninos perseguiram um animal por quatro horas e, depois que o animal deu à luz a dois filhotes, ainda foi perseguida por duas horas, antes que finalmente fosse morta.

Há muito couro e peles curtidos para fabricar jaquetas, os blusões, as calças, os casacos, os calçados, os cintos e outros acessórios de vestuário obtidos capturando animais em armadilhas, e a morte desses animais, geralmente, não ocorre imediatamente e, muitas vezes, leva vários dias de sofrimentos e dores muito intensas para que ele morra.

A armadilha de aço é a ferramenta mais utilizada pelos caçadores profissionais e o poder desse terrível instrumento é tão grande que, muitas vezes, amputa a perna da presa em um único golpe. De fato, é relatado pelos caçadores que muitos animais escapam, assim, por um tempo pelo menos, se diz que, em média, em cada cinco animais capturado um tem apenas três patas. Às vezes, eles têm apenas duas ou uma perna, e há registro de um caso de um rato-almiscarado[1] com apenas uma perna que foi pego pela cauda. Basta pensarmos o tamanho do sofrimento causado àquele pobre animal antes que, finalmente, sua pele caísse nas mãos do selvagem caçador humano. Os inventores modernos voltaram sua criatividade para a tarefa de impedir que os animais capturados escapassem do cativeiro, ou por amputação, ou roendo a perna presa ou torcendo-a para sair, como fazem alguns animais quando estão agonizando; fazendo armadilhas mais equipadas e com um dispositivo para que o membro do animal preso que está diretamente no centro da armadilha será agarrado perto do corpo. Quando isso acontece, nenhuma torção ou mordida libertará o cativo.

O “spring pole” é outro mecanismo que os caçadores usam para impedir a fuga de suas presas, uma vez que tenham caído na armadilha. Consiste em uma barra flexível fixada no chão próximo à armadilha, com a extremidade superior dobrada e presa de maneira que possa ser liberada por qualquer chave inglesa. A corrente da armadilha de aço é presa ao mastro, e quando o pobre animal é pego e luta para escapar, ele quebra o cordão que solta o mastro e a armadilha com sua vítima é empurrada para cima, onde a pobre vítima fica pendurada e morre de fome, ou congela, lutando e sofrendo até que a morte a liberta, ou o caçador cruel aparece e dá o último golpe que põe fim à sua miséria.

Porém, de todos os métodos atrozes usados ​​pelos caçadores para capturar suas presas, o empregado na caça do arminho[2] é talvez o grau mais cruel. Consiste em pegar um pedaço de ferro muito pesado, deve revesti-lo com graxa e colocá-lo onde o arminho o ache.

O arminho lambe a graxa, e o frio intenso do ferro faz com que a língua congele instantaneamente, como se tivesse sido colocada numa prensa. Não há possibilidade de escapar, a não ser arrancando fora a língua do animal; e as lutas frenéticas do pobre animal fazem com que uma área cada vez maior da língua se adere ao ferro e, assim, todo o interior da boca irá se congelar devido a exposição prolongada ao frio intenso do Ártico. Preferencialmente, se usa este método de armadilha ou a bala de espingarda para não danificar a pele, pois este será o casaco de uma personagem da alta sociedade. De fato, a pele do arminho é cara, não pelo valor monetário, mas, principalmente pelo uso da atrocidade empregada para garantir a pele daquele pobre animalzinho.

Nenhuma língua pode dizer ou retratar na escrita, nem podemos jamais compreender, o que as pobres vítimas da vaidade humana devem suportar durante as longas horas e dias de terríveis sofrimentos lá em cima no silêncio do grande Norte em neve. Apenas pensemos nisto!

Estima-se que trinta milhões de animais sejam mortos anualmente por causa de suas peles (veja mais detalhes no anexo abaixo). Se todos esses milhões de animais pudessem ser reunidos com seus corpos despedaçados e mutilados numa montanha de mortes; esta seria a prova da nossa brutalidade e crueldade contra eles!

E lembre-se, todo mundo que usa essa elegante roupagem de jaquetas, blusões, calças, casacos, calçados, cintos e outros acessórios de vestuário feitos de couro e de peles de animais é parcialmente responsável pela crueldade e pelo sofrimento causado a essas pobres vítimas da ganância (ou egoísmo) humana, pois se as pessoas se recusassem a usar esses objetos, a demanda cessaria e os pobres animais ficariam em paz para viver suas vidas da maneira adequada.

Às vezes, ou com frequência, as pessoas contestam que, se não matássemos esses animais ou mesmo o gado, os porcos, as galinhas, os peixes e outros animais “comestíveis” e os comêssemos, o Planeta Terra seria dominado por eles.

Porém, esse não é o caso! Não é usual comermos cães ou gatos, coiotes ou gambás, nem mesmo são caçados por sua pele, couro ou pela carne.

Por exemplo, os cavalos estão na mesma categoria, contudo, esses animais não se multiplicam além do limite, e o ocultismo nos ensina que cada espécie de animal é a expressão, no Mundo Físico, do Espírito-Grupo[3] deles que os dirige de fora, a partir do Mundo do Desejo. Daí o notável instinto com que são dotados. Quando esses animais são mortos, antes do tempo da sua morte por causa natural, o Átomo-semente, que forma o núcleo do Espírito-Grupo, é liberado do animal moribundo e usado pelo Espírito-Grupo para fertilizar rapidamente outro de sua espécie.

