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Oração para cada um dos Embaixadores: dos Espíritos Planetários, do Sol e da Lua

Como uma grande nação envia seus embaixadores e plenipotenciários a outras nações, então também há embaixadores de cada um dos grandes Anjos e Arcanjos Astrais, presentes em nossa Terra.

A Lua é o nosso satélite e não está na mesma posição que os outros Astros. Os embaixadores desses Astros são Arcanjos, enquanto Gabriel é um Anjo.

O astrólogo ocultista, no entanto, que sabe o que quer e pode trabalhar em harmonia com as forças astrais, aborda diretamente os embaixadores desses Astros e obtém seu objetivo mais facilmente dessa maneira.

Ele estuda as horas astrais, quando aqueles Astros governam e, na época apropriada, profere seu pedido, que é, geralmente, para outra pessoa ou para a iluminação espiritual sobre certos assuntos a serem usados para o bem-comum.

1. Para fazer download ou imprimir:

Oração para cada um dos Embaixadores: dos Espíritos Planetários, do Sol e da Lua

2. Para estudar no próprio site:

Oração para cada um dos Embaixadores: dos Espíritos Planetários, do Sol e da Lua

 

Por um Estudante

 

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

 

Traduzido, Compilado e Revisado

pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

 

 

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

 

Sumário

INTRODUÇÃO

INVOCAÇÃO

ORAÇÃO A GABRIEL

ORAÇÃO A SAMAEL

ORAÇÃO A RAFAEL

ORAÇÃO A ZACARIEL

ORAÇÃO A ANAEL

ORAÇÃO A CASSIEL

ORAÇÃO A MIGUEL

ORAÇÃO A ITURIEL

ORAÇÃO A NETUNO

 

INTRODUÇÃO

Para entender o que é a oração, use a ilustração de uma casa de energia elétrica com fios para as diferentes casas da cidade. Em cada casa há um interruptor e, quando a gente o aperta, a potência que estava até lá fora nos fios e subestação de energia elétrica entra na nossa casa, ilumina-a ou põe motores para funcionar, de acordo com as leis de sua manifestação. Podemos dizer que Deus, principalmente, e os Sete Espíritos Planetários correspondem secundariamente à subestação de energia elétrica que está conectada a todos, e a oração pode ser dita como o interruptor pelo qual nos colocamos em contato com a luz e a vida divina, permitindo que ela flua para nós e nos ilumine para a nossa elevação espiritual.

É uma lei que a eletricidade fluirá facilmente ao longo do cobre ou outros metais, mas é bloqueada pelo vidro, e antes que possamos obter a eletricidade em nossas casas, devemos ter um interruptor feito em conformidade com essa lei, um interruptor de cobre. Se usássemos um interruptor de vidro, não obteríamos eletricidade; o interruptor de vidro seria uma maneira mais eficaz de excluir o fluido elétrico da nossa habitação. De forma semelhante, se nossas orações (que correspondem ao interruptor) estão em conformidade com as leis de Deus, o propósito divino pode se manifestar através de nós, e nossas orações podem ser respondidas; mas se rezamos ao contrário da vontade de Deus, então uma oração funcionará de maneira semelhante a um interruptor de vidro em um circuito elétrico.

Como uma grande nação envia seus embaixadores e plenipotenciários a outras nações, então também há embaixadores de cada um dos grandes Anjos e Arcanjos Astrais, presentes em nossa Terra. Seus nomes são os seguintes:

  • Ituriel é o embaixador de Urano;
  • Cassiel é o embaixador de Saturno;
  • Zacariel é o embaixador de Júpiter;
  • Samael é o embaixador de Marte;
  • Anael é o embaixador de Vênus;
  • Rafael é o embaixador de Mercúrio;
  • Miguel é o embaixador do Sol;
  • Gabriel é o embaixador da Lua.

A Lua é o nosso satélite e não está na mesma posição que os outros Astros. Os embaixadores desses Astros são Arcanjos, enquanto Gabriel é um Anjo.

Normalmente, a humanidade ora a Deus. Essas orações são, no momento, principalmente egoístas e ignorantes. As orações de tais pessoas não podem receber atenção dos embaixadores que têm a cargo os diferentes departamentos da vida, mas geralmente são atendidas, na medida do possível, pelos Auxiliares Invisíveis, que trabalham para a elevação de seus irmãos. O astrólogo ocultista, no entanto, que sabe o que quer e pode trabalhar em harmonia com as forças astrais, aborda diretamente os embaixadores desses Astros e obtém seu objetivo mais facilmente dessa maneira. Ele estuda as horas astrais, quando aqueles Astros governam e, na época apropriada, profere seu pedido, que é, geralmente, para outra pessoa ou para a iluminação espiritual sobre certos assuntos a serem usados para o bem-comum.

(do Livro: “A Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. I – pergunta 162 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

 

INVOCAÇÃO

Sob o nome misterioso e soberano de Cristo-Jesus, que está sobre todo o nome e ante o qual se dobrem todos os joelhos no céu, na terra e sob a terra, elevo meu pensamento à presença do Pai Universal, a Única Vida, a Suprema Realidade. Ao fazê-lo, tangido por Tua Luz, reconheço que meu Espirito é uma emanação da grande unidade de Teu Espírito, sendo assim divino em Tua essência.

Meu Eu Superior, meu Espírito, o Ser Interno e verdadeiro não pode estar enfermo, pois é uma emanação de Ti, ó Deus, e Uno Contigo.

Faze com que o poder dessa grande verdade penetre em minha alma, dissipando os erros, as ilusões, as opiniões falsas e as aparências enganosas da sensualidade, causa de todos os meus infortúnios.

Ilumina-me para que eu compreenda e sinta que sou feliz, pois na qualidade de Espírito Eterno e Divino, ainda que neste Teu plano inferior, possa desfrutar da profunda Paz de Cristo e de Tua Harmonia Eterna.

Seu Verbo vivente ressoa de novo e me diz: “Faça-se a Luz”.

Por meio dessa Luz, a fonte de toda inteligência espiritual, percebo que minha salvação em Espírito e em Cristo é algo que devo realizar aqui e agora, que é a única eternidade. Fortalecido por essa sublime verdade, eu me vislumbro salvo por Cristo que está em Teu Seio. Eu estou com Ele e n’Ele protegido nesse secreto lugar por Teu Amor.

O sofrimento e as enfermidades, a dor e a morte e o temor inquietante que isso me inspira não poderão me atormentar mais.

A Luz de Tua própria inteligência, em meu íntimo, permite me ver como Espírito criado a Tua própria imagem e semelhança, indissoluvelmente unidas ao Teu próprio Ser, o qual me protege contra o mal e as enfermidades.

Em nome de Cristo, através de Quem minha vida está oculta em Ti, Pai Universal, afirmo, por Fé, que estou livre de todos os males.

Recomendo-lhe a salvação de minha alma, Deus de Paz, para que a torne nova e a preserve com meu Espírito e Corpos, em unidade harmoniosa.

Confio em Tua Sabedoria, Teu Amor e Poder ilimitados para que a Tua Própria ideia de homem (mulher), feito (a) a Tua Imagem e Semelhança, se manifeste através de mim.

(*) recomendamos repetir diariamente essa invocação, antes da prece ao Arcanjo ou Anjo do dia

  

ORAÇÃO A GABRIEL

Embaixador da Lua à Primeira Hora das Segundas-feiras

Ajuda-me Senhor a ser firme, paciente e perseverante. Necessito ser mais equilibrado (a), assim como estabilizar a minha Mente e meus sentimentos. Desejo ser mais realista e estável, aprendendo a me sentir bem aonde me encontro, sem que me afetem as mudanças ocorridas sem uma verdadeira razão ou propósito.

Não me deixarei levar por impressões negativas. Verei tudo com bons olhos e não permitirei que me domine a susceptibilidade. Cumprirei com todos os meus deveres levando-os até ao fim com diligência. Procurarei obter um conhecimento profundo sobre todas as coisas.

Invoco e chamo em meu auxilio as forças divinas de Gabriel, o Poderoso Anjo governante da Lua, representante: da Sensibilidade, Simpatia e Fecundidade e do Poder Criador de Deus, para que confirme em minha alma Suas qualidades superiores de que se acha adornado.

Ajuda-me a reforçar em meu Espírito a Imaginação, a Estabilidade, o Equilíbrio e a Firmeza.

Assim Seja

 

ORAÇÃO A SAMAEL

Embaixador de Marte à Primeira hora das Terças-feiras

Ajuda-me, Senhor, a ser calmo (a), paciente e tolerante, dominando a violência do meu temperamento e sujeitando-o sempre ao que seja justo. Desejo sempre agir prudente e harmoniosamente. Em vez de levar sempre o pé ao acelerador procurarei levá-lo ao freio, mantendo, assim, o total domínio de minhas emoções.

Tratarei a todos os meus semelhantes com respeito, consideração, cortesia e equanimidade. Não quero e não devo ser exigente e autoritário (a). Serei tolerante e defenderei próprio direito deles à liberdade. Ouvirei, com mais atenção, os conselhos que me forem dados e os usarei como um meio de sã retificação.

Empregarei a força vital de que sou depositário (a) para o bem e ajuda aos mais débeis. Tudo farei movido (a) pelo espírito do serviço altruísta.

Em mim sempre predominará a suavidade do cordeiro e não a agressividade do carneiro.

Aspiro, ardentemente, afastar dos meus sentimentos todo desejo de revanche. Procurarei abolir do meu ser todo vestígio de egoísmo.

Invoco e chamo em meu auxílio as poderosas e dinâmicas forças de Samael, o exaltado Gênio Governante de Marte, representante da Dinâmica Energia de Deus, para que confirme em meu ser Suas construtivas qualidades superiores, reforçando o Entusiasmo, a Coragem e a Vontade.

Assim Seja

 

ORAÇÃO A RAFAEL

Embaixador de Mercúrio à Primeira hora das Quartas-feiras

Ajuda-me, Senhor, a controlar e dominar minha Mente. Necessito examinar todas as coisas com paciência e equanimidade. Só tomarei qualquer decisão depois de analisá-la com todo o cuidado. Compreendendo que devo ser honesto (a) e leal em minhas palavras e ações. Direi somente o que for coerente e verdadeiro. Não mentirei e nem procurarei tirar partido em meu trato com os demais.

Jamais abusarei da ingenuidade ou ignorância dos meus semelhantes; pelo contrário, aplicarei meu saber e entendimento em ajudá-los. Nunca falarei mal de ninguém. Pretendo cultivar a serenidade e a abnegação, o amor e o respeito a todos os seres.

Invoco e chamo em meu auxílio as Divinas Forças de Rafael, o inteligente Gênio Governante de Mercúrio, representante da Sabedoria e Inteligência de Deus, para que confirme em minha alma as superiores qualidades de que está investido. Reforce em meu Espírito o Domínio Próprio, o Equilíbrio e a Verdade.

Assim Seja

 

ORAÇÃO A ZACARIEL

Embaixador de Júpiter à Primeira hora das Quintas-feiras

Ajuda-me, Senhor, a ser justo (a), honrado (a) e sincero (a). Necessito e devo ser sóbrio (a) e modesto (a) e rejeitar a ostentação e a vaidade; não quero mais viver de aparências e extravagâncias, aparentando riquezas que não tenho e virtudes que não possuo.

Quero manter-me em uma justa ordem de vida e ser estrito (a) cumpridor (a) de minhas obrigações e deveres.

Unir-me-ei às pessoas de honesto e simples viver, de fé no bem e em Deus. Respeitarei e tratarei de me manter e me sujeitar aos mais sãos princípios da Religião; não frequentarei lugares de duvidoso viver e nem agirei à margem da Lei. Serei honesto (a) e justo (a) com todos os meus semelhantes. Fugirei do jogo e das especulações aventureiras e trabalharei honestamente para ganhar o pão de cada dia.

Invoco e chamo em meu auxilio as Forças Divinas de Zacariel, o Sábio e Generoso Gênio de Júpiter, representante do Altruísmo, da Benevolência e Misericórdia de Deus, para que afiance em minha alma Suas Maravilhosas qualidades. Confirme em meu Espirito a Bondade, Religiosidade, Honradez e o Respeito à Lei.

Assim Seja

 

ORAÇÃO A ANAEL

Embaixador de Vênus à Primeira hora das Sextas-feiras

Ajuda-me, Senhor, a ser paciente e perfeito (a). Induze-me à abnegação e ao amor desinteressado.

Afasta-me da obstinação e da sensualidade. Desenvolva em mim a tolerância, o perdão e a maleabilidade.

Desejo o equilíbrio em minhas energias vitais e a frugalidade na minha alimentação. Evitarei a solidão e a teimosia, expressando a sociabilidade e a justiça. Procurarei cultivar o valor moral das coisas, tudo fazendo para expressar a Bondade, Beleza e Verdade da vida de Deus.

Vem Anael, amoroso Gênio Governante de Vênus, com tuas forças divinas, confirmar e reforçar em meu espírito o Amor, a Arte e Virtude, expressando-os diariamente em minha vida.

Assim Seja

 

ORAÇÃO A CASSIEL

Embaixador de Saturno à Primeira hora de Sábado

Justo e paciente Gênio Governante de Saturno ajuda-me a ser justo (a), benevolente, amoroso (a) e tolerante, sociável e amistoso (a). A ver tudo com bons olhos, alegres e otimistas. Não quero ver o mal em coisa alguma, pois em tudo existe o bem. Não permitirei que me impressione o aparente mal. Serei amigo (a) de todos e procurarei cultivar e manter minhas amizades com verdadeiro espirito altruísta.

Não quero e não devo viver isolado (a) dos demais. Desejo tratar a todos com delicadeza e consideração; saberei perdoar as faltas que cometam contra a minha humildade e compreensão. Agora e sempre, quando receber um mal, em vez de levar pelo espirito da vingança, imporei a mim mesmo (a) o espírito da tolerância. Anelo ser altruísta, generoso (a) e um instrumento do Bem em meu ambiente.

Invoco e chamo em meu auxílio as forças divinas de Cassiel, o Justo Gênio Governante de Saturno, representante da Justiça, do Direito e da Suprema Ordem de Deus, a fim de reforçar em minha alma Suas sábias e profundas qualidades. Confirme em meu Espírito os princípios do Direito, da Ordem, Paciência, Justiça e Paz.

Assim Seja

 

ORAÇÃO A MIGUEL

Embaixador do Sol à Primeira hora de Domingo

Ajuda-me, Senhor, a ser modesto (a), simples e generoso (a). Não serei imponente e nem autoritário (a), mas reverente. Não farei que se cumpra a minha vontade, senão a Tua, meu Pai.

Mostrar-me-ei respeitoso (a) e amável com todos os meus semelhantes e extinguirei todo o orgulho vão que me possa afastar do Teu Amor.

Amarei a todos os meus irmãos como queres que sejam amados, e sempre que manifestar em mim o desejo de ser o primeiro (a), serei o último (a) e servidor de todos.

Protegerei aos humildes e débeis; respeitarei meus superiores e acatarei   as determinações deles com toda a lealdade. Serei sincero (a) e justo (a) em todas as circunstâncias.

Ajuda-me, Senhor, a alcançar esse sublime ideal!

Invoco em meu coração as Divinas Forças de Miguel, o Poderoso Gênio da Luz, governante do Sol, representante da Autoridade, do Poder e da Justiça de Deus, para que confirme em minha alma Suas qualidades Superiores

Fortaleça, em meu Espírito, a Dignidade, Disciplina e o acato a toda Justiça.

Assim Seja

 

 

ORAÇÃO A ITURIEL

Oitava superior de Vênus (para ser feita à primeira hora das quartas-feiras)

Faze Senhor que eu seja paciente, tolerante e justo (a) com todos. Preciso controlar meu temperamento e amoldar-me às circunstâncias. Quero me desfazer de toda exaltação imprudente que prejudique a alguém. Amarei a meus semelhantes como a mim mesmo (a) e serei extravagante com suas ideias, sem tratar de impor as minhas.

Respeitarei a organização social e não cairei mais em radicalismos destrutivos. Defenderei a justiça e a ordem. Quero me manter sempre respeitoso (a) a todas as normas morais, éticas e espirituais sem me deixar levar por nenhum extremismo. Não serei extravagante, nem excessivo (a) em nada; quero respeitar os bons costumes; tratarei de ser justo (a) ao repelir o passado, aproveitar o presente e aplaudir o futuro.

Desejo dominar o sensualismo e conduzir a força criadora por canais construtivos. No futuro submeterei minhas ideias e desejos de mudança e renovação à uma minuciosa análise e à mais pura lógica, sem me deixar impressionar por minhas ilusões utópicas e descabidas. Porei todas as minhas forças e capacidade a serviço da comunidade; anelo me converter em amigo (a) de todos e os servir desinteressadamente em qualquer ocasião possível.

Sem deixar de abandonar a linha de maior progresso para todos, respeitarei o passado e buscarei na história da humanidade todas as valiosas experiências acumuladas para apontar com elas as bases do futuro.

Para tudo isso eu desejo, invoco e clamo em meu auxílio as Forças Divinas de Ituriel, o Generoso Governante de Urano, o representante do Altruísmo, da Confraternidade Humana, do Amor desinteressado e da Generosidade de Deus para que reforce em mim Suas amantes qualidades e confirme em meu Espírito a Caridade, Tolerância, Magnanimidade e Paciência.

Assim Seja

 

ORAÇÃO A NETUNO

Oitava superior de Mercúrio (para ser feita à primeira hora das quartas-feiras)

Ajuda-me, Senhor, a ser firme, positivo (a) e seguro (a) governante de minha pessoa, desenvolvendo em mim a Divina Vontade. Necessito compreender e ver a realidade de todas as coisas. Não me deixarei arrastar por falsas imaginações, sonhos utópicos ou meras fantasias, nem me impressionarei por sugestões quiméricas que careçam de fundamentos. Serei senhor (a) de mim mesmo (a) e independente dos demais em todas as coisas.

Meu Espírito não se submeterá a qualquer influência estranha. Desde já comando minha própria vida. Afastarei a superstição de todo o meu ser, e não temerei coisa alguma. Tenho absoluta fé em Deus, no Deus de todos e Naquele que trago dentro de mim mesmo (a). Jamais me envolverei em coisas que aparentam fraude, ambiguidade ou trapaça, submetendo todas as minhas ações, pensamentos e palavras à Luz da Verdade, sem vacilar em minhas negações ou afirmações. Assim, evitarei consequências desagradáveis e gozarei paz e segurança.

Invoco e chamo o auxílio das Forças Divinas de Netuno, representante da Suprema Sabedoria, Intuição, Música Celestial e Divina Inspiração de Deus.

Oh! Divino Mestre, reforce em minha alma, a poesia, a ética, o domínio próprio, o sentimento e a Unidade de Toda a Vida em que todos vivemos, nos movemos e temos o nosso ser.

Assim Seja

(Publicado na Revista Serviço Rosacuz entre setembro/1967 e junho/1968 – Fraternidade Rosacruz)

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Livro: A Cura Definitiva e a Doença à Luz do Renascimento e dos Astros

A cura permanente necessita da remoção das condições que causam a doença.

Essas condições vão além do físico, usualmente, originada em vidas terrestres anteriores à presente.

Elas têm a ver com a vida mental e emocional do ser humano; elas são o resultado de alguma desobediência, intencional ou ignorante, da lei cósmica.

A doença está enraizada no pecado, e o pecado é o desvio da lei perfeita.

Não é, portanto, um castigo arbitrário imputado ao ser humano desobediente por uma deidade ofendida, mas o resultado inevitável de violações contra os caminhos verdadeiros e saudáveis da Natureza.

1. Para fazer download ou imprimir:

Corinne Heline – A Cura Definitiva e a Doença à Luz do Renascimento e dos Astros

2. Para estudar no próprio site:

A Cura Definitiva e a Doença à Luz do Renascimento e dos Astros

 

Por

Corinne Heline

Fraternidade Rosacruz

 

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

Healing and Disease in the Light of Rebirth and the Stars

1ª Edição em Inglês, 1940, editada por Corinne Heline

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

 

SUMÁRIO

A Violação Contra os Caminhos Verdadeiros e Saudáveis da Natureza   4

A CONSTITUIÇÃO DO SER HUMANO.. 6

AS CONDIÇÕES PRÉ-NATAIS. 8

HARMÔNICOS ASTRAIS. 10

A música com relação ao bem-estar.. 13

A classificação das doenças. 16

Afinidades astrológicas. 18

Macrocosmo e Microcosmo.. 20

O peso do medo.. 22

DOENÇAS HEREDITÁRIAS. 24

HIPNOTISMO.. 27

DOENÇA MENTAL.. 29

INSANIDADE E OBSESSÃO.. 31

EUTANÁSIA.. 34

O SANGUE.. 35

OS QUATRO ELEMENTOS. 37

A CAUSA ESPIRITUAL DAS DEFICIÊNCIAS FÍSICAS. 39

 

 

A VIOLAÇÃO CONTRA OS CAMINHOS VERDADEIROS E SAUDÁVEIS DA NATUREZA

Se você me perguntasse o que estudar, eu diria: “você mesmo”; e quando você já estudou bem e me perguntasse o que mais estudar, eu responderia outra vez: “você mesmo”.

A cura permanente necessita da remoção das condições que causam a doença. Essas condições vão além do físico, usualmente, originada em vidas terrestres anteriores à presente. Elas têm a ver com a vida mental e emocional do ser humano; elas são o resultado de alguma desobediência, intencional ou ignorante, da lei cósmica. Esta verdade foi tornada clara por Cristo Jesus quando Ele perguntou a Seus discípulos: “O que é mais fácil dizer: Teus pecados te sejam perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda?”.

A doença está enraizada no pecado, e o pecado é o desvio da lei perfeita. Não é, portanto, um castigo arbitrário imputado ao ser humano desobediente por uma deidade ofendida, mas o resultado inevitável de violações contra os caminhos verdadeiros e saudáveis da Natureza. Estando fora de harmonia com as leis da vida, a doença aparece e serve como um aviso ao ofensor de que a restauração da saúde necessita de conformidade com a ordem divina. Deste modo, o ser humano se torna esclarecido, e doloroso apenas porque, na maior parte, ele não aprenderá senão por meio das experiências dolorosas e imediatas. Quando ele chega a reconhecer essas verdades e faz as correções e reajustes necessários, mediante as quais as causas da doença são removidas, os efeitos doentios desaparecem e a cura permanente se torna uma condição estabelecida.

Esta verdade nos foi fornecida pelo Cristo ao curar um homem paralítico. De acordo com o registro, como relatado em Jo 5:5-8; 14[1], Cristo Jesus encontrou uma multidão que estava doente ao lado da piscina de Betesda, mas parece que havia apenas um entre eles que recebeu a cura. Isto não foi porque Cristo Jesus não quis curar a todos, mas porque Ele, evidentemente, descobriu apenas um em quem Ele reconheceu um espírito receptivo e a fé necessária para receber a cura que um ministério divino poderia conceder a ele.

E, assim, lemos que o Mestre disse ao que foi curado para pegar sua cama e andar, e que o homem curado assim o fez. Mais tarde, quando Cristo Jesus o encontrou no Templo, Ele disse: “Eis que estás curado; não peques mais, para que não te suceda algo ainda pior!”, lembrando-lhe que é uma violação da lei, física e espiritual, que origina a doença, enquanto a obediência a ela evita o seu aparecimento.

Novamente, no Evangelho de São João, lemos sobre o cego de nascença. À pergunta dos discípulos quanto à causa, o Mestre respondeu: “Que as obras de Deus (o espírito interior) se manifestem”. É através do sofrimento, da dor e da limitação que o Ego desperta para a realização de sua Própria perfeição inata..

 

A CONSTITUIÇÃO DO SER HUMANO

 

Os alunos de Paracelso vieram a ele com a pergunta: “Diga-nos, Ó Mestre, qual é o mistério da natureza e do ser humano! Qual é o mistério da doença e o que é vida e morte?”. A que o antigo sábio respondeu: “Se você decifrar o ser humano, então você deve entender essa linguagem oculta que é revelada ao estudioso, mas escondida do leigo”.

A linguagem oculta a que Paracelso se refere é a dos mistérios que estão escondidos nos grandes ciclos da vida e cujos significados estão escritos nos Astros, para serem decifrados por aqueles que desenvolveram a sabedoria interior. Bem-aventurados os olhos que veem e o coração que compreendem algo do trabalho maravilhoso dessas leis que governam a natureza e o ser humano.

À luz da Sabedoria Ocidental, o ser humano é infinitamente mais do que a forma externalizada contatada com os sentidos exteriores. O ser humano possui uma cadeia de veículos, os quais, exceto o corpo físico, são invisíveis à visão comum; mas que, no entanto, estão presentes se interpenetrando mutuamente e funcionando ativamente na manutenção da forma composta por meio da qual o Espírito se manifesta neste plano físico. Quando ocorre qualquer desajustamento entre qualquer um desses veículos, o resultado é uma desordem, de algum tipo, na Mente ou no Corpo, ou em ambos. A natureza e o grau dessas desordens determinam a natureza e o grau da doença resultante. Diagnosticar uma doença perfeitamente é desnudar o alinhamento imperfeito entre os Corpos do ser humano, visível e invisíveis. Portanto, o verdadeiro médico, como observa Paracelso, estuda o invisível com mais seriedade do que o visível.

O Corpo do ser humano é tríplice. Compreende o Corpo Físico (Denso), o Corpo Vital (que é sua contraparte etérica) e o Corpo de Desejos. Esses três veículos interpenetrados estão conectados ao Espírito ou Ego tríplice pelo elo da Mente, o veículo mental.

O Ego tem seu assento na posição relativa à raiz do nariz e usa o sangue como seu veículo especial. O veículo físico especializado do Corpo Vital é o sistema glandular; o do Corpo de Desejos é o sistema nervoso.

As causas profundas e ocultas que estão por trás do mistério da doença e cura – a origem de várias enfermidades, a sua duração e muitos outros problemas igualmente interessantes relacionados com esse assunto – podem ser resolvidas satisfatoriamente pelo ocultista por meio das Leis gêmeas do Renascimento e da Consequência.

 

AS CONDIÇÕES PRÉ-NATAIS

 

Nós seremos muito auxiliados para ter uma compreensão mais adequada da complexidade e profundidade do nosso assunto, considerando, primeiro, as condições pré-natais sob as quais um Ego faz o trabalho preparatório para entrar em outra encarnação em um novo corpo físico. Este trabalho inicial começa com a criação do arquétipo que é igual ao corpo físico que será formado. Este padrão celestial vivo e vibrante determina o tamanho, a forma e aparência geral do Corpo e, também, a duração da vida útil aqui na Terra.

A qualidade e a força do arquétipo, sejam essas bem lembradas, são dependentes do Ego é da sua vida terrena anterior. Elas são formadas pelas forças vitais geradas no passado pelo próprio Espírito, sendo estas forças um extrato sintetizado do indivíduo, que são experiências anteriores das suas existências aqui na Terra. Quando uma vida terrena foi vivida em condições limitadas, negativas e desarmoniosas – e isso incluiria todo tipo de falta, mal e doença – as essências delas extraídas serão de qualidade correspondente. Uma vez que é fora desta essência que o novo arquétipo é formado, ele será composto de elementos gerados no passado e dos frutos de que reaparecem no próximo corpo físico usado pelo Ego.

Nós temos apenas que observar a média dos veículos humanos para perceber como imprudentemente a humanidade, como um todo, tratou seus instrumentos físicos e quão pouco reconhece pensamentos e ações como fatores causadores de saúde ou doença em seu corpo. Como um ser humano pensa, assim ele é. A lei de colher como nós semeamos se aplica em todos os planos do ser. Nós somos o que somos por causa do que fomos e podemos ser o que seremos quando chegarmos à realização do poder criativo do pensamento e adquirimos a capacidade de dirigi-lo, como quisermos. Não há nenhuma limitação colocada sobre o ser humano, mas é aquilo que ele impõe sobre si mesmo que o limita. Quando a maioria das pessoas aceitarem a Lei do Renascimento, sob esse ponto de vista, uma raça nova e emancipada, uma raça que será verdadeiramente “herdeiros e co-herdeiros com Cristo” virá a existir.

A Lei do Renascimento, que decreta que um Ego retorna à vida terrena uma e outra vez até que todas as lições do plano material tenham sido aprendidas, suas possibilidades totalmente exploradas e seus poderes completamente dominados, às vezes, é má interpretada por aqueles que não têm estudado completamente o assunto e entendem como imposição de limitações desnecessárias ao Espírito do ser humano. Mas corretamente compreendida, a Lei do Renascimento vem como uma verdade libertadora que aponta o caminho para as repetidas oportunidades de exercitar as nossas faculdades, dadas por Deus, até que estas sejam desenvolvidas na sua plenitude divina, de acordo com os processos ordenados de evolução da vida, em todos os planos do universo. É a Lei do Renascimento que permite ao ser humano se tornar, de fato, o “mestre de seu destino e capitão de sua alma”.

 

HARMÔNICOS ASTRAIS

 

Depois de um tempo de estudos, nós devemos compreender que a evolução progride em harmonia com a escala musical e que cada Espírito encarnado responde, em certa medida da Alma, a um dos Sete Espíritos ante o Trono de Deus, ou astrologicamente falando, a um dos sete Planetas em nosso Sistema Solar (Esotericamente, somente sete Planetas são pertencentes ao nosso Sistema Solar[2]).

O Planeta ao qual o Ego é sintonizado determina o ritmo do arquétipo que, por sua vez, transmite essa mesma nota dominante aos demais veículos que compõem a personalidade (a persona, a máscara) por meio da qual o Espírito funciona durante a vida terrena. Embora uma nota planetária seja a predominante, os tons combinados dos outros seis Planetas também operam na formação do tecido celestial. Os corpos planetários são veículos onde os Espíritos Planetários habitam, e como seu movimento físico é contínuo, assim também é a atividade dos Espíritos que os animam. Suas radiações influenciam tudo dentro da esfera de suas operações, desde o átomo mais diminuto até a maior esfera dentro do nosso sistema solar. Quanto dessa influência o Ego pode receber e construir em seu padrão de vida depende de seu desenvolvimento, que por sua vez é determinado pela qualidade e pela quantidade da experiência acumulada no crescimento da alma durante os ciclos anteriores de encarnação.

Quando, por exemplo, soar a nota elevada de um Trígono entre o Sol e Netuno nos céus, se o Espírito ainda não despertou as qualidades latentes, tornando-o capaz de responder a esse impulso inspirador elevado, que quando apropriado e manifestado na vida individual leva ao estado exaltado de que conhecemos como Iniciação, nada, consequentemente, lhe acontecerá em termos de consciência. O efeito dessa falha em responder, quando tal tom foi soado, será uma ausência de tal tendência planetária no arquétipo da próxima encarnação. Se, a título de exemplo, uma pessoa reage às forças de uma Quadratura entre os mesmos dois Planetas e experimenta seus efeitos em condições de psiquismo e mediunidade negativos, as tendências para se manifestar novamente essas mesmas condições aparecerão na próxima vida terrena. Se as tentações de ceder à negatividade sob tal Aspecto forem dominadas, e se a consciência for elevada a níveis onde ela se mantenha intocada pela manifestação indesejável da Quadratura, um Aspecto semelhante não terá de ser experimentado na próxima vida terrestre. Se não for dominada, ela reaparecerá, pois, a fraqueza ainda deve ser superada. A vida na Terra é uma escola, e os Espíritos Planetários ante o Trono estão entre os nossos instrutores celestes. Eles não nos obrigam a viver de um modo ou de outro, mas impelem-nos a viver em harmonia com seus caminhos ordenados e em obediência às Leis do bem universal.

A nossa vida é exatamente como está assinalado pelos Astros. Se essa verdade for levada com cuidado na nossa Mente, a concepção errônea, mantida por quem não conhece, que a astrologia implica fatalismo é para sempre removida. Seja qual for o desenho formado pelas linhas de força que admitimos e dirigimos dentro de nosso ser, ele é impresso em nosso arquétipo atual e será transferido dele para o próximo. Esse padrão é refletido em nosso corpo físico, onde é expresso como saúde ou doença, dependendo se as forças foram atraídas para padrões de beleza e harmonia ou de feiura e discórdia.

Das penas autocriadas que seguem o desvio de forças, ou para falar astrologicamente, do infortúnio dos Aspectos astrais adversos, o ser humano liberta-se quando aprende os caminhos das leis e vidas divinas em obediência a elas. A libertação da escravidão dos “Aspectos adversos” vem com o despertar do Cristo Interno. A iluminação que se segue a tal despertar conduz a uma vida de amor e beleza: linhas de discórdia desaparecem do arquétipo e, em devido tempo, sua doença refletida no corpo físico também desaparece. O poder libertado do Cristo Interno também fortalece o ritmo do arquétipo, fornecendo um adicional vigor físico ao corpo e, por vezes, um prolongamento da vida. Quem honra seu pai e mãe, isto é, aqueles que vivem em obediência às leis do seu Criador, garantem maior duração de dias na vida terrestre. Um exemplo de vida prolongada pode ser citado no caráter bíblico do bom Rei Ezequias[3].

 

A MÚSICA COM RELAÇÃO AO BEM-ESTAR

 

Como já foi dito, a evolução prossegue em harmonia com os ritmos da escala musical. O tom de um Astro em particular ao qual um Ego está sintonizado estabelece a nota-chave do arquétipo; e mais tarde, quando a matriz do Corpo Vital é colocada pelos Anjos do Destino dentro do útero do Corpo da mãe que espera o bebê, é ajustada para a mesma nota-chave musical que soa no arquétipo.

O Corpo Denso é moldado em uma réplica exata do Corpo Vital, o meio para o fluxo da força vital. O Corpo Denso, portanto, também é construído em harmonia com este mesmo ritmo musical. Quando este fato é reconhecido, torna-se claro como a relação harmoniosa do Ego com seus Corpos significa saúde e como uma dissonância entre ela e seus veículos produz a doença.

Estresse, raiva, excesso emocional de qualquer tipo, alimentos ricos e pesados usados em excesso, todos tendem a diminuir o tom inicial do Corpo Vital e, assim, perturbar o “equilíbrio musical” de todo o organismo. Os Corpos são mais facilmente suscetíveis a reações desarmoniosas e tais fraquezas também existem no arquétipo e são mais susceptíveis de reaparecer. Tais fraquezas são vistas no horóscopo radical da pessoa, já que ele é, na verdade, um retrato da alma. Onde há as Quadraturas e Oposições são os lugares em que a desarmonia é mais provável aparecer. Uma análise científica de todos os fatores envolvidos aponta para a natureza de uma doença mental ou física, que é susceptível de se manifestar. Lembre-se, no entanto, que o Cristo Interno despertado pode elevar o ser humano acima destas linhas que causam tal desarmonia.

Quando percebemos que a doença é realmente uma desarmonia musical – “doces sinos tocam fora de sintonia”[4], como o poeta escreveu – também começamos a entender alguma coisa sobre o papel em que a música assumirá na prática de cura do futuro. Se cada pessoa estivesse suficientemente sensibilizada para poder se elevar, em consciência, para onde pudesse ouvir a sua própria nota-chave, as palavras do Mestre, “Médico, cure a si mesmo”[5], teriam um novo e mais abrangente significado. Mas como isso não é possível e enquanto isso outros métodos devem ser empregados.

O alívio da doença vem quando o ritmo do Corpo Vital é elevado e fortalecido. A saúde ou harmonia é permanentemente restaurada quando as linhas de harmonia são definitivamente restabelecidas dentro do arquétipo. Assim, vemos como as “pílulas e os pós” inadequados se transformam à luz deste entendimento, e quão essencial é o poder do pensamento espiritual e da Mente transformada, como defendido pelo grande metafísico cristão, São Paulo.

Um dos meios mais poderosos de elevar o tom do Corpo Vital é mediante o uso de afirmações espirituais. Muitas partes da Bíblia são particularmente eficazes para alcançar esse objetivo, sendo o vigésimo-terceiro Salmo[6] e o primeiro capítulo do Evangelho de São João[7] exemplos familiares e notáveis. Determinada música, um poema ou trechos de um livro que se gosta muito também são úteis para alcançar esse resultado desejado.

Para sermos imunes à doença é necessário que a prática de elevar a consciência até um ponto em que ela entre em contato com o “tom” do espírito seja realizada fielmente em intervalos regulares, preferivelmente nas primeiras horas da manhã, assim que se despertar, e à noite ao se deitar. É melhor usar consistentemente a mesmo texto, assim, com o tempo, cada átomo de cada um dos nossos Corpos, visível e invisíveis, responderá instantaneamente ao “tom” do texto usado.

A respiração profunda, rítmica e harmoniosa é também um fator importante na reabilitação de ambos: o ser humano interior e exterior. A respiração é fundamental para a vida física, e à medida que aprendemos a elevar a consciência, também aprenderemos a respirar nos poderes do Espírito Santo; isso nos permitirá transcender as limitações da doença e até mesmo conquistar o último de todos os inimigos, a própria morte.

 

A CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS

 

Todas as formas de doença podem ser divididas em duas classes, a saber, crônica e aguda. Um estudo da doença à luz do renascimento mostrou que as fraquezas mentais em uma vida costumam resultar em enfermidades físicas nas próximas; e vice-versa, os abusos físicos podem resultar em deficiências mentais. As atitudes da Mente, nebulosas e alheias, sejam elas quais forem, constroem linhas de força nos Átomos-sementes dos Corpos de Desejos e das Mentes, as quais são mais tarde transferidas para o “arquétipo”. Do arquétipo elas são, por sua vez, transmitidas aos próximos Corpos Vitais e Densos do Ego onde elas aparecerão como linhas de desarmonia ou doença, crônica ou aguda. Ali permanecem até que o Espírito interior tenha aprendido a lição imposta pela enfermidade. A causa será, então, removida após o que o efeito irá desaparecer permanentemente. Qualquer forma de cura que não remova a causa é obviamente temporária. Todo verdadeiro curador tenta despertar no paciente a percepção de sua própria divindade inata.

O paciente demonstra a saúde e integridade da Mente e do Corpo na proporção em que ele percebe seus poderes interiores e os utiliza corretamente. Se pudéssemos observar os veículos mais sutis, interpenetrando o Corpo Denso do ser humano, veríamos os processos de restauração acontecendo simultaneamente em toda a cadeia de veículos, desde aqueles dentro até aqueles fora do físico.

Há quatro elementos de que todas as coisas são compostas. Estes elementos são chamados de Fogo, Ar, Água e Terra. Todas as doenças podem ser classificadas sob uma ou outra destas quatro rubricas. Por exemplo, as enfermidades causadas pela indulgência alcoólica, cânceres e febres são de natureza do Fogo. As aberrações mentais e doenças causadas pelo uso excessivo de drogas, vêm sob o elemento Ar. Corpos malformados e crescimentos anormais pertencem ao elemento Terra. As doenças do estômago, do aparelho digestivo e dos sistemas assimilativo e glandular estão associadas ao elemento Água.

 

AFINIDADES ASTROLÓGICAS

 

Existem quatro tipos fundamentais de pessoas que se correlacionam com os doze Signos zodiacais. Estes doze Signos podem ser subdivididos em quatro grupos de três cada, de acordo com o elemento a que pertencem. Esses quatro grupos compõem, o que conhecemos astrologicamente, como as quatro triplicidades. Um curador será mais bem-sucedido se lidar com doenças que estão sob o mesmo elemento que está o seu Signo Regente. Por exemplo: o médico que estiver sob o Signo de Leão, do elemento Fogo, terá maior habilidade para curar pacientes que estão sob um Signo de um elemento compatível e para curar doenças pertencentes ao elemento Fogo. A maioria dos curadores, se não todos, de todas as escolas, independentemente de reconhecerem ou não os fatores astrológicos, admitem que têm mais sucesso no tratamento de alguns pacientes e na cura de alguns tipos de doenças do que outros. O motivo disso ocorrer é o elemento comum que liga ou não o curador ao paciente, e também um terceiro fator, a doença a ser curada. Estes são os fatos que devem ser levados em conta, mesmo que eles ainda sejam desconhecidos pelos que praticam.

