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Aniversário de Passamento de Max Heindel

Aniversário de Passamento de Max Heindel

Neste 6 de janeiro transcorre o 101º aniversário do passamento de nosso grande líder MAX HEINDEL aos planos superiores.
Não o consignamos como quem chora a falta de um orientador que nos tenha deixado desamparados. Não!
Fiel ao método Rosacruz, ele nos ensinou a ser independentes de toda influência externa, não só as mais brutais, como o hipnotismo e mediunidade, como de quaisquer outras influências, às vezes mais sutis e por isso mesmo mais perigosas, como as dos falsos mestres em ocultismo.
Desse modo, embora gostássemos imenso de tê-lo entre nós pessoalmente (pois em seu Corpo-Alma é certo que está), estamos libertos desse saudosismo comum e materialista de quem se afeiçoa à forma.
Temos dito muito desse extraordinário companheiro, Irmão na verdadeira acepção, que, mercê de seus méritos anímicos pôde alcançar várias Iniciações e, sob a orientação dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz verter, publicamente e pela primeira vez no mundo, os ensinamentos elementares da Ordem a que serviu, à fim de selecionar as almas que já estavam amadurecendo para a mais elevada forma de Cristianismo.


Convém notar: ensinamentos elementares, pois ainda há coisas reservadas aos que se elegem por seus méritos internos, como de Cristo aos Apóstolos. Aos outros “de fora” falava por parábolas. E a finalidade desses preceitos elementares é conduzir os eleitos à Iniciação, onde receberão ensinamentos pessoais e definidos.
Há escolas espiritualistas que, inseguras dos próprios meios para atrair novos seguidores, procuram convencer nossos Estudantes de que a Filosofia Rosacruz está ultrapassada, que, tendo falecido Max Heindel há mais de um século, de lá para cá surgiram novos e mais eficientes métodos espirituais, como o que apresentam. Puro sofisma. A Fraternidade Rosacruz é impessoal. Embora tenha sido fundada por Max Heindel ela existe por si mesma, por seu método libertador, porque é essencialmente Cristã.
Todos nós passaremos para os planos suprafísicos e ela continuará cada vez mais firme. Quanto ao seu método, foi dado como preparação da humanidade até a Era de Aquário, em que surgirá como nova religião, o Cristianismo Esotérico. Isto dispensa a necessidade de novos mensageiros, como foi Max Heindel.
O que a Fraternidade Rosacruz precisa é de Estudantes conscientes e sinceros, que lhe alcancem a mensagem libertadora e não se iludam com promessas vãs. Membros ativos, coerentes, que saibam cooperar dentro da liberdade e desinteresse que lhes são concedidos na Fraternidade. Aspirantes dinâmicos, não que imitem, mas que sejam realmente dignos do exemplar esforço de Max Heindel que se perguntem todos os dias que estão fazendo para ser verdadeiros Cristãos; que são, por dentro e por fora a mesma pessoa.
Em cada Grupo de Estudos ou Centro Rosacruz surgem companheiros desse naipe, dedicados, simples, prudentes, tolerantes, firmes, desinteressados e altruístas. Estes estarão no dia 6 de janeiro de cada ano mais intimamente confraternizados com Max Heindel. Não porque leram os livros de nosso grande Mensageiro, não porque fizeram todos os cursos e conhecem de cor os Ensinamentos Rosacruzes ou porque frequentam as reuniões, mas SIM porque trabalham pela obra Rosacruz, fora e dentro da Fraternidade, de mil formas diferentes, demonstrativas de seu real interesse.
Não nos referimos a seres extraordinários, mas a pessoas comuns, porém SINCERAS. Dentro de seus defeitos, que buscam sublimar, esforçam-se continua e seriamente na difusão da obra, sem visar a realces nem cargos ou recompensas dos Mestres. Quem faz desinteressadamente não pode evitar o crescimento da própria alma.
Isto é que vale em nossa Fraternidade: QUALIDADE. Irmãos que não se magoam facilmente, que não buscam destaques, e que pensam como Max Heindel: “isso tem de ser feito, por que não eu o farei?”.
Não obrigamos ninguém a ser assim. Respeitamos o modo de ser de cada um e damos indistintamente a todos, com amor e desinteresse. Contudo, estes elementos constituem um conforto espiritual, seres que nos fazem acreditar cada vez mais na proximidade do ideal aquariano. Temos tido nossas desilusões com Estudantes em que depositávamos esperanças, já sofremos incompreensões e passaremos por muito do que passou Max Heindel, em menor grau que ele porque temos menor sensibilidade, mas isso é natural. Se todos já estivessem preparados para tão alto ideal, que papel teria a Fraternidade? O seu trabalho é precisamente o de libertar e elevar os seres de boa vontade e não somos nós quem vai determinar a porcentagem dos eleitos, mas a liberdade e condição de cada um.
Confiamos que os frutos serão cada vez mais promissores, que os meios materiais e espirituais nos serão dados, à medida que os vamos merecendo, em nossa obra de divulgação.
Lembremos, pois, no dia 6 de janeiro especialmente, a figura e obra de Max Heindel, o exemplo edificante, o legado filosófico que nos deixou, e tomemos a resolução de fazer um esforço maior em 2019, que nos torne dignos da oportunidade que nos foi dada e justifique para o futuro uma ajuda maior do Alto, em favor de nosso trabalho.

