Categoria Rituais e Orações

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Ritual do Serviço do Equinócio de Setembro

RITUAL DO SERVIÇO DO EQUINÓCIO DE SETEMBRO

1. Preparar o ambiente com músicas elevadas

2. Hino Rosacruz de Abertura cantada por todos os presentes.

3. Descobrir o Emblema Rosacruz e fazer a saudação Rosacruz:

“Que as rosas floresçam em vossa cruz”

Todos respondem:

“E na vossa também”

4. Leitura do Ritual do Equinócio de Setembro

“DEUS É LUZ”

Todas as vezes que concentramos nossos pensamentos nessas três palavras, banhamo-nos numa fonte espiritual de profundidade infinita; mergulhamos mais profundamente na divindade e ficamos mais próximos do nosso Pai, que está nos céus.

Para ficarmos em maior intimidade com este assunto, agora que a Luz de Cristo começa a penetrar na Terra, vamos retroceder no tempo, para atingirmos nossa origem e verificarmos a direção da nossa futura linha de progresso.

A primeira vez que nossa consciência foi dirigida para a luz foi imediatamente depois de obtermos a Mente e entrarmos, definitivamente, na nossa evolução como seres humanos, na Atlântida, a terra da névoa, no fundo das depressões da Terra, onde a névoa quente produzida pelo resfriamento da Terra caía, como um denso nevoeiro sobre a sua superfície.

Nessa ocasião não seria possível ver as alturas estreladas do universo, nem poderia a luz prateada da Lua penetrar na atmosfera densa, enevoada, que recobria aquela antiga Terra. Mesmo o ígneo esplendor do Sol estava quase totalmente extinto, pois quando observamos a Memória da Natureza pertencente àquele tempo, verificamos que a atmosfera da Terra era opaca, tendo uma aura de várias cores, muito semelhante à que podemos observar em torno de um foco luminoso nas ruas, quando há neblina.

Mas esta Luz tinha um fascínio. Os antigos atlantes foram ensinados pelos Hierarcas Divinos, que viviam entre eles, a aspirar pela luz, e como a luz espiritual estava, então, amortecida, os atlantes aspiravam ardentemente pela nova luz, pois temiam a escuridão da qual se tornaram conscientes quando adquiriram a Mente.

Chegou, então, a inevitável inundação que conhecemos como Dilúvio, quando a névoa se esfriou e condensou. A atmosfera tornou-se clara e límpida e o “povo escolhido” foi salvo. Aqueles que trabalharam dentro de si mesmos e aprenderam a construir os órgãos necessários, requeridos para respirar numa atmosfera como a que possuímos hoje, sobreviveram e vieram para a luz.

Esta escolha não foi arbitrária: o trabalho do passado consistiu na construção do corpo. Aqueles que apenas possuíam brânquias, semelhantes às que o feto humano ainda utiliza no seu desenvolvimento pré-natal, não estavam fisiologicamente adaptados para entrar na nova era, como o feto não poderia viver, depois de nascido, se não construísse os pulmões; morreria, como morreu aquele antigo povo quando a atmosfera atual, mais rarefeita, tornou as brânquias inúteis como aparelho respiratório.

Desde o dia em que emigramos da antiga Atlântida, o nosso corpo está praticamente completo; mas desde aquele tempo e a partir de agora aqueles que quiserem acompanhar a luz deverão lutar pelo crescimento da alma. Os corpos que nós cristalizamos deverão ser dissolvidos, e a quintessência da experiência obtida por intermédio desse corpo deve ser amalgamada, como “alma”, com o espírito, para nutri-lo e elevá-lo da impotência à omnipotência. Por isso o Tabernáculo do Deserto foi dado aos Antigos e a luz de Deus desceu sobre o Altar dos Sacrifícios. Isto é de grande significação: o Ego desceu ao seu tabernáculo, o corpo físico. Todos conhecemos a tendência do instinto primitivo para o egoísmo e se já estudamos a ética superior, aprendemos quão subversiva do bem é a indulgência para a tendência egoísta. Por isso, Deus colocou, imediatamente, diante da humanidade a luz divina sobre o Altar do Sacrifício. Sobre esse Altar os seres humanos foram forçados, pela dura necessidade, a oferecer suas posses mais queridas em troca de cada contravenção cometida, parecendo-lhes Deus um duro Senhor em cuja ira era perigoso incorrer.