Um curador com o Sol no Signo Cardeal e de Fogo de Áries será bem-sucedido no tratamento de doenças agudas; já outro curador com o Sol no Signo Fixo e de Fogo Leão, terá sucesso no tratamento de doenças crônicas; um outro com o Sol no Signo de Fogo e Comum Sagitário servirá mais eficazmente como um (a) enfermeiro (a). Da mesma forma, um curador sob o raio dos Signos de Terra será bem-sucedido com o tipo de doença governada pelo seu Signo Regente: se esse for Capricórnio, serão doenças agudas; se Touro, crônicas; e se for Virgem, a cura que vem principalmente por meio de serviços de enfermaria. Sob o raio dos Signos de Ar, Libra governa doenças agudas; Aquário, crônicas; Gêmeos, a enfermaria. Sob o raio dos Signos da Água: Câncer, agudas; Escorpião, crônicas; e Peixes, a enfermaria.

À medida que nos aproximamos da era colaborativa do Signo de Ar Aquário, os grupos de cura vão sendo estabelecidos para trabalhar ao longo de linhas especializadas determinadas pela aptidão fundamental, como esta é determinável por referência à ciência dos Astros. Este conhecimento será aplicado em escolas de cura, em hospitais e na prática geral de cura. Haverá grupos de cura formados de doze, ou múltiplos deles, nos quais as forças combinadas e devidamente proporcionadas de todos os doze Signos zodiacais tornar-se-ão operacionais com um grau de eficiência que não é possível sem tal organização. Tal grupo se tornará um poder como grupo, e cada indivíduo nele, trabalhando inteligentemente ao longo de seu próprio raio especializado, funcionará com habilidade aprimorada como resultado de sua coordenação com os outros praticantes que possuem forças complementares que, em sua integralidade, servem a todos os seres humanos e à natureza. Os resultados de tais esforços concentrados serão tão notáveis e de tão grande alcance que muitos que se aproximarão para zombar permanecerão para elogiar.

 

MACROCOSMO E MICROCOSMO

O ser humano é um universo microcósmico. As leis que regem as esferas astrais igualmente se aplicam aos corpos do ser humano. Cada átomo no universo e no ser humano está em rotação contínua. Na saúde o movimento é da esquerda para a direita; na doença, da direita para a esquerda. O pensamento positivo e construtivo também produz o movimento no sentido horário; já o pensamento negativo e destrutivo, anti-horário.

Clarividentemente, qualquer crescimento anormal no corpo é visto composto de átomos de rotação negativa e fora de harmonia com a nota-chave do Corpo Vital.

O forte pensamento construtivo de um curador, reforçado por afirmações apropriadas entre ambos, curador e paciente, tem o poder de reverter esse movimento e, assim, desintegrar os átomos doentes, sucedendo, depois a restauração da saúde.

Dr. Alexis Carrel[8], em sua obra ricamente informativa e esclarecedora, Man, the Unknown, observou que “a ciência estuda, intensamente, o fígado, os rins e todas as suas funções no corpo do ser humano, mas esquece da única função significativa, que é o pensamento”.

A vida é vibração. É a Essência Eterna se manifestando e tem uma certa taxa de movimento. Quando a taxa vibratória cai abaixo de um determinado ponto, a doença é o resultado, e quando reduz ainda mais, segue a morte. Nesse ponto, a força de desintegração ultrapassa aquelas de atração e de coesão. A vibração oferece a chave para os segredos da saúde e da doença, da juventude e da idade, da morte e da sua rendição eventual para a vida imortal.

 

O PESO DO MEDO

 

As pessoas sofrem hoje com doenças contagiosas. Epidemias repetidas afetam dezenas de milhões de pessoas. O medo desempenha um papel importante nesses momentos. Onde a doença em si leva a vida de centenas, talvez seja verdade que o medo reivindica as vítimas aos milhares. Em tais situações, o pensamento se torna, obviamente, o mais importante fator de cura e controle. Se as pessoas reconhecessem a importância da afirmação do Dr. Carrel, citada acima, e dessem atenção ao poder do pensamento, o problema do contágio seria amplamente resolvido. O medo tem efeito paralisante. Ele retarda o movimento dos átomos do Corpo Físico e da Mente. A harmonia rítmica entre os vários veículos é perturbada, produzindo o resultado inevitável da doença de qualquer tipo.

Quando uma epidemia varre uma cidade, a atmosfera psíquica assume um aspecto de chumbo; é cinza e pesada, com os pensamentos acumulados de medo das pessoas. As manchetes dos jornais e revistas aumentam isso ainda mais. Ao manifestar as emoções de medo por meio de gritos, em voz alta, os números dos que estão doentes e as fatalidades à medida que essas aumentam, só fazem crescer os números da epidemia. Só isso é uma influência sinistra de tremendo poder. É em grande parte responsável pela redução da consciência de uma comunidade durante uma epidemia, de tal forma que se torna uma tarefa de grandes proporções para o indivíduo que precisa se elevar acima dela. Quão verdadeiramente Jó falou para as multidões quando exclamou: “O que eu temi veio sobre mim”.

Quando esses fatos são conhecidos e se atuam sobre eles, medidas efetivas podem ser tomadas para evitar o medo e se permanecer imune ao contágio. Mantenha a Mente fielmente centrada. Sinceramente e com calma e confiança, medite sobre o Poder Divino que está sempre disponível e que é chamado para agirmos. Use tais afirmações para fortalecer o equilíbrio e a fé. O 23º e o 91º Salmos têm poderes maravilhosos para aliviar o medo. Deixe esses ritmos entrarem nos recessos do subconsciente pela repetição e pela meditação sobre suas certezas divinas. Evite ler sobre doenças ou discutir o assunto desnecessariamente, e nunca negativamente. Recuse-se a permitir que qualquer um dos detalhes fúnebres seja retratado em sua Mente. A faculdade da Mente em construir imagens (imaginação) é uma das ferramentas mais poderosa. Pode ser usada de forma construtiva ou destrutiva. Pode reconstruir um corpo doente ou derrubar um saudável. O poder de fazer uma ou outra coisa está dentro de nós mesmos.

Além disso, deve-se notar a este respeito que, de acordo com a lei justa de retribuição, aqueles que, consciente ou ignorantemente, implantam medos de contágio durante epidemias nos corações dos outros, se tornam vítimas de sua própria infelicidade na presente ou em outras vidas.

 

DOENÇAS HEREDITÁRIAS

 

As doenças hereditárias podem ser completamente entendidas apenas à luz do renascimento. A Lei da Hereditariedade é a contrapartida da Lei espiritual do Renascimento. Quando forçado a incluir fatos explicáveis apenas por uma referência à Lei da Hereditariedade, o entendimento é uma falácia. Os atributos individuais imputados aos poderes da hereditariedade, na verdade, não o são; esse é um dos muitos equívocos limitantes que ainda não foram ultrapassados.

Embora seja verdade que os pais fornecem os átomos físicos ou constroem o corpo infantil de um Ego entrante, e que um corpo puro não pode ser fornecido por pais cujos corpos estão carregados de venenos e doenças, nunca se deve esquecer que o Ego encarnado não precisa estar sujeito a tais limitações. Possui o poder de anular a condição negativa passada a ele de acordo com a Lei da Hereditariedade. Pode refazer o seu Corpo Denso átomo a átomo. As qualidades do seu caráter não são produtos da hereditariedade ou do ambiente. Elas pertencem à alma individual, e a alma é filha de sua própria criação anterior. A razão pela qual recebe, pela hereditariedade, um corpo imperfeito é devido a sua própria necessidade de tê-lo assim; o Ego foi contra as leis de Deus e da Natureza no passado e, portanto, se vê na imperfeição física, até o momento em que cessem tais violações e obedeça à lei do bem-estar e da harmonia. Não há nenhum limite de tempo para que isso ocorra e é sempre o Ego que escolhe deixar o caminho da dor e seguir pelo caminho da alegria duradoura. Esse tempo pode ser agora.

Onde a semelhança de caráter entre pais e filhos parece indicar que a hereditariedade foi aplicada, a contrapartida a essa conclusão é o fato da quantidade de casos em que há extrema dissimilaridade. A explicação para a semelhança é a Lei da Atração que normalmente reúne Egos de níveis de desenvolvimento, gostos e interesses semelhantes.

Um Ego entra na vida terrestre trazendo com ele, de maneira latente, todos os poderes e habilidades que adquiriu nas vidas passadas, juntamente com o incremento que acrescentou durante seu período nos Mundos interiores, entre a última vida terrestre e a que se aproxima. O tempo entre vidas terrestres não é de ócio; é de uma atividade intensa e objetiva. Normalmente, o crescimento e o progresso são contínuos e ininterruptos. O corpo em que o Ego funcionará será construído, conforme mencionado anteriormente, de materiais fornecidos pelos pais. A qualidade desse material estará de acordo com as causas que o Ego colocou em movimento nas vidas passadas. Se nas vidas passadas ele incorporou linhas de discórdia ou fraqueza, ou tendências a certas doenças em seu Corpo, elas existirão em seu arquétipo atual e, pela Lei da Atração, ele gravitará para os pais que fornecerão materiais de natureza similar. Assim, o Ego formará um corpo suscetível a certas fraquezas específicas, mas de acordo com as causas criadas em vidas passadas por si mesmo, não porque ele tenha enfrentado o infortúnio de uma filiação sobre a qual ele não teve controle. Se assim não o fosse, então estaríamos negando a existência da justiça no Mundo e afirmando que encarnamos, bem ou mal, bom ou mal, por capricho e não de acordo com o destino; estaríamos negando o funcionamento da lei natural na esfera moral e a supervisão de um Pai Divino – Ele que é Amor e não faz acepção das pessoas proporciona a mesma oportunidade para todos os Seus filhos se tornarem perfeitos, do mesmo modo que Ele é perfeito.

Além da Lei geral da Atração, que coloca indivíduos semelhantes na mesma família, na mesma comunidade e em grupos raciais, também, normalmente, existem laços específicos de uma natureza íntima do passado que ligam os indivíduos em relações familiares. Há causas a serem colhidas; frutas agradáveis para serem colhidas, dívidas penosas a serem pagas – com mais frequência um pouco de cada uma dessas coisas.

Vamos repetir novamente – pois nunca será o bastante repetir isso – não se deve inferir do exposto até aqui que estamos impotentes devido ao nosso passado. Os vínculos infelizes forjados sob a Lei de Causa e Efeito, entre pessoas, podem ser sublimados, desde que promovamos uma realização da verdade que nos liberta. As cadeias das causas passadas e os laços da hereditariedade nos sustentam tanto quanto permitimos que façam isso: “Estamos presos sob a Lei (pensamento material); nós somos livres em Cristo (realização espiritual)” (Gl 5:1).

 

HIPNOTISMO

 

A prática do hipnotismo traz sérias consequências tanto para o praticante como para suas vítimas. Envolve interferência com o livre arbítrio do Ego. O hipnotizador projeta sua própria Mente no cérebro da outra pessoa e torna-a sujeita à sua vontade. Mesmo quando isso é feito com o propósito altruísta de libertar uma pessoa de um hábito que a escraviza, como drogas ou bebidas alcoólicas, não é justificável.

A cura não é permanente até que o próprio sofredor tenha vencido o vício por si mesmo e, portanto, quando um hipnotizador cura o corpo, ao expulsar a vontade do Ego, usando-o e suplantando-o com seu próprio poder de vontade, ele simplesmente priva o Ego da oportunidade de aprender a lição que algum dia deve dominar. O ganho aparente imediato é realmente uma perda. A lição a ser aprendida foi adiada; também, o poder da vontade da vítima foi enfraquecido pelo processo.

O livre arbítrio é a herança mais valiosa de um Ego, durante esta peregrinação terrestre. Uma pessoa que trabalha para suplantar a força de vontade de outra, mesmo quando os motivos possam ser definidos como bons, traz para si consequências desastrosas. Pelo poder da vontade, o Ego monta a escada da evolução que conduz à divindade. Essa vontade é enfraquecida no indivíduo que se submete ao hipnotismo, no qual o estado da vontade do hipnotizador suplanta a vontade dos hipnotizados, que estão completamente sob seu domínio. No entanto, uma pessoa não pode ser colocada “sob o feitiço” se sua própria vontade for mais positiva do que a do hipnotizador.

Quando o controle sobre outro é para fins de diversão ociosa ou para ganhar alguma vantagem egoísta, as consequências do erro são ainda mais graves. Aqueles que entregam sua vontade a outro têm a tarefa de recuperar o poder de vontade que se perdeu. Aqueles que tenham vitimado outros serão convocados sob a Lei da Justiça para ajudar suas vítimas a recuperar seus poderes enfraquecidos. Eles também estão sujeitos a graves enfermidades físicas em futuras encarnações. Tal é o destino frequente de um hipnotizador profissional. Através de um corpo deformado e inútil, o Espírito aprenderá a enormidade do erro em usar o corpo de outra pessoa indefesa, substituindo sua própria vontade pela de seu legítimo ocupante.

A prática generalizada do hipnotismo em nosso tempo, juntamente com o fluxo de literatura favorável ao assunto, é outra evidência das forças desintegradoras que ameaçam retardar nossa civilização e causar o colapso. A integridade no pleno significado dessa palavra é a grande necessidade do nosso tempo – integridade em nossa vida pessoal e pública, integridade na vida comercial, profissional e governamental. O ser humano deve se tornar um ser atuante harmonioso e único, antes de poder construir uma vida bem-sucedida e tornar-se uma unidade sintonizada com a construção de uma comunidade saudável, uma cultura saudável e uma civilização duradoura.

 

DOENÇA MENTAL

 

Atualmente, a ciência médica está muito menos materialista do que estava no século passado. Isso é confrontado com fatos que são convincentes para reconhecer que ela deve aprender como trabalhar com Mentes doentes muito mais do que com Corpos doentes.

A natureza e o comportamento da psique ou alma se tornaram um objeto de extensa pesquisa médica, e tem se desenvolvido tanto que fez da psiquiatria um ramo reconhecido pela prática médica. Embora a psique ainda seja popularmente considerada como um termo apenas para a Mente e não para o veículo superior da alma, aos poucos, a direção do pensamento científico médico está se afastando, proveitosamente, dos conceitos materiais que tinha e que consideravam o ser humano unicamente como um ser físico; agora está, gradualmente, aceitando a natureza do ser humano como ensinado nas doutrinas religiosas e na ciência oculta.

A pressão dos fatos da vida cotidiana está ajudando a se admitir de que algo além do material existe, confirmando que a Mente é superior à matéria e que para curar, se é necessário mais do que drogas e remédios. O incontável número de casos mentais que agora estão sendo tratados apenas em hospitais nos Estados Unidos, juntamente com outro grande número de casos não hospitalizados estimados entre sete e quatorze milhões, necessitaram de uma nova e crescente classe de curadores que nós conhecemos como psiquiatras ou terapeutas-mentais. O próximo desenvolvimento lógico na administração da cura permanente será a restauração da cura que combinava religião e ciência, como praticada pelo sacerdote-médico – o Cristo, o Curador dos Curadores, que veio à Terra para que os seres humanos pudessem ser completamente revigorados e confortados.

As doenças mentais são de vários tipos e gradações. A mais predominante é a psiconeurose, ou a neurose leve. Ela é caracterizada por emoções conflitantes e mal ajuste ao ambiente. Há deficiência na integração adequada entre Corpo, Mente e Alma. Os vários princípios, ou Corpos, do ser humano exterior e interior saem de um alinhamento perfeito e fracassam, às vezes, na tentativa de funcionar como uma unidade. Há uma divisão – daí a expressão “personalidade dividida”, ou esquizofrenia, como é tecnicamente denominada. Isso foi definido como uma divisão entre o sentido do real e o ideal, o estado da Mente de alguém que é incapaz de enfrentar certas realidades desagradáveis e, assim, se afasta de um mundo irreal.

 

INSANIDADE E OBSESSÃO

 

Mais grave é a doença mental, anteriormente chamada de simples insanidade, mas na nova terminologia conhecida como psicose. O distúrbio mental daqueles que sofrem de psicose é devido a várias causas e condições. Um tipo de insanidade é conhecido, em termos médicos, como multi-personalidade, ou obsessão, em que a Mente, às vezes, sai da condição dita normal por algum motivo ainda não conhecido pela prática médica material. É um tipo de insanidade que antes era pronunciada incurável e, consequentemente, seus sofredores estavam comprometidos com instituições mentais para toda a vida. No entanto, na década de 1930 se descobriu uma forma de tratamento que, em muitos casos, se mostrou altamente eficaz. Isso é conhecido como o “tratamento de choque”, pois, com o uso de eletricidade, insulina ou Metrazol[9], o paciente é submetido a uma série de choques tão fortes quanto possível. Dessa forma, verificou-se que os pacientes, às vezes, eram sacudidos de volta ao estado dito normal. Ser jogado no “poço da cobra” é apenas outra forma de administrar esse choque. Era uma teoria entre médicos medievais que, uma vez que um choque desse tipo era suficiente para desencadear uma pessoa sã, também deveria ter o poder de trazer uma Mente louca de volta à normalidade.

Há verdade aqui, bem conhecida pelo ocultista. No caso da personalidade múltipla, um Ego externo entrou em um Corpo que não é seu, ao expulsar o proprietário legítimo.

Portanto, o Corpo é usado por duas (ou mais) entidades. Enquanto a ciência material repudia essa “teoria do diabo”, como a denomina, reconhece os tratamentos de choque como expulsando algo; ou, pelo menos, como afetando algum tipo de rearranjo no mecanismo mental do paciente. O ocultista, por outro lado, vê-lo como um meio pelo qual uma entidade intrusiva é forçada a afrouxar seu poder sobre o Corpo Vital da vítima e, assim, transformar o Corpo em seu proprietário legítimo, pelo menos parcialmente ou por um breve período. O fato é que a retenção da entidade obsessiva é gradualmente enfraquecida por tratamentos repetidos desse tipo e, em alguns casos, as curas completas são alcançadas.

As obsessões podem ser divididas em duas classes: elementais e demoníacas. A primeira é a mais comum. Geralmente é causada por abuso das suas próprias forças criadoras sexuais em vidas anteriores. Tal prática, se prolongada, produz uma condição extremamente nervosa e negativa, que torna o sujeito uma presa fácil para os elementais da terra, da água e do ar. Foi essa forma de insanidade que o Médico Supremo curou quando expulsou entidades obsessivas de seres humanos aflitos e os enviou para suínos, que, quando então possuídos, se precipitaram de cabeça no mar e se afogaram. Os suínos simbolizam os elementos bestiais na natureza do ser humano, que devem ser expulsos para limpar sua casa de modo que o seu legítimo dono possa retornar.

Todas as obsessões demoníacas resultam da prática de alguma forma de magia negra, em vidas passadas. Por magia negra se entenda qualquer prática que escravize, de alguma forma outro ser, ou que limite o livre arbítrio de um indivíduo.

Como já foi dito anteriormente, não existe crime maior. O perpetrador de tais erros paga terrivelmente, por meio da dor e tristeza até que ele tenha aprendido a enormidade de seus pecados.

O tratamento da obsessão demoníaca, que é alarmantemente prevalecente na atualidade, exige um curador do Corpo, da Alma e do Espírito que seja altamente espiritual e possua visão espiritual.

Infelizmente, tais tipos de curadores são poucos. Portanto, nossos manicômios continuam cheios de pessoas com tais casos, ditos, incuráveis.

Na Bíblia essa desordem é frequentemente referida como a posse de demônios.

As pessoas que sofrem de obsessão perdem os benefícios que normalmente receberiam de sua experiência terrena, na medida em que são privados do uso de seus próprios Corpos. No entanto, essa não é toda a perda: a agonia que sofrem, como resultado de sua expulsão, se escreve em sua alma. Depois de terem contemplado, a partir do mundo interior, os crimes psicológicos que cometeram e que trouxeram sobre elas uma trágica calamidade, a voz da consciência lhes falará alto, em futuras vidas, advertindo-as contra a repetição desses pecados.

 

EUTANÁSIA

A questão surge, às vezes, sobre a justificativa de aliviar a vida de um indivíduo que implora se livrar de um corpo que o torna incapaz de receber a menor autoajuda. Do ponto de vista de uma única vida terrestre, os argumentos a seu favor podem parecer completamente plausíveis. Mas à luz do renascimento e da lei de Consequência, este é um erro que não pode ser tolerado. Não resolveria nenhum problema. O Ego deve nascer novamente e mais uma vez em um Corpo igualmente impotente até que as ações de transgressões passadas tenham sido aprendidas. Este não é o edito arbitrário de uma Deidade vingativa; é o trabalho inexorável da Lei da Justiça eterna. É o caminho do progresso. “Não vos iludais; de Deus não se zomba. O que o homem semear, isso colherá”[10].

 

O SANGUE

 

O sangue é o canal direto do Espírito dentro do corpo do ser humano. Contém os segredos mais profundos da vida. Um “laço de sangue” significa uma ligação que é indissolúvel; isso só pode ser cortado mediante a liberação final de um Espírito de seu corpo. Esse fato foi confirmado por um relatório interessante da imprensa sobre um homem que havia doado seu sangue a um número considerável de pessoas que necessitavam de transfusões. Ele afirmou que sempre que alguém a quem ele tinha doado o sangue morreu, ele estava imediatamente ciente da passagem dessa pessoa e via a imagem dela. O que ele viu não era apenas uma imagem, mas o próprio espírito desencarnado.

No caso de transfusões de sangue, deve-se tomar um grande cuidado para garantir o tipo de sangue adequado e que o doador pertença, astrologicamente, ao mesmo Elemento que o paciente.

Um paciente que esteja sob um Signo de Fogo deve aceitar o sangue apenas de um doador do Signo de Fogo ou de Ar; um paciente do Signo da Água deve recorrer a alguém que pertence a um Signo da Água ou de Terra; um paciente do Signo do Ar, de um doador do Signo do Ar ou do Signo do Fogo; um paciente do Signo da Terra, de um que vem sob um Signo da Terra ou da Água.

Duas pessoas que entram em um relacionamento tão íntimo quanto à mistura de sangue costumam fazê-lo em liquidação de alguma dívida incorrida no passado. Aquele que frequentemente doa seu sangue dessa maneira provavelmente está expiando pelo sangue que ele derramou, talvez no decorrer de guerras onde ele agrediu as pessoas ferozmente.

No caso de uma pessoa altamente sensibilizada, por meio de uma vida limpa e sagrada, são necessárias precauções extras, pois, de outra forma, as reações podem ser graves ou mesmo fatais. Nesse caso, é desejável obter sangue de alguém que se abstenha de carne, tabaco e bebidas alcoólicas. Onde a taxa vibratória do sangue recém-infundido varia muito da do paciente, o Ego pode não ser capaz de conciliar a diferença e trazer a vida “alienígena” – pois “a vida está no sangue” – sob seu controle total, no qual o desenlace, ou mesmo a morte, é o resultado.

 

OS QUATRO ELEMENTOS

 

Toda enfermidade está conectada com um dos quatro elementos. Venenos são de origem do Fogo e no centro do Corpo de Desejos. O veneno é inofensivo para o Corpo quando os desejos mais inferiores são transmutados. Assim, a afirmação do Mestre a Seus Discípulos: “Pegarão serpentes com as mãos; e, se algo mortífero beberem, de modo nenhum lhes fará mal”[11].

Todas as fermentações operam sob o raio do Fogo. Bebidas alcoólicas têm o efeito de tornar o ser humano um escravo da sua natureza de desejos e uma ferramenta abjeta de Lúcifer. A casa de oração (o Corpo) se torna um covil de ladrões (venenos destrutivos). Uma das causas mais tenebrosas de todas as nações no mundo é o resultado de suas extensas condescendências às bebidas alcoólicas. Aqueles que se engajam na fabricação e distribuição de bebidas alcoólicas, ou que são, de alguma forma, responsáveis pelo seu tráfego, não vão escapar dos efeitos deletérios, que o hábito de bebida alcoólica tem sobre a raça humana. Um dia eles irão ter que compartilhar e suportar a carga sobre essa conduta, devido ao estrago que eles estão causando na criação.

As epidemias são, em grande parte, uma reação de erros coletivos cometidos no passado. Os, mais ou menos, de dez milhões, que escaparam da praga entre 1919 e 1920[12] sofreram uma reação súbita por meio dos crimes em massa da Primeira Guerra Mundial. Não podemos tirar a vida de nossos irmãos e carregar a atmosfera com pensamentos destrutivos de assassinatos por ódio e vingança – muito maior do que gás venenoso do poder – sem que isso resulte em uma pesada dívida de miséria e morte.

A cólera, peste negra e varíola são mais prevalecentes entre os povos primitivos do que em povos mais evoluídos. Eles são ocultamente atribuídos, em grande parte, às práticas de vodu, magia negra, encantamentos e outros meios usados para subordinar a Mente de uma pessoa para fazer o que uma outra quer, sem o seu conhecimento ou contra a vontade da pessoa.

Segundo as palavras de um sábio, as fraquezas da alma são projetadas no corpo. No Átomo-semente, localizado no ventrículo esquerdo do coração, está gravado um registro inalterável da vida do ser humano. Por esse registro é julgado e seu destino fixado – de fato, como o salmista cantou: “o vosso coração viverá eternamente”[13].

 

A CAUSA ESPIRITUAL DAS DEFICIÊNCIAS FÍSICAS

 

Uma vez que o exterior reflete o interior, é nesse último que devemos procurar a causa raiz de qualquer manifestação no Corpo Denso. Essas causas não são verificáveis por um exame apenas no corpo físico, mas podem ser discernidas por alguém capaz de investigar as condições dos Corpos mais sutis. Para saber as causas encontradas nesses corpos sutis, dos efeitos manifestados no Corpo Denso é preciso possuir poderes espirituais para ler a Memória da Natureza, onde é gravado tudo desde o início dos tempos.

As pesquisas feitas no lado oculto da saúde e da doença fornecem uma luz surpreendente sobre a ciência da cura. Dos inúmeros fatos revelados, alguns podem ser citados, a título ilustrativo.

A percepção espiritual clara se expressará, em si mesma, como uma visão física perfeita. Uma persistente recusa de ver a verdade, quando apresentada, termina na cegueira. A hipermetropia advém de se ter negligenciado as oportunidades de servir e de se viver no futuro, descuidando-se do presente. Sobre a miopia, um esoterista escreve: “Entretanto, a limitação imposta pela miopia, se não fosse para perscrutar os assuntos de outras pessoas, então, por que a punição colocada em olhos e ouvidos inocentes?”. Um ponto de vista mental deformado, se mantido em tempo suficiente, produzirá uma distorção da visão física.

Do mesmo modo quanto à perda da visão, há razões semelhantes para explicar a surdez. Fechar, persistentemente, os ouvidos para as palavras da Verdade provocará a chegada de um tempo em que uma verdade falada cairá sobre os ouvidos incapazes de ouvir.

Um impedimento na fala indica blasfêmia, falso testemunho ou fofoca maliciosa no passado. As palavras podem matar ou ferir; o efeito disso é uma fala prejudicada, ou mesmo um dos tipos de imbecilidade total. A traição de uma confiança sagrada ou a violação de um voto pode, mais tarde, custar ao traidor uma lesão na língua ou, em casos mais sérios, sua perda completa.

A maioria das pessoas sofre, alguns mais outros menos, de dentes imperfeitos. Raramente eles permanecem em perfeitas condições até o fim de uma vida. A causa oculta dessa perda é a identificação na consciência de si mesmo com as coisas efêmeras da vida. Quando a consciência é transferida da realidade transitória para a realidade imutável, a mudança será refletida em condições de estabilidade relativa e permanência no Corpo Denso.

As afecções cardíacas resultam de afeições inferiores. Eis um exemplo bem-humorado, no entanto, o jovem doente chegou mais perto da causa real do que o diagnóstico do médico: ao ser informado, pelo médico, que ele tinha um coração ruim, que ele estava preocupado com angina de peito, o jovem até concordou com o médico, mas insistiu que não era essa a causa! As mágoas provêm de muitos amores. Um extravasamento sensual de afeições gera como efeito um coração fraco, que funciona mal. Um intenso amor pessoal, dirigido a um único indivíduo à custa de qualquer consideração para os outros, em que tal consideração se deve, tem o efeito de reduzir o tamanho do coração e originar distúrbios cardíacos.

O coração, o centro do princípio do amor, sofre quando esse princípio é subvertido da sua expressão mais elevada. “Como um ser humano pensa em seu coração, assim ele é”.

As doenças que afetam os braços e ombros resultam de se evadir das responsabilidades da vida e relegá-las a outros.

As mãos apresentam, mais do que o rosto, indicadores do caráter, da habilidade e do desenvolvimento. Elas revelam a natureza e a qualidade dos pensamentos e das ações do passado. Sendo uma expressão direta da Mente, elas se desenvolvem, assim como se desenvolve o pensador. Compare as mãos dos antropoides sem Mente com as do ser humano racional. O polegar, indicador da vontade, sabedoria e atividade, não está tão desenvolvido nos antropoides. Mesmo o de um gorila gigante é menor que o pequeno dedo de um ser humano, e sua capacidade de tocar os outros dedos da mão com seu polegar é muito pouca.

As mãos, como a Mente que elas expressam por meio de ações, são regidas por Mercúrio. O dedo mindinho é governado especificamente por esse Planeta. Quando a Mente está distorcida, o dedo mindinho é curvado. É assim em imbecis congênitos.

Um Ego nascido sem uma ou ambas as mãos, ou as perdeu como resultado de utilizá-las sem escrúpulos, como um cirurgião que executou experiências cruéis ou um soldado culpado de terríveis atrocidades. Os dedos podem ser perdidos como consequência em roubar, trapacear, apostar ou cometer outras práticas desonestas.

Os pés mutilados são um reflexo de liderar outros por caminhos errados. “Melhor lhe fora ser lançado ao mar com uma pedra de moinho enfiada no pescoço do que escandalizar um só destes pequeninos”[14].

As deficiências dos órgãos geradores resultam de um mau uso da força sagrada vital; também por interferência criminal em processos normais, como em abortos forçados, por exemplo. Sofrer a extração do líquido da coluna vertebral, um processo delicado e perigoso, é o efeito do uso indevido, em qualquer uma das muitas formas, dessa preciosa substância de vida e de vitimizar os outros por meio do poder que ela contém.

O fígado é o assento do Corpo de Desejos; consequentemente, suas numerosas afecções são rastreáveis pelas várias formas de desejos profanas e motivações egoístas.

Os problemas de estômago têm como causa o ter vivido para comer em vez de comer para viver. O glutão se torna uma pessoa irritável e que sofre com indigestão. Mesmo que isso seja remediado, a causa continua nas coisas superiores. Aquele que simplesmente junta os fatos, que acumula conhecimento até se saciar, faz por sua Mente o que o excesso de comida faz por seu estômago.

Falhar em assimilar o conhecimento e usá-lo com um propósito se torna a causa oculta de problemas intestinais. Como a Mente negligenciou selecionar com sabedoria e usar propositadamente o conhecimento que reuniu, então os intestinos falham no processo seletivo de absorção de elementos necessários para a manutenção do Corpo e rejeitando tudo o que é inútil e supérfluo. A relação pode ser notada astrologicamente, sendo Virgem o Signo do discernimento, que determina o trato intestinal.

O flagelo moderno do câncer pertence ao elemento fogo destrutivo e tem seu centro no Corpo de Desejos. Sua origem pode ser rastreada de forma oculta até um momento em que os desejos desenfreados dominaram. O antigo flagelo da lepra teve sua origem em uma causa semelhante. A paralisia vem da falta de compaixão no passado. É a limitação física decorrente da indiferença para as alegrias ou tristezas dos outros. O espírito impassível leva o Corpo a um estado semelhante.

A tuberculose é o efeito do pensamento e de uma vida materialista. Pensamentos endurecidos produzem tecido endurecido.

Hidropisia resulta da tendência habitual de exagerar.

Doenças diretamente atribuíveis à impureza do sangue tem como causa pensamentos sensuais, venenosos e destrutivos.

Tumores e cistos são manifestações físicas de acúmulo, apreensão e da natureza egoísta.

A morfina pertence ao elemento Ar e define seus ritmos destrutivos principalmente na mentalidade. Muitos casos de insanidade podem ser atribuídos ao uso excessivo de drogas no passado. Entre os casos pronunciados “irremediavelmente incuráveis” estão aqueles que levaram os outros a esse hábito devastador.

Os corpos paralisados seguem frequentemente as crueldades passadas infligidas sobre seres humanos ou animais – por exemplo, as terríveis atrocidades da Inquisição e os sofrimentos aos quais os animais são submetidos em laboratórios de vivissecção. O motivo superior não anula o ato da lei. A colheita será como a semeadura em todos e cada um dos aspectos do ato. O propósito nobre reagirá em um refinamento e um fortalecimento do caráter; a crueldade envolvida como resultado de uma natureza desequilibrada ou subdesenvolvida reagirá no organismo físico de uma mancha igualmente não natural. A lei é exata e inexorável. Onde o corpo está incapacitado, é provável que o Ego tenha ocupado uma posição de poder que tenha sido mal utilizada ao condenar os outros a torturas indescritíveis.

As linhas da causa alcançam o passado distante e unem as forças de vida de cada uma das nossas palavras e transferem para dentro a substância cristalizada na nossa habitação e ambiente corporais presentes. Se, portanto, não estamos satisfeitos com a nossa condição presente, faremos bem em lembrar que temos, por nosso próprio pensamento e ação no passado, nos tornados o que somos hoje; e que um pensamento e uma ação mais inteligentes hoje produzirão para nós um futuro melhor. Nenhuma influência externa é responsável por nossas limitações; ninguém pode influir no nosso progresso em direção à perfeição, se nós não quisermos. O Espírito interior é o único monitor do destino do ser humano. Nele reside todo o poder. A regeneração da sua natureza e a iluminação do Espírito prosseguem juntos.

O pensamento é o grande poder regenerador. “transformai-vos, renovando a vossa mente”[15], admoestou São Paulo. E novamente: “glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo”[16]. Aqui temos as duas afirmações fundamentais de cura definitiva fornecidas por um dos médicos supremos de todos os tempos.

Para conhecer a saúde contínua e radiante é necessário viver em constante comunhão com a divindade interior. Nessa relação, a liberdade de todos os laços da causalidade passada. Esse foi o ensinamento do Cristo e de todos os iluminados que vieram após Ele, independentemente do tempo, lugar ou credo.

FIM

[1] N.T.: 5Encontrava-se aí um homem, doente havia trinta e oito anos. 6Jesus, vendo-o deitado e sabendo que já estava assim havia muito tempo, perguntou-lhe: “Queres ficar curado?” 7Respondeu-lhe o enfermo: “Senhor, não tenho quem me jogue na piscina, quando a água é agitada; ao chegar, outro já desceu antes de mim”. 8Disse-lhe Jesus: “Levanta-te, toma o teu leito e anda!” (…) 14Depois disso, Jesus o encontrou no Templo e lhe disse: “Eis que estás curado; não peques mais, para que não te suceda algo ainda pior!”.

[2] N.T.: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno e Urano.

[3] N.T.: O rei Ezequias foi o 13º Rei de Judá, e reinou por 29 anos. Seguiu o exemplo do seu brilhante antepassado, o Rei Davi. Segundo a Bíblia, após a expulsão dos assírios, Ezequias experimenta um novo milagre. Tendo adoecido gravemente acometido do que a Bíblia chama de úlcera (alguns acreditam tratar-se de um câncer), o profeta Isaías veio lhe dizer que iria morrer. Não se conformando, Ezequias pôs-se a orar e Isaías retorna com outra mensagem de Deus informando um acréscimo de mais 15 anos à vida do rei.

[4] N.T.: Da obra Hamlet, Ato 3, Cena 1, página 7 de Shakespeare

[5] N.T.:  Lc 4:23

[6] N.T.: Deus é meu pastor, não me faltará. 2Em verdes pastagens me faz repousar. Para as águas tranquilas me conduz 3e restaura minhas forças; Ele me guia por caminhos justos, por causa do Seu nome. 4Ainda que eu caminhe por um vale tenebroso, nenhum mal temerei, pois estás junto a mim;1 Teu bastão e Teu cajado me deixam tranquilo. 5Diante de mim preparas uma mesa, à frente dos meus opressores; unges minha cabeça com óleo, e minha taça transborda. 6Sim, felicidade e amor me seguirão todos os dias da minha vida; minha morada é a casa de Deus por dias sem fim.

[7] N.T.: Os 5 primeiros versículos do 1º Capítulo: 1No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. 2Ele estava no princípio com Deus. 3Tudo que foi feito, foi feito por Ele e nada do que tem sido feito, foi feito sem Ele. 4N’Ele estava a Vida e a Vida era a Luz dos homens; 5a Luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a compreenderam.

[8] N.T.: Alexis Carrel (1873-1944) foi um biologista francês.

[9] N.T.: Metrazol é um remédio utilizado como estimulante para os sistemas circulatório e respiratório; muito utilizado para tratamento de convulsões.

[10] N.T.: Gl 6:7

[11] N.T.: Mc 16:18

[12] N.T.: Refere-se à Gripe Espanhola

[13] N.T.: Sl 22:26

[14] N.T.: Lc 17:2

[15] N.T.: Rm 12:2

[16] N.T.: ICor 6:20

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Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volumes

A Astrologia é para o estudante Rosacruz uma fase da religião, basicamente uma ciência espiritual.

Esta ciência, mais do que qualquer outro estudo, revela o ser humano a si mesmo.

Nenhuma outra ciência é tão sublime, tão profunda e tão abarcadora.

Ela revela a relação entre Deus (o Macrocosmo) e o ser humano (o Microcosmo), demonstrando que ambos são fundamentais.

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 1 – Exatidão da Astrologia – Os Astros são Seres – O Sol – A Lua – Vênus – Mercúrio

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 2 – Marte – Júpiter – Saturno – Urano – Netuno – Plutão

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 3 – O Astrólogo – Mandala Astrológico – Ascendente – 2ª Casa – 5ª Casa – 8ª Casa – Retrogradação

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 4 – Aspectos Adversos – Aspectos Benéficos – Cruz em T e Grande Cruz – Grande Trígono – Interceptações – Relacionamentos

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 5 – Astrólogo como Cientista – Discussão do Governo – Estudo das Polaridades – Experiência Militar – Dádiva de Presentes – Regra de Ouro – Astrólogo Estadounidense

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 6 – O Ponto, a Linha e o Círculo – O Espectro – O Ritmo – O Esquema, A Proposta, O Plano Geral, O Projeto, O Desenho – A Cor – A Arquitetura – A Dança – A Música

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 7 – A Arte Dramática – Filmes Cinematográficos – A Cura – A Fraternidade do Astrólogo, do Artista, do Sacerdote e do Curador – Regozijos Astrais – Retratos de Personagens Shakespearianos – A Faculdade da Intuição – Experiência Animal

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 8 – O Mapa do Casamento – O Casamento – A Paternidade – A Infância – A Adolescência – A Fraternidade – O Signo Solar – O Espectro Genérico – A Atribuição da Sua Vida

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 9 – A Complementação – Segurança – O Diâmetro, O Quadrante e O Decanato – Luz – Luz como Terapia – Luz como Comunicação – Luz como Afluência – Astro-Filosofia examina a Experiência no Hospital – Caminho Astrológico

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Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 9

A Astrologia é para o estudante Rosacruz uma fase da religião, basicamente uma ciência espiritual.

Esta ciência, mais do que qualquer outro estudo, revela o ser humano a si mesmo.

Nenhuma outra ciência é tão sublime, tão profunda e tão abarcadora.

Ela revela a relação entre Deus (o Macrocosmo) e o ser humano (o Microcosmo), demonstrando que ambos são fundamentais.

1. Para fazer download ou imprimir:

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 9 – A Complementação – Segurança – O Diâmetro, O Quadrante e O Decanato – Luz – Luz como Terapia – Luz como Comunicação – Luz como Afluência – Astro-Filosofia examina a Experiência no Hospital – Caminho Astrológico

2. Para estudar no próprio site (para ter as figuras, que tanto ajudam na compreensão, consulte a edição do item 1, acima):

 

ESTUDOS DE ASTROLOGIA

 

Por

Elman Bacher

Volume 9

Fraternidade Rosacruz

 

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

Studies in Astrology

2ª Edição em Inglês, 1951, The Rosicrucian Fellowship

Estudios de Astrología

3ª Edição em Espanhol, 1981, Editorial Kier S. A.

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

 

PREFÁCIO

Tantos foram os comentários favoráveis recebidos por nós, aos artigos astrológicos de Elman Bacher publicados em nossa revista “Rays from the Rose Cross”, durante os últimos anos, que estamos certos que haverá uma boa acolhida a esse trabalho, por parte dos Estudantes de Astrologia Espiritual.