Assim, quanto mais matamos, dentro de certos limites, é claro que, mais rapidamente a espécie se multiplica, mas se abstermos de matar, não será necessário que o Espírito-Grupo fertilize os animais com tanta frequência. O nascimento diminuirá na mesma proporção que a morte.

Mas, voltando à questão das peles e do couro usados para vestuário, sustentamos que as peles são luxuosas, assim como muito tipo de couro, e não se pode dizer, na extenuação do crime envolvido e em torná-los essenciais à vida humana, que é a mesma reivindicação relativa à carne de mamíferos, aves, peixes e quaisquer outros animais “comestíveis” como alimento.

Aqueles que aspiram viver a vida superior e alcançar a ativação dos seus poderes anímicos não podem se dar ao luxo de usar essas coisas caras, nem se encher desse egoísmo, nem matar o que não pode criar, nem se ausentar de praticar a compaixão e a misericórdia com os nossos irmãos menores.

Algum tempo atrás, uma senhora chegou à Mount Ecclesia (sede mundial da Fraternidade Rosacruz) professando estar entediada e desgostosa pela sociedade, exceto tudo aquilo que se referia ao progresso espiritual; mas quando lhe foi dito que ninguém seguiria a Cristo em um casaco de pele, ela admitiu que tinha um casaco de pele de mil dólares e que não desistiria dele sob nenhuma consideração; se retirou de lá no dia seguinte, irritada com a ideia de que lhe havia exigido um sacrifício tão grande e que havia se colocado sob um professor que era mais complacente em seus pontos de vista sobre a vida e os luxos.

Todos sabemos que, de fato, é possível obter roupas totalmente quentes (por maior que seja o frio) que não são feitas com peles ou coro de animais. Max Heindel foi testemunha ocular desse fato, quando disse que ele mesmo, tendo viajado lugares de altas latitudes, tanto para o norte e como para o sul, mesmo na Sibéria e no Polo Ártico, onde as temperaturas eram extremamente baixas não utilizava nada de couro. E isso no início do século XX!

O que foi dito sobre as peles e o couro também se aplica às penas e outras partes do corpo de um animal, tanto no que diz respeito ao custo de crueldade quanto à falta de necessidade de uso. Roupas bonitas, artísticas e quentes podem ser feitas sem o uso de couro, peles ou penas, para o bem-estar econômico e espiritual de quem se abstém de usá-las.

Mesmo calçados, como sapatos, sandálias, chinelos e outros tipos já podemos obter no mercado atual a preços acessíveis para todas as camadas da sociedade. Com o advento da internet e de revistas especializadas para vegetarianos e veganos o acesso a informação é muito fácil. Basta querer!

Se você é um Estudante que já despertou para o Evangelho da Compaixão já compreendeu que deveria ser considerado um crime tirar a vida de um animal, assim como agora é considerado crime tirar a vida de um ser humano.

Temos certeza que com a aproximação da Era de Aquário essas peças de vestuário serão substituídas por outros produtos da indústria que servirão a esse propósito de maneira completa ou melhor.

É aqui que os Estudantes Rosacruzes podem ajudar a moldar os pensamentos do mundo, tanto por suas ações em se abster do uso de couro, peles, penas e outras partes dos animais, quanto por defender a ideia de que são desnecessários, chamando a atenção dos outros para as atrocidades cometidas para obter essas coisas. Assim, o Estudante Rosacruz pode ajudar a acelerar o dia de “paz na terra e boa vontade entre os homens” – e também os animais.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – out/1917, traduzido e atualizado pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

Anexo sobre “animais ainda são usados para fazer casacos de pele”

Desde focas e chinchilas até raposas e linces, milhões de animais são mortos todos os anos para a confecção de casacos de pele no mundo. Só na França são abatidos 70 milhões de coelhos por ano para esse fim. Mas a indústria dos casacos de luxo é alvo de críticas. Para as organizações de defesa dos animais, mais do que injustificada – há tecidos sintéticos e naturais que cumprem a função -, a atividade é extremamente cruel. O sofrimento já começaria na captura do bicho, que pena nas mãos dos caçadores – as focas, por exemplo, são mortas a pauladas na cabeça, para não danificar a pele. Mesmo quando criados em cativeiro, os animais viveriam em condições degradantes e padeceriam horrores na hora de extrair a pele.

Os produtores, por sua vez, contestam o que chamam de sensacionalismo das entidades. “No caso da chinchila, a morte ocorre pelo destroncamento de uma das vértebras cervicais. É um processo indolor, sem sangue ou sofrimento”, diz Carlos Perez, presidente da Associação dos Criadores de Chinchila Lanífera (Achila). Para os defensores dos bichos, porém, a crueldade fica óbvia quando se leva em conta que, ao contrário do que rola com vacas e frangos – mortos para alimentar pessoas -, no caso da indústria da moda os animais são sacrificados apenas para alimentar a vaidade alheia.