Mas a luz ainda os atraía. Verificaram, então, que era inútil tentar escapar das mãos de Deus.

Esses seres humanos jamais ouviram as palavras de João: “Deus é Luz”, mas já haviam aprendidos dos céus, em certa medida, o significado do infinito, medido pelo reino da luz, pois ouvimos Davi exclamar: “Para onde poderei fugir do Teu Espírito? Ou para onde poderei voar de Tua presença?… Se eu tomar as asas da aurora e for habitar nas extremidades do mar, ainda lá me guiará a Tua mão e Tua mão direita me amparará… porque as trevas não me escondem de Ti, mas a noite é clara como o dia, pois a escuridão e a luz são a mesma coisa para Ti” (Salmo 139: 7-12).

O passo seguinte no trabalho de Deus para conosco consistiu em tornar permanente esta condição de estar na Luz que culminou com o nascimento de Cristo que, como a presença corporal do Pai, encarnava em Si mesmo aquela Luz, pois a Luz veio ao mundo para aqueles que cressem em Cristo não perecessem, mas tivessem vida eterna. Ele disse: “Eu sou a Luz do Mundo”. O Altar no Tabernáculo ilustrou o princípio do sacrifício como meio da regeneração, e por isso disse Cristo aos Seus discípulos: “Ninguém tem maior amor do que este: o de dar sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos”. A partir daí Ele começou um sacrifício, sacrifício esse que não se consumou nas poucas horas de sofrimento físico sobre uma cruz material, mas que é tão perpétuo como o foram os sacrifícios feitos sobre o Altar no Tabernáculo do Deserto, já que isso implica uma descida anual à Terra e o sofrimento de tudo o que as cristalizantes condições da Terra podem significar para tão grande Espírito.

Esta situação continuará até que um número suficiente de seres humanos tenha evoluído e possa conduzir a carga desta massa de escuridão que chamamos de Terra, e que pende, como uma mó, do pescoço da humanidade, constituindo um empecilho para o posterior crescimento espiritual. Tal é a tarefa com que nos defrontamos.

Estamos agora na passagem equinocial em que o Sol deixa o hemisfério Norte, depois de prover todas as necessidades de vida, para o próximo ano; e a onda espiritual que conduz, em sua crista, a vida que encontrará expressão física no ano que se inicia, está agora se aproximando da nossa Terra. O meio ano que temos pela frente é a parte santa do ano. Desde a festa da Imaculada Conceição até ao Nascimento Místico do Natal (enquanto a onda de vida penetra em nossa Terra), desde o Natal até ao tempo da Páscoa (enquanto a onda de vida está saindo da nossa Terra), uma canção harmoniosa, rítmica, vibrante, tão bem descrita na lenda do nascimento místico como “Hosana”, cantada por um coro de Anjos, enche a atmosfera planetária e age sobre todos como um impulso para a aspiração espiritual. Conhecemos a analogia entre o ser humano – que penetra nos seus veículos durante o dia, neles vive e por seu intermédio trabalha, e que à noite é um espírito livre, livre dos grilhões do Corpo Denso – e o Espírito de Cristo que habita nossa Terra durante parte do ano. Todos sabemos que cadeia, que prisão representa este Corpo Denso, como somos torturados pelas doenças e pelos sofrimentos, pois não há qualquer um de nós que esteja sempre com perfeita saúde de modo que jamais sinta o látego da dor; pelo menos ninguém que esteja no caminho superior.

O mesmo acontece com o Cristo Cósmico, que dirige Sua atenção para a nossa pequena Terra, focalizando Sua consciência neste Planeta a fim de que possamos viver.

Ele tem que vivificar esta massa morta (que nós cristalizamos do Sol) anualmente, e isto constitui um grilhão, um empecilho, uma prisão para Ele; por isso os nossos corações deveriam ficar voltados para Ele, neste tempo, em gratidão pelo sacrifício que Ele faz por nossa causa, durante os meses em que a natureza está morta, compenetrando este Planeta com Sua vida para despertá-lo do seu sono, no qual permaneceria se Ele não nascesse no seu interior para vivificá-lo.