Os profundos conhecimentos de Elman Bacher e sua devoção à ciência astral, aliados a uma extraordinária compreensão da natureza humana, permitiram-lhe apresentar temas que indubitavelmente o situam entre os melhores Astrólogos Esotéricos modernos. E como a veracidade e o valor da astrologia tornam-se, a cada dia, mais aceitos de modo geral, seus trabalhos ajudarão cada vez mais os seres humanos a conhecerem-se a si mesmos, e a realizarem seu mais alto destino.

Antes de sua transição, em 1951, Elman Bacher expressou o ardente desejo de que publicássemos seus artigos em forma de livro e, embora lamentemos profundamente não estar ele aqui para ver a concretização desse desejo, sentimos felizes por saber que sua aspiração está sendo realizada agora.

 

ÍNDICE

PREFÁCIO

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO I – A COMPLEMENTAÇÃO

CAPÍTULO II – SEGURANÇA

CAPÍTULO III – O DIÂMETRO, O QUADRANTE E O DECANATO

CAPÍTULO IV – LUZ – PRIMEIRA PARTE

CAPÍTULO V – LUZ – SEGUNDA PARTE

CAPÍTULO VI – A LUZ COMO TERAPIA

CAPÍTULO VII – A LUZ COMO COMUNICAÇÃO

CAPÍTULO VIII – A LUZ COMO AFLUÊNCIA

CAPÍTULO IX – A ASTRO-FILOSOFIA EXAMINA A EXPERIÊNCIA NO HOSPITAL

CAPÍTULO X – O CAMINHO ASTROLÓGICO

 

 

INTRODUÇÃO

A Astrologia é para o Estudante Rosacruz uma fase da religião, basicamente uma ciência espiritual. Esta ciência, mais do que qualquer outro estudo, revela o ser humano a si mesmo.

Nenhuma outra ciência é tão sublime, tão profunda e tão abarcadora. Ela revela a relação entre Deus (o Macrocosmo) e o ser humano (o Microcosmo), demonstrando que ambos são fundamentais.

A ciência oculta, ao investigar as forças mais sutis que afetam o ser humano (o Espírito) e seus veículos, receberam seus efeitos com a mesma precisão que a ciência acadêmica fizeram com as relações do mar e do céu, da planta e do animal, dos raios do Sol e da Lua.

Com esse conhecimento podemos determinar o padrão astrológico de cada indivíduo, e conhecer a potência ou as debilidades relativas das diferentes forças atuantes em cada vida. De acordo com o que tenhamos alcançado deste conhecimento, podemos começar a formação sistemática e cientifica do caráter – caráter é destino!

Observamos os períodos e estações que são cosmicamente vantajosos para o desenvolvimento de qualidades ainda não desenvolvidas, corrigindo rasgos defeituosos e eliminando inclinações destrutivas.

A ciência divina da Astrologia revela causas ocultas que trabalham em nossas vidas. Assessora o adulto com respeito à vocação, os pais na orientação dos filhos, o mestre na orientação dos discípulos, o médico no diagnóstico das enfermidades; prestando-lhes, desta maneira ajuda a todos em qualquer situação em que precisem.

Nenhum outro tema dentro da margem do conhecimento humano, até esta data, parece conter as possibilidades estendidas aos astrólogos para ajudar aos demais na sua própria dignidade como deuses em formação, a um entendimento maior da lei universal, e a verificação de nossa eterna seguridade nos braços acariciadores da Vida Infinita e do Ser Iluminado.


CAPÍTULO I – A COMPLEMENTAÇÃO

 

A “Complementação” é a palavra mais importante no estudo dos relacionamentos humanos porque é uma palavra-símbolo do arquétipo do intercâmbio vibratório que faz do relacionamento o que ele é. Sua vida é a polaridade; seus dois macrocosmos básicos são o masculino e o feminino. Todos os padrões básicos de relacionamento humano (conjugal, fraternal, entre pais e filhos etc.) representam um padrão específico de complementação em ação como “ignições” da consciência vibratória humana.

A pessoa cujas qualidades vibratórias não contêm nada que possamos responder com nossos sentimentos subconscientes é a quem somos indiferentes; em tais contatos casuais nos encontramos com tal pessoa somente nas dimensões tempo-espaço. A ausência de ignição vibratória mútua afasta todas as coisas do contato que poderiam resultar em relacionamento. A ignição, da parte de uma pessoa, no corpo vibratório de outra leva essa a reagir com o sentimento subconsciente; por suas reações ela identifica, subconscientemente, o contato por alguma palavra do relacionamento. Faltando mutualidade, a “qualidade do relacionamento” existe somente em seu próprio sentimento.

Contudo, quando meditamos sobre a nossa faculdade de reação subconsciente, reconhecemos uma coisa marcante: nós, como “mecanismos reagentes”, reagimos em alguma medida a quase todos os outros seres humanos. Andando por uma rua movimentada da cidade, cruzamos com inúmeras pessoas; a menos que estejamos grandemente preocupados com alguma imagem mental focalizada, nós reagimos momentaneamente a impressões causadas por rostos, aspectos, corpos, modos de andar, deformidades, beleza e atos dos outros; até mesmo uma grande preocupação pode ser despertada quando entramos no campo vibratório de alguém que coincide com uma de nossas imagens internas de relacionamento de modo marcante – nossa atenção “estala na consciência” de tal pessoa, e então experimentamos uma reação de sentimentos. Esta reação de sentimento é a consciência do relacionamento, porque uma de nossas imagens subconscientes de relacionamento foi, ao menos por um momento, “ligada”. Tal pessoa – por outro lado um perfeito estranho a quem podemos nunca mais ver – é a exteriorização de uma faceta de nosso recurso de relacionamentos subconsciente, e como tal, está relacionada conosco de maneira vibratória. Esse “relacionamento” será agradável ou desagradável, dependendo isto da qualidade básica de nossa “imagem interna”.

Nós nos tornamos acostumados tanto aos nossos padrões básicos de relacionamento que raramente reconhecemos a verdadeira fonte ou qualidade deles. Nós só reagimos, reagimos e reagimos. A Arte do Relacionamento Humano – a maior de todas as artes – é a harmonização de nossas reações às outras pessoas, e de tal modo que somos levados a uma percepção cada vez mais clara do ideal que é o arquétipo de cada pessoa. É verdade que a realidade de qualquer pessoa – para você, em qualquer ponto de sua fase evolutiva – é a qualidade de sua reação a essa pessoa qualquer; mude sua reação e você terá mudado a qualidade do relacionamento, para melhor ou pior.

Isso não é apenas uma teoria; prove-o por si mesmo repassando, mentalmente, suas próprias mudanças de qualidade de reação para com pessoas que participaram significativamente de suas experiências durante essa encarnação. Você já amou alguém profundamente e depois descobriu que sua reação se transformava em um sentimento de desgosto ou aversão? Já não temeu alguém e depois, com melhor compreensão, chegou a considerá-lo um amigo valioso? Você já não experimentou uma desintegração por congestão por chegar a preferir e amar mais a um de seus pais? Ou a um de seus irmãos ou irmãs? Você já não odiou alguém tão profundamente que sentiu o desejo de destruí-lo ou feri-lo, de alguma maneira drástica, e depois experimentou uma mudança tão marcante no coração (frase significativa!) que chegou a um sentimento de profundo respeito e admiração? Você já não foi aparentemente indiferente a alguém que figurou por longo tempo em suas experiências e então passou por tal mudança de sentimento que se enamorou de tal pessoa e com ela casou? Todos esses tipos de mudanças internas representam as realidades da transformação de relacionamentos por “modulação em diferentes oitavas e claves” – e em padrões diferentes. O Amor-Sabedoria nutre o arquétipo da realidade de todos os relacionamentos entre as pessoas.

Nessa discussão sobre a “complementação” não estamos, primeiramente, interessados nas Casas do horóscopo; as Casas são a descrição espacial (física) das experiências e relacionamentos. Interessa-nos as qualidades vibratórias, qualidades genéricas, focalização das qualidades genéricas pelos Astros e os padrões genéricos representados pelos Aspectos astrais. Tente elastecer sua Mente, preparando-a para esse estudo: faça uma cópia de sua Carta Natal sem as cúspides das Casas; ponha simplesmente os Astros em suas posições (relativamente) exatas na roda por Signo e grau (isso é assim para que você possa ter em mente os Aspectos que seus Astros formam entre si).

Agora faça uma lista dos Regentes astrais dos doze Signos: Marte para Áries, Vênus para Touro e Libra, Mercúrio para Gêmeos e Virgem, Lua para Câncer, Sol para Leão, Plutão para Escorpião, Júpiter para Sagitário, Saturno para Capricórnio, Urano para Aquário e Netuno para Peixes. Assimile essa lista de tal modo a ficar perfeitamente familiarizado com ela. É a regência astral do Zodíaco. Além disso, aprenda sobre os dispositores[1] astrais do Zodíaco: todos os Astros em Áries são dispositados por Marte, todos em Touro-Libra são dispositados por Vênus, todos em Gêmeos-Virgem são dispositados por Mercúrio, todos em Câncer são dispositados pela Lua, etc. Em outras palavras, os Astros em determinado Signo são dispositados pelo Regente desse Signo; o Regente astral de um dado Signo disposita todos os Astros que se encontrem nesse Signo. Decore esses pontos.

Agora, para maior clareza, circunscreva com um círculo todos os Astros, em cada um de seus respectivos Signos, na roda “sem cúspides” que você fez. Isso lhe dá a oportunidade de agrupar seus Astros na posição por Signo, não importando a posição deles por Casa; relacione seus Astros na posição por Signo e ponha entre parênteses cada grupo, por dispositor astral; essa lista é a do agrupamento vibratório de seu horóscopo – você deve retê-la muito bem.

Agora, na roda sem cúspides, trace um diâmetro: o ponto de partida será o Regente astral do seu horóscopo natal; o Signo que contém o ponto oposto é seu Signo de complementação; seu Regente (qualquer que seja o Astro) focaliza aquela vibração e é, portanto, a sua vibração complementar essencial.

Vemos, pois que o dispositor do Regente do seu Ascendente e o Regente do Signo oposto àquele que contém o Regente do seu Ascendente são os dois pontos básicos de seus padrões de complementação nessa encarnação. O Signo que contém seu “Astro-complemento” e o Regente dele constituirão a principal vibração qualificativa do seu complemento. Estude o dispositor do Regente do seu Ascendente e o complemento astral dele sob todos os pontos de vista concebíveis; neles se encontram os segredos íntimos da consciência de relacionamento nessa encarnação; eles representam as vibrações focalizadas ou o retrato íntimo do “seu próprio eu” e o retrato íntimo do seu “outro eu”.

Agora é criar a primeira de suas duas “Cartas genéricas”. Isso é derivado diretamente de seu Ascendente natal. Faça uma cópia do seu horóscopo natal, corrija-o em todos os detalhes e use como Ascendente a cúspide em que está o Signo que contém o Regente do seu Ascendente; não mude nada na roda.

O Signo que agora aparece como Ascendente (contendo seu Regente natal na 12ª Casa ou na 1ª Casa) é o seu Ascendente vibratório. O Astro que rege esse Signo é o seu Regente vibratório, e sua posição por Signo, seu trino relativo aos elementos da natureza (Fogo, Terra, Ar, Água), sua cruz estrutural (Cardinal, Fixo, Comum) e seus Aspectos astrais dão a imagem do seu reconhecimento íntimo com você mesmo; seu Regente natal é a sua “aparência externa” de como você pensa conscientemente de si mesmo e de como você, mais diretamente, parece às outras pessoas. Lembre-se de que o Regente do seu Ascendente natal é projetado dentro da roda a partir do Ascendente, e de que por sua posição na Casa ele indica os seus autorreconhecimentos, em termos de espaço/tempo e atividade. O Regente vibratório, contudo, é projetado a partir do Signo que ele rege, e seu relacionamento com o corpo da roda se dá em termos de extensão, desde o seu próprio Signo de Dignificação. Se o Regente vibratório está no mesmo elemento do Signo que ele rege (o Signo Ascendente vibratório), então ele é a expressão do Poder ou do Amor ou da Sabedoria de sua natureza interna que é focalizada para indicar seu poder espiritual básico. Se o Regente vibratório está em um Signo que se refere à mesma cruz estrutural pertinente ao Signo que ele rege, então ele está em “Quadratura” ou “Oposição” ao Signo em que está Dignificado, e isso representa um ponto decisivo de evolução – análogo aos “pontos de contorno” das Quadraturas (“ou “cruzes”) Cardeais, Fixas e Comuns do Grande (ou Abstrato) Mandala.

Agora que se encontra erigida, sua Carta (com o Ascendente vibratório) é a variação “genérica básica” de sua Carta natal. A qualidade genérica do Regente vibratório, o Signo em que ele está, e a qualidade do seu dispositor servirão para identificar a qualidade “genérica básica” de sua Carta natal, uma vez que essa variação é derivada da posição por Signo do Regente do Ascendente natal. Sintetize, cuidadosamente, em referência ao espectro genérico, e lembre-se de que essa variação não é um retrato do seu Ser como “macho” ou “fêmea”; é a masculinidade básica ou a feminilidade básica de sua natureza interior. Já que essa variação é derivada diretamente do horóscopo natal, considere essa questão: que Casa, em sua Carta natal, contém o seu Regente vibratório? Essa Casa, qualquer que seja, representará o foco físico, ou o “espaço-tempo”, desse particular florescimento vibratório. Em outras palavras, representará o “onde e quando, na presente encarnação, você encontrará a perfeição dessa qualidade interna básica de sua natureza”. Relativamente a isso, o que mostra sua Carta?

Se você tem total inclinação filosófica ou psicológica (e é claro que tem, ou não estaria lendo isso), reconhecerá que você e só você é o fator determinante de suas experiências de relacionamento. Os filósofos, por via de regra, não utilizam cegamente suas encarnações cometendo os mesmos antigos erros do mesmo modo anterior, por vezes seguida; eles buscam iluminação no sentido de melhorar suas condições internas e daí aprender como melhorar a qualidade de suas expressões. Os filósofos não desperdiçam seu tempo culpando ou acusando os outros, pois sabem que não são as pessoas, mas sim as suas próprias reações negativas que causam suas dores. Portanto, agora, como filósofos, façamos um estudo da Carta “genérica básica” na medida que ela serve para retratar o “interior” da nossa consciência de relacionamento.

Outra variação: a partir da carta que agora parece como uma “genérica básica”, gire-a (ou faça outra cópia) de tal modo que o Signo oposto àquele que contém o Regente natal situe-se no Ascendente. Esse é o seu – ou o que podemos chamar – “Ascendente complementar”; o seu Regente astral é o seu “Regente complementar”.

Agora esse Astro, seja qual for, é a destilação de sua consciência de relacionamento complementar – muito profunda. É o retrato vibratório essencial do seu “outro eu” e, inversamente, é o retrato do inimigo que você carrega dentro de si próprio; esse “inimigo”, naturalmente, é qualificado pelos Aspectos regenerados formados por esse Astro, mas suas congestões (Quadraturas e Oposições) são, na opinião do autor, mais importantes para se compreender que qualquer outro fator de sua configuração Astrológica, pois cada uma dessas congestões é o “argueiro em seu próprio olho” que lhe faz ver o mal nos outros.

Cada congestão a esse Regente complementar representa, realmente, a profunda e sombria ignorância de um princípio de Vida específico. Os estímulos dessas congestões farão com que “outras pessoas prejudiquem a você de maneira mais intensa” – suas reações a elas, por esses estímulos, e em diferentes ocasiões, é o que você sente quando a Vida, em sua Sabedoria, usa um bisturi para fazer uma pequena cirurgia em suas congestionadas, cristalizadas, condições internas. Enquanto viver reativamente esses padrões, você sofrerá através de suas reações às pessoas representadas pelos Aspectos; mas quando ilumine sua consciência, quanto à natureza do princípio representado por este particular Astro, você reconhecerá que deve se alinhar, conscientemente, para fazer desse princípio uma expressão construtiva em sua vida; na medida em que faça isso, você “dará as mãos ao inimigo em seu interior e fará dele seu amigo”. O Grande Mestre disse: “Não resistais ao mal”[2]; Ele quis dizer: “Eu me levanto preocupado e esgotado sobre o que as pessoas fazem – gastando seu tempo para endireitar sua própria consciência e viver de acordo com ela?”. Por ser esse ponto de particular importância e urgência, sugere-se que você faça um estudo, tão detalhado quanto possível, desse “Regente complementar”. Estude a colocação e significado dele em relação ao Grande Mandala; estude seu significado genérico, seu significado no relacionamento. O que representa ele como um princípio espiritual e sob o ponto de vista destino maduro? O que você fez no passado para criar os atuais Aspectos congestionados? Quantas pessoas (com Cartas em seu poder) têm “pontos” que sincronizam com esse Astro em seu padrão? Qual têm sido a influência e efeito delas sobre você e sua vida? Você tende a culpá-las por “fazerem coisas a você”, e então se voltar e fazer essas mesmas coisas com elas? Em nenhum outro fator Astrológico o estudante precisa manter mais aberto seus pensamentos, sentimentos e reações, de modo justo e honesto, do que nos assuntos relativos a esse Astro em particular.

As cartas, é claro, variam consideravelmente no que concerne à qualidade vibratória. Talvez esse “Regente complementar” não tenha congestões na sua Carta – apenas Sextis e Trígonos; então sugere-se que você compare esse Astro com o seu “Regente vibratório”. Qual o que dá a você a maior “vantagem”, qual o que representa a mais livre expressão de Poder como Amor-Sabedoria, qual o que atua mais efetivamente como um “descristalizador de congestões”, qual o que representa um princípio do qual você está mais claramente a par em seu ser consciente, qual o que representa mais claramente um ideal que você vê externado em outros, ou um ideal que você mesmo externa aos outros? Existem muitas perguntas relativas a estas coisas que você pode fazer ao seu Eu Superior, mas elas devem ser formuladas honestamente – desculpas, autojustificativas e culpar os outros – não cabe nesse tipo de análise. O “Regente complementar” pode, naturalmente, ser estudado a partir de um fator adicional: a qualidade do Astro que o disposita – tal Astro pode estar muito congestionado ainda que o Regente complementar não o esteja; se for este o caso, então aprenda com seus relacionamentos (via a boa expressão das outras pessoas) como lidar com aquela congestão em particular. Você verá algo maravilhoso nas outras pessoas, algo que você mesmo deseja ter; experimente determinar que princípio é esse e ponha-o a funcionar em seu cotidiano. É isso o que realmente significa “o aprendizado da vida”.

Temos, portanto agora o horóscopo natal e suas duas variações genéricas básicas (sugerimos cópias completas de todos os três, para referência). Os Signos Cardeais focalizam a estrutura vibratória do relacionamento, e essa focalização é representada pelas posições por Signo e pelos Aspectos dos Astros estruturais: Marte, Lua, Vênus e Saturno. O agrupamento genérico dos Astros servirá para determinar qual das duas “variações” é a “Carta genérica masculina” e qual é a “Carta genérica feminina”, e a partir dessa síntese você pode determinar a qualidade genérica dos seus padrões básicos de relacionamento. Que relacionamentos focalizam suas expressões masculinas e quais focalizam suas expressões femininas; quais as que focalizam seus padrões de reações; que tipo de padrão de relacionamento serve para lhe proporcionar as lições espirituais mais necessitadas; para qual dos dois você naturalmente contribui melhor em amor e sabedoria?

Uma pessoa chega a entender os valores astrológicos por meio de muito estudo, muita meditação, observação e experiência; é impossível todos esses fatores sutis “postos em palavras” em uma simples sessão. No entanto, quando o estudante de Astrologia é também um filósofo que mantém sua Mente aberta às novas oitavas da percepção, então ele “acende” a sua Sabedoria Interna a pouco e pouco até que níveis profundos de concepção são trazidos à superfície da consciência para aplicação prática. Chegamos a entender que é inútil centralizarmos nossa atenção nas pessoas como sendo elas somente “macho e fêmea” – o “processo de repolarização” tem sido, com efeito, demasiado longo para tornar essa abordagem essencialmente válida. Nós estamos compreendendo que a verdade do relacionamento humano é polaridade cósmica. Masculinidade e feminilidade – “expressão e reflexo” – são expressas por todas as pessoas, não importando seus Corpos físicos e seus propósitos e capacidades geradoras.

Assim, alertando-nos mais claramente para os valores simbólicos de Marte, Lua, Vênus, Saturno, e para os de outros corpos astrais que focalizam os valores genéricos dos Signos zodiacais, nós vemos em todos os horóscopos a masculinidade/feminilidade de todo ser humano. Precisamos aprender – e esse é o nosso principal propósito aqui – os modos de expressar e refletir os Princípios Genéricos da Vida; nossa “escola” é a humanidade; nossas “salas de aula” são a soma total de todas as nossas experiências de relacionamento, como homem e como mulher, em todas as nossas encarnações. Nada menos que isso poderia prover o pábulo para a realização do ideal humano.

 

CAPÍTULO II – SEGURANÇA

 

“Existir” é “estar num estado de movimento”, mas “viver construtivamente” é “existir com a consciência da origem e do objetivo”. Nessa consciência se encontra a raiz da sensação de segurança, não importando as condições das circunstâncias externas. O mandala astrológico representa isso desse modo: trace um círculo com os diâmetros vertical e horizontal; ponha o símbolo de Áries no Ascendente, Capricórnio no topo da roda, Câncer na base; ligue Áries a Capricórnio e Câncer por linhas retas.

Áries é o “Eu Sou” primordial – a consciência do próprio eu individualizado. Porque Vida é Ação, “ser” significa “se expressar”, “projetar”, “atuar e reagir”. Criatividade e Epigênese são, dependendo da oitava evolutiva, os arquiprincípios de ação da Vida porque todas as expressões são irradiantes e afetivas por natureza. Então, Marte é o Princípio da Ação, a “Centelha da Chama Central” que proporciona a toda coisa epigenética a faculdade de movimento projetiva. Contudo, Marte tem de ter um objetivo para onde se mover, sem o qual sua ação carece de propósito ou significado. Suas ações desconcentradas são, portanto, energia perdida. Alguém desperdiçar seu dote de energia é enfraquecer a consciência do “Eu Sou”; o resultado desse esgotamento é uma polaridade da sensação de insegurança.

Ter uma consciência do “Eu Sou” relativamente enfraquecida é estar relativamente descentralizado e, de modo correspondente, relativamente suscetível aos impactos de outras projeções de poder mental, emocional, psíquico e físico. Lembre-se de que, nos exercícios de atingir alvos, o tiro e o arremesso não fazem sentido se não existem alvos a visar; o alvo simboliza, quimicamente, o objetivo de desenvolver a coordenação física para a qual o atirador ou o arremessador pratica. Prosseguir atirando ou arremessando sem mirar o alvo é “Marte sem um objetivo”; tal ação resulta em escasso exercício muscular, senão pouco ou nenhum exercício de coordenação muscular.

Falemos de meninos e meninas em desenvolvimento como “desabrochando a sua jovem masculinidade e feminilidade, respectivamente”: quando não são visados os objetivos do amadurecimento para dar à vida, então o crescimento mecânico, como o arremesso e o tiro a esmo, definitivamente resulta na insegurança do movimento e na energia desperdiçada. “Encarnar” tem como propósito a dádiva da vida, que é a maturidade e que, astrologicamente, é indicada pela Exaltação de Marte em Capricórnio, o Signo de Saturno com o poder de assumir e cumprir responsabilidades. Tais responsabilidades são inerentes ao fato de que a maturidade da consciência implica autogoverno, e a responsabilidade espiritual é a expressão construtiva. Na oitava de expressão genética, a “expressão construtiva” é vida geradora e princípios administrativos daquilo que é gerado, quer seja a encarnação de outros Egos – “nossos filhos” – quer seja o início de um padrão de trabalho – “nosso serviço”.

O crescimento desperdiçado é, em grande parte, uma ação mecânica que resulta em insegurança, quando a pessoa tem idade para a expressão madura, mas é incapaz de funcionar assim. Ela está à mercê das vibrações e poderes das outras pessoas e é incapaz de funcionar desde o seu centro de autogoverno. Marte, saindo de Áries e se deslocando através da roda, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, deve se elevar a partir do ponto de Câncer na base da roda; permanecer atolado na segurança de dependência é evitar o impulso dinâmico para o verdadeiro crescimento elevado. Qualquer pessoa nessa condição tenta funcionar através da fortaleza de outra, pois “não conhece a sua própria”. Permanece fixa na “origem”, mas, por não estar ciente dos objetivos individualizados, não pode evitar o fracasso em realizar o ideal da verdadeira segurança.

Posto que aquilo que cresce precisa de proteção e sustento, a verdadeira segurança de dependência é o cumprimento das legítimas necessidades. O feto precisa de substância maternal, o bebê e a criança em crescimento precisam de comida, agasalho, orientação e amor; o estudante precisa de educação, o trabalhador precisa de emprego e salário. Todas as pessoas que estão evoluindo precisam da sensação de segurança de identidades específicas – ligação familiar, afiliação religiosa, afiliação nacional e afiliação com um povo – até o momento em que a verdade da autonomia seja compreendida. As congestões de segurança de dependência resultam em anormalidade psicológica e sexual, cristalização de opinião, preconceito, intolerância, fixação em expressões químicas como símbolos de segurança, temores e inimizades com povos e nações e, sobretudo, incapacidade para se ajustar às mudanças necessárias ao desenvolvimento e dilatação da consciência.

Uma pessoa “chega” a um ponto específico da sua evolução; quando identifica aquele ponto como “uma realidade” ela fica, em certo sentido, estática por algum tempo para o cumprimento dos requisitos daquele ponto. Se então deixa de se ajustar às mudanças necessárias – permanecendo fixada naquilo com que se familiarizou – ela “morre por dentro”, pois a consciência de si mesma não permitirá que as forças evolutivas da vida se expressem através dela. E aquele “ponto” pode ser uma das inumeráveis coisas com as quais os humanos se identificam durante a sequência de suas encarnações.

O Signo de Câncer no Grande Mandala é o “símbolo do ninho” para a pessoa dependente. Exotericamente ele é a “origem quimicalizada” – útero, mãe, lar, nação e povo. Esotericamente ele é a sua própria base psicológica – as coisas dentro de si mesmo em que se apoia como uma consciência de recurso para expressar sua necessidade individual de uma realização maior. A base psicológica nunca é dependente das expressões químicas da vida; uma vez estabelecida, a pessoa descansa nela e aonde quer que vá, durante sua encarnação. Esse fundamento interno lhe possibilita se ajustar a quaisquer    mudanças externas das circunstâncias; nisso se vê uma representação da Lua – Regente de Câncer – em Exaltação no Signo da sua própria 11ª Casa, Touro. Touro corresponde a Câncer, assim como o Aquário, regido por Urano, corresponde a Áries – o padrão do Signo da 11ª Casa é libertação e impessoalidade.

A pessoa desorganizada – o vagabundo, o marginal e o demente – é assim porque perdeu seu senso de contato com a identidade e o foco interno. O vagabundo certamente tem experiência, mas isso está na natureza do movimento sem rumo através da vida; o marginal perdeu seu senso de direito para com as outras pessoas – ele está em um contínuo estado de protesto contra si mesmo (algo da fonte vibratória da atual encarnação) que ele não entendeu ou percebeu claramente. Em outras palavras, nas Mentes de tais pessoas não existe conexão entre aquilo que elas foram no passado, aquilo que deviam ser agora, e aquilo que podem vir a ser no futuro. Seu passado esquecido e futuro sem perspectiva os detêm no presente sem objetivo.

A pessoa a quem designamos como “avarento” é uma das mais inseguras pessoas, porque não está ciente da fonte de seu extremo apego à matéria – dinheiro – como um símbolo de segurança. Sua ganância e incessante avidez externam a desintegração do seu alicerce interno – ele busca segurança na “posse” de algo cuja identidade essencial é “instrumento de intercâmbio como uma expressão de sentimento acerca de outras pessoas”.

O extremo apego a uma pessoa amada também é uma exteriorização negativa da segurança de dependência, porque a pessoa sofredora identifica outro ser humano como sua base psicológica. O amor devotado e fervoroso não é, por si só, um “mecanismo de congestão”; ele é uma expressão da oitava mais elevada do coração humano. Contudo, o tipo de amor que não pode viver independentemente da proximidade química não é verdadeiramente amor, mas um símbolo de insegurança interior; qualquer um que identifique outro como “segurança” está fora de sua própria base interna – vive continuamente aflito por ansiedades, preocupações e tensões. Tendo “deslocado” a si mesma, a pessoa diz que está ansiosa pelo bem-estar do ser amado, mas é pela sua própria segurança que ela realmente está ansiosa. O verdadeiro amor provê saúde, fortalece a fé, inspira a confiança; o “amor” que é uma dependência tensa e receosa é exatamente o oposto.

Vemos, pois, que a superdependência de coisas externas é a arquirraiz da insegurança. A correção se encontra em compreender o que o externo simboliza e, então, estabelecer a realidade daquele símbolo na consciência e se expressar a partir dessa base psicológica; tal expressão é autogeradora e autodiretora; ela é simbolizada pela linha vertical traçada desde Câncer até Capricórnio, no Grande Mandala. Essa é a imagem da pessoa dependente e imatura que transmuta sua consciência com experiências para alcançar a condição de indivíduo maduro, independente. Em virtude da polaridade ser interativa e retroativa, reconhecemos que o diâmetro Câncer-Capricórnio representa as inseguranças presentes resultantes de não realizações no passado e as seguranças presentes resultantes das realizações, também, no passado. Aquilo que agora é estabelecido como base psicológica de poder sadio e integrado é o pábulo para o exercício do cumprimento das responsabilidades. Estar livre da dependência de coisas externas qualifica para o autogoverno e funcionamento dinâmico eficiente. Muitas pessoas assumem responsabilidades – paternidade, maternidade, trabalho, etc. – mas sua base psicológica desintegrada, com a resultante dependência de coisas externas como segurança, as desqualifica para cumprirem aquilo que assumiram, com êxito e completamente.

Por exemplo – e existem muitos a serem estudados todos os dias – um indivíduo assume a responsabilidade de trabalhar no governo; ele é inseguro devido a sua total dependência do dinheiro como um símbolo de segurança; ele traduz os princípios inerentes às responsabilidades de sua função, e ele “trabalha sob a perspectiva do que é conveniente”, mas falha na fidelidade para realizar seu ilusório símbolo de segurança; em sua próxima encarnação – ou em alguma encarnação futura – sua fé nas outras pessoas será abalada pela falsidade e falta de princípio delas; elas externarão, simplesmente, a grande insegurança dele mesmo, resultado de sua imaturidade espiritual anterior (presente). Este é um ponto importante a considerar: aderir aos princípios de um padrão de trabalho ou de um padrão de relacionamento garante a máxima eficiência no cumprimento das responsabilidades e, correspondentemente, uma eficiência máxima no amadurecimento da base psicológica a ser levada como “sustento fortificante” para a encarnação seguinte. À acumulação de alimento fortificante se soma ao acúmulo do Domínio relativo; a redução do sustento fortificante é a desistência na realização da Idealidade.

A pessoa que assume um padrão de responsabilidade e trai esse padrão por causa da escuridão interior e da falta de princípio desintegra, em certa medida, sua própria base psicológica Tal pessoa se desqualifica para expressar mais poder até que ela tenha recuperada sua consciência, enfrentado e passado nos testes que a Vida (sua própria consciência) lhe impõe para provar o seu valor. Quando você, como astro-filósofo, estudar Cartas para analisar as origens dos problemas de outrem e reconhecer que o sofrimento da pessoa se deve, diretamente, da sua total dependência de coisas externas, saiba então que, em algum lugar do passado, ela se desqualificou, e sua desqualificação foi externada, dessa vez, por sua reação de dependência nas fraquezas dos outros. Ela dirá a você que seus pais nunca lhe deram o suficiente, que nunca motivou quaisquer restrições, que seu patrão nunca a apreciou, que os outros a enganam e tiram vantagem dela continuamente, que está sempre envolvida em acidentes de automóveis, que seus filhos estão sempre doentes, que se divorciou três vezes, que foi traída pelo cônjuge que amava, etc. Tais confissões externam inseguranças terrivelmente profundas, resultado direto da traição a cumprimentos de responsabilidades no passado. Agora, tal pessoa não sabe quem ela é exatamente ou para que está aqui; suas motivações só são percebidas vagamente; desconhece as fontes de seu poder (o sustento fortificante); e sua consciência dos princípios de experiência é, no melhor dos casos, obscura. Ela tem que aprender novamente o que sua identidade é e o que significa compreender os princípios da experiência e os métodos espirituais para se expressar de acordo com o Princípio.

Agora, vamos a um caso de destaque nos dias atuais: a segurança internacional.

Esse termo é um composto da consciência de segurança de todo ser humano agora encarnado. Nos últimos dias chegamos a um reconhecimento, mais claro do que nunca em nossa história, do termo “O Mundo é Um Só”. Reconhecer isso é assumir a responsabilidade de viver de acordo com isso. Não reconhecer – ou não ser capaz de reconhecer – que “O Mundo é Um Só” simplesmente externa apego aos conceitos nacionalistas separatistas; não se pode esperar das pessoas com propensão nacionalista que pensem “internacionalmente”, do mesmo modo que não se deve esperar de uma criança que ame os pais das outras mais do que ela ama aos seus próprios. Contudo – e isso é muito significativo – existem muitos encarnados que professam a “Consciência de que o Mundo é Um Só”, mas que a violam continuamente. Isso nos leva ao tema “Americanismo”:

Encarnar como um cidadão nos Estados Unidos da América é assumir a responsabilidade de viver a “Consciência de que o Mundo é um Só”. Você, eu, e todos os demais cidadãos norte-americanos qualificados para encarnar aqui, devemos justificar essa qualificação, caso contrário reencarnaremos sob uma forma de governo muito menos liberal. Estamos estabelecidos como uma nação sob a diretriz espiritual de “liberdade e justiça para TODOS”[3] – e “TODOS” não significa apenas os Norte-Americanos. Os cidadãos dessa nação derivam principalmente de europeus, asiáticos e africanos, mas, em virtude da qualidade de consciência, nos harmonizamos com os princípios democráticos da vida, sendo-nos, pois, permitido – programado – encarnar sob a forma de governo baseada nesses princípios.

O horóscopo dos Estados Unidos da América mostra o Sol e três Astros no Signo de Câncer – somos verdadeiramente um “ninho” para os seres humanos de toda classe de procedência: racial, nacional e religiosa. O Sol em Câncer é regente da 4ª Casa e, nesse Signo, ele está no Signo de sua própria 12ª Casa – o “padrão da redenção”. Câncer está nas 2ª e 3ª cúspides; o Sol e dois dos Astros estão na 2ª Casa; Mercúrio, Regente de Gêmeos (no Ascendente), e dispositor de Marte e Urano em Gêmeos, está em Câncer e na 3ª Casa. A Lua, regente das 2ª e 3ª Casas, está em Aquário; Saturno, regente das 8ª e 9ª Casas, está em Exaltação em Libra e em Trígono com a Lua. Nossa “base psicológica nacional” (não existem Astros em Leão, Signo da 4ª Casa) está concentrada nesse “agrupamento astral” no Signo de Câncer; poderia ser interpretada como: o intercâmbio de substâncias materiais e de educação de acordo com princípios democráticos de governo, como a fonte espiritualizada da nossa evolução e de nosso progresso nacionais.

Acaso já ultrajamos esses Princípios? O tratamento que temos dado aos cidadãos norte-americanos índios e negros dizem que SIM. Acaso temos desperdiçado nossas fabulosas reservas de recursos naturais? A resposta é SIM. Já permitimos, como nação democraticamente inspirada, a compra e venda de seres humanos? A história da escravização do negro nesse país diz que SIM. Já concorremos para o enfraquecimento de outros povos? A história do descuido no pagamento de dívidas de guerra contraídas com outras nações diz que SIM. Isso em parte é uma repetição, em dezembro de 1950 – os jornais revelaram recentemente como se tem permitido a venda de materiais norte-americanos às mesmas nações contra as quais estamos em guerra – da história da venda de ferro velho aos japoneses durante o ataque desses aos chineses em 1930. Isso, da parte de um governo democrático, é certamente a suprema blasfêmia contra o nosso princípio de “justiça para todos”.

E mais: dizer como alguns que “nada pode ser feito a respeito” é o cúmulo da desmoralizada aquiescência; tais violações de nossos poderes, como princípios administrativos materiais, devem ser impedidos. Posto que uma expressão química somente externa um estado interno, dizer que “tememos os comunistas chineses”, “tememos os russos”, “receamos um bombardeio atômico” é apenas uma meia verdade. Temos medo, sim. Dos resultados de nossas próprias violações de princípios, e o que estamos atravessando agora no Oriente é resultado de como traduzimos esses princípios que inspiraram os alicerces dessa nação. É assunto para se pensar! Que todo norte-americano faça um balanço de como ele vive a sua cidadania. A cidadania americana é uma benção a ser honrada por quem a vivencia – não é “apenas algo despejado em nossos colos” para dela nos aproveitar de maneira esbanjadora e impensada. Na medida em que nos expressamos de acordo com a intolerância religiosa, o ódio racial, a corrupção financeira e a falta de integridade pessoal nós nos desqualificamos para esse privilégio; na medida em que ajudamos os outros a se ajudarem a si próprios, administramos nossos recursos inteligentemente e para o maior bem de todos na Terra, mantemos nossas Mentes abertas para melhor apreciar as qualidades e direitos de todos e nós mantemos nossas qualificações democráticas, Nós, como uma nação, somos uma potência democrática; como indivíduos norte-americanos somos o microcosmos dessa potência, e é nossa responsabilidade espiritual e nosso regozijo pessoal manifestar esse ideal, enquanto estamos encarnados. Isso, e nada menos que isso, garantirá nossa segurança individual e nacional. Devemos, como norte-americanos e terráqueos, funcionar a partir da base psicológica – o “sustento do poder” – ou dos nossos princípios espirituais. A regeneração de Capricórnio e o cumprimento do idealismo democrático é aquilo que “amadurece” a partir da base de Câncer. Realizar esse amadurecimento é o significado de “ser norte-americano” e de “sermos terráqueo democráticos”.

 

CAPÍTULO III – O DIÂMETRO, O QUADRANTE E O DECANATO

 

Para prosseguirmos nesse assunto, uma breve revisão do Espectro Genérico será necessária.

O Zodíaco não é só uma “faixa”; ele é uma emanação de qualidades vibratórias que começam no primeiro grau do Signo Cardeal e de Fogo de Áries; esse ponto é, abstratamente, o começo da circunferência da roda vibratória da ciência astrológica. Esse mesmo ponto é a objetivação – encarnação – dos potenciais inerentes ao ponto central do círculo. O raio do Ascendente – a horizontal esquerda – é a “projeção dos potenciais da subjetividade para a objetividade”. Em qualquer círculo, o mesmo raio é usado para manifestar o círculo, por isso todas as cúspides de Casas na roda são emanações do raio do Ascendente, e elas representam o desdobramento da Consciência genérica na experiência e realização do ideal por meio das transmutações e expressões espiritualizadas.

O mandala que representa a estrutura da qualidade genérica é à roda de doze Casas com os Signos de Áries, Câncer, Libra e Capricórnio nas cúspides das 1ª, 4ª, 7ª e 10ª Casas, respectivamente.

Os diâmetros horizontal e vertical, interceptando-se no centro, formam a cruz da encarnação; as linhas retas que conectam as cúspides Cardinais formam o campo evolutivo no qual a humanidade adquire experiência no relacionamento mútuo. Nesse mandala vemos a bissecção do círculo em dois campos; dois diâmetros criando dois pares de semicírculos. Esses diâmetros representam a dupla expressão da Polaridade; aquilo que gera (Capricórnio-Câncer: o diâmetro dos pais), e aquilo que é gerado (Áries-Libra: o Ascendente e seu complemento). Esse mandala ilustra, em simbologia astrológica, o número magistral vinte e dois. Dois é o único algarismo que dá o mesmo resultado (quatro) quando somado a si mesmo e quando multiplicado por si próprio. Vinte e dois é o número da maestria se expressando na forma – ele é a oitava superior da complementação, e é significativo que todo ser humano deve cumprir a experiência evolutiva por meio da encarnação em ambos os sexos físicos. Os quatros Signos Cardeais, representados nesse mandala, compreendem a maneira de encarnar, pela qual a masculinidade e a feminilidade de todo ser humano evolui por meio da experiência de relacionamentos e destila suas espiritualizações das quais o Ideal é manifestado. Todos os relacionamentos humanos – sejam biológicos ou não – derivam desse alicerce Arquetípico: o gerador bipolar e o gerado bipolar.

