Categoria Treinamento Esotérico

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Receita e regime para uma longa vida: estudar música

Receita e regime para uma longa vida: estudar música

 

Os grandes músicos e filósofos, como determinadas árvores, têm um traço em comum na vida: a longevidade. Toscanini e Bertrand Russel, por exemplo, viveram muitos anos, apesar da vida agitada que sempre tiveram. Mas isso é só “coincidência”.

O professor Fernando Megre Velloso, da Associação Brasileira de Psiquiatria, supõe que a medicina dificilmente encontrará uma explicação para esse fato. Mas, reconhece que a música seja uma das artes que mais contribuam para o equilíbrio emocional. A prova é que a maioria dos grandes músicos chegam aos 80 anos com lucidez. Faz, entretanto, uma ressalva: “A música poderia proporcionar mais alguns anos de vida, mas o ritmo de trabalho dos músicos — aliado à vida desregrada levada por alguns dos nomes mais expressivos — parece contrariar essa tese que não possui fundamento científico”.

O maestro Isaac Karabtchevsky acredita que a resposta esteja na comunhão permanente do esforço físico com o mental. E vai além: “São os regentes que vivem mais. Acredito que a explicação seja a chamada paz interior tão apregoada pela musicoterapia”.

Karabtchevsky dá até um conselho para os que desejam conquistar a longevidade: “Estudem música, pois é uma terapia ocupacional que, além de coordenar as funções do cérebro, também age como um poderoso relaxante nos momentos de tensão”.

Já o professor Carlos de Almeida, da Escola Nacional de Música, conta uma pequena história, ao falar dos músicos velhos: “Na época dos grandes músicos, a vida era bem diferente. O músico era um profissional, isto é, tinha um emprego que lhe garantisse o sustento. Não havia a preocupação de ter um trabalho extra, fora de sua arte. Esses artistas do século passado estudavam em boas escolas e saíam delas com ótima formação musical”.

O professor insiste que esses mestres dedicaram suas vidas à arte de compor ou reger sem os problemas enfrentados pelos músicos de hoje. Podiam se entregar totalmente à arte, o que agia como uma higiene mental.

Mas, quantos músicos vivos e com idade bastante avançada trocaram a noite pelo dia ou desconhecem o que é dormir uma noite inteira? Esse fato contradiz qualquer relação com a saúde mental e física proporcionada pela música.

— Penso que esses artistas sejam dotados de boa saúde devido ao contexto, porque de outra forma seu organismo entraria em conflito com a própria natureza humana.

As reais vantagens da musicoterapia apontadas pelo professor Carlos de Almeida (diplomado em violino) estão no aperfeiçoamento do aparelho respiratório, beneficiado pelo aprendizado da flauta, trompete, trombone, corneta, gaita etc., que corrige a respiração viciada. Nos centros de reabilitação do aparelho respiratório, o diagnóstico para os distúrbios de falsos cardíacos, asma psíquica e outros sintomas provocados pela respiração incorreta é a musicoterapia, que vem obtendo bons resultados clínicos e está sendo bastante difundida pela psiquiatria em geral.

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz de agosto/1973)

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Novo Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Fevereiro de 2020

O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.

Para acessá-lo (formatado e com as figuras): ECOS nº 44 – Fevereiro de 2020 (Corpo Denso, Astrologia Rosacruz, 1ª Epístola aos Tessalonicenses – Cap. 1 – Revoluções Solares e Lunares do Período Terrestre) 

Para acessar somente os textos:

A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas, edita o informativo: Ecos.

Inauguração do novo modelo do Ecos

Estamos inaugurando esse mês o novo modelo do Ecos do Centro Rosacruz de Campinas, baseado no propósito que tinha Max Heindel quando criou o boletim periódico “Echoes” em Junho, 1913 que era manter os Estudantes dos Ensinamentos Rosacruzes em conexão com a atividades realizadas na Sede em Oceanside, e dessa forma mantê-los unidos em um propósito comum: construir, “sem o som de martelo”, o templo da Alma que é a verdadeira Ecclesia.

O objetivo desse periódico será o de informar aos Estudantes e interessados nos Ensinamentos Rosacruzes, as atividades e estudos que acontecem na nossa sede em Campinas, e convidar os interessados a unirem-se a nós presencialmente ou através desse conteúdo.

Atividades gerais ocorridas no mês de Janeiro:

  • Nesse primeiro mês do ano, foi feita a repintura das 2 salas (sala de reuniões e sala dos Rituais) bem como do altar onde está o símbolo Rosacruz com a rosa branca no centro. Também as cortinas foram lavadas e os varões trocados.
  • Fizemos o cantinho do café, na sala de reuniões, onde aproveitamos para abolir todos os copos plásticos, sejam de água ou café. Trocamos os copinhos de plásticos de café por xícaras e pires de porcelana e os de água por canecas (cada um trazendo a sua).
  • Recebemos de doação um purificador de água, novo, onde agora podemos ter água fresca, fria ou gelada. Nossa primeira reunião do ano já foi feita nesse ambiente renovado que, acrescido com calor humano e o entusiasmo de cada um, fez dessa primeira reunião um evento fraternal animado e bem entusiasmado.

 

Resumo das Atividades em forma de Estudos e Reuniões ocorridas em nosso Centro:

Dia 12/janeiro – 16 h: Estudo de Astrologia Rosacruz

Dia 12/janeiro – 17 h: Estudo da Bíblia segundo os ensinamentos Rosacruzes

Dia 19/janeiro – 16 h: Reunião do Estudante Regular – Apenas para Estudantes Regualres

Dia 19/janeiro – 17 h: Estudo de Filosofia Rosacruz – (Conceito Rosacruz): Revolução Solar

Dia 16/janeiro – 16 h: Reunião de Probacionistas– Apenas para Probacionistas

Dia 26/janeiro – 17 h: Estudo de Filosofia Rosacruz – (Conceito Rosacruz): Revolução Lunar

Realização dos Rituais Devocionais (incluindo o Hino de Abertura, o Signo do mês solar e Hino de Encerramento).

Dia 02, 10, 16 e 22/janeiro – Rituais do Serviço de Cura e demais dias do mês – Rituais do Serviço do Templo

 

Assuntos abordados durante os Estudos desse mês:

Estudo de Astrologia Rosacruz

Simpatias e Antipatias – Física, Moral e Espiritual

São Paulo diz: o ser humano é espírito, alma e corpo. Assim, a simpatia/antipatia deve ser considerada nas 3 dimensões: física, moral e espiritual.

FÍSICA – pela comparação do Signo Ascendente dos 2 e suas respectivas Triplicidades: Signos de Fogo (Áries, Leão e Sagitário) combinam com os de Fogo e de Ar (Gêmeos, Libra e Aquário); os de Terra (Touro, Virgem e Capricórnio) com os Terra e de Água (Câncer, Escorpião e Peixes). Demais combinações não combinam. Ou seja: Fogo e Ar não combinam com Água e nem com Terra.

MORAL – Marte e Vênus. Se Vênus no horóscopo de uma pessoa estiver no mesmo Signo e grau que Marte no horóscopo da outra pessoa: simpatia, ainda que com riscos de “posse”.

ESPIRITUAL – Sol e Lua. Se o Sol no horóscopo de uma pessoa estiver no mesmo Signo e grau que da Lua no horóscopo da outra pessoa: simpatia.

(*) respeitando os 6 graus (entre Planetas) e 8 graus (com Lua e Sol) de órbita de influência.

Relacionamento ideal simpático: combinação dos dois horóscopos em todos esses particulares, sendo que a felicidade dependerá do grau de concordâncias, conforme indicado. Existem uniões em que as pessoas se harmonizam fisicamente, mas possuem características totalmente diferentes em outros aspectos, e vice-versa. Portanto, os dois horóscopos devem ser examinados globalmente para se ter uma interpretação confiável.

Outras causas para Relacionamentos localizados: Configurações entre os 2 horóscopos benéficas em determinadas Casas: interesses em comum levam a “relacionamentos de interesse, simpáticos ou antipáticos”.

Em geral: ASC em Gêmeos são, de modo geral, de uma disposição muito gentil e afável, com muita facilidade de relacionamento. São capazes de se adaptar a outras pessoas e a circunstâncias, de modo que se tornam tudo para todos.

