Categoria Rituais e Orações

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Efeitos Psicofisiológicos da Oração

Efeitos Psicofisiológicos da Oração

A oração atua sobre o espírito e sobre o corpo de uma forma que parece depender de sua qualidade, de sua intensidade e de sua frequência.

É fácil conhecer qual a frequência da oração e, numa certa medida, sua intensidade.

Quanto à qualidade, mantém-se desconhecida, visto não possuirmos meios de medir a fé e a capacidade de amor de outrem. No entanto, a maneira como vive aquele que ora pode esclarecer-nos sobre a qualidade das invocações que ele dirige a Deus. Mesmo quando a oração é de fraco valor inconsciente, principalmente na recitação de fórmulas, exerce um efeito sobre o comportamento do indivíduo: fortifica, ao mesmo tempo, o sentido do sagrado e o senso moral.

Os meios onde se ora caracterizam-se por certa persistência do sentimento do dever e da responsabilidade, por menos inveja e maldade, e por certa bondade para com os outros.

Parece estar demonstrado que, em igualdade de desenvolvimento intelectual, o caráter e o valor moral sejam mais elevados entre os indivíduos que oram, mesmo de forma medíocre, do que entre os que não oram.

Quando a oração é habitual e verdadeiramente fervorosa, sua influência torna-se mais manifesta e podemos compará-la à de uma glândula de secreção interna, como, por exemplo, a tireoide ou a suprarrenal. Consiste numa espécie de transformação mental ou orgânica, transformação essa que se opera de modo progressivo. É dito que que no mais profundo da consciência se acende uma chama. O ser humano vê-se tal qual é. Põe a descoberto seu egoísmo, sua cupidez, seus juízos errados e seu orgulho. E, então, verga-se ao cumprimento do dever moral, procurando adquirir a humildade intelectual. Assim, abre-se perante ele o reino da graça. Pouco a pouco, vai-se produzindo um apaziguamento interior, uma harmonia das atividades nervosas e morais, uma resignação maior perante a pobreza, a calúnia e a canseira, bem como a capacidade de suportar sem enfraquecimento a perda dos seus, a dor, a doença e a morte.

Por esse motivo, o médico que vê seu doente orar deve regozijar-se com isso, pois a calma proveniente da oração é uma poderosa ajuda para a terapêutica.

No entanto, não devemos assemelhar a oração à morfina, visto que a prece origina, ao mesmo tempo que acalma, uma integração das atividades mentais e uma espécie de floração da personalidade. Por vezes, produz até mesmo o heroísmo e marca os seus fiéis com um selo particular. A pureza do olhar, a tranquilidade do porte, a alegria serena da expressão, a virilidade do comportamento e, se for necessário, a simples aceitação da morte do soldado ou do mártir traduzem a presença do tesouro que se oculta no íntimo dos órgãos e do espírito.

Sob essa influência, mesmo os ignorantes, os retardados, os fracos e os maus dotados utilizam melhor as suas forças intelectuais e morais.

A oração, segundo parece, eleva os homens acima da estatura mental que lhes pertence em harmonia com a sua hereditariedade e sua educação. Esse contato com Deus impregna-os de paz. E a paz irradia deles. E levam a paz para toda parte aonde vão.

Infelizmente, não há, hoje em dia, senão um número ínfimo de indivíduos que saibam orar de uma maneira eficiente.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro de 1970)

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Todos os buscadores espirituais podem achar útil a Oração do Estudante Rosacruz

Todos os buscadores espirituais podem achar útil a Oração do Estudante Rosacruz

Quando alguém cresce, especialmente alguém que é robusto, com atributos físicos, um amigo pode observar: “Ele não conhece sua própria força”. Como o exercício é necessário para o desenvolvimento do músculo físico, o desenvolvimento da natureza moral é realizado por meio da tentação.

Em qualquer busca da verdade, mesmo as obras mais autoritárias, como os livros da Bíblia Sagrada, contêm contradições desconcertantes. Portanto, embora se comece a entender os mistérios, o conhecimento incompleto pode levar o Ego a tirar conclusões contraditórias.

O Ego habita no Mundo do Pensamento; esse é o seu lar. Estudantes que praticam exercícios mentais, incluindo oração concentrada, adquirem novos pontos fortes; poderes que, embora sejam sutis, podem surpreender o neófito com sua potência. Contudo, até que o Ego desenvolva intensa observação e discernimento, e cresça, por meio da experiência, da inocência à virtude, incertezas podem engolfá-lo, causando confusão e erro.

Os dois atributos que melhor nos ajudam a vencer as tentações de Lúcifer e que nos tiram do deserto são o Amor e o Dever. A Oração do Estudante, embora muito breve, quando recitada com sinceridade, eleva o buscador espiritual ao reino protetor do amor divino e coloca o Ego sobre uma base firme de intenções nobres. Durante os conclaves, os alunos costumam repetir essa oração em uníssono no final de cada apresentação.

A sentença final é o versículo 14 do décimo nono Salmo da Bíblia.

Se você está fazendo a Oração do Estudante Rosacruz sozinho então, você deve proferi-la assim:

“Aumenta o meu amor por ti, Ó Deus

Para que eu possa servir-Te melhor a cada dia que passa

Faze que as palavras de meus lábios

E as meditações do meu coração

Sejam agradáveis a Tua presença

Ó Senhor, minha força e meu redentor.”

Se estiver mais de uma pessoa, então a faça assim:

“Aumenta o nosso amor por ti, Ó Deus

Para que possamos servir-Te melhor a cada dia que passa

Faze que as palavras dos nossos lábios

E as meditações dos nossos corações

Sejam agradáveis a Tua presença

Ó Senhor, nossa força e nosso redentor.”

A oração é como ligar um interruptor elétrico. Não cria a corrente; simplesmente fornece um canal através do qual a corrente elétrica pode fluir. Da mesma maneira, a oração cria um canal através do qual a vida e a luz divinas podem se derramar em nós para nossa iluminação espiritual.

Se o interruptor fosse feito de madeira ou vidro, seria inútil; de fato, seria uma barreira pela qual a corrente elétrica não poderia passar, porque isso é contrário à sua natureza. Para ser eficaz, o interruptor deve ser feito de um metal condutor; então está em harmonia com as leis da manifestação elétrica.

Se nossas orações são egoístas, mundanas e eivadas de desprezo pelo próximo, são como o interruptor de madeira; eles derrotam o próprio propósito a que se destinavam a servir, porque são contrários ao propósito de Deus.

Para ser útil, a oração deve estar em harmonia com a natureza de Deus, que é o Amor.

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

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Ritual do Serviço do Solstício de Junho

FRATERNIDADE ROSACRUZ

Ritual do Serviço do Solstício de Junho

1) Preparar o ambiente com músicas elevadas

2) Um membro, de preferência de sexo oposto ao do orador, convida os presentes a cantarem, de pé, o Hino Rosacruz de Abertura

3) O Leitor ilumina e descobre o Símbolo Rosacruz e apaga as luzes, exceto a que o ilumina e auxilia na leitura:

4) Em seguida dirige aos presentes a saudação Rosacruz:

    Queridas irmãs e irmãos: (Fixa o Símbolo)

Que as rosas floresçam em vossa cruz

(Todos respondem: “E na vossa também

    (Todos sentam, menos o oficiante)

5) Leitura do Ritual do Solstício de Junho:

Estamos agora no Solstício de Junho, estação durante a qual a manifestação física sobre a Terra atinge o seu máximo.

Todos os anos uma onda espiritual de vitalidade penetra na Terra por ocasião do Solstício de Dezembro para impregnar as sementes adormecidas na Terra e para dar nova vida ao mundo em que vivemos. Este serviço é feito durante os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro, enquanto o Sol transita pelos Signos zodiacais de Capricórnio, Aquário e Peixes, respectivamente.

Do ponto de vista cósmico, o Sol nasce quando Virgem, a Virgem Celestial, desponta no horizonte à meia-noite de 24 de dezembro, trazendo consigo a Imaculada Criança. Durante os meses que se seguem, o Sol passa pelo violento Signo de Capricórnio onde, segundo o mito, todos os poderes das trevas se concentram numa frenética tentativa de matar o portador da Luz, o que é uma fase do drama solar, que é representado misticamente na história do rei Herodes e na fuga do Menino para o Egito, para escapar à morte.

Quando o Sol entra no Signo de Aquário, o aguador, em Fevereiro, temos o tempo das chuvas e das tempestades; e assim como o Batismo consagra misticamente o Salvador à sua obra de Serviço, assim também as correntes de humildade que descem sobre a Terra amaciam-na, para que possa produzir os frutos que preservarão as vidas dos que vivem sobre ela.

Vem depois a passagem do Sol pelo Signo de Peixes, os peixes. Nessa ocasião, as reservas do ano precedente estão quase consumidas e o alimento do ser humano é escasso. Temos então o longo jejum da Quaresma que representa misticamente, para o aspirante, o mesmo ideal mostrado cosmicamente pelo Sol. Há, nessa ocasião, o Carnaval, o “carne-vale” dos latinos, que significa o adeus à carne, pois todo aquele que aspira à vida superior, deve, em alguma ocasião, dizer adeus à natureza inferior com todos os seus desejos e preparar- se para a Páscoa que então se aproxima.

Em Abril, depois de o Sol cruzar o Equador Celeste e entrar no Signo de Áries, o cordeiro, a Cruz se ergue como o símbolo místico do fato que o candidato à vida superior deve aprender a renunciar ao envoltório mortal e começar a subida ao Gólgota, “o lugar do crânio” e daí atravessar o limiar do mundo invisível. Finalmente, imitando a ascensão do Sol aos Signos do céu setentrional, para permitir com os seus raios quentes o crescimento das sementes no solo que foi revitalizando pela onda Crística durante os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro, o candidato deve aprender que o seu lugar é com o Pai e que por fim, deverá subir até esse exaltado lugar.

Assim é que, presentemente, durante a estação que culmina a 21 de junho, o Grande Espírito de Cristo atinge o Mundo do Espírito Divino, o Trono do Pai. Durante os meses de Julho e Agosto, enquanto o Sol está em Câncer e Leão, o Cristo está reconstruindo Seu Espírito de Vida, veículo que Ele trará ao mundo e com ele rejuvenescerá a Terra e os reinos de vida que evoluem sobre ela.