Sem esta infusão anual de vida e energia divina, todas as coisas vivas sobre a nossa Terra pereceriam imediatamente e todo o progresso ordenado seria frustrado, pelo menos no que diz respeito à nossa linha atual de desenvolvimento. É a “queda” (ou descida) do Raio Espiritual do Sol, nestes três meses, que dá origem às atividades mentais e espirituais nos três meses seguintes.

A mesma força germinadora que ativa a semente na terra e a prepara para produzir sua espécie em múltiplo, também agita a Mente humana e promove as atividades altruístas que fazem o mundo melhor.

Assim é que as poderosas vibrações espirituais da onda Crística, doadora de vida, estão na atmosfera terrestre durante os meses que temos pela frente e podem ser, por nós, usadas com muito maior proveito se soubermos disso e se redobrarmos nossos esforços, o que não faríamos se desconhecêssemos esse fato. O Cristo ainda está gemendo e sofrendo as dores do parto, esperando pelo dia da libertação, pela “manifestação dos Filhos de Deus”; e apressamos verdadeiramente esse dia, cada vez que alimentamos nossos veículos superiores, isto é, cada vez que participamos da ceia simbolizada pelo pão e vinho místicos. Todas as vezes que nos damos a nós mesmos no serviço aos outros, aumentamos nosso corpo-alma que é constituído pelos Éteres Superiores. Atualmente é o éter Crístico que mantém a Terra flutuando no espaço, porém, lembremo-nos que se quisermos apressar o dia de sua libertação, devemos desenvolver em número suficiente nossos próprios Corpos-Almas até ao ponto em que possamos manter a Terra flutuando. Dessa forma poderemos tomar conta da carga de Cristo e libertá-Lo das limitações da existência física.

Oxalá possamos aproveitar as vibrações espirituais com as quais seremos banhados durante os próximos meses, de modo que, na mesma data do próximo ano, nos encontremos mais próximos do Dia da libertação.

 

Concentremo-nos agora sobre Amor Divino e Serviço

5. Concentração (5 minutos)

6. Cobrir o Emblema Rosacruz

7. Todos cantam o Hino Rosacruz de Encerramento

8. Proferir a seguinte exortação de despedida:

“E agora, queridos irmãos e irmãs, que vamos partir de volta ao mundo material levemos a firme resolução de expressar, em nossas vidas diárias, os elevados ideais de espiritualidade que aqui recebemos, para que, dia a dia, nos tornemos melhores homens e mulheres, e mais dignos de sermos utilizados como colaboradores conscientes, na obra benfeitora dos irmãos Maiores, a Serviço da Humanidade”.

 

“Que as rosas floresçam em vossa cruz”

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Ritual do Serviço do Equinócio de Março

FRATERNIDADE ROSACRUZ

 

Ritual do Serviço do Equinócio de Março

 

1. Preparar o ambiente com músicas elevadas

2. Um membro, de preferência de sexo oposto ao do orador, convida os presentes a cantarem, de pé, o Hino Rosacruz de Abertura

3. O Leitor ilumina e descobre o Símbolo Rosacruz e apaga as luzes, exceto a que o ilumina e auxilia na leitura:

4. Em seguida dirige aos presentes a saudação Rosacruz:

 

Queridas irmãs e irmãos: (Fixa o Símbolo)

“Que as rosas floresçam em vossa cruz”

(Todos respondem: “E na vossa também”)

(Todos sentam, menos o oficiante)

 

5. Leitura do Ritual do Equinócio de Março

Mais uma vez estamos no tempo da Páscoa. Mais uma vez atingimos o ato final do drama cósmico que envolve a descida do Raio do Cristo sobre a matéria da nossa Terra: O Nascimento Místico, celebrado pelo Natal, a Morte Mística e a Libertação. O impulso de vida do Cristo Cósmico que penetrou na Terra da última vez teve o seu Nascimento Místico por ocasião do Natal, cumpriu a sua maravilhosa magia de fecundação, durante os meses decorridos entre o Natal e a atual Páscoa, e está, agora, se libertando da Cruz da matéria para ascender novamente ao Trono do Pai, deixando a Terra revestida de vida para ser usada nas atividades físicas dos próximos meses.