Uma vez que os Trígonos dos elementos simbolizam a espiritualização das qualidades genéricas, nosso espectro genérico deriva dos relacionamentos dos Signos de Exaltação e dos Regentes desses quatro Signos. Marte (primogênito masculino e Regente de Áries) está Exaltado – amadurecido – em Capricórnio, regido por Saturno, símbolo do pai; Saturno está Exaltado em Libra, regido por Vênus, e complementa o Signo de Marte, Áries; Vênus está Exaltado em Peixes, terceira oitava da triplicidade de Água, último Signo da sequência zodiacal, e essa triplicidade é iniciada pelo Signo Cardeal de Câncer, regido pela Lua – símbolo da mãe – e complementa o Signo de Saturno, Capricórnio.

Por conseguinte, os Signos de Fogo e de Terra, posto que “iniciados” por símbolos masculinos, são Signos masculinos; os Signos de Ar e de Água, iniciados por símbolos femininos, são Signos femininos. Já que todo ser humano, macho ou fêmea, é bipolar, reconhecemos uma dupla divisão dos Signos masculinos e dos Signos femininos. Os Signos de Fogo formam a primeira metade da metade masculina do Zodíaco, pelo que eles são Signos masculino-machos; seguem-se na sequência os Signos de Terra (Touro segue a Áries), portanto eles são Signos feminino-machos. Os Signos de Ar, iniciados pelo Signo Cardeal de Libra, regido por Vênus, representa a metade masculina dos Signos femininos; os Signos de Água, iniciadas por Câncer, compreendem os Signos feminino-fêmeas. Vemos, portanto, o Zodíaco inteiro representando uma dupla expressão da dupla polaridade; isto desde o primeiro grau de Áries, o ponto mais masculino, até o último grau de Peixes, o ponto mais feminino. Relacione os Signos nessa sequência e guarde-os na memória para uso futuro.

A metade inferior (abaixo do diâmetro horizontal) da roda é iniciada por Áries; a metade superior é iniciada por Libra, como “reflexo” da metade inferior. A nota-chave oculta do primeiro grau de Áries – o ponto Ascendente do Grande Mandala – é “EU SOU”. Nessa linha do Ascendente estão subentendidos todos os potenciais mostrados no desdobramento zodiacal e no conteúdo da roda astrológica. Portanto, segue-se naturalmente que nos trinta graus de Áries estão incluídos os “conteúdos” do hemisfério superior da roda. Esse “conteúdo” está simbolicamente incluído nos últimos quinze graus do Signo. A “cúspide” do décimo sexto grau do Signo é o potencial do diâmetro horizontal completo da roda. Quando o raio horizontal esquerdo é “desdobrado” para formar um diâmetro completo, a “extensão” resulta no que chamamos de cúspide da 7ª Casa – o ponto inicial da metade superior do círculo. Posto que qualquer grau de qualquer Signo pode aparecer como o Ascendente de um horóscopo, reconhecemos que a divisão de qualquer Signo em duas metades de quinze graus cada representa uma imagem simbólica da polaridade desse Signo em embrião, e embora o autor ainda não tenha chegado a qualquer conclusão específica quanto às diferenças significativas de Astros posicionados nos primeiros quinze graus de um Signo e Astros posicionados nos últimos quinze graus, a representação sugere que os Astros posicionados na segunda metade dos trinta graus, se expressos não regeneradamente, são potenciais para destino maduro negativo muito mais “eficaz” – no sentido de que, estando na “metade da polaridade” do Signo, suas expressões negativas implicam a possibilidade de serem refletidas em futuras encarnações por outras pessoas e com as quais o indivíduo terá relacionamentos. Em outras palavras, os segundos quinze graus, por analogia, podem ser denominados “metade feminina” do Signo. “Feminino” significa “que reflete”. Por isso, se queremos evitar sofrimentos futuros, através de reações dolorosas a outras pessoas, compete a nós próprios regenerar os Astros assim posicionados, implicando isso em que, no futuro (desdobramento em Tempo-Espaço), essas vibrações astrais focalizarão nossos padrões de relacionamentos complementar e então, de maneira muito mais definitiva, “reaveremos dos outros aquilo que perdemos nesse momento”. Agora divida cada Casa do Grande Mandala em duas partes iguais; ponha nesta roda as suas posições astrais natais e veja em quais metades dos seus Signos caem os Astros.

Talvez você, como um estudante curioso, possa chegar a uma conclusão sobre esse assunto. Se você tem Quadraturas ou Oposições entre Astros posicionados nos últimos quinze graus dos seus Signos, você se sente mais responsivo as pessoas que expressam qualidades negativas representadas por aqueles Astros, do que aquelas que refletem negativamente seus Astros dos “primeiros quinze graus”? Você sente que, por cuidadosa análise, pode determinar se os Astros dos seus primeiros quinze graus lhe dão maior liberdade de expressão direta do que o fazem os Astros dos últimos quinze graus? Analise suas Quadraturas e Oposições astrais sob esse ponto de vista e veja se o padrão de polaridade implicado ajuda a clarear suas capacidades de reação e expressão.

QUADRANTES: No Grande Mandala, a subdivisão da 1ª Casa – e do Signo de Áries – em quatro quadrantes de 7 ½ (sete e meio) graus cada representa o “estado embrionário” da cruz Cardeal.

Aplicando a Lei de Correspondência, nos relacionamos essa divisão de um Signo com a divisão quádrupla da roda inteira. Começando com Áries e “desenrolando” a roda no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, verificamos que cada quadrante sucedente é iniciado respectivamente por Câncer, Libra e Capricórnio.

A subdivisão de um Signo em duas seções de quinze graus cada é particularmente aplicável ao estudo dos Aspectos de Oposição e, geralmente, de todos os padrões complementares. Contudo, a subdivisão de um Signo em quadrantes se aplica à análise dos Aspectos de Quadratura, já que todo Aspecto desse tipo, fazendo-se concessão à órbita, é um padrão de relação de 90 graus e cada quadrante da roda é uma divisão de 90 graus. A divisão em quadrantes (por graus e minutos) vai de zero a sete graus e trinta minutos; de sete graus e trinta e um minutos a 15 graus, de quinze graus e um minuto a vinte e dois graus e trinta minutos; de vinte e dois graus e trinta e um minutos a vinte e nove graus e cinquenta e nove minutos. O “passo” seguinte nos leva ao zero do próximo Signo.

Existem 3 “cruzes” subentendidas na estrutura dos doze Signos: a Cardeal, a Fixa e a Comum. Na progressão do ciclo a partir do Ascendente do Grande Mandala, as três cruzes aparecem quatro vezes nos quatros quadrantes da roda: Áries, Touro, Gêmeos; Câncer, Leão, Virgem; Libra, Escorpião, Sagitário; Capricórnio, Aquário e Peixes. Cada “iniciação” Cardeal é uma nova maneira de dizer “EU SOU” – como extensões do “EU SOU” básico de Áries; cada cruz representa um padrão de crescimento e desenvolvimento por meio de experiências na dupla expressão da dupla polaridade; nós evoluímos mediante fases como recebedores e doadores de Vida e como machos e fêmeas. As “cruzes” simplesmente representam os processos pelos quais nós destilamos sabedoria de nossas experiências e desenvolvemos os recursos internos de amor para alcançar a realização do ideal. Posto que, num horóscopo corretamente calculado, todo Astro é colocado onde está em virtude de processos da Lei, deve haver uma valiosa chave no posicionamento dos Astros por quadrante. Individualmente, cada Signo do Zodíaco tem seu Regente astral particular como focalizador básico da qualidade genérica do Signo. Contudo, já que trinta graus representam uma sequência de qualidade do Signo, e em virtude da Lei de Correspondência se aplicar à estrutura astrológica como o faz a qualquer outra manifestação, vamos considerar o posicionamento dos Astros por quadrante em termos de regências secundárias. O primeiro quadrante de um Signo Comum é regido pelo Regente astral do Signo; o segundo quadrante é regido secundariamente pelo Astro que rege o próximo Signo desta cruz; o terceiro quadrante é secundariamente regido pelo Astro que rege o Signo seguinte da cruz, e o quarto quadrante é secundariamente regido pelo seguinte.

Por exemplo:

Capricórnio – Regente primário: Saturno

Capricórnio é um Signo Cardeal

Primeiro quadrante – Regente secundário: Saturno

Segundo quadrante – Marte, Regente de Áries

Terceiro quadrante – Lua, Regente de Câncer

Quarto quadrante – Vênus, Regente de Libra

 

Leão – Regente primário: Sol

Leão é um Signo Fixo

Primeiro quadrante – o Sol, Regente de Leão

Segundo quadrante – Plutão, Regente de Escorpião

Terceiro quadrante – Urano, Regente de Aquário

Quarto quadrante – Vênus, Regente de Touro

 

Peixes – Regente primário: Netuno

Peixes é um Signo Comum

Primeiro quadrante – Netuno, Regente de Peixes

Segundo quadrante – Mercúrio, Regente de Gêmeos

Terceiro quadrante – Mercúrio, Regente de Virgem

Quarto quadrante – Júpiter, Regente de Sagitário

 

Note que as extensões dos primeiro e terceiro quadrantes e dos segundo e quarto quadrantes devem representar dois Aspectos da polaridade; esse composto de polaridade é representado na roda horoscópica como os dois diâmetros de cada cruz. Considere cuidadosamente os Aspectos de Quadratura e os Astros envolvidos no seu horóscopo, com relação às regências secundárias; os Regentes secundários atuam como “serviçais” ou “braço direito” dos Regentes principais, sendo que sua influência é eficaz na análise das qualidades das expressões astrais.

DECANATOS: No estudo dos decanatos façamos uma análise de cada Signo sob o ponto de vista de seus potenciais espirituais. Assim como as três cruzes de quatro Signos cada são “desdobradas” a partir do Ascendente do Grande Mandala, igualmente as quatros triplicidades genéricas, de três Signos cada, são “desdobradas” a partir do Ascendente. As divisões de quinze graus e de sete e meio graus prosseguem – como “experiência em desenvolvimento” – através do Zodíaco e no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio partindo do Ascendente; o quadro mostrado é o da humanidade caminhando, através de seus padrões de experiência, no caminho “para a frente e para cima” – de nível a nível, sempre ascendendo por meio dos processos evolutivos. Contudo, no ciclo das triplicidades genéricas, o caminho é no sentido dos ponteiros do relógio – e esse não é um movimento “cíclico”. É uma avaliação dos poderes zodiacais do ponto de vista do potencial espiritual. Como já vimos no começo dessa explanação, ele se baseia nos pontos de Exaltação dos Astros que regem os Signos da estrutura – os ditos Cardeais.

O potencial espiritual da qualidade genérica de cada Signo zodiacal é triplo; as palavras-chave arquetípicas são: 1) Força; 2) Amor; 3) Sabedoria. As segunda e terceira dessas oitavas são os aperfeiçoamentos emocional e mental pelos quais a força essencial de cada Signo Cardeal é liberada, em expressão transmutada. Os decanatos de cada Signo são suas divisões em três grupos de dez graus cada. O segundo e o terceiro decanato de um Signo simbolizam o estágio embrionário dos potencias de Amor-Sabedoria; esses potenciais são expressos na roda pelos dois Signos que correspondem ao decanato; esses dois Signos são os dois outros do mesmo elemento que o Cardeal particular. Nos Signos Fixos e Comuns, vemos em funcionamento a Lei de Correspondência e o Princípio de Recapitulação, pelo que podemos atribuir a cada decanato seu co-Regente apropriado, como segue:

  Primeiro Decanato Segundo Decanato Terceiro Decanato
Signos de Fogo Áries-

Marte

Leão-

Sol

Sagitário-Júpiter
Signos de Terra Capricórnio-Saturno Touro-

Vênus

Virgem-Mercúrio
Signos de Ar Libra-

Vênus

Aquário-Urano Gêmeos-Mercúrio
Signos de Água Câncer-

Lua

Escorpião-Plutão Peixes-

Netuno

A Lei Hermética de Correspondência é, de modo especial, belamente evidenciada por um exemplo nessa análise de decanato. O segundo decanato de cada elemento é o decanato “Signo Fixo”. Quando estendemos os três decanatos de cada elemento na roda de doze Signos, vemos que os decanatos de Signos Fixos vêm a ser o ponto médio de cada quadrante da roda. O “Meio do Signo” se torna, então, por correspondência, o “meio do quadrante do círculo”. O ponto médio de cada Casa (segunda, quinta, oitava, décima-primeira) de Signo Fixo (Touro, Leão, Escorpião, Aquário), quando ligadas por linhas retas, se tornam o símbolo do Aspecto Quadratura – o símbolo por excelência de congestão; uma vez que o decanato Fixo de cada Signo é o decanato do amor, vemos como o mandala astrológico aponta claramente para a liberação espiritualizada das congestões emocionais: a de expressão da consciência do amor.

Cada Signo (não importa sua qualidade genérica) alcança o seu ápice de compressão no ponto médio – a junção dos graus quinze e dezesseis. Essa junção está exatamente no meio do segundo decanato. O decanato Cardinal – os primeiros dez graus de qualquer Signo – externa, pela Lei de Correspondência, o atributo “começo” dos Signos Cardeais, porquanto estes representam os “pontos de contorno” básicos no avanço pela roda. Os terceiros decanatos (os últimos dez graus) externam a “qualidade transitória” dos Signos Comuns, posto que, após o ponto médio do Signo haver sido ultrapassado, as “energias” começam a “retroceder” da qualidade básica do Signo e entrar na modulação para o Signo seguinte. Portanto, os Signos Comuns do Zodíaco formam os pontos transitórios de um quadrante de noventa graus ao quadrante seguinte.

Que valor prático tem tudo isso? – Você pode perguntar. E você tem esse direito. Quando recordarmos que “todo problema contém a sua própria solução” nós podemos estudar Astros afligidos e congestionados do ponto de vista de seus posicionamentos por quadrante de Signo e decanato de Signo, extraindo disso uma abundância de informações sobre as possibilidades inerentes de regenerar as expressões desses Astros. Por exemplo: um Astro congestionado se encontra no 26º grau de Capricórnio, ou seja, no quadrante de Libra, regido secundariamente por Vênus, e no decanato de Virgem, regido secundariamente por Mercúrio. Seu posicionamento no quadrante de Libra (Quarto-quadrante de Capricórnio) é análogo à relação entre Capricórnio e Áries no Grande Mandala – sendo Capricórnio o quarto quadrante de Áries; a palavra-chave é cumprimento da responsabilidade; a sub-vibração de Libra transmite “harmonia de relacionamento” por meio de equilíbrio e intercâmbio correto. O decanato de Virgem (a terceira oitava – Sabedoria) da triplicidade de Terra nos diz que o propósito espiritual das experiências representadas pelo Astro congestionado é o desenvolvimento de maior compreensão; a pessoa precisa querer aprender de sua experiência nesse assunto; na medida em que procure aprender, e mantenha a Mente aberta e receptiva ao ensino e a orientação, ela poderá utilizar seu recurso espiritual para descristalizar a congestão. Se por falso orgulho, obstinação, etc., ela fecha a sua Mente à orientação fecha também a porta para o seu desenvolvimento; a harmonia no relacionamento não pode ser estabelecida e então a congestão se intensifica.

Exemplo: um Astro congestionado no 9º grau de Leão (Signo Fixo, de Fogo, regido pelo Sol).  Esse grau está no quadrante Escorpião do Signo de Leão (segunda divisão de sete graus e meio) e no decanato de Áries (primeiros dez graus). Posto que o Astro é tido como “congestionado” e está num Signo Fixo, reconhecemos que a congestão é intensa – se encontrando num Signo Fixo e no quadrante de Escorpião. Esse Signo, em relação à Leão, é análogo a Câncer em relação à Áries no Grande Mandala; essa relação significa “congestão no relacionamento familiar”, “apego ao ninho”, “complexo de paternidade ou maternidade” e (possivelmente) congestão de recursos do Amor por exigências da natureza de desejo sexual. Contudo, esse ponto se encontra no decanato de Áries – primeiro decanato de um Signo de Fogo – e a espiritualização da vibração de Marte é coragem. Tal pessoa descobrirá que o arrojo subjetivo e a consciência de seus direitos individuais servirão como uma liberação de poderes para descristalizar as congestões do Astro em Leão. A regência principal de Leão pelo Sol faz de uma atitude positiva um “dever” no trato com tais problemas.

E assim por diante, com outros padrões congestionados. Relacione o decanato e quadrante com a representação abstrata do Grande Mandala e você verá que toda variedade de “problemas”, encontrados nas Cartas de seres humanos, contém, por seus posicionamentos, uma pista direta para as soluções vibratórias. As expressões das forças astrais, através das implicações espiritualizadas dos Signos, são o sinal “vá em frente” para o progresso evolutivo e desenvolvimento harmonioso de potenciais.

 

CAPÍTULO IV – LUZ – PRIMEIRA PARTE

 

A “ilumina-ção” é sempre um ato de revelação. Não significa, como alguns supõem, dar algo novo para a coisa sob consideração, ou mesmo dar algo novo à pessoa que está considerando a coisa. É sempre um ato pelo qual, em grau relativo, a verdade da coisa sob consideração pode ser mais claramente compreendida. Tal compreensão nunca pode ser “dada” por uma pessoa a outra, porque o entendimento é sempre uma experiência subjetiva; a pessoa que o experimenta só o consegue quando está apropriadamente condicionada e programada para tal. Seus condicionamentos e programação adequados – sincronia de desejo pela Verdade com a capacidade para utilizar aquilo que é entendido – lhe possibilita reagir aos estímulos da outra pessoa ou à experiência de tal maneira que sua consciência da coisa considerada se abre em grau relativamente mais elevado para a Verdade. Podemos dizer que naquele momento ela “ganhou mais sabedoria sobre a coisa” – sua consciência da natureza da coisa é, então, “mais inteligente” do que era.

Nestes dias de crescente indagação sobre cada faceta da experiência e função humanas, não surpreende realmente que muitas pessoas no mundo estejam abrindo suas Mentes às concepções mais claras sobre a natureza da arte-ciência oculta chamada “Astrologia”. Essa série de artigos sob o título geral de LUZ, dos quais esse é o primeiro, é apresentada para esses investigadores na expectativa de que os que estão agora “adequadamente condicionados e preparados” descobrirão, na leitura atenta, a experiência de conceber mais claramente imagens daquilo que a Astrologia realmente é e como o conhecimento da natureza dela pode ser utilizada mais construtiva e filosoficamente. Seu propósito é totalmente consistente com a sua natureza – seu propósito é iluminar, e sua natureza é a apresentação simbólica da consciência evolutiva da humanidade, em geral ou individualmente.

Às vezes nos tornamos mais vividamente cônscios de uma coisa considerando aquilo que ela não é. Basicamente e essencialmente, a Astrologia não é um estudo de eventos; em termos do horóscopo de uma pessoa não é um estudo “das pessoas em sua vida”; a Astrologia não é uma superstição, embora muitas pessoas a tenham usado de modo tal a evidenciar seu medo supersticioso da vida e das experiências; com certeza absoluta ela não é um estudo de “boa e má sorte”; seu principal propósito não é delinear o cronograma de eventos, passados ou futuros; e – reflita bem sobre isto – não é um “estudo das estrelas”.

Os “nãos” da Astrologia, acima mencionados, podem muito bem ser chamados de “nós”, nos conceitos de Astrologia da maior parte das pessoas. Dois deles são baseados em inverdades, os outros contém suficiente conteúdo de conhecimento ou sabedoria para fazer da Astrologia uma ciência de utilidade construtiva – mas só quando o praticante é motivado pelos elevados ideais de auxílio aos outros, e quando é o tipo de pessoa que está sempre pronta a considerar novas revelações das verdades astrológicas. Nenhuma pessoa, atualmente encarnada e que seja capaz de usar o conhecimento astrológico, é “novata no assunto”; todas essas pessoas estão recapitulando conhecimentos do assunto adquiridos em vidas anteriores e, justificando aquele esforço passado, um reforço é necessário agora para desatar os “nós” dos conceitos congestionados, superstições e meias-verdades, pela expansão da Mente e ampliação do “querer a Verdade”. O nome dessa arte-ciência contém a chave daquilo que ela verdadeiramente é; vamos analisa-lo para uso contínuo durante o estudo dessa série.

O “astr” de Astrologia é uma das muitas centenas de radicais derivados das línguas antigas que tem significado tanto esotérico quanto exotérico. Exotericamente se refere a “estrela” (“star”), e nessa conotação a Astrologia é compreendida como sendo um estudo da influência exercida pelos Astros no caráter e destino humanos, como se nós humanos “tivéssemos de nos importar com o que os Astros dizem para fazer – ou para ser ou pensar – ou desenvolver”. Tal conceito irracional de “influência estelar” tem o desintegrante efeito de intensificar os temores do ser humano concernentes ao “destino”, assim como de sua própria fraqueza e ignorância. No plano do exercício intelectual, até a mais exotérica abordagem pode ajudar, contanto que as pessoas possam se familiarizar com um conjunto especial de símbolos, e o estudo das palavras-chave para interpretação desses símbolos resulte em treinamento da faculdade do pensamento abstrato. Contudo, em virtude de o conhecimento sem utilidade não constituir a razão de ser da Astrologia, devemos examinar mais profundamente a palavra em si para entendermos as verdades do seu propósito.

Esotericamente, o “astr” de Astrologia se refere à luz. Por incontáveis eras, o ser humano viu e vê as estrelas no céu como símbolos da mais pura luz. O astrônomo estuda os corpos celestiais em termos das suas distâncias a que se situam de nós, do seu tamanho, peso, da sua densidade e das suas inter-relações espaciais. O astrólogo estuda o que eles simbolizam como luzes da consciência.

Outra vez esotericamente, existem duas conotações para a palavra “luz”. Uma é aquela forma de luz que possibilita perfeição visual para os que estão encarnados. Em termos da vida manifestada, luz é o poder criador, um atributo de todas as coisas manifestadas que possuem potencial criador ou manifestador. Contudo, antes que tal luz possa “ser” deve haver aquilo que cria a luz visual, e isso é a luz da consciência. A consciência criadora disto a que chamamos “vida” (por falta de uma palavra mais específica), através da consciência criadora “descendente” dos logos galáctico e solar – todos eles em evolução – origina todas e quaisquer formas de luz que possam ser percebidas por todo o universo manifestado. Em outras palavras, a luz perceptível é a polaridade negativa, o reflexo manifestado do atributo criador positivo – a consciência. Na introdução do livro de Gênesis lê-se: “Disse Deus: ‘Haja luz; e houve luz’”[4]. Quer se creia que a palavra “Deus” se refere à essência cósmica criativa ou à vontade e Mente criativas de um Logos Solar, isso não importa nessa conexão; o que deve ser considerado é que a consciência do poder criativo foi estabelecida e que a luz foi o primeiro gesto do ato criativo. A dita “escuridão” se refere ao estado da vida sem forma a que chamamos de “caos”. “Caos” não significa “nada”, como pensam alguns; “caos” é a única essência da vida que deve ser utilizada pelas vontades e Mentes criativas para a manifestação. Luz manifestada é a projeção em manifestação da inteligência criativa. Consciência é aquele grau de percepção – “ilumina-ção” – do poder que é o principal requisito da ação criativa. Um Logos Solar é consciente do poder de criar e manifestar, através do estabelecimento de um Corpo central – “Sol” – e da emanação de outros Corpos – “Astros” – que, em sua totalidade, compreendem seu campo de evolução. O Logos evolui através da evolução de suas miríades ondas de vida e formas que habitam em Corpos planetários; macrocosmo e microcosmo são interdependentes – a evolução de cada um serve, e coincide, com a evolução do outro. Pelo atributo da consciência e faculdade de escolha, os seres humanos exercem seu potencial criativo para adiantar sua evolução. Nós, humanos, não somos “criadores”, mas, tendo o poder de regeneração consciente, revelamos o potencial de criatividade. Como o nosso Logos Solar – Deus – é, assim somos nós destinados a vir a ser por meio do desenvolvimento da percepção – consciência – da nossa verdadeira identidade e dos poderes correspondentes. Então, se a Astrologia não é um “estudo das estrelas”, mas sim um estudo da consciência em símbolos arquetípicos, podemos abandonar nossos errôneos conceitos e examinar os horóscopos – o nosso especialmente! – pelo que na realidade eles são e para o que realmente eles são.

Afirmar que a Astrologia é um estudo da influência do Sol, da Lua e dos Planetas sobre nós – como seres humanos, individual ou coletivamente – não é uma inverdade, mas, para o nosso propósito, existe outra abordagem que mais se aprofunda no assunto e deve, portanto, ser considerada. No que diz respeito ao “efeito dos Astros sobre os seres humanos”, vamos dizer que a Astrologia é o estudo das correspondências entre os poderes vibratórios astrais e os nossos reais poderes em potencial. Nós, como seres humanos, estamos fraternalmente relacionados a todos os outros humanos como expressões do mesmo arquétipo nesse Astro. Somos também – porém mais indiretamente – fraternais a todas as outras expressões de vida nesse Planeta. Nossa habitação – a Terra – é o Corpo manifestado de um Ser que, em sua oitava de funcionamento, é fraternal aos Regentes astrais do nosso Sistema Solar; portanto, em infinidades de níveis de correspondências, todos nesse Sistema estão inter-relacionados. E todos são ideias manifestadas do nosso Criador – nosso Logos Solar, nosso “Deus Pai-Mãe”. Uma vez que os Astros do nosso Sistema são as corporificações dos Seres, cuja consciência de vida os qualifica para aquela função, e posto que cada um tem a sua particular função e efeito evolutivos, no Sistema como um todo ou em qualquer fator dele, nós, como seres humanos e estudantes de Astrologia, estudamos nossos horóscopos para nos conscientizarmos de níveis mais elevados de consciência da vida, por meio do conhecimento ou percepção dos nossos potenciais, em correspondência às qualidades e ao significado destes seres, cuja consciência provê a estrutura e o padrão para o nosso Sistema. Os símbolos Astrológicos do Sol, da Lua e dos Planetas designam aquilo que chamamos de “Regência” de partes dos nossos Corpos, de qualidades da personalidade e do caráter, dos princípios inerentes às nossas capacidades de expressão e reação, das qualificações vibratórias das nossas experiências e dos nossos relacionamentos. Todos esses fatores, juntos ou individualmente considerados, existem para o único propósito de ampliar e purificar a consciência – “iluminando a nós próprios”, ou “servindo para tornar o ‘eu’ mais cônscio da luz do ‘Eu’” – e o “Eu” é o Espírito, que identifica o parentesco e a unidade do ser humano com o seu Criador.

A fim de se estabelecer mais firmemente uma nova abordagem ou um novo entendimento, se descobriu que é muito útil deixar de falar do assunto sobre o assunto em consideração aos padrões habituais que se utilizou durante um longo período de tempo. Existem vários “clichês” que os estudantes de Astrologia aprenderam e usaram, mas, para que aumentemos a compreensão de “Astro-Luz” podemos ter que praticar alguns novos termos e algumas novas referências. Por exemplo:

Achamos muito fácil e natural dizer, nos referindo ao horóscopo de uma pessoa: “Essa pessoa tem um mau Urano”. Veja esta afirmação, por um momento, do ponto de vista de se tornar mais consciente daquilo que ela diz. Em primeiro lugar, ninguém pode “ter” nenhum Astro; em segundo lugar, nenhum Astro é “mau”. E como o poderia, sendo uma criação divina? Vamos revisar isso um pouco: “A consciência de princípios dessa pessoa, simbolizada por Urano, está congestionada, desorganizada, imatura ou pouco evoluída”. Não dizemos, portanto, que pessoa é má, ou que não tem sorte ou que é malvada ou que é uma infeliz. Nós simplesmente queremos dizer que o desenvolvimento dela – por um tempo que ninguém sabe quanto – não incluiu muita atenção regenerativa aos aspectos do Espírito caracterizados pelo símbolo planetário de Urano; queremos dizer que ele reservou, naquele ponto, considerável experiência de crescimento, desenvolvimento e integração a realizar agora. Contudo isso não o faz mal, ou maldoso, ou mesmo um infeliz – isso significa, simplesmente, que ele tem que efetuar um tipo especializado de desenvolvimento em sua conversão evolutiva. O horóscopo é um registro simbólico da consciência – não é um retrato de sombras estáticas, mas seu grande valor está em representar as essências das missões de vida e do relativo estado evolutivo da pessoa.

Dizemos, com frequência (e com tanta frequência!): “Essa posição de Saturno e esse Aspecto faz dessa pessoa uma avarenta”. Espere um momento! Nem todas as hostes celestiais juntas podem “fazer de alguém um avarento”. O registro de Saturno no horóscopo representa uma ação da consciência da pessoa – ou falta de consciência – no que se refere à posse de bens materiais. A avareza é um desequilíbrio de consciência – é atenção exagerada à aquisição para contrabalançar um profundamente arraigado medo de perder. Acabemos com essa atitude injusta para com Saturno – ele tenta, tão arduamente, nos ensinar lições importantes, e uma delas é a utilização inteligente dos meios materiais. Ele diz: “Minha natureza corresponde ao seu potencial para aprender – entre outras coisas – a usar a substância e os meios materiais de maneira inteligente. Até que você introduza em sua consciência a compreensão desse princípio, para o seu próprio crescimento, terei de lhe falar por meio do seu medo de perder; quando aprender a usar, de modo equilibrado, o poder particular de consciência que eu simbolizo, então, você saberá que eu fui sempre seu amigo e seu mestre. Concorde com o que eu represento como um poder e uma qualidade de consciência e sua abordagem à sua própria Soberania será favorecida com a liberdade e a alegria; então, você saberá que não tem mais que me culpar por seus medos e inseguranças”. Nós dizemos – às vezes com um pouquinho de inveja – “Que sujeito sortudo! Ele tem alguma coisa como um Trígono de Júpiter”. Júpiter sorri, de volta para nós, em sua maneira afável e compreensiva e nos diz – talvez um pouco triste por sermos invejosos: “Sou chamado tantas vezes de Planeta da abundância e da boa sorte – posso lhe recordar que eu simplesmente simbolizo a sua própria consciência do seu próprio poder de melhorar, engrandecer, expandir, sua natureza e suas condições; você não “ganha nada de mim” – você expressa meu princípio de engrandecimento e expansão por meio do otimismo, da gentileza, da generosidade e do destemor; aquilo que você dá, em expressão, você atrai de volta; se a consciência que você tem de mim é revelada através de desequilíbrios de extravagâncias, superindulgência, soberba ou ganância, eu não posso ser registrado regeneradamente em sua Carta, pois a consciência que você tem de mim não o qualificou para tal registro conforme o fez para esse sujeito. Você não precisa invejar o desenvolvimento dele. Meu princípio serve para todos. Introduzam-no em sua consciência de vida, faça dele o princípio de você mesmo por boas ações, e então sua consciência de vontade, cedo ou tarde, desenvolverá a compreensão e manifestação daquela forma particular de Luz que eu represento”.

E assim por diante com cada um dos outros pontos astrais. Concluindo, devemos considerar mais um por seu significado especial em nosso horóscopo: o símbolo do Sol, em si mesmo.

O autor sugere a cada estudante de Astrologia, que se sinta inclinado a tanto, começar a prática de colocar o símbolo tradicional do Sol – o ponto circunscrito por um círculo – no centro de cada horóscopo; esse símbolo, por correspondência, é o do nosso Criador, nossa própria essência espiritual, nosso Átomo-semente e a eterna, indestrutível, vontade de viver que caracteriza a consciência por meio de todo o tempo e espaço. Esse é o mais simplesmente construído, o mais perfeitamente focalizado e o mais puramente arquetípico de todos os símbolos astrológicos – é justo que ele deva ser usado para designar a consciência Humana da Fonte, Identidade e do Atributo Divinos. E outro símbolo – o autor sugere um semicírculo sobreposto a uma linha horizontal – pode ser efetivamente e legitimamente usado como Sol no horóscopo, e como um “fator astral” – para reger o Signo Fixo e de Fogo: Leão. Uma vez que esse símbolo está sujeito à padronização e às Aspectos, às qualificações e a movimento como qualquer outro símbolo astral, ele pode ser estudado como representando a evolução da consciência da pessoa, a evolução de sua natureza Solar. A aparência circular do símbolo do Sol (o “símbolo do Espírito”) corresponde à aparência do círculo horoscópico – ambos centralizados pelo mesmo ponto. O “símbolo astral do Sol” corresponde, em aparência, ao semicírculo superior do horóscopo, a linha horizontal corresponde ao diâmetro horizontal do horóscopo – o “EU SOU” da consciência individual e a contraparte do Ascendente pela cúspide da sétima Casa. Corresponde também, como sugere a imagem desse símbolo, ao nascer do Sol no alvorecer – e seu uso no horóscopo e para nos fazer recordar, continuamente, a nossa consciência dos atributos solares, os quais estamos procurando desenvolver por meio da nossa experiência evolutiva.

 

CAPÍTULO V – LUZ – SEGUNDA PARTE

 

Para o propósito de esclarecer a expressão e compreensão desse material, vamos conceituar que a palavra “luz”, iniciada por “l” minúsculo, se referirá à vibração perceptível visualmente; que a palavra “Luz”, iniciada por “L” maiúsculo, se referirá à Consciência; e que a palavra “consciência”, iniciada por “c” minúsculo, se referirá à qualidade humana de estar cônscio.

É uma coisa maravilhosa perceber, após uma reflexão, que por tempos incontáveis o ser humano vem revelando ter a consciência da natureza oculta ou esotérica da luz, quanto a ter sido – e ser – percebida em termos de preto, branco e o espectro de cores. O assunto é colocado, proeminentemente, em programas de ensino e aprendizado filosófico em muitos países e, nos últimos tempos, vem se tornando fator importante nos campos da terapia objetiva e subjetiva. Os que agora defendem e incentivam esse assunto no serviço de cura estão recapitulando um conhecimento adquirido em vidas anteriores. Tal assunto não é “novo”, simplesmente está sendo reformulado para as necessidades espirituais da atual humanidade. A receptividade inspirada na potência da luz natural ou colorida e nas belas cores nas substâncias serve para reavivar a aura – que é sempre vista como cor ou cores, no estudo do clarividente – da pessoa enferma, e de tal forma que essa se torna consciente de um fortalecimento espiritual; a condição da aura – a matriz etérica – é fortalecida e harmonizada em certa medida e, na mesma proporção o corpo físico a acompanha para uma condição mais saudável. Nem todos os humanos conhecem, realmente, algo sobre a aura e seu significado para sua existência, mas se pode dizer, seguramente, que todos, uma ou outra vez, já experimentaram um soerguimento “dentro de si mesmos”, acompanhando uma resposta ao valor espiritual da luz em seus aspectos da cor muitos belos e inspiradores.

Pense – e medite – nisso: a reação à alguma coisa é a evidência da correspondência com essa mesma coisa. Não podemos responder a nada ou a ninguém com que ou com quem não tenhamos algum grau de afinidade negativa ou positiva. O fato incontestável de que um ser humano pode responder ao matiz ou qualidade de uma cor revela que “algo” nele tem afinidade com “algo” na cor, ou no preto ou no branco. O fato igualmente incontestável de que tal resposta pode baixar ou elevar a qualidade de sua condição áurica, corpórea e espiritual revela que a sua consciência da cor tem afinidade com a Consciência que simbolizada pela cor. Poder, em um ou outro grau, é a única coisa que pode mudar qualquer estado vibratório – químico, emocional, mental ou anímico. Por conseguinte, se a condição química, emocional, mental ou anímica de um ser humano é baixada ou reduzida por sua resposta ao preto, ao branco ou à cor, ele revela uma consciência de poder fraca ou imatura dentro de si próprio. Se, contudo, sua condição é melhorada, fortalecida, purificada ou harmonizada, sua resposta ao preto, ao branco ou à cor revela uma afinidade entre seu Espírito e o espírito que o preto, branco ou a cor simbolizam para a sua consciência. Reflita, um pouco, sobre aquelas ocasiões quando sua reação a uma tonalidade particular de verde, vermelho, preto ou a uma combinação de cores lhe provocou uma sensação de náusea, morbidez, desânimo ou irritação; com tal sensação você tinha consciência de alegria, saúde, harmonia, paz? Sua reação infeliz revelou uma falta de domínio interno sobre você mesmo – algo no poder da qualidade da cor estimulou uma qualidade correspondente em sua natureza astral, mental ou anímica. Sua reação, que serviu para “baixar seu tom”, simplesmente revelou a necessidade de você regenerar algum fator de sua constituição interna. Não perca tempo e energia “culpando a cor”. Com uma regeneração interna, por meio de um redirecionamento de forças, sua capacidade de resposta melhorada servirá para lhe revelar o valor e poder da beleza das cores até então não reconhecidos. A regeneração de nossa consciência sempre serve para revelar o Espírito para nós.

Os seres humanos, como indivíduos, variam consideravelmente na capacidade e inclinação para responder com resultados negativos aos estados da luz. Contudo, existe um estado ao qual a humanidade – coletiva ou individualmente – tem respondido com muito mais negativismo que a qualquer outro, por miríades de tempo, e esse é o Preto. No sentido cósmico, o Preto é vida indiferenciada e não manifestada; o Branco é a consciência, a Luz, que torna possível toda a criação e manifestação. Ao contrário, no plano da percepção física, o Preto é a congestão de toda Cor e o Branco é o estado indiferenciado da cor. Entretanto, o Branco simboliza, para os reconhecimentos subconscientes da humanidade, o estado de pureza, a mais alta espiritualidade e a Luz perfeita. O Preto simboliza aquilo que não pode ser percebido em termos de suas partes ou fatores. Posto que os nossos conhecimentos e reconhecimentos dos fenômenos dependem da nossa habilidade para “diferenciar coisas de coisas” nós, no começo da evolução, congestionamos de medo, insegurança e desespero nossa reação à escuridão (nenhuma luz) do período noturno. Essa reação era uma experiência individual e coletiva, e ainda o é até hoje para muitas pessoas. Como seres já conscientes (encarnados e/ou desencarnados) por eras e mais eras não podemos sequer imaginar um estado de “não-ser” ou de “in-existência”. Portanto, como uma “cor”, o Preto simboliza aquelas coisas a que chamamos “morte”, o “desconhecido”, “as congestões de consciência extremamente não regenerada” – em suma, todas aquelas coisas às quais nós respondemos com a sensação de estarmos obstruídos ou ameaçados em nosso progresso por meio da existência. À medida que nos alinhamos ou nos relacionamos a tais estados obscuros, nós intensificamos a nossa incapacidade e inclinação para existir em termos de dádivas de Vida e de expressividade de Vida; enfraquecemos nossa consciência da Luz do Espírito. No entanto, “escuridão” na alma não significa e nem pode significar “cessação de vida” em qualquer sentido absoluto; simplesmente indica um estado de congestionamento que, por sua vez, indica uma necessidade urgente de medidas regenerativas. A Luz sempre é e está para nós; um ser humano pode criar muito destino maduro doloroso por entrar em ação na base de sua relatividade com a escuridão da alma, mas esse destino maduro, por sua vez, lhe proporciona a subsequente experiência que muda o curso para sua regeneração e seu desenvolvimento em direção a novos reconhecimentos da Luz de Deus e da Luz dentro de si mesmo.

No sentido cósmico, novamente, o Branco é a cor-símbolo da pureza da inocência – a consciência até agora indiferenciada ou qualificada por experiência da encarnação. O Branco simboliza a “cor-identidade” dos Espíritos Virginais, antes de sua descida involutiva aos Corpos, como individualidades. No outro extremo, o Branco é a consciência purificada do indivíduo, após completar sua evolução como um ser humano – a compreensão clara e pura da sua verdadeira identidade como uma criação do divino. No princípio ele era a pureza: inconsciente de sua pureza; no fim ele será a pureza realizada. Sua inspirada resposta ao valor oculto do Branco em seu estado evoluinte encarnado é a evidência da onipresença do seu Espírito; lembre-se de que se o ser humano não tivesse dentro de si próprio algo que correspondesse à pura perfeição do Branco, não poderia responder a esse com resultados espiritualizantes. Semelhante atrai – e reconhece – semelhante.