As fases para se fazer as jaquetas, os blusões, as calças, os casacos, os calçados, os cintos e outros acessórios de vestuário:

  1. Os animais usados para fazer casacos de pele podem ser criados em cativeiro (como chinchilas, coelhos e martas) ou ser caçados em seu habitat (como focas, ursos e lontras). O abate rola quando o bicho atinge a maturidade e ocorre sempre no inverno, quando o pelo é mais longo, brilhante e abundante
  2. Há vários modos de abater o bicho. Eles podem ser mortos a pauladas, ser estrangulados – método indolor, segundo os produtores – ou, entre outras técnicas para resguardar a pele, ser eletrocutados com a introdução no ânus de ferramentas que fritam os órgãos internos.
  3. Depois que o animal é morto, é hora de extrair sua pele. Há várias formas de escalpelá-lo, algumas mais profissionais e outras rudimentares e violentas.

Escalpelamento profissional:

  1. Nas fazendas de criação de chinchilas, faz-se um pequeno corte no lábio inferior do animal e outro próximo ao órgão genital
  2. Em seguida, é introduzida uma vareta de ferro de um ponto a outro. Ela funciona como um suporte-guia para o corte
  3. Com um bisturi, se desprega a pele do animal, evitando danificá-la. Quanto mais intacto o couro, maior o seu valor de mercado

Escalpelamento amador:

  1. Nos modos mais cruéis, como rola em alguns locais da China, o animal é morto a pauladas e suas patas são decepadas
  2. O bicho então é dependurado pelo coto da pata, e seu couro é extraído a partir desse ponto com a ajuda de uma faca
  3. A pele é puxada com força, como se fosse tirada ao avesso. Em muitos casos, o animal ainda está vivo durante esse processo
  4. Uma vez retirada, a pele é presa com alfinetes ou pregos numa tábua, onde ficará por alguns dias no processo de secagem. Nessa etapa, ela ganha forma definitiva e não vai mais encolher nem sofrer deformações
  5. O passo seguinte é o curtimento da pele. Num curtume, ela passa por banhos químicos para retirada de sujeiras, cheiro e gordura, evitando que apodreça mais tarde. Ela também pode ser tingida
  6. Após o curtimento, as peles vão para as confecções, onde são costuradas umas nas outras até tomarem a forma de um casaco. No acabamento, é aplicado um forro, em geral de cetim, na parte interna.

(Artigo publicado na Revista Mundo Estranho, em 28 jul 2009)

[1] N.T.: O rato-almiscarado é a única espécie do gênero Ondatra, é um roedor semi-aquático de porte médio nativo da América do Norte.

[2] O arminho é um carnívoro mustelídeo de pequeno porte pertencente ao grupo das doninhas. A espécie ocupa todas as florestas temperadas, árticas e sub-árticas da Europa, Ásia e América do Norte.

[3] N.T.: Um Arcanjo, uma onda de vida muito superior a nossa e extremamente sábia. Lembrando: Cristo é um Arcanjo, o mais elevado entre eles.

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A importância do Fósforo para Aspirante ansioso de se empregar em trabalhos mentais e espirituais

A importância do Fósforo para Aspirante ansioso de se empregar em trabalhos mentais e espirituais

Como lemos no livro O Conceito Rosacruz do Cosmos: “O cérebro, órgão coordenador que domina os movimentos do corpo e expressa as ideias, é constituído pelas mesmas substâncias que as demais partes do corpo, mas, além delas, tem o fósforo, peculiar somente ao cérebro.

Conclusão lógica a tirar: o fósforo é o alimento particular mediante o qual o Ego pode expressar pensamentos e influenciar o Corpo Denso. A quantidade desta substância é proporcional ao estado de consciência e ao grau de inteligência do indivíduo. Os idiotas têm muito pouco fósforo. Os profundos pensadores têm muito. No Reino Animal o grau de consciência e de inteligência está em proporção direta à quantidade de fósforo contida no cérebro.

Portanto, é de suma importância que o Aspirante ansioso de se empregar em trabalhos mentais e espirituais dê ao cérebro esta necessária substância.”

Apesar de pouco lembrado, ele é extremamente importante e tem um mecanismo delicado que precisa de um mínimo de atenção por parte dos veganos e vegetarianos.

Vamos ver para o que serve o fósforo: ingerir alimentos que são fontes de fósforo é importante porque assim você garante estrutura e força para ossos e dentes. O fósforo também compõe os ácidos nucleicos DNA e RNA, responsáveis pelo código genético e pela reprodução e reparação celular, e ainda faz parte da composição de muitas enzimas e hormônios. Ele participa do metabolismo de músculos, carboidratos e gorduras. Também equilibra o pH do sangue e é necessário para a produção de energia e o transporte de ácidos graxos (gorduras). Todas as células do corpo contêm o mineral, mas 85% dele você encontra depositado nos ossos e nos dentes.

Encontramos o fósforo na maioria dos vegetais (principalmente legumes, leguminosas, sementes, nozes e cereais integrais, mas também em verduras), frutas, quinoa, amaranto contém certa quantidade de fósforo. Maiores concentrações: uvas, cebolas, sálvia, feijões, abacaxi, alhos, e nas folhas e talos de muitos vegetais. Também no suco da cana de açúcar, mas não no açúcar refinado. A maior quantidade se encontra sempre nas folhas, geralmente desprezadas. Isso porque as plantas retiram o fósforo disponível no solo para fortalecer raízes, folhas e frutos.