O Raio Espiritual emanado anualmente do Cristo Cósmico para revitalizar a vitalidade latente da Terra, está subindo ao Trono do Pai. Nesta parte do ano, uma vida nova, uma energia aumentada circula, com força irresistível, pelas veias e artérias de todas as coisas vivas inspirando-as, dando-lhes nova esperança, nova ambição e nova vida, impelindo-as a novas atividades por meio das quais aprenderão novas lições na escola da experiência. Com ou sem conhecimento da parte dos beneficiados, esta energia superabundante revigora tudo o que tem vida. Até as plantas a ela respondem com uma maior circulação de seiva, que resulta em crescimento adicional das folhas, das flores e dos frutos, por cujo intermédio essa onda de vida, presentemente, se manifesta e evolui para um estado de consciência superior.

Maravilhosas como possam parecer essas manifestações físicas exteriores e gloriosa, como seja, esta transformação que converte a Terra de deserto em jardim florido, perdem todo o seu significado frente às atividades espirituais que as acompanham. As passagens predominantes do drama cósmico são idênticas, no que diz respeito ao tempo, aos efeitos materiais do Sol nos quatro Signos Cardeais de Áries, Câncer, Libra e Capricórnio, pois os acontecimentos mais significativos ocorrem nos pontos de Equinócio e de Solstício.

É realmente verdade que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. Fora de Deus não poderia haver existência; vivemos em virtude de Sua Vida; movemo-nos e agimos por causa de Sua Força; é o Seu Poder que sustenta o nosso lugar de residência, a Terra, e sem os Seus esforços, que não esmorecem e que não vacilam, o universo desintegrar-se-ia. Aprendemos que o ser humano foi feito à semelhança de Deus e devemos compreender que, de acordo com a Lei de Analogia, temos certos poderes latentes em nós, que são semelhantes aos que vemos tão poderosamente manifestados no trabalho da Divindade no universo. Isto nos faz ter um interesse particular no drama cósmico anual que envolve a morte e a ressurreição do Sol. A vida de Deus-Homem, Cristo-Jesus, foi traçada em conformidade com a história solar e prefigura, de modo idêntico, tudo o que poderá suceder ao Homem-Deus de quem esse mesmo Cristo-Jesus profetizou, quando disse: “As coisas que eu faço vós também as fareis, e maiores ainda; mas para onde eu vou, vós não podeis seguir-me ainda, porém seguir-me-eis mais tarde”.

A natureza é a expressão simbólica de Deus. Ela nada faz em vão ou graciosamente. Há um propósito oculto por trás de tudo e de cada ato. Por isso deveríamos estar alertas e observar, cuidadosamente, os sinais nos céus, pois eles têm um significado profundo e importante no que diz respeito às nossas próprias vidas. A compreensão inteligente do seu propósito habilita-nos a cooperar muito mais eficientemente com Deus nos Seus formidáveis esforços para a emancipação da nossa raça do jugo das leis da Natureza e para a nossa plena libertação, até atingirmos a altura de Filhos de Deus, coroados com glória, honras e imortalidade, e livres do poder do pecado, da doença e do sofrimento que agora encurtam nossas vidas devido à nossa ignorância e inconformidade com as Leis de Deus. O propósito Divino visa essa emancipação, mas quer ele seja cumprido por meio do longo e tedioso processo da evolução, quer pelo caminho imensamente mais rápido da Iniciação, está na dependência de nós querermos ou não prestar a nossa cooperação.

Durante os últimos seis meses temos sido, progressivamente, impregnados com as vibrações espirituais do Cristo Cósmico que começaram a penetrar a atmosfera da Terra em setembro. Nessa descida do Cristo Cósmico, veio a nós um novo impulso para a vida superior; esse impulso culminou na noite Santa do Natal e tem produzido a sua magia nas nossas naturezas de acordo com a maneira pela qual aproveitamos as nossas oportunidades. De acordo com a nossa diligência ou descuido na passada estação, o nosso progresso será acelerado ou retardado na próxima, pois não há palavra mais verdadeira do que aquela que nos ensina que somos exatamente o resultado das nossas próprias ações. Uma nova oportunidade de prestarmos maior serviço proporcionar-nos-á um impulso adicional em direção ao céu e não será demais repetirmos que será inútil esperarmos a libertação da cruz da matéria, enquanto não tivermos aproveitado todas as nossas oportunidades aqui, só depois disso estaremos preparados para uma esfera de serviço mais ampla. Os “cravos” que pregaram o Cristo à Cruz do Calvário terão que traspassar a vocês e a mim, até que o impulso dinâmico do amor flua de nós em ondas que vão aumentando ritmicamente, como a maré de amor que anualmente penetra na Terra e a envolve com vida renovada.

