Categoria Estudos sobre Música

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A Canção do Ser

A Canção do Ser

A música é a canção do ser, cantada por Deus, o Mestre Supremo, através do tempo e do espaço. O primeiro versículo do Evangelho de São João revela a importância do tom ou música em nossa criação ou evolução espiritual, pois as palavras: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”, podem ser interpretadas desta forma: “No princípio era a Música e a Música estava com Deus e a Música era Deus”, pois São João ao usar o termo o ‘Verbo’, sugere tom ou vibração harmoniosa e toda vibração ou tom harmonioso pode se chamar de música. Esse foi o Fiat Criador que fez com que o mundo existisse.

O Deus de nosso Sistema Solar se manifesta em três aspectos: Vontade, Sabedoria e Atividade.

A vontade de Deus trouxe à existência a melodia ou o tom: depois, em Sua Sabedoria, harmonizou esta melodia em forma e depois, por Sua Atividade, fez que esta forma do tom se fizesse movimento ou ritmo, pulsando com rítmica cadência a tudo o que vive e se move.

De modo que através da Criação tudo canta, tudo é música, ou foi criado por ela. Assim sucede com o compositor quando toma uma melodia, harmoniza-a e lhe dá ritmo, fazendo que sua composição seja uma reprodução infinitesimal de criação do arquétipo todo poderoso de Deus.

O “Conceito Rosacruz do Cosmos” diz que as formas que vemos ao nosso redor são sons-figuras cristalizadas das forças arquetípicas que trabalham no Mundo Celeste. Quão ignorante encontra-se a humanidade, em sua quase totalidade, sobre o fato de que o mesmo veículo em que cada qual funciona e vive neste mundo físico, foi construído por meio da música na Região do Pensamento Concreto! Sem essa música nós não teríamos um Corpo Denso no qual funcionar neste mundo físico, ainda que a maior parte das pessoas sejam ignorantes desta realidade e pensem que a música seleta é somente para os poucos escolhidos que a compreendem. Algum dia, em algum renascimento, cada um de nós teremos que despertar as vibrações dessa música, teremos que nos fazer conscientes de seu poder etéreo e espiritual. Antes de que tenhamos terminado de viver na Terra através de seus diferentes períodos, teremos que nos tornar músicos, pois teremos em nosso esquema de evolução que nos converter em criadores de verdade por meio do som e da palavra para podermos emanar o tom do Fiat Criador. Isto teremos que fazer para complementar nosso destino.

Existem três classes de seres humanos que não são músicos, mas ocupam uma escala diferente dentro desta possibilidade.

Primeiro: os que manifestam abertamente que a música não lhes interessa para nada; em seu estado presente, estes seres ficam fora de nossa consideração por enquanto.

Segundo: aqueles que manifestam certa inclinação e a escutam com agrado, mas dizem que não a entendem; para estes há uma esperança de que cheguem a ser músicos num futuro próximo.

Terceiro: os que ainda sem ser músicos, todavia, mostram uma grande ansiedade por ela e frequentam os lugares de concerto para escutar com verdadeira devoção; estas pessoas acham-se muito próximas de alcançar o talento musical. Elas despertaram em vidas passadas algum interesse musical, aumentando-o até certo grau e convertendo-se em amantes intensos de sua sublime beleza. Estes seres, através da sublimada essência acumulada, poderão tocar repentinamente algum instrumento musical, ou faculdade para cantar. Desenvolverão assim este talento por várias vidas até converterem-se em criadores de música, isto é, em compositores. Então, começam a penetrar mais além do físico, afinando-se às vibrações musicais do Segundo Céu, a Região do Pensamento Concreto, especialmente durante a vida que existe entre os renascimentos.

Existe um regozijo na criação da música que é somente comparável com uma coisa: a Iniciação Mística. Ela é em sua própria expressão, um grau menor desta Iniciação, quando o compositor se torna o suficientemente avançado para compor grandes obras; chega, então, às vibrações Cósmicas mais elevadas que as que alcança o compositor ordinário e neste exaltado estado, encontra-se mais perto de Deus, assim como o Iniciado Místico está mais perto de Deus que o ser humano ordinário. Quando o compositor penetra nestas elevadas vibrações do Segundo Céu, está escutando realmente a palavra de Deus. A verdade está ainda a uma grande distância, mas já se encontra em grande adiantamento em sua evolução, uma posição conquistada com o esforço de muitas vidas; não um privilégio como muitos creem, mas uma recompensa ao trabalho empreendido.

É certo que o escultor, o poeta e o pintor também se afinam às vibrações celestiais, mas as vibrações que eles empregam situam-se na Região mais elevada do Mundo do Desejo, conhecida como Primeiro Céu, enquanto que os músicos vão mais alto, ou seja, à Região do Pensamento Concreto, no Segundo Céu, onde o tom é o originador da cor e da forma. Assim, de todas as artes e credos em questões de arte, a música e o músico são os que chegaram mais alto e, portanto, é a mais elevada expressão da vida da alma que temos em nossa existência e é lógico pensar que tem uma mais refinada influência sobre o Corpo de Desejos que qualquer outra das partes. Como diz Max Heindel: “Não há outra classe superior à do músico. A ele corresponde a mais alta missão, porque como um modo de expressão para a vida da alma, a música reina suprema”. Também diz: “Somente na Região do Pensamento Concreto, onde os arquétipos de todas as coisas se unem no grande coro celeste de que falou Pitágoras: A harmonia das esferas; encontramos a verdade revelada em toda sua beleza”. Vemos, portanto, que é ali, naquela Região da Verdade em toda sua beleza, onde se acha o lugar da música.

Pergunta-se por que, se a música é tão bom estímulo para o crescimento espiritual, frequentemente encontramos músicos cujas vidas, no sentido moral e ético, não estão de acordo com suas habilidades artísticas. Acredita-se que um músico devesse se encontrar, em todos os aspectos, ao nível de seu gênio criador, mas não é assim. A razão disto é que os gênios dedicaram o melhor de suas vidas passadas ao desenvolvimento da música exclusivamente, abandonando outras fases morais da vida e outros detalhes importantes. Assim, gravando constantemente esta devoção em seus átomos-semente espirituais e os desenvolvendo mais e mais em cada vida, fica tão profundamente impressa que a pode expressar nos planos superiores musicalmente, apesar de suas deficiências gerais em muitos outros aspectos humanos.

Na vida que segue à morte finalizar sua existência na Região inferior do Mundo do Desejo, onde o ser purga seus erros da vida passada, o ser humano ascende ao Primeiro Céu para receber a recompensa das ações de sua vida anterior. Então, purifica-se e está pronto para gozar do descanso que existe entre renascimentos.

Ao deixar o Primeiro Céu, encontra-se envolto em uma beatífica quietude, uma paz absoluta, tão perfeita e completa que é difícil explicar.

Pela primeira vez, desde que começou seu último renascimento, goza a plenitude desta paz, que o absorve todo.