O Corpo Denso de um adulto tem de 600 g a 900 g de fósforo: 85% presentes em ossos e dentes na forma de fosfato e o restante dividido entre tecidos e líquido extracelular. Quando você consome alimentos que são fontes de fósforo, entre 55% e 70% do mineral será absorvido no intestino. Em uma dieta vegetariana, essa porcentagem vale inclusive para o fósforo presente nos ovos (orgânicos) e leite (orgânico).

Para melhor absorvimento do fósforo o pH do  intestino tem que estar certo e saudável. Após a absorção, o fósforo cai na corrente sanguínea onde se junta ao cálcio, magnésio, sódio e às proteínas para chegar aos ossos, onde se deposita.

Deixar as leguminosas de molho na água por oito horas antes de cozinhar é fundamental para eliminar o fitato, um antinutriente que atrapalha a absorção do ferro, do cálcio e do zinco. Isso reduz o fitato, mas também o fósforo. Por isso que é importante uma alimentação baseada em vegetais. Entretanto, alguns alimentos, as bactérias intestinais e o levedo utilizado na fabricação de pães possuem a enzima fitase que decompõe o fósforo do fitato, sendo que esses alimentos e essas bactérias contribuem para tornar disponível certa quantidade de fósforo para absorção no trato gastrointestinal. Assim:cuide bem da flora intestinal e garanta um bom aporte de fósforo.

Além do mais, o fósforo melhora o desempenho físico porque ele faz um papel importante na produção de energia e atua na contração muscular, reduzindo a fadiga, quando você faz um esforço muscular muito grande.

Agora, como tudo, o excesso faz mal. Seu excesso no sangue é associado a maior risco de doença cardiovascular e mortalidade em pessoas com ou sem doença renal.

Seu excesso também prejudica a síntese da vitamina D e acelera o funcionamento da tireoide, que, por sua vez, pode atrapalhar a vida dos ossos, principalmente, se a ingestão de cálcio for inadequada.

Aparentemente as pessoas estão consumindo mais fósforo do que o necessário, porque aditivos fosfatos aparecem em alimentos industrializados e refrigerantes.

As deficiências do fósforo são raras, exceto em doenças que afetam a absorção do mineral, como diabetes, ou em casos extremos de fome total. Alguns sintomas de deficiência: perda de apetite, fraqueza muscular, fragilidade óssea, dormência nas extremidades, suscetibilidade a infecções e raquitismo em crianças.

Lembremos sempre que antiácidos contendo alumínio reduzem a absorção de fósforo na dieta pela formação de fosfato de alumínio, que o corpo é incapaz de absorver. Quando consumidos em altas doses, esses antiácidos podem produzir níveis muito baixos de fósforo no sangue, bem como agravar a deficiência do mineral. Também: redução da acidez estomacal, reposição hormonal em mulheres na pós-menopausa e doses excessivamente altas de forma ativa da vitamina D podem provocar uma diminuição dos níveis do fósforo no Corpo Denso.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

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Elimine o Reumatismo

Elimine o Reumatismo

Podemos dizer que as mudanças de temperatura, o frio e a umidade, bem assim os excessos de trabalho corporal, não são as verdadeiras causas do reumatismo. Ele é adquirido por taras hereditárias e por deficiências orgânicas derivadas de um mau ou antinatural regime alimentar. A real origem dessa enfermidade está no sangue impuro, nas toxinas que não foram eliminadas e na deficiente função dos diversos órgãos. Portanto, a cura do reumatismo é obtida pela purificação do organismo em geral, fortalecendo-o para resistir ao frio, à umidade, de modo que a pele e a circulação sanguínea reajam devidamente ante as bruscas mudanças de temperatura.

Geralmente, para evitar os movimentos que lhe causem dores, o enfermo adota posições anormais que, com o tempo, chegam a ser permanentes, conduzindo a verdadeiras deformações, seja por inclinar o corpo para frente, ou para um dos lados. É necessário combater com energia e a tempo tais atitudes que dificultam a cura e se tornam crônicas.

O frio e a umidade favorecem o reumatismo. Por isso, convém evitá-los, principalmente quando o paciente não está totalmente curado. Todavia, vale notar que não é propriamente isso que o prejudica, senão a deficiente capacidade do corpo para produzir calor e controlar a temperatura. Para essas pessoas, é importante evitar habitações úmidas. O Dr. Jarvis, famoso médico americano, que se tornou querido pelo esforço de ir ao encontro das necessidades do povo escrevendo livros de medicina popular (estado de Vermont), afirma que as enfermidades como artrite, reumatismo, gota, bursite, etc., têm a mesma origem: acúmulo excessivo de cálcio no corpo. Em suas observações e experiências, durante longos anos, chegou a conclusões seguras e revolucionadoras.

Começou observando que as chaleiras em que se fervem água, formam, com o tempo, dura camada no fundo. E, que essa crosta, sob efeito de vinagre de maçã, se dissolve, deixando novamente a chaleira como nova. Igualmente, comprovou que, mergulhando cascas de ovos em líquido de vinagre de maçã, elas dissolvem-se lentamente. Verificou, ademais, nessa localidade (Vermont), que, pessoas que usavam vinagre de maçã em suas refeições eram muito mais saudáveis que as demais, e pareciam imunes às enfermidades. Inteirou-se também de que os camponeses de Vermont costumavam dar às vacas o vinagre de maçã misturado na água, fato que o levou a efetuar estudo e investigação, chegando a conclusões maravilhosas e surpreendentes: vacas envelhecidas prematuramente, tomando porções de vinagre de maçã, rejuvenesciam. Outras, de dez anos e que já não davam leite, voltaram a produzi-lo, depois de três meses de tratamento.