Sem esta onda mística anual de energia vital do Cristo Cósmico, a vida física seria uma impossibilidade. Não haveria pão nem vinho físicos, nem a essência espiritual transubstanciada preparada alquimicamente com o sangue do coração do discípulo. A existência física é a escola ou laboratório no qual aprendemos a transmutar o metal básico das nossas naturezas inferiores no brilho esplendoroso da Pedra Filosofal, tornando assim possível a nossa libertação para esferas mais elevadas, onde o nosso exaltado Ideal, o Cristo, está presentemente.
Existem agentes por trás de todas as manifestações da Natureza – inteligências de diferentes graus de consciência, construtores e destruidores, que desempenham importantes papéis na economia da Natureza. O Solstício de Junho é o tempo de atividade dos duendes da terra e das entidades similares, no que se refere ao desenvolvimento material no nosso planeta, como muito bem o mostrou Shakespeare no seu imortal “Sonho de uma Noite de Verão”.

Pela ação semi-inteligente dos Silfos, são elevadas da superfície do mar, as partículas extremamente divididas de água evaporada, preparadas pelas Ondinas. Os Silfos transportam-nas tão alto quanto podem antes que sobrevenha a condensação parcial e sejam formadas as nuvens. Eles conservam consigo essas partículas de água até serem forçados pelas Ondinas a soltá-las.

Quando falamos que está havendo um temporal, estão sendo travadas batalhas na superfície do mar e no ar, algumas vezes com a ajuda das Salamandras que acendem as centelhas que unirão o hidrogênio e o oxigênio separados, e enviam suas setas inspiradoras de medo, em ziguezague, pelos céus escuros acompanhadas dos enormes estrondos de trovão que reboam na atmosfera, enquanto que as Ondinas triunfalmente, arremessam as gotas de água recuperadas à terra, para serem novamente devolvidas ao seu elemento materno.

Os pequenos Gnomos se ocupam com as plantas e com as flores. É seu serviço tingi-las com os inúmeros matizes de cores que deleitam nossos olhos. Eles também talham os cristais em todos os minerais e modelam as preciosas gemas que brilham nos diademas de ouro. Sem eles não haveria ferro para nossas máquinas, nem ouro para comprá-las; estão presentes em toda parte e a proverbial abelha não é mais operosa do que eles; à abelha, no entanto, é dado crédito pelo trabalho que faz, enquanto que os pequenos Espíritos da Natureza que representam tão importante papel no serviço do mundo, são desconhecidos, menos para uns poucos que são chamados de loucos ou sonhadores.

No Solstício de Junho as atividades físicas da Natureza estão no seu máximo, e por isso a “Noite de São João” é o grande Festival das Fadas que trabalham na construção do universo material, que alimentam o gado, que amadurecem o grão e que saúdam com alegria e agradecem a crista da onda de força, que é a ferramenta que usam para modelar as flores, então estonteante variedade de delicadas formas conforme seus arquétipos e para tingi-las de inúmeras matizes que fazem a delícia e o desespero dos artistas!

Nessa grandiosa noite, todos esses pequenos servidores se reúnem para o Festival das Fadas, vindos dos pântanos e das florestas, dos vales e das clareiras. Realmente eles cozinham e fazem os seus alimentos etéricos e posteriormente dançam em êxtases de alegria – a alegria de terem cumprido suas importantes tarefas na economia da Natureza.

É um axioma científico que a natureza não tolera nada que não tenha seu uso; os parasitas e os zangões são uma abominação; o órgão que se tornou inútil, atrofia-se: assim acontece com a perna ou com o olho que não são mais usados. A Natureza tem serviço a fazer e exige o trabalho de todos para que justifiquem sua existência e para que continuem fazendo parte dela. Isto se aplica tanto à planta e ao planeta como ao homem, aos animais e também às fadas. Todos têm seu serviço a cumprir; todos são trabalhadores e suas atividades são a solução para muitos dos múltiplos mistérios da Natureza.

Devemos tentar compreender perfeitamente estes ensinamentos a fim de que possamos aprender a apreciar esta estação do ano com exatidão.

Que calamidade cósmica seria se nosso Pai Celestial deixasse de prover os meios para o nosso sustento e existência física, todos os anos! O Cristo do ano passado não nos poderá salvar da fome física assim como a chuva que caiu no último ano não poderá molhar o solo para inchar as milhões de sementes que agora repousam na terra à espera das atividades germinais da Vida do Pai, para começarem a crescer; o Cristo do ano passado não poderá novamente acender em nossos corações as aspirações espirituais que nos incitam a avançar no caminho como também o calor do último verão não nos poderá aquecer agora. O Cristo do ano passado deu-nos o Seu Amor e a Sua Vida até ao último alento, sem medida nem limite; quando Ele nasceu na Terra, no último Natal, Ele dotou de vida as sementes adormecidas que cresceram e gratuitamente encheram os nossos celeiros com o pão da vida física; Ele prodigalizou sobre nós o amor que o Pai Lhe deu e quando esgotou totalmente Sua Vida, Ele morreu na Páscoa para novamente subir ao Pai, como um rio, por evaporação, sobe ao céu. Mas o Amor Divino circula interminavelmente; assim o nosso Pai Celeste nos ama como um pai ama seus filhos, pois Ele conhece a nossa dependência e a nossa fraqueza física e espiritual.

Devemos, portanto, aproveitar vantajosamente as oportunidades que são oferecidas a nós nesta estação que hoje se inicia para que a próxima vinda do Espírito de Cristo nos encontre mais bem adaptados para responder com maior facilidade às poderosas vibrações espirituais com as quais seremos então banhados.

Concentremo-nos agora sobre Amor Divino e Serviço.

6) O período de concentração deve se prolongar por uns 5 minutos

7) Após o que recobre o Símbolo e acende as luzes

8) Todos cantam o Hino Rosacruz de Encerramento

9) Proferir a seguinte exortação de despedida:

“E agora, queridas irmãos, que vamos partir, de volta ao mundo material, levemos a firme resolução de expressar, em nossas vidas diárias, os elevados ideais de espiritualidade que aqui recebemos, para que, dia a dia, nos tornemos melhores homens e mulheres, e mais dignos de sermos utilizados como colaboradores conscientes, na obra benfeitora dos irmãos Maiores, a Serviço da Humanidade”.

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

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Oração aos Anjos e Arcanjos Astrais

INVOCAÇÃO1

Sob o nome misterioso e soberano de Cristo-Jesus que, está sobre todo o nome ante o qual se dobrem todos os joelhos no céu, na terra e sob a terra, elevo meu pensamento a presença do Pai Universal, a Única Vida, a Suprema Realidade. Ao fazê-lo, tangido por Tua Luz, reconheço que meu Espirito é uma emanação da grande unidade de Teu Espírito, sendo assim divino em Tua essência.

Meu Eu Superior, meu Espírito, o Ser Interno e verdadeiro não pode estar enfermo, pois é uma emanação de Ti, ó Deus e Uno Contigo.

Faze com que o poder dessa grande verdade penetre em minha alma, dissipando os erros, as ilusões, as opiniões falsas e as aparências enganosas da sensualidade, causa de todos os meus infortúnios.

Ilumina-me para que eu compreenda e sinta que sou feliz, pois na qualidade de Espírito Eterno e Divino, ainda que neste Teu plano inferior, possa desfrutar da profunda Paz de Cristo e de Tua Harmonia Eterna.

Seu Verbo Vivente ressoa de novo e me diz: “Faça-se a Luz”.

Por meio dessa Luz, a fonte de toda inteligência espiritual, percebo que minha salvação em Espírito e em Cristo é algo que devo realizar aqui e agora; que é a única eternidade. Fortalecido por esta sublime verdade, eu me vislumbro salvo por Cristo que está em Teu Seio. Eu estou com Ele e n’Ele protegido nesse secreto lugar por Teu Amor.

O sofrimento e as enfermidades, a dor e a morte e o temor inquietante que isto me inspira não poderão me atormentar mais.

A Luz de Tua Própria inteligência, em meu íntimo, permite me ver como Espírito criado a Tua Própria Imagem e Semelhança, indissoluvelmente unidas ao Teu Próprio Ser, o qual me protege conta o mal e as enfermidades.

Em nome de Cristo, através de Quem minha vida está oculta em Ti, Pai Universal, afirmo, por Fé, que estou livre de todos os males.

Recomendo-lhe a salvação de minha alma, Deus de Paz, para que a torne nova e a preserve com meu Espírito e Corpos, em unidade harmoniosa.

Confio em Tua Sabedoria, Teu Amor e Poder ilimitados para que a Tua Própria ideia de homem (mulher), feito (a) a Tua Imagem e Semelhança, se manifeste através de mim.

(*) recomendamos repetir diariamente essa invocação, antes da prece ao Arcanjo ou Anjo do dia

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[1] “Como uma grande nação envia seus embaixadores e plenipotenciários a outras nações, então também há embaixadores de cada um dos grandes Anjos e Arcanjos Astrais, presentes em nossa Terra. Seus nomes são os seguintes: Ituriel é o embaixador de Urano; Cassiel é o embaixador de Saturno; Zacariel é o embaixador de Júpiter; Samael é o embaixador de Marte; Anael é o embaixador de Vênus; Rafael é o embaixador de Mercúrio; Miguel é o embaixador do Sol; Gabriel é o embaixador da Lua.

A Lua é o nosso satélite e não está na mesma posição que os outros Astros. Os embaixadores desses Astros são Arcanjos, enquanto Gabriel é um Anjo. Normalmente, a humanidade ora a Deus. Essas orações são, no momento, principalmente egoístas e ignorantes. As orações de tais pessoas não podem receber atenção dos embaixadores que têm a cargo os diferentes departamentos da vida, mas geralmente são atendidas, na medida do possível, pelos Auxiliares Invisíveis, que trabalham para a elevação de seus irmãos. O astrólogo oculto, no entanto, que sabe o que quer e pode trabalhar em harmonia com as forças astrais, aborda diretamente os embaixadores desses Astros e obtém seu objetivo mais facilmente dessa maneira. Ele estuda as horas astrais, quando esses Astros governam e, na época apropriada, profere seu pedido, geralmente para outra pessoa, ou para iluminação espiritual sobre certos assuntos a serem usados para o bem comum” (Pergunta nº 162 – Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz).

 

 

ORAÇÃO A GABRIEL

Embaixador da Lua à Primeira Hora das Segundas-feiras — CÂNCER

Ajuda-me Senhor a ser firme, paciente e perseverante. Necessito ser mais equilibrado (a), assim como estabilizar a minha Mente e meus sentimentos. Desejo ser mais realista e estável, aprendendo a me sentir bem onde me encontro, sem que me afetem as mudanças levadas a cabo sem uma verdadeira razão ou proposito.

Não me deixarei levar por impressões negativas. Verei tudo com bons olhos e não permitirei que me domine a susceptibilidade. Cumprirei com todos os meus deveres levando-os até ao fim com diligência. Procurarei obter um conhecimento profundo sobre todas as coisas.