Todos conhecemos a paz que pode existir neste mundo físico, até certo ponto, mas quando o Ego chega a este Segundo Céu percebe pela primeira vez o verdadeiro sentido do termo PAZ, ainda que sem nenhum de seus sentidos, pois já não os necessita.

Quando seu espírito se banha nesta profunda tranquilidade e absorve da mesma tudo o que é capaz, segundo seu alcance espiritual, encontra-se pronto para as atividades do Segundo Céu. O fato de ter desenvolvido no passado sua capacidade musical o recompensará grandemente, porque suas experiências neste reino estão todas relacionadas com sua capacidade para compreendê-la.

A partir daí começa a preparação para seu próximo renascimento por meio da absorção espiritual.

No umbral do Segundo Céu é despertado o estado de paz e quietude, no qual está submerso por meio do som da música perfeita. Conforme cruza este umbral, entra no lugar de trabalho de Deus, envolto neste maravilhoso som da música. Para o músico, principalmente, este é o paraíso perfeito.

O Segundo Céu está situado na Região do Pensamento Concreto; todo pensamento aqui é uma expressão do som. Tudo o que existe chega à existência por meio do som. É a vibração de vida, ritmo pulsante, melodioso e harmonioso.

Este Reino molda todas as coisas e lhes dá forma: as rochas, areias, flores, aves, animais e o ser humano. Aqui o Ego é recebido pela música mais sublime que possa experimentar, algo que transcende a tudo que tenha escutado na Terra. Este é o paraíso dos compositores, onde podem se entregar ao sonho do som vívido, como sonhava na Terra sem o lograr.

Se deseja renascer como músico, prepara-se para isto enquanto está neste Reino. Aprende a desenvolver o sentido do ouvido, mãos e nervos que sejam super sensitivos. Para isto, é ajudado pelas mais elevadas Hierarquias.

Max Heindel nos diz que a habilidade musical depende do ajuste dos canais semicirculares do ouvido e que é necessário não só ter o ajuste apropriado destes canais, mas que também há que ter extremadamente delicadas as “fibras de corti”, das quais existem umas dez mil no ouvido humano, sendo cada uma capaz de interpretar umas vinte e cinco gradações de tom.

Estas fibras no ouvido da maioria das pessoas não respondem a mais de três ou dez das possíveis gradações. Um músico ordinário não possui mais de quinze sons em cada fibra, mas o mestre musical requer uma categoria superior. Portanto, é fácil compreender porque os Mestres das mais elevadas Hierarquias ajudam o músico, especialmente o compositor, durante o tempo em que se encontra construindo seu arquétipo para seu próximo corpo físico, como diz Max Heindel: “o mais alto grau de seu desenvolvimento, torna-o merecedor, além de requerer ajuda, e o instrumento por meio do qual o ser humano se faz sensível à música é o órgão mais perfeito do corpo humano”.

O ouvido do ser humano começou seu desenvolvimento no Período de Saturno, de modo que é o mais perfeito do tempo presente.

Enquanto pode compor esta música perfeita quando se encontra no Segundo Céu, o compositor não pode expressá-la com a mesma pureza neste plano físico, pois se encontra impelido pelas baixas vibrações do Corpo Denso e a Mente não pode alcançar até as mais altas regiões do som.

Não obstante, com o tempo chegaremos tão alto em nossa evolução que poderemos vibrar facilmente com esse mundo e expressar seus sons em nossas vidas diárias. É a música a que faz o arquétipo individual e quanto mais desenvolvemos esse sentido, mais glorioso é o tom e a harmonia que o criam.

A nota-chave individual do corpo humano situada na parte de trás da cabeça é um tom, um definido tom musical, que constrói e mantém unida a massa de células que compõem nosso corpo.

Quando nos submergimos na música, ela permanece entre nós e as coisas desagradáveis da vida, a sordidez do materialismo que geralmente oprime nosso coração, diminui por meio do toque gentil da música.

É um grande tônico para os nervos. Se alguém se sente cansado e esgotado e deixa seu corpo em repouso para escutar música clássica seleta, as vibrações do corpo podem, em uns poucos momentos, elevar-se e desfazer a fadiga.

Quando aprendermos a usar a música em sua relação apropriada como nossos distintos veículos: Mente, de Desejos, Vital, por meio do Corpo Físico ou Denso, não necessitaremos mais de medicinas para nos curar.

Em Deus tudo é Melodia, Harmonia e Ritmo, porque os pensamentos de Deus são todos Melodia; as criações de Deus são Harmonia e os movimentos (ou gestos) de Deus. Se Deus emprega a música como meio criador, porque não havemos de imitá-lo, empregando-a para formar nosso Eu Superior espiritual?

Max Heindel diz: “Sobre as asas da música a alma podo voar do mesmo trono do Deus, onde o mero intelecto não pode chegar”.

Temos estas inspiradas mensagens que nos foram dadas para nossos corações e para nosso estimulo, sem ter em conta qual seja o grau de interesse presente pela música.

A música é sempre um aliciante para a alma e para apressar a formação de uma maior consciência.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – jan/fev/88)

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A Música arrancando o Véu das nossas Limitações Mortais

A Música arrancando o Véu das nossas Limitações Mortais

A música contém, em sua expressão, toda a gama da evolução. Ela se levanta das névoas da antiguidade, desenvolve-se com as diversas épocas e revela um futuro de infinitas e gloriosas realizações. Vai ao fundo do ser humano desde o começo dele, e guarda, em suas mensagens esotéricas, a história da semente e do broto que germinam, do pecíolo, da folha e do botão que desabrocham e do aperfeiçoamento da maravilhosa flor.

Com a humanidade ela alcança seu destino glorioso de espiritualidade, completamente desabrochada.

A música vivifica a parte mortal do cérebro e faz com que a mente superior desça para tocar a mortal. Ela verte, das alturas de onde se encontra, beleza, harmonia e glória em nossas vidas no mundo. É uma benção sublime que nos foi dada para que ouçamos, em suas harmonias, os segredos de nossa natureza divina, enquanto ainda somos mortais, para que vejamos as estrelas da glória futura, mesmo que ainda estejamos na escuridão da noite mortal, para que possamos, enquanto ainda só humanos, obter uma visão distante e vaga que seja, daquele estado superior, a meta de todos os seres, a glória, a magnificência e a realidade daquilo que está tão próximo de nós, uma parte de nosso próprio ser, embora escondido pelas limitações mortais. A música arranca esse véu e revela um pouco dessa glória. O ser humano percebe isso até certo ponto e assim procura a música e ama as supremas qualidades de sua natureza, fundindo-a à sua própria alma.

(Traduzido – Rays from the Rose Cross e publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/86)

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Música – a Divina Essência Criadora

Música – a Divina Essência Criadora

“No princípio era o Verbo”. Assim o Cosmos começou a emergir do Caos, assim também surgiu o nosso Universo. Por meio do Verbo e da Palavra, do Som, da Música são dirigidas as inumeráveis estrelas que pontilham o espaço celeste, e mantêm-se em equilíbrio os Planetas que giram em torno do Sol.