Que as Rosas floresçam em vossa cruz!

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Carta de Max Heindel: O Valor em se rever as Lições Passadas

O Valor em se rever as Lições Passadas

Há na seguinte Carta uma sugestão valiosa de um Estudante dos Ensinamentos Rosacruzes que eu considero no dever de transmiti-la:

A noite passada, enquanto examinava uma grande quantidade de correspondência que tive a felicidade de receber da Fraternidade Rosacruz por quase cinco anos, me veio a pergunta sobre o que os outros Estudantes e Probacionistas fazem com suas Cartas mensais recebidas da Fraternidade. E daí me veio a ideia de que isso deveria ser mencionado em uma das Cartas mensais. Não é meu desejo criticar as ações de outros Estudantes ou Probacionistas, porém, é muito provável que poucos Estudantes e Probacionistas percebam plenamente “a mina de ouro” de informações que realmente há nessas Cartas, e que podem ser transformadas em tesouro celestial pela ação correta que resulta no uso dessas preciosíssimas informações.

Quantas vezes, olhando para trás, me recordo que muitas dessas Cartas tinham sugeridas novas ideias e realizações, das quais eu não tinha a mínima consciência antes, e que maravilhosos auxílios essas sugestões têm sido para mim em muitas lutas internas!

Na verdade, pode-se dizer que nessas lições anteriores temos uma “mina de ouro” da qual poderemos extrair muitos tesouros, que nos ajudarão a “viver a vida” na plenitude que devemos. Aqui, de fato, temos um segundo “Conceito Rosacruz do Cosmo”. Portanto, compete aos Estudantes e Probacionistas arquivar e cuidar corretamente de todos os detalhes de sua correspondência com a Fraternidade Rosacruz, para que ela possa ser utilizada, da melhor maneira possível, na propagação da luz dos Irmãos Maiores. Quem sabe se uma dessas lições é necessária para achar uma informação precisa para ajudar um amigo. Muitos benefícios podemos obter com a classificação ordenada dessas Cartas por assunto.

Penso que é pouco provável que a maioria dos Estudantes e Probacionistas compreendam totalmente a força que existe por trás dessas lições. Para aqueles entre nós que foram acostumados a base escrita e métodos científicos de pesquisa, essas lições anteriores são eficazes para ajudar na união da Mente com o Coração. Contêm grande quantidade de pensamentos que contribuirá para a ação correta e perseverança no bem-estar. Se os Estudante e Probacionistas conseguirem utilizar da melhor maneira retirando o melhor dessas Cartas recebidas, então será muito útil e contribuirá para o crescimento da alma. Certamente são as pequenas coisas que tornam possíveis as grandes coisas, e talvez isso levasse alguns Estudantes e Probacionistas a servirem melhor e mais.

Se os Estudantes focarem na lição de que a repetição é a nota-chave do Corpo Vital e que “todo o desenvolvimento oculto começa com o Corpo Vital”, compreenderão a causa de ser tão proveitoso rever as lições e as Cartas passadas.