 

Estudos da Bíblia sob a óptica dos Ensinamentos Rosacruzes

1ª Epístola de S. Paulo aos Tessalonicenses – Capítulo 1

Nesse capítulo São Paulo faz uma introdução, para falar sobre a importância dos ensinamentos oferecidos por Cristo. Ele prepara os Tessalonicenses para receber algumas verdades como:

  • Corpo-Alma: Epístola aos Tessalonicenses 4:17 é-nos dito que encontraremos o Senhor no ar. Portanto, nós forçosamente teremos que possuir um veículo de uma textura mais delicada do que a do nosso Corpo Denso atual. A transformação necessitará ainda de séculos para que a maioria dos homens a possa alcançar. Quando finalmente largarmos o nosso corpo denso, como Cristo o fez, nós funcionaremos num corpo chamado soma psuchicon (Corpo-Alma),
  • Corpo Espiritual: “Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual” Coríntios 15:44
  • Vida Nova: A Epístola dos Tessalonicenses contém a mensagem da Ressurreição para uma Nova Vida em todos os seus significados internos, a saber: a habilidade de funcionar conscientemente fora do Corpo Denso, fato este que ninguém descreveu com mais precisão do que este grande Iniciado Cristão.
  • Imortalidade do Espírito: Iniciação – Alguém que tenha adquirido a habilidade de funcionar nos reinos mais sutis ou reinos etéricos, sabe da verdadeira imortalidade do espírito, a continuidade da vida. A morte que ele encontra nada mais é do que uma transição de um plano de atividade para outro.
  • Novo Mundo: Paulo exortou os Tessalonicenses “pela palavra do Senhor”, que aqueles que vivem em Cristo serão na Sua próxima vinda arrebatados no ar para encontrá-Lo e estar com Ele para a Era. Este Novo Céu e esta Nova Terra estão agora em formação.

São Paulo escreveu essa epístola sobre a importância de viver para Cristo, ou seja, de viver sob os nossos ensinamentos, principalmente no que se refere a mudança de comportamento diante das coisas do mundo.

O que é esperado de nós para a segunda vinda de Cristo?

  • A vida de pureza e de serviço amoroso aos demais, exemplificada por Cristo Jesus, durante todo seu Ministério sobre a terra, tem por objetivo a espiritualização de sua Mente e a limpeza do sangue (o Lar do Ego) dos desejos inferiores e das paixões.
  • Nosso objetivo é a construção do Corpo-Alma, para isso precisamos atrair os Éteres Superiores do Corpo Vital componentes do Corpo-Alma.
  • Ele fala também sobre vencermos o conflito entre a verdade e o erro, influência separativa dos Espíritos de Raça e a Mente concreta — unida com o desejo.

Baseado no texto: A Segunda Vinda de Cristo – Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/72 – Fraternidade Rosacruz SP

Ele fala também sobre dar Graças à Deus.

Qual a relação entre a Lei e a Graça? 

  • A Lei nos foi oferecida por Jeová, o Legislador, o que fornece leis apropriadas para um povo que recentemente recebeu novos corpos, preparando-o para um novo período de desenvolvimento. Para facilitar a assimilação e a orientação, Jeová dividiu a humanidade em raças e nações. Esta é a Religião da Lei, prescrevendo penalidades por transgressões e antepondo o temor da lei aos desejos da carne.
  • Mas as Leis de Jeová nos instigavam a sermos conquistadores, a praticar o “olho por olho, dente por dente”. A querermos ter tudo o que pudéssemos nesse Mundo Físico.
  • Cristo deu-nos a Graça e o Perdão dos Pecados. Como lemos em João (1,17): “Porque a Lei foi dada através de Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”.
  • A Graça é a presença de Deus em nós para nos tornar mais perfeitos e se manifesta em forma de amor paterno e de amizade. É o que nos motiva a lutar contra a nossa natureza inferior, a equilibrar nossas emoções. É a consolação que nos torna mais humildes, corajosos e nos ajuda a renunciar a nós mesmos.
  • Junto à Graça, Cristo trouxe a doutrina do Perdão dos Pecados. Através dela é que temos força necessária para lutar, apesar dos repetidos fracassos para conseguir a subjugação da natureza inferior. A obtenção do Perdão dos nossos Pecados é feita através do arrependimento e da reforma íntima. Quando compreendemos o erro de certos hábitos e nos determinamos a eliminá-los ou a desfazer o mal feito, geramos aspirações para o bem que, em seu devido tempo, se traduzirão em retidão. O exercício de Retrospecção é o melhor meio de praticar essa doutrina (Veja mais detalhes na Conferencia XI do Livro Cristianismo Rosacruz – Max Heindel).
  • Graça e Perdão dos Pecados nos ajudam nesse retorno à casa do Pai. Através deles, podemos errar, corrigir e tentar novamente fazer o bem pelo simples fato de fazê-lo. Aos poucos, criamos o hábito de fazer o bem, e não mais faremos o mal, simplesmente porque não queremos, não sentimos vontade.

Baseado no texto: A LEI E A GRAÇA – Qual a relação entre elas e como utilizá-las no dia a dia? Do site http://fraternidaderosacruz.com/

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Estudos de Filosofia Rosacruz:

O que é o Corpo Denso?

É nossa ferramenta para a ação.

Primeiro veículo construído, tendo passado por grande período de evolução.

Está atualmente no seu quarto estágio de desenvolvimento e alcançou maravilhoso grau de eficiência e oportunamente atingirá a perfeição.

É o corpo mais perfeito que temos.

É o mais organizado dos veículos do ser humano.

Lembrando que o Germe do Corpo Denso foi dado pelos Senhores da Chama, durante a primeira Revolução do Período de Saturno.

Construído na matriz do Corpo Vital, durante a vida pré-natal, é cópia exata, molécula por molécula do Corpo Vital.

O Corpo Denso não poderia se formar se não houvesse um Corpo Vital para modelar a sua forma física.

Há também um Átomo-semente do Corpo Denso para atuar como determinador da quantidade e qualidade da matéria designada para construir esse Corpo Denso.

A Revolução Solar do Período Terrestre

Em forma de Estudo Dirigido (tente responder essas perguntas – as respostas estão no fim desse texto)

  • Leia o Capítulo X – O Período Terrestre/ A Revolução Solar do Período Terrestre

http://fraternidaderosacruz.com/site/tag/ocultismo/  –  Para acessá-lo, clique O Conceito Rosacruz do Cosmos

  • Sem consultar o texto, preencha os campos vazios:

 

  1. Durante a Revolução Solar do Período Terrestre reconstruiu-se o _____________________________, a fim de acomodá-lo à Mente germinal. O _____________________________tomou forma parecida à do _______________, do qual assimila as condições necessárias para ser empregado como veículo mais denso durante o Período de Júpiter. Nesse período o __________________ se espiritualizará.

 

  1. Os Anjos foram à humanidade no:
  2. a) Período de Saturno,
  3. b) Período Solar,
  4. c) Período Lunar,
  5. d) Período de Júpiter.

 

  1. Com qual corpo Os Anjos trabalham? ____________________________

 

  1. Atualmente a organização do ____________________ é a mais perfeita depois da do Corpo Denso.

 

  1. Colocar (V) Verdadeiro ou (F) Falso para nas frases abaixo:
  2. a) O Corpo Vital não é um veículo separado, é somente uma ligação e que não passa de um modelo do Corpo Denso. ( )
  3. b) O ser humano, em seu estado atual de evolução, pode ordinariamente empregar o Corpo Vital como veículo separado. ( )
  4. c) Na maioria dos seres humanos o Corpo Vital permanece unido ao Corpo Denso, e separá-lo totalmente causaria a morte desse Corpo. ( )
  5. d) Noutros tempos, O Corpo Vital, não estava tão firmemente incorporado ao Corpo Denso. ( )

 

  1. Nas Épocas Lemúrica e Atlante, o ser humano era um Clarividente: Voluntário ou Involuntário?

 

  1. A Clarividência Involuntária ou Voluntária é um fenômeno produzido pela frouxa conexão entre o Corpo Denso e o Vital? Sim ou Não?

 

  1. Preencher os campos vazios:

Desde a Revolução Solar do Período Terrestre, o _____________ ligou-se muito firmemente com o _____________ na maioria das pessoas, porém não tanto nas chamadas ___________. Nessa débil conexão está a diferença entre a pessoa psíquica e a comum ou ___________ de tudo que não sejam as impressões dos cinco sentidos.

 

  1. Colocar (V) Verdadeiro ou (F) Falso para nas frases abaixo:
  2. a) Todo o ser humano tem que passar através e por um período de íntima conexão dos seus veículos para experimentarem a consequente limitação de consciência. ( )
  3. b) Umas das classes de sensitivos são os que ainda não se submergiram firmemente na matéria, por exemplo, a maioria dos indígenas, dos hindus, etc., que possuem certo grau de clarividência ou são sensíveis aos sons da Natureza. ( )
  4. c) Atualmente temos duas classes de sensitivos, os que se desenvolvem de maneira passiva e os que se desenvolvem por sua própria vontade. ( )
  5. d) A classe que se desenvolve de maneira passiva, sem energia, por meio da ajuda de outros. Voltam a despertar o plexo solar ou outros órgãos relacionados com o Sistema Nervoso Involuntário, tornam-se clarividentes involuntários ou médiuns, sem domínio algum sobre a sua faculdade. Retrocedem. ( )
  6. e) A outra classe é formada pelos que, por sua própria vontade, desenvolvem os poderes vibratórios dos órgãos relacionados atualmente com o Sistema Nervoso Voluntário. Convertem-se em ocultistas treinados, dominam seus próprios Corpos e exercem a faculdade da clarividência à sua vontade. Por isso são denominados clarividentes voluntários. ( )
  7. f) No Período de Júpiter, o ser humano funcionará no Corpo de Desejos, como funciona agora em Corpo Denso. ( )
  8. g) Todo desenvolvimento é súbito na Natureza. ( )
  9. h) O processo de separação dos Corpos Denso e Vital já começaram, mas o Corpo Vital não terá um grau de eficiência maior do que tem agora o Corpo Denso. ( )
  10. i) Atualmente o Corpo Vital é um Veículo pouco flexível. ( )
  11. j) O Corpo Vital terá um elevado grau de eficiência, maior do que tem agora o Corpo Denso. ( )
  12. k) Por ser O Corpo Vital um veículo muito mais flexível, o espírito poderá usá-lo de maneira atualmente impossível se comparado com a pouca flexibilidade do veículo Corpo Denso atual. ( )

 

Respostas:

 

  1. Corpo Vital, Corpo Vital, Corpo Denso, Corpo Denso.
  2. c) Período Lunar
  3. Corpo Vital
  4. Corpo Vital
  5. a) F, b) F, c) V, d) V
  6. Involuntário
  7. Sim
  8. Corpo Vital, Corpo Denso, sensitivas, inconsciente.
  9. a) V , b) V , c) V , d) V , e) V , f) F , g) F , h) F , i) F , j) V , k) V .