Invoco e chamo em meu auxilio as forças divinas de Gabriel, o Poderoso Anjo governante da Lua, representante: da Sensibilidade, Simpatia e Fecundidade e do Poder Criador de Deus, para que confirme em minha alma Suas Qualidades Superiores de que se acha adornado.

Ajuda-me a reforçar em meu Espírito a Imaginação, a Estabilidade, o Equilíbrio e a Firmeza.

Assim Seja.

 

ORAÇÃO A SAMAEL
Embaixador de Marte a Primeira hora das Terças-feiras – ÁRIES

Ajuda-me, Senhor, a ser calmo (a), paciente e tolerante, dominando a violência do meu temperamento e sujeitando-o sempre ao que seja justo. Desejo sempre agir prudente e harmoniosamente. Em vez de levar sempre o pé ao acelerador, procurarei leva-lo ao freio, mantendo assim o total domínio de minhas emoções.

Tratarei a todos os meus semelhantes com respeito, consideração, consideração cortesia e equanimidade. Não quero e não devo ser exigente e autoritário. Serei tolerante e defenderei Teu próprio direito à liberdade. Ouvirei, com mais atenção, os conselhos que me forem dados e os usarei como um meio de sã retificação.

Empregarei força vital de que sou depositário (a) para o bem e ajuda aos mais débeis. Tudo farei movido (a) pelo espírito de serviço altruísta.

Em mim sempre predominará a suavidade do cordeiro e não a agressividade do carneiro.

Aspiro, ardentemente, afastar dos meus sentimentos todo desejo de revanche. Procurarei abolir do meu ser todo vestígio de egoísmo.

Invoco e chamo em meu auxílio as poderosas e dinâmicas forças de Samael, o exaltado Gênio Governante de Marte, representante da Dinâmica Energia de Deus, para que confirme em meu ser Suas construtivas qualidades superiores, reforçando o Entusiasmo, a Coragem e a Vontade.

Assim Seja.

ORAÇÃO A RAFAEL
Embaixador de Mercúrio a Primeira hora das Quartas-feiras – GÊMEOS e VIRGEM

 

Ajuda-me, Senhor, a controlar e dominar minha Mente. Necessito examinar todas as coisas com paciência e equanimidade. Só tomarei qualquer decisão depois de analisa-la com todo o cuidado. Compreendendo que devo ser honesto (a) e leal em minhas palavras e ações. Direi somente o que for coerente e verdadeiro. Não mentirei e nem procurarei tirar partido em meu trato com os demais.

Jamais abusarei da ingenuidade ou ignorância dos meus semelhantes; pelo contrário, aplicarei meu saber e entendimento em ajudá-los. Nunca falarei mal de ninguém. Pretendo cultivar a serenidade e a abnegação, o amor e o respeito a todos os seres.

Invoco e chamo em meu auxílio as Divinas Forças de Rafael, o inteligente Gênio Governante de Mercúrio, representante da Sabedoria e inteligência de Deus, para que confirme em minha alma as superiores qualidades de que está investido. Reforce em meu Espírito o Domínio Próprio, o Equilíbrio e a Verdade.

Assim Seja.

 

ORAÇÃO A ZACARIEL
Embaixador de Júpiter a Primeira hora das Quintas-feiras – SAGITÁRIO e PEIXES

Ajuda-me, Senhor, a ser justo (a), honrado (a) e sincero (a). Necessito e devo ser sóbrio (a) e modesto (a) e rejeitar a ostentação e a vaidade; não quero mais viver de aparências e extravagâncias, aparentando riquezas que não tenho e virtudes que não possuo.

Quero manter-me em uma justa ordem de vida e ser estrito (a) cumpridor (a) de minhas obrigações e deveres.
Unir-me-ei às pessoas de honesto e simples viver, de fé no bem e em Deus. Respeitarei e tratarei de manter-me e sujeitar-me aos mais sãos princípios da Religião, não frequentarei lugares de duvidoso viver e nem agirei à margem da Lei. Serei honesto (a) e justo (a) com todos os meus semelhantes. Fugirei do jogo e das especulações aventureiras e trabalharei honestamente para ganhar o pão de cada dia.

Invoco e chamo em meu auxilio as Forças Divinas de Zacariel, o Sábio e Generoso Gênio de Júpiter, representante do Altruísmo, da Benevolência e da Misericórdia de Deus, para que afiance em minha alma Suas Maravilhosas qualidades. Confirme em meu Espirito a Bondade, a Religiosidade, a Honradez e o Respeito à Lei.

Assim seja.

ORAÇÃO A ANAEL
Embaixador de Vênus a Primeira hora das Sextas-feiras – TOURO e LIBRA

Ajuda-me, Senhor, a ser paciente e perfeito (a). Induze-me à abnegação e ao amor desinteressado.

Afasta-me da obstinação e da sensualidade. Desenvolve em mim a tolerância, o perdão e a maleabilidade.

Desejo o equilíbrio em minhas energias vitais e a frugalidade na minha alimentação. Evitarei a solidão e a teimosia, expressando a sociabilidade e a justiça. Procurarei cultivar o valor moral das coisas, tudo fazendo para expressar a Bondade, a Beleza e a Verdade da vida de Deus.

Vem Anael, amoroso Gênio Governante de Vênus, com tuas forças divinas, confirmar e reforçar em meu espírito o Amor, a Arte e a Virtude, expressando-os diariamente em minha vida.

Assim Seja.

 

ORAÇÃO A CASSIEL
Embaixador de Saturno à Primeira hora de Sábado – CAPRICÓRNIO e AQUÁRIO

Justo e paciente Gênio Governante de Saturno ajuda-me a ser justo (a), benevolente, amoroso (a) e tolerante, sociável e amistoso (a). A ver tudo com bons olhos, alegres e otimistas. Não quero ver o mal em coisa alguma, pois em tudo existe o bem. Não permitirei que me impressione o aparente mal. Serei amigo (a) de todos e procurarei cultivar e manter minhas amizades com verdadeiro espirito altruísta.

NÃO quero e não devo viver isolado (a) dos demais. Desejo tratar a todos com delicadeza e consideração; saberei perdoar as faltas que cometem contra a minha humildade e compreensão. Agora e sempre, quando receber um mal, em vez de levar pelo espirito da vingança, imporei a mim mesmo (a) o espirito da tolerância. Anelo ser altruísta, generoso (a); um instrumento do Bem em meu ambiente.

Invoco e chamo em meu auxílio as forças divinas de Cassiel, o Justo Gênio Governante de Saturno, representante da Justiça, do Direito e da Suprema Ordem de Deus, a fim de reforçar em minha alma Suas sábias e profundas qualidades. Confirme em meu Espírito os princípios do Direito, da Ordem, da Paciência, da Justiça e da Paz.
Assim Seja.

ORAÇÃO A MIGUEL
Embaixador do Sol a Primeira hora de Domingo – LEÃO

Ajuda-me, Senhor, a ser modesto (a), simples e generoso (a). Desde já, proponho-me a ser modesto, simples e generoso. Não serei imponente e nem autoritário (a), mas reverente. Não farei que se cumpra a minha vontade, senão a Tua, meu Pai.

Mostrar-me-ei respeitoso (a) e amável com todos os meus semelhantes e extinguirei todo o orgulho vão que me possa afastar do Teu Amor.

Amarei a todos os meus irmãos como queres que sejam amados, e sempre que manifestar em mim o desejo de ser o primeiro (a), serei o último (a) e servidor de todos.

Protegerei aos humildes e débeis; respeitarei meus Superiores e acatarei suas determinações com toda a lealdade. Serei sincero (a) e justo (a) em todas as circunstâncias.

Ajuda-me, Senhor, a alcançar este sublime ideal!

Invoco em meu coração as Divinas Forças de Miguel, o Poderoso Gênio da Luz, governante do Sol, representante da Autoridade, do Poder e da Justiça de Deus, para que confirme em minha alma Suas qualidades Superiores
Fortalece, em meu Espírito, a Dignidade, Disciplina e o acato a toda Justiça.

Assim Seja.

 

ORAÇÃO À ITURIEL
Oitava superior de Vênus – AQUÁRIO (para ser feita à primeira hora das quartas-feiras)

Faze Senhor que eu seja paciente, tolerante e justo (a) com todos. Preciso controlar meu temperamento e amoldar-me às circunstâncias. Quero me desfazer de toda exaltação imprudente que prejudique a alguém. Amarei a meus semelhantes como a mim mesmo (a) e serei extravagante com suas ideias, sem tratar de impor as minhas.
Respeitarei a organização social e não cairei mais em radicalismos destrutivos. Defenderei a justiça e a ordem. Quero me manter sempre respeitoso (a) a todas as normas morais, éticas e espirituais sem me deixar levar por nenhum extremismo. Não serei extravagante, nem excessivo (a) em nada; quero respeitar os bons costumes; tratarei de ser juto (a) ao repelir o passado, aproveitar o presente e aplaudir o futuro.

Desejo dominar o sensualismo e conduzir a força criadora por canais construtivos. No futuro submeterei minhas ideias e desejos de mudança e renovação à uma minuciosa análise e à mais pura lógica, sem me deixar impressionar por minhas ilusões utópicas e descabidas. Porei todas as minhas forças e capacidade a serviço da comunidade; anelo me converter em amigo (a) de todos e os servir desinteressadamente em qualquer ocasião possível.

Sem deixar de abandonar a linha de maior progresso para todos, respeitarei o passado e buscarei na história da humanidade todas as valiosas experiências acumuladas para apontar com elas as bases do futuro.

Para tudo isso eu desejo, invoco e clamo em meu auxílio as Forças Divinas de Ituriel, o Generoso Governante de Urano, o representante do Altruísmo, da Confraternidade Humana, do Amor desinteressado e da Generosidade de Deus para que reforce em mim Suas amantes qualidade s e confirme em meu Espírito a Caridade, Tolerância, Magnanimidade e a Paciência.

Assim Seja.

 

ORAÇÃO À NETUNO
Oitava superior de Mercúrio – PEIXES (para ser feita à primeira hora das quartas-feiras)

Ajuda-me, Senhor, a ser firme, positivo (a) e seguro (a) governante de minha pessoa, desenvolvendo em mim a Divina Vontade. Necessito compreender e ver a realidade de todas as coisas. Não me deixarei arrastar por falsas imaginações, sonhos utópicos ou meras fantasias, nem me impressionarei por sugestões quiméricas que careçam de fundamentos. Serei senhor (a) de mim mesmo (a) e independente dos demais em tosas a coisas.