Há muito tempo que Pitágoras referiu-se à “Música das Esferas”, afirmando tratar-se de um fato real, pois cada Planeta emite sua própria música, harmoniosa e sublime. Pitágoras atribuiu a cada Planeta uma nota particular e comparou a distância entre eles com os tons e semitons, produzindo em conjunto as sete notas da escala.

Toda a escala evolutiva de nosso Sistema Solar relaciona-se com as sete notas e um terço da oitava do teclado do piano, tendo esse terço da oitava uma importância vital.

O arquétipo de cada ser humano é constituído mediante a sonoridade formosa dessas tonalidades celestiais. O Ego, quando principia o ciclo de uma nova existência deixa o Terceiro Céu, entrando na Região do Pensamento Concreto, onde a música das esferas movimenta os Átomos-sementes dos seus futuros Veículos. Os tons dessa música formam linhas de força e vibração que, mais tarde, atraem e agrupam as substâncias do Mundo Físico em uma determinada forma, assemelhando-se às figuras geométricas formadas quando se passa um arco de violino pela borda de um prato de bronze ou de cristal onde se encontra espalhada uma pequena quantidade de pó fino.

Todos os Planetas cooperam nessa obra de construir o arquétipo, porém, aquele que vibra de um modo particular, em sintonia com o Átomo-semente, converte-se no regente da vida, e os tons de todos os demais Planetas são controlados por ele. Durante os períodos de formação do arquétipo, nem todos os tons emitidos pelos Planetas, mediante os diferentes aspectos que formam, são utilizados pelo Átomo-semente; somente aqueles que o próprio Ego, mediante seu labor em vidas anteriores, colocou em vibração com o arquétipo, donde concluímos que a nota-chave de cada ser humano é inteiramente individual.

Nesta exposição, embora resumida, mostramos o valor incalculável e maravilhoso que possui a música como terapêutica.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/67)

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Musicoterapia: Correlação da Música com a Astrodiagnose

Musicoterapia: Correlação da Música com a Astrodiagnose

Pitágoras ensinava que o Sistema Solar é um poderoso instrumento musical; que os 12 Signos zodiacais podem ser comparados aos semitons da escala cromática; que os Planetas constituem as sete notas da escala diatônica. Cada Signo responde a certo tom. Alguns sons combinam entre si e formam acordes harmoniosos; outros são antagônicos e produzem acordes desarmoniosos. Do mesmo modo como existem acordes harmoniosos e desarmoniosos; intervalos consonantes e dissonantes; assim também, segundo os ângulos que mantem entre si, para o observador na Terra, os Astros nos céus e os Signos do Zodíaco apresentam combinações harmoniosas e desarmoniosas, em seus efeitos sobre nós.

Dissemos que cada Signo responde a certa tonalidade musical. Eis a relação:

Signo de Áries…………: Ré Bemol Maior;
Signo de Touro ……..: Mi Bemol Maior;
Signo de Gêmeos……: Fá Sustenido Maior;
Signo de Câncer …….: Sol Sustenido Maior;
Signo de Leão………..: Lá Sustenido Maior;
Signo de Virgem…….: Dó natural Maior;
Signo de Libra………..: Ré Maior;
Signo de Escorpião…: Mi Maior;
Signo de Sagitário….: Fá Maior;
Signo de Capricórnio.: Sol Maior;
Signo de Aquário…….: Lá Maior;
Signo de Peixes………: Si Maior.

Se você escolher música finas, nessas tonalidades, poderá amenizar e até curar enfermidades relativas a cada Signo. Tocando-as suavemente, com o paciente relaxado, a musicoterapia tem efeito indiscutível. Referimo-nos a música finas, que abrangem os três elementos musicais: Melodia, Harmonia e Ritmo, em equilíbrio, tais como nas obras de Bach, Beethoven, Wagner, Mozart, Haydn, Brahms e tantos outros conhecidos. Os três elementos musicais se referem aos três atributos do Espírito, herdados de Deus; e aos três veículos:

• Melodia – Pai – Vontade-Poder: Mente

• Harmonia – Filho – Amor-Sabedoria: Corpo de Desejos

• Ritmo – Espírito Santo – Moção- Atividade: Corpo Denso (o físico).

Os solos de voz humana e de instrumentos de sopro ligam a melodia à Vontade. Os antigos gregos desenvolveram ao máximo essa ligação, chegando à sensibilidade de quartos de tons. Os instrumentos de corda e os corais ligam a harmonia ao Amor-Sabedoria. Os instrumentos de percussão ligam o Corpo físico à Moção-Atividade. A Harmonia é uma conquista da renascença. O mero ritmo é próprio dos povos primitivos e bárbaros. Um bom exemplo da influência do ritmo sobre o Corpo eram as danças guerreiras que incitavam os primitivos ao combate. Outro bom exemplo é o carnaval.

Portanto, a influência da música é global quando completa em seus elementos. Atinge os aspectos espiritual e corporal do ser humano, abrangendo-lhe a complexidade do ser. Essa influência é muito mais positiva e definida do que pode parecer. Ainda há pouco tempo, a parapsicologia fez experiências nesse sentido, com as plantas. Numa estufa submeteu algumas orquídeas ao efeito da música moderna, com predominância rítmica e muitos acordes dissonantes. Noutra estufa, mais ou menos distante, submeteu orquídeas da mesma classe a música fina.

Resultado: as primeiras orquídeas murcharam sobre si mesmas, arrasadas pelo efeito da música moderna. As segundas ficaram mais fortes e formosas sob o efeito da música elevada.

Relação dos Signos com as enfermidades:

ÁRIES – Ré bemol Maior
Nevralgias, insônia, congestões cerebrais, febres do cérebro, calvície, dores-de-cabeça, vertigens, afecções dos olhos, dores de dentes e flegmão ou fleimão.

TOURO – Mi bemol Maior
Bócio (papo), difteria, laringite, tonsilite ou amigdalite, crupe ou garrotilho, pólipos, anginas, inflamação das glândulas da garganta e apoplexia.

GÊMEOS – Fá sustenido Maior
Bronquite, asma, pneumonia, consunção, pleurisia, sangue corrompido, afecções nervosas, anemias.

CÂNCER – Sol sustenido Maior
Indigestões, dipsomania, catarros gástricos, hipo, flatulências, hidropsia, escleroses.

LEÃO – Lá sustenido Maior
Afecções cardíacas, angina do peito, ataxia locomotora, hiperemia, afecções da coluna, meningite medular e 
febres.

VIRGEM – Dó natural Maior

Peritonite, desnutrição, disenterias, cólicas, prisão de ventre, diarreias, cólera, tifo, apendicite e solitária (tênia)

LIBRA – Ré Maior
Enfermidade de Bright, lumbago da urina, nefrite, cálculos renais e uremia.

ESCORPIÃO – Mi Maior
Sífilis, hérnias, fraturas, cálculos e areias, escorbuto, fístulas, hemorroidas, enfermidades uterinas, estreitamento da uretra e da próstata, catarro nasal, enfermidades na mucosa e na cartilagem do nariz.

SAGITÁRIO – Fá Maior
Ataxia locomotora, ciática, lumbago, reumatismo, enfermidades dos quadris e acidentes musculares.