Durante os três meses que passaram o Cristo sofreu as agonias da tortura, “gemendo e esperando pelo dia da libertação” que chega à ocasião em que a Igreja Ortodoxa chama da Semana da Paixão. Nós sabemos, de acordo com os ensinamentos místicos, que essa semana é exatamente a culminação ou o ponto máximo do Seu sofrimento e que, então, Ele sairá da Sua prisão; sabemos que quando o Sol cruza o equador, Ele pende da Cruz e exclama: “Consummatum Est” – Está terminado! Este não é, porém, um grito de agonia. É um grito de triunfo, um brado de alegria, porque chegou a hora da libertação, e porque, mais uma vez, Ele pode elevar-se, durante algum tempo, livre das agrilhoantes condições do nosso Planeta.

Deveríamos regozijar-nos com Ele nesta hora grande, gloriosa e triunfal; na hora da libertação, quando Ele exclama: “Está terminado”!

Sintonizemos nossos corações com este grande acontecimento cósmico; regozijemo-nos com o Cristo, nosso Salvador, porque, mais uma vez, chegou ao fim o Seu Sacrifício anual; e sintamos gratidão, do mais profundo do nosso coração, porque Ele está prestes a libertar-Se dos grilhões da Terra; porque a Vida que Ele agora espalhou no nosso Planeta é suficiente para nos conduzir até ao próximo Natal.

A vida é uma escola e aprendendo as suas variadas lições, a humanidade está, lentamente, evoluindo desde uma centelha divina até à Divindade. Se nós tivéssemos aprendido as lições da vida tal como nos foram dadas, não haveria necessidade do grande sacrifício que foi feito pelo Espírito do Cristo, a encarnação do Amor, cujo sacrifício anualmente se repete. Pelo egoísmo, pela desobediência à Lei e pelas más práticas, rapidamente, cristalizamos, não somente os nossos próprios Corpos, mas, também, a Terra em que vivemos, e o fizemos a tal ponto que ambos estavam se tornando inúteis como meios para a evolução. Quando nada mais nos poderia salvar dos resultados dos nossos próprios erros, o compassivo Cristo Se ofereceu e também ofereceu o Seu grande poder de amar para dissolver as condições cristalizadas dos corpos do ser humano e da Terra; e Ele não abandona a Terra por ocasião da Páscoa, enquanto não Deu Tudo de Si mesmo.

Para aqueles que escolheram trabalhar consciente e inteligentemente com a Lei Cósmica, a Páscoa tem grande significado. Para estes, significa a libertação anual do Espírito de Cristo da constrangedora permanência na Terra e Sua feliz ascensão ao Seu verdadeiro mundo, ao Seu verdadeiro Lar, para lá permanecer algum tempo, descansando no seio do Pai. A Páscoa representa, também, para o aspirante, o sinal anual que lhe é dado, das bases cósmicas das suas esperanças e aspirações. Se os olhos estiverem verdadeiramente abertos ver-se-ão as hostes angélicas esperando, prontas, para acompanhar o Cristo em Sua jornada celeste; e se os ouvidos estiverem abertos aos sons celestiais, ouvir-se-ão coros celestiais cantando Seus louvores em alegres hosanas ao Senhor Ressurgido. Quando considerada como um fato cósmico à conexão com a Lei de Analogia que une o macrocosmos com o microcosmos, a Páscoa simboliza que algum dia, todos nós alcançaremos a consciência cósmica e saberemos positivamente, por nós mesmos, por nossa própria experiência, que a morte não existe, mas que o que assim parece é apenas uma transição para esferas superiores.