Meu Espírito não se submeterá a qualquer influência estranha. Desde já comando minha própria vida. Afastarei a superstição de todo o meu ser, e não temerei coisa alguma. Tenho absoluta fé em Deus, no Deus de todos e Naquele que trago dentro de mim mesmo (a). Jamais me envolverei em coisa que aparentam fraude, ambiguidade ou trapaça, submetendo todas as minhas ações, pensamentos e palavras à Luz da Verdade sem vacilar em minhas negações ou afirmações. Assim, evitarei consequências desagradáveis e gozarei paz e segurança.

Invoco e chamo o auxílio das Forças Divinas de Netuno, representante da Suprema Sabedoria, Intuição, Música Celestial e a Divina Inspiração de Deus.

Oh! Divino Mestre, reforce em minha alma, a poesia, a ética, o domínio próprio, o sentimento e a Unidade de Toda a Vida em que todos vivemos, nos movemos e temos o nosso ser.

Assim Seja.

 

(Publicado na Revista Rosacuz entre 9/1967 e 6/1968, traduzidos por Rosa Dei – Fraternidade Rosacruz)

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O Efeito Autotransformador da Retrospecção: um dos ensinamentos mais importantes da Fraternidade Rosacruz

O Efeito Autotransformador da Retrospecção: um dos ensinamentos mais importantes da Fraternidade Rosacruz

Max Heindel afirma que o exercício de Retrospecção é um dos ensinamentos mais importantes da Fraternidade Rosacruz. E, não há nenhum exagero nessa afirmação, se considerarmos o poder autotransformador dessa prática diária. A Filosofia Rosacruz tem como base o conhecimento e o seu objetivo é o aperfeiçoamento do ser humano em todos os sentidos. Ela oferece as ferramentas para esse melhoria interna, fato que pode ser constatado por quem se dedica diligentemente ao estudo, meditação e reflexão sobre seus ensinamentos.

Max Heindel asseverou que a lógica, a coerência e a elevação desses ensinamentos conquistaram as Mentes e os corações de muitas pessoas no mundo todo. Ele, porém, não escondia sua preocupação em que lhes impressionassem apenas o intelecto com sua beleza filosófica, sem atingir o ideal mais elevado de torná-las melhores seres humanos, mais sensíveis, amorosos e solidários.

Esse exercício conduz ao autoconhecimento, passo inicial do processo de alquimia interna, sem o qual não há como aprimorar o caráter e desenvolver aquelas virtudes que iluminam a vida do estudante Rosacruz.
Ninguém julgue, porém, tratar-se de um trabalho fácil. Deve ser realizado toda noite, antes de dormir, com o cuidado de, com a prática regular, não tornar-se um automatismo. Deve ser feito conscientemente e esse processo de rememorar os fatos ocorridos e vividos deve revestir-se de sentimento, para que o praticante possa julgar o aspecto moral de sua conduta. Se praticado com esse espírito de sincera devoção, todos os registros das más ações praticadas durante o dia serão apagados do átomo-semente, e aqueles referentes às atitudes nobres e amorosas servirão de estímulo para o aperfeiçoamento do caráter. Conduz também ao processo de purificação dos pensamentos e emoções.

O estudante, porém, deve manter-se atento para que durante o dia evite cometer atos indesejáveis, mesmo sabendo que à noite, durante o exame retrospectivo, terá a oportunidade de apagá-los, pois assim procedendo evitará também cair num círculo vicioso. O ideal é justamente criar um círculo virtuoso, ou seja, a experiência noturna deve promover uma vivência cada vez mais aprimorada nos ideais cristãos e o fortalecimento da consciência moral, de tal maneira que os desvios de conduta se tornem cada vez mais raros.

“Que as rosas floresçam em vossa cruz”

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Ritual: um fator constante em nossas vidas – então, porque relutamos em fazê-los?

Ritual: um fator constante em nossas vidas – então, porque relutamos em fazê-los?

Quer nos apercebamos ou não, rituais são fatores constante em nossas vidas. Basta considerarmos o ciclo anual do amanhecer, do pôr-do-sol, de nossos hábitos pessoais, do despertar, do dormir, de nossas tarefas diárias.

Para alguns a palavra ” ritual” está ligada a cerimônia sem significado ou a monótonas atividades de rotina que precisam ser suportadas, mas não apreciadas.

Um ritual pode possuir tais conotações se assim o quisermos, isto é, se só o olharmos por esse prisma. Mas se avaliarmos um ritual sob sua luz verdadeira, como um instrumento espiritual, estaremos reconhecendo uma força valiosa para nosso próprio progresso.

Os ensinamentos ocultos nos ensinam que a repetição é essencial para o desenvolvimento e a espiritualização do Corpo Vital. Max Heindel escreve: “A nota-chave do Corpo Vital é a repetição”. Isto é facilmente compreendido quando consideramos que, embora o Corpo Vital tenha força para movimentar o Corpo Denso, tais movimentos são resultados de repetidos impulsos do mesmo tipo. O Corpo Vital é ensinado a coordenar os movimentos do Corpo Denso de acordo com a vontade do Espírito. A criança não nada de maneira correta após seu primeiro esforço, nem o músico toca perfeitamente seu instrumento depois de uma aula. A repetição é necessária antes que os pés ou os dedos possam ser movimentados de acordo com a vontade do Espírito.

Max Heindel diz: “As escolas de Ocultismo de todas as épocas relacionaram a mudança do Corpo Vital pelo trabalho de sua nota-chave, que é a repetição. Por isto escreveram vários rituais que serviram à humanidade em estágios diferentes de seu desenvolvimento, cultivando assim o crescimento da alma, lentamente, mas com segurança”.

Há os que reclamam que uma estrutura formalizada, continuamente repetida de qualquer serviço de culto e monótona e que ouvir ou dizer a mesma coisa, vezes seguidas, não estimula os participantes. Estes não compreenderam que o Corpo de Desejos, a nossa natureza emocional, é que sempre procura algo novo. A inconstante natureza de desejos oscila facilmente entre uma emoção e outra e, assim, é potencialmente destrutiva quando não controlada. Os serviços de culto nos quais a oratória extravagante e hipnótica ou outros atrativos a natureza de desejos de muitos participantes que reagem ao emocionalismo do serviço e, momentaneamente, são levados pelo que acreditam ser as asas de um fervor religioso. O efeito é, porém, puramente temporário e suas naturezas emocionais se renderão ao próximo atrativo que substituirá o estado de devoção com sentimentos completamente diferentes. Assim e que os serviços de culto não ritualizados, apesar de toda sua “inovação” ou “originalidade” não tem efeito duradouro sobre os participantes.

O efeito repetitivo da forma ritual do serviço devocional, trabalhando sobre o Corpo Vital, é duradouro, embora não cause uma impressão exterior tão dramática sobre o praticante.
Num dos Templos de Mistérios Atlante, direcionado a raça oriunda dos Semitas-Originais, também conhecido como o Tabernáculo no Deserto, observou-se que certos rituais haviam sido prescritos por Seres Divinos, os Mestres Espirituais da época. Certos rituais eram apresentados durante a semana, outros aos sábados e outros, ainda, na época das Luas Cheia e Nova e nos Solstícios e Equinócios. Nenhum sacerdote ou outro membro do Tabernáculo podia desobedecer estas regras estabelecidas do ritual, sob pena de morte. Outros povos antigos como os Hindus, os Caldeus e os Egípcios também usaram, em seus serviços, rituais ordenados de origem divina.

Os Serviços do Templo e de Cura da Fraternidade Rosacruz são verdadeiros Exercícios Esotéricos e também são organizados seguindo linhas ritualísticas. Aqui, também, formas distintas de trabalho devocional são observadas nos rituais diários, aos Domingos, nas datas de Lunação, nos rituais solares e, ainda, um ritual determinado para o Serviço de Cura, uma vez por semana, quando a Lua está em um Signo Cardeal. O ato de descobrir o Símbolo da Fraternidade Rosacruz é uma das partes mais importantes do Ritual dos Serviços Devocionais, no Serviço do Templo e em todos os Serviços desde seu princípio. O Emblema incorpora, simbolicamente, todos os aspectos do Eu Superior que o aspirante espiritual está tentando desenvolver. A estrela dourada representa a vestimenta nupcial dourada, ou o Corpo-Alma que estamos tentando construir através de uma vida correta e de serviço altruísta. A cruz branca representa o Corpo Denso purificado. As sete rosas vermelhas representam o sangue limpo que é purificado através da alimentação, dos sentimentos, dos pensamentos e das ações corretas.
As repetidas leituras do Serviço do Templo – enquanto o emblema é descoberto e iluminado – tem um significado espiritual muito profundo. Este belo e completo Emblema, em todo o seu abrangente significado, “fala” ao aspirante que sinceramente medita sobre ele e dele recebe um impulso encorajador e inspirador. Uma força e gerada como uma tênue nevoa azul que emana do Emblema e esta força emitida e observada é sentida por aqueles cujos olhos espirituais já se tenham aberto.

Os membros que não possam estar presentes a reuniões nas Sedes, podem, na privacidade de seus lares, fazer a leitura do Serviço, seguindo o ritual, na presença do Emblema descoberto e gerarem força, numa união espiritual de vários carvões. Sabemos de casos de cura conseguidos desta maneira, assim como sentimentos de consolo, harmonia e calma que foram restabelecidos através dos rituais do Serviço do Templo e do Serviço de Cura realizados na privacidade de um lar.

A mensagem essencial do Serviço e Amor Divino, impessoal, o Amor que pela primeira vez na Terra, foi pregado por Jesus Cristo – o Amor que é a nota chave do Cristianismo Esotérico é a meta de todo aspirante espiritual. Trechos da Bíblia, do Novo Testamento, de grande força como a Primeira Epístola de São João e a Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios (13:1-13) fazem parte do texto do Serviço. O participante atento ao ritual fica imbuído, pela repetição, desse impulso de amor verdadeiro que, fortificando seu Corpo Vital, aumenta sua capacidade de servir.

Max Heindel disse “para que o ritual atinja seu efeito máximo e possamos crescer por meio dele, é necessário estarmos em harmonia com ele”.

Unamos nossas preces. Formemos uma grande chama de amor, a chama da Verdadeira Comunhão Espiritual. Sirvamos amorosamente, desenvolvendo as nossas potencialidades divinas internas.

Que cada aspirante à vida espiritual irradie de seu coração as qualidades divinas de Luz, Vida e Amor para que possa ouvir, através do próprio trabalho e esforço pessoal, a Voz Silenciosa do Cristo Interno, sentindo, dentro de si, a Rosa Branca alcançada.