CAPRICÓRNIO – Sol Maior
Eczema, erisipela, lepra, deslocamentos de ossos e joelhos fracos.

AQUÁRIO – Lá Maior
Veias varicosas, inflamação dos tornozelos, dores nas pernas, enfermidades nervosas, sensibilidade na pele.

PEIXES – Si Maior
Calos, gota, deformidade dos pés e dos dedos, tumores e hidropisia.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 07/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Musicoterapia: pratique e usufrua dessa mais bela e emocionante expressão da Arte

Musicoterapia: pratique e usufrua dessa mais bela e emocionante expressão da Arte

A música é, sem dúvida, uma das mais belas e emocionantes expressões da Arte. Vai além seu mérito. Desde remotas eras consideravam-na agente de cura. Afirmam-no a ciência e os especialistas. Trata-se, inclusive, de matéria destacada no currículo dos Conservatórios de canto orfeônico, embora desperte sensível interesse em meios médicos, psiquiátricos, universitários em geral.

Voltemos às páginas do tempo. Na Bíblia, em Samuel 16:23, vemos que as melodias de Davi devolveram a saúde ao rei Saul. Os seguidores de Pitágoras acreditavam que certas tonalidades da música e o som de determinados instrumentos tinham influência sobre o estado de alma dos indivíduos. Sabe-se, ainda, que a crença nas forças mágicas da música manifestou-se, de modo curioso na Grécia antiga. Das doutrinas secretas dos sacerdotes que, ao mesmo tempo eram médicos e haviam incluído a música em seu sistema de tratamento, assim como das cerimônias estáticas do culto de Dionísio, que era acompanhado de música, desenvolveu-se a “doutrina ética musical” grega. Entendia-se por Etos um estilo musical, não só o caráter total em geral, mas também sua faculdade de influir no equilíbrio corporal e psíquico do ser humano. Uma gravura antiga (1642), original de Bruegel, mostra epiléticos procurando a cura. Dançando, dirigem-se à igreja. O Jesuíta Atanásio Kircher, filólogo, geógrafo, físico, matemático e teórico musical (1602-1680) nos legou, em vários trabalhos, manancial curiosíssimo sob o ponto de vista da musicoterapia.

Indígenas brasileiros e africanos valeram-se e se valem, ainda, da música como recurso mágico-curativo. Assim afirmam trabalhos especializados sobre problemas técnicos afro-ameríndios.

Acreditava-se, no século XVII, que a música influía apenas, na parte psíquica. André Tissot e J. Charles Desessarts, naquela época, após estudos aprofundados, foram os pioneiros em afirmar as possibilidades curativas da música mesmo nas enfermidades do corpo físico. Tais conhecimentos aperfeiçoaram-se comprovando a importância da atuação da música na mente e no corpo.

Há médicos que apoiam a ideia de estudos de canto como preventivo à enfermidade do pulmão, pois obriga à respiração correta, favorecendo a circulação do sangue. A musicoterapia, entre nós, tem sido usada pelo prof. Carvalhal Ribas e outros especialistas, com êxito, em doenças nervosas. Daí afirmamos que favorece o reequilíbrio e o estímulo emocionais, dominando várias enfermidades, quando bem aplicada.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Sinfonia Anual: a música silenciosa

Sinfonia Anual: a música silenciosa

Pode o leitor imaginar música silenciosa? Sim, é essa provavelmente a melhor forma de descrevê-la, se tentarmos compará-la com os vulgares sons do mundo e dos sentidos físicos, pois essa música nunca pode ser ouvida por aqueles que se encontram limitados ao plano físico. Contudo, é sem dúvida uma realidade, e é possível entrar em contato com ela se tivermos desenvolvido um pouco os nossos sentidos mais elevados. Nada existe criado que não esteja continuamente fazendo soar a sua tônica especifica, reunindo todas as suas partículas.

Essa nota tônica é um som musical que deve a sua origem à Palavra dita por Deus.

Esta música silenciosa — sentimo-la tão suavemente, como o som de uma distante melodia lentamente se tornando realidade! Certamente nos espantaria se não fosse a sua indescritível beleza e a sua nunca ultrapassada consonância de sons.

E depois, também, parece não vir de parte alguma — contudo, encontra-se em toda a parte. Sua origem é a revivificante força da vida anualmente desprendida pelo grande Espírito Cristo, d’Ele próprio, quando se extingue o ano velho e o novo ano nasce alegremente.

As suas meias-vozes são os suspiros do ano que finda, ao dar lugar ao novo.

Os seus sons elevados expressam a liberdade da revivificante força da vida, tão generosamente dada a toda a criação. A melodia entoa o poder protetor do Pai, dando sentido a toda a criação concedendo a vontade necessária para fazê-la fruir nesse sentido. As incitantes palpitações desta música silenciosa entoam o harmonioso chamamento de amor de Cristo, envolvendo tudo o que se encontra dentro da Sua amorosa proteção, do ser mais elevado ao mais humilde, a todos igualmente saudando: “Vinde a mim, todos vós que lutais e suportais uma pesada carga, e Eu vos darei repouso… Pois o meu jugo é suave e a minha carga é leve”.

Há, também, um movimento rítmico para diante que por toda a parte demanda ação, expressando-se por uma ordenada manifestação. Criação por toda a parte, criações novas e aperfeiçoadas substituindo o que é velho e já não tem valor na economia da natureza — vibração rítmica, incessante, avançando sempre em frente, sempre construindo tudo o que existe.

Mas escutai! Gradualmente, o tema sinfônico vai-se modificando; o tom é mais elevado, mais coercivo; arrebata e redemoinha; subitamente, a força da vida despertada em seres adormecidos brota impetuosamente num glorioso panorama de cor, vida e beleza, enquanto os negros portais da prisão da Terra se abrem de par em par, e se ergue um Cristo radioso para saudar a nascente órbita do dia. Manhã de Páscoa, e o prelúdio à vida renovada entoada pelos espíritos da natureza vão-se modificando enquanto o Cristo vivo começa lentamente a elevar-se.

A música, suave e lenta, ganha volume e tempo, enquanto as hostes angélicas, que literalmente enchem o ar permeado de Éter, se lhes sobrepõem. Soa uma oitava mais alta, e o poder, beleza e ação da música intensificam-se, sem, todavia, perder nada de delicadeza da execução.

O tema, flutuando em frente e para cima, sugere um sentimento de delicadeza, adaptabilidade, inocência, bondade, paz, amparo afetuoso, tudo qualidades inatas das hostes angélicas, delas fluindo em sons musicais, vibratórios, entrelaçando-se em inúmeros desenhos formados pela combinação de harmoniosos sons.