Entre outras coisas, observou igualmente que os ossos dos animais levados ao corte, e que estavam recebendo tratamento idêntico, demonstraram uma perfeita consistência óssea e a medula de uma bela cor vermelha, indício de abundância de glóbulos vermelhos, fato significativo, que mostra o quão errônea é a crendice popular, segundo a qual o vinagre afeta o sangue desfavoravelmente.

Desse modo, e por outras vias, o Dr. Jarvis chegou à conclusão de que o mesmo sucede com o corpo humano quando se toma o vinagre de maçã com água e mel, já que ele possui essa faculdade de dissolver o cálcio excedente, acumulado no organismo, permitindo, por outro lado, que ao absorvê-lo, os ossos se tornem mais fortes, menos expostos às fraturas e, sobretudo, em condições de ajudar na formação de tecidos mais elásticos, flexíveis, em favor do rejuvenescimento.

Portanto, o mencionado médico fundamentou sua teoria no seguinte: nosso sangue pode ser de formação ácida ou alcalina. Isso depende, em grande parte, da alimentação que habitualmente ingerimos. Agrega, ele, outros motivos: diz, por exemplo, que o clima frio favorece o aumento de alcalinidade do sangue; que as preocupações, o medo, a ira, bem como toda atitude e comportamento emocional negativo, tendem a aumentar a dose de alcalinidade sanguínea. Diz que é favorável a que o sangue seja ligeiramente ácido, para que se torne mais fluídico e regue todo o organismo, sem dificuldade alguma.

O consumo abundante de farinha de trigo refinada, açúcar refinado, carnes, cremes, etc., é prejudicial à saúde porque contribui para o aumento da alcalinidade; torna o sangue mais espesso e dificulta-lhe a circulação pelo sistema, aumentando a pressão arterial das veias e vasos, os quais, com o tempo, vão se obstruindo e endurecendo, porque a alcalinidade favorece o depósito de cálcio.

É por isso que o coração se vê obrigado a trabalhar mais. Nas doenças como a artrite, o cálcio se forma ao redor das juntas, produzindo dor e deformação.

Todo o mundo sabe que a calcificação é o maior inimigo do homem ao envelhecer. Por isso, se o vinagre de maçã é benéfico em todas as idades, como elemento preventivo de acúmulo excessivo de cálcio, aos que tem maus aspectos de Saturno em seu tema natal, mais útil ainda é para os que, em todas as circunstâncias, já se aproximam ou se encontram na velhice. E qual a dose necessária nesses casos? Vejamos:

Diariamente, às refeições, ou entre elas, bater bem 1 colher de chá de vinagre de maçã, com uma colher de chá de mel de abelha e 1 copo de água, tomando em seguida. Afirma o Dr. Jarvis que, após um ou dois meses desse tratamento, o sangue volta a adquirir a natural acidez, dissolvendo o cálcio excedente aderido nas articulações e desobstruindo as artérias e vasos sanguíneos. Paralelamente, a pessoa experimenta uma sensação de bem-estar; a digestão é favorecida e produz um sono reparador. Desaparecem os gases intestinais, o amargor da boca e restabelece-se a energia vital em todo o organismo. Ademais, verifica-se um vigoroso crescimento dos cabelos, a vista melhora consideravelmente devido ao processo purificador do sangue. As pessoas sujeitas a frequentes dores de cabeça (cefaléia) veem cessar esse incômodo, tomando duas vezes ao dia, três colheres de vinagre de maçã com água e mel, de cada vez. Nas afecções reumáticas, recomenda-se compressas quentes de vinagre de maçã, pois assegura magníficos resultados. A quem deseja experimentar, explicamos:

Aquecer duas xícaras de chá de vinagre de maçã, usando um pano grosso, preferivelmente lã, para que se conserve o calor. Fazer a aplicação local, três vezes ao dia, se possível, a intervalos.

Para os que sofrem de artrite nos dedos, submergi-los no vinagre quente, durante dez minutos. Com esse tratamento, depois de certo tempo, desaparecem a dor e a deformação.

Finalmente, atendendo aos leitores que, a esta altura, já estão indagando ansiosamente, damos a seguir o modo de se fazer o vinagre de maçã.

Podem usar a maçã brasileira, aquela pequena, vermelhinha, que se encontra em feiras livres. Além de mais barata, presta-se mais a esse propósito.

VINAGRE DE MAÇÃ

Pesar 1 quilo de maçãs. Parti-las e tirar as sementes (o miolo duro). Lavá-las e, com as cascas, batê-las no liquidificador, reduzindo a uma pasta, com a ajuda de água suficiente. Em seguida, pôr a massa em um recipiente de vidro ou louça, que tenha tampa, juntando 5 litros de água e 1 quilo de açúcar cristal, ou de rapadura raspada. Deixar a massa fermentar durante quarenta dias, tendo o cuidado de:

  1. nos primeiros dez dias, mexer diariamente, algumas vezes, com uma colher de pau, usada somente para esse fim;
  2. do 11º ao 30º dia, mexer várias vezes, dia sim, dia não;
  3. Do 31º ao 40º dia, deixar em absoluto repouso.