(Revista Serviço Rosacruz – 11/85 – Fraternidade Rosacruz São Paulo – SP)

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Dicas para os Exercícios Diários de Concentração e Meditação: Trabalho do Cristo no Mundo do Espírito de Vida (todo ano de dezembro à março)

Dicas para os Exercícios Diários de Concentração e Meditação:
Trabalho do Cristo no Mundo do Espírito de Vida
(todo ano de dezembro à março)

 

  • • Se iniciou após um raio do Cristo Cósmico permanecer 3 dias (de 21 a 24 de dezembro) focado no centro do nosso Planeta Terra.
  • • Nesse trabalho o Cristo chega ao Mundo do Espírito de Vida, o primeiro Mundo, de baixo para cima, onde cessa toda a separatividade, onde reina a Fraternidade Universal e onde é o verdadeiro reino da Memória da Natureza.
  • • O Mundo que correlaciona TODOS os Planetas e corpos celestes do nosso Sistema Solar.
  • • Aqui, Ele fornece a cada ser vivo de cada Planeta e corpo celeste do nosso Sistema Solar a ideia da Fraternidade Universal como prática do cotidiano.
  • • Através da Sua Luz, Sua Vida e Seu Amor estimula a cada ser vivo de cada Astro do nosso Sistema Solar a:
  • • Praticar os ensinamentos cristãos e, assim, colaborar com o plano divino.
  • • Servir a divina essência que temos dentro de cada um de nós, a base da Fraternidade Universal
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Uma Análise da Oração Rosacruz

Uma Análise da Oração Rosacruz

“Não te pedimos mais dons, amado Deus

Senão senso para usar,

Os dons preciosos que já recebemos de Ti”

Esse trecho da Oração Rosacruz, lido durante os Serviços Devocionais do Templo, expressa a essência de tudo que devemos pedir a Deus.

De fato, tudo o que necessitamos para a nossa adequada vivência como seres humanos, no mundo material, e como seres espirituais, nos planos superiores, já foi e está sendo dado e com toda a abundância. O que carecemos, às vezes, é justamente o “senso”, a exata avaliação e ainda, a força de vontade, para uma mais ampla utilização, dos muitos recursos fornecidos pelo Pai. Essa carência, como cada aspirante a um ideal superior há de concordar, é uma omissão de nossa parte e não, do Poder Superior, que já nos cobriu de dádivas.

E que dádivas são essas? Somos tentados a indagar, levantando por um minuto a nossa cabeça firmemente ocupada com os nossos problemas imediatos do cotidiano. É só analisar a nossa Oração, porquanto foi elaborada de tal maneira a enumerar e melhor ilustrar essas dádivas, que são, em primeiro lugar, ajudas inestimáveis em nossa escalada rumo ao desabrochar de nossos poderes superiores.

Temos em primeiro lugar a Luz, que não representa, mas é o Pai. “Deus é Luz”, diz a Bíblia, e a meditação diária visualizando o nosso ser andando na Luz, como Ele na Luz está, nos dará não só a compreensão, mas o conhecimento do que significa realmente essa tremenda força cósmica, na qual vivemos e temos o nosso ser. A Luz está presente em todo o Universo, em nós, como está em Deus, nas devidas proporções, naturalmente. Algum dia, quando tivermos elevado o fogo espiritual espinhal, nós brilharemos na intensa luminosidade de nossos Corpos-Almas. Está escrito: “A Luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam“. As trevas ainda não “compreendem” esse fato, porém, nos não somos obrigados a permanecer nas trevas! Está certo, não podemos ainda vislumbrar a Luz de Deus diretamente: ficaríamos cegos por causa de nossas imperfeições. A Luz de Cristo, porém, nos traz o primeiro impulso espiritual DIRETO, que nós, como humanidade em evolução, fomos capazes de suportar. Envolvendo-nos nessa Luz do Cristo, que é TÃO REAL quanto o são os nossos problemas e trabalhando amorosamente na senda do serviço, compreenderemos sempre melhor a grande realidade espiritual, que é Deus, nosso Pai, que se manifesta Luz. Mesmo aqui, no plano material, supondo que já estivéssemos alcançados algum grau de sensibilidade, esse dom da Luz não permitirá apreciar a dinâmica da natureza em todo o seu esplendor, o sorriso no rosto de uma criança, o superior encontro com a arte, nos campos da pintura, escultura e arquitetura, maravilhosas contribuições do ser humano nas belezas físicas da Terra. Sabemos que toda manifestação de beleza tem suas ressonâncias espirituais – não há separações no Universo.

O dom da música, ou o som, vem em segundo lugar de importância, imediatamente após a dádiva da Luz. A música das esferas, a VIBRAÇÃO, eis os fundamentos da Criação. A Palavra, o Fiat Criador, que construiu o nosso sistema solar, é uma contínua, intensa e sempre complexa “composição musical”. As harmonias celestes, que já podem ser ouvidas por aqueles que “têm ouvidos” devem ser de uma indescritível beleza. Cada pessoa, coisa, ou criatura, tem a sua nota chave. Os cientistas estão “descobrindo” que mesmo cada tipo de músculo emite certo som e a variação no tipo de som indica o estado de saúde da pessoa. Não poderíamos existir sem Luz e sem Som.

A música é tão essencial na nossa escalada, como o é na marcha da Criação. O seu habitat é o Segundo Céu, o Mundo do Pensamento, a região do som, no momento, este é o verdadeiro lar do Ego. Reagimos à música porque desperta em nós horizontes sempre renovados, ou, se quisermos, memórias sempre mais nítidas do lar do qual fomos temporariamente exilados. Mesmo os seres mais rudes reagem à música. E quando o indivíduo refina os seus sentidos espirituais, a música torna-se uma mensagem direta ao que há de mais superior dentro dele, tratando-se do que chamamos “música clássica”. As “presentes melodias” mencionadas na Oração Rosacruz são líricas, celestiais, harmoniosas e grandiosas. Quanto mais adiante trilharmos a senda, desenvolveremos “ouvidos para ouvir”, criando a capacidade de identificarmo-nos a essas vibrações gloriosas e tanto mais harmoniosa será a nossa contribuição pessoal na sinfonia cósmica.

Mais um presente pelo qual devemos, certamente, ficar agradecidos é o dom do poder espiritual, que constitui nossa real força como filhos de Deus. O poder espiritual deriva da nossa divindade latente. As obras feitas por Cristo-Jesus, nós faremos também. E algum dia, mesmo as coisas que Deus faz, nós faremos. Somos UMA PARTE de Deus e temos, latentes dentro de nós, todos os Seus atributos. O poder de manifestar esses atributos também está latente, sendo o seu desenvolvimento a nossa tarefa. O nosso poder espiritual incipiente manifesta-se de muitas maneiras: em nossas tentativas de maior criatividade, no trabalho daqueles que se disciplinaram bastante em vidas passadas para merecer o nome de gênios. Vemos esse poder nos exemplos daqueles seres que, apesar de deficiências físicas ou dificuldades emocionais, vencem as mesmas para dar a sua contribuição a elevação da raça humana. Vemos esse poder naqueles que realizam os aparentes “milagres”, como trabalhadores na reintegração da criança excepcional na sociedade, ou guiando alcoolistas ou dependentes químicos, de sua degradação para canais de atividade mais produtiva. Vemos esse poder em inúmeras ocasiões entre os nossos semelhantes que recuperam outros seres humanos, livrando-os de uma situação, mental ou materialmente difícil. E mais do que tudo: percebemos esse poder espiritual em nossas vidas, quando nossas orações intensas em favor daqueles que nos rodeiam dão resultado.

É claro, tudo isso é infinitesimal quando pensamos o que a onda de vida humana alcançará em termos de poder espiritual. Quando os nossos veículos ficarem mais puros e refinados e a nossa percepção espiritual mais elevada poderemos trabalhar mais perto das Forças da Natureza e executar tarefas que estão agora completamente além da nossa compreensão.

O elemento coragem é instrumental no nosso uso do poder espiritual: a coragem moral que nos faz permanecer firmes na defesa de nossas convicções, e carregar pacientemente a carga do ridículo, dos lembretes e do abuso que possa ser atirada sobre nós por aqueles que não creem no nosso esforço para o bem comum. A coragem moral baseia-se na compreensão das verdades espirituais e a nossa percepção sempre mais acurada do bem e do mal. Conforme crescemos em sabedoria, crescemos em coragem moral, e, com o tempo, chega a ser um atributo não fortemente arraigado dentro de nós, que uma prova de coragem antes requerendo um enorme dispêndio de força de vontade, passará a ser, na próxima vida, uma expressão espontânea, arrostada sem maiores esforços.

O uso correto do poder espiritual passa a ser uma das nossas maiores responsabilidades, quando escalamos degraus mais elevados em nossa evolução. Devemos cultivar a força de caráter, o bom-senso e discernimento para a obtenção de um saldo positivo dessa responsabilidade. E por isso mesmo pedimos: “como usar o poder que já possuímos“.

Existe também, o dom do amor, tão sublimamente exemplificado pelo Cristo em seu sacrifício anual. O universo é mantido por esse amor impessoal que tudo abrange. É essa a motivação das Hierarquias Criadoras que estão amparando amorosamente a evolução da onda de vida humana durante os milhares de eons de nosso Dia de Manifestação. E é esse princípio do Amor que origina o serviço amoroso prestado pelos Arcanjos, Anjos e nossos Irmãos Maiores, guiando-nos através dos problemas do nosso exagerado envolvimento com o Mundo Físico, problemas que devem parecer-lhes, certamente pouco atraentes ou, às vezes, repugnantes!

Podemos dar e receber esse presente do amor. Sabemos que “Deus é Amor” e como chegaremos, um dia a ser, como Ele, e, ainda mais, temos latentes dentro de nós as potencialidades para tão excelso estado. Apesar de não podermos ainda expressar amor divino, a raça humana encontra-se preparada hoje para demonstrar muito mais amor do que tem mostrado em tempos passados. Sabemos que essa situação será corrigida conforme a proximidade da Era de Aquária, e estamos percebendo certos casos isolados manifestando a Fraternidade Universal. Ao avançar esta tendência, manifestaremos sempre mais ativamente esse dom maravilhoso, em vez de sermos como até agora, recebedores passivos.

Agora que passamos à necessidade da dominação Jeovista, pela lei e pelo medo, estamos prontos para progredir pela religião do amor, ensejada pelo Cristo e esperar a dádiva da graça. Se realmente nos arrependemos de nossas transgressões, fazendo as devidas reparações aos prejudicados, quando possível, o amor divino age de tal forma que os nossos pecados são perdoados. É esse o presente que fará a evolução do aspirante notadamente mais rápida. E por esse motivo devemos sentir imensa gratidão em recebê-lo, devendo cultivar ainda o bom-senso de usar essa dádiva ao máximo.