Desejaríamos deter-nos aqui e sentirmo-nos parte de toda esta maravilhosa harmonia, mas já uma modificação se opera no tema sinfônico. O Espírito Cristo chegou ao Mundo Celestial e as hostes arcangélicas cercam-No de um harmonioso poder vibratório que agita a alma e que se expressa em inúmeras cores que coruscam e cintilam com uma estonteante rapidez, formando indescritíveis desenhos de formas celestiais. Aqui, o som torna-se cor, e a cor torna-se som, interpenetrando-se e intercambiando-se num todo vasto, vibrante, que glorifica e vivifica todas as coisas tocadas pelo seu incessante movimento. A avassaladora sinfonia se expressa agora em formas de arte, altruísmo e filantropia, em tão estranhas cores e sons como só esta tão elevada região pode produzir. Esta música desenvolve no individuo a capacidade artística enquanto se encontra neste Primeiro Mundo Celestial, entre as encarnações no plano físico, despertando o altruísmo, expresso em filantropia.

Não obstante sentirmo-nos já maravilhados, o grande Espírito Cristo eleva-se mais alto, e alcança a região da pura música, o Segundo Mundo Celestial, onde são feitas as formas arquetípicas de tudo o que existe neste mundo, por meio do poder e harmonia incorporados na Palavra de Deus. Aqui, os sons vibratórios da Música das Esferas introduzem na grande sinfonia o seu poder construtivo e as suas harmonizantes vibrações, e o alcance do tema aumenta, indo para além do espaço ilimitado, glorioso, supernal, divino, transformando ideias em formas e colocando notas tônicas da grande escala arquetípica, de acordo com as missões que lhes são destinadas. Aqui, por meio do poder incorporado na Palavra, padrões vivos, vibrantes, não só constroem, mas também sustêm todas as formas materializadas do mundo físico.

Enquanto nós, sustendo a respiração, ouvimos e meditamos no estupendo alcance do plano divino, o grande Espírito eleva-se ainda mais alto, e os poderosos sons fundem-se numa grande, gloriosa unidade, no mundo de Cristo, a Região do Espírito da Vida, e num esmagador, supernal acorde musical, ouvimos a voz de Cristo ascendido, a personificação do amor, proferir, em tons da mais suave música celestial, “Consummatum est” (Foi consumado). E, enquanto as últimas e arrebatadoras notas flutuam para além do espaço visível, aparece uma visão apenas vista pelos seres humanos bons. É o glorificado, compassivo Cristo, penetrando na Região do Espírito Divino, o verdadeiro lar do Pal. Quem, vendo-O ao longe, for ao Seu encontro, certamente louvará as palavras encantadas: “Tu és o meu amado Filho, no qual eu tenho muita satisfação”.

Insuspeita por muitos, no alto do Pai, uma melodia ainda mais sublime se faz ouvir, em preparação para ser trazida à Terra por Cristo no seu próximo momentoso regresso, por altura do Natal, para aqui desprender novamente o seu formidável poder construtivo, beneficiando todas as criaturas. Se esta harmonia celestial deixasse de vibrar por um só momento, todo o Sistema Solar seria destruído, mas tal não pode suceder, pois a sinfonia celestial é tão duradoura como o próprio Deus. A Palavra musical criadora e a harmoniosa enunciação de cada sílaba consecutiva é que marcam os sucessivos graus na evolução do mundo e do ser humano.

Além disso, quando a última sílaba tiver sido pronunciada e a Palavra completa tiver soado, teremos alcançado a perfeição como seres humanos e uma duradoura união com o Criador do plano divino, para nos tornarmos membros permanentes do grande coro orquestral cujo Diretor e Guia é Deus. Então, não só ouviremos a música divina, melodiosa, infinita, como seremos também um em verdade com o grande e harmonioso poder criador de Deus.

Poucos conhecem o fato de que o poder e a harmonia da Música das Esferas são a base de toda a evolução. Sem ela não existiria progresso. Poucos são que presentemente compreendem que uma vez os ouvidos humanos se tenham sintonizado com essa grande sinfonia celestial, o ser humano terá a “chave” de todo o progresso, e a sinfonia anual da Páscoa será para ele uma alegria antecipada, demasiado grande para ser expressa por palavras mortais. Então, verdadeiramente, o seu eu espiritual proclamará: “Glória a Deus nos céus”.

(Publicado na revista Serviço Rosacruz de março/72 – Fraternidade Rosacruz – São Paulo – SP)

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Ouça mais Música e Viva Melhor

Ouça mais Música e Viva Melhor

Não há um só escrito deixado pelos médicos da Antiguidade que não prescreva um verdadeiro “tratamento musical” para cada uma das mais diversas doenças que então acometiam o ser humano. Cornélio Célio, o mais procurado dos médicos romanos do tempo da Augustos, seguindo os ensinamentos de outros mestres das artes de curar como, por exemplo, Empédocles e Teofrasto, receitava audições musicais como sedativo para os nervos.

Na Grécia, a música era remédio de todos os momentos. Ateneu de Abaléia, também famoso, reunia músicos para curar, com audições de melodias suaves, aos que sofriam de gota e de dores ciáticas. Outro doutor, Célio Aureliano, chegou a ensinar que as próprias feridas fechavam sob os influxos benéficos de certas músicas e de certos instrumentos musicais.

A História e a Mitologia copiaram a Medicina (ou inspiraram a Medicina?). O grande poeta, Homero, no poema imortal Ilíada, conta que os ferimentos provocados por um javali no herói Ulisses foram curados graças aos efeitos balsâmicos de certa música dotada de qualidades mágicas.

Os árabes tiveram grandes médicos, sua civilização distinguiu-se no período áureo pelo número de bons doutores e pelos cuidados que sempre demonstraram pela saúde. Pois eles acreditaram, mais do que qualquer outro povo, na eficácia dos sons sobre as disposições corporais, na prevenção e no combate às doenças. Para eles, o instrumento musical chamado alaúde era um grande meio de cura. Acreditavam que “cada uma das quatro cordas do alaúde tinha correspondência, respectivamente, com os quatro elementos fundamentais – Fogo, Ar, Terra e Água – que, por sua vez, se relacionavam com os quatro temperamentos: fleumático, melancólico, sanguíneo e colérico.

Vibrando as cordas correspondentes, pretendiam obter a cura dos males que afligiam os doentes de cada categoria” – conforme a descrição feita desse método de cura por Mario Newton Filho.

A Música comparece aos atos religiosos desde os primeiros dias do ser humano sobre a Terra. Acreditavam que a doença e morte fossem obra de demônios, os quais poderiam ser mantidos à distância graças a eficiência de alguns sons musicais.

Começou assim o serviço que a Música presta ao ser humano, tornando-se como que um processo para a aproximação dele com o seu criador. Seja entre os índios, as tribos selvagens da África, as populações primitivas das Ilhas Polinésias, ou nas catedrais das maiores cidades, a Música nas suas variadas formas acompanha as cerimônias religiosas.

A Bíblia conta a história da cura milagrosa do Rei Saul pela harpa do pequeno Davi (Sm 15). Diz assim: “Assim, todas as vezes que o maligno espírito, enviado pelo Senhor, se apoderava de Saul, Davi tomava da harpa, e a tocava com a sua mão, e Saul sentia alívio e se achava melhor, porque então se retirava dele o espírito maligno”.