A todos os estudantes que pesquisam os significados esotérico e espiritual da Astrologia fica aqui a sugestão para que se tornem mais concentrada e conscientemente perceptivos do significado para cada um do Preto e do Branco como “tons de cor”, como símbolos da qualidade pessoal e espiritual, como poderes vibratórios que os estimulam de um modo ou de outro, e como figuras de retórica encontradas na poesia, alegoria e lenda. Partindo da vantajosa posição esclarecedora da educação filosófica, que se tornem mais conscientes do que nunca de como o sentimento e a Mente subconsciente coletiva da humanidade têm interpretado esses dois símbolos de luz: o Preto e o Branco – e o conhecimento deles da parte de vocês – significam muito para as suas abordagens espirituais na Astrologia e para a sua crescente habilidade de interpretar horóscopos – os de vocês mesmos ou os de outras pessoas. O simbolismo dessas duas palavras é o mais profundo, ao que voltaremos logo mais.

As cores do espectro são símbolos luminosos das qualidades da alma. Elas se referem à mais espiritualizada consciência do Corpo, da Mente e das emoções que o ser humano já alcançou até aqui ou que pode alcançar algum dia – enquanto está evoluindo na identidade de ser humano. Um homem de grande sabedoria disse certa vez que as cores são os sofrimentos e prazeres na existência da luz, e é de se supor que ele quis dizer que as cores correspondem a – ou tem correspondência com – os estados de sofrimento e de prazer que os humanos experimentam, tanto quanto o ser humano pode perceber a luz e que foi criado pela Luz. Foi-nos ensinado que, além do espectro de cores que agora conhecemos, existe uma infinita variação e ampliação de vibração da luz que só pode ser percebida pela percepção extrassensorial nesse plano ou funcionando em dimensões mais elevadas da existência. Contudo, novamente, devemos ter afinidade com as condições da alma ou da consciência representadas por essas extensões da cor antes de podermos percebê-las.

Posto que a aura de um ser humano é um assunto individual – resultando no grau de realização de sua identidade Espiritual – os tons da cor e as qualidades da cor, que podem simbolizar seu estado espiritual em qualquer ponto do seu desenvolvimento, podem revelar, aqui e ali, uma condição sombria que sugere uma tendência para a “negritude”, em uma ou mais de suas cores; correspondendo, naturalmente, a um estado de relativa congestão, obstrução ou “pequena morte” em sua consciência, devida ao medo acumulado, ao ódio, ou algo correlacionado a isso. Lembre-se de que o negror indica a tendência para a congestão ou o “caos” na consciência humana, mas sua presença na aura, ou na consciência, é útil porquanto revela a necessidade de regeneração. O preto como indicativo atua como um “barômetro da alma” de maneira especializada. Na medida em que a reação da pessoa à cor pura, luminosa e potente se torna cada vez mais uma parte de seu funcionamento natural, vemos as evidências da luta de sua alma, seus desejos de aspirações, seu amor, seu desprendimento, seu idealismo e sua devoção ao estabelecimento do Bem.

A aura de uma pessoa pode revelar uma área cheia de rica e intensa nuance de uma certa cor. Essa qualidade de cor revelará a evidência de considerável esforço e atenção dirigidos a uma certa fase de desenvolvimento. Correspondentemente sua personalidade revelará pronunciada habilidade ao longo daquela linha de esforço, e as características da Mente e emoção a marcarão de maneira muito individual. Sua “alma está forte e focalizada” nesse ponto em particular. Contudo, o desenvolvimento e realização espirituais são indicados pelo grande Corpo-Alma[5], e as cores da aura ao invés de serem profundas e intensas em seus tons tenderão para a qualidade pastel – sendo “carregadas de Branco”. Há uma correspondência muito significativa e interessante que se encontra entre a “tendência para a Brancura” nas auras dos seres humanos, espiritualmente evoluídos, e suas inclinações pessoais para a simplicidade da maneira e pureza de integridade, dos motivos e propósitos. A espiritualização resulta em simplificação e, portanto, com a evolução, as cores que representam à consciência da pessoa tendem para a simplificação da Brancura. Embora o pastel possa ser um tom de cor nas auras dos seres humanos espiritualmente evoluídos, esses encantadores e delicados tons de cor pastel têm grande potência vibratória ou “poder de influenciar”. Frases tais como “água mole (a suave e permanente ação da água) em pedra dura tanto bate até que fura” e “Uma resposta branda aplaca a ira”[6], e “perdoai aos vossos inimigos” são correspondências de poder entre as cores pastel esbranquiçado da aura espiritualizada e a consciência espiritualizada de um ser humano altamente evoluído. Também a presença da “potência pastel” na aura revela o grau de integração da consciência da pessoa em todos os planos de seu funcionamento – os vários aspectos do seu ser e da sua consciência são, gradativamente, unificados e harmonizados entre si.

Todas essas observações concernentes ao Preto, ao Branco e às Cores tem aplicação espiritual direta e prática no estudo dos horóscopos. Quando estivermos prontos para abandonar o uso de falsos conceitos descobriremos que:

O ponto, que deveria ser indicado por uma pequenina marca redonda no centro do horóscopo, é um símbolo – o único válido que temos – do caos, da vida indiferenciada, fora do qual toda manifestação é realizada. Este ponto central, aplicado ao horóscopo do ser humano, é a Ideia (Humanidade) concebida pela Mente Divina do nosso Logos; foi a partir dessa Ideia que nós, como arquétipos terrenos, fomos projetados na experiência individualizada. Um círculo, circunscrevendo esse ponto central, simboliza nossos Logos como uma Consciência criativa individualizada e sua manifestação como o Sol – o corpo central, ou núcleo, do nosso Sistema Solar.

Posto que o ser humano é Espírito, esse símbolo composto de ponto e círculo retrata sua Essência Espiritual, seu Átomo-semente[7] e seu Potencial para aperfeiçoar todos os seus corpos. Então, a partir deste símbolo central emana a linha horizontal esquerda para formar a linha do Ascendente do horóscopo humano individual. Se fosse graficamente possível e prático, colocaríamos os símbolos do Sol (como Regente de Leão), a Lua e os Planetas, bem como os dos Nodos Lunares e Parte da Fortuna, nos pontos apropriados da circunferência da roda inteira; a circunferência é, naturalmente, a emanação completa do raio Ascendente. A representação dos Aspectos feitos pelos pontos astrais poderia ser mostrada pelas linhas retas desde o círculo central até os pontos no raio, o que dá as posições astronômicas para aquela hora e lugar. O ângulo formado por duas quaisquer dessas linhas indica, por grau numérico, o Aspecto criado pelos dois pontos astrais, em relação um ao outro. Todo Aspecto em um horóscopo – como uma “coisa em si” – tem polaridade nos dois corpos, os quais ficam assim relacionados entre si, e polaridade – de qualquer modo ou em qualquer lugar – é a ignição de consciência. A pessoa, a partir do seu centro de consciência como um ser humano, desenvolveu certos inter-relacionamentos entre os fatores da sua consciência humana. Esses são “aspectos” – chame-os ou considere-os como “pontos de vista”, ele olha do centro de sua Carta (essa percepção central) para as condições dela, para as condições de seus ambientes, seus relacionamentos, das suas atividades, suas fraquezas e deficiências, suas aspirações, dos seus ideais e das suas relativas realizações. Cada um desses pontos na circunferência da roda tem correspondência com uma cor que pode aparecer em sua aura, e cada Aspecto entre os pares de Astros, em sua Carta-padrão, corresponderá – basicamente – a uma qualidade de sua cor ou cores áuricas. A brancura de um horóscopo humano é representada não pelo conteúdo da roda (porque esses conteúdos se referem a ele, ou o descrevem, como uma personalidade desenvolvendo a consciência da verdade), mas pela brancura do círculo central da roda – o símbolo central do Sol. Se os fatores da carta tivessem que ser indicados por tons de cores, esse círculo central seria mantido branco – porque ele é o Espírito onipotente, onisciente e onipresente. O Preto é indicado no horóscopo humano só pelo pontinho central, e em nenhum outro lugar mais – e como tal ele simboliza a infinitude, a imensurável e incompreensível subjetividade da vida em si mesma, da qual todos os Logos criadores e suas manifestações são derivados. Em nenhuma parte de um horóscopo a “maldade” (ou o preto no sentido de mal absoluto) é indicada. Os “pontos de vista” a que chamamos Aspectos de “Quadratura” e de “Oposição” são padrões indicativos de tensão, desarmonia, ignorância ou congestão de qualquer tipo, mas eles ainda são registros do Corpo-Alma do ser humano; os pontos que formam cada um de tais Aspectos são poderes divinos, quando diferenciados pela consciência humana evoluinte. Fora do Preto do Caos, o Branco da Consciência Criadora estabelece um campo de evolução em que o programa evolutivo é o que cada horóscopo revela. É através da purificação das Cores áuricas (regeneração dos “Aspectos e pontos de vista”) que finalmente se realiza a identidade com o Branco da Divindade.

 

CAPÍTULO VI – A LUZ COMO TERAPIA

 

A palavra terapia deriva de uma palavra grega que significa “cura[8]”. O verbo “curar” deriva de uma palavra teutônica que, entre outras coisas, significa “reconciliar”. “Reconciliar” provém diretamente das raízes latinas “re” (novamente) e “con” (com) – juntas elas indicam reunir, juntar, reconciliar. Terapia, portanto, significa mais do que “o processo de restaurar uma parte do corpo”. Significa “reunir harmoniosamente a parte afetada com o resto do organismo”. Toda terapia serve ao propósito de restabelecer a consciência de unificação física, mental, psicológica ou espiritual. Cristo Jesus disse: “Meu Pai e Eu somos UM”[9], “Sedes perfeito assim como vosso Pai no Céu é perfeito”[10], e “Amai-vos uns aos outros”[11]. Nessas e em outras palavras semelhantes se encontra a declaração da unidade de cada um com todos e de todos com cada um – a saúde, a harmonia e a beleza da unidade na diversidade. Se a palavra “saúde” é entendida como o funcionamento vital e harmonioso das partes dos corpos físico, emocional e mental, então a consciência de amor é a saúde dos relacionamentos humanos, pois é na consciência do Amor que se efetua a realização das experiências, e os relacionamentos são os agentes da experiência.

O forte desejo ou impulso para realizar ou reconhecer (re-conhecer – conhecer novamente) a unidade em nenhum lugar é melhor ilustrada que naquelas atividades que caracterizam a cura. Se a doença, a má formação e a anormalidade fossem características da verdadeira condição de humano, essas condições seriam aceitas e suportadas sem tentativas de corrigi-las. De fato, com tal atitude jamais ocorreria, a quem quer que fosse, tentar corrigi-las. Mas o ser humano, espírito uno do seu Criador, busca realizar a unidade, que é seu verdadeiro estado. Essa unidade é objetivada ou refletida na harmoniosa inter-relação de todas as suas partes entre si. A “busca por saúde” é a luta, na consciência, para reconhecer e realizar a Luz Branca da unidade.

Parece haver uma ampla divergência, em “estilo”, entre o trabalho do astrólogo espiritualmente inclinado e o do terapeuta. O primeiro estuda um diagrama abstrato numa folha de papel, e o segundo, estuda o corpo humano que respira, o corpo humano vivo. Seus respectivos “materiais de estudo” são polos separados, mas é de capital importância para os estudantes de astrologia compreender que esses dois métodos de estudo do ser humano são fraternais – o astrólogo e o terapeuta são “irmãos espirituais”. Ambos devem exercitar a faculdade da análise, dos símbolos ou das partes e faculdades do Corpo, que é a base da arte de diagnosticar. Ambos esses “irmãos” devem conhecer o significado individualizado de cada símbolo ou de cada parte do Corpo, e de tal conhecimento é extraído a essência pelo estudo focado e especializado. Na experiência do astrólogo, o exercício concentrado da intuição, por meio da meditação, é também um fator muito importante. Aquilo que representa conhecimento essencial adquirido por análises é algo da perfeição inerente da parte individualizada e do significado da relação da perfeição da parte com a perfeição inerente do todo – horóscopo ou corpo. Vemos, assim, que o trabalho de análise é contraposto e completado pelo trabalho da síntese. A esse respeito, a síntese pode ser considerada como sendo aquela forma de estudo pela qual o verdadeiro conhecimento do microcosmo – fatores astrológicos ou partes do corpo – se correlaciona com o verdadeiro conhecimento do macrocosmo – o horóscopo inteiro ou o composto inteiro dos Corpos Denso, de Desejos e a Mente. Essas duas formas de abordagem contêm o mesmo tipo de exercício da consciência. “Exercício de consciência” significa “usar os poderes da luz” (como percepção sensorial para adquirir conhecimentos factuais, por meio da observação e do estudo), e “usar os poderes da Luz” (concepção intuitiva e espiritualizada da Verdade e motivações para o serviço dedicado ao melhoramento e esclarecimento do ser humano). Saúde é como uma forma de manifestar e identificar a unidade do espírito. Curar, por quaisquer que sejam os meios – terapia objetiva ou esclarecimento educativo – é uma ação pela qual se intensifica a consciência de saúde. Isso em essência, abarca o serviço de ambos, o astrólogo e o terapeuta.

Antes de tudo, a astrologia é um estudo dos símbolos da consciência evoluinte da humanidade. Por conseguinte, o intérprete de astrologia que aspira executar serviços de terapeuta deve se familiarizar com o assunto Epigênese. Essa palavra, derivada de duas raízes gregas, significa “construir sobre”. Em sua aplicação oculta ou esotérica, se refere à faculdade humana de construir a qualidade de seus veículos sobre a qualidade de suas consciências. “Como um homem pensa, assim ele é”[12] descreve essa faculdade, que é a faculdade criativa expressa por todos os humanos desde o começo do seu desenvolvimento evolutivo. De encarnação em encarnação, na espiral do desenvolvimento da consciência, os veículos humanos são formulados nos planos etéricos, como matrizes do físico, pelo condicionamento da consciência individual e necessidade do destino maduro. Posto que nenhum humano pode usar a consciência para o outro – no sentido absoluto – isso significa que nós, individualmente, determinamos a futura qualidade dos veículos pelo exercício da consciência atual. Uma vez que tendemos, subconsciente ou instintivamente, a identificar a nós mesmos e as outras pessoas como “corpos”, vamos considerar um horóscopo como o retrato de um corpo: o círculo pode, então, ser usado para representar o revestimento da pele, o “lado de fora do corpo físico”; os pontos astrais são os órgãos vitais, os centros de percepção, e todos os outros conteúdos corporais. Todos os corpos humanos são expressões densas de um plano ou ideia estrutural, e embora o ser humano, ao nascer, pareça estar sem algum fator de percepção sensorial ou estrutura e função orgânica, é importante reconhecer que todos os horóscopos humanos têm o mesmo número e tipo de fatores simbólicos. A falta de um membro do corpo ou de um órgão sensorial por toda uma encarnação não priva nenhum ser humano do quociente total de seus fatores horoscópicos.

Correspondentemente, se durante o curso de uma encarnação a pessoa experimenta a ruptura de uma parte do corpo ou a privação de percepção de um dos sentidos, seu horóscopo ainda permanece inteiro – nenhum Astro ou Signo lhe foi tirado. Isso significa que, como um ser humano vivo e em funcionamento, seus potenciais permanecem intactos. A deficiência veicular, desde o nascimento ou por acidente durante a encarnação, externa uma obscuridade temporária da consciência de potenciais, de modo um especializado. Experimentar uma deficiência física crônica ou incidental é o resultado de um destino maduro ao ter expresso a consciência de tal modo no passado que contribuiu para uma outra deficiência, ou limitação. Ao fazer isso o perpetrador do ato identificou a si mesmo com a obscuridade, com o resultado inevitável que ele, para explorar inteiramente esse fator, deve sofrer a obscuridade em uma experiência encarnado. Se a vontade de sobreviver e se desenvolver for suficientemente forte, a pessoa se esforçará intensamente para compensar a deficiência física; a alma evoluída buscará entender a causa de sua deficiência, além de se esforçar para perpetuar a sobrevivência física. Esses últimos são os tipos de seres humanos nos quais o astrólogo pode melhor atuar como terapeuta, pois no estudo do horóscopo como um registro de consciência ele pode ajudar a pessoa aflita a compreender como ela pode regenerar seus padrões de consciência, de Mente e de emoções.

O caminho da “Astroterapia” é, provavelmente, o mais longo que pode ser trilhado por um astrólogo, pois cada passo nele deve ser dado primeiro na própria consciência do astrólogo. Assim como “a beleza está nos olhos do espectador”, do mesmo modo a saúde ideal deve se estabelecer gradativamente na Mente, nas emoções e na consciência do intérprete de astrologia. O astrólogo que, através de qualquer que seja a imutabilidade ou congestão de atitude, não queira adotar programas de regeneração interna pode muito bem dirigir suas energias e sua atenção para algum outro ramo do assunto, pois ele será detido nesse caminho quase tão cedo quanto o iniciou. O desejo de ajudar outra pessoa a conseguir mais saúde (desenvolver uma maior concepção do ser cheio de saúde) pode ser realizado somente na medida em que o astrólogo abastece sua própria consciência com mais salubridade na forma de regeneração experimentada e subsequentes realizações de verdades espirituais transmitidas pelo simbolismo do horóscopo que ele estuda. A prova do seu desejo é atestada no grau com que ele busca compreender mais claramente as causas por trás das “evidências pouso saudáveis” em sua própria Carta. Se ele não pode “enfrentar suas próprias causas de destino maduro”, como pode ele perceber possivelmente as de outra pessoa? A inclinação para a verdade é a Luz básica que deve ser acesa em sua própria Carta; com tal aplicação, e com sincera motivação e idealismo, ele se qualifica para ajudar os outros. A matéria técnica sobre a Astrodiagnose – a correlação dos símbolos com as partes e condições do corpo – deve ser aprendido primeiro. A Astroterapia começa quando o astrólogo ensina o nativo como ele deve começar a usar sua consciência de modo regenerativo e especializado para descristalizar e transmutar as “obscuridades” mostradas na Carta. O astrólogo usa a Astroterapia, para si mesmo ou para outras pessoas, quando começa a perceber o seguinte, que eu coloco aqui como umas poucas sugestões básicas:

O SOL: a compreensão de que a consciência de poder deve ser acompanhada pelo uso e aplicação correta do Poder; o Poder é para ser bem usado, não para a gratificação egoística; o intenso desejo de viver não é mais uma luta competitiva com outros seres humanos – é a aspiração de realizar a unidade e eternidade da vida; o Sol simboliza a consciência da saúde por meio do autodomínio.

A LUA: é o compreender o significado e a importância do mecanismo da Mente instintiva, como depósito de memórias das vidas passadas; medos, tensões e ódios estimulados por reações ao relacionamento doméstico, paternal, nacional e racial podem ser harmonizados e transmutados por:

  • Uma compreensão mais clara das leis de atração magnética do destino maduro, e
  • Eliminação das expressões de medos e tensões naqueles relacionamentos, substituindo-as por atitudes apreciativas de maior cooperação, mais construtivas, amorosas, amigáveis e sábias.

MERCÚRIO: é o parar de usar o (grande) poder da palavra falada e escrita como um veículo de expressão da crítica destrutiva, da malícia, da inverdade e do preconceito; começar a usar os poderes transmutados do pensamento claro e imparcial para avaliar mais verdadeiramente, para expressar encorajamento e julgamento construtivo; abrir a Mente por boa-vontade para aprender e considerar sugestões úteis; reagir com entusiasmo e alegria às oportunidades de aprender e entender; é sua a prerrogativa treinar sua Mente de qualquer maneira que queira e usá-la para compreender as verdades; também é um direito seu saber que só você pode exprimir sua consciência – com sua obscuridade ou luminosidade – em palavras, e se deseja alcançar um grau maior de saúde mental, você pode consegui-lo usando o poder da palavra para expressar aquilo que é verdadeiro e amorável.

VÊNUS: você não tem que ser indolente, preguiçoso e negativamente passivo; você tem recursos de energia para serem usados, e pode aprender a expressar essa energia de tal modo a tornar a vida mais bela e inspiradora; você pode desenvolver seu senso de beleza disciplinando suas reações emocionais, de tal modo que as suas expressões de consciência contribuam para a harmonia de seus relacionamentos com os outros seres humanos; você pode vir a ser mais cooperador e apreciador das outras pessoas, e ansiará automaticamente por isso quando deixar sua consciência mais a par do bem e da beleza que elas representam.

MARTE: quando a energia representada por esse símbolo é usada para acrescentar potência e eficácia aos esforços construtivos e regeneradores, a crueldade, a malícia, as retaliações temerosas e outros impulsos tais são enfraquecidos; o organismo físico retém suas qualidades magnéticas e vitais por meio da conservação motivada construtivamente, e com tal disciplina interna as realizações de capacidades, autoconfiança e metas convenientes são desenvolvidas.

SATURNO: as tendências para a cristalização e desvitalização são contrárias quando a consciência do alegre e amoroso cumprimento das legítimas responsabilidades substitui a atitude de quem sofre a opressão. No horóscopo individual, Saturno indica – por sua posição e Aspectos – um ponto de muito necessário equilíbrio através de realização adicional; o desequilíbrio implicado tem seu recurso na negligência e no descumprimento, em vidas passadas, nesse particular departamento das experiências. O valor terapêutico de Saturno reside na consciência da justiça imutável da lei espiritual e evolutiva; complexos de culpa e remorso, com seus correspondentes efeitos, corrosivos e cristalizantes no corpo podem ser liberados por meio do reconhecimento de que agora é a hora de fazer aquilo que é certo, e assim fazendo a obrigação do destino maduro é cumprida na consciência das atitudes saudáveis e razoáveis.

JÚPITER: semelhantemente a Marte, esse significa um tipo de energia que precisa de controle e disciplina; em suas implicações negativas ele é o símbolo da ganância e da falsa compensação; a sinceridade de motivos, a palavra e os atos são a espiritualização da consciência representada por Júpiter, pois o poder de uma Mente e de um Coração sinceros é a força que neutraliza a falsidade interna, cuja falsidade estimula o desenvolvimento da ganância e das compensações distorcidas. Júpiter simboliza a realização da verdade e aspiração do ser humano aos julgamentos verdadeiros. Na consciência, a nobreza da sinceridade verdadeira deve suplantar a nobreza ilusória de falsa pretensão, do engrandecimento e da fartura.

NETUNO e URANO: os símbolos das percepções extrassensoriais e das áreas transcendentes da consciência; Netuno é o poder espiritual da , Urano é o do amor impessoal; Netuno é o poder para visualizar internamente e para idealizar – a pessoa que tem fé na existência da saúde pode visualizá-la por si mesmo. Urano é o intenso desejo de libertação, e aquele que se liberta de condições restritivas deve contribuir amorosamente para a libertação de outros.

Use essas interpretações como “alimento para o pensamento”, e saiba que eles são apenas uns poucos exemplos para ilustrar a “terapia da consciência humana pelo poder da Luz”.

 

CAPÍTULO VII – A LUZ COMO COMUNICAÇÃO

Do ponto de vista exotérico, como costumeiramente usamos a palavra, “comunicar” significa um processo pelo qual o conhecimento ou a informação é transmitido de uma Mente para a outra. Entretanto, um estudo e síntese de suas raízes derivativas revelam seu sentido esotérico que nos possibilita, mais verdadeiramente, entender o significado real e o uso correto dessa função de transmissão sensorial, intelectual e espiritual. Sua procedência direta é da palavra latina comunicare, que significa repartir. Nela se encontram duas raízes básicas; “com”, referindo à “com” ou “juntos”, e “um” referindo à “singularidade” ou “unidade”. Assim, vemos que “comunicação” é um meio pelo qual a diversidade de Mentes e de consciências é, em certa medida, unificada através do processo de repartir. Esse ato de repartir é um processo polarizado: o polo positivo se revela nas ações de irradiação, expressão, informação, relatos, escritos, telepatia de projeção e projeção inspirada; o polo negativo se revela nas ações de percepção, reação ao estímulo vibratório, todas as percepções sensoriais, aprendizado, compreensão e concepção. Tudo o que é estabelecido na Mente divina pode ser transmitido a – ou repartido com – as Mentes ou com as consciências diversificadas e individualizadas. A suprema meta evolutiva é a realização da unidade das Mentes diversificadas com a Mente Una do nosso Criador.

Antes de tentar uma consideração sobre os significados oculto, de destino maduro e evolutivo da comunicação entre os seres humanos, devemos primeiro considerar a comunicação básica, primordial, ou absoluta entre a Consciência Divina e a consciência humana – o “compartilhamento criativo da Luz”. A Mente Divina se faz a conhecer a nós – “fala conosco” – se manifestando como estados infinitamente variados de vibrações objetivadas – o Mundo natural, Físico. Ela também nos proveu, criativamente, de centros e órgãos de percepção sensorial, no desenvolvimento e exercício dos quais podemos aprender da nossa fonte pela observação da manifestação. Assim, através da visão percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como cor; através da audição percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como tom; através do tato percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como textura e densidade; através do paladar percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como mistura química; através do olfato percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como emanação ou radiação química silenciosa e invisível. Entendendo-se isso, as formas “transcendentais” de percepção sensorial estão incluídas na clarividência[13], intuição, clariaudiência[14], claricognição[15], telepatia e inspiração. Por intermédio de tais faculdades as apercepções internas do ser humano são reveladas nos reinos que transcendem as “limitações do Tempo e do Espaço”. Todas essas faculdades e poderes sensoriais e extra-sensoriais possibilitam as muitas variedades de ação e exposição detalhada comunicativa entre o Divino e Seus microcosmos sub-humanos, humanos e super-humanos, bem como entre os humanos reciprocamente e seus “irmãos e irmãs” sub-humanos e super-humanos. Aquele que sabe mais (que evoluiu mais consciência), compartilha com aquele que sabe menos (que evoluiu menos em consciência e conhecimento); aquele que conhece menos (que está menos evoluído em consciência e conhecimento), recebe e aprende daquele que conhece mais e é mais evoluído em consciência. A atração magnética das diferenças relativas de consciência e a similitude do desejo intenso cósmico de realizar a unidade e o relacionamento comunicativo entre todas as coisas vivas. Comunicação é fraternidade em ação; a comunicação sincera, construtiva e serviçal é amor fraternal em ação. Agora, passemos à astrologia:

Antes que o ser humano possa se expressar a outra Mente de maneira comunicativa, deve passar por um “processo dentro de si próprio” pelo qual ele formule aquilo que deseja transmitir. De maneira sutil, mas inextinguível, essa formulação é uma interação da Mente subconsciente[16] com as percepções conscientes. Antes que qualquer fato ou realização possa ser transmitido, primeiro precisa ser aprendido e a faculdade particular da aprendizagem ter sido exercitada antes do momento presente. É a Mente subconsciente – astrologicamente simbolizada pela Lua – que atua como um armazém de memórias, as quais são impressões residuais estabelecidas por exercícios de consciência no passado. É a Mente consciente[17] – astrologicamente simbolizada por Mercúrio – que conhece e se expressa de acordo com as necessidades presentes. Pelas qualidades aderente e retentiva da Mente subconsciente, o ser humano continua ligado àquilo que ele foi e expressou no passado, e os conhecimentos e interpretações do seu presente são estabelecidos sobre aquilo que ele recorda como memória ou sensação de memória do seu passado. Vemos, portanto, que o indivíduo sempre se comunica consigo mesmo antes de transmitir ou expressar sua consciência a outrem. Um simples exemplo: alguém pergunta as horas a você – a pessoa precisa desse fator de informação; antes de poder lhe responder, você tem que “receber uma comunicação – por meio visual – daquilo que o seu relógio lhe diz”. Formulando uma cognição, você então está apto a transmitir aquele fato à outra pessoa como uma ação comunicativa. Contudo, antes disso você teve que aprender a ver as horas em um relógio; sua Mente subconsciente reteve a lembrança de você já ter aprendido a ver as horas no relógio em algum ponto do passado. Por conseguinte, “você se valeu do seu passado” para satisfazer a atual necessidade de comunicação do seu amigo. E assim continua eternamente: o passado é o “pábulo” do qual o presente se serve para construir o futuro. No horóscopo individual, a correlação entre a Lua e Mercúrio mostra a “mistura” alquímica do sentimento de memória, estabelecida pelo exercício da consciência no passado, com a percepção pelos sentidos e pelo intelecto sendo exercitada pela consciência no presente. Também, a correlação de Lua-Mercúrio com Júpiter mostra o processo alquímico pelo qual o indivíduo destila a percepção da verdade – a cognição do fato que está acima, e livre de todas as propensões pessoais subconscientes de interpretação pela dor, pelo prazer, preconceito, pela antipatia ou pelo favoritismo. A correlação entre Lua-Mercúrio e Urano mostra a evolução alquímica de tais faculdades como a intuição e a previsão; com Netuno mostra a “gestação” das faculdades de clarividência e clariaudiência (a evidência de coisas invisíveis e inaudíveis), bem como o estabelecimento evolutivo do poder da fé e do poder da comunicação pela oração.

O que se escreveu acima deve ser entendido como sendo uma visão básica geral da natureza da comunicação. Agora, para propósitos básicos astro-psicológicos, vamos nos concentrar no arqui-símbolo básico da comunicação e da faculdade de se comunicar – o Planeta Mercúrio, Regente de Gêmeos e Virgem.

Faça o “mandala de Gêmeos”: a sequência zodiacal colocada em volta de um círculo com Gêmeos como o Signo Ascendente.

Note que Touro-Escorpião, o diâmetro do poder do desejo e gerador, forma o diâmetro das cúspides décima segunda e sexta. Touro se refere ao centro da garganta, o mecanismo pelo qual as criaturas vocais criam som; lembre-se de que tudo que nós ouvimos é percebido como um aspecto da vibração tonal. Escorpião se refere à faculdade de gerar, ou “evocar”, o material para outro corpo físico. Através de Touro nós geramos ou “evocamos” matéria tonal para a incorporação, para a manifestação perceptível de ideias, pensamentos, sentimentos, emoções, conhecimentos, compreensão e realização; no plano da percepção sensorial física é o poder e a faculdade de gerar som que “respalda” (relação da 12ª Casa com o Ascendente) toda ação comunicativa. É o poder de Mercúrio para formular sons, como palavras faladas ou cantadas pela interação da respiração dos pulmões com a mobilidade da língua e dos lábios; é, também, o poder de Mercúrio para usar as mãos para escrever e desenhar imitações de caracteres simbólicos da palavra falada como palavras escritas ou diagramas e de sons como notas musicais. No mandala de Gêmeos o Signo da Lua, Câncer, está na segunda cúspide. Vê-se nisso que a consciência de nacionalidade do ser humano “administra” a evolução de sua faculdade de se expressar e se comunicar pela linguagem. O apego cristalizado a uma nacionalidade resulta em conhecimento limitado e uso da linguagem sistematizada – tal pessoa só pode se comunicar oralmente e por escrito (ou lendo) somente com aqueles que conhecem sua linguagem particular. Contudo, no plano do presente do uso do intelecto, tal apego pode ser descristalizado pelo aprendizado de uma outra língua, ou de outras línguas. Por tal ampliação descristalizante a pessoa pode, correspondentemente, se comunicar com um maior número de pessoas, seu “campo de harmonia humana” é ampliado, sua apreciação do pensamento e modo de viver de outras pessoas é aprofundado, e, consequentemente no plano dos reconhecimentos espirituais ele se acha experimentando um maior grau de unidade com os outros seres humanos. As diferenças de línguas criam barreiras à comunicação só para aqueles que não abandonam o apego cristalizante a uma língua; para os que o “abandonam”, as barreiras se desintegram gradativamente. Nisso nós vemos, outra vez, uma ilustração concreta do fato de que comunicação é fraternidade expressa; na mediada em que cada vez mais se aprendem os meios de comunicação a espiritualização da harmonia e simpatia fraternais será realizada, desfrutada e expressa.

Nessa época que presencia o aparecimento do rádio, da televisão, do avião supersônico e de todos esses mecanismos pelos quais as limitações de tempo-espaço estão sendo cientificamente transcendidas, se observa um paralelismo no campo dos esforços espirituais humanos. Muitas pessoas de todas as nações do mundo, também estão procurando explorar as causas de impedimento no funcionamento individual do ser humano. Esses são pessoas que estão dando um poderoso ímpeto regenerador à evolução humana pelo serviço dedicado às medidas humanitárias, redimindo muito destino maduro criado individualmente em suas vidas passadas e devotando-se a “ajudar outras pessoas e ajudarem a si próprias” a sair de estados de anormalidade e subnormalidade do destino maduro, e de desvio das funções sadias e normais. Prosseguindo no assunto comunicação, espera-se que as seguintes observações sirvam para favorecer uma compreensão “interna” mais profunda das causas do destino maduro que debilitam as faculdades de comunicação no corpo humano; o primeiro ponto a ser considerado é a Epigênese:

Epigênese se refere à faculdade do ser humano de construir a qualidade do seu veículo de acordo com a qualidade e estados de sua consciência (“Epi-gênese” precede de suas raízes que significam “construir sobre”). É a única Faculdade criativa possuída e – consciente ou inconscientemente –exercitada por todos os seres humanos desde a aurora do seu processo evolutivo. Pela Epigênese o ser humano revela sua semelhança criativa com o seu próprio Criador; é a “raiz” que baseia o florescimento, no futuro, de sua verdadeira atividade criativa como consciência de Deus. O princípio ou lei de Causa e Efeito operando na faculdade Epigênese dos seres humanos explica todas as qualidades condicionadas de manifestação física, emocional e mental no veículo humano – congestionado, torto, aleijado ou harmonioso, potente e eficiente. Na presente consideração da faculdade e propósito da comunicação achamos que o mandala de Gêmeos tem muito a nos dizer sobre a causa de destino maduro dos defeitos e impedimentos na fala com os quais os seres humanos nascem ou que “aparecem” durante a encarnação, como resultado de um potencial vibratório congestionado que foi estimulado pelo ato de escolher, julgar, controlar quando alguma coisa deveria ser feita. Tais condições como mudez congênita, fenda palatina, língua anormalmente espessa, gagueira, condições traumáticas que lesam o mecanismo vocal, a língua ou os lábios, etc., são as principais que revelam externamente que, no passado, as pessoas afligidas causaram o impedimento de alguma forma de comunicação. A memória retida subconsciente dos atos e influências destrutivos ou congestivos e o atual corpo físico reproduzem, por Epigênese, o potencial negativo como “retorno de destino maduro”, e de tal modo que a pessoa pode explorar o aspecto negativo da consciência desde “o outro lado da cerca” e aprender, assim, um pouco mais sobre as verdades da faculdade de comunicação e seu uso correto para futuros desenvolvimentos e evolução. Muitos e muitos tipos de atos e influências do passado podem causar deficiência de comunicação na vida atual, mas o mandala de Gêmeos nos dá à pista oculta e básica para a causa da maioria dessas condições deficientes – e as experiências dolorosas:

A posição do diâmetro Touro-Escorpião coincidindo, como o faz, com as cúspides das 12ª e 6ª Casas é o primeiro ponto a considerar. Esse é o diâmetro da consciência de poder como “desejo” ou, colocando de outra maneira, da consciência individualizada do desejo. Sabendo que o desejo é uma potência da consciência que pode abranger, em qualidade, desde as mais desumanas concupiscências, cobiças e retaliações até as formas mais sublimes das aspirações espiritualizadas, compreendemos que o uso correto dessa potência – conforme mostrado nesse mandala – é uma forma de serviço contributivo (Escorpião na cúspide da 6ª Casa) e um construtor da consciência de saúde. Tal exemplo é a expressão do amor mútuo por meio do exercício do mecanismo sexual; outro exemplo é o da conservação disciplinada das energias vital e magnética para uso em esforços e trabalhos construtivos. Tanto para Escorpião na 6ª cúspide: sua mais elevada polarização no plano físico é o Signo oposto, Touro, na 12ª cúspide desse mandala, o qual é o símbolo da criatividade de sons liberados através da palavra falada – a incorporação audível dos sentimentos, pensamentos, das ideias, opiniões e realizações.

Pense nisso: uma pequena palavra – um “sim” ou um “não” – dito em um certo tom de voz, comunicando a uma outra pessoa uma decisão ou sentimento específico, ou uma realização ou reconhecimento, pode mudar o curso de uma vida humana se a pessoa a quem se faz a comunicação reage ao que ouve na palavra. Uma palavrinha, pronunciada como um julgamento para afetar a vida e destino de outra pessoa, pode ser falada de tal modo que a Mente subconsciente daquele que a pronuncia “agarra e segura” uma impressão de maldade ou destrutividade tão forte ao ponto de um retorno de destino maduro, dessa expressão, poder se objetivar numa experiência dolorosa várias vidas mais tarde. Por medo, uma palavra necessária pode ser contida; o poder inerente à palavra não dita será retido como um potencial para sofrimento mais tarde; o conteúdo de dor que acompanha a necessária e subsequente descristalização será proporcional ao bem que poderia ter resultado, se a palavra boa original tivesse sido dita.

Para desenvolver a compreensão ou cognição das causas de destino maduro das dificuldades ou obstáculos à comunicação, é preciso que queiramos ampliar nosso ponto de vista e reconhecer que a causa desses efeitos, manifestados no presente pela Epigênese, pode ter sido estabelecida há muito tempo na subconsciência do sofredor. Usar o poder criativo da palavra falada para prover a canalização das forças da consciência falsa e destrutiva é assegurar uma experiência futura com problema de comunicação. Nos casos extremos de muita repetição, o veículo mental se desintegra a tal ponto e de tal maneira que o resultado, como retorno de destino maduro, são as condições identificadas como “imbecilidade” e “idiotia”, especialmente quando a crueldade deliberada foi a motivação emocional original. A experiência atual de muitos de tais sofredores está sendo auxiliada pelo poder do amor expresso no cuidado e consideração dados por aqueles que buscam ajudá-los – e esse amor é também um retorno de destino maduro, estabelecido a partir de atos da boa intenção e gentileza no passado. Assim, nessas ocasiões podemos ser – pela observação do fato de que os seres humanos estão ajudando a reabilitar até mesmo os mais trágicos casos de ignorância, dificuldades e relativa desintegração – que as únicas barreiras para a comunicação são as que o próprio ser humano cria; o Criador nos dotou com potenciais de Mente e espírito e com a faculdade de assegurar a nossa eventual comunicabilidade com todos os planos da vida. No sentido universal ou absoluto, não existem barreiras para a comunicação. Todas as Mentes individualizadas funcionam sob à lei, e pela liberação e refinamento de potenciais dentro da esfera de abrangência da Mente una – que é a luz una, a consciência una – as sempre-desenvolventes linhas de comunicação de “cada um com todos e de todos com o Uno” são mantidas perfeita e perpetuamente. Pelo uso certo de nossos fatores de Mercúrio reproduzimos a abertura permanente das nossas linhas de comunicação com os nossos companheiros humanos nesse plano.

 

CAPÍTULO VIII – A LUZ COMO AFLUÊNCIA

 

A palavra “afluência” deriva de duas palavras latinas: “ad”, que significa “para” ou “em direção a”, e “fluere”, que significa “fluir”. Geralmente a usamos para se referir a condições que são caracterizadas pela abundância, opulência, fartura de suprimentos e riqueza, mas uma consideração à derivação da palavra nos fornece a pista para seu significado esotérico. Ela não é, basicamente, uma descrição de condições, mas uma qualidade de consciência pela qual a abundância se realiza e se manifesta. Em outras palavras, a consciência humana – a “luz pela qual um ser humano percebe a Luz” – contém um potencial de funcionamento de maneira tão “afluente” que, correspondentemente as condições de abundância, podem fluir em direção aos ambientes e negócios humanos. Assim como o desejo de ter saúde é um dos muitos esforços humanos para perceber a Luz, do mesmo modo é o desejo de ter afluência; é importante considerar como um ser humano pode gerar o tipo de consciência que torna a abundância evidente em sua vida.