A Páscoa é um símbolo anual para fortalecer nossas almas nas obras do Bem, para que possamos tecer o Dourado Manto Nupcial, requerido para nos tornarmos Filhos de Deus, no mais alto e no mais santo sentido. Absolutamente verdadeiro que a menos que andemos na Luz, como Deus está na Luz, não teremos Fraternidade; mas fazendo sacrifícios e prestando os serviços que nos são requeridos para ajudarmos a emancipação da nossa raça, estaremos construindo o Corpo-alma de radiante luz dourada, que é a substância especial emanada do e pelo Espírito do Sol, o Cristo Cósmico. Quando essa substância dourada nos tiver revestido com suficiente densidade, então estaremos prontos para imitar o Sol da Páscoa e voar para esferas mais altas.

Com esses ideais firmemente fixados em nossa Mente, o tempo da Páscoa apresenta-se como a ocasião em que devemos rever a nossa vida durante o ano precedente e tomarmos novas resoluções que, no próximo ano, sirvam para aumentar o nosso crescimento anímico. Esta é a ocasião em que o símbolo do Sol ascendente nos deveria conduzir para uma perfeita realização do fato que somos apenas peregrinos e estranhos sobre a Terra; que, como Espíritos, o nosso lar real está no céu, e que nos devemos esforçar para aprender as lições nesta escola da vida, tão rapidamente quanto seja compatível com o serviço que devemos prestar. O dia da Páscoa assinala a ressurreição e a libertação do Espírito de Cristo das vibrações inferiores da Terra, e esta libertação deveria nos recordar para esperarmos, constantemente, a alvorada do novo dia que nos libertará permanentemente das redes da matéria, do corpo de pecado e da morte, juntamente com todos os nossos Irmãos do cativeiro. Nenhum aspirante verdadeiro poderia conceber uma libertação que não incluísse a todos que estão na mesma situação.

Esta é uma tarefa gigantesca, cuja contemplação poderá atemorizar o mais bravo coração, e, se estivéssemos sós, ela não poderia ser realizada; as Hierarquias Divinas, que conduziram a humanidade no caminho da evolução desde o início da nossa carreira, ainda estão ativas e trabalham conosco nos Seus próprios mundos e, com o Seus auxílios, estaremos, eventualmente, habilitados para levar a termo esta elevação da humanidade como um todo e atingir uma realização individual de glória, honra e imortalidade.

Tendo esta grande esperança dentro de nós, esta grande missão para cumprir no mundo, trabalhemos como jamais trabalhamos antes, para nos tornarmos melhores homens e mulheres, de modo que possamos, com o nosso exemplo, despertar, nos outros, o desejo que conduza à vida que trará a libertação.

 

Concentremo-nos agora sobre Amor Divino e Serviço.

 

6. O período de concentração deve prolongar-se por uns 5 minutos

7. Após o que recobre o Símbolo e acende as luzes

8. Todos cantam o Hino Rosacruz de Encerramento

9. Proferir a seguinte exortação de despedida:

“E agora, queridas irmãos, que vamos partir de volta ao mundo material levemos a firme resolução de expressar, em nossas vidas diárias, os elevados ideais de espiritualidade que aqui recebemos, para que, dia a dia, nos tornemos melhores homens e mulheres, e mais dignos de sermos utilizados como colaboradores conscientes, na obra benfeitora dos irmãos Maiores, a Serviço da Humanidade”.

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

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Ritual do Serviço da Véspera de Natal – Noite Santa

FRATERNIDADE ROSACRUZ

Serviço de Véspera de Natal – Rosacruz

 

1. Preparar o ambiente com músicas de Natal

2. Um membro, de preferência de sexo oposto ao do orador, convida os presentes a cantarem, de pé, a terceira estrofe do Hino Rosacruz de Abertura

3. O Leitor ilumina e descobre o Símbolo Rosacruz e apaga as luzes, exceto a que o ilumina e auxilia na leitura.

4. Em seguida dirige aos presentes a saudação Rosacruz:

 

Queridas irmãs e irmãos: (Fixa o Símbolo)

“QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ”
(Todos respondem: E na vossa também)

(Todos sentam, menos o oficiante)

 