Na Arte, a Música está presente. A Música é uma arte. Talvez a mais difícil e pura das artes. Mas todas as outras se ocuparam com ela e ela sempre se ocupou consigo mesma. Quantos quadros, desenhos, quantas estatuetas e monumentos, quantas poesias e quantas páginas em prosa, já se viu e se leu, falando da música e de suas virtudes.

Isso encontra uma explicação parcial no fato de que todo artista, todo elemento criador, do mais humilde ao mais genial, tem afinidades profanas e íntima com a Música. O músico, por exemplo, pode deixar de apreciar a poesia e a escultura; mas o poeta e o escultor encontrarão sempre na música refúgio e apoio para suas angústias criativas.

Houve até mesmo o caso de um pintor holandês, Hugh van der Goss, que não encontrou paz nem quietação em lugar algum, até que desesperado e premido por ideias de suicídio foi ter a um momento: os padres estavam no coro, cantando e tocando música suave, religiosa. O pintor encontrou nesse momento o caminho da serenidade: a Música.

E um cientista Italiano, Giambatista Della Porta, que viveu pelos anos da descoberta do Brasil, anunciou os princípios de uma nova ciência: a musicoterapia. Della Porta afirmava que “a música executada por flautas feitas com madeiras de plantas medicinais produzia os mesmos efeitos terapêuticos das referidas plantas. Assim, as flautas de álamo teriam efeito eficaz contra a dor ciática e as melodias das de heléboro, obteriam êxito no tratamento das enfermidades nervosas, ao passo que a música das flautas –construídas com fibras de rícino provocariam os conhecidos efeitos …”.

Duzentos anos depois de Giambatista, um médico suíço, Simon Tissot, afirmou a existência de dois tipos de música: incitativa e calmante. Desde esse momento foi criada uma escola de médicos que curavam ou pretendiam curar pela música. Um deles, francês, Jean Louis Charles Des Essartz, que viveu entre 1729 e 1812, em vez de mandar seus clientes a farmácia, mandava-os visitar músicos. Tinha fichários de instrumentos e de partitura, conforme a doença, a idade e o sexo dos seus pacientes.

Por esse tempo, os europeus começaram a conquistar as terras do Pacífico Sul. E aconteceu que em quase todas as ilhas encontraram processos de curas por meio de canções e de músicas. Em Madagascar, os curandeiros usavam o canto, a música e também a dança. Obrigavam os doentes a dançar no ritmo furioso ao gosto do país.

Nas ilhas Molucas, havia uma série de canções curativas chamadas Soso.

Com tudo isso, robusteceu-se a tese que a música exerce influência sobre o estado de ânimo de quem a ouve e, portanto, na saúde física das criaturas. Hoje em dia, não mais se admite que audições musicais possam curar (aceitando a palavra curar segundo o seu preciso significado clínico). Mas todos médicos estão de acordo com o fato de que a música pode exaltar ou deprimir o espírito. E com isso podem ajudar ou atrasar a recuperação de qualquer doente, principalmente de moléstias nervosas.

Já se vai tornando comum a presença da música nos locais de trabalho. Há organizações especializadas em ligações técnicas e na seleção das músicas que compõem o ambiente. Ficou provado que se pode obter ambiente de melhor entendimento e índice de produção mais elevado mediante audições de músicas determinadas.

Assim, já se encontram muitas fábricas com alto-falantes transmitindo música nos locais de trabalho, onde ela seria uma estranha, indesejável há não muitos anos. Os ônibus e os trens mais modernos também levam músicas para atenuar o cansaço das longas viagens. E o mais curioso de toda a história da música é a observação positiva de criadores holandeses que obtiveram a prova estatística deste fato notável: as vacas estabuladas produzem mais leite e são mais dóceis ao trato quando confinadas em estábulos onde a audição musical é constante.

Tem, pois, razão, mais uma vez, a sabedoria popular, quando pôs em circulação o provérbio conhecido: “Quem canta, seus males espanta.” O ser humano pode melhorar muito o ambiente em que vive e a tensão nervosa que o martirize se souber cercar-se, em tempo certo e lugar certo, da música também certa.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de jan/1969)

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As Classes do Pensamento-forma

As Classes do Pensamento-forma

Pensamentos-formas diminuem em poder, na proporção da distância percorrida por eles. A distância percorrida e a persistência que os tornam efetivos dependem da força, da exatidão e da clareza do pensamento original.
De maneira geral, os Pensamentos-formas podem ser agrupados em três classes específicas:

1) Um pensamento-forma pode ter o aspecto do pensador. Isso frequentemente acontece. Uma pessoa pode desejar intensamente estar em um determinado lugar e, como resultado, o pensamento adquire forma e viaja para aquele lugar determinado. Muitos clarividentes inexperientes viram tais Pensamentos-formas de amigos ou parentes e, não conhecendo a natureza do que viram, ficaram muito perturbados por eles. O clarividente treinado reconhece-os imediatamente;

2) O pensamento-forma que adquire a forma de algum objeto material. Por exemplo, uma pessoa pode pensar em um livro predileto, e imediatamente aquele livro, quando ela o invoca, aparece na sua aura como o pensamento-forma de um livro. Pode ser também uma flor predileta, ou mesmo um amigo. O arquiteto constrói um pensamento-forma da casa que deseja construir; o artista constrói um pensamento-forma do quadro que deseja pintar; o escritor constrói Pensamentos-formas dos personagens, do cenário, etc., que ele deseja usar em seu livro. Lembremos que é a vontade do indivíduo que origina Pensamentos-formas, e estes têm uma certa quantidade de vontade incorporada neles. Frequentemente, depois que são criados, eles procuram manter-se dentro da consciência do pensador, a ponto de se tornarem, muitas vezes, indesejáveis, especialmente se o pensador mudou sua ideia a respeito do assunto que eles representam. A única maneira de libertarmo-nos de tais pensamentos desagradáveis é por meio da indiferença. Se tentarmos lutar contra eles, a força adicional desprendida irá mantê-los vivos e irá trazê-los à Mente com mais frequência;

3) Pensamentos que adquirem uma forma totalmente própria expressando sua natureza inerente. Pensamentos-formas de ódio adquirem formas ameaçadoras horríveis; a raiva forma figuras pontudas e afiadas; a avareza e a inveja formam massas iguais a ganchos que se projetam como para agarrar o objeto desejado e puxá-lo para si. O amor manifesta-se como nuvens rosadas; a devoção como lindos objetos graduando o azul-claro até ao branco; a oração cria a forma de um funil voltado para cima, para o espaço. Todos esses Pensamentos-formas parecem estar cheios de vida e vibram em um grau intensamente elevado. Naturalmente, todos têm cor e som.

Pensamentos-formas dirigidos para um indivíduo produzem um resultado muito interessante. Ou eles encontram entrada na aura do indivíduo, ou ricocheteiam da aura daquela pessoa e retornam ao remetente. Todo pensamento-forma carrega um determinado grau de vibração, e só pode afetar o indivíduo que tenha uma vibração semelhante.