Como corolário do amor, temos o dom de júbilo, da alegria. De toda a criação emana um júbilo contínuo e é somente aqui, neste nosso mundo material, com os seres humanos ainda mergulhados na ilusão da matéria, que ainda há lugar para o desespero, a tristeza e o desalento. Os versos de Schiller decantando a alegria, ou a música exultante de Beethoven em sua Nona Sinfonia, representam, provavelmente, o máximo em termos de compreensão humana da alegria. Qualquer um de nos, previsto com um grão de sensibilidade, ao entrar em contato com tais obras, não deixará de sentir um crescimento na sua capacidade de se ligar aos planos superiores, cuja afinidade com tal tipo de sentimento, nos ajudará a deixar para trás as pesadas cadeias que ainda nos ligam ao Mundo Físico.

A alegria é também outro de nossos atributos latentes, mais um dom maravilhoso que recebemos do Pai, estando a critério do aspirante desenvolvê-lo, ou não. Nossa atitude para com a alegria determinará o colorido de nossas vidas. Todos nos conhecemos pessoas cujas vidas são marcadas por grandes sofrimentos físicos e morais, beirando, às vezes a desastre, porém ainda se mostram gratas por pequenos atos de amizade, por uma palavrinha amável, encontrando sempre algo simpático para dizer, o que não acontece, às vezes com pessoas carregando cruzes mais leves. Há pessoas que parecem dotadas dessa alegria desde as suas infâncias, enquanto que há tanto crianças como adultos portadores de semblantes sombrios. A Filosofia Rosacruz nos ensina que todos esses atributos, mesmos o de dar e receber alegria, são resultados de nossas vidas passadas. Mais um esforço deve ser feito nessa direção, lembrando que o júbilo não é gerado por motivos materiais, e sim espirituais. O estudante sabe que mesmo se a nossa existência física se passa sob condições às vezes insuportáveis, não será mais do que um degrau no nosso aprimoramento para uma meta gloriosa.

Diz Oração Rosacruz: “Faze que dominemos todos os temores“. Olhando superficialmente, diremos que o fato de sermos acossados por temores, mesmo com o intuito de que os dominemos, não nos parece ser uma dádiva sobre a qual devemos nos alegrar. Porém, devemos considerar quão livres e independentes seremos uma vez que tenhamos aprendido a dominar qualquer medo e, então, apreciaremos o valor dessa prova. Como aspirantes rosacruzes, já afastamos um bom número de temores que ainda continuam a escravizar nossos irmãos. O primeiro destes é, provavelmente, o medo da morte – para nós simplesmente o nascimento num plano superior. Porém, muitos de nós ainda temos um ou outro tipo de temor que tentamos superar, mais que reaparece apesar dos nossos esforços em bani-lo de nossa consciência. Pode ser o temor de falar em público, ou algumas das “fobias” tão caras aos corações dos psiquiatras, como a claustrofobia e outras.

Nesse contexto, poderíamos até refletir sobre qual seria a nossa reação em face de um perigo físico iminente ou, quando encontraremos pela primeira vez, de maneira consciente, o nosso Guardião do Umbral, ou outro fenômeno desagradável no Mundo do Desejo. Com todo o nosso conhecimento da Filosofia Rosacruz e com todo o pensamento alentador próprio daqueles que servem a Deus, com os melhores de seus recursos, podemos dizer honestamente que cada um de nós não tem medo de NADA? Se for o caso, saberemos que conseguimos “dominar todos os temores“, e então não alimentaremos dívidas a respeito do valor dessa dádiva, e o auxílio que recebemos para chegar a esse ponto. Se esse não for o nosso caso, poderemos, então, sentir gratidão para com mais essa ajuda.

A Oração Rosacruz também fala da nossa aspiração em ser “os amigos que desejamos ser“. Todos concordam que a amizade é uma das maiores bênçãos, porquanto o ser humano mais pobre e rico, quando há companhia de seus amigos, e o rico solitário no meio de seus esplendores é o mais miserável dos seres humanos.

Queremos ter amigos, queremos sua participação nas nossas vitórias e derrotas e queremos que eles estejam ao nosso inteiro dispor, tanto em termos de serviço, como em termos de lazer. Queremos os amigos, em outras palavras, pelo que nos possam oferecer. Estamos, porém tão preparados a ser um amigo? Estamos prontos a corresponder, apesar de sofrer incômodos com os nossos planos pessoais? Escutamos pacientemente seus problemas oferecendo uma palavra construtiva e encorajadora, ou tratamos de evitá-los enquanto tem os problemas? Teoricamente, parece que cada ser humano admira aqueles que conseguem ser amigo na verdadeira acepção da palavra. Muitos dentre nós, depois de mais sensíveis e refinados, gostaríamos de ser verdadeiros amigos, porém, os antigos hábitos de egoísmo são difíceis de vencer! Certamente, um coração cheio de amor dificilmente encontrará obstáculos nesse sentido. Quando conseguirmos ser “amigos de todos” sem considerar as suas reações para conosco, mostraremos, afinal, em todo seu esplendor o atributo da amizade, continuamente inspirado pelas Forças Superiores.

Outra dádiva, mais evidente ao aspirante após ter progredido em sua Senda, é o privilégio de rasgar a ilusão sobre o mundo material, trocando-a pela vivência das verdades superiores. Nossa habilidade em transmitir “a Verdade que conhecemos” aos nossos irmãos, ajudará, e muito, na sua mais rápida evolução. Nosso conhecimento da Filosofia ensejou-nos vidas completamente reestruturadas para o bem, e isso nos dá ânimo para prosseguir. O autor, residente em Mt. Ecclesia, não pode deixar de sentir o maior júbilo pelo recebimento de cartas manifestando gratidão pela solução de problemas através da Filosofia. Porém, aumentamos o efeito do “transmitir a verdade que conhecemos“, quando VIVEMOS a verdade que conhecemos. As verdades espirituais são mais demonstráveis pelo exemplo do que pela palavra. Tanto devemos transmitir a Filosofia em palavras, como pelo nosso exemplo vivente. Sem dúvida, esse é um grande privilégio e um grande dom.

O “senso de perceber” como melhor utilizar os dons de Deus no serviço para com os outros e na nossa própria vivência será notavelmente fortalecido, na proporção em que cultivemos a pureza e o altruísmo. Podemos e devemos pedir ajuda para que esse “senso” cresça, pois aumentará nossa eficiência na seara do Senhor. Sabemos, porém, que não é suficiente o mero formular do pedido. Devemos nos mostrar predispostos a aprender, crescer, a progredir e, em primeiro lugar estar prontos a aceitar as experiências proporcionadas pelas nossas vidas, quaisquer que sejam elas, tentando sempre suportá-las na maneira que corresponder ao reto agir.

A consciência e a intuição são os dois veículos através do qual esse senso de percepção” desenvolve-se. A consciência é a soma das lições assimiladas nos estados purgatoriais segundo as nossas vidas passadas. A intuição é uma faculdade do Espírito de Vida. No Mundo do Espirito de Vida, aonde se encontra a verdadeira Memória da Natureza, o espírito pode compreender as situações mais claramente do que o pode fazer nos planos de maior densidade. Lá ele entra em contato com a Sabedoria Cósmica e sabe como é mais correto agir em dada situação. O Espírito de Vida manda a sua mensagem para o coração, que a envia, por sua vez, ao cérebro, através do nervo pneumogástrico. A intuição capta as “primeiras impressões”, e como foram obtidas diretamente da fonte da sabedoria e amor cósmicos são sempre corretas. Como tudo seria mais fácil se seguíssemos sempre as primeiras impressões de nosso coração, expressas em forma de intuição, e temperadas com as orientações, às vezes imperativas, de nossas consciências! Então, o reto agir não requereria, talvez, tanto esforço assim.

Não Te pedimos mais dons, amado Deus“, dizemos e mui apropriadamente dizemos assim, pois Ele nos preparou TODOS OS TESOUROS DO SISTEMA SOLAR, manifestando tudo a nossa compreensão, mesmo aqui, nesse plano tão restritivo! Quando abrirmos os nossos olhos, não deixando de abrir em primeiro lugar os nossos corações, teremos melhor percepção da ordem, harmonia e grandeza que caracterizam o nosso ambiente de evolução e seremos capazes de reverenciar o imenso Amor que o criou.

O que o aspirante Rosacruz deve fazer agora não é pedir. É dar! Milhões de pessoas, em nosso planeta, desconhecem completamente o fato de que suas vidas seguem destinos traçados por elas mesmas através a Lei de Causa e Efeito, ignorando o poder e a realidade da oração, são seres acossados pelas lições da vida, que evidentemente tem de aprender, sem possibilidade de remoção dos grilhões que os dominam. Vegetam passivamente. Não vivem. Cabisbaixos, oprimidos pela lama do chão, não sabem que podem achar no firmamento o alívio de que necessitam. Se o caro leitor é do tipo que mantém profunda compaixão para com as suas próprias penas, pode estabelecer a comparação entre seu destino de ser consciente e a vida perturbada de seus irmãos ainda escravos do materialismo e se considerar imensamente privilegiado.

(Dagmar Frahme na Revista Serviço Rosacruz – fev/85 – Fraternidade Rosacruz SP)

 

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Ritual do Serviço do Solstício de Junho

 

RITUAL DO SERVIÇO DO SOLSTÍCIO DE JUNHO

 

1. Preparar o ambiente com músicas elevadas

2. Hino Rosacruz de Abertura cantada por todos os presentes. 

3. Descobrir o Emblema Rosacruz e fazer a saudação Rosacruz:

Que as rosas floresçam em vossa cruz

Todos respondem:

“E na vossa também”

4. Leitura do Ritual do Solstício de Junho

 

Estamos agora no Solstício de Junho, estação durante a qual a manifestação física sobre a Terra atinge o seu máximo.

 

Todos os anos uma onda espiritual de vitalidade penetra na Terra por ocasião do Solstício de Dezembro para impregnar as sementes adormecidas na Terra e para dar nova vida ao mundo em que vivemos. Este serviço é feito durante os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro, enquanto o Sol transita pelos signos zodiacais de Capricórnio, Aquário e Peixes, respectivamente.