 

Mais Referência, Estudo dirigido da Elsa Glover:

http://rosanista.users4.50megs.com/library02/rourcc01.htm

 

A Revolução Lunar do Período Terrestre

É uma recapitulação do Período Lunar – e muitas de suas condições prevaleceram (em escala superior) idênticas às do Globo D daquele Período.

No Período Lunar o objetivo era adquirir o germe do Corpo de Desejos, e iniciar a atividade germinal do terceiro aspecto do tríplice espírito no ser humano – o Espírito Humano – o Ego.

Na revolução do Globo D daquele Período os Senhores da Individualidade irradiaram de si a substância com que ajudaram o inconsciente ser evolucionante, a construir e adaptar-se a um Corpo de Desejos germinal. Ajudaram-no também a incorporar este Corpo de Desejos germinal ao conjunto Corpo Vital-Corpo Denso que já possuía.

Na Revolução Lunar do Período Terrestre houve a mesma divisão do Globo em duas partes, com o objetivo de permitir aos seres mais altamente evoluídos, a oportunidade de progredir em seu próprio passo e ritmo, progresso esse impossível a seres como os da nossa humanidade. O primeiro germe da personalidade separada foi implantado na parte superior do corpo de Desejos pelos Senhores da Mente.

Nesta Revolução os Arcanjos e os Senhores da Forma se encarregaram de reconstruir o Corpo de Desejos. Este Corpo foi dividido em duas partes tendo assim o Corpo de Desejos Superior e o de Desejos Inferior. Os Desejos Inferiores são os desejos de procriação e sobrevivência. Os Arcanjos atuaram nesta parte imprimindo os desejos puramente animais.

Os desejos de gratidão e altruísmo são exemplo de desejos superiores.

O Corpo de Desejos é um ovoide inorganizado, tendo em seu centro o Corpo Denso como uma gema de ovo com sua clara ao redor. No ovoide há certo número de centros sensoriais, os quais foram surgindo a partir de princípios do Período Terrestre. Esses centros se assemelham a remoinhos em uma corrente.

A preparação nesta Revolução Lunar foi a de fazer uma concentração do maior número de vórtices na cabeça para o Espírito Humano poder se conectar mais facilmente ao Corpo de Desejos.

 

SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA

 

Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.

Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Emblema Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO E CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.

Datas de Cura: Fevereiro: 6, 12, 19, 26

 

 E servireis ao Senhor, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de ti as enfermidades. (Ex 23:25)

 

Reflexão para o mês de Fevereiro:

“Muitos tíbios ou fracos dizem”:

Que vida feliz leva aquele homem! Como é rico e grande! Quão poderoso e elevada posição!

Considera, porém, os bens celestes e verás que as coisas temporais são nada, muito incertas e incômodas, porque nunca vivem sem temores e cuidados os que as possuem.

A felicidade do homem não consiste na abundância dos bens temporais; basta-lhe a mediania.

Verdadeira miséria é viver na terra.

Quanto mais espiritual um homem quiser ser, tanto mais amarga se lhe torna a presente vida, porque melhor conhecerá e mais claramente verá as fraquezas da natureza humana corrompida.

Comer, beber, velar, dormir, descansar, trabalhar e estar sujeito a muitas outras necessidades da natureza, é grande miséria e aflição para o homem fervoroso que, de boa vontade, desejaria estar isento e livre de todo pecado. 

Thomas de Kempis

 

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Como o Burro conseguiu suas orelhas e sua voz

Como o Burro conseguiu suas orelhas e sua voz

Era um domingo, e o claro céu azul sobre o deserto do Arizona tinha começado a adquirir suas costumeiras cores de arco-íris, de fim de tarde, enquanto o Sol se aproximava cada vez mais do horizonte a oeste da Montanha Tucson.

Bernardo Pierre, de cinco anos, que estava convalescendo de uma doença, tinha sido enrolado em um cobertor e levado para o alpendre da casa, onde descansava feliz nos braços de seu pai, admirando cenas que há muito tempo não via — as flores viçosas do jardim, a grama recém cortada, os lindos matizes alternantes do céu e as distantes montanhas do Norte.

De repente, ele disse:

— Papai, você sabe uma história nova?

— Acho que não, Bernardo, respondeu o pai. Penso que já contei todas as histórias que sei.

Naquele instante, a mula de Bernardo, Saltitante, começou a bradar no curral, atrás da casa. O som alto e peculiar, na noite silenciosa, assustou o Senhor Pierre. Então, ele riu baixinho e disse:

— Lá está o seu rouxinol do Arizona reclamando a comida, Bernardo.

— Ah, papai, isso não é um rouxinol. O rouxinol é um pássaro. Isso é a minha mulinha bramindo. Por que você a chamou de rouxinol do Arizona?

— Os vaqueiros lá das pastagens chamam os burros assim, para fazer piada sobre suas vozes desafinadas. Os rouxinóis cantam noite e dia; os burros também bradam noite e dia. Mas, que eu saiba, nós não temos rouxinóis no Arizona, mas temos muitos burros. Por isso, os vaqueiros acham engraçado chamá-los de nossos rouxinóis, porque a voz dos burros é horrível comparada ao doce canto dos rouxinóis. De qualquer forma, isto me faz lembrar uma história há muito tempo esquecida. Meu avô costumava contá-la para mim, quando eu tinha a sua idade.

— É uma história verdadeira, pai?

— Não, filho. É uma história que chama nossa atenção para o fato de que até as mães dos animais protegem e ensinam seus filhotes, a fim de que eles possam saber como cuidar de si próprios quando estiverem crescidos e saindo para o mundo. Mostra-nos também como devemos desenvolver nossos órgãos, para que eles possam ser mais úteis, como a voz, por exemplo, para que possamos expressar nossos sentimentos e pensamentos com maior clareza. Meu avô dizia que o nome da história era: “Como o Burro Conseguiu Suas Orelhas e Sua Voz”.

Bernardo sorriu, aconchegou-se nos braços do pai e pediu:

— Parece engraçado, papai. Por favor, conte para mim.

*******

Essa história aconteceu há muito tempo, e é sobre a mamãe mula e seu filho Coiote. O nome da mãe era Senhora Genny. Ela pertencia a um mineiro que, numa linda manhã de primavera pôs uma sela de carga em seu lombo, e carregou-a com picaretas, pás, feijão, farinha e outros suprimentos e conduziu-a até sua mina, nas Montanhas da Catalina, lá no Norte. E ali, o mineiro esperava manter a Senhora Genny trabalhando para ele, o tempo todo, durante o verão.

Contudo, ela tinha outros planos para si mesma. Não gostava de trabalhar e tinha planejado longas férias na sombra fresca das árvores da montanha, onde a grama era farta e macia e o rio descia da montanha, frio e refrescante, até o deserto em baixo.

Uma noite, quando seu dono pensou que a Senhora Genny tinha começado a gostar tanto de sua nova casa que ficaria contente em ficar lá sem objeções, não a amarrou e nem lhe colocou o sino, como costumava fazer. A Senhora Genny tinha esperado muito tempo por essa liberdade e, antes do amanhecer, estava na floresta há quilômetros de distância, onde tinha certeza de que nunca seria descoberta. Lá, ela fez uma morada para si numa velha e abandonada cabana de mineiros, onde seu filho Coiote nasceu.

Tudo correu bem com o filhote e sua mãe, até Coiote completar quatro meses. Aí, a Senhora Genny começou a ficar preocupada com o fato de Coiote ser muito novinho para enfrentar o rigoroso frio do inverno.

Então, começou a ensiná-lo como se cuidar sozinho, para que ele pudesse descer a montanha até a casa de seus parentes, no deserto, onde ela decidiu que ele passaria o inverno. Levou-o até lugares onde a grama era mais macia, pois seus dentes ainda estavam crescendo, e onde havia riachos de água mais limpa e fresca para ele beber.

Entre outras coisas, a Senhora Genny ensinou Coiote a importância de escutar, para ter a capacidade de detectar sons que o advertissem em caso de algum perigo. A movimentação contínua de aguçar e virar suas orelhas para cá e para lá para ouvir sons de advertência, fizeram com que as orelhas de Coiote crescessem mais longas do que o normal nos burros. A Senhora Genny não ligou para isso. Ela achou melhor para ele ter orelhas longas, mesmo que não fossem bonitas, do que curtas e belas que não pudessem captar sons à distância, como Coiote era capaz de fazer agora.