(Por Max Heindel – livro: Cartas aos Estudantes – nr. 81)

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Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: “…até que Cristo seja formado em vós”

Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: “…até que Cristo seja formado em vós”

A dedicação durante o mês solar de novembro, que vai 22 de dezembro a 20 de janeiro, é à Hierarquia de Capricórnio.

Esses são os Seres arcangélicos de quem Cristo é o máximo expoente, e de quem provém o maravilhoso poder pelo qual o ser humano mortal pode elevar a Sua semelhança. É também o Signo da aparência material da deidade na Terra.

O padrão cósmico que a Hierarquia de Capricórnio mantém é o da vida em seu esplendor, quando o espírito de Cristo se manifeste em toda a humanidade. Então, nosso Planeta responderá a sua própria nota-chave musical, entoada primeiro pelos Anjos e Arcanjos, naquela Noite Santa, quando cantaram “Paz na Terra e boa Vontade entre os homens”.

A meditação para o mês solar de Sagitário é o pensamento-núcleo bíblico da Epístola de São Paulo aos Gálatas, 4:19:

“…até que Cristo seja formado em vós”

Grandiosos são os significados ocultos dessa passagem. Um Aspirante deveria meditar sobre eles durante o mês solar de Sagitário, enquanto ela foca seu ritmo sobre a Terra.

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Sol transitando pelo Signo de Capricórnio (dezembro-janeiro)

Sol transitando pelo Signo de Capricórnio (dezembro-janeiro)

A força Crística dourada, descendo da fonte do Sol, chega ao centro da Terra no Solstício de Dezembro (Capricórnio).

No momento em que a força do Cristo penetra no centro da Terra, uma profunda calma e quietude permeiam a natureza. Essa é a Noite Santa de todo ano.

Segue-se um poderoso aumento das forças de vida do Planeta. Essa nova infusão de vida na Natureza é belamente descrita nas lendas da Noite Santa, em que é dito que mesmo os animais e as plantas fazem reverência ao Menino Cristo à meia-noite mística sagrada.

Ano a ano a Glória do Cristo penetra a Terra com seu poder de harmonia e de cura. Ano a ano a Terra é vivificada com a vida cósmica. Pouco a pouco, o ódio, a inimizade e o conflito estão sendo superados, e pouco a pouco o espírito da fraternidade vai crescendo. Finalmente, o ideal imaginado por Isaías há muito tempo se tornará uma realidade: “De suas espadas forjarão relhas de arados, e de suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra outra, e nem se aprenderá mais a fazer guerra” (Is 2:4).

Através do serviço da Hierarquia de Capricórnio, o Discípulo aprende a ministrar como um Auxiliar Invisível às pessoas que ainda vivem encarnadas no Mundo Físico. Esse trabalho é ampliado, à medida que o Caminho da Santidade passa através de Aquário. Aqui o Discípulo aprende, sob a orientação dos Anjos, como trabalhar com os seres que habitam os reinos internos.

O Discípulo qualificado, que tem seguido a Cristo até aqui é agora capaz de entrar CONSCIENTEMENTE nos reinos Etéricos. Lá ele observa os mais variados e belos serviços realizados pelos Anjos para o benefício não só da humanidade, mas de todos os reinos da Terra. Muitos dos segredos da natureza são revelados a ele, tanto por meio das atividades dos espíritos da natureza como por meio das Fadas. Deste modo ele se encontra em um mundo encantado, um mundo tênue, onde conhecimento das Fadas tem a sua origem, pois o reino dos Éteres superiores é verdadeiramente a terra das Fadas. Muitos escritores inspirados ou místicos teceram fantasias sobre as maravilhas desta região. Um exemplo maravilhoso é o livro Blue Bird (Pássaro Azul) de Maeterlinck , que, embora seja uma fantasia de uma criança representa, verdadeiramente, a natureza e as características da Região Etérica do Mundo Físico.