Se a consciência de “fome” é indicativo de uma necessidade sentida profundamente, então a “miséria” é uma combinação dessa necessidade com uma convicção de que a necessidade não pode, não poderá, ou não deve ser satisfeita. Miséria é o oposto de afluência – representa uma condição de consciência “cortada”, e que é representada externamente por insuficiência ou relativa falta de coisas essenciais ou desejadas. Nós não nos sentimos “pobres” por não possuirmos alguma coisa para a qual somos indiferentes; “sentir-se pobre” é se sentir privado daquilo para o que temos um forte sentimento de desejo ou necessidade. O complexo de miséria é uma forma de padrão mental, de qualidade congestionada, pela qual um ser humano se priva de conseguir a afluência; essa privação é uma convicção de falta que caracteriza sua vida em geral ou se manifesta em algum fator ou área específico de sua vida. O complexo de miséria é sempre um retorno de destino maduro de abusos ou mal-uso de meios e oportunidades em vidas passadas. É construído essencialmente sobre o medo e a culpa residuais trazidos – como reação no subconsciente – de ações passadas caracterizadas pelo desperdício, pela destrutividade, desonestidade ou desonra. Pelo desperdício nós enfraquecemos a nossa consciência de usar apropriadamente; pela destrutividade nós aplicamos uma força de repulsão no subconsciente que “anula” o nosso desejo de atrair aquilo que agora queremos ou necessitamos; pela desonestidade ou desonra nós privamos os outros daquilo que é deles por direito, daí o resíduo subconsciente, atuando agora como complexo de miséria, ser a essência debilitante e “sem vida” do medo e da culpa. Seja de curta ou de longa duração, o “sentimento de miséria” é sempre uma indicação, transposta para a Mente consciente pela reação do subconsciente, de que se faz necessária uma drástica revisão de consciência. Esta revisão deve ser estabelecida na Mente subconsciente antes que as condições melhoradas possam aparecer externamente. Em outras palavras, o sentimento da pessoa sobre a vida e sobre a si própria deve ser alterado por um processo de “abertura” de tal maneira que, pela expressão de sua consciência, possam “fluir mais livremente em sua vida” e assim as manifestações de abundância “possam fluir livremente em seus negócios”. A água é talvez o símbolo mais perfeito do princípio de afluência da vida; lembre-se de que ela precisa ser liberada de seus estados de suspensão como nuvem, neve e gelo, antes de poder formar rios que fluem distribuindo vida. É a poder do calor que liberta os potenciais da água de seu estado estático como gelo e neve; correspondentemente, alguma forma de calor espiritual deve ser estabelecida no subconsciente da pessoa como um meio de revitalizar sua perspectiva de si mesmo e de suas condições. Como se estabelece essa renovação? Consideremos o que o Grande Mandala Astrológico (o círculo de doze Casas circundado pela faixa zodiacal com o Signo de Áries no Ascendente) tem a nos dizer:

Olhe primeiro os dois Signos que focalizam os dois braços do diâmetro vertical: Câncer, Água Cardinal, está na extremidade inferior; Capricórnio, Terra Cardinal, está na extremidade superior; a linha vertical inteira é a linha da geração ou linha dos pais. A Lua, Regente de Câncer, é o símbolo arquetípico da mãe; Saturno, Regente de Capricórnio, é o símbolo arquetípico do pai. Esotericamente, esses dois Signos, e a linha que eles formam como “emanação” que parte do centro da roda, se referem ao atributo do ser humano para gerar seu próprio destino pelo modo como exercita sua consciência, de encarnação a encarnação. O ser humano qualifica a linha evolutiva de sua existência pelo que ele estabelece em sua Mente subconsciente (Câncer) e pelo modo como externa esses estabelecimentos (Capricórnio). Por sua participação no poder criativo do pensamento, cada ser humano é a mãe e o pai da qualidade de sua própria linha evolutiva. Por seus poderes de reação aos sentimentos, ele se põe a par daquilo que estabeleceu em sua Mente subconsciente; por seus poderes de expressão (em pensamentos, palavras e obras), ele dá corpo àquilo que estabeleceu nos reinos do seu subconsciente. A “convicção de miséria” é uma “sombra no subconsciente” – significa que a pessoa, no passado, se identificou com a privação por algum tipo de ato que representou o mau uso e/ou o abuso de oportunidades e meios. Em resumo, por suas falhas nesses assuntos, ele “apadrinhou” a presente condição ou situação que “identifica como miséria”. A miséria não é uma realidade da vida, mas sim uma interpretação individual de condições baseadas na reação de destino maduro. Pense um pouco: A vida é “atingida pela miséria? ”. Nosso Planeta é “atingido pela miséria?”. Cada ser humano tem o mesmo tipo de complexo de miséria que têm todos os outros humanos? Cada um deve sofrer do complexo de miséria eternamente? A resposta a todas essas perguntas é não. Consideremos agora um indício astrológico e esotérico, muito importante e interessante, dos meios pelos quais o complexo de miséria pode ser descristalizado de tal modo que as energias bloqueadas podem ser liberadas afluentemente.

Este indício se encontra nas Exaltações astrais – poderes anímicos de apercepção espiritual destilados de regeneração consciente em vidas passadas – quando se as representam no Grande Mandala Astrológico: Júpiter, Regente de Sagitário, Exaltado em Câncer; a Lua, Regente de Câncer, Exaltada em Touro; Vênus o princípio do Equilíbrio através do intercâmbio, rege Touro e Libra; Saturno, Regente de Capricórnio, Exaltado em Libra; Marte, Regente de Áries, Exaltado em Capricórnio. Primeiro, Júpiter, Exaltado em Câncer, como a apercepção do poder da “dádiva”:

Se desejamos dominar um complexo de miséria, temos que expressar nossa sinceridade naquele ponto fazendo algo de natureza afluente para manifestar a condição desejada na experiência humana. Esta forma de expressão é aquilo que chamamos “dar”. O dito “mais abençoado é dar do que receber” é muito mais do que um “antigo refrão”. Ele contém uma profunda diretiva metafísica e oculta; o ato de dar é uma benção para a Mente subconsciente do doador. Se você está convencido, em seu subconsciente congestionado, de que um estado desejado ou requerido “não é para você” mas faz algo para possibilitar a realização de outra pessoa naquilo, então você deu o primeiro e mais importante passo para a descristalização do seu próprio complexo de miséria. Se o seu complexo de miséria fosse “total”, você nem mesmo pensaria em tentar tornar evidente à outra pessoa essa coisa particular. O fato de você fazer daquilo uma dádiva grava na Mente subconsciente que você está cônscio da viabilidade daquilo. Com tal ação, praticada com o sincero desejo de ajudar, você começa a liberar as energias subconscientes bloqueadas porque dar é afluência em ação. Por isso mesmo você se abre às possibilidades de realizar a coisa desejada ou necessária em seus próprios negócios e no ambiente. Consequentemente, o resultado é que você tem estabelecido mais luz em sua Mente subconsciente e tal estabelecimento, daí por diante, se torne um ímã para atrair as coisas compatíveis com o seu desejo ou necessidade. Com o sentimento iluminado, resultante do “afrouxamento” ocasionado por sua ação desprendida e consciência mais desprendida, a Exaltação de Marte em Capricórnio torna você mais cônscio daquilo que deve fazer, como disciplina e desenvolvimento pessoal, para tornar este estabelecimento melhorado uma “fixação permanente” de sua consciência anímica. Em outras palavras, a nova abertura leva você a um novo caminho de esforço espiritualizante que tem como meta o estabelecimento integrado, para uso permanente, da nova realização espiritual. Um ato de dádiva sincera e útil inicia o processo afluente; mas Marte exaltado – esforço construtivo e persistente – tem que ser aplicado de tal modo que o complexo de miséria de há muitos anos possa ser completamente dissolvido e as energias pertinentes a ele possam ser completamente convertidas em consciência de Luz. Isto significa que mais honestidade da parte do indivíduo possa ter que ser realizada; coragem e autoconfiança possam ter que ser desenvolvidas: aplicação mais total e consistente possa ter que ser aplicada às condições e esforços em curso; todas as tendências ou inclinações para manter outras pessoas – mental, emocional ou fisicamente – sob qualquer tipo de servidão indevida possa ter que ser abandonada. Lembre-se, você quer se libertar do seu complexo de miséria, portanto deve dar aos outros a dádiva da liberdade; para fazer isso você pode ter que se afastar de certos tipos de temor, pois o destemor é, por si mesmo, um atributo de afluência. Como a água poderia fluir se tivesse medo de se movimentar, ou se o gelo e a neve tivessem medo de se derreter? Temos de querer derreter e dissolver as congestões secretas se nós queremos realizar a consciência – e as evidências – da afluência. Os poderes da Verdade, da Coragem, da Fé, do Amor, do Regozijo e da Liberdade são as “qualidades térmicas” pelas quais o Espírito derrete as constrições paralisantes estabelecidas pelo “ego pessoal” na sua expressão de interpretações não regeneradas.

Se a abundância financeira é o seu desejado e/ou necessário símbolo de afluência, então os dois pontos exaltados nos Signos de Vênus nos dão algumas pistas. A pessoa que exercita um princípio administrativo desorganizado e caótico sobre as presentes coisas materiais – não importa quanto dinheiro tenha – está agindo fora da afluência, pois esse tipo de funcionamento é evidência concreta de fraqueza no trabalho. Pode-se dizer que a Exaltação da Lua em Touro – Signo da 2ª Casa – sugere a palavra-chave: Eu estabeleço agora afluência pelo princípio administrativo correto. No lar, no escritório, em atividades profissionais ou em assuntos comerciais, os seres humanos não podem estabelecer a desordem nos padrões de intercâmbio financeiro e esperar continuar a verificar afluência. Nós impomos fardos aos outros se perpetramos desordem em nossos negócios, de maneira que, cedo ou tarde, temos de corrigir o desequilíbrio. O Signo de Touro é polarizado pelo Signo Fixo e de Água Escorpião, que se refere à consciência do sexo. É fato estabelecido, pela investigação psicológica e metafísica, que a consciência do dinheiro é a contraparte da consciência de sexo. Ambas são aspectos do desejo pela manutenção e perpetuação. Já tem sido determinado que as congestões nas atitudes para com o sexo e/ou para com o dinheiro têm efeito retroativo no oposto. Nesses dias de “rapidez evolutiva” oportunidades para resolver muito destino maduro, de muitas vidas passadas, são dadas aos seres humanos, e o sexo e o dinheiro têm sido os desejos que inspiram muita expressão negativa em nossas experiências passadas.

Considere isso à luz dos programas de impostos pesados com que estamos lidando agora. Também à luz do que está sendo revelado nesses tempos a respeito dos aspectos sexuais da natureza humana – as condições de destino maduro da consciência geradora que estão sendo reveladas em tantas formas complexas. Por conseguinte, uma “consciência do dinheiro carregada de miséria” do ser humano bem poderia ser considerada como tendo suas raízes nas condições psicogenéticas do tipo constritivo, e todas essas condições requerem mais abastecimento pela consciência de amor e/ou boa vontade para com os demais seres humanos. Saturno, Regente de Capricórnio, está exaltado em Libra, Signo da 7ª Casa do Grande Mandala. Na forma astrológica simples, isso é a insígnia da Regra de Ouro – a perfeita realização da experiência através da consciência harmonizada do relacionamento humano e da consciência de justiça espiritual que essa forma de realização inclui. Afluência é a “ação de prover” da Vida para o nosso sustento. Essa “ação de prover” já está estabelecida para nosso uso, mas se a nossa consciência busca de algum modo privar alguém daquilo que por direito é sua realização, então suprimimos o nosso reconhecimento da afluência da Vida; limitamos nossa expressão de afluência; e a miséria se instala.

O símbolo tradicional do Sol – o ponto circunscrito por um círculo – pode muito bem definido, por essa consideração, como o símbolo de todos os potenciais afluentes, o símbolo completo da “ação de prover” da Vida. Daquilo que ele representa emanam todas as coisas necessárias à nossa evolução – assim como tudo representado em um horóscopo “emana” do ponto central. O Sol, como Regente do Signo de Fogo Leão, pode então ser considerado como o símbolo da afluência da luz espiritual – todo Amor, toda Sabedoria, toda Verdade, toda Beleza, toda Idealização que os humanos podem conceber, e também todas as representações materiais que interpretamos a partir da consciência espiritualizada. O Poder, em todos os graus possíveis, é representado pelo Sol, e assim ele representa toda medida possível de poder que um ser humano pode conceber. O Poder é – é parte da nossa “função de vida” desenvolver em nós mesmos o reconhecimento disto.

Uma vez que a miséria é uma ilusão criada pela consciência humana relativamente pouco desenvolvida, não é estritamente verdadeiro, sob o ponto de vista filosófico, que “Saturno é o símbolo da miséria”. Tal interpretação faz injustiça a Saturno. Saturno nos fala, através dos nossos temores e das nossas culpas, das áreas irrealizadas da nossa experiência; quando essas áreas são realizadas, a segurança se estabelece na consciência e, consequentemente, aquela forma de calma interior que gera afluência se instala em nós. Os Aspectos de Quadratura na Carta individual também representam áreas de tensão interna, e cada uma destas pode ser interpretada como um “potencial de miséria”. A regeneração alquímica pela expressão de atributos espirituais dos pontos astrais envolvidos “derreterão o gelo” da congestão interna. A pessoa que sofre do senso de “miséria de educação” deve primeiro curar sua Mente subconsciente realimentando-a com um forte desejo de aprender; o desejo de aprender é o desejo de experimentar a afluência no plano mental, e essa forma de afluência só pode ser experimentada quando se permite abrir a Mente. As tendências para preconceitos, dogmatismo, teimosia e tirania mental devem ser enfraquecidas e a humildade de um verdadeiro aprendiz deve ser estabelecida no subconsciente. Se não há disponibilidade de escola, então o verdadeiro aprendiz abrirá sua Mente para a absorção de outros canais de estudo e aprendizado: biblioteca, livrarias, conferências públicas estão abundantemente disponíveis para todos nos tempos atuais. Se uma escola específica é a coisa desejada, então a pessoa terá de indicar seu desejo sincero a fim de organizar sua vida e seus negócios para atingir a meta. As pessoas podem aprender muito pelo método gratuito de se tornarem mais perceptivas ao mundo à sua volta.

A miséria de amor, de amizade e de companhia é, talvez, a mais trágica de todas as evidências congestivas de destino maduro. As pessoas que sofrem dessas privações bem podem atentar para o fato de que o amor e a amizade são estados de consciência – estabelecê-los na consciência possibilita a expressão afluente e a realização afluente deles no relacionamento. Também é importante reconhecer que muitas pessoas que anseiam profundamente pelos prazeres do relacionamento e pelas realizações do companheirismo não são amigáveis consigo próprias, contudo é possível que se devotem aos outros. O respeito e a apreciação pelo “eu” de alguém, como uma expressão da Vida Divina, e os potenciais de alguém para revelar aquilo que é bom e belo podem ter que ser estabelecidos no lugar do autodesprezo, complexo de inferioridade e coisas tais. A falta de harmonia em tais padrões de relacionamento, como aqueles com um pai ou uma mãe, ou ainda um parente, pode ter que ser transformada expandindo-se a consciência de relacionamento de modo mais universal. Contudo, sempre deveríamos lembrar que a vontade de compreender verdadeiramente os outros pode abrir as áreas fechadas de qualquer relacionamento humano. Devemos ser afluentes em nossa boa vontade para com os outros se quisermos realizar a afluência em nossas experiências.

 

CAPÍTULO IX – A ASTRO-FILOSOFIA EXAMINA A EXPERIÊNCIA NO HOSPITAL

Nós, humanos, somos inclinados a identificar as coisas em termos dos sentimentos que experimentamos quando em contato, ou em relacionamento, com elas. “A Dor, o sofrimento, a dificuldade e o pesar” são as associações que tendemos a fazer quando o “hospital” chama a nossa atenção. Com tais associações em mente e com tais sentimentos, enfatizados através dos anos, não é de admirar que a ansiedade, o receio e o terror tomem conta de nós, quando a experiência de hospital se torna iminente. Reconhecemos e admitimos, dada à evidência de nossas condições, que precisamos de ajuda; queremos, desesperadamente, nos livrar da desarmonia e do desconforto da doença ou do dano; mas, em virtude da nossa limitada compreensão da “verdade do hospital”, tendemos a intensificar a nossa dificuldade. Ficamos muito preocupados com as dores e com o medo de que anestesiemos nossa consciência de saúde e nossa fé na eficácia dos poderes de cura[18]. É verdade que as pessoas podem se livrar das desarmonias físicas, emocionais e mentais por uma ação interna, uma virada na consciência da congestão, na desarmonia para a realização da saúde. Essas pessoas são provas vivas de que a cura é interna. A primordial e instintiva vontade de viver é o meio básico da cura, mesmo para aquelas pessoas que não tem fé consciente na restauração da saúde. Contudo, a intensificação intencional da consciência de saúde e cura não somente apressa a correção da condição particular, como restabelece a saúde em todos os planos de funcionamento. Todas essas formas de serviço que se podem chamar de “caminhos da cura” são, na verdade, meios pelos quais as pessoas ajudam outras pessoas a diminuir seu medo e desespero e a aumentar seus reconhecimentos sobre a natureza do bem-estar. Peixes, o Signo da 12ª Casa do Grande Mandala, é a chave.

Há dois mandalas astrológicos, extraídos do Grande Mandala Astrológico (a roda de doze Casas, tendo a Áries como Signo Ascendente, e os trinta graus de cada Signo zodiacal correspondendo a cada Casa), que podem ser estudados ao se considerar o porquê de as pessoas temem experiências hospitalares. O primeiro deles descreve as causas evolutivas. Isso é traçado indicando os símbolos dos Signos Comuns nas cúspides das 9ª, 6ª, 3ª e 12ª Casas, o símbolo de Sagitário na 9ª cúspide, desenhado em tamanho maior que os outros três, e todas as quatro cúspides ligadas por uma sequência de linhas retas e por dois diâmetros cruzados.

Esse desenho resulta na quadruplicidade Comum e nas suas linhas de forças complementares e internas. O traçado do quadrado deve começar na cúspide de Sagitário, porque esse é o “Signo representante do Fogo” na cruz Comum; como tal, ele simboliza a percepção da verdade. O quarto Signo, em sequência no sentido dos ponteiros do relógio a partir de Sagitário, é Peixes, representante do elemento Água, e assunto desse capítulo. Uma representação mais condensada dessa sequência pode ser vista em uma linha vertical dos quatro Signos Comuns com Sagitário na base, Virgem o próximo acima, Gêmeos o seguinte acima, e Peixes no topo; uma linha vertical ao lado, com a ponta da seta no topo próxima a Peixes, mostrará como (por isso é um “mandala de Quadratura”) “negligenciar Sagitário leva às condições negativas de Peixes”; em outras palavras, a falta de apercepção da verdade leva às condições de destino maduro de Peixes, da 12ª Casa. Em termos de “interpretação dos Aspectos Quadratura e Oposição”, esse mandala revela que os hospitais são locais de limitação, constrição e sepultamento apenas para a consciência que rejeita as oportunidades de reconhecer a Verdade; as condições que fazem necessária a hospitalização são sempre o resultado de se haver expresso inverdades no passado. Todavia, a Verdade é um atributo do eterno “Ser”; está sempre disponível, sempre pronta a servir, e é sempre onipotente na ajuda. Por conseguinte, a necessidade de destino maduro a que chamamos “experiência hospitalar” pode ser considerada como uma oportunidade para se perceber a verdade de ser em um grau tão elevado como nunca antes.

Se nesse mandala da Quadratura Comum, Sagitário representa as negligências passadas no conhecimento e expressão da Verdade, então Peixes – no topo da sequência – representa a exteriorização daquela negligência em termos de necessidade de expiação. Fazemos essa expiação por um processo de focalizar novamente a consciência, e a exteriorização desse focar a consciência novamente é a experiência refreadora de ficar internado em um hospital. Um hospital é um lugar de limitação, encarceramento, sofrimento, dor e dificuldades somente para a pessoa que se recusa a expandir a consciência de si mesma em relação à sua experiência. Para uma pessoa que verdadeiramente busca a verdade, o hospital é um lugar de oportunidade para renovação. A experiência da dor focaliza a grande questão interna do “Por quê?”. Quando o “por quê?” de uma pessoa é sincero, a Verdade sempre e inevitavelmente revitaliza sua consciência e esclarece o significado da experiência. A autocompaixão, a apreensão irracional e a amargura alinham a pessoa com a “Quadratura Comum” – e com todas as suas implicações. O sincero desejo de recuperar a saúde inspira a pessoa que sofre a buscar a verdadeira compreensão das causas de sua condição.

A experiência de hospital de uma pessoa também proporciona oportunidade semelhante a cada um de seus amados, aos quais são dadas a oportunidade para expandir e tornar impessoais nos planos emocionais e mentais. Na piedade não refletida nós enfatizamos os elementos dolorosos da experiência de nossos queridos, porque a nossa atenção está no aspecto doloroso externo, e não no verdadeiro significado da experiência como uma indicação da oportunidade para crescimento, harmonização e realização. Sagitário, como a “raiz” dessa representação da “Quadratura Comum”, diz que há uma compreensão de princípio a ser percebida na experiência; quando a pessoa se ressente da oportunidade e a rejeita, o encarceramento na dificuldade se intensifica; quando a aceita, com a dissolução da autocompaixão e da autojustificação, o espargimento da Verdade não apenas aclara a consciência, mas também fortalece a fé e aprofunda a capacidade para a simpatia pura. A pessoa, então, alcança uma compreensão mais clara e mais verdadeira das dificuldades dos outros, e os poderes do auxílio eficaz são expandidos e reforçados.

O caminho da evolução humana é percorrido por dois “modos” principais. Um é o modo do misticismo; esse é o “Caminho do Coração”, da simpatia, da inspiração, da instrumentação, da devoção pessoal, da oração e da dedicação. É, basicamente, simbolizado por Peixes como Signo da regência de Netuno e Signo da Exaltação de Vênus. O outro modo é o do ocultismo, o Caminho do poder irradiante e da Mente. Ele identifica o caminho dos cientistas, inventores, artistas criativos, mágicos e alquimistas. Todos os seres humanos que servem por meio das atividades de cura se inclinam, basicamente, para um ou outro desses modos, mas ambos os modos são essenciais para a identificação do Mestre Curador.

O caminho místico da atividade de cura é bem ilustrado por pessoas tais como Bernadette Soubirous[19], através de cuja inspirada instrumentação se estabeleceu a Gruta de Lourdes, o Padre Flanagan[20], que fundou a Cidade dos Meninos, e todas as pessoas que oram pela cura da humanidade também ilustram o modo místico. Cientistas pesquisadores, inventores, administradores, cirurgiões e dentistas ilustram o modo ocultista. Florence Nightingale[21], a princípio um exemplo do modo ocultista, foi um maravilhoso exemplo da combinação de ambos os modos.

No tipo do curador, a quem está mais intimamente associado com a correção da doença do paciente, se encontrará o importante indício como a causa do destino maduro dessas doenças. O curador se posta como um representante personalizado de uma expansão de consciência que o paciente precisa efetuar – na verdade, para corrigir a causa de sua doença. A habilidade de um cirurgião (ocultista) pode corrigir o aspecto externo da condição, mas a ternura devotada e carinhosa do enfermeiro ou enfermeira (místico ou mística) pode ser a força que mais completamente inspire o paciente com a renovação de sua consciência da verdade da saúde; o enfermeiro ou a enfermeira descuidado, indiferente e antipático pode desencorajar o paciente e aumentar sua preocupação com seu problema. Seu cirurgião, contudo, pode inspirá-lo pelo conhecimento e habilidade que possui, e essa forma de inspiração pode estimular no paciente um desejo mais profundo do que nunca de conhecer a verdade de sua condição. O autor sente sinceramente que o curador como ocultista é basicamente simbolizado por Netuno Exaltado em Leão, o Signo do Sol e arquissímbolo do poder.

O segundo Mandala da experiência de hospital é o mandala da Triplicidade de Água: um triângulo equilátero formado por linhas retas que ligam as cúspides das 12ª, 8ª e 4ª Casas; os símbolos de Peixes, Escorpião e Câncer colocados apropriadamente; o símbolo de Peixes em tamanho maior que os outros dois, e o símbolo de Netuno colocado na 12ª Casa.

Prepare três desses mandalas. No primeiro, indique o diâmetro Peixes-Virgem; no segundo indique o diâmetro Escorpião-Touro; no terceiro, indique o diâmetro Câncer-Capricórnio. Esses mandalas ilustram a plenitude do significado de cada um dos Signos de Água para a experiência de hospital pela aplicação do Princípio da Polaridade. Os símbolos dos três Signos de Água dispostos em uma linha vertical, com Peixes no topo, Escorpião em segundo e Câncer na base, representarão claramente a sequência apropriada a essa discussão.

Primeiro mandala – Peixes-Virgem:

Esse é o diâmetro da consciência da saúde, cujo enfraquecimento disso torna necessária a terapia ou experiência de hospital. Virgem é saúde como a potência básica que torna possível a atividade do servir; Peixes é a necessitada redenção daquela potência. A pessoa cuja consciência da potência ou habilidade física seja menor que sua plenitude natural não pode expressar a plenitude de sua atividade do servir, mesmo que possa se esforçar heroicamente, apesar de sua limitação. Estes esforços, efetuados como uma expressão de sua vontade, são de fato a redenção do interior, mas se a terapia pode ajudar a desenvolver a expansão da habilidade, então a pessoa “pede ajuda para Peixes” – interna-se em um hospital, “interrompe” temporariamente suas atividades anteriores, aceita a limitação de atividade e, ao mesmo tempo, aceita mais plenamente a oportunidade de melhorar sua condição física e sua capacidade de servir. O edifício do hospital em que ela se interna para auxílio e regeneração é uma exteriorização das forças protetoras da graça divina. Pense nisso.

Ninguém é imune à ação da Lei de Causa e Efeito, mas, ainda que todo indivíduo deva enfrentar e resolver seus resíduos de destino maduro, os poderes da Graça Divina são inerentes a toda atividade pela qual os seres humanos recebem auxílio na resolução de suas dificuldades. A presença da Graça Divina no coração humano é evidenciada por qualquer hospital, desde a pequena tenda no campo de batalha até as gigantescas e complexas instituições das grandes metrópoles; todos os hospitais, do menor ao maior, são permanentemente protegidos e reabastecidos por agentes de cura das dimensões superiores. Os mais inspiradamente dedicados de nossos curadores são, consciente ou inconscientemente, os mais sensitivos aos estímulos diretivos desses Agentes Superiores. Os seres humanos, que só veem a superfície das coisas, interpretam os hospitais como sendo lugares de dor, sofrimento e tristeza. A verdade é exatamente o oposto: os hospitais são focalizações das forças de cura de luz e amor. Quando a humanidade sofredora se dá conta disto, toda sua atitude em relação as suas necessárias experiências de hospital passam por uma drástica e iluminadora mudança. A fé, a gratidão, a esperança e a reafirmação neutralizam os efeitos constritivos da dor, e então ambos, consciência e corpo, se expandem para fazer um ajuste mais eficiente aos tratamentos curativos. O poder da Graça Divina transforma um hospital de um lugar onde os destinos maduros de dor, sofrimento e limitação devem ser sofridos para um lugar onde a redenção e a reconciliação podem ser experimentadas.

Se o primeiro mandala, encabeçado por Peixes, é o “que e onde” da experiência de hospital, então o diâmetro Escorpião-Touro indica os meios pelos quais o serviço hospitalar é levado a efeito e cumprido.

Esotericamente, Escorpião-Touro é o diâmetro do princípio administrativo, o princípio espiritual que é destilado, na consciência humana, por meio das experiências de “posse e prioridade”. Aquilo que está “sob princípio administrativo” no serviço e experiência hospitalares é poder regenerador. Ele se origina nas dimensões superiores e invisíveis, é dirigido por Servidores Invisíveis e canalizado em cada instituição de saúde, por servidores humanos, aos necessitados. Os Servidores Invisíveis trabalham dedicadamente por longos espaços de tempo para dirigir a focalização de poder para as necessidades humanas, e o Signo de Escorpião simboliza muito claramente a consciência dedicada e as habilidades disciplinadas de todos os verdadeiros curadores humanos.

Florence Nightingale, cujo incansável trabalho se estendeu por uma vida de noventa anos, se ergueu como um maravilhoso exemplo humano dos serviços persistentes dos Curadores Invisíveis. Os curadores se disciplinam para se qualificarem, mas nenhum curador “possui” o poder curador – na administração do seu equipamento pessoal ele atua como um “administrador” daquilo que é projetado das Fontes Invisíveis para uso nesse plano. Toda liberação de poder é subsequente à focalização de Poder; o curador que, de modo equilibrado e harmonioso, conserva seus recursos pessoais é aquele que mais efetivamente pode liberar o poder que flui através dele para os seus pacientes; esses recursos são pertinentes aos aspectos físicos, emocional, mental e espiritual do seu ser. Por conseguinte, Escorpião-Touro se refere ao material de poder que torna possível a cura regeneradora através da focalização e liberação; se refere ao Princípio de Administração que opera através da consciência dos curadores invisíveis e visíveis; se refere à Fonte onipresente de Poder, o provimento do Deus Pai-Mãe para a preservação e regeneração das formas evoluintes e microcósmicas. Quem quer que sirva como “curador”, no serviço dedicado, “dá as mãos” aos seus Irmãos Invisíveis e serve como instrumento “embasado” encarnado deles.

A terceira representação desse mandala, enfatizada por Câncer, que é polarizado por Capricórnio, ilustra “aquilo” que inspira ou induz um ser humano a percorrer o Caminho do Serviço Curativo.

É o poder paternal de pura simpatia. Diz-se que “o primeiro hospital foi construído quando um ser humano orou pela primeira vez desinteressadamente e na plenitude da fé pela cura de um semelhante seu”. Esta forma de oração, quando exteriorizada no plano físico é o edifício hospitalar que envolve, assim como o útero envolve o embrião em crescimento, a emergência expansiva da consciência de saúde. Câncer, o símbolo maternal, ilustra as qualidades de simpatia, ternura, misericórdia e compaixão que inspiram os seres humanos a ajudarem na cura de outros; Capricórnio, o símbolo paternal, ilustra a providência da forma material organizada para a proteção e guarda das atividades de cura, correspondendo ao lar material que um pai provê para a proteção de seus filhos. “Embrião no útero” e “paciente no hospital” se correspondem mutuamente no sentido de que cada um está tendo a oportunidade de desenvolver novamente sua consciência de vida, por meio da experiência.

A relação dos administradores e servidores de hospitais com os pacientes tem muitos pontos em comum com a relação dos pais com seus filhos. Todos os terapeutas são “pais” da renovação da consciência de Vida de seus pacientes mediante suas atividades no melhoramento da saúde, e melhoramento de saúde é sempre um meio de liberação. Aquele que quiser se libertar das causas da desarmonia física deve renovar, regenerar e revitalizar sua consciência; aquele que quiser servir, verdadeiramente, no caminho da saúde deve acrescentar ao seu conhecimento e habilidade técnica o aprendizado da importância de ajudar os outros a regenerar suas consciências. A cura é uma coisa espiritual; aqueles que verdadeiramente mais curam são os que servem para revelar a onipotência, a onipresença e a onisciência do Espírito Interior. A oração é a “técnica” para essa revelação; a oração, a habilidade e o conhecimento reúnem os poderes místico-ocultistas no curador. A simpatia, humildade, dedicação à verdade concreta e espiritual, a disciplina pessoal equilibrada e a fé possibilitam, a cada curador, “firmar como uma base” as forças regenerativas dos reinos superiores para uso nos hospitais onde ele serve.

Concluindo, essas três representações do mandala da triplicidade de Água podem ser usadas para se estudar a experiência de prisão. Em sua natureza e propósito essenciais as prisões são hospitais. Em ambos, os resíduos de destino maduro devem ser enfrentados e resolvidos; o mesmo Poder e os mesmos Agentes servem a ambos; o principal objetivo de ambas as formas de serviço é: expiação, e “expiação” significa consciência de unidade elevada, a unificação harmonizada do Corpo, da emoção, da Mente e da Alma com o Espírito.

 

CAPÍTULO X – O CAMINHO ASTROLÓGICO

 

O propósito de apresentar este tema é duplo. É bom que os novos estudantes de Astrologia obtenham uma perspectiva daquilo que esse Caminho requer deles em treinamento mental e o que isso inclui em expansão de conhecimentos e compreensão. Aqueles estudantes que são mais experientes no Caminho deveriam recordar, periodicamente, os requerimentos do Caminho que escolheram e revigorar suas metas, seus métodos e objetivos espirituais. O Caminho Astrológico é longo, contendo muitas complexidades de desenvolvimento; o “ponto-de-vista amplo” e paciência tranquila e inabalável são os principais requisitos para a realização de quaisquer de suas fases. Alguns estudantes, na vida atual, podem estar recapitulando conhecimentos adquiridos por meio do estudo em vidas passadas, agora prontos para começar a aplicar tais conhecimentos e entendimentos; alguns podem, ainda, estar dando continuidade ao seu programa de absorção, e outros ainda podem estar dando seus primeiros passos nesse Caminho. Sem levar em conta o posicionamento atual, todos deveriam ter um conhecimento abarcante do programa global que está envolto nesse estudo complexo, e de tal modo que o ideal e propósito espiritual possam ser mantidos firmemente.

A arte-ciência chamada “Astro-logia” é o estudo das leis universais de como elas se aplicam à consciência que se desdobra evolutivamente; consciência é a única luz primordial e os símbolos das “luzes” – Sol, Lua e Planetas – são usados para designar as faculdades, os veículos e as forças pelos quais a consciência em desdobramento se torna ciente da consciência divina. Assim como o nosso Sistema Solar é um dos sete Sistemas que compreendem um plano cósmico, do mesmo modo, cada uma de nossas “luzes-do-Sistema-Solar” é uma de uma família, inter-relacionada com e interdependente das outras e do Sol central; todas sendo exteriorizações da consciência criadora divina do nosso Logos. A Astrologia, primeiramente, não é um “estudo das estrelas” – isto é função dos astrônomos. O astrólogo é um estudante dos modos de consciência que são externalizados como corpos planetários, solar e lunar do nosso Sistema. Nós, humanos, temos uma correspondência com esses corpos astrais porque nós e eles somos criações da mesma Fonte Divina e a afinidade vibratória nos alinha juntamente a todos nesse Sistema Solar. O astrônomo auxilia o astrólogo provendo-o de dados calculados cientificamente e que dizem respeito às relações geocêntricas e heliocêntricas das “luzes” com as faixas dos Signos zodiacais; esses dados são sincronizados com os princípios de tempo-espaço da encarnação para os cálculos do horóscopo natal que, simbolicamente, representa o atual estado cíclico de uma consciência humana evoluinte. O “astr” da palavra Astrologia se refere à “estrela” somente exotericamente; esotericamente e filosoficamente se refere a aquela luz que é a consciência. É pelo grau e qualidade da consciência evoluinte que todo fenômeno, toda experiência e todo relacionamento são interpretados; isso se refere ao corpo físico, tanto quanto a todos os ambientes, atividades, esforços, lições de destino maduro, aspirações e ideais. Todos esses fatores são representados, simbolicamente, em essência pelo horóscopo natal; a soma total dos “conteúdos” de uma Carta representa as inclinações e tendências básicas da pessoa em perspectiva – o resultado específico do modo pelo qual ela exercitou suas inclinações e tendências nas vidas passadas até a vida presente. Quando o estudante de Astrologia estabelece sua consciência de “caminho Astrológico”, como sendo o estudo da consciência – sempre evoluinte por meio da experiência encarnada e padronizada pelos grandes arquetípicos Princípios do Universo – então ele avaliará, apropriadamente, cada fator do estudo até seu cerne básico, e, assim, mantendo todas as avaliações nas proporções e perspectivas apropriadas. Todo fator em um horóscopo corretamente calculado é um retrato exato dos resultados na consciência a partir das causas na consciência. A regeneração da consciência determina as condições melhoradas, a avaliação das experiências mais verdadeiras e uma apercepção mais clara e perfeita dos poderes – potenciais e reais.

Os antigos eram estimulados, em suas apercepções da Natureza e Consciência Divinas, pela técnica da “personalização”; as modalidades e facetas da Divina Essência eram mostradas como “os deuses e as deusas”[22]. As versões anglicizadas de alguns desses nomes divinos são, agora, aplicadas à nossa identidade dos Planetas – o nome de cada Planeta representando um composto ou síntese de potenciais, princípios e poderes divinos. Portanto, considerando-se as muitas fases do Caminho Astrológico nós também personalizaremos, para concretizar, e, na imaginação, considerar a natureza e as habilidades de alguém a quem chamaremos de “O Astrólogo Mestre”, e a quem identificaremos como o protótipo de todos os astrólogos e estudantes de Astrologia, passados, presentes e futuros. Seu nome será “Astrófilo” (aquele que ama a Astrologia), e é alguém que, através de muitas vidas e durante muitos séculos, tem-se dedicado a uma compreensão cada vez maior dos princípios Astrológicos. Como um Mestre em Astrologia, ele é alguém que agora é capaz de correlacionar todas as fases do aprendizado com o simbolismo Astrológico. Entende-se que ele é o “ideal personalizado” de todos os que trilham o “Caminho dos Astros”.

Astrófilo sempre foi, é agora, e continuará a ser um Aspirante espiritual. Isso significa que ele não permite que seu desejo por conhecimento Astrológico substitua seu desejo de compreender o uso certo desse conhecimento. Ele dedica a aplicação do seu conhecimento ao serviço de iluminação do ser humano, porque sabe que o serviço de iluminação é o propósito básico para a obtenção do conhecimento, em primeiro lugar. Ele sabe que a amplitude máxima do seu conhecimento nada mais é do que um fragmento da sabedoria universal, pelo que, com verdadeira humildade, mantém sua Mente e consciência sempre abertas e sempre adaptáveis à consideração de novas ideias. Ele é tão impessoal e honesto na avaliação de sua própria Carta quanto o é com a Carta de qualquer outra pessoa, pois sabe que somente a total honestidade alimentará seu próprio desenvolvimento e habilidade. Seus esforços intelectual e analítico – extensivos, profundos e cristalinos, o quanto possam ser – são mantidos continuamente pela oração; sempre que sente necessidade, revigora sua consciência e intuição pelos poderes da “Super-Mente”. Todo ato ou esforço em seu serviço Astrológico é dedicado e consagrado por seu amor a Deus e a seu semelhante. Reconhece que é um “Irmão Maior” da maioria da humanidade, provavelmente, mas nunca esquece que ele próprio é um filho do Pai Divino, tanto quanto o é o mais ignorante e pouco inspirado de seus companheiros. Seu cálculo de cada horóscopo é um ato de ritual espiritual pelo qual as forças de sua Mente, de sua consciência e de seu Espírito são focalizadas e reunidas para a realização do seu serviço.

Como um Irmão, Astrófilo é um sincero apreciador dos esforços e aspirações dos seres humanos em todos os caminhos que servem à iluminação e regeneração humanas. Através de suas muitas vidas passadas ele tem compartilhado a absorção de conhecimento com os colegas estudantes que representam todas as linhas de indagação e investigação. E é sempre essencialmente grato a todos os professores e experiências que servem para lhe adiantar a educação astrológica, filosófica e espiritual. Descobrindo uma correlação entre sua Carta e qualquer experiência, ele aprecia a experiência, ainda que dolorosa ou difícil, porque ela serve para lhe ampliar os conhecimentos e o entendimento. Ele lamenta e se ressente da falta de experiências; a adaptabilidade sadia de sua Mente – dedicada à recepção da Verdade – não permite à retenção mórbida de interpretações negativas de experiências, mas, ao contrário, se regozija em cada uma e todas as oportunidades de ampliar sua compreensão e apercepção. Procura sempre evitar atitudes ou pontos de vista tendenciosos, e assim se recusa a reter na consciência essa qualidade de ação mental que gera preconceitos ou a falsa aprovação. Luta para considerar suas próprias experiências com equidade espiritual, e de tal maneira que pode representar mais perfeitamente a equidade da verdadeira iluminação àqueles a quem ele ajuda.

Como um cientista Astrófilo é, antes de tudo, um matemático e um geômetra. Os aspectos técnicos do seu trabalho requerem uma compreensão fluente de todos os princípios aritméticos e de certos princípios revelados pela geometria. Posto que álgebra é a exposição matemática da universal Lei de Correspondência, um conhecimento desse ramo da ciência capacita o Astrófilo a avaliar e tabular quaisquer e todas as equações vibratórias que se encontrem em determinada Carta, ou que formem “padrões de ligação” entre duas ou mais Cartas. No seu treinamento, ainda nos tempos da Atlântida, da Caldéia e do Egito, Astrófilo aprendeu que a exatidão nos cálculos e na compreensão da matemática não somente exteriorizava a apercepção de uma forma da Verdade, mas a aceitação das disciplinas mentais envolvidas no treinamento exteriorizava a sinceridade de sua perseguição à verdade. Acurácia é a verdade exteriorizada; e em virtude da tremenda complexidade das “coisas” estudadas no Caminho Astrológico, a disposição para disciplinar a Mente de tal forma que os resultados corretos sejam obtidos nos esforços matemáticos é um fator importante na dedicação do astrólogo ao seu serviço. Sempre que seja possível fazê-lo, Astrófilo sempre procura determinar a acuidade de todos os dados; ele trabalha com esses dados de tal maneira que a máxima exatidão possa ser conseguida. Em seu trabalho de ensino, Astrófilo encoraja seus alunos de todos os modos possíveis a apreciar o valor do treinamento matemático; ele sabe, por experiência própria, que a humanidade tem um grande débito com as Matemáticas pelo tanto que elas proporcionam em disciplina, harmonia e concentração aos veículos mentais e aos poderes da consciência. Ao se dedicar com sucesso aos esforços matemáticos, ninguém pode ficar satisfeito com nada menos que resultados corretos (verdadeiros)!