Findo esse tempo, coar a massa em uma peneira de seda ou guardanapo bem limpo, engarrafando para uso.

Recomenda-se ficar sete dias sem tratamento, após terminar a dose mencionada.

Querendo continuar, é recomendável ir preparando nova dose na metade do primeiro período (lá pelo 20º dia), a fim de que, após o repouso, já tenha outra quantidade em mãos.

INGREDIENTES.

1 quilo e meio de maçãzinhas nacionais (encontradas nas feiras livres). A razão de incluir mais meio quilo (a receita é de um quilo), é devida à redução. No fim, chega-se à proporção correta, recomendada; 1 quilo de açúcar. Usar, de preferência, o açúcar moreno ou rapadura raspada, ou então, o açúcar cristal. 5 litros de água.

MODO DE FAZER:

  • Cortam-se as maçãs ao meio, tirando-lhes o miolo duro, e partes eventualmente machucadas. Lavam-se e picam-se miudamente, com casca e tudo. Leva-se ao liquidificador com um pouco de água, tirada dos cinco litros já previstos.
  • À massa das maçãs acrescentam-se: o açúcar e a água.
  • Leva-se a mistura a vasilhas de louça ou vidro, que tenham tampas, para fermentar.
  • Nos dez primeiros dias, mexer diariamente; do 11º ao 30º dia, mexer dia sim, dia não; do 31º ao 40º dia, deixar a mistura em repouso.
  • Findo esse prazo de 40 dias, côa-se e engarrafa-se. Conservar engarrafado mais um mês. Só se começa a usar, portanto, depois de 70 dias (período completo de preparação).

MODO DE USAR:

Em copo pequeno, coloque uma colher (das de sopa) de vinagre de maçã e uma colher (das de sopa) de mel de abelha. Bata bem, até misturar. Junte água filtrada, até o meio do copo e tome antes das refeições principais.

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – 01/1978)

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O Vegetarianismo e a Lei do Amor

O Vegetarianismo e a Lei do Amor

O vegetarianismo é muitas vezes adotado por questões de saúde, como um regime alimentar mais saudável, mais higiênico e muito mais substancioso. Porém, o aspecto mais importante do mesmo é ser ele um modo de pensar e de sentir, visto estar profundamente ligado à ideia da Fraternidade Universal. Todos os reinos da natureza são partes de um Todo. A ciência e algumas religiões aceitam e explicam, de certo modo, a Lei da Evolução, a qual se processa através do desenvolvimento da consciência. Sendo o ser humano o ser dotado de maior consciência, é por isso mesmo de maior responsabilidade no mundo.

Por seu contínuo pensar, há de se aproximar cada vez mais das verdades proclamadas em todos os tempos por sábios, filósofos, santos e profetas. A base dessas verdades é, invariavelmente que a Lei do Amor é a única que conduzirá o ser humano a um estágio de real grandeza espiritual. Sem o amor, poderá conhecer grandes progressos materiais, mas somente com ele alcançará a verdadeira civilização, via do desenvolvimento espiritual. Ora, a Lei do Amor não pode admitir a cruel matança dos animais, como a que se executa, cada vez em maior escala.

Dizemos cruel e sobretudo inútil, porque, se é com fins de alimentação, milhões de vegetarianos em todo mundo provam que vivem em iguais ou melhores condições físicas e intelectuais que os não-vegetarianos. Se é com fins esportivos, nada pode ser mais vexatório para nosso orgulho de civilizados, de que ver alguém divertir-se matando friamente seres sensíveis. Se é com fins ornamentais, de produtos de beleza e de moda, como acontece com o uso de casacos de pele, artefatos de couro, enfeites de penas, cosméticos, xampus, etc., mais evidencia a inutilidade da matança, porque há atualmente outros tipos de produtos de beleza e higiene, vestuários, calçados, agasalhos e de enfeites, talvez mais duradouros e belos do que provenientes do sacrifício de animais.

Poucas pessoas comeriam carne se elas tivessem de matá-los, ou se assistissem aos processos clamorosamente cruéis de seu diário abate. Compreende-se que no passado o cultivo das terras era reduzido, difícil em muitas regiões, desconhecidos os grandes recursos agrícolas da atualidade, ignorado o valor alimentício de muitos produtos da terra.

Tenha-se em vista apenas os exemplos de soja e do amendoim. Hoje enriquecidos de tão grandes progressos, como explicar que ainda não tenhamos vencido essa superstição sobre o valor da carne como alimento?

Podemos cultivar o sentimento de Fraternidade Universal, aprovando, apoiando, participando da crueldade, indiferentes ao sacrifício diário de milhões desses seres?

Por outro lado, é uma incoerência comemorar datas dedicadas à seres que amaram a todos os seus irmãos, inclusive aos irracionais, como no NATAL, sacrificando em nossas mesas suas indefesas vidas.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – mar./abr./88)

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A Falsa Piedade que muitos têm nessa vida

A Falsa Piedade que muitos têm nessa vida

A imagem que uma cultura projeta de si mesma é apenas aquela que ela gostaria de merecer, sem qualquer compromisso com a sua realidade interna. A mesma civilização que diz estimar os animais domésticos, massacra diariamente outros animais como bois, frangos, porcos e peixes — de maior porte e de menor porte e tão merecedores de respeito quanto os demais — em nome das proteínas que precisa assimilar ou do confessado prazer que sua carne proporciona à mesa, e também, o uso de cintos, calçados, vestuário, cosméticos, remédios e de tantos outros produtos que usamos, à custa da morte dos animais.