Numa fria manhã, quando a Senhora Genny viu Coiote tremendo e se aconchegando ao seu lado, decidiu que já era hora dele ir para um lugar que fosse mais quente.

Então, recomendou, no seu jeito silencioso de falar:

— Coiote, está mais agradável e mais quente lá no deserto onde mora sua avó. Decidi que você deve ir e fazer-lhe uma longa e agradável visita.

— Será ótimo, mamãe, disse Coiote, em palavras que ainda não aprendera como fazê-las audíveis. Teremos dias muito bons lá embaixo no calor gostoso do Sol, não é?

— Mas eu não posso ir com você, disse sua mãe. Meu dono estará em casa esperando por mim. Depois deste longo período de liberdade, a ideia de voltar para uma vida de trabalho duro não me agrada.

— Mas eu não quero ir sozinho, resmungou Coiote.

— Sei que será uma longa e difícil viagem para você, querido, concordou a Senhora Genny, mas você já está grandinho e eu tenho certeza de que, com tudo o que aprendeu de mim, você conseguirá chegar lá com grande orgulho para mim e para você também.

— Tenho de ir imediatamente? – Suplicou Coiote.

— Seria melhor, querido. Mas nós nos divertiremos e não nos preocuparemos com isso hoje. Amanhã tomaremos uma bela refeição ao amanhecer e, quando o Sol quentinho tiver empurrado um pouco o frio do ar, tenho certeza de que achará uma boa ideia ir embora daqui. As noites serão cada vez mais quentes, à medida que você for descendo a montanha. E, quando você passar por onde o Senhor João, o eremita, mora, estará bem seguro.

Coiote estremeceu e disse:

— Se o Senhor João me pegar, vai me comer?

— Não, a menos que ele esteja com muita, muita fome, respondeu sua mãe. Mas, você deve prestar atenção para que nenhum animal selvagem o pegue no caminho. Você seria um alimento gostoso e macio para eles agora, mas quando estiver com um ano, você será tão valente e robusto que nenhum animal tentará comê-lo.

— Acho que seria melhor eu esperar até ter um ano, afirmou Coiote apavorado.

— Oh, não! Você estaria morto e congelado antes da primavera, porque o inverno daqui é terrivelmente frio. Você deve prestar atenção, como eu o ensinei, a cada passo do caminho e, se escutar algum som perturbador, deve agachar-se no chão, esconder a cabeça, a cauda e os cascos debaixo da barriga, ficar bem quietinho, e com o pelo cinzento que tem, você pode ser confundido com uma pedra.

Na manhã seguinte, logo depois do nascer do Sol, a Senhora Genny acordou Coiote, deu-lhe uma boa refeição da manhã, levou-o até um atalho bem marcado na encosta da montanha, esfregou seu nariz no dele e apressou-se em voltar, emocionada.

Coiote viajou e viajou durante o dia todo e, quando a noite veio, deitou-se perto de uma árvore onde ficou tremendo de medo de que algum animal selvagem descobrisse que ele não era uma pedra, apesar de fazer como a mamãe mandou, tentando imitar uma.

Por volta do entardecer do dia seguinte, ele estava próximo da casa do Senhor João, que ficava perto do atalho, numa estreita clareira da montanha, exatamente como sua mãe tinha dito, e Coiote pode ver claramente um homem perto da casa. Usava um velho chapéu de palha e tinha uma longa barba grisalha. Naquele momento estava curvado, serrando madeira.

Coiote sentiu seu coração quase parar de bater de medo quando viu o velho, porque a Senhora Genny havia dito que o Senhor João seria, com certeza, seu dono e o faria trabalhar duro se ele não conseguisse passar por sua casa sem ser capturado.

Tentando dominar o medo. Coiote pensou: “Talvez, se eu me deitar e descansar um pouco, dará tempo de o Senhor João acabar de serrar e entrar em casa. Então, poderei facilmente escapar sem ser visto”.

Mas Coiote estava cansado, o dia estava quente e, assim que se acomodou, ele adormeceu profundamente.

Já havia dormido por algum tempo quando o senhor João, andando de mansinho com seus pés calçados em um mocassim, descobriu-o.

— Ha, ha!, exclamou satisfeito. Aqui está um belo burro de carga para o trabalho do ano que vem! Levante-se e venha para casa comigo!

Acordado de surpresa, Coiote não conseguia abrir os olhos para ver que aquela voz estrondosa era a do Senhor João.

— Farei você levantar, disse ele, aproximando-se da cabeça de Coiote e em seguida, agarrou suas orelhas e puxou-as com força, até que elas se esticaram mais de quinze centímetros em sua direção. Ele ficou tão surpreso com o que viu, que largou as orelhas, perplexo.

Imediatamente Coiote ficou em pé e desceu correndo a montanha, o mais rápido que suas pernas conseguiram. Quando já tinha alcançado o que considerou uma distância razoável para se achar seguro, deu uma olhada para trás e viu o Senhor João parado no mesmo lugar. Seu velho chapéu de palha estava caído para um lado e ele parecia tão espantado por ver as enormes orelhas daquele animal tão pequeno, que ainda não tinha conseguido mover-se.

Coiote estava tão contente agora por estar salvo, longe do Senhor João que seu coração não pôde suportar toda a emoção. Ele abriu bem a boca para deixar escapar um pouco de sua alegria. E, para sua surpresa, um “He-he-hee-e!” – saiu de sua garganta.

Alarmado com aquele som, Coiote respirou fundo e um “Haw-aw-aw!”, veio de onde o “Hee-heee” tinha vindo.

Por um momento, Coiote ficou assustado demais para poder se mexer. E, ao continuar descendo a montanha para se afastar ainda mais do Senhor João, decidiu:

— Não há motivo para ficar alarmado. Esses sons estavam dentro de mim! A força que os produz deve estar dentro de todos os da minha espécie. Agora, cabe a mim aperfeiçoá-los para que, quando eu chegar à casa de minha avó, possa ensinar-lhe e a toda a família como fazer isso. Assim, nós seremos capazes de comunicarmo-nos uns com os outros, sem importar qual a distância que nos separa.

Durante o resto do caminho para descer a montanha, Coiote foi praticando várias vezes a sua nova descoberta, até chegar ao curral onde sua avó e alguns dos seus parentes estavam; pareceu-lhe a coisa mais fácil do mundo expressar sua alegria ao vê-los. Ele o fez com um “Hee-ha! ”.

A vovó mula trotou rapidamente para esfregar seu focinho no dele.

— Coiote, querido, estou tão feliz em vê-lo! – Expressou sem emitir sons – Mas suas orelhas! Sua voz! Uma coisa maravilhosa aconteceu com um burro! Você deve ter feito algo maravilhoso para merecer ganhar coisas tão espantosas!

— Não fiz nada de maravilhoso, Vovó – respondeu Coiote – Só deixei sair o que havia dentro de mim. E não há nada de extraordinário sobre essas coisas, vovó. Pois o que existe em mim, existe em todos nós. Só precisa ser trazido para fora. Você já ouviu dizer que “o que não usamos, perdemos”?

— Muitas vezes, querido!

— Bem, eu decidi que há outro ditado, tão verdadeiro quanto esse: “o que nós não desenvolvermos dentro de nós mesmos, nunca poderemos usar!”, então, amanhã, depois que eu descansar, vou contar para todos que queiram saber, como eu consegui minhas longas orelhas e minha voz!

Coiote cumpriu sua palavra. No dia seguinte, juntou todos os seus parentes ao seu redor e começou a contar como desenvolveu suas orelhas e sua voz. Seus parentes contaram a seus filhos e amigos.

Logo, os burros de todos os lugares estavam seguindo o conselho de Coiote e praticando o autodesenvolvimento. E eles certamente continuam praticando porque, hoje, todos os burros têm voz ruidosa e orelhas compridas.

(Do Livro “Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. IV” – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

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Porque aprendemos a fumar e como deixamos tal hábito

Porque aprendemos a fumar e como deixamos tal hábito

 

Tínhamos dezoito ou dezenove anos, quando começamos a fumar. E por quê? Pelos mesmos motivos que movem todos os adolescentes a adquiri esse hábito: imitação e vaidade.

Fazíamos nessa época o serviço militar e, como voluntários, éramos mais jovens do que os demais soldados, na sua maioria com vinte e um ou mais anos; por isso, sentíamos um certo complexo de inferioridade. Eles eram “mais” homens do que nós. Assim foi que, pega hoje um cigarro deste amigo, pega amanhã outro daquele, começamos a fumar. Fumar não é bem o termo; seria melhor dizer “queimar cigarros”, já que a fumaça não nos passava da boca, pois não tragávamos.