É interessante – e significativo – notar quantas formas de exploração visual se podem fazer por meio de uma moldura circular. Nossos dois olhos se focalizam de tal maneira que vemos tudo por uma “janela circular”; o astrônomo olha atentamente por um mecanismo circular para estudar e explorar uma porção do Sistema Solar, uma galáxia ou alguma outra divisão do fenomenal universo fora da Terra; o químico e o biólogo espiam através de um microscópio circular para estudar a “pequenez” do fenômeno material. Em seu trabalho como estudante da consciência humana, Astrófilo também centraliza sua atenção num diagrama circular formado por um certo arranjo da faixa zodiacal, o qual contém um conjunto especializado de símbolos distribuídos de acordo com acurados princípios matemáticos e que transmitem uma revelação de leis espirituais. Astrófilo é um especialista no sentido de que o seu principal objetivo é servir à promoção da iluminação humana, mas os princípios que são inerentes ao seu estudo especializado estão ligados a todas as formas de exploração feitas pelos outros cientistas.

No que tange à área do conhecimento, Astrófilo “dá as mãos” a todos os seus irmãos cientistas; as essências do seu estudo e a exploração se acham representadas de alguma forma ou em certo grau em todos os outros ramos de estudo pelos quais a natureza do universo é revelada e compreendida. Na medida em que a natureza do universo é compreendida, a concepção de unidade com esse universo se desdobra. Astrófilo deve usar o poder de análise do mesmo modo que faz o químico, mas, além disso, ele também deve sintetizar, porque o seu propósito não é ensinar a “separatividade entre o ser humano e o universo”, mas sim revelar a unidade dos seres humanos uns com os outros, com todas as criaturas, e com a fonte divina. O poder de síntese em seu estudo diz respeito ao ser humano como um aspecto individualizado da consciência, com particulares requisitos de destino maduro de experiência e “tendências pessoais” particulares. O poder de síntese é realmente um processo da Mente Superior, pelo qual Astrófilo pode ajudar a pessoa a experimentar uma expansão da consciência de unidade dentro de si mesma pelo desenvolvimento da autonomia espiritual e da consciência da unidade com os outros seres humanos por meio da afinidade do destino comum e das metas evolutivas.

Além de ser um cientista, místico e sacerdote, Astrófilo é também um artista interpretativo. Ele procura encontrar, por meio do estudo das indicações horoscópicas, aquelas modalidades e técnicas pelas quais a pessoa em pauta pode, pela regeneração da consciência, se tornar conscientemente mais e mais familiarizada com as belezas da sua própria consciência espiritual. Todo princípio usado na representação Astrológica tem sua contraparte em uma – ou em todas – das belas artes. Em um exame geral dos fatores Astrológicos, encontramos o desenho, o ritmo, a cor (por envolvimento), a estrutura, a massa (por envolvimento), o espectro e todo aspecto concebível de beleza que pode ser realizado ou exteriorizado pelos seres humanos. Durante os muitos anos e as muitas vidas de sua experiência, Astrófilo desfrutou do contato com artistas e intérpretes artísticos de todos os tipos. Sua afinidade espiritual com tais pessoas se baseava no fator inspirador inerente a todas as expressões artísticas e serviço de iluminação. “Iluminar” pode ser considerado como um processo pelo qual a “luz é lançada na consciência” ou “se revela na presença da luz na consciência”. Qualquer ser humano, seja qual for o modo ou meio, que serve para revelar a harmonia a outras pessoas é um inspirador; a harmonia é a revelação de equilíbrio por todas as partes de uma coisa, e é a reconquista consciente do equilíbrio que caracteriza a nossa meta evolutiva. Foi a partir deste estado que fomos projetados, como individualizações, no começo da nossa experiência como seres humanos. Toda apercepção da Beleza é uma visão de relance do “céu em nossa própria consciência”, e mediante   seu conhecimento de alquimia, Astrófilo é capaz de ajudar as pessoas a compreenderem como elas podem efetuar a regeneração consciente de seus próprios poderes e, desse modo, desenvolverem apercepções mais amplas e mais puras da beleza de sua natureza divina.

Após muitas vidas devotadas à prática de verdades compreendidas e em consonância com os elevados padrões de ética, Astrófilo descobriu um estranho e maravilhoso despertar em sua própria consciência. Isso dizia respeito à cognição de que “os Astros”, que ele havia estudado por tanto tempo nos horóscopos, eram modos pelos quais o divino se revelava a si próprio através da consciência humana. Como um resultado, Astrófilo viu que se tornava cada vez mais consciente da presença de Deus em todos os Aspectos astrais – sendo, portanto, cada Aspecto tido como uma indicação não de “mal absoluto” ou de “bem absoluto”, mas sim do ponto de vista espiritual. Os até então considerados Aspectos “maus” foram então percebidos, verdadeiramente, como representações simbólicas dos métodos de experiência pelos quais um ser humano deve, por fim, conceber sua própria natureza divina. Todos os Aspectos de Quadratura e Oposição registram condições marcadas e qualificadas de destino maduro, pelas quais, por meio da experiência quando encarnado, o ser humano é posto face-a-face com os resultados de pensamentos e ações do passado; ao experimentar esses resultados, ele apreende, em grande medida, aqueles tipos de pensamento e de ação que adiantam, ao invés de atrasarem o desenvolvimento evolutivo e a realização dos mais elevados ideais do Espírito.

Caro Leitor, as coisas ditas aqui sobre “Astrófilo” estão realmente sendo ditas sobre você – agora um estudante de Astrologia, talvez um praticante – que a partir de algum ponto no Caminho pode desenvolver os poderes do veículo mental perfeitamente treinado, o poder alado da intuição e o poder com brilho diamantino da claricognição, por meio da sua contínua e devotada aplicação ao estudo da Astrologia. Possa o Espírito interno conceder a você a fortaleza da paciência, o ânimo do regozijo inspirador e a benção de uma sempre crescente simpatia de seus semelhantes, por meio do estudo de horóscopos, perseguindo a verdade, conforme a necessidade de tal estudo possa lhe chamar a atenção. A vida fornece todas as oportunidades para se realizar no Caminho Astrológico.

 

FIM

[1] N.T.: ocorre quando dois ou mais Astros são ligados pelo regimento que forma frequentemente uma corrente. Um exemplo é Sol em Áries / Marte em Gêmeos / Mercúrio em Peixes / Netuno em Sagitário / Júpiter em Sagitário. Nesta cadeia o Sol dispõe de Marte que dispõe de Mercúrio, que dispõe de Netuno que dispõe de Júpiter. Não pode ir mais longe porque Júpiter está em seu próprio Signo. Todos os cinco desses planetas trabalham juntos e devem ser interpretados dessa maneira. A configuração de disponentes pode-se trabalhar em um tema pessoal ou entre duas ou mais pessoas.

[2] N.T.: Mt 5:39

[3] N.T.: Parte do texto A Promessa de Fidelidade (Pledge of Allegiance) dos Estados Unidos é uma expressão de lealdade à Bandeira dos Estados Unidos e à república dos Estados Unidos da América.

[4] N.T.: Gn 1:3

[5] N.T.: saiba mais sobre Corpo-Alma nesse Capítulo no Livro O Corpo Vital de Max Heindel.

[6] N.T.: Pr 15:1

[7] N.T.: saiba mais sobre o que é o Átomo-semente no Capítulo “Morte e Purgatório” do Livro O Conceito Rosacruz do Cosmos, de Max Heindel.

[8] N.T.: “healing”, em inglês, que é diferente de “curing”. O problema é que em português traduzimos ambas as palavras por “curar”. Entretanto, o conceito delas é bem diferente. “Curing” significa “eliminar todas as evidências da doença”, “eliminar todos os sintomas” – está mais para remediar; enquanto que “healing” significa curar totalmente: o Espírito, a Alma – aqui restaurar, eliminar a causa suprafísica, pois o Espírito e a Alma nunca ficam doentes (!) – e o Corpo – aqui sim: restabelecer o funcionamento normal da parte afetada, pois essa parte está doente. Quando falamos do Método de Cura da Fraternidade Rosacruz, estamos falando de “healing” (veja aqui: Como curam os Rosacruzes os Enfermos, em português e aqui: How the Rosicrucians Heal the Sick, em inglês). Assim, nesse texto todas as vezes que se lê “cura”, entenda “healing” e não “curing”.

[9] N.T.: Jo 10:30

[10] N.T.: Mt 5:48

[11] N.T.: Jo 13:34

[12] N.T.: Pb 23

[13] N.T.: Capacidade que um ser humano pode desenvolver para “ver” nos Mundos Suprafísicos (Região Etérica do Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento).

[14] N.T.: Capacidade que um ser humano pode desenvolver para “ouvir” nos Mundos Suprafísicos (Região Etérica do Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento).

[15] N.T.: Capacidade que um ser humano pode desenvolver para “saber sobre eventos ou pessoas” usando os Mundos Suprafísicos (Região Etérica do Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento).

[16] N.T.: A Mente Subconsciente ou memória involuntária forma-se assim: do mesmo modo que o Éter leva à sensível película da máquina fotográfica uma impressão da paisagem fidelíssima nos menores detalhes, sem ter em conta se o fotógrafo os observou ou não, assim o Éter, contido no ar que aspiramos, leva consigo uma imagem fiel e detalhada de tudo o que está em volta de nós. Não só das coisas materiais, mas também das condições existentes em nossa aura a cada momento. O mais fugaz sentimento, pensamento ou emoção é transmitido aos pulmões, de onde é injetado no sangue. O sangue é um dos produtos mais elevados do Corpo Vital, tanto por ser o condutor de alimento para todas as partes do Corpo quanto por ser o veículo direto do Ego. As imagens nele contidas imprimem-se nos átomos negativos do Corpo Vital, para servirem como árbitros do destino do ser humano no estado pós-morte. Atualmente o acesso a ela está fora de nosso controle. Ela se relaciona totalmente com as experiências dessa vida. Consiste das impressões dos acontecimentos no Corpo Vital. Tais impressões podem ser modificadas ou até apagadas, conforme veremos na explanação relativa ao perdão dos pecados, algumas páginas adiante. Tais modificações ou erradicações dependem da eliminação dessas impressões do Éter do Corpo Vital.

[17] N.T.: Também chamada memória voluntária deriva de imperfeitas e ilusórias percepções dos sentidos. Atualmente o acesso a ela está sob o nosso controle. Ela se relaciona totalmente com as experiências dessa vida. Também consiste das impressões dos acontecimentos no Corpo Vital. E, também, tais impressões podem ser modificadas ou até apagadas, conforme veremos na explanação relativa ao perdão dos pecados, algumas páginas adiante. Tais modificações ou erradicações dependem da eliminação dessas impressões do Éter do Corpo Vital.

[18] N.T.: “healing”, em inglês, que é diferente de “curing”. O problema é que em português traduzimos ambas as palavras por “curar”. Entretanto, o conceito delas é bem diferente. “Curing” significa “eliminar todas as evidências da doença”, “eliminar todos os sintomas” – está mais para remediar; enquanto que “healing” significa curar totalmente: o Espírito, a Alma – aqui restaurar, eliminar a causa suprafísica, pois o Espírito e a Alma nunca ficam doentes (!) – e o Corpo – aqui sim: restabelecer o funcionamento normal da parte afetada, pois essa parte está doente. Quando falamos do Método de Cura da Fraternidade Rosacruz, estamos falando de “healing” (veja aqui: Como curam os Rosacruzes os Enfermos, em português e aqui: How the Rosicrucians Heal the Sick, em inglês). Assim, nesse texto todas as vezes que se lê “cura”, entenda “healing” e não “curing”.

[19] N.T.: Marie-Bernard Soubirous ou Maria Bernarda Sobeirons em occitano (1844-1879) foi uma religiosa francesa. No dia 11 de fevereiro de 1858, em Lourdes – cidade com cerca de quatro mil habitantes – Bernadette disse ter visto a aparição de uma “senhora” envolta em luz na gruta denominada massabielle (“pedra velha” ou “rocha velha”), junto à margem do rio Gave. Outras aparições sucederam até que Bernadette perguntou à “senhora” quem ela era. Segundo seu relato ao pároco local, Pe. Dominique, a resposta foi: “Eu sou a Imaculada Conceição”. O que causou espanto e comoção ao padre, que sabia que a moça não estava inventando: ela não tinha nenhum conhecimento do significado de suas palavras, muito menos conhecimento do termo “Imaculada Conceição”.

A partir daí curas cientificamente inexplicáveis foram verificadas na gruta de “massabielle”. Em 25 de fevereiro de 1858, na presença de uma multidão, surgiu sob as mãos de Bernadette uma fonte – que jorra água até os dias de hoje, cerca de cinco mil litros por dia.

[20] N.T.: Edward Joseph Flanagan (1886-1948). Sacerdote católico irlandês que dedicou toda sua vida à educação de meninos e jovens delinquentes e abandonados. Ele fundou o orfanato conhecido como Boys Town localizado em Boys Town, no condado de Douglas, Nebraska, que agora também serve como um centro para jovens problemáticos. É a maior instituição religiosa americana dedicada ao cuidado de crianças e famílias através do tratamento de problemas comportamentais, emocionais e físicos.

[21] N.T.: Florence Nightingale (1820-1910) foi uma enfermeira britânica que ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos de guerra, durante a Guerra da Crimeia. Ficou conhecida na história pelo apelido de “A dama da lâmpada”, pelo fato de servir-se deste instrumento para auxiliar na iluminação ao auxiliar os feridos durante a noite. Sua contribuição à Enfermagem, sendo pioneira na utilização do modelo biomédico, baseando-se na medicina praticada pelos médicos. Florence, uma anglicana, acreditava que Deus a havia chamado para ser enfermeira. Também contribuiu no campo da Estatística, sendo pioneira na utilização de métodos de representação visual de informações, como por exemplo gráfico setorial (habitualmente conhecido como gráfico do tipo “pizza”) criado inicialmente por William Playfair.

Nightingale lançou as bases da enfermagem profissional com a criação, em 1860, de sua escola de enfermagem no Hospital St. Thomas, em Londres, a primeira escola secular de enfermagem do mundo, agora parte do King’s College de Londres. O Juramento Nightingale feito pelos novos enfermeiros foi nomeado em sua honra, e o Dia Internacional da Enfermagem é comemorado no mundo inteiro no seu aniversário.

[22] N.T.: Os nomes derivam dos deuses da mitologia greco-romana. Mercúrio: mensageiro dos deuses romanos (Planeta mais rápido – completa uma revolução em 88 dias); Vênus: deusa romana do amor e da beleza (é o objeto mais brilhante no céu noturno, depois da Lua); Marte: deus romano da guerra (sua cor vermelha era associada pelas antigas civilizações com o sangue das batalhas); Júpiter: o rei dos deuses romanos (é o maior de todos os planetas em tamanho em massa); Saturno: deus romano do cultivo e agricultura (também pai de Júpiter na mitologia romana); Urano: deus do céu e das alturas (também pai de Saturno na mitologia romana); Netuno: deus romano do mar; Plutão: deus romano do submundo (deus do Mundo dos Mortos era capaz de se tornar invisível – o Planeta é o mais distante do Sol e em constante escuridão).

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Corinne Heline – A Terapia das Cores

O Estudante mediano está familiarizado com a escala diatônica de sete tons e com a escala cromática de doze tons na música.

Ele também está familiarizado com a escala de cores de sete tons conhecida como espectro.

Poucas pessoas, no entanto, sabem que à medida que a visão humana se sensibiliza e se desenvolvem instrumentos mais refinados para a investigação, uma escala de cores de doze tons será revelada.

Aqueles que possuem capacidade de explorar reinos internos veem neles muitas cores bonitas que são, atualmente, invisíveis para os olhos físicos comuns, algumas delas muito requintadas para descrição.

1. Para fazer download ou imprimir:

Corinne Heline – A Terapia das Cores

2. Para estudar no próprio site:

A TERAPIA DAS CORES

Por

Corinne Heline

 

 

Fraternidade Rosacruz

 

 

 

 

 

 

Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido de acordo com:

1ª Edição em Inglês, 1962, Color Therapy – Issued by New Age Interpreter

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ÍNDICE

O ESPECTRO E A AURA HUMANA.. 5

O VALOR TERAPÊUTICO DAS CORES. 10

A Aura Protetora. 11

TEMPLOS DE CORES DO FUTURO.. 13

A PSICOLOGIA DAS CORES NA VIDA DIÁRIA.. 17

A Cor na Roupa e no Lar. 17

As Cores na Educação da Nova Era. 19

As Cores na Indústria. 20

Prognóstico Baseado nas Cores. 22

Meditação Baseada nas Cores. 26

Cor e Música na Nova Era.. 29

Equivalentes Tonais de Forma e Cor. 31

A Dança do Arco-íris. 33

Lumia — Uma Nova Forma de Arte. 35

O ESPECTRO E A AURA HUMANA

 

O Estudante mediano está familiarizado com a escala diatônica de sete tons e com a escala cromática de doze tons na música. Ele também está familiarizado com a escala de cores de sete tons conhecida como espectro. Poucas pessoas, no entanto, sabem que à medida que a visão humana se sensibiliza e se desenvolvem instrumentos mais refinados para a investigação, uma escala de cores de doze tons será revelada. Aqueles que possuem capacidade de explorar reinos internos veem neles muitas cores bonitas que são, atualmente, invisíveis para os olhos físicos comuns, algumas delas muito requintadas para descrição.

No entanto, o poder e a magia da cor estão no limiar de revelações de longo alcance. À medida que os músicos da Nova Era estão experimentando uma escala musical de doze tons, os artistas, sintonizados com os ritmos da Nova Era, em breve começarão a trabalhar com um espectro de doze tons. O professor Nicholas Roerich[1], possivelmente o principal artista de nosso tempo em razão de sua alta realização espiritual, empregou, como somente um artista mestre poderia, cores astrais anteriormente desconhecidas em suas criações magníficas. Ele colocou a impressão de sua luminosidade em suas telas usando a luz de uma maneira nunca tentada. Para citar suas próprias palavras: “A cor soa o comando do futuro. Tudo de preto, cinza e enevoado já sublima a consciência da humanidade. É preciso refletir novamente sobre as lindas cores das flores que sempre anunciaram as épocas do renascimento”.

Talvez a definição mais profundamente mística de cor seja a dada por Goethe nestas palavras: “As cores são os sofrimentos da luz”. À medida que os ritmos vibratórios da luz branca e pura — que contém todas as cores dentro de si — são reduzidos, as cores se manifestam. Portanto, é definitivamente um fato que as cores nascem através dos sofrimentos da luz.

Existem três cores principais: azul, amarelo e vermelho. É através do azul que Deus-Pai manifesta o Princípio da Vontade, enquanto Cristo manifesta o Princípio da Sabedoria através do amarelo. Vermelho é a cor pela qual o Espírito Santo manifesta o Princípio da Atividade. Portanto, temos uma Santíssima Trindade de cores em toda a Terra.

As cores secundárias do espectro são laranja, verde, roxo e índigo. Laranja é uma combinação de vermelho e amarelo. Verde é uma combinação de amarelo e azul. Roxo é uma combinação de vermelho e azul. Índigo é uma combinação de laranja, verde, azul e roxo. Um estudo das várias combinações de cores em relação ao desenvolvimento físico, mental, moral e espiritual do ser humano é um assunto muito fascinante.

Vermelho

  • Marrom avermelhado indica avareza, ganância, egoísmo.
  • Vermelho-tijolo: raiva.
  • Vermelho escuro profundo: sensualidade.
  • Escarlate revela um excesso de orgulho pessoal.
  • Carmim — um vermelho puro e claro indica força, resistência e elevado estado de perfeição física.
  • Rosa claro e brilhante indica afeição humana que foi suavizada pela tristeza.

Laranja

  • Como observado anteriormente, laranja é uma combinação de vermelho e amarelo. O vermelho tipifica a personalidade; o amarelo, a mentalidade.
  • Tons avermelhados ou alaranjados indicam que as forças da personalidade controlem a Mente.
  • Tons alaranjados revelam o que os praticantes da Ciência Cristã descreveriam como o domínio da Mente sobre a matéria.
  • Todos os tons claros e laranja-dourados revelam um despertar para os valores da verdadeira sabedoria.

Amarelo

  • Amarelo puro indica alta inteligência e sabedoria.
  • Amarelo-dourado luminoso denota adaptabilidade para a recepção e a disseminação da sabedoria.
  • Amarelo-limão dá evidência de uma Mente espiritualizada ou Crística.

Verde

  • Verde é a cor que tipifica equilíbrio e descanso. No espectro, é a ponte, por assim dizer, entre a personalidade representada por vermelho ou laranja e o espírito representado por azul ou roxo. Verde é sereno, restaurador, curativo. É composto, como já foi dito, de amarelo, a cor de Cristo, e azul, a cor atribuída a Deus-Pai.
  • Aquele delicado verde prateado visto em uma floresta após o primeiro sopro da primavera é a cor da vida. Poderia haver uma definição de vida mais bonita do que dizer que ela é concebida pela mistura da Sabedoria Crística com o Amor do Pai?
  • Verde-oliva pálido indica simpatia e compaixão. Os tons de cinza esverdeado revelam pessimismo, pois o cinza pálido indica medo.

Azul

  • O azul está em sintonia com o mistério do preto. Pensamos nele como uma cor nebulosa ou intangível. Está associado a mechas de fumaça azul em espiral acima da chaminé, topos e névoas azuladas envolvendo altas montanhas. É através do azul que nos esforçamos para penetrar nas misteriosas profundezas do mar ou nos confins do céu. Então dizemos que Deus fala ao ser humano a partir do Infinito e através da cor azul.
  • Azul também denota aspirações religiosas e devoção. Se tem um leve toque de lavanda, significa devoção a um ideal elevado e nobre.
  • Azul azulado denota uma alta fase de espiritualidade, um alcance em direção ao Infinito.
  • Azul acinzentado denota sentimentos religiosos motivados pelo medo.
  • Quando o azul é misturado ao marrom avermelhado escuro, as tendências religiosas são estreitas e preconceituosas.

Roxo

  • Para repetir, o roxo é uma combinação de vermelho e azul. Em outras palavras, significa purificação e transmutação da personalidade em espiritualidade. Como esse caminho também é marcado pela tristeza, o roxo tem sido associado a roupas de luto.
  • Roxo claro e profundo indica poder espiritual. Por esse motivo, as roupas púrpuras já foram associadas à realeza e a frase “nascido para a púrpura” sugere majestade, poder de rei.
  • A cor violeta revela uma natureza espiritualizada, tornada nobre pela tristeza. Em muitos países onde é costume usar preto como sinal de pesar pela morte de um ente querido, a cor violeta é frequentemente chamada de cor do “segundo luto”.
  • Lilás indica um amor abrangente pela humanidade.
  • Orquídea é uma cor aquariana — que tipifica o belo idealismo pertencente à Nova Era. Ele ganhará maior destaque quando o idealismo aquariano atingir uma expressão mais ampla na vida da humanidade. Nesse sentido, é significativo notar que um dos mais recentes desenvolvimentos em rosas é um requintado tom de orquídea.

Índigo

  • Repetimos: o índigo é derivado de uma combinação de laranja, verde, azul e roxo.
  • O raio índigo ainda não é bem entendido, portanto não é de uso geral. O ser humano não tem plena consciência do poder concentrado na mistura das cores secundárias. Um maior uso do Raio Índigo se prolonga até algum dia futuro.

Preto

  • O ser humano não entende o grande mistério do preto e, portanto, tende a associá-lo ao mal. Ele deve possuir sabedoria suficiente para rasgar o Véu de Isis, antes que seu mistério possa ser compreendido.
  • Como toda criação é inerente ao próprio Deus, a grande luz branca contém em si todas as cores do espectro. E ela brinca [no original, it plays] diretamente com a divindade dentro do ser humano. Quando sua divindade latente é despertada, ele entra em sintonia com a luz branca como um poder.

Deus, o Pai do nosso universo, manifesta-Se através do Raio Azul; portanto, azul é uma cor infinita. O Glorioso que Se manifesta através do Raio Branco está além de todos os Planetas, estrelas e constelações. Ele, nós identificamos apenas como o Ser Supremo.

 

O VALOR TERAPÊUTICO DAS CORES

 

Do ponto de vista de seu valor terapêutico, os vermelhos são estimulantes e revigorantes para o Corpo Denso do ser humano. Os amarelos vitalizam e aceleram suas atividades mentais. Os verdes são tranquilos e calmantes para o sistema nervoso. Os azuis são inspiradores, dando tom espiritual a toda sua composição. Os roxos aceleram e sublimam todos os processos de seu Corpo, Mente e Espírito. Cada indivíduo possui seu próprio espectro, o índice de cores de seu personagem, conhecido como sua aura.

Uma pessoa de elevado idealismo, cujos pensamentos, palavras e ações são dedicados à melhoria do mundo, não terá em sua aura os vermelhos escuros do sensualismo, os cinzas sem graça do medo e do pessimismo ou os tons escuros e enlameados do ódio e da malícia. Sua aura será luminosa com vermelho claro e brilhante, amarelo claro, azul delicado, roxo vibrante.

A aura humana é um identificador preciso de caráter. Nela não pode haver subterfúgios, hipocrisia, engano. O sábio americano Ralph Waldo Emerson[2], certa vez, escreveu algo nesse sentido: “Eu não consigo ouvir o que você diz porque o que você ‘é’ está gritando muito alto nos meus ouvidos”. Em um estudo da aura humana, podemos parafrasear essa afirmação em: “Não consigo ouvir o que você diz, porque o que vejo em sua aura proclama bem alto o que você realmente é”.

Assim, é evidente que cada experiência e todo evento da vida de um ser humano estejam em sintonia com a cor. O poeta mais requintado da Inglaterra, John Keats[3], escreveu que a vida é uma cúpula de muitas cores iluminada pela luz branca da Eternidade.

A Aura Protetora

Em todas as verdadeiras escolas esotéricas, os Estudantes aprendem uma técnica para criar e manter uma aura de luz como proteção do Corpo, da Mente e da Alma contra todas as influências malignas, sejam elas dirigidas consciente ou inconscientemente. Essa aura é uma armadura eficaz contra todas as formas de ataque psíquico ou invasão. Embora o método seja simples, ele fornece um meio eficaz e poderoso para afastar influências psíquicas adversas, como magnetismo mental malicioso, magia negra e vampirismo psíquico, sendo este último a retirada da força magnética.

O método consiste em formar uma imagem mental de si mesmo cercado por uma aura de pura, clara e cintilante de luz. Essa imagem deve ser alimentada com a determinação de que sirva ao propósito para o qual foi criada. Um pouco de prática nos permitirá sentir que na presença e no poder dessa luz branca esteja realmente a radiação do Espírito Divino — o Espírito que é o mestre de todas as coisas.

Um Mestre disse uma vez: “O ensino oculto mais elevado e mais profundo é o de que a luz branca nunca deve ser usada com a finalidade de um ataque ou ganho pessoal, mas pode ser adequadamente empregada por qualquer pessoa a qualquer momento para autoproteção contra influências psíquicas adversas, independentemente de quem as tenha usado. É uma armadura espiritual e pode ser empregada de maneira construtiva quando e onde for necessária” [4].

 

TEMPLOS DE CORES DO FUTURO

 

Em nossos escritos, tem sido frequentemente afirmado que a religião da Nova Era estará centrada na Iniciação. Tanto a cor quanto a música terão um papel importante em seu trabalho. Haverá Templos de Cores em que os Discípulos e os Iniciados receberão ensinamentos mais avançados do que o público em geral que não está pronto para receber. A instrução espiritual de toda a civilização contém “carne para os fortes e leite para bebês”[5].

Esses Templos de Cores consistirão em sete estruturas com as sete cores do espectro e cada edifício será dividido em sete compartimentos.

O desenvolvimento das cores sempre esteve em harmonia com a evolução humana. O mais primitivo dos povos não tinha senso de cor; ele estava ciente apenas do preto e do branco. Dizem que na época de Homero[6], por volta de 900 a.C., a humanidade se tornou consciente de três cores: vermelho, laranja e amarelo. Também no épico escandinavo, o Edda[7], o arco-íris é referido como tendo apenas três cores. Só na Idade de Ouro da Grécia a adorável luz verde foi claramente percebida. As cores mais altas e espirituais se tornaram visíveis muito mais tarde. Isso não ocorreu até o ser humano ter desenvolvido certas faculdades espirituais que lhe permitissem estudar as leis espirituais.

Entre os Templos de Cores do futuro, haverá um Templo Vermelho que consistirá em sete compartimentos, desde tons fundamentais de vermelho claro até delicados tons de rosa suave. Aí, um Discípulo aprenderá como transformar pureza em poder. Pensamos na pureza como uma virtude, nunca como um poder. No entanto, o Cristo ensinou que somente os puros de coração teriam a capacidade de ver Deus. Dizia-se de Sir Galahad[8], o Cavaleiro perfeito, tinha o poder de dez porque seu coração era puro.

No Templo Laranja será travada a batalha entre a personalidade (vermelho) e a sabedoria (amarelo). Essa será a arena da Grande Superação. Em um compartimento de laranja-ouro ou laranja-ouro luminoso, um Discípulo acabará por compreender o significado das palavras proferidas por Salomão, o grande rei da sabedoria: “Aquele que é lento para irar-se é melhor que o poderoso; e aquele que governa uma cidade, melhor do que aquele que toma uma cidade”.

O trabalho do Templo Amarelo será dedicado em grande parte ao desenvolvimento da Mente. Na pura glória de seu compartimento mais elevado, um Discípulo aprenderá o significado completo de iluminar ou Cristificar a Mente e compreenderá o significado da instrução de São Paulo para seus Discípulos: “Que essa Mente esteja em você, a qual também estava em Cristo-Jesus”[9].

Tanto os Discípulos quanto os Iniciados estudarão as maravilhas da vida no Templo Verde, onde aprenderão a extrair certas forças vitais da natureza e serão ensinados a transferir essas forças vitais para os Corpos Densos através do baço, com o objetivo de rejuvenescê-los e regenerar. Assim, eles serão capazes de superar as doenças e a cristalização agora vistas como os estragos da velhice. Em meio à glória da luz verde prateada que ocupa o compartimento mais elevado desse Templo, um Iniciado estará diante do próprio mistério da vida mesma e compreenderá o profundo significado das palavras do Mestre: “Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”[10].

Trabalhos de lei espiritual serão estudados no Templo Azul. As operações dessa lei são hoje consideradas milagres. Banhados nos requintados tons de azul do compartimento mais elevado do Templo Azul, os Iluminados estudarão o funcionamento dessa lei nos reinos mais elevados com os quais o Planeta Terra está sintonizado.

Afirmamos anteriormente nesse texto que todo o poder do Raio Índigo ainda não se manifestou. Nos Templos de Cores da Nova Era, no entanto, esse Raio entrará em pleno funcionamento. Desse modo, os Iniciados viajarão à vontade pelo espaço cósmico para entrar em contato e comungar com os moradores de outros Planetas. Então, Saturno não será mais considerado o Planeta da obstrução como é hoje, mas será visto como o descobridor e o caminho para os Iluminados.

A lei espiritual que governa os reinos mais elevados continuará sendo estudada no Templo Roxo, mas agora essa lei será rebaixada, trazida para o plano terrestre e aqui manifestada. Sensibilizado pelo requintado Raio Orquídea de seus compartimentos superiores, o ser humano se tornará um cidadão autoconsciente de dois mundos. Ele será capaz de passar à vontade da Terra para o Céu e atender pedidos de serviço em qualquer domínio onde for necessário. Ele então se juntará a São Paulo e outras almas emancipadas no canto triunfante: “Ó morte, onde está o teu aguilhão? Ó sepultura, onde está a tua vitória?”[11].

Nesse estudo dos Templos das Cores do futuro, propositadamente, ilustramos os vários passos por meio de citações da Bíblia, porque desejávamos demonstrar quão verdadeiramente a Bíblia é o Grande Livro do Mistério da Vida.

Com tanta frequência ouve-se os Estudantes avançados observar: “Deixei a Bíblia para trás quando deixei a Igreja Ortodoxa. Agora que sou estudante de pensamento oculto ou superior, superei a Bíblia”. Tal declaração evidencia um completo mal-entendido do propósito e da mensagem da Bíblia. Nunca se pode superar esse livro maravilhoso. Quanto mais se desenrola o progresso espiritual, mais a Bíblia revela seus maravilhosos tesouros espirituais.

Para o ser humano, a Bíblia será o livro supremo da vida até o fim de sua evolução nesse Planeta. Não antes da conclusão desse grande ciclo encarnacional, ele compreenderá totalmente o significado da promessa bíblica: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”[12].

 

A PSICOLOGIA DAS CORES NA VIDA DIÁRIA

A Cor na Roupa e no Lar

Pelo pedido da Sabedoria Divina, a Natureza circunda a humanidade com uma variedade infinita de cores, um fato maravilhoso que muitas vezes é dado como certo. A riqueza de cores da natureza é tanto o resultado de um projeto inteligente quanto as cores de uma tela. No entanto, elas nunca foram tão ricas e significativas como são hoje. A evolução pertence a toda a natureza e isso inclui seu esquema de cores, que passou por muitas mudanças desde o primeiro amanhecer da vida neste planeta.

Somente quando o ser humano se torna conhecedor da psicologia das cores ele começa a perceber a beneficência divina que adapta os tons naturais ao seu status no tempo, lugar e na circunstância. A própria humanidade é parte integrante do grande esquema da natureza; ela não é uma coisa à parte e intuitivamente toma para si o que a natureza fornece abundantemente. As tendências das cores usadas na vida cotidiana parecem triviais; mas na realidade, elas têm suas raízes profundas na psique humana.

Toda mulher possui uma afinidade com certas cores. Essas são as cores com as quais ela deve se cercar não apenas usando-as em seu vestuário, mas na decoração de sua casa; e, se possível, no seu escritório ou local de trabalho.

Nunca tenha medo de experimentar cores até encontrar a mais agradável. Ao subirmos a escada da conquista espiritual de modo mental, moral e físico, descobrimos que também estamos elevando nosso grau de sensibilidade à cor e à luz. A escritora certa vez conheceu uma jovem que era bastante materialista em sua visão da vida. Ela se vestia em grande parte com vermelho e tinha o apartamento pintado de vermelho claro. Mais tarde, tornou-se estudante de filosofia, passando a maior parte do dia nas bibliotecas da cidade em que vivia. Ela não sabia qualquer coisa sobre a psicologia das cores naquela época, porém intuitivamente mudou a decoração de sua casa para amarelos dourados e brilhantes. Mais tarde, ela se tornou uma estudante de metafísica e mudou suas cores para o mais suave azul e azul-marinho. Nos seus últimos anos, ela se tornou uma estudante profunda do ocultismo e escreveu muitas coisas sobre as verdades suprafísicas. Foi então que ela viveu, se moveu e se voltou apenas pelo delicado, quase tênues, tons da Nova Era simbolizados pelos tons das orquídeas, de roxo acinzentado passando por rosa púrpura até o roxo avermelhado forte. Tão bonito e espiritual foi a atmosfera do seu apartamento que qualquer um podia quase ouvir a música dos seus acompanhantes angelicais.

À medida que as pessoas percebem cada vez mais a importância de se cercar das cores psicologicamente certas, a decoração de interiores se torna uma profissão mais popular para homens e mulheres. Por exemplo, um decorador pegará uma sala com exposição ao norte e, em vez de paredes brancas ou cinzas que apresentam uma aparência fria e triste em uma luz norte, pintará as paredes de amarelo pálido e brilhante. A luz de um fogo ardente em uma lareira abrirá à sala uma atmosfera tão encantadora e aconchegante que a falta da luz solar direta dificilmente será perceptível.

Uma pessoa nervosa ou que sofra de insônia se beneficiará muito pintando o cômodo ocupado com os suaves tons de verde da floresta no início da primavera. Uma pessoa solitária, que não faz amigos com facilidade e deixa de atrair companheirismo, será beneficiada por um ambiente feito em tons de rosa, variando de matizes brilhantes a entretons de flor de pêssego. Para uma pessoa envolvida em trabalhos criativos ou para um estudante metafísico que fique muito tempo em oração ou meditação, recomenda-se o azul mais suave, uma cor que pareça conter em si a chave do infinito.

As Cores na Educação da Nova Era

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a cada ano tem-se demonstrado um interesse crescente pela experimentação de cores em várias escolas, tanto públicas quanto privadas. Em algumas de nossas cidades americanas, as escolas foram construídas de acordo com especificações elaboradas em conjunto por arquitetos, educadores e psicólogos. Os especialistas posteriores cuidaram para que a cor e a luz fossem adequadamente incorporadas nas estruturas. As lousas eram verdes, o giz era amarelo, as paredes tinham três tons delicados. Almoços infantis eram servidos em pratos de plástico de muitos tons. A luz entra nas salas através de paredes e tetos construídos em grande parte com tijolos de vidro. Assim, a beleza e o brilho estão chegando com o amanhecer de um dia verdadeiramente novo. Durante as próximas décadas, à medida que o ser humano chegar a uma percepção maior da potência da cor nos assuntos humanos, certamente ela será usada cada vez mais nas salas de aula.

O tema da cor seguirá o padrão do espectro solar, mas com a adição da flor de pêssego, do roxo, preto e branco. Nas primeiras séries serão dadas instruções em salas de escarlate claro e brilhante. À medida que as faculdades mentais das crianças sejam despertadas e estimuladas, as séries intermediárias serão ensinadas em salas de amarelo claro ou verde claro. Quando os Estudantes estiverem prontos para estudos científicos e abstratos, estes serão ministrados em salas decoradas com vários tons de azul, índigo e roxo. A essa altura, os estudos sobre percepção extra-sensorial terão se tornado uma parte essencial do currículo escolar regular. Os estudantes que estiverem prontos para estudar assuntos como o desenvolvimento de telepatia, clarividência, clariaudiência e afins receberão instruções em salas de cor malva mais suave e todas as requintadas tonalidades das orquídeas (do roxo acinzentado, passando pela rosa púrpura até o roxo avermelhado forte).

Declarações e sugestões de inovações tão interessantes e de longo alcance ecoaram mais de uma vez através dos tempos. Um poeta do século XI canta:

“Sol, Nuvem e Chuva geram o Arco —

Que moral está chamando aqui?”

 

As Cores na Indústria

As cores estão sendo usadas nas fábricas por seu efeito psicológico nos trabalhadores. Descobriu-se que ambientes mais claros significam maior produção de trabalho de alta qualidade e menos acidentes. Um caso grave de “tristeza” deve-se frequentemente à grande quantidade de cinzas ou marrons deprimentes nos arredores.

Em uma fábrica perto de Londres, a falta entre as mulheres empregadas subiu a um ritmo alarmante. Um especialista em cores foi chamado e percebeu que a iluminação fizesse o rosto das mulheres parecer azul e doentio. Um olhar no espelho e elas sentiram-se doentes. Uma camada de bege quente sobre as serpentinas de cor cinza-ferro neutralizou esse efeito e o problema das ausências foi resolvido.

Os seguintes e interessantes trechos da Revista Popular Science Monthly são ilustrativos da crescente conscientização da indústria sobre o poder e a eficácia das cores:

“As garotas de uma fábrica no centro-oeste com ar-condicionado reclamavam de sentir frio, embora a temperatura fosse mantida em 22,2º C. Quando as paredes verde-azuladas foram repintadas com uma cor quente de coral, no entanto, suas queixas cessaram. Em outra fábrica, os trabalhadores que levantavam caixas pretas de metal, cheias de canos de sarça, reclamavam que doía as costas. Em um fim de semana, o chefe pintou as caixas com um tom de verde pálido. Na segunda-feira de manhã, vários homens comentaram: ‘Essas novas caixas são leves e fazem uma diferença real’”.