Do ponto de vista cósmico, o Sol nasce quando Virgem, a Virgem Celestial, desponta no horizonte à meia-noite de 24 de dezembro, trazendo consigo a Imaculada Criança. Durante os meses que se seguem, o Sol passa pelo violento signo de Capricórnio onde, segundo o mito, todos os poderes das trevas se concentram numa frenética tentativa de matar o portador da Luz, o que é uma fase do drama solar, que é representado misticamente na história do rei Herodes e na fuga do Menino para o Egito, para escapar à morte.

Quando o Sol entra no signo de Aquário, o aguador, em Fevereiro, temos o tempo das chuvas e das tempestades; e assim como o Batismo consagra misticamente o Salvador à sua obra de Serviço, assim também as correntes de humildade que descem sobre a Terra amaciam-na, para que possa produzir os frutos que preservarão as vidas dos que vivem sobre ela.

Vem depois a passagem do Sol pelo signo de Peixes, os peixes. Nessa ocasião, as reservas do ano precedente estão quase consumidas e o alimento do ser humano é escasso. Temos então o longo jejum da Quaresma que representa misticamente, para o aspirante, o mesmo ideal mostrado cosmicamente pelo Sol. Há, nessa ocasião, o Carnaval, o “carne-vale” dos latinos, que significa o adeus à carne, pois todo aquele que aspira à vida superior, deve, em alguma ocasião, dizer adeus à natureza inferior com todos os seus desejos e preparar- se para a Páscoa que então se aproxima.

Em Abril, depois de o Sol cruzar o Equador Celeste e entrar no signo de Áries, o cordeiro, a Cruz ergue-se como o símbolo místico do fato que o candidato à vida superior deve aprender a renunciar ao envoltório mortal e começar a subida ao Gólgota, “o lugar do crânio” e daí atravessar o limiar do mundo invisível. Finalmente, imitando a ascensão do Sol aos signos do céu setentrional, para permitir com os seus raios quentes o crescimento das sementes no solo que foi revitalizando pela onda Crística durante os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro, o candidato deve aprender que o seu lugar é com o Pai e que por fim, deverá subir até esse exaltado lugar.

Assim é que, presentemente, durante a estação que culmina a 21 de junho, o Grande Espírito de Cristo atingiu o Mundo do Espírito Divino, o trono do Pai. Durante os meses de Julho e Agosto, enquanto o Sol está em Câncer e Leão, o Cristo está reconstruindo Seu Espírito de Vida, veículo que Ele trará ao mundo e com ele rejuvenescerá a Terra e os reinos de vida que evoluem sobre ela.

Sem esta onda mística anual de energia vital do Cristo Cósmico, a vida física seria uma impossibilidade. Não haveria pão nem vinho físicos, nem a essência espiritual transubstanciada preparada alquimicamente com o sangue do coração do discípulo. A existência física é a escola ou laboratório no qual aprendemos a transmutar o metal básico das nossas naturezas inferiores no brilho esplendoroso da Pedra Filosofal, tornando assim possível a nossa libertação para esferas mais elevadas, onde o nosso exaltado Ideal, o Cristo, está presentemente.

Existem agentes por trás de todas as manifestações da Natureza – inteligências de diferentes graus de consciência, construtores e destruidores, que desempenham importantes papéis na economia da Natureza. O Solstício de Junho é o tempo de atividade dos duendes da terra e das entidades similares, no que se refere ao desenvolvimento material no nosso planeta, como muito bem o mostrou Shakespeare no seu imortal “Sonho de uma Noite de Verão”.

Pela ação semi-inteligente dos Silfos, são elevadas da superfície do mar, as partículas extremamente divididas de água evaporada, preparadas pelas Ondinas. Os Silfos transportam-nas tão alto quanto podem antes que sobrevenha a condensação parcial e sejam formadas as nuvens. Eles conservam consigo essas partículas de água até serem forçados pelas Ondinas a soltá-las.

Quando falamos que está havendo um temporal, estão sendo travadas batalhas na superfície do mar e no ar, algumas vezes com a ajuda das Salamandras que acendem as centelhas que unirão o hidrogênio e o oxigênio separados, e enviam suas setas inspiradoras de medo, em ziguezague, pelos céus escuros acompanhadas dos enormes estrondos de trovão que reboam na atmosfera, enquanto que as Ondinas triunfalmente, arremessam as gotas de água recuperadas à terra, para serem novamente devolvidas ao seu elemento materno.

 

Os pequenos Gnomos ocupam-se com as plantas e com as flores. É seu serviço tingi-las com os inúmeros matizes de cores que deleitam nossos olhos. Eles também talham os cristais em todos os minerais e modelam as preciosas gemas que brilham nos diademas de ouro. Sem eles não haveria ferro para nossas máquinas, nem ouro para comprá-las; estão presentes em toda parte e a proverbial abelha não é mais operosa do que eles; à abelha, no entanto, é dado crédito pelo trabalho que faz, enquanto que os pequenos Espíritos da Natureza que representam tão importante papel no serviço do mundo, são desconhecidos, menos para uns poucos que são chamados de loucos ou sonhadores.

 

No Solstício de Junho as atividades físicas da Natureza estão no seu máximo, e por isso a “Noite de São João” é o grande festival das fadas que trabalham na construção do universo material, que alimentam o gado, que amadurecem o grão e que saúdam com alegria e agradecem a crista da onda de força, que é a ferramenta que usam para modelar as flores, então estonteante variedade de delicadas formas conforme seus arquétipos e para tingi-las de inúmeras matizes que fazem a delícia e o desespero dos artistas!

 

Nessa grandiosa noite, todos esses pequenos servidores reúnem-se para o Festival das Fadas, vindos dos pântanos e das florestas, dos vales e das clareiras. Realmente eles cozinham e fazem os seus alimentos etéricos e posteriormente dançam em êxtases de alegria – a alegria de terem cumprido suas importantes tarefas na economia da Natureza.

É um axioma científico que a natureza não tolera nada que não tenha seu uso; os parasitas e os zangões são uma abominação; o órgão que se tornou inútil, atrofia-se: assim acontece com a perna ou com o olho que não são mais usados. A Natureza tem serviço a fazer e exige o trabalho de todos para que justifiquem sua existência e para que continuem fazendo parte dela. Isto se aplica tanto à planta e ao planeta como ao homem, aos animais e também às fadas. Todos têm seu serviço a cumprir; todos são trabalhadores e suas atividades são a solução para muitos dos múltiplos mistérios da Natureza.

 

Devemos tentar compreender perfeitamente estes ensinamentos a fim de que possamos aprender a apreciar esta estação do ano com exatidão.

 

Que calamidade cósmica seria se nosso Pai Celestial deixasse de prover os meios para o nosso sustento e existência física, todos os anos! O Cristo do ano passado não nos poderá salvar da fome física assim como a chuva que caiu no último ano não poderá molhar o solo para inchar as milhões de sementes que agora repousam na terra à espera das atividades germinais da Vida do Pai, para começarem a crescer; o Cristo do ano passado não poderá novamente acender em nossos corações as aspirações espirituais que nos incitam a avançar no caminho como também o calor do último verão não nos poderá aquecer agora. O Cristo do ano passado deu-nos o Seu Amor e a Sua Vida até ao último alento, sem medida nem limite; quando Ele nasceu na Terra, no último Natal, Ele dotou de vida as sementes adormecidas que cresceram e gratuitamente encheram os nossos celeiros com o pão da vida física; Ele prodigalizou sobre nós o amor que o Pai Lhe deu e quando esgotou totalmente Sua Vida, Ele morreu na Páscoa para novamente subir ao Pai, como um rio, por evaporação, sobe ao céu. Mas o Amor Divino circula interminavelmente; assim o nosso Pai Celeste ama-nos como um pai ama seus filhos, pois Ele conhece a nossa dependência e a nossa fraqueza física e espiritual.

 

Devemos portanto, aproveitar vantajosamente as oportunidades que nos são oferecidas nesta estação que hoje se inicia para que a próxima vinda do Espírito de Cristo nos encontre mais bem adaptados para responder com maior facilidade às poderosas vibrações espirituais com as quais seremos então banhados.

 

Concentremo-nos agora sobre Amor Divino e Serviço.

 

5. Concentração (5 minutos)

6. Cobrir o Emblema Rosacruz

7. Todos cantam o Hino Rosacruz de Encerramento

8. Proferir a seguinte exortação de despedida:

 

“E agora, queridas irmãos, que vamos partir, de volta ao mundo material, levemos a firme resolução de expressar, em nossas vidas diárias, os elevados ideais de espiritualidade que aqui recebemos, para que, dia a dia, nos tornemos melhores homens e mulheres, e mais dignos de sermos utilizados como colaboradores conscientes, na obra benfeitora dos irmãos Maiores, a Serviço da Humanidade”.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

 

 

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Ritual do Serviço do Solstício de Dezembro

RITUAL DO SERVIÇO DO SOLSTÍCIO DE DEZEMBRO

1. Preparar o ambiente com músicas elevadas

 

2. Hino Rosacruz de Abertura cantada por todos os presentes
 

3. Descobrir o Emblema Rosacruz e fazer a saudação Rosacruz:

“Que as rosas floresçam em vossa cruz”

Todos respondem:

“E na vossa também”