Cumprido o tempo de serviço, tivemos baixa, fomos trabalhar e residir na cidade de Santos, perto do mar. Lá, à vaidade se acrescentou o esnobismo — só fumávamos cigarros americanos e ingleses. Como o salário era pequeno e os cigarros estrangeiros eram, para o ano de 1920, caríssimos, pois custavam $ 2.500, o maço, nós os comprávamos nos botequins das redondezas do porto por $ 1.200. Juntava-se, assim, à vaidade e ao esnobismo, a emoção do perigo. Os cigarros comprados nos botequins entravam no país por contrabando. Marujos americanos e ingleses, na falta de dinheiro, trocavam-nos por cerveja, por preços vis, dando grandes lucros ao dono do botequim. Ser apanhado quando comprávamos nos fazia correr o risco de ser presos. Como isso era emocionante! E como os compradores se sentiam “grandes” com os olhares de admiração dos circunstantes, ao puxarem um maço de Camel ou uma lata de Wild Woobdine para oferecer um cigarro ao amigo ou metê-lo na piteira de bambu que acompanhava os Woobdines.

Dentro de pouco tempo começamos a tragar. As primeiras tragadas nos faziam ver “mosquitos” luminosos e provocavam tosse e náuseas. Mas, pouco a pouco, o organismo reagiu e estabeleceu-se a tolerância. No fumar propriamente não havia prazer. Mas como sentíamos prazer, ao discutir na rodinha de amigos um problema importante como, por exemplo, a resposta que havíamos dado à uma garota! Nós então parávamos e, frente à ansiedade de auditório por saber qual fora a resposta, sacávamos do bolso a caixa de fósforos e um maço de Lucky Strike que batíamos na caixa para, com um gesto de displicência, acender, produzir a baforada, tragá-la e, enfim e só então, dar a resposta em que as sílabas, escondidas, misturavam-se às baforadas azuis. Como aquilo nos tornava importantes! As frases mais vulgares adquiriam, assim, foros de sábios conceitos.

Depois, quando nos aborrecíamos porque o mundo não fora feito de encomenda para nós, segundo a nossa fórmula, acendíamos um cigarro e o aborrecimento se desfazia nas volutas da fumaça. A irritação, causada pela contrariedade, produzia um acúmulo de energia nervosa que desejávamos expandir, arrebentando o nariz de alguém que nos houvesse atrapalhado os planos. O ritual de fumar — tirar o maço do bolso, retirar o cigarro, tirar a caixa de fósforos, bater nela o tubinho de papel recheado de tabaco, riscar o fósforo, fechar as mãos em concha para proteger a chama, aspirar o ar através do cigarro para acendê-lo na labareda do fósforo, soltar a baforada — era feito de movimentos em que aquela energia represada se esvaía, destruindo-se desse modo a angústia.

Naquela época, porém, nada sabíamos disso e dizíamos apenas que o cigarro nos acalmava os nervos.

Então, quando tínhamos por volta de trinta e seis anos, começamos a nos interessar por psicanálise e filosofia. Principiamos a meditar sobre o porquê de nossas ações. Seriam elas inspiradas por algum motivo real e justo ou seriam mera questão de hábito?

Lemos, então, o livro de J. Ralph, Conhece-te pela Psicanálise, em que o autor conta que certos náufragos, na falta de fumo, fumaram, em seus cachimbos, fibras de cânhamo retiradas de cabos para atracação do navio.

Coincidiu essa leitura com a verificação de que, ao fumar no escuro para que ficássemos satisfeitos, era preciso que soprássemos a fumaça na brasa do cigarro a fim de vê-la. O prazer do fumar não vinha, pois, do sabor da fumaça e, sim, do “ritual”. No entanto, o fascínio de um ritual está no mistério. Desfeito o mistério, o encanto se dilui e desaparece. Foi o que nos sucedeu. O estudo da psicanálise, embora superficial, a tentativa do nosce te ipsum (conheça a ti mesmo), conquanto em grande parte infrutífera, puseram-nos em contato com a realidade da vida. Trocamos a lira de Apolo pela lanterna de Diógenes.

Conta-se que esse filósofo grego quebrou a cuia em que bebia água, ao ver uma menina bebê-la na concha das mãos. Desde que se podia beber na concha das mãos, a cuia era uma inútil complicação na vida.

Assim acontece com o fumante que encontrou a realidade, que se convenceu de que as coisas são como são e que de nada vale querermos que sejam como gostaríamos que fossem. Ele se livra da angústia sem precisar da “muleta” do cigarro. O ritual do fumo perde o encanto e a significação: torna-se uma coisa tola, absurda.

Por isso, hoje, quando vemos uma pessoa caminhando pelas ruas de ventre e cabeça erguidos, puxando as fumaças de um imenso charuto que traz, à guisa de chupeta, entalado nos lábios, ficamos penalizados. Pobre ser humano! É o complexo de inferioridade dele que o condiciona a andar pendurado num Havana fabricado na Bahia para estar seguro de sua importância no rol das coisas.

Quem se põe a meditar, diariamente, em como é tolo e ridículo o vício de fumar, está a meio caminho de abandonar o vício. Mas quem diz a si mesmo “no dia que eu quiser, deixarei de fumar”, provavelmente continuará fumando pela vida toda, pois essa afirmação é uma prova de que esteja realmente escravizado pelo vício e tenta se enganar por sentir-se envergonhado de ser escravo de um rolete de tabaco.

É uma desculpa que dá a si próprio para não ter que confessar a incapacidade de abandonar o vício.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 03/70)

 

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O Tomate

O Tomate

O tomate, popularmente, alguns o chamam de “maçã do paraíso”; outros o têm qualificado como o “pomo de ouro” de onde os italianos fizeram o seu “pomidoro” para demonstrar seu enorme valor.

O tomate é um magnífico purificador do sangue e excelente revigorante do organismo em geral, por sua riqueza em vitaminas e sais minerais.

Está classificado como o primeiro entre os alimentos protetores, tanto por defender-nos contra as infecções de bactérias, a debilidade geral, as perturbações digestivas e pulmonares, como por exercer, dentro do nosso corpo, um efeito antisséptico e neutralizar poderosamente os resíduos ácidos. Também possui a propriedade de dissolver a fleuma, os coágulos de mucosidade sanguínea, de amolecer os conteúdos endurecidos do intestino e do fígado e até de ajudar a desintegrar as massas de tumor, as pedras e os cálculos renais. Atua, portanto, como um forte dissolvente junto ao limão, pinhão e outros.

O maior valor do tomate reside na sua riqueza em magnésio, pois contém, mais do que qualquer outro alimento comum, esse importante mineral orgânico que endurece os ossos e os dentes humanos.

Enquanto o cálcio forma a base da estrutura óssea, o magnésio endurece o cálcio para fazer os ossos resistentes e firmes. Nossos dentes contêm somente 0,5% a mais de sais de magnésio que nossos ossos, mas essa pequena fração faz com que os dentes sejam muito duros.

Com a insuficiência de magnésio, os ossos perdem a firmeza e são facilmente fraturados. O magnésio deve funcionar de acordo com o cálcio; na realidade, se não houver cálcio suficiente, a ingestão do magnésio não alimentará o organismo; por isso, nós, especialmente as crianças, precisamos de alimentos à base de magnésio como o tomate, junto de alimentos ricos em cálcio como a laranja, o espinafre, o queijo e muitos outros. Isso ajuda na construção óssea, previne o enfraquecimento dos ossos e a queda prematura dos dentes. O magnésio também fornece energia, porque ajuda a formar a vitalizante albumina do sangue. Além disso, destrói, elimina os resíduos do organismo que não foram digeridos, opera na construção das células pulmonares e nervosas e é necessitado em grandes quantidades nos músculos e tecidos do cérebro.

O tomate contém também uma rica provisão de vitaminas C, A, B, G e algo da D, essa preciosa vitamina “solar”. Ademais, há no tomate indícios de ácido tartárico, ácido salicílico e ácido succínico.

A substância colorante do tomate, segundo as investigações de Arnaud, seria idêntica ao caroteno, cuja fórmula é C40 H56, porém com propriedades diferentes, as quais Willistatter e Escher denominaram licopeno.

Qualidades terapêuticas do tomate:

O tomate tem as habilidades de: eliminar os coágulos da mucosidade sanguínea; dissolver o catarro; amolecer os conteúdos endurecidos do intestino e do fígado; ajudar a desintegrar as massas de tumor e as pedras nos rins.

O tomate cru é essencialmente um alcalinizador do sangue, razão por que o recomendamos àqueles que padecem de um sangue carregado de ácido, sendo excelente para os que sofrem de reumatismo, artrites, gota, eczema ou erupções da pele originados pela acidez do sangue.

Como contém todas as vitaminas, mas especialmente a importante vitamina C, que é responsável pela construção de ossos fortes e dentes, é magnífico contra o raquitismo, polineurites, escrofulismo, escorbuto ou outras doenças afins e para todos aqueles transtornos causados por deficiência de vitamina, devendo, nesses casos, ser ingerido diariamente em sua forma natural.

O tomate igualmente é excelente para os intestinos e, com esse fim, deve ser comido depois de ser cozido.

É um grande ativador dos fermentos digestivos, dos quais depende o bom processo do metabolismo em nosso organismo. É também um laxante de grande benefício em qualquer transtorno do fígado. Igualmente, o tomate contém iodo.