Uma vez mais, no transcurso de um ano, encontramo-nos na véspera de Natal, o acontecimento mais importante para a humanidade. Evocando solenemente esta noite memorável, leiamos o relato da Anunciação e do Nascimento, tal como exposto no primeiro capítulo do Evangelho de São Lucas e no segundo capítulo do Evangelho de São Mateus, em nossa Bíblia Sagrada, que nos foram dadas pelos Anjos do Destino:

 

“E foi enviado por Deus o Anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão, que se chamava José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria. E, entrando o Anjo onde ela estava, disse-lhe: ‘Deus te salve, cheia de graça, o Senhor é contigo: Bendita és tu entre as mulheres’. Ela, tendo ouvido estas coisas, turbou-se com suas palavras e discorria pensativa que saudação seria esta. E o Anjo disse-lhe: ‘Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; eis que conceberás no teu ventre, e darás a luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. E este será grande, e será chamado FILHO DO ALTÍSSIMO, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu Pai Davi, e reinará eternamente na casa de Jacó; e o seu reino não terá fim’. E Maria disse ao Anjo: ‘Como se fará isso, pois, eu não conheço varão?’. E respondendo o Anjo disse-lhe: ‘O Espírito Santo descerá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra e por isso mesmo o Santo, que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus’” (Lc 1:26-36).

 

“Tendo, pois, nascido Jesus em Belém de Judá, reinando o rei Herodes, eis que uns sábios chegaram do Oriente a Jerusalém, dizendo: ‘Onde está o rei dos Judeus, que acaba de nascer? Porque vimos a Sua Estrela no Oriente e viemos adora-lo’. E, ouvindo isto, o rei Herodes turbou-se e toda a cidade de Jerusalém com ele. E, convocando todos os príncipes dos sacerdotes, estes o disseram: ‘Em Belém de Judá, porque foi escrito pelo profeta: e tu, Belém, Terra de Judá, não és a mínima entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que há de comandar Israel, meu povo’. Então, Herodes, tendo chamado secretamente os sábios, inquiriu deles cuidadosamente que tempo havia que lhes tinham aparecido a estrela; e, enviando-os a Belém, disse: ‘Ide e informai-vos bem acerca do menino e, quando o encontrardes, comunicai-mo a fim de que eu também o vá adorar’. E eles, tendo ouvido estas palavras do rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que chegando sobre onde estava o menino, parou. Vendo a estrela ficaram possuídos de grandíssima alegria. E, entrando na casa, encontraram o menino com Maria, sua mãe, e prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofereceram presentes de ouro, incenso e mirra. E, tendo recebido aviso em sonhos para não tornarem a Herodes, voltaram por outro caminho a seu país” (Mt 2:1-2; 12).

 

Aprendemos, através dos ensinamentos dos Irmãos Maiores da Rosacruz, que os Solstícios de Junho e Dezembro, juntamente com os Equinócios de Março e Setembro, formam os pontos de transição na vida do Grande Espírito da Terra, um Raio do Cristo Cósmico, que veio ajudar a humanidade a substituir a Lei pelo Amor. Ele tomou os Corpos Denso e Vital de Jesus e apareceu como homem entre os homens, para demonstrar que somente através de um trabalho interno é possível superar a separatista religião de raça e estabelecer a Fraternidade Universal.

 

Em Setembro ocorre uma mudança na atmosfera terrestre; uma luz começa a resplandecer nos céus e a se espalhar por todo o universo solar. Gradualmente, essa luz aumenta em intensidade, envolvendo totalmente o nosso globo. Pouco a pouco vai penetrando em nosso Planeta, até concentrar-se no centro da Terra. Na Noite Santa, quando o Signo zodiacal da Virgem Celestial Imaculada se coloca sobre o horizonte oriental, essa luz alcança seu menor comprimento e seu máximo de poder e resplendor. Começa a irradiar, então, seu concentrado raio luminoso, infundindo vida nova a Terra e assegurando, deste modo, as atividades da Natureza para o ano seguinte. Este é o princípio do grande drama cósmico que se realiza todos os anos, de Dezembro à Março.