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Uma Conversa na Pro-Ecclesia

Uma Conversa na Pro-Ecclesia

“Apenas uma coisa é necessária”

Lc 10:42

Nesta noite, usaremos a agulha magnética como assunto de meditação, pois ela tem uma lição de suprema importância em nosso caminho espiritual, um ensino que todo Aspirante fiel da Luz Mística deve levar ao coração com seriedade e oração.

A agulha magnética é feita de aço, um metal que possui afinidade com a magnetita. Outros metais são, no máximo, afetados de maneira indiferente; porém o aço, ao ser tocado com a magnetita, tem a sua natureza mudada e torna-se vivo, por assim dizer, imbuído de uma força nova que podemos descrever como um desejo constante, após ser beijado pela magnetita. Agulhas feitas de outros metais e o aço não-magnetizado podem ser colocados em um pivô que permanecerão em alguma posição equilibrada, independentemente de onde forem assentados, porque são insensíveis a qualquer força aplicada externamente. No entanto, a agulha que foi tocada pela magnetita resiste e, não importando quantas vezes ou com que gravidade a empurremos para longe da posição magnética, assim que a força exercida contra ela for removida, ela alterará sua posição instantaneamente e apontará para o polo magnético.

Um fenômeno semelhante é visto na vida do Cristão: depois de ter sentido, sentido completamente, em seu ser o amor do Pai, ele será um ser humano transformado.

As forças mundanas do exterior podem ser exercidas de várias maneiras para desviar seu interesse e atenção, porém cada partícula do seu ser anseia por Deus e está sempre se voltando nessa direção, não-afetado pelo “mundo dos homens” apáticos, alienados. Tudo aquilo que ele possa fazer no mundo (porque é absolutamente necessário participar da obra do mundo) será feito, porque é correto e obediente fazê-lo; entretanto, com todo o seu ser ele anseia pelo Pai, cujo amor, ser e força atraíram sua alma. Para ele, “Apenas uma Coisa é Necessária” — o Amor do Seu Pai e todos os seus esforços são direcionados para obter Sua aprovação.

Quando vamos da Terra para o Céu, encontramos condições quase idênticas. Em todo lugar, no grande Firmamento, milhões e bilhões de quilômetros, sim, espaço infinito, estão cheios de esferas em marcha que se movem a uma velocidade que a Mente humana dificilmente compreenderia. No momento em que entramos na Pro-Ecclesia, as estrelas estavam em determinada posição, mas a cada instante desde que estivemos aqui elas mudaram e agora estão alterando a cada toque do relógio — todas, menos uma. Entre todas as inúmeras estrelas que se movem a uma velocidade tão grande, há uma que é imutável e sempre ocupa a mesma posição: A Estrela do Norte. Não importa a que horas do dia ou da noite — seja no verão ou no inverno, do nascimento à morte — olhemos para o céu, essa estrela sempre será encontrada no mesmo lugar; a qualquer instante, sendo visível aos olhos ou a um telescópio, continuamente ocupará a posição que chamamos de “Norte”.

Agora, realcemos o fenômeno da agulha imutável que sempre aponta para a estrela inabalável, consideremos a conexão entre ambas e a lição que existe para nós, nesse evento. A agulha magnética não é uma seguidora de bom tempo; independentemente de chover ou o sol brilhar, de o clima estar calmo ou tempestuoso, de haver nevoeiro ou muitas nuvens; sob todas as circunstâncias ela aponta com fidelidade invariável para a estrela do norte e, baseado nesse grande fato, o marinheiro aposta suas propriedades e a própria vida, além das da tripulação e dos passageiros. Embora o granizo, a chuva ou a neve possa bater em seu rosto e quase cegá-lo, tornando impossível que veja a frente do navio, enquanto puder ver a agulha fiel, saberá que esteja na direção correta; ele sabe que ela nunca se desviará, que, embora o navio deva afundar e encontrar um túmulo aquático no fundo do mar, ainda permanecerá na mesma posição, mostrando a estrela imutável, até que seu último átomo seja desintegrado pela corrosão.

Portanto, ele confia de maneira implícita nesse guia fiel, quando ele “se deita em paz para dormir, embalado no berço das profundezas”.