Se um pensamento-forma é gerado por um motivo mal e é enviado a uma determinada pessoa, se não existir nenhuma vibração semelhante dentro da aura dessa pessoa, ele não pode, de maneira alguma, afetar sua aura. Consequentemente, ele retorna ao seu criador, ricocheteando com a mesma força com que foi enviado. Todos os impactos externos alcançam o Espírito de um indivíduo através do Corpo Vital, cujos dois éteres mais elevados, o Luminoso e o Refletor, formam o Corpo Alma. É este veículo que repele todos os maus pensamentos, contanto que esteja suficientemente organizado, pois ele age como um bumerangue, isto é, reverte para aquele que enviou o mau pensamento, o mesmo mal que desejou provocar na pessoa alvejada. Se os frequentadores de certo tipo de salões de dança, de casas de jogos e lugares similares pudessem ver o enxame de maus Pensamentos-formas arremessando-se de um lado para outro, e ouvir os tons barulhentos, sensuais, insinuantes, emitidos por eles, abandonariam tais lugares tão rapidamente como sairiam de um hospital ou de um edifício infectado pela peste bubônica. Esses lugares devem ser evitados, pois essas vibrações pervertidas só servem para instigar o mal e fortalecê-lo.

(Leia mais no Livro A Escala Musical e o Esquema de Evolução – Fraternidade Rosacruz)

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O Cérebro: Oficina Física do Ser Humano

O Cérebro: Oficina Física do Ser Humano

O cérebro está dividido em três partes principais: o cérebro (grande cérebro superior), o cerebelo (pequeno cérebro central), e a medula oblongada (pequeno cérebro inferior).

O cérebro é usado pelo Espírito para expressar a consciência física e o pensamento direto. É o instrumento usado pelo Espírito para expressar seus poderes mais elevados no plano físico a vontade.

O cerebelo é a parte do cérebro que o Espírito usa para realizar a coordenação em relação aos movimentos do corpo, ligando as separadas atividades dos nervos a uma ação equilibrada e harmoniosa através do poder unificante da coesão. O cerebelo está correlacionado ao segundo aspecto do ser humano, o poder do Amor Sabedoria.

A medula oblongada é a parte do cérebro usada pelo Espírito para controlar as pulsações do coração, a contração dos vasos sanguíneos e a respiração. Sem esta atividade do cérebro, os processos da vida física não poderiam continuar. A medula oblongada está, portanto, ligada ao terceiro poder do ser humano, sua Atividade em manifestação.

O cérebro é permeado pelas substâncias do Corpo Vital, do Corpo de Desejos e do Pensamento Abstrato e Concreto. É, portanto, a oficina física particular do Espírito, com seu material próprio e com todos os seus veículos convenientemente reunidos e prontos para serem usados. Impressões causadas pelo mundo exterior atingem o Espírito através de um ou dos cinco sentidos físicos por meio do canal do Corpo Vital.

O Espírito, o ser humano real, é o pensador. O processo de pensar é o seguinte: A vontade desperta a imaginação e ela visualiza uma ideia composta de substância do pensamento abstrato que permeia o cérebro. Esta ideia do pensamento abstrato é, então, projetada pelo poder da vontade na lente da Mente, que transfere a ideia para a substância do pensamento concreto contida naquela parte do corpo mental do ser humano e que permeia o cérebro. Aqui, a ideia é envolvida pela substância do pensamento concreto e agora é um pensamento forma. O pensamento forma, assim criado, é projetado na substância do Mundo do Desejo que permeia o cérebro. Esta substância do Mundo do Desejo, estando correlacionada à atividade, dá ao pensamento forma poder para agir, o que geralmente resulta em algum tipo de manifestação.

No estudo do pensamento e da Mente, lembremos que o pensamento é um poder do Espírito, e o corpo mental ou Mente composto de substância do pensamento concreto é o veículo que liga o Espírito ao seu cérebro etérico e físico. O corpo mental está harmonizado com Fá maior ou um bemol e sua escala começa com Fá. O Corpo Vital está harmonizado com o Dó natural e sua escala começa com Dó. O Corpo Denso está com Lá sustenido maior, que tem quatro sustenidos e três duplos sustenidos. Portanto, toda música escrita nestes três tons tem um efeito decisivo sobre a Mente, sobre o cérebro do Corpo Vital e o cérebro do corpo físico. Estão intimamente ligados ao Espírito e ao desenvolvimento de seus poderes potenciais que são: vontade (poder do Espírito Divino), amor sabedoria (poder do Espírito de Vida), e atividade de germinação (poder do Espírito Humano).

O pensamento está correlacionado com a vontade, o primeiro poder do Espírito. Ele expressa se primeiro como uma ideia que ainda não adquiriu forma. Depois, o segundo poder do Espírito, o amor, atrai substância do pensamento concreto para a ideia e temos um pensamento forma. Um pensamento forma pode ser puramente mental se não for alterado pelo desejo. Contudo, em nosso atual estágio de evolução, poucos pensamentos estão isentos de algum grau de desejo.

O Mundo de Pensamento é o reino da música e o lar da onda de vida Sagitariana, os Senhores da Mente.

Consequentemente seria quase impossível produzir um pensamento forma separado da música. Quando o pensamento forma está revestido pela substância de desejo, a cor é acrescentada a ele, uma vez que o Mundo do Desejo é o reino da cor.

Para resumir a construção do pensamento forma:

O Espírito desperta sua vontade. O poder da vontade produz uma vibração irradiante, musical, que se manifesta como som. Som produz uma ideia. A ideia adquire forma, e um pensamento passa a existir. O pensamento forma é colorido pela substância de desejo. Uma forma flutuante colorida é produzida. Pensamentos não são silenciosos.

Eles falam uma linguagem inconfundível, exprimem se muito mais acuradamente que a intenção das palavras, e permanecem até que a força que seu criador empregou para produzi-los tenha sido gasta. Eles soam em um tom peculiar à pessoa que os gerou, portanto, é comparativamente fácil para o ocultista experiente descobrir sua procedência, buscar a fonte que os originou.

Falta espontaneidade aos pensamentos forma; eles agem mais ou menos como autômatos. Movem se e atuam somente em uma direção, de acordo com a vontade do pensador, que é o poder motivador interno.

Quem estudou este assunto, sabe quantas pessoas são ativadas pelos pensamentos forma que pensam ser delas mesmas, mas que, na verdade, se originaram na Mente de outra pessoa. A opinião pública é formada dessa maneira. Pensadores poderosos, que possuem determinadas ideias sobre algum assunto em particular, criam e irradiam pensamentos forma de si próprios. Outros, menos positivos ou simpatizantes da ideia expressa naqueles errantes pensamentos forma, julgam que os pensamentos se originaram dentro deles e os adotam como seus.

Assim, gradualmente, uma opinião pode crescer até que o pensamento originado por um único indivíduo pode, não só ser aceito, como defendido por toda uma comunidade, estado ou mesmo uma nação. Pensamentos expressos em palavras faladas tornam se muito mais poderosos, particularmente se pronunciados por um orador vigoroso.