Uma combinação que se deve evitar é tomate com leite cru, com açúcar, com mel ou com frutas ácidas.

CONTRAINDICAÇÕES: o tomate é contraindicado para as pessoas que sofrem de fermentações gástricas e acidez do estômago.

As folhas dessa planta também têm suas aplicações na medicina popular, pois com elas prepara-se o cataplasma, que fornece ótimos resultados contra as inflamações. Nesse caso, aplica-se à parte afetada a folha do tomate triturada e ligeiramente assada.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de Setembro/1970)

 

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Boas Razões para Ser Vegetariano

Boas Razões para Ser Vegetariano

Muitas vezes me pedem para escrever algo sobre esse assunto. De fato, em uma ocasião recebi de nada menos que quarenta Oficiais Locais um pedido para que explicasse tudo o que eu quis dizer com o que chamei, ao falar em um dos Conselhos, de Evangelho de Mingau. Não creio que eu seja capaz de elucidar isso tudo, mas tentarei responder brevemente a uma pergunta que ouço com frequência: “Por que você recomenda o vegetarianismo?”.

Aqui estão, de qualquer forma, algumas das minhas razões para isso:

  1. Porque eu experimentei uma dieta vegetariana cheia de benefícios, tendo sido, ao mesmo tempo e por mais de dez anos, um vegetariano rigoroso.
  2. Porque, de acordo com a Bíblia, Deus originalmente pretendia que o alimento do ser humano fosse vegetariano: “Deus disse: Eu dei a vocês toda erva que dê semente e está sobre a face de toda a terra; e toda árvore em que há fruto que dê semente; isso será sua refeição” (Gn 1:29).
  3. Porque uma alimentação vegetariana é favorável à pureza, à castidade e ao perfeito controle dos apetites e paixões que costumam ser a fonte de grande tentação, especialmente para os jovens.
  4. Porque a dieta vegetariana é benéfica à força e à saúde robusta. Com pouquíssimas exceções, confirmadas apenas por inválidos, acredito que as pessoas seriam melhores em espírito, mais fortes em músculo e mais vigorosas em energia, caso se abstivessem totalmente do uso de alimentos de origem animal. Os espartanos, que ocupam o primeiro lugar entre todas as nações da história pela capacidade de suportar dificuldades, eram vegetarianos, assim como os exércitos de Roma, quando conquistavam o mundo.
  5. Porque dezenas de milhares de pessoas pobres, que agora têm muita dificuldade de sobreviver, após ter comprado alimentos à base de carne, poderiam, por sua substituição por frutas, legumes e outros alimentos baratos, conseguir conforto material, doar mais dinheiro aos pobres e à obra de Deus.
  6. Porque uma alimentação vegetariana baseada em trigo, aveia e outros grãos como lentilhas, ervilhas, feijões, nozes ou alimentos semelhantes é mais de 10 vezes superior economicamente à comida de origem animal. Metade do peso da carne se deve à água dentro dela, que precisa ser paga como se fosse carne! Uma refeição vegetariana, mesmo que permitamos queijo, manteiga e leite, custa, aproximadamente, só um quarto de uma que misture carne e legume.
  7. Porque a comida vegetariana impede o enorme desperdício de todos os tipos de alimentos de origem animal que são consumidos com quase nenhuma vantagem para quem os come.
  8. Porque a dieta vegetariana é uma proteção contra a bebida, já que o consumo de carne implica o aumento da embriaguez: um mau apetite produz outro.
  9. Porque o alimento vegetariano é oportuno à indústria e ao trabalho duro, enquanto a alimentação baseada em carne favorece a indolência, a sonolência, o aumento de gordura, a falta de energia, a indigestão, a prisão de ventre e outras aflições ou degradações.
  10. Porque está provado que a vida, a saúde e a felicidade são beneficiadas pelo prato vegetariano. Eu já conheci muitos exemplos disso. A maioria dos casos de longevidade pode ser encontrada entre aqueles que, desde a juventude, vivem principalmente, quando não inteiramente, de vegetais e frutas. Pensar em tudo isso é importante.
  11. Eu sou a favor da nutrição vegetariana porque os órgãos digestivos do ser humano não estão bem adaptados à ingestão da carne, a qual contém uma grande quantidade de matéria que, na época em que o animal foi morto, estava mudando e se preparando para ser expulsa do seu sistema. Essa matéria normalmente passa pelo estômago humano sem ser digerida e cai no sangue, causando várias doenças, especialmente reumatismo, gota, indigestão ou afins.
  12. Porque é muito difícil, sobretudo em climas quentes, manter frescos, pelo tempo suficiente para cozinhar e comer, os alimentos à base de carne; assim, uma grande quantidade de carne é consumida depois que começa a decair — ou seja, apodrecer. Esse apodrecimento geralmente começa muito antes que a carne dê qualquer sinal de sua condição real. Nem a aparência nem o cheiro dela são um guia seguro para saber se está saudável.
  13. Porque grande parte da carne que é empregada na alimentação humana já está doente e é quase impossível ter certeza de que qualquer pedaço de carne esteja completamente livre dos germes da doença. Sabe-se que muita carne comum, normalmente de animais velhos, é vendida aos açougueiros porque os animais estão doentes.
  14. Porque eu acredito que o grande aumento do consumo e a alta incidência do câncer nos últimos 100 anos foram causados pelo elevado incremento do uso de alimentos de origem animal e que uma dieta rigorosamente vegetariana muito ajude a afastar as doenças mais terríveis e incuráveis.
  15. Porque suponho que uma alimentação à base de carne provoque muitas doenças dolorosas que, embora possam não representar ameaças diretas à vida, causam bastante sofrimento e perda. Refiro-me às queixas como eczema, constipação, vermes, disenteria, severas dores de cabeça e coisas do gênero. A comida vegetariana ajudaria bastante no alívio ou até na cura dessas enfermidades.
  16. Por causa da terrível crueldade e do terror aos quais dezenas de milhões de animais assassinados em nome da alimentação humana são submetidos, ao viajar longas distâncias de navio, trem ou pela estrada até os matadouros. Deus desaprova qualquer tipo de crueldade — seja contra o ser humano ou os animais.
  17. Por causa das terríveis atrocidades praticadas pela matança de animais, em muitos matadouros. Todo esse comércio de carnificina é cruel, mesmo quando feito com cuidado e sabemos que no caso de milhões de criaturas isso seja feito com pouquíssimo critério. Dez mil porcos são assassinados para se tornar alimento a cada hora, somente na Europa.
  18. Porque o emprego de abate brutaliza quem é obrigado a fazer esse trabalho. “Os sentimentos mais elevados dos homens compassivos”, diz certo escritor, e concordo com ele, “revoltam-se com a crueldade, os pontos de vista degradantes, os gritos angustiantes, o perpétuo derramamento de sangue e todos os horrores que abrangem o massacre de criaturas sofredoras”.
  19. Porque a comida baseada em carne não é necessária para o trabalho duro. Grande parte do trabalho do mundo é feita por animais que sobrevivem de alimentos vegetais, tais como os cavalos, as mulas, camelos, bois e tantos outros.

Espero que este assunto seja digno da séria consideração de nossos Estudantes. Ele é importante não apenas para sua própria saúde e felicidade, mas para sua influência entre as pessoas, como homens e mulheres livres da escravidão dessa gratificação egoísta que frequentemente aflige os professos servos de Cristo. Lembremo-nos da direção do apóstolo: “Se você come ou bebe, ou o que quer que faça, faça para a glória de Deus”.

Pensem nessas coisas!

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross em 05/1915 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

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Efeitos Psicofisiológicos da Oração

Efeitos Psicofisiológicos da Oração

A oração atua sobre o espírito e sobre o corpo de uma forma que parece depender de sua qualidade, de sua intensidade e de sua frequência.

É fácil conhecer qual a frequência da oração e, numa certa medida, sua intensidade.

Quanto à qualidade, mantém-se desconhecida, visto não possuirmos meios de medir a fé e a capacidade de amor de outrem. No entanto, a maneira como vive aquele que ora pode esclarecer-nos sobre a qualidade das invocações que ele dirige a Deus. Mesmo quando a oração é de fraco valor inconsciente, principalmente na recitação de fórmulas, exerce um efeito sobre o comportamento do indivíduo: fortifica, ao mesmo tempo, o sentido do sagrado e o senso moral.

Os meios onde se ora caracterizam-se por certa persistência do sentimento do dever e da responsabilidade, por menos inveja e maldade, e por certa bondade para com os outros.

Parece estar demonstrado que, em igualdade de desenvolvimento intelectual, o caráter e o valor moral sejam mais elevados entre os indivíduos que oram, mesmo de forma medíocre, do que entre os que não oram.

Quando a oração é habitual e verdadeiramente fervorosa, sua influência torna-se mais manifesta e podemos compará-la à de uma glândula de secreção interna, como, por exemplo, a tireoide ou a suprarrenal. Consiste numa espécie de transformação mental ou orgânica, transformação essa que se opera de modo progressivo. É dito que que no mais profundo da consciência se acende uma chama. O ser humano vê-se tal qual é. Põe a descoberto seu egoísmo, sua cupidez, seus juízos errados e seu orgulho. E, então, verga-se ao cumprimento do dever moral, procurando adquirir a humildade intelectual. Assim, abre-se perante ele o reino da graça. Pouco a pouco, vai-se produzindo um apaziguamento interior, uma harmonia das atividades nervosas e morais, uma resignação maior perante a pobreza, a calúnia e a canseira, bem como a capacidade de suportar sem enfraquecimento a perda dos seus, a dor, a doença e a morte.