Existe na devoção inabalável, simbolizada por essa agulha magnética, uma das maiores e mais maravilhosas lições para aqueles que viram a Luz Mística e aspiram ao privilégio de guiar outros, os que ainda não encontraram o caminho. Entendamos que, para fazer isso, o primeiro, o principal e o maior pré-requisito é que nós mesmos estejamos firmemente enraizados e aprofundados para não sermos perturbados pelas mudanças seculares que estejam acontecendo ao nosso redor. Seja quando as nuvens da dúvida, do ceticismo ou da perseguição são lançadas sobre nós por outros ou quando tentam nos prender em nevoeiros ofuscantes de outras doutrinas.

É nossa tarefa manter-se firme no que é bom; sim, mesmo que a vida seja o preço que devamos pagar, devemos imitar essa agulha fiel à medida que o navio afunda e se instala em seu túmulo aquático. Devemos continuar apontando para o único objetivo, Nosso Pai Celestial, nunca desviando para a direita ou a esquerda, não importando o que aconteça. Como a agulha que uma vez foi tocada pela magnetita está impregnada de um anseio por aquela estrela imutável, uma aspiração que não cessa mesmo que encontre uma cova aquática, uma vontade que dura até o último átomo do seu ser, depois que é dissolvido pela ação dos elementos, também devemos nós, se real e verdadeiramente desejamos ser guias competentes para os outros, manter a devoção inabalável no caminho que escolhemos, não olhando para a direita nem para a esquerda, porém mantendo os olhos fixos naquela estrela firme à nossa frente, Nosso Pai no Céu, em quem não há mudança nem alteração, porque o menor desvio da parte da agulha magnética da bússola seria suficiente para arremessar o navegador nos cardumes ou rochas de uma costa perigosa, destruindo o navio e as vidas nele; assim também, se nos desviarmos do caminho que escolhemos, tornamo-nos obstáculos para aqueles que nos procuram para receber orientação e exemplo, estando suas vidas sobre nossas cabeças. “A quem muito foi dado, dele muito será exigido.”. Recebemos muitos dos ensinamentos dos Irmãos Maiores, a Luz Mística nos chamou e podemos notar a grande responsabilidade que temos, junto a nosso exemplo e vida, de orientar fielmente os buscadores com os quais entramos em contato, guiá-los rumo ao refúgio, ao descanso.

(De Max Heindel, Publicado em Rays from the Rose Cross de maio de 1915, e traduzido pela Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

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Carta de Max Heindel: A Necessidade de Difundir os Ensinamentos Rosacruzes

A Necessidade de Difundir os Ensinamentos Rosacruzes

Ao reler a lição mensal que acompanha essa carta, incorporando o resultado das investigações feitas há algum tempo atrás, eu estava extremamente impressionado de novo pelo fato da existência das tais condições muito assustadoras que pairam sobre nós. Atualmente, quando os horrores da Primeira Guerra Mundial apontam números sem precedentes daqueles que passam do mundo visível para os reinos invisíveis sob condições angustiantes, parece que um esforço extraordinário deve ser feito para compensar e minimizar o mal. A Fraternidade Rosacruz é somente uma gota de água no oceano da humanidade, mas se fizermos a nossa parte, devemos receber maior oportunidade para servir.

Não há melhor remédio para as presentes condições do que o conhecimento da continuidade da vida e, do fato de renascermos de tempos em tempos, sob a imutável Lei de Consequência. Se esses grandes fatos com tudo o que eles implicam pudessem ser levados aos lares de um grande número de pessoas, esse fermento deveria, no final das contas, agir de tal maneira que alteraria as condições em todo o mundo. Um homem, chamado Galileu, mudou a visão do mudo em relação ao Sistema Solar e, embora sejamos apenas alguns poucos milhares, não será possível exercer alguma influência sobre a opinião do mundo, quando sabemos que isso é a verdade?

É normal dizer que as pessoas não se interessam pelos assuntos espirituais e que não conseguimos que nos ouçam, mas, na realidade, não é isso que acontece. Notem o caso de centenas de milhares de pessoas que foram ouvir Billy Sunday[1], o notável evangelista: muitos sim foram lá por curiosidade ou para zombar e desdenhar,  mas outros milhares sentiram um forte desejo de algo que, talvez, nem eles mesmos pudessem definir, e nem mesmo explicar o motivo porque estavam lá. Recentemente houve um debate entre um evangelista nova-iorquino e um advogado sobre o assunto: “Onde estão os mortos?”. Esse debate aconteceu num grande auditório que comportava milhares de pessoas e que prolongou por três dias. Todos os lugares do auditório estavam ocupados e, se bem me lembro, muitos permaneceram em pé por falta de cadeiras.