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A Música da Harmonia das Esferas

A Música da Harmonia das Esferas

A Harmonia das Esferas não está composta em um tom monótono e uniforme; varia constantemente de dia para dia, de mês para mês, conforme o percurso do Sol e dos Planetas através de cada Signo. Existem também variações anuais periódicas devido à precessão dos equinócios. Há real e infinita variedade na Música das Esferas, como realmente deve haver, pois a constante mudança da vibração espiritual é a base de toda evolução física e espiritual. Na primavera, os tons dinâmicos e ativos de Áries e Marte propícios à germinação, renovação de vida e crescimento em todos os reinos, do ser humano à planta inclusive, predominam. Se pudéssemos ter uma leve ideia da Música das Esferas nessa época, ouviríamos canções de Páscoa como:

Jesus Cristo hoje ressuscitado, Aleluia!
Nosso dia santo triunfal, Aleluia!
Aquele que na Cruz pregado, Aleluia!
Sofreu para redimir nosso mal, Aleluia!

Cristo Jesus é a personificação do amor espiritual. Portanto, música composta na tonalidade de Libra (Ré maior), regida por Vênus, o Planeta do amor, está em total harmonia com Sua vibração, e tende a elevar e harmonizar a própria vibração com a desse grande Ser.

No meio do verão, os tons produzidos por Câncer e pela Lua predominam, estimulados pelos de Leão e do Sol, os quais tendem a amadurecer os processos iniciados pelos sons energizantes da primavera. Durante o verão, o amor e a vida agem intensamente sobre os corações das pessoas, pois eles são Mestres na luta pela existência, enquanto o Sol é exaltado nos céus do Norte até ao máximo de seu poder na época do solstício de verão. Essa é a época em que o Cristo, tendo alcançado o trono do Pai (o Mundo do Espírito Divino) depois de ter completado Seu trabalho terrestre por mais um ano, é saudado pela hoste celestial, os Senhores da Sabedoria, que também habitam lá. Em honra a esse grande Ser, que deu Sua vida até à exaustão, é apropriado nos juntarmos àquele coro celeste cantando:

Aclamem todos o poder do nome de (Cristo) Jesus!

Deixem os Anjos prostrados caírem;
Tragam o diadema real,
E como o Senhor de todos, O coroem.

A nota-chave de Leão é Lá# maior. O Sol é seu regente e sua nota-chave é Vida. A nota- -chave de Câncer é Sol# maior e sua palavra-chave é fecundação.

No Outono (hemisfério norte e Primavera, no hemisfério sul) temos os tons de Virgem, cuja nota-chave é Dó natural e a palavra-chave de Mercúrio é razão. Energizados pelos tons de Escorpião, cuja nota-chave é Mi maior e pela palavra-chave de Marte que é energia dinâmica, preparam-se para o encontro com a força do raio de Cristo que se aproxima, na sua descida anual à Terra. As poderosas vibrações espirituais estão na atmosfera da Terra, e a humanidade poderia usá-las com maior proveito se conhecesse os fatos e redobrasse seus esforços para prestar serviço amoroso e desinteressado aos seus semelhantes. Apresentamos em seguida a letra e a música que podem ajudar o nosso desenvolvimento evolucionário:

Oh, adorem o Rei, todos que são gloriosos no além,
E, com gratidão, cantem Seu maravilhoso amor;
Nosso Amparo e Defensor, a Venerável dos Dias vem,
Envolvido em grande luz e cingido com louvor.

Verdadeiramente é assim, pois, à medida que Cristo desce para a Terra, uma canção harmoniosa, rítmica, vibratória, uma hosana é cantada pelas hostes celestiais enchendo a atmosfera da Terra e atuando sobre todos, como um impulso em direção à aspiração espiritual.

Durante dezembro, os tons do filantrópico Sagitário, nota-chave Fá maior, regido pelo otimista e benevolente Planeta Júpiter, cuja palavra-chave é idealismo e o quieto, metódico Capricórnio, nota-chave Sol maior, regido pelo conservador e perseverante Saturno, cuja palavra-chave é obstrução com suas sistemáticas atividades construtivas, preparam a Terra para receber o raio do amor de Cristo e nutri-la até que esteja preparada para a liberação no centro da Terra. Então, começa sua viagem para fora, em direção à periferia da Terra, alcançando-a na época do Equinócio de Março. Quando os dias são mais curtos e as noites mais longas, na Noite Santa, o raio do Espírito de Cristo alcança o centro da Terra. Aqui, Ele permanece três dias e três noites, libertando de Si mesmo a germinante força do Espírito Santo que, lentamente, vai permear a Terra e frutifica-la para outro ano.

Sem esse poder vitalizante, energizante, liberado pelo Cristo, a Terra permaneceria fria, estéril e sombria; todas as coisas viventes pereceriam, e todo progresso ordenado seria frustrado no que se refere ao nosso atual esquema de desenvolvimento. Portanto, seria mais apropriado que na época do Santo Natal emanássemos nosso sincero reconhecimento e adoração juntando-nos às hostes celestiais, entoando canções de louvor sintonizadas à música celestial dada a nós pelo grande músico e mestre Felix Mendelssohn:

Ouçam! Os Anjos mensageiros cantam;
Glória ao recém-nascido Rei;
Paz na Terra e suave misericórdia,
Deus e pecadores reconciliados;
Alegres, que todas as nações se levantem
O triunfo dos céus, compartilhem bem,
Com as hostes angelicais proclamem,
Cristo nasceu em Belém.

As ondas de vida Hierárquicas e os Signos zodiacais não têm sido os únicos auxiliares da humanidade para ajudá-la em sua evolução. Os Sete Espíritos diante do Trono: Marte, Mercúrio, Vênus, Terra, Saturno, Júpiter e Urano estão prestando um grande serviço à humanidade e, no momento, em contato muito íntimo com ela. Cada Astro tem uma nota-chave própria, e é através do poder vibratório de cada uma delas que os Astros nos podem auxiliar.
Quando o Espírito inicia os preparativos para renascer, ele forma o arquétipo criador de sua forma física no Segundo Céu, o Mundo do Pensamento Concreto, com a assistência dos Sete Espíritos diante do Trono. Esse arquétipo é um modelo ou um molde sonoro, vibrante – uma cavidade oca posta em ação pelo Espírito com uma certa força que é proporcional ao tempo a ser vivido na Terra. Até que o arquétipo cesse de vibrar, a forma correspondente construída dos elementos químicos da Terra continuará a existir. A Região do Pensamento Concreto é o reino do som, onde a Harmonia das Esferas, uma música verdadeiramente celestial, impregna tudo que lá existe, assim como a atmosfera da Terra circunda e envolve tudo, aqui. Podemos dizer que todas as coisas nessa região estão envolvidas e permeadas por música – viver e crescer mediante a música.

Tudo isto demonstra claramente que nossa música terrena não aconteceu por acaso, mas foi estabelecida sobre bases encontradas nos mundos espirituais mais elevados, cuja origem está na palavra falada de Deus, o Criador de nosso Sistema Solar.

(Leia mais no Livro A Escala Musical e o Esquema de Evolução – Fraternidade Rosacruz)