Graças a informação, hoje é muito fácil saber se determinado produto ou vestuário é feito com alguma parte de um animal ou se algum animal é utilizado no processo de produção ou de experimentação. A decisão passa a ser nossa!

O método de abate usado no Brasil para matar o gado, por exemplo, que é vendido a peso de ouro nos açougues são sabidamente cruéis e violentos. O abate humanitário torna inconscientes os animais, previamente à sangria. O medo e a dor causados na hora da morte “provocam a formação de toxinas no organismo desses animais, e o acúmulo de ureia no sangue”. O fenômeno estaria relacionado — embora não haja prova cabal disso — com o surgimento de alguns tipos de câncer e reumatismo no ser humano. A invasão dos corpos mortos por micro-organismos dependeria de vários fatores, inclusive do método pelo qual o gado foi sacrificado. Só quando a morte é indolor, imperceptível e instantânea torna-se possível evitar a formação de determinadas toxinas.

O abate é feito, principalmente, pelo seccionamento dos grandes vasos sanguíneos do animal, sem qualquer insensibilização. O processo é comum no caso de ovelhas, bezerros, carneiros e porcos. Suspensos, de cabeça para baixo, são levados pelo trilho até o local da matança, onde está à sua espera o magarefe e seu afiado facão. Até que a hemorragia termine, o animal permanece consciente, sofrendo dores e medo atrozes.

O gado de grande porte é atordoado antes da sangria, com uma pancada na cabeça. Como o animal está inquieto, o golpe costuma errar o alvo, provocando mutilações. Outro modo de abate é o uso de eletronarcose — uma pinça elétrica que faz o animal perder totalmente os sentidos, antes que se inicie a carnificina.

O contato com essa realidade de todo dia é desagradável, mas é através de impressões semelhantes que percebemos fatos que preferimos ignorar, e pelos quais somos solidariamente responsáveis. Precisamos ver o quanto é insincero nosso apregoado amor pelos animais. Frequentemente, ele não passa de necessidade de companhia, de mera identificação, de pura exibição de humanitarismo, ou é pretexto para ostentar um animal de raça. Se as pessoas que afirmam amar os animais fossem coerentes, elas pelo menos estariam preocupadas com o que acontece nos matadouros — e não considerariam esse tipo de preocupação irrelevante ou romântica. O lugar-comum segundo o qual “enquanto há pessoas passando fome no mundo não se explica esse cuidado com os animais” exprime muito bem a hipocrisia desses espíritos humanitários em cujo coração só há lugar para uma piedade limitada e circunscrita.

Os dietistas não chegaram a nenhuma conclusão, ainda, sobre a necessidade humana de ingerir carne com frequência, e talvez não cheguem nunca. As controvérsias desse tipo são mero passatempo, muitas vezes. A carne dos cardápios é necessidade, prazer ou vício? O ser humano é basicamente carnívoro ou seu organismo simplesmente suporta bem a carne? Sua arcada dentária e o comprimento do seu intestino não indicariam que ele se alinha entre os vegetarianos, como há muitos na natureza? Esses são alguns aspectos da questão. Restam outros, como a moralidade de matar animais continuadamente, em nome de uma cota mínima de proteínas que sua atividade — a do ser humano — não justifica de maneira alguma. Esse é um tema que não pode ser deixado unicamente aos cientistas, porque envolve valores que estão além de todo enfoque científico.

A humanização do abate dos “animais de corte” é uma tentativa de tornar menos indecente o morticínio. Por ser antiga, a questão não perdeu sua seriedade e sua importância. Se há interesses econômicos em jogo nos processos de matança dos abatedouros, pior para os interessados, que se envolveram num negócio desumano, sádico e brutal.

O ângulo mais interessante nessa história é, naturalmente, a imagem que a cultura — no sentido antropológico da palavra — tenta preservar, exigindo respeito à vida de alguns animais e justificando plenamente a destruição lenta e cruel de outros. Essa contradição, uma mais entre tantas, é evidente demais para ser ignorada. Quando o dono de um matadouro, por exemplo, protesta contra a captura de cães e gatos vadios nas ruas, sua revolta tem a aparência de sinceridade, mas há um paradoxo intenso em seu comportamento. O que é que os cães possuem que os bois, os porcos, os frangos e os peixes também não têm? Será possibilidade de domesticação dos primeiros pelo ser humano? Essa ternura que o caso desperta não será apenas resultado de sua identificação com o ser humano? Essas questões, que a alguns parecem bizantinas — o que é um modo de não pensar no assunto —, podem conduzir a um conhecimento melhor dos indivíduos. À medida que esse conhecimento ocorrer, é possível que as contradições deixem de ser tão frequentes, e a violência contra todos os seres vivos possa ser evitada, em benefício de todos; cães, gatos, bois, porcos, frangos e peixes e do próprio agressor, o ser humano.