Não, o mundo está buscando alguma coisa; procurando isso com o coração faminto, e só depende unicamente de nós se vamos fazer a nossa parte; apresentando ao mundo a explicação racional de vida que os Irmãos Maiores nos transmitiram. É um grande privilégio e certamente, devemos tirar aproveitar tudo isso.

Contudo, a questão é: Como? Eu pergunto a você: seu jornal não publicaria, ocasionalmente, um artigo sobre esse assunto? Certamente, existem várias pessoas dentro da Fraternidade Rosacruz com capacidade para escrever tais artigos. Poderia ser formado um comitê para receber os artigos e fornecê-los aos Estudantes que solicitassem E, também, poderiam ser entregues aos editores dos jornais das suas respectivas cidades, e se esforçando, por meio desse veículo, a divulgar os Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz. Se um artigo é bem escrito, raramente é recusado quando há espaço disponível, pois, os editores ficam satisfeitos em receber algo que eles acham que possa interessar ao público leitor, mesmo que eles mesmos não simpatizem com o assunto.

Alguns estudantes que têm facilidades em escrever, envie pequenos artigos sobre “A Continuidade da Vida”, e aqueles que estão dispostos a se comprometerem na publicação de tais artigos nos jornais da sua localidade, podem nos escrever e deixar seus dados para que possamos entrar em contato? Enviem seus artigos sobre esse assunto ao Departamento de Publicidade, Mt. Ecclesia.

Espero que esse apelo tenha uma calorosa resposta.

(Por Max Heindel – livro: Cartas aos Estudantes – nr. 56)

[1] N.T.: William Ashley Sunday (1862-1935) era um atleta americano que, depois de ser um popular defensor da Liga Nacional de beisebol durante a década de 1880, se tornou o evangelista americano mais célebre e influente durante as duas primeiras décadas do século XX.

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Carta de Max Heindel: O Medo Desnecessário da Morte

O Medo Desnecessário da Morte

É realmente patético ver o sentimento de grande tristeza e de falta de esperança das pessoas enlutadas pela morte de alguém próximo e querido, e ver como, em casos extremos, elas dedicam o resto de suas vidas lamentando por aquele que já faleceu. Vestem-se de roupas pretas e mesmo um sorriso é considerado um sacrilégio à memória do falecido, sem considerar que, com essa atitude mental, prolongam a permanência da pessoa que dizem amar, nas regiões inferiores do Mundo invisível, onde tudo o que é mau vive, movimenta-se e permanece em contato estreito com a parte mais inferior e egoísta da humanidade. Isso não é uma mera fantasia, mas um fato real, e pode ser demonstrado a qualquer pessoa que tenha uma mínima visão espiritual.

Uma das maiores bênçãos conferidas àqueles que estudam e acreditam nos Ensinamentos Rosacruzes é de que, gradualmente, são emancipados do medo da morte e do sentimento de que uma enorme calamidade acontece quando alguém muito próximo e querido passa para os Mundos invisíveis. Uma bênção flui tanto para os chamados “vivos”, como para os chamados “mortos”, quando o Espírito que está partindo recebe a ajuda e os devidos cuidados durante essa transição. Será, então, capaz de assimilar o panorama da vida, o que tornará a sua existência ‘post-mortem’ plena e proveitosa, por não ter sido perturbado por um grande pesar, uma grande tristeza e pelo choro histérico dos que estão ainda encarnados, ao seu redor. Durante os anos seguintes, poderá ser auxiliado por meio das orações deles.