Por esse motivo, o médico que vê seu doente orar deve regozijar-se com isso, pois a calma proveniente da oração é uma poderosa ajuda para a terapêutica.

No entanto, não devemos assemelhar a oração à morfina, visto que a prece origina, ao mesmo tempo que acalma, uma integração das atividades mentais e uma espécie de floração da personalidade. Por vezes, produz até mesmo o heroísmo e marca os seus fiéis com um selo particular. A pureza do olhar, a tranquilidade do porte, a alegria serena da expressão, a virilidade do comportamento e, se for necessário, a simples aceitação da morte do soldado ou do mártir traduzem a presença do tesouro que se oculta no íntimo dos órgãos e do espírito.

Sob essa influência, mesmo os ignorantes, os retardados, os fracos e os maus dotados utilizam melhor as suas forças intelectuais e morais.

A oração, segundo parece, eleva os homens acima da estatura mental que lhes pertence em harmonia com a sua hereditariedade e sua educação. Esse contato com Deus impregna-os de paz. E a paz irradia deles. E levam a paz para toda parte aonde vão.

Infelizmente, não há, hoje em dia, senão um número ínfimo de indivíduos que saibam orar de uma maneira eficiente.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro de 1970)

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Todos os buscadores espirituais podem achar útil a Oração do Estudante Rosacruz

Todos os buscadores espirituais podem achar útil a Oração do Estudante Rosacruz

Quando alguém cresce, especialmente alguém que é robusto, com atributos físicos, um amigo pode observar: “Ele não conhece sua própria força”. Como o exercício é necessário para o desenvolvimento do músculo físico, o desenvolvimento da natureza moral é realizado por meio da tentação.

Em qualquer busca da verdade, mesmo as obras mais autoritárias, como os livros da Bíblia Sagrada, contêm contradições desconcertantes. Portanto, embora se comece a entender os mistérios, o conhecimento incompleto pode levar o Ego a tirar conclusões contraditórias.

O Ego habita no Mundo do Pensamento; esse é o seu lar. Estudantes que praticam exercícios mentais, incluindo oração concentrada, adquirem novos pontos fortes; poderes que, embora sejam sutis, podem surpreender o neófito com sua potência. Contudo, até que o Ego desenvolva intensa observação e discernimento, e cresça, por meio da experiência, da inocência à virtude, incertezas podem engolfá-lo, causando confusão e erro.

Os dois atributos que melhor nos ajudam a vencer as tentações de Lúcifer e que nos tiram do deserto são o Amor e o Dever. A Oração do Estudante, embora muito breve, quando recitada com sinceridade, eleva o buscador espiritual ao reino protetor do amor divino e coloca o Ego sobre uma base firme de intenções nobres. Durante os conclaves, os alunos costumam repetir essa oração em uníssono no final de cada apresentação.

A sentença final é o versículo 14 do décimo nono Salmo da Bíblia.

Se você está fazendo a Oração do Estudante Rosacruz sozinho então, você deve proferi-la assim:

“Aumenta o meu amor por ti, Ó Deus

Para que eu possa servir-Te melhor a cada dia que passa

Faze que as palavras de meus lábios

E as meditações do meu coração

Sejam agradáveis a Tua presença

Ó Senhor, minha força e meu redentor.”

Se estiver mais de uma pessoa, então a faça assim:

“Aumenta o nosso amor por ti, Ó Deus

Para que possamos servir-Te melhor a cada dia que passa

Faze que as palavras dos nossos lábios

E as meditações dos nossos corações

Sejam agradáveis a Tua presença

Ó Senhor, nossa força e nosso redentor.”

A oração é como ligar um interruptor elétrico. Não cria a corrente; simplesmente fornece um canal através do qual a corrente elétrica pode fluir. Da mesma maneira, a oração cria um canal através do qual a vida e a luz divinas podem se derramar em nós para nossa iluminação espiritual.

Se o interruptor fosse feito de madeira ou vidro, seria inútil; de fato, seria uma barreira pela qual a corrente elétrica não poderia passar, porque isso é contrário à sua natureza. Para ser eficaz, o interruptor deve ser feito de um metal condutor; então está em harmonia com as leis da manifestação elétrica.

Se nossas orações são egoístas, mundanas e eivadas de desprezo pelo próximo, são como o interruptor de madeira; eles derrotam o próprio propósito a que se destinavam a servir, porque são contrários ao propósito de Deus.

Para ser útil, a oração deve estar em harmonia com a natureza de Deus, que é o Amor.

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

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A Fonte da Amizade

A Fonte da Amizade

Nuvens de poeira moviam-se pela ação das grandes rodas de ferro da diligência, enquanto os fatigados bois subiam a pequena montanha. Priscila correu pela areia quente, grata por uma pequena sombra proporcionada pela cobertura da diligência.

Seu irmão Herbert encorajou os bois, sua voz soando desafinada e baixa na quietude do deserto. No topo do morro, ele retirou à diligência da estrada e gritou:

— Pare!

Priscila saiu para ver se ele estava dando passagem a outras diligências. Seus olhos azuis atentos perceberam imediatamente a cena que estava à sua frente. O pico da montanha erguia-se sozinho na planície ressecada e marcava o ponto divisório de duas trilhas. Uma, ia para o sul através de um sulco branco e alcalino. A outra, abraçava uma cadeia de montanhas ao norte — montanhas vermelhas e amarelas que cintilavam nas dunas quentes.

Bem abaixo deles, uma cabeça inclinada subia a montanha em que eles estavam. Uma mulher envelhecida e uma garota de rosto redondo, de idade aproximada à de Priscila, caminhavam com dificuldade ao lado dos dois bois magros. A derrota estava escrita em cada linha dos dois estranhos que se aproximavam — nos seus ombros caídos, nos seus semblantes desanimados, nos seus passos lentos.

— Não vá começar um bate-papo, disse Herbert, não temos tempo a perder se pretendemos alcançar a caravana.

Priscila olhou para seu irmão com surpresa. O tom, as palavras, não eram suas. Somente um ano mais velho, ele parecia ter envelhecido anos nessas últimas semanas. Não é de admirar, pensou Priscila. Ele era muito novo para tal responsabilidade. Mas não foi o envelhecimento que preocupou Priscila. A face morena de Herbert tornara-se mais magra, seus olhos mais ansiosos e toda sua amabilidade desaparecera. De alguma forma, ele tinha endurecido e isso era o que preocupava sua irmã, mais do que tudo.

A medida que a diligência se aproximava, Priscila podia ouvir um som áspero e desagradável que, algumas vezes, parecia um grito estridente. Ela notou que a roda traseira direita da diligência que se aproximava, não girava totalmente. Se arrastava pela areia tornando mais difícil o trabalho dos bois.

A mulher e a menina não levantaram suas cabeças quando desviaram os bois para o lado, a fim de passar. O coração de Priscila sensibilizou-se pela indiferença delas, porque ela reconheceu que essa indiferença era devida ao completo cansaço que tinham.

— Perdão, disse Priscila, impulsivamente. Não seria mais fácil se essa roda fosse engraxada?

O chapéu levantou-se e Priscila viu os olhos da mulher brilharem.

— Como você é esperta! – disse ela asperamente.

— Sei que vocês não têm graxa, Priscila respondeu rapidamente, mas nós temos um pouco e tenho certeza que meu irmão teria prazer em ajudá-las.

A mulher encarou a face ansiosa e ruborizada de Priscila, e lágrimas rolaram por seu rosto moreno.

— Perdão, minha filha. Eu estou tão embrutecida que mal reconheço a gentileza. Eu agradecerei muito a seu irmão se ele fizesse isso para mim.

Priscila ficou contente ao ver que a mulher não percebeu o olhar amuado de Herbert. O tempo era tão precioso!

A mulher dirigiu-se à mãe de Priscila, que estava dirigindo os bois, pois estava muito cansada para andar. A garota aproximou-se de Priscila, levantando seus grandes olhos escuros.

— Deve desculpar mamãe, disse ela. Ela não é assim normalmente. Mas… perdemos papai. A garota acenou indefinidamente para as montanhas que estavam à oeste, bem distantes.

— Há muita cólera nos trens de imigrantes, disse Priscila com emoção. Meu pai também pegou cólera… e nada pudemos fazer…

— Eu entendo, disse à menina.

— Perdemos a caravana em que estávamos, Priscila explicou. Quebramos o balancim do carro e tivemos que parar enquanto Herbert fazia outro.

— Planejam pegar a bifurcação sul para Pinnacle Rock? – perguntou a garota.

Priscila concordou.

— Temos só um barril de água. Precisamos conseguir mais em Fonte Sultry.

A outra menina olhou rapidamente.