4. Leitura do Ritual do Solstício de Dezembro

Estamos agora no Solstício de Dezembro, tempo em que a luz do Sol definha para o hemisfério norte, onde o frio e a tristeza são intensos nesta ocasião. Mas, na noite mais longa e mais escura para aquele hemisfério, o Sol retoma o seu caminho de ascensão para o norte; a Luz de Cristo de novo nasce na Terra e todo o mundo rejubila. A onda de vida e luz espiritual que será a base do crescimento e do progresso do próximo ano, atinge o máximo de sua altura e poder. A Terra está agora mais próxima do Sol e seus raios espirituais incidem em ângulo reto sobre a superfície da Terra no hemisfério norte, promovendo a espiritualidade, enquanto as atividades físicas são mantidas em expectativa, devido ao fato de os raios solares incidirem em ângulo oblíquo sobre a superfície da Terra.
É da maior importância para o estudante esotérico conhecer e compreender as condições particularmente favoráveis que prevalecem por ocasião do Natal, mais do que em qualquer outra ocasião, de modo a poder dirigir todas as suas energias na direção espiritual, de forma a poder percorrer, com menor esforço, uma distância muito maior nessa direção.
O apóstolo deu-nos uma maravilhosa definição da Divindade quando disse que “Deus é Luz”. Por isso a palavra Luz tem sido utilizada nos Ensinamentos Rosacruzes para ilustrar a natureza divina, especialmente o mistério da Trindade na Unidade. É ensinado claramente nas Sagradas Escrituras de todos os tempos, que Deus é Um e Indivisível. Ao mesmo tempo verificamos que assim como a luz branca Una é refratada nas três cores primárias: vermelho, amarelo e azul, assim também Deus se apresenta em tríplice aspecto durante Sua manifestação, pelo exercício das três funções divinas: de Criação, Preservação e de Dissolução.
Quando Deus exerce o atributo de criação aparece como Jeová, o Espírito Santo; Ele é, então, o Senhor da Lei e da Geração e projeta a fertilidade solar diretamente através dos satélites lunares de todos os planetas onde se torna necessário fornecer corpos para os seres evoluintes.
Quando Deus exerce o atributo de preservação com o propósito de conservar os corpos gerados por Jeová sob as Leis da Natureza, Ele aparece como o Redentor, o Cristo, e irradia os princípios do Amor e da Regeneração diretamente em qualquer planeta onde as criaturas de Jeová requeiram este auxílio para se libertarem das malhas da mortalidade e do egoísmo, a fim de alcançar o altruísmo e a vida eterna.
Quando Deus exerce o atributo divino da dissolução, aparece como o Pai que nos chama de volta ao nosso lar celeste para assimilarmos os frutos da experiência e do crescimento anímico, por nós armazenado, durante o Dia da manifestação. Este solvente universal, o raio do Pai, emana então do Sol espiritual invisível.
Estes processos divinos de criação e nascimento, de preservação e de vida, de dissolução, morte e retorno ao Autor do nosso ser, vemos por toda a parte à nossa volta e reconhecemos o fato de que são atividades do Deus Triuno em manifestação.
Será que já imaginamos um mundo espiritual onde não existem acontecimentos definidos, onde não há condições estáticas, onde o princípio e o fim de todas as aventuras, de todos os tempos, estão presentes no eterno “Aqui” e “Agora”?
Do seio do Pai há uma permanente saída das sementes das coisas e acontecimentos que entram no reino do “tempo” e do “espaço”. Aí elas, gradualmente, cristalizam-se e tornam-se inertes, sendo necessária a sua dissolução para que possam dar lugar a outras coisas e a outros acontecimentos.

Não podemos fugir desta Lei Cósmica; ela aplica-se no reino do “tempo” e do “espaço”, inclusive ao próprio raio de Cristo. Da mesma maneira que os rios, cujas águas são lançadas no oceano, se enchem novamente quando as águas do mar são evaporadas e a eles retornam como chuva, para de novo correrem para o mar, num incessante fluxo e refluxo, assim também o espírito de amor está eternamente nascendo do Pai, dia a dia, hora a hora, fluindo interminavelmente no universo solar para nos remir do mundo da matéria que nos prende nas suas garras de morte. Onda após onda é assim impelida do Sol para todos os planetas, dirigindo ritmicamente as criaturas que neles evoluem.
Dessa maneira é, no sentido mais real e mais literal, um Cristo recém-nascido que nós saudamos em cada festa de Natal que se aproxima, e o Natal é o acontecimento anual mais vital para toda a humanidade, saibamo-lo ou não. Não é apenas a comemoração da data natalícia do nosso amado Irmão Maior Jesus, mas o advento do rejuvenescedor amor-vida do nosso Pai Celestial, por Ele enviado para livrar o mundo das garras mortais do inverno. Sem esta nova infusão de vida e de energia divina, cedo pereceríamos fisicamente, e todo o nosso progresso regular teria sido inútil, pelo menos no que se refere às nossas atuais linhas de desenvolvimento.
Infinita fonte de amor divino, o nosso Pai Celestial ama-nos, assim como um pai ama seu filho, pois, Ele conhece a nossa debilidade física e espiritual; Ele reconhece a nossa dependência. Por isso, estamos agora esperando confiantemente o nascimento místico do Cristo de outro ano, carregado com nova vida e amor, enviados pelo Pai para nos socorrer da fome física e espiritual que seria inevitável, não fora essa dádiva de amor anual.
Com tempo, todo o mundo compreenderá que “Deus é Espírito” e que em Espírito e em Verdade deverá ser adorado. Nada podemos fazer para que possamos retratá-lo, pois Ele não é semelhante a nenhuma coisa existente nem no céu nem na Terra.
Podemos ver os veículos físicos de Jeová circulando como satélites em torno de vários planetas; podemos ver o Sol, que é o veículo visível do Cristo; mas o Sol Invisível, que é o veículo do Pai, e a origem de tudo, aparece aos maiores videntes humanos apenas como uma oitava superior da fotosfera do Sol, como um anel de luz azul-violeta, por trás do Sol.

Porém não necessitamos vê-Lo; sentimos o Seu Amor, e este sentimento nunca é tão intenso como por ocasião do Natal, quando Ele nos dá o maior de todos os presentes: o Cristo do Ano Novo.
Toda e qualquer partícula de energia física provém do Sol visível; e é do invisível Sol espiritual que obtemos toda a nossa energia espiritual. No momento presente não podemos olhar diretamente para o Sol, se assim fizéssemos ficaríamos cegos. Podemos, porém, olhar para a luz solar refletida que vem da Lua. Assim também o ser humano não pode resistir ao impulso espiritual direto vindo do Sol e por isso esse impulso tem de ser enviado por meio da Lua, pelas mãos e por intermédio de Jeová, o regente da Lua, como Religião de Raça. Somente pela Iniciação é possível chegar ao contato direto com o impulso espiritual do Sol. Um véu pendia diante do Templo.
Dessa forma, na Noite Santa a que chamamos Noite de Natal, era costume entre os “homens sábios” (os Magos) – aqueles que estavam muito na vanguarda da humanidade comum – chamar aqueles que também se preparavam para se tornar sábios e conduzi-los à iniciação, no interior dos Templos. Levavam-se a efeito certas cerimônias e os candidatos entravam em transe. Nesse tempo não seria possível a iniciação em estado de vigília; tinha que ser cumprida em estado de transe.
Quando a percepção espiritual despertava nos candidatos, estes podiam ver através da Terra; não viam nenhum detalhe, mas a Terra tornava-se transparente e eles viam o Sol do outro lado da Terra, viam o que se chamava a “A Estrela da Meia-Noite”.
Posteriormente foi possível ao ser humano receber o impulso espiritual mais diretamente, e quando chegou a ocasião em que o Espírito de Cristo pôde ser admitido na Terra – através da nossa evolução, um Raio do Cristo Cósmico veio até nós e encarnou-se no corpo do nosso irmão Maior Jesus. Foi assim que veio o Espírito de Cristo, o ponto de partida do impulso espiritual direto.
Exotericamente o Sol tem sido considerado desde tempos imemoráveis como o doador de vida, porque a multidão era incapaz de ver a grande verdade espiritual existente por trás desse símbolo material. No entanto, para além daqueles que adoravam o corpo celeste que viam com os olhos físicos, havia também, e ainda hoje há, uma pequena, porém crescente minoria, um sacerdócio consagrado mais pelas ações retas do que pelo ritual, que via e vê as verdades espirituais, essas verdades sob a forma de cerimonial, cerimonial esse que mudava de acordo com o tempo e com o povo a que era destinado. Para esses, a lendária Estrela de Belém brilha todos os anos como o Sol Místico da Meia-Noite que penetra nosso planeta no Solstício de Dezembro e logo começa a irradiar, do centro do nosso globo, a Vida, a Luz e o Amor, os três atributos divinos. Estes raios de força e de esplendor espiritual enchem nosso globo com luz celestial que envolve todas as criaturas sobre a Terra, da menor à maior, indistintamente.
Nesta Noite Santa da qual acabamos de falar, quando o Cristo nasce, como um Sol, para iluminar a nossa escuridão, a influência espiritual é mais forte e pode ser atingida com muito maior facilidade. Esta é a grande verdade encoberta pela Estrela da Noite Santa, que iluminava a noite mais escura e comprida do ano – para o hemisfério norte (Esta noite mais escura e mais longa simboliza também o desesperado estado de alma daquele que procura a iniciação).
Quando o Cristo aqui chegou, alterou as vibrações da Terra e desde então continua a alterá-las constantemente. Cristo rasgou o “Véu do Templo”. Ele tornou o Santo dos Santos – o lugar da iniciação – acessível a “todo aquele que quiser”.
Desde então não houve mais necessidade de transe; não é mais necessário provocar estados subjetivos com o propósito de conseguir a iniciação. Todo aquele que quiser penetrar no Templo para se iniciar, fá-lo-á em estado consciente.
Na Ordem Rosacruz, os nove mistérios menores, ou Iniciações Menores, referem-se somente à evolução da humanidade durante o Período Terrestre; o quinto grau desses Mistérios conduz o candidato ao final do Período Terrestre quando a humanidade gloriosa estará assimilando os frutos desse Período, retirando-os dos sete Globos nos quais evoluímos durante cada dia de manifestação, para transportá-los ao primeiro dos cinco globos obscuros que constituem nossa vivenda durante a Noite Cósmica. Depois de ter visto o fim, no quinto grau, o candidato é informado sobre os meios pelos quais este final será atingido no decorrer das três Revoluções e meia que faltam para completar-se o Período Terrestre; os quatro graus restantes são dedicados à iluminação do candidato a esse respeito. O nono ou último desses graus é atingido nos solstícios de junho e de dezembro, tendo o candidato, por essa ocasião, obtido acesso a todas as camadas ou estratos da Terra.
Este é o grande destino que está reservado a cada um de nós. Disse o Cristo aos Seus discípulos: “Aquele que crer em Mim, fará as coisas que eu faço… e ainda maiores”. É um fato sublime sermos nós Cristos em formação; quanto mais cedo nos convencermos que devemos dar nascimento ao Cristo Interno antes de podermos ver o Cristo exterior, mais depressa chegará o dia da nossa iluminação espiritual. Cada um de nós será, oportunamente, conduzido pela Estrela até ao Cristo, mas é necessário acentuar que não seremos conduzidos a um Cristo exterior, mas ao Cristo que está no Interior.

“Embora Cristo possa nascer mil vezes em Belém,
Se não nascer dentro de ti, tua alma continuará extraviada”.

5. Concentração (5 minutos)

 

6. Cobrir o Emblema Rosacruz

 

7. Todos cantam o Hino Rosacruz de Encerramento

 

8. Proferir a seguinte exortação de despedida:

“E agora, queridas irmãos, que vamos partir de volta ao mundo material, levemos a firme resolução de expressar, em nossas vidas diárias, os elevados ideais de espiritualidade que aqui recebemos, para que, dia a dia, nos tornemos melhores homens e mulheres, e mais dignos de sermos utilizados como colaboradores conscientes, na obra benfeitora dos irmãos Maiores, a Serviço da Humanidade”.

“Que as rosas floresçam em vossa cruz”