Por outro lado, aqueles a quem chamamos “vivos” e que estudam esses Ensinamentos, estão aprendendo a praticar essa atitude altruísta em relação à morte, tão necessária para o crescimento anímico, porque eles percebem, como um fato real, que a morte do corpo, no momento oportuno, é a maior bênção que pode acontecer com a humanidade. Nenhum de nós possui um Corpo Denso que seja tão perfeito e apropriado para viver eternamente. Na maioria dos casos, os anos marcam os pontos fracos dos nossos veículos em grau crescente, cristalizando-os e endurecendo-os, cada dia mais, até tornarem-se um fardo que ficaremos muito satisfeitos em repousá-los. Temos, então, a esperança e o conhecimento de que a nós deve ser fornecido um novo Corpo e um novo começo numa época futura, e assim poderemos aprender muito mais das lições na escola da vida.

Essa é a época do ano[1] quando a Morte Mística, que todos estamos celebrando naturalmente, leva os nossos pensamentos e os da humanidade em geral para a questão da morte e do renascimento. Não há outro ensinamento que seja tão importante e de valor vital como o do renascimento. Atualmente e mais do que nunca, a humanidade precisa disso devido a carnificina de crueldade e matança que foi posto em prática nos últimos dois anos e meio na Europa[2].

A família humana está tão intimamente interligada que, comparativa e provavelmente, há poucas pessoas no mundo que não tenham perdido algum parente nesse conflito titânico. Ao mesmo tempo, é um dever e um privilégio daqueles que conhecem a verdade sobre a morte disseminar tal verdade ao máximo possível, entre aqueles que ainda estão na escuridão em relação a esse fato.

Portanto, eu fortemente sugerido aos Estudantes da Fraternidade Rosacruz a perceberem que somos todos guardiões de tudo o que possuímos, quer sejam bens físicos ou mentais, e que é nosso dever, na medida do possível, explicar esses importantes fatos da vida e do ser com tato e diplomacia para dar a conhecer àqueles que ainda os ignoram. Nunca sabemos quando teremos a oportunidade de fazer o bem sem olhar a quem. É certo que, mais cedo ou mais tarde, esses Ensinamentos, temporariamente esquecidos, devem retornar ao conhecimento de toda a humanidade, e devemos, sempre que possível, compartilhar com outras pessoas a pérola do conhecimento que encontramos. Se negligenciamos isso, realmente, estaremos cometendo um pecado de omissão, pelo qual, em algum momento, seremos cobrados.

Espero que você faça isso de coração e se dedique a difundir esse conhecimento, não somente quando o momento se oferecer, mas aproveitando todas as oportunidades propícias – porém, com toda a diplomacia e tato apropriado, para que o nosso objetivo não seja frustrado pela utilização de um método inadequado. Além disso, não é necessário rotular esse conhecimento. A Bíblia está cheia de exemplos que podem ser mostrados que essa doutrina era aceita pelos Mestres de Israel, que acreditavam nessa doutrina os quais enviaram mensageiros a João Batista perguntando se ele era Elias. Também especulando se Cristo era Moisés, Jeremias ou outro profeta demonstram evidências de sua crença. Cristo acreditava no renascimento, pois afirmou definitivamente que João Batista era Elias. Essa doutrina foi enunciada por São Paulo no capítulo 15 da 1ª Epístola aos Coríntios e também em outros trechos.

Você não pode prestar um serviço maior à humanidade do que lhes ensinando essas verdades.

(Por Max Heindel – livro: Cartas aos Estudantes – nr. 77)

[1] N.T.: próximo à Páscoa.

[2] N.T.: refere-se à Primeira Grande Guerra Mundial.

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Um Cardápio típico Vegetariano do dia a dia em Mount Ecclesia em 1915

Um Cardápio típico Vegetariano do dia a dia em Mount Ecclesia em 1915

 

Café da manhã — 7:30 A. M.

Melão;

Flocos de milho torrados e creme;

Ovos mexidos com torrada;

Café e/ou leite.

——

Almoço — 12:00

Feijão de corda cozido;

Abobrinhas fritas;

Batatas marrons frescas;

Pão de trigo integral, manteiga

e mel;

Torta de creme;

Chá e/ou leite.

——

Ceia — 5:30 P. M.

Salada de aspargos;

Rabanetes frescos;

Pão quente com manteiga

e mel;

Torta de creme;

Chá e/ou leite.