Não podendo criar sequer uma partícula de barro, não temos o direito de destruir a forma mais insignificante. Todas as formas são expressões da Vida Divina. Una por excelência. Grave transgressão alguém comete quando destrói uma forma através da qual a vida procura se manifestar e evoluir. Quem assim procede estará contraindo pesada dívida ante a Lei de Consequência. De seu resgate não poderá fugir impunemente.

O fato de questões como essa de como abater a alguns parecerem bizantinas, revela o quanto a humanidade tem a aprender. É óbvio que é insincero o amor do ser humano pelos animais, porque contraditório em suas bases. Enquanto demonstra apreço pelos animais domésticos, abate impiedosamente outros, alegando necessidade alimentar. É uma atitude discriminatória e ignorante. Afinal, o mesmo sopro de vida anima uns e outros. Não há diferença.

A mesma civilização, vigilante na preservação de padrões éticos, omite-se ou faz vistas grossas à imoralidade do carnivorismo. Permite e oficializa métodos de abate requintadamente cruéis. Essa verdadeira apologia à violência atinge, como destino maduro – aquele que não há como expiar, mas só sofrendo para pagar tal dívida –, a todos aqueles direta ou indiretamente envolvidos, ou seja, magarefes, comerciantes e consumidores. Todos têm “culpa no cartório”. E, de uma forma ou de outra, deverão responder pela falta cometida.

Está aqui mais uma das tantas contradições humanas, tomando como exemplo a matança de animais e o consumo de sua carne.

Muitas vezes para alguns de nós as palavras nem sempre bastam para explicar a questão do ser vegetariano, tendo como argumento (ainda que não seja o único, nem o mais importante) a crueldade praticada com os nossos irmãos menores animais (mamíferos, aves, peixes e qualquer ser do reino animal – veja detalhes no livro O Conceito Rosacruz do Cosmos).

Ainda mais quando muitos acham que é “só não comer carne”. Longe disso: uso de quaisquer coisas que utilizem como insumo o material advindo de animais, incluindo aqui vestuários, calçados, remédios, produtos testados em animais e outros “segmentos” que muitos nem conhecem, mas tem acesso a informação para conhecer.

Nesse sentido, além do famoso filme “A Carne é Fraca” do Instituto Nina Rosa, temos também a disposição: DOMÍNIO (Dominion) (no Youtube) de Chris Delforce, sobre exploração de animais que nem imaginamos e que vai muito além do “não comer carne”; CACHORROS (Pedigree Dogs Exposed), no Vimeo, (muito bom para entendermos como estamos fazendo mal em tratar “cachorro como ser humano e não como animal” e para quem até trata o seu “pet” como “filho da mamãe”, “filho do papai”, “meu filho de 4 patas”), TESTES EM LABORATÓRIOS, também do Instituto Nina Rosa, no Youtube, que nos faz repensar sobre o que utilizamos como cosméticos, remédios e outros produtos “disfarçados” e que são de corpos dos nossos irmãos menores; e, por fim, SAÚDE (What The Health) de Kip Andersen e Keegan Kuhn, no Netflix e Youtube.

Considere que comer ovo e leite passa por você saber a origem e essa ser de galinhas e vacas que produzem dentro do seu natural e são alimentadas com alimentação também natural. Se não se sabe ou não tem acesso, então, não coma e substitua por outros produtos.

Alimentação vegetariana processada é tão ruim como carne processada!

Se, como Estudantes da Fraternidade Rosacruz, aspiramos ser eficazes colaboradores, como Auxiliares Invisíveis, mantenhamos o nosso Corpo o mais puro possível também no quesito alimentação além de praticar de fato e em toda a sua extensão, o “vivei e deixai viver”.

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – 01/1978 com adições da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP)

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Você Pode Ajudar a Vítima de uma Parada Cardíaca

Você Pode Ajudar a Vítima de uma Parada Cardíaca

A vida da vítima de um ataque cardíaco pode ser salva até mesmo por um leigo, desde que ele tenha conhecimento de alguns princípios básicos de ressuscitação cardiopulmonar.

Os princípios de ressuscitação são muito simples e podem ser aplicados por qualquer pessoa:

  • Reconhecimento de parada cardíaca. Quando uma pessoa cai inconsciente, em local sem assistência médica, a primeira preocupação deve ser verificar se houve desmaio ou parada cardíaca. O reconhecimento é feito apalpando-se o pulso arterial no pescoço ou no braço, enquanto se procura sinal de respiração. Se houver pulsação, trata-se de desmaio. Caso contrário, é importante iniciar a ressuscitação cardiopulmonar.
  • Respiração boca a boca. Após colocar o paciente em superfície dura, de costas e com a cabeça estendida para trás, inicia-se a respiração boca a boca. Para isso, tapa-se o nariz do paciente com a mão esquerda, enquanto se mantém o pescoço estendido levantando-o com a mão direita. Expira-se com a boca sobre a boca do paciente. Deve-se fazer pelo menos 12 respirações em dois minutos.
  • Massagem cardíaca. Se após a respiração boca a boca não se registrar a volta do pulso, deve-se iniciar a massagem cardíaca comprimindo-se o coração do paciente com as duas mãos, numa frequência de 60 vezes por minuto. A cada cinco compressões cardíacas, faz-se a respiração boca a boca. A massagem cardíaca deve ser feita durante pelo menos 30 minutos ou interrompida antes disso, se for observada a volta da pulsação.

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – 02/1978)