— Viemos de lá. A Fonte Sultry está seca, ela acrescentou num rouco sussurro. Talvez encontrem água na bifurcação do norte, não sei.

Herbert tinha acabado de engraxar a roda. Sorrindo, a mulher e a garota agradeceram.

— Vocês encontrarão aquela caravana em apenas um dia adiante, disse a menina.

A roda não mais emperrou ou se arrastou. Vendo seu progresso, Priscila observou que a mulher e a menina não mais fixavam o olhar no chão. Elas andavam eretas, olhando para a frente. Ela sentiu um ar de triunfo nelas e ficou contente, percebendo que ajudara a animá-las.

Quando ela voltou, viu Herbert olhando perturbadamente para uma mancha escura debaixo da diligência. De repente, ele correu para os fundos, subiu na diligência e quando Priscila o alcançou, Herbert estava sacudindo um barril, desesperado.

— Saiu a rolha de nosso último barril de água! Nenhuma gota sobrou! Enquanto nossos bois estão quase morrendo, você fica aí tagarelando.

— Devemos chegar a Fonte Sultry antes do anoitecer, vociferou Herbert.

— Aquela mulher e a garota vieram do sul, Herbert. A Fonte Sultry está seca.

Ele derrubou o barril, seus olhos em pânico.

— Seca?

— A garota acha que podemos encontrar água na bifurcação norte.

— Não, disse ele roucamente. Os guias dos imigrantes nada dizem sobre água ao norte. É isso que conseguimos porque você nos atrasa com cada estranho que encontramos.

Os olhos de Priscila entristeceram-se.

— Herbert, você está aborrecido. Além do mais, seguiríamos a bifurcação sul se eu não tivesse falado com aquela menina.

— Talvez seja verdade, disse ele, mas você não tem nenhuma desculpa por ter ficado tagarelando ontem, por meia hora, com aquele comerciante velho e grisalho.

— Mas ele estava ansioso para conversar com alguém, Herbert. Sua face iluminou-se quando parei para conversar com ele. E ele tinha tantas coisas para dizer sobre estas terras que estão adiante.

— Interessante, talvez, mas perda de tempo.

Ela o olhou fixamente quando ele pulou para o chão. Tocou-lhe o braço temerosamente. Ele virou-se, olhando-a carrancudo.

— Herbert, não seja insensível, por pior que estejam as coisas. Se você não pode perder tempo para uma palavra amiga ou um ato gentil durante a viagem, na verdade, você não está vivendo.

Ele olhou para ela, endurecido e imóvel.

— Você deve tomar conta de si mesma. Não pode ficar pegando para si os problemas dos outros.

Ele continuou a caminhar. Nada falou quando pegou a bifurcação norte em direção a Pinnacle Rock, ou durante as horas em que viajaram pela base dos penhascos. O calor que os penhascos refletiam ardia como se fosse um forno. Mais de uma vez, Priscila olhou para sua mãe ansiosamente, pois os lábios dela estavam bem apertados. Mas a garota nada disse. Ela sabia que sua mãe estava com sede, mas nada podia fazer.

Finalmente, Herbert parou os bois. Seus olhos estavam arregalados de medo. Priscila foi para a frente e um calafrio lhe percorreu a espinha. A língua dos bois estava de fora e eles estavam tremendo.

— Só um dia nos separa de nossa caravana, Herbert disse roucamente. Mas os bois não aguentarão se não beberem água.

Os olhos de Priscila passaram rapidamente pela planície e dirigiram-se depois para a colina acima. Viu desfiladeiros secos pela erosão, causada pelas tempestades de séculos, artemísias, cactos e grama queimados com exceção de um desfiladeiro onde havia uma única ponta de árvore verde.

— Desate um dos bois, disse Priscila rapidamente. Prenda um pote sobre seu dorso. Acho que sei onde há água.

Herbert protestou quando ela subiu em direção a um desfiladeiro seco. Duas voltas, três — sem nenhum sinal de água. Mesmo assim, Priscila insistiu em continuar, apesar de Herbert ter cada vez mais dificuldade em dirigir o boi pelas ásperas pedras. Meia hora mais tarde, eles chegaram a uma areia úmida onde a água havia corrido, não muitas horas antes; a uns metros daí havia um córrego de águas límpidas.

Eles beberam, deixaram o animal beber e encheram seu pote com água. Em uma das vezes que Priscila abaixou sua cabeça para beber, Herbert empurrou-a para a água. Com a cabeça toda molhada Priscila colocou sua mão no córrego para também jogar água em seu irmão. De repente, ela se endireitou, seus olhos estavam brilhantes.

— Ora, Herbert você está sorrindo! Há semanas que…

— Reconheço que tenho uma razão para sorrir! – Com exceção da magreza de sua face, ele parecia quase um menino outra vez – Nossos maiores problemas terminaram! Priscila, como você sabia que havia uma nascente aqui? Não há nenhum sinal de água lá embaixo.

Os olhos de Priscila estavam arregalados e brilhantes!

— Tinha que haver água aqui! Lembra-se daquele velho comerciante grisalho com quem eu conversei ontem? Ele me ensinou muitas coisas úteis. Entre elas, disse-me o seguinte: se você encontrar um grupo de arbustos ou árvores de verde mais escuro do que as da redondeza – como as que existem neste desfiladeiro – saiba que lá deve ter água.

— Oh! Disse Herbert. E eu disse que você perdia seu tempo sendo gentil com as pessoas.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. IV – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

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Pequenas Práticas Cotidianas que interessam à sua Saúde

Pequenas Práticas Cotidianas que interessam à sua Saúde

Ao acordar, depois da noite bem dormida, em quarto de janela aberta, é mau ficar na cama a espreguiçar-se, a dar asas à imaginação; é bom fixar rapidamente a atenção nos primeiros afazeres do dia, deixando o leito sem demora.

Uma vez por dia, sempre à mesma hora, é bom esvaziar o intestino; é bom lavar as mãos e o rosto com sabonete, gargarejar um pouco de água com dentifrício, usar o fio dental e escovar os dentes em movimento circular com escova pequena e dentifrício saponáceo; é mau escovar os dentes com escova grande e em movimento apenas lateral, o que não permite a conveniente limpeza dos espaços interdentários. É mau tomar logo o banho, ainda pior se for com água morna entorpecedora. O que é bom é fazer, primeiro, ao ar livre ou, ao menos, diante da janela aberta, de 15 a 30 minutos de exercícios físicos e só depois tomar o banho frio e rápido, de chuveiro.

Depois do banho, é bom vestir roupa que proteja e não seja apertada; é mau querer trajar-se com elegância e desconforto (vestimentas apertadas, cintos apertados, saltos altos, etc.).

Antes de sair para o trabalho, é bom que o café da manhã seja feito devagar… é mau comer lendo o jornal, engolindo sem mastigar, esquecendo verduras, leite e frutas.

Depois do almoço, é bom usar o fio dental, escovar os dentes e bochechar um pouco de água para limpeza da boca; é mau ficar esgaravatando os dentes com um palito de madeira frágil e mal polido, que fere as gengivas e às vezes se quebra, entupindo o espaço interdentário.

Na rua, é mau correr para tomar um veículo, pois a ginástica já foi feita e, fora de portas, a corrida dificulta o fixar a atenção em outro veículo que possa atropelar.

No ônibus, no trem, na lotação, é mau ler, pois a trepidação dificulta a acomodação visual, concorrendo para aumentar a miopia e astigmatismo (o jornal terá sido lido rapidamente enquanto se esperava o primeiro almoço).

No trabalho é bom ter iluminação e ventilação convenientes; é bom ser prudente em tarefas perigosas; é mau distrair a atenção para focar estranhas preocupações.

Na pausa das doze ou treze horas, é bom que a refeição a se fazer seja leve (leite, uma fruta, um sanduíche), tomada devagar; é mau fazer lanche farto, novo almoço que sobrecarregue o estômago e torne menos fácil o trabalho a prosseguir.

Ao voltar para casa, ao fim do labor cotidiano, é mau tomar aperitivos alcoólicos que nos fazem perder tempo, dinheiro e, sobretudo, saúde; é mau ler no veículo, onde, além da trepidação, a iluminação é inconveniente para a vista; é bom não perder a prudência à hora de buscar a condução.

Se possui automóvel, é mau o excesso de velocidade, por mais pressa que se tenha de voltar para casa (a velocidade excessiva é a grande causa dos desastres de trânsito).

Ao chegar em casa, é bom mudar de roupa; é bom tomar um banho; é mau continuar a se preocupar com o trabalho do dia.

O jantar, é bom que seja comparável ao primeiro almoço, de pratos bem combinados, devendo-se mastigar devagar e despreocupadamente. Depois do jantar é bom usar o fio dental, escovar os dentes e bochechar um pouco de água para limpeza da boca.

Depois do jantar, tanto é bom um breve passeio a pé quanto a reunião em casa amiga para a conversa. Nesta, é bom saber falar, mas também saber escutar; é mau discutir com veemência, coisa que nos faz perder a serenidade e causa irritação.

Depois, é bom lembrar que são necessárias de sete a oito horas de sono, em quarto bem arejado, tendo o corpo convenientemente agasalhado.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro de 1968)