 

Sendo assim, o Natal não é meramente a comemoração do nascimento de nosso amado Irmão Maior, Jesus de Nazaré, senão também o advento do influxo rejuvenescedor, de amor e de vida, de nosso Pai Celestial, enviado por Ele para redimir o mundo do jugo da morte invernal. Sem este novo influxo de vida e energia divinas, nós logo pereceríamos fisicamente e nosso processo de evolução atual seria frustrado, no que concerne a atual linha de desenvolvimento. Agora é quando a Terra se encontra mais próxima do Sol. Os raios espirituais caem em ângulo reto sobre a superfície da Terra no Hemisfério Norte, promovendo espiritualidade, ao mesmo tempo em que as atividades físicas se mantêm latentes, devido ao ângulo oblíquo com que os raios solares incidem na superfície da Terra, naquele Hemisfério. O decaimento das atividades físicas cede lugar a um poderoso fluxo das forças espirituais que alcançam o ponto máximo na noite de 24 para 25 de dezembro. Daí que a noite de Natal seja chamada “Noite mais Santa” do ano.

 

Por outro lado, não devemos esquecer que o nascimento de Cristo na Terra é ao mesmo tempo a morte de Cristo para a glória dos céus; este é o tempo que nós regozijamos pelo Seu retorno anual, onde Ele toma sobre si a pesada carga física, que nós cristalizamos sobre nós mesmos e que, presentemente, é a nossa morada: a Terra. Nesse corpo pesado Ele é incrustado e, ansiosamente, Ele espera pelo dia de Sua final libertação.

 

Qual deverá ser, pois, a maior aspiração do devoto e iluminado Aspirante, já consciente da grandiosidade do sacrifício de Cristo, da magnitude desta graça conferida por Deus à humanidade, na época presente do ano? Que percebe que este sacrifício de Cristo é por nossa causa, sujeitando-Se a uma morte virtual, para que possamos viver? Seu maravilhoso Amor está sendo derramado sobre a Terra inteira, nesse momento! Será, certamente, o anseio de imitar, embora dentro de suas limitadas proporções, as portentosas obras de Deus; a aspiração de converter-se, mais do que nunca, em servidor da Cruz; o de seguir mais de perto o Cristo em tudo se sacrificando pelas suas irmãs e irmãos, buscando elevar a todos os seus semelhantes em seu imediato círculo de relações, a fim de antecipar o dia da libertação final. Se trabalharmos sinceramente em nossa própria esfera, não importa onde ela possa estar, então veremos o maravilhoso crescimento anímico que poderá ser alcançado; e todos podem ver que a luz de Natal, a luz do Cristo recém-nascido, brilhando dentro de nossa esfera de ação.

 

As vibrações espirituais são mais intensas à meia noite da Noite Santa. Nessa noite é mais fácil obter um contato consciente com o Sol espiritual e a retrospecção e as resoluções para o novo ano são mais eficazes.

 

Vamos unir nossos esforços espirituais concentrados de aspiração e oração para o crescimento individual e coletivo da alma a fim de termos um ano espiritualmente produtivo.

 

Queridos Irmãs e Irmãos:

 

Esforcemo-nos por alcançar, durante o próximo ano, um maior grau de semelhança com Cristo, maior do que já alcançamos. Busquemos viver de tal modo que, ao transcorrer novo ano, vejamos a Luz do Natal e escutemos dentro de nós o tanger dos sinos evocando nossa presença ao Serviço da Noite Santa e sintamos que nossa vida tem realmente sido frutífera a serviço de Cristo.

Entremos agora em SILÊNCIO e, por alguns instantes concentremo-nos sobre este tema: NASCIMENTO ESPIRITUAL POR MEIO DO SERVIÇO A CRISTO.

 

5. O período de concentração deve prolongar-se por uns 7 minutos, e deverá se rompido por música de Natal tocada. (*) não se canta o Hino Rosacruz de Encerramento.

E agora, queridas Irmãs e Irmãos, retiremo-nos silenciosamente, falando apenas o que seja absolutamente necessário, e de novo meditemos sobre estas coisas, consagrando nossas vidas e tomando resoluções para um novo ano espiritualmente produtivo de modo que a cada dia nós possamos, como indivíduos e como uma Fraternidade, tornarmo-nos dignos de sermos utilizados como colaboradores conscientes da obra benfeitora dos Irmãos Maiores a serviço da humanidade.

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