Tais evidências dos poderes enganosos e persuasivos da cor não são novidade para a ciência. A pessoa comum subestima a temperatura de uma sala azul e superestima a temperatura de uma sala vermelha, julgando que os objetos de coloração escura sejam mais pesados do que realmente são. Nos últimos dez anos, a ciência da engenharia de cores aplicou esses e outros fenômenos de cor a trabalhos práticos de larga escala.

Enquanto o vermelho induz à ação, o verde — a cor da natureza — parece promover uma sensação de bem-estar. A Ponte Blackfriars[13], em Londres, era famosa por suicídios. Quando o ferro preto foi repintado de verde brilhante, os suicídios da ponte caíram em mais de um terço.

Os proprietários de navio economizam milhões de dólares por causa da descoberta feita pela Scripps Institution of Oceanography de que as cracas, organismos marinhos que sujam os navios ao se prenderem no casco, gostam particularmente de cores escuras e se instalam em número muito menor em cascos verdes claros ou brancos. Uma maneira simples, certamente, de diminuir a “conta de craca” anual de US$ 100.000.000,00 dos navios americanos.

A experiência em tempo de guerra desenvolveu um programa completo de cores para a indústria, com resultados tão impressionantes que centenas de fábricas estão adotando. Os gerentes atribuem aumentos de produção de 15% a 30% apenas à seleção científica de cores.

Prognóstico Baseado nas Cores

A consciência de massa expressa sua percepção das cores sobretudo em roupas, iluminação, decorações e outras mídias. E os eventos também têm seus elementos de cores próprias. Quando são de caráter universal e carregados de profundo significado, rapidamente se traduzem através da consciência humana em cores correspondentes no plano da expressão. As constantes conversas sobre guerra durante 1939 e seu surto real antes do final daquele ano fizeram do vermelho a moda predominante no uso de roupas. À medida que a guerra se espalhou em 1940, o vermelho ganhou popularidade. Chapéus, vestidos, casacos e bolsas escarlates eram visíveis em qualquer grande aglomeração. Isso estava de acordo com as exigências da natureza, pois o vermelho brilhante é a cor relacionada à força, coragem, iniciativa e atividade física. É a radiação do próprio valor, uma qualidade necessária para o êxito do julgamento do conflito.

Vermelho é uma cor marcial. Quando o deus da guerra paira sobre uma nação, ele acena uma bandeira vermelha. Quando pensamentos-formas de guerra envolvem um povo, sua reação psicológica se manifesta como predominância do escarlate no mundo da moda.

À medida que a guerra avançava, era necessário algo mais. O estresse e a tensão de 1942 e 1943 tendiam a quebrar o espírito de luta do ser humano. Os construtores da moral se tornaram outra necessidade. Aqui, novamente, a cor teve um papel indispensável. Os tons mais brilhantes que se possa imaginar vieram à tona; quanto mais flagrantes e vívidos, melhor. Então, seguiu-se uma temporada de roxos reais, fúcsias brilhantes e magentas ricas, frequentemente usados juntos nas combinações mais impressionantes. Alguns eram bastante chocantes e serviam para dar vibração ao espírito humano, elevando-o acima da dúvida e da tristeza, da depressão e do desespero. Eles tiveram o efeito de desviar o olhar mental para a direção do revestimento prateado das nuvens. Tudo isso foi um indicativo dos dias mais brilhantes do outro lado da provação.

O ano de 1944 foi um ano de cor pastel. As combinações de cores brilhantes e climáticas foram sucedidas por tintas requintadamente suaves e macias. A necessidade de seu efeito curativo havia chegado. Após longos meses de guerra, o suspense, a agonia de esperar por notícias e o desgosto evidenciado pela exibição muito frequente de uma estrela dourada — as pessoas não podiam mais tolerar o efeito galvânico de cores vivas. A vitória na frente de batalha já foi concedida, sua realização é só uma questão de tempo. Portanto, em vez de um incitamento contínuo à ação, uma atitude de equilíbrio era essencial para concluir o conflito e fazer as pazes. Essa postura foi a mensagem que os tons pastéis introduziram nesse importante trabalho.

As tonalidades da cor pastel encontraram uma bela expressão nas decorações da época de Natal de 1944. Em algumas de nossas mais famosas lojas de departamento nas grandes cidades, os temas decorativos para as vitrines e os interiores não estavam nos vermelhos e verdes convencionais, nem nos delicados tons de arco-íris. De acordo com essa tendência, houve pelo menos um exemplo importante em que o tradicional Papai Noel foi substituído por Anjos de prata. Comentando a mudança, o gerente de um desses empórios expressou a esperança de que essa inovação em seu esquema de cores diminuísse nos compradores de Natal o estresse e a ansiedade da tensão nervosa.

Com a conclusão da guerra em 1945, os pensamentos estavam sendo direcionados para curar as rachaduras que ela havia trazido e para efetivar unidades maiores entre pessoas e nações. Um Mundo se tornou quase um lema da época. Portanto, embora a necessidade de consolo e cura em matizes de cor pastel ainda estivesse presente e ficasse na vanguarda da moda, a cor que então veio a dominar foi um lindo azul, o azul descrito como azul empoeirado ou cinza. Esta é a sombra suave e enevoada de um céu de junho, a cor que pertence à cura, ao idealismo, aspiração e sonhos de dias melhores em um mundo melhor.

Pode-se dizer que o ano de 1946 viu o nascimento de um novo mundo, pois a bomba atômica soara a morte do antigo. O pensamento principal em muitas Mentes e a palavra em milhares de lábios era que tivéssemos chegado a um ponto de virada em que a escolha era entre um mundo ou nenhum. A consciência do povo estava tão preocupada como nunca com as relações internacionais. E mais uma vez a tendência no pensamento dos seres humanos se refletiu nos modos predominantes da estética. Citamos uma nota de moda daquele dia: “As estampas da primavera contam sua própria história. Existem as viagens de Gulliver e a influência chinesa foi fortemente marcada. Um estilista exibiu uma blusa chinesa com decorações russas para ser usada com uma faixa espanhola.” — Outra evidência de que nos vestimos como sentimos e pensamos.

Como dissemos, o vermelho foi a cor dominante durante os primeiros anos da guerra, o vermelho da destruição. Mas o vermelho também é a cor da iniciativa e da ação; portanto, para a construção de um novo mundo, o vermelho ainda tinha trabalho a fazer e estava em evidência. Agora, porém, ele apareceu em uma combinação apropriada à sua função construtiva. Amarelo dourado é a cor unificadora, aquilo que aglutina. Uma nota da moda nesse período afirma que o vermelho dourado (tomate) estava sendo mostrado extensivamente e fez com que a feira se tornasse extremamente popular. A influência do amarelo fundido com o vermelho se refletiu nos esforços para estabelecer as Nações Unidas como uma organização que funcionasse com sucesso; outra evidência das forças da cor que estão em ação sob a superfície, tornando-se expressamente manifestas em nosso ambiente cotidiano.

Agora, o ouro no coração da humanidade deve transmutar o vermelho da guerra e conquistar o vermelho dourado da estrela do dia em que a humanidade possa “andar na luz como Ele está na luz”[14] e assim ter uma comunhão verdadeira e duradoura, uns com os outros.

Em outubro de 1949 as últimas notas da moda listavam vermelho como a cor mais popular. Mulheres elegantemente vestidas usavam conjuntos completos de vermelho — chapéu, paletó, bolsa e sapatos. Azul marinho, preto e marrom, antes tão amplamente usados no inverno, estavam sendo substituídos pela cor marciana. Foi então lembrado que a última vez que o vermelho foi o decreto da moda foi no inverno de 1940 e 1941; e que, fiel à sua significação, anunciou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, imediatamente após o ataque do Japão a Pearl Harbor. Perguntou-se, então, se um retorno ao vermelho na moda feminina pressagiasse eventos de natureza semelhante ou se fosse apenas uma transferência dos anos sanguinários tão recentemente encerrados. “O tempo dirá” foi a conclusão do artigo.

E assim foi. Em 1950, os Estados Unidos se envolveram em outro conflito sangrento, na Coréia. As cores certamente falam uma linguagem profética, se pudermos interpretá-las corretamente.

Nesses dias de extremo perigo e estresse, se de repente a moda decretar que o vermelho brilhante seja o tom da cor predominante da próxima temporada, à luz dos prognósticos de cor do passado, poderíamos supor que o deus da guerra esteja pairando muito perto.

Meditação Baseada nas Cores

Até que chegue o momento em que algum inventor da Nova Era traga à Terra um verdadeiro órgãos de cores, os Aspirantes considerarão necessário fazer seu próprio trabalho de experimentação, seguindo os passos do músico ou clarividente que possa estabelecer algumas regras básicas e simples. Mostramos em outro lugar as correlações entre os esquemas de cores e atividades de vários tipos. Resta dar uma técnica simples para fazer uso pessoal e direto da cor, uma arte que possa ser combinada com a música que o próprio Aspirante escolher.

É sempre possível comprar lâmpadas coloridas da cor que se deseja usar. No entanto, os Estudantes da Verdade que estejam aprendendo a entender algo dos maravilhosos poderes de concentração e visualização estão começando, criativamente, a partir de “banhos de cores” diários na mediação, pois as cores físicas são as sombras mais simples das formações vitais e poderosas de cores do mundo espiritual.

As cores mais propícias à meditação espiritual estão na faixa entre as cores violeta e ametista; também azul-violeta e azul-escuro profundo do índigo; essas cores correspondem aos centros espirituais de força, na cabeça. Leonardo da Vinci disse que o poder da meditação aumentaria 10 vezes, se ela fosse feita sob os raios de luz violeta que caíam através dos vitrais de uma igreja tranquila.

O azul é uma cor calmante, tranquilizante e, portanto, excepcionalmente boa para meditação, especialmente em assuntos espirituais e altruístas. Incentiva uma tranquilidade mental altamente receptiva à inspiração espiritual. É especialmente a cor do humor devocional e estimula o desejo de exercícios devocionais. É a cor da Madonna – a Virgem Maria com o Menino Jesus.

No trabalho da meditação, o ambiente deve ser tão calmo quanto as condições permitirem e sempre, se possível, deve haver um plano de fundo para música relaxante e tranquila. Deve-se assumir uma postura completamente relaxada, reclinando-se em um sofá ou sentando-se em uma cadeira confortável. Depois que as tensões corporais são relaxadas, devemos visualizar a cor apropriada ao tema escolhido para a meditação e imaginá-la em ritmos suaves, como as ondas do mar. Primeiro, as ondas cobrem os pés; depois, sobem para os joelhos; a seguir, para a cintura, o coração, a garganta; finalmente, elas cobrem a cabeça. Assim, nós nos banhamos e lavamos nessa harmonia de cores por 10, 15, 20 ou mesmo 30 minutos de cada vez, fechando-nos completamente ao mundo exterior e vivendo em um verdadeiro mar de cores. O efeito é estimulante e renovador.

Até que nos familiarizemos completamente com a arte do banho de cor, é melhor manter a Mente completamente inativa. No entanto, depois de ficar à vontade com o processo, ele nos ajudará a meditar sobre algum poema inspirador e favorito ou uma passagem bem amada das Escrituras, como: “Fique quieto e saiba que Eu sou Deus.”[15]; “Ele me leva ao lado das águas tranquilas.”[16]; “Certamente, a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na casa do Senhor para sempre.”[17].

Esse método de meditação baseado nas cores é aplicável à cura de outras pessoas e de nós mesmos. Pode ser usado em clínicas de cura espiritual onde cada um dos 12 Signos, os nove Planetas (mais a Lua) sejam representados por um Curador que trabalhe com os pacientes cujos horóscopos sejam harmoniosos com o seu próprio[18]. Esses grupos de cura se tornarão centros focais para um influxo de tremendo poder espiritual: um poder tão vasto e um espírito tão poderoso que os que zombam permanecerão para louvar e, talvez, até orar!

 

Cor e Música na Nova Era

Para o esoterista a visão de cores significa que o olho espiritual da Clarividência se tornou consciente das cores vivas, que são um fenômeno básico do Mundo do Desejo. No Mundo do Desejo – emoções, sentimentos e desejos são visíveis em formações objetivas —, nuvens de cores exibem as qualidades da vida da alma de toda a raça humana. Aqui também são vistas as formações de cores criadas pelas emoções cósmicas de Anjos, Arcanjos e outros seres cósmicos, bem como pelos animais e pelos espíritos da natureza que trabalham nos reinos vegetal e mineral.

No mais elevado dos Mundos suprafísicos pelos quais passamos nesse atual momento da evolução, o Mundo do Pensamento, a qualidade básica é o som, pois esse é o reino da Música das Esferas e aqui as canções arquetípicas da criação ressoam no espaço. O Mundo de Desejo e o Mundo do Pensamento não são separados um do outro. Em vez disso, eles se interpenetram e os padrões de cores vistos no Mundo do Desejo são, de fato, “animados” pelas harmonias do Mundo do Pensamento.

Onde pensamentos e emoções são complexos e altamente civilizados, o som e os padrões de cores são correspondentemente intrincados. Esses padrões do Mundo do Desejo, que variam a partir de simples manchas de cor como pequenas nuvens que, quando agrupadas, assemelham-se a massas ondulantes de nuvens, são nuvens de emoções coletivas que, às vezes, surgem e rolam sobre vastas multidões de pessoas. É nesses blocos de nuvens que os grandes Arcanjos que guiam a evolução das raças e nações podem, de vez em quando, ser vistos dirigindo suas acusações aos da raça ou nação — como muitos videntes os descreveram na literatura sagrada em todo o mundo.

A emocionante música marcial de canções patrióticas envia exércitos para a batalha em uma onda de escarlate, vermelho e dourado combinados com lâminas de luz reluzente e mutável, representando a justa indignação e um forte espírito de autodefesa. Não é de surpreender que essas lâminas de luz, na aura, sejam confundidas com lanças e espadas reais nas mãos de guerreiros sobrenaturais, embora geralmente essas lâminas circundem seus corpos em uma espécie de auréola. Tal é a representação da alta coragem moral, mas não da excitação de raiva mostrada como relâmpagos na aura contra um fundo preto e escarlate.

Onde os processos de pensamento são claramente definidos, como em um intelecto treinado, as formas de pensamento são nítidas e claras. A aura humana também revela essa linha de desenvolvimento, sendo nublada e indefinida nos contornos das pessoas comuns; porém clara de contorno, radiantemente transparente, brilhante e com cores vivas, nas pessoas de cultura superior.

Em um artigo não-assinado e publicado na Revista Rays from the Rose Cross, em outubro de 1915, supostamente escrito por Max Heindel, que era seu editor, lemos: “Quando aprendemos a controlar nosso senso de visão para poder olhar para um ser humano sem ver sua forma física, então sua fotosfera ou aura poderá ser vista em todo o seu esplendor, pois as cores da Terra são opacas em comparação aos fogos vivos e espirituais que cercam todo humano e dele emana. O jogo cintilante da aurora boreal nos dá uma ideia de como essa fotosfera ou sombra age; ela está em movimento incessante, dardos de força e chamas estão constantemente sendo disparados de todas as partes e particularmente ativos ao redor da cabeça; as cores e os tons dessa atmosfera áurica mudam a cada pensamento ou movimento”.

 

 Equivalentes Tonais de Forma e Cor

A pensamento-forma adequada, que tem a ver com ideias dissociadas de um sentimento ou emoção, também mostra que exista uma relação entre a forma (ou o desenho) e o tom, pois os tons arquetípicos soam continuamente no Mundo do Pensamento. Os cientistas ocultos indicam, há muito tempo, que deve haver uma analogia física muito conhecida nesse processo do mundo celestial. Se a areia for colocada sobre uma folha de vidro ou latão e, ao redor da sua borda, for friccionado um arco de violino, o som fará com que a areia forme padrões que, na ciência da acústica, são chamados de “as figuras de Chladni”[19]. As figuras variam quando a placa é curvada em um ponto ou outro.

Nas condições densas e rígidas do Mundo Físico, esses três processos — som, cor e desenho ou forma — são separados um do outro. No Mundo do Desejo, ocorrem simultânea e automaticamente, em consonância com as leis que governam os reinos internos. Assim, pode acontecer que, quando um Auxiliar Invisível estiver acordado no Mundo do Desejo, enquanto seu Corpo Denso dorme na Região Química do Mundo Físico, ele repentinamente pode perceber que a música está fluindo dos objetos a sua volta.

Talvez ele acorde em seu Corpo-Alma e se encontre em uma galeria de arte onde vê belas imagens de Cristo reproduzidas através dos poderes reflexivos do Mundo do Desejo. Enquanto ele as contempla, há uma explosão de música como a de um grande órgão de tubos. Ela é derramada pelas imagens e parece preencher todo o espaço. O que é essa música? É a dimensão mais alta das imagens, o equivalente a elas em termos de som — como é conhecido no céu superior, onde o som domina. Em outras palavras, os quadros de Cristo pintados com música.

Como vivemos o tempo todo não apenas no Mundo Físico, porém nas dimensões superiores da alma que o interpenetram, todos nós temos um profundo conhecimento intuitivo desses fatos sobre o Mundo do Desejo. Isso sempre foi conhecido pelos membros das Escolas de Mistério. Platão ensinou que o amor à beleza é apenas a lembrança da alma, daquilo que ela conhecia antes de ser envolta em carne.

O compositor russo Scriabin[20] estava profundamente interessado no estudo da cor e da música. No momento de sua transição, ele estava trabalhando no que esperava ser sua obra-prima, uma sinfonia na qual as duas seriam misturadas. Sua ideia era colocar uma tela no palco, acima da orquestra. À medida que a sinfonia fosse realizada, as cores apareciam simultaneamente na tela. Sua morte foi uma grande perda para a arte da Nova Era de combinar cor e música, pois ele foi um pioneiro talentoso nesse campo de empreendimento tão fascinante. A tabela a seguir é a correlação de Scriabin entre notas musicais e cores, como ele as viu.

Nota Musical

Cor Relacionada
C Vermelho
C# Violeta
D Amarelo
D# Brilho do Aço
E Azul Perolado e Brilho do Luar
F Vermelho Escuro
F# Azul Brilhante
G Laranja Rosado
G# Roxo ou Púrpura
A Verde
A# Brilho do Aço

B

Azul Suave

 

A Dança do Arco-íris

“Você tem seus olhos, você tem seus ouvidos: olhe com seus olhos para as coisas da Natureza, ouça com seus ouvidos o que acontece na Natureza; o espiritual se revela através da cor e do tom, e quando você olha e ouve, você não pode deixar de sentir como ele se revela neles.”

No rádio, a pergunta foi feita recentemente: “O que é a verdade?”. Um cientista físico respondeu: “A verdade é apenas aquilo que possa ser evidenciado através da percepção sensorial”. Como o ser humano pode ser cego e covarde! Toda a Natureza está se esforçando para lhe revelar algo sobre os maravilhosos milagres que o cercam, mas ele se contenta em viver na estreita prisão de seus cinco sentidos.

As pessoas admiram o arco-íris com os olhos abertos. Contudo se você olhar para o arco-íris com um pouco de imaginação, poderá ver seres elementares. Tais seres elementares estão cheios de atividade e demonstram isso de maneira notável. Aqui, no amarelo, você vê alguns deles saindo do arco-íris, saindo continuamente. Eles se movem e, quando atingem a extremidade inferior do verde, são atraídos para o amarelo novamente. Para quem o vê com imaginação, todo o arco-íris manifesta um fluxo que sai do espírito e, desaparecendo, volta novamente para ele, por dentro. É como uma dança espiritual; de fato, uma valsa espiritual maravilhosa para observarmos. E você também pode ver como os Seres espirituais saem do arco-íris com um medo terrível e como entram com uma coragem invencível. Quando você olha para o vermelho-amarelo, vê o medo se esvaindo e, quando olha para o azul-violeta, sente existir muitíssima coragem e bravura no coração desses Seres.

Agora imaginem para si mesmos: diante de mim não existe um simples arco-íris! Seres estão saindo dele e entrando nele, aparecendo e desaparecendo — aqui, ansiedade e medo; lá, coragem… E agora, aqui o arco-íris recebe uma certa espessura e você será capaz de imaginar como isso dá origem ao elemento Água. Nesse elemento aquoso, os seres espirituais vivem, seres que são na verdade uma espécie de cópia dos Seres da Terceira Hierarquia”.

Todas as manifestações de cores que ocorrem nos reinos interno e externo desse Planeta Terra estão sob a supervisão e direção das três grandes Hierarquias, a saber: Sagitário, os Senhores da Mente; Capricórnio, os Arcanjos; Aquário, os Anjos.

Evidentemente, o poeta Robert Browning[21] havia desenvolvido algumas de suas faculdades ocultas, o que lhe permitiu penetrar nos reinos internos, quando escreveu:

“Apenas a obstrução do prisma mostra corretamente

o segredo do raio de sol:

Quebra sua luz em arco de joias para um cobertor branco.

Assim, pode surgir uma glória de um defeito.”[22]

Lumia — Uma Nova Forma de Arte

Durante as últimas décadas, vários instrumentos foram inventados com o objetivo de sincronizar cores e tons. Entre as mais bem-sucedidas dessas invenções está a do Sr. Thomas Wilfred[23], chamado Clavilux. Muitas pessoas, lendo essas linhas, recordam o interesse agradável com que compareceram às apresentações do Clavilux. A descrição do trabalho do Sr. Wilfred foi obtida com permissão da edição de agosto de 1962 do The Journal of Borderland Research (O Jornal de Pesquisa da Fronteira), conforme abaixo.

“Uma forma de arte completamente nova, chamada Lumia, foi criada para a sala de recepção dos escritórios de Clairol, em Nova York, na Quinta Avenida, nº 666, pelo Sr. Thomas Wilfred. As cores em movimento são projetadas em uma tela de três metros para dar a ilusão de uma pintura abstrata sendo criada no espaço, à medida que os matizes e as formas passam por uma série predeterminada de padrões. As cores vivas, movendo-se lenta e constantemente pela tela, em combinação com tons mais delicados, criam uma experiência visual incomum que possa ser vista por segundos, minutos ou horas. A procissão das constelações de cores está programada para durar um ano, 34 semanas, 22 horas e 10 minutos; em seguida, ela recomeça, repetindo exatamente a composição.

A “luz móvel” é chamada Estudo em Profundidade, Obra 152. O Sr. Wilfred criou anteriormente 151 composições. Essas outras obras estão no Museu de Arte Moderna, no Museu Metropolitano de Arte, no Museu de São Francisco e muitas em coleções particulares. A composição Lumia de Clairol é a maior, terá a maior duração e é a primeira em um escritório”.

Uma composição Lumia registrada em 1955, presente do Sr. e da Sra. Julius Stulman para o Museu de Arte Moderna, em Nova York, é interessante:

“Lumia, a arte da luz, foi desenvolvida por Thomas Wilfred, que fez experimentos por anos, durante o primeiro quarto de século. Em 1921, ele completou seu Clavilux, um instrumento que consiste em vários projetores poderosos com um teclado semelhante a um órgão e que controla a forma, a cor e o movimento projetados em uma grande tela branca. Em 1922, em Nova York, Wilfred apresentou seu primeiro recital Lumia usando o Clavilux e, durante 20 anos, ofereceu recitais de Clavilux pelos Estados Unidos, Canadá e Europa. Em 1930, ele fundou o Instituto de Arte da Luz para o estudo e desenvolvimento desse novo método. O Instituto manteve laboratórios e um recital em Nova York até os anos da guerra.”.

Thomas Wilfred continua seu trabalho com Lumia, criando composições e gravando-as para repetição automática em instrumentos do tipo “Aspiração”, como mostrado no Museu de Arte Moderna. O artista descreve esse trabalho como um tema de 397 variações. Os ciclos de forma e cor têm duração diferente. Assim, toda vez que o ciclo da forma se repete, ele o faz com um tratamento diferente de cores — uma coincidência quase ocorre a cada duas horas e 32 minutos. Toda a composição tem uma duração de 42 horas, 14 minutos e 11 segundos.

Sobre Lumia, a arte da luz, diz Wilfred:

“O ser humano construiu com pedra, esculpiu em mármore, pintou com pigmentos moídos, soprou através de juncos, puxou cordas, cantou, dançou, escreveu e falou. Assim, nossas sete belas artes cresceram junto à nossa civilização. Suas ferramentas e meios de comunicação eram simples e próximos. Um meio, porém, desafiava as tentativas de aproveitamento do ser humano: a Luz, a maior força natural que nossos sentidos podem captar, a fonte e a manutenção de toda vida e crescimento.

Mas, com o advento da eletricidade, um caminho se abriu e agora uma grande e nova época começa na estética. Nasceu uma oitava forma de arte importante para se juntar às sete aceitas: a arte da luz. Foi nomeada Lumia. Aqui, a luz é o único meio de expressão do artista. Ele deve moldá-la por meios ópticos, quase como um escultor molda a argila; ele deve adicionar cor e, afinal, movimento à sua criação.

O movimento, que é a dimensão do tempo, exige que o artista seja um coreógrafo no espaço, um dançarino por procuração, cujo corpo não tem peso e pode assumir a forma desejada. Isso ele consegue manipulando as teclas deslizantes da forma, da cor e do movimento no console (mesa de controle) do órgão de um instrumento Clavilux. Um sistema de notação especial é usado. As teclas acionam combinações ópticas em uma bateria de projeções poderosas e o resultado é exibido em uma grande tela branca.

O compositor do Lumia também pode gravar suas obras para repetição automática em armários independentes que se assemelham a aparelhos de televisão. O objetivo do artista é transformar a tela em uma grande janela com vista para o espaço infinito, um palco imaginário de dimensões astronômicas e, por fim, tocar nesse palco uma música visual e silenciosa feita de forma, cor e movimento.

Mais informações podem ser obtidas com Thomas Wilfred, em West Nyack, Nova York”.

Técnicas de Cura para a Era Aquariana

Talvez os sensitivos sejam os mais beneficiados pelos instrumentos de cores da Nova Era e a quantidade de sensitivos está se multiplicando rapidamente — o que significa que toda a população um dia necessitará da cura diretamente trazida do céu para a Terra dessa maneira. Filhos de anos tenros e aqueles que ainda não nasceram podem ser influenciados por cores que afetem a vida de suas mães. Os poderes latentes em cores e tons têm possibilidades quase infinitas para beneficiar a humanidade. Quando esse fato for largamente aceito, o trabalho com as cores e os tons será o fator mais importante nos programas de tratamento diário de hospitais e escolas. Quando pais, médicos e professores forem sábios o suficiente para empregar os valores construtivos das cores no lugar de tecidos opacos e das tendências atuais e flagrantes da música, uma nova era na cultura, na cura e na educação será aberta a todos, especialmente às crianças. Aqueles de inteligência média se tornarão precoces e os problemas de delinquência diminuirão rapidamente. Uma geração mais sábia e mais responsável abençoará a Terra.

Que a seguinte lista de composições ajude os Estudantes a selecionar músicas para seus períodos de meditação. Meditação de Thaïs de Massenet[24]; Ave Maria, Bach-Gounod[25]; Música do Graal de Wagner[26]; Missas[27] e Evangelhos[28] tocados por vários compositores; hinos favoritos de um humor terno[29].

Azul, azul-violeta, lavanda e roxo devem ser usados com as músicas de fundo devocionais acima mencionadas. A meditação para o desenvolvimento do poder interior exige música iniciática e tons de azul, índigo, violeta, roxo ou ametista. Abaixo, algumas composições sugeridas:

O Ciclo do Anel[30] — Wagner; Parsifal, Lohengrin[31] — Wagner;

Orfeu e Eurídice[32], Alceste[33] — Gluck; A Flauta Mágica[34] — Mozart;

Thaïs[35] — Massenet; Aida[36] — Verdi; as Nove Sinfonias de Beethoven[37];

O Lago dos Cisnes[38], A Bela Adormecida[39] — Tchaikovsky.

Além disso, existem ótimas gravações de leituras dos grandes clássicos da literatura e religião, tanto em prosa quanto em poesia, que sejam úteis à meditação, quando acompanhados de cores e composições musicais adequadas.

FIM

[1] N.T.: Nikolai Konstantinovich Rerich (1874-1947), Nicholas Roerich, na grafia inglesa, foi um pintor, escritor, historiador, poeta e professor espiritual (líder intelectual) russo.

[2] N.T.: Ralph Waldo Emerson (1803-1882) foi um famoso escritor, filósofo e poeta estadunidense.

[3] N.T.: John Keats (1795-1821) foi um poeta inglês.

[4] N.T.: Os instrutores da Ordem Rosacruz ensinam a seus Discípulos a se protegerem contra as influências malévolas dos demais, mediante a formação e manutenção de uma “aura protetora”, que é para o Corpo, a Alma e o Espírito uma verdadeira armadura impenetrável contra qualquer influência negativa dirigida consciente ou inconscientemente. Essa Aura proporciona um sensível, mas muito poderoso, meio de proteção contra todo o tipo de ataques ou influências psíquicas maléficas, não importa como nem de onde venham.

A formação desta “Aura Protetora” se realiza mediante um esforço de vontade formando uma imagem mental de si mesmo rodeado de uma Aura pura e clara de luz branca brilhante. A luz branca é o símbolo e a radiação do Espírito, e o Espírito tem absoluta potestade sobre todas as coisas. Com um pouco de prática se chega a sentir realmente a presença e o poder desta “Aura Protetora”.

Um Mestre disse: “o mais alto e mais profundo dos ensinamentos ocultistas é que a luz branca nunca dever ser utilizada para atacar ou para ganhos pessoais, mas ser pode ser usada para proteger a si mesmo contra as influências psíquicas adversas, não importa por quem foram exercidas. Essa é a armadura do Espírito, e pode ser empregada de tal maneira, quando e onde quer que seja necessário”.

O “fogo de Cristo” também tem uma elevadíssima potência protetora e é de grande ajuda quando se percebem presenças indesejáveis, pedindo a Cristo que nos rodeie com Seu fogo purificador e protetor.

[5] N.T. ICor 3:2

[6] N.T.: Homero foi um poeta épico da Grécia Antiga, ao qual tradicionalmente se atribui a autoria dos poemas épicos Ilíada e Odisseia.

[7] N.T.: Eddas, Edas ou simplesmente Edda, é o nome dado a duas coletâneas distintas de textos do séc. XIII, encontradas na Islândia, e que permitiram iniciar o estudo e a compilação das histórias referentes aos deuses e heróis da mitologia nórdica e germânica: A Edda em prosa e a Edda em verso.

[8] N.T.: Galahad (também conhecido por Galaaz ou Gwalchavad) é um personagem lendário das histórias do Ciclo Arturiano. Galahad era um dos Cavaleiros da Távola Redonda do Rei Artur e um dos três que conseguiu alcançar o Santo Graal. Era o filho de Lancelote e de Helena de Carbonek.

[9] N.T.: ICor 2:16

[10] N.T.: Jo 10:10

[11] N.T.: ICor 15:55-57

[12] N.T.: Jo 8:32

[13] N.T.: é uma ponte rodoviária e rodoviária sobre o rio Tamisa, em Londres, entre a Waterloo Bridge e a Blackfriars Railway Bridge, que leva a estrada A201.

[14] N.T.: IJo 1:7

[15] N.T.: Sl 46:10

[16] N.T.: Sl 23:2-4

[17] N.T.: Sl 23:6

[18] N.T.: Para isso utiliza-se a metodologia de Cura Rosacruz que é praticada nos Departamentos de Cura de Cada Centro Rosacruz autorizado pelo mundo.

[19] N.T.: Os nós de vibração de uma placa elástica fina formam linhas caracteristicas da frequência específica que foi animada. A materialização dessas linhas com um pó, geralmente o pó de lycopodium, forma as figuras de Chladni. O nome das figuras origina-se do físico alemão Ernst Chladni.

[20] N.T.: Alexander Nikolayevich Scriabin (1872-1915) foi um compositor e pianista russo que iniciou com um estilo de composição tonal semelhante à linguagem harmônica de F. Chopin e desenvolveu, de forma independente à Segunda Escola de Viena, mas através de suas crenças espirituais, uma linguagem musical altamente atonal que pode atualmente ser comparada com composições dodecafônicas e serialistas. Ele hoje é considerado uma das figuras mais importantes da escola russa de composição do início do período moderno, tendo influenciado outros compositores como Sergei Prokofiev e Igor Stravinsky.

[21] N.T.: Robert Browning (1812- 1889) foi um poeta e dramaturgo inglês.

[22] N.T.: do poema Deaf and Dumb de Robert Browning.

[23] N.T.: Traduzido do inglês-Thomas Wilfred, nascido em Richard Edgar Løvstrøm, foi músico e inventor. Ele é mais conhecido por sua arte leve, que ele chamou de lumia, e seus projetos para órgãos de cores chamados Clavilux. Wilfred não gostava do termo “órgão colorido” e cunhou a palavra “Clavilux” do latim, que significa “luz tocada por chave”.

[24] N.T.: Thaïs é uma ópera em três atos de Jules Massenet (1842-1912 – foi um compositor francês) para um libreto em francês de Louis Gallet, com base no romance homônimo de Anatole France. Foi apresentada pela primeira vez no teatro da Ópera de Paris em 16 de março de 1894, com a soprano norte-americana Sybil Sanderson, para quem Massenet escreveu o papel-título. Ambientada no Egito durante a época romana, conta a história de Athanaël, um monge cenobita que tenta converter Thaïs, uma cortesã de Alexandria e devota de Vênus, à Cristandade, embora sem muito êxito. A meditação, passagem mais famosa da ópera, é executada como interlúdio entre duas cenas do segundo ato, e faz parte do repertório clássico tradicional, sendo executada normalmente como peça de concerto.

[25] N.T.: A Ave Maria de Bach/Gounod é uma das composições mais famosas e gravadas sobre o texto em latim da Ave Maria. A peça é composta por uma melodia do compositor romântico francês Charles Gounod especialmente projetada para se sobrepor ao Prelúdio No. 1 em C maior, BWV 846, do Livro I de J.S. Bach, O Cravo Bem Temperado, escrito cerca de 137 anos antes.

[26] N.T.: da ópera Parsifal, ópera de três atos com música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. Estreou no Bayreuth Festspielhaus em Bayreuth no mês de julho de 1882. É vagamente baseada em Parzival, atribuído a Wolfram von Eschenbach, um poema épico do século 13 do cavaleiro arturiano Parzival (Percival) e sua busca pelo Santo Graal (século XII).

[27] N.T.: Algumas das mais importantes Missas são a Missa em Si Menor, de Bach; a Missa Nelson, de Haydn; a Grande Missa em dó menor, de Mozart; a Missa Solemnis, de Beethoven; a Petite Messe Solennelle, de Rossini; a Deutsche Messe, de Schubert; a Missa em Fá Maior, de Bruckner e a Missa Glagolítica, de Janáček (esta, de maneira nada ortodoxa, é cantada em eslavo antigo). Compositores como Palestrina, Charpentier, Bach, Haydn, Mozart, Gounod e Bruckner escreveram um grande número de missas. Michael Haydn compôs mais de 40 missas.

Outra espécie de missa é o Réquiem, a Missa de Defuntos (o Requiem, de Mozart, o Requiem für Mignon, de Schumann, o Requiem, de Verdi, o Réquiem Alemão, de Brahms, o War Requiem, de Britten e o Requiem, de Webber).

Além disso, há obras sobre partes da missa ou outros textos litúrgicos, como o Gloria (Vivaldi e Poulenc), o Magnificat (Bach), o Te Deum (Charpentier, Purcell, Haydn, Mozart, Nunes Garcia, Berlioz e Bruckner), o Stabat Mater (Vivaldi, Pergolesi, Rossini e Dvořák) e o Exsultate, jubilate (Mozart), entre outros.

[28] N.T.: Alguns exemplos: A Paixão segundo Mateus BWV 244 (em latim: Passio Domini nostri Jesu Christi secundum Evangelistam Matthaeum; em alemão: Matthäus-Passion), mais conhecida em países católicos como Paixão segundo São Mateus, é um oratório de Johann Sebastian Bach, que representa o sofrimento e a morte de Cristo segundo o Evangelho de Mateus.

Baseado no Evangelho de São João: O Oratório de Natal BWV 248, é um oratório de Johann Sebastian Bach compilado para ser apresentado na igreja durante a época do Natal.

Paixão Segundo São Mateus composta em 1746 por Georg Philipp Telemann.

[29] N.T.: Exemplos: Hinos Rosacruz de Abertura e de Encerramento dos Rituais do Templo e de Cura.

[30] N.T.: Der Ring des Nibelungen (O Anel dos Nibelungos) é um ciclo de quatro óperas épicas do compositor alemão Richard Wagner. Elas são adaptações dos personagens mitológicos das sagas nórdicas e do Nibelungenlied.

[31] N.T.: Lohengrin é uma ópera romântica em três atos de Richard Wagner, que também foi responsável pelo libreto. A história de Percival (ou Parsival) e seu filho Lohengrin, o cavaleiro do cisne, provém da literatura medieval germânica, especialmente do Parzival, de Wolfram von Eschenbach, e da sua continuação anônima, Lohengrin, inspirada na saga de Garin Le Lorrain (ou Garin le Loherin), a qual integra a Gesta dos Lorenos, ciclo de cinco canções de gesta dos séculos XII e XIII, escritas em loreno românico.

[32] N.T.: é uma ópera de Christoph Willibald Gluck (1714-1787 – compositor musical alemão) baseada no mito de Orfeu, com libreto por Ranieri de’ Calzabigi.

[33] N.T.: Alceste, Wq. 37, é uma ópera de Christoph Willibald Gluck de 1767. O libreto foi escrito por Ranieri de ‘Calzabigi e baseado na peça Alcestis de Euripides.

[34] N.T.: é uma ópera (singspiel) em dois atos de Wolfgang Amadeus Mozart, com libreto alemão de Emanuel Schikaneder.

[35] N.T.: Thaïs é uma ópera em três atos de Jules Massenet (1842-1912 – foi um compositor francês) para um libreto em francês de Louis Gallet, com base no romance homônimo de Anatole France. Foi apresentada pela primeira vez no teatro da Ópera de Paris em 16 de março de 1894, com a soprano norte-americana Sybil Sanderson, para quem Massenet escreveu o papel-título. Ambientada no Egito durante a época romana, conta a história de Athanaël, um monge cenobita que tenta converter Thaïs, uma cortesã de Alexandria e devota de Vênus, à Cristandade, embora sem muito êxito. A meditação, passagem mais famosa da ópera, é executada como interlúdio entre duas cenas do segundo ato, e faz parte do repertório clássico tradicional, sendo executada normalmente como peça de concerto.

[36] N.T.: é uma ópera em quatro atos, com música de Giuseppe Verdi e libreto de Antonio Ghislanzoni.

[37] N.T.: as nove sinfonias de Ludwig van Beethoven são um dos pilares de sua obra, representando todas as suas fases composicionais e estéticas e sendo também um fundamento de toda a música sinfônica mundial. Sinfonia nº 1, em Dó Maior; Sinfonia nº 2, em Ré Maior; Sinfonia nº 3, em Mi bemol Maior, “Eroica”; Sinfonia nº 4, em Si bemol Maior; Sinfonia nº 5, em Dó menor; Sinfonia nº 6, em Fá Maior, “Pastoral”; Sinfonia nº 7, em Lá Maior; Sinfonia nº 8, em Fá Maior; Sinfonia nº 9, em Ré menor, “Coral” (é uma das mais aclamadas obras da história da música. Finalizada em 1824 após sete anos de composição, sendo a única sinfonia de seu terceiro e último período composicional, a obra prima conclui sua carreira reunindo toda a sua inspiração, criatividade e capacidade. A estreia ocorreu em Viena, regida por Beethoven que, agora plenamente surdo, voltava aos palcos após 12 anos de afastamento. A obra e o compositor foram ovacionados. A orquestração desta sinfonia é a maior de todas, incluindo agora também uma percussão mais encorpada e, é claro, o coro e os quatro solistas vocais. A escolha da poesia “Ode à Alegria”, de Friedrich Schiller, mostra a preocupação de Beethoven a respeito do conteúdo que sua sinfonia deveria oferecer. A poesia, assim como a música, é positiva, esperançosa e repleta de idealismo.).

[38] N.T.: é um balé dramático em quatro atos do compositor russo Piotr Ilitch Tchaikovski e com o libreto de Vladimir Begitchev e Vasily Geltzer.

[39] N.T.: é um balé de um prólogo e três atos do compositor russo Tchaikovsky, o libreto de Marius Petipa e Ivan Vsevolojsky, e coreografia de Marius Petipa baseado no conto de fadas do escritor francês Charles Perrault.

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Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 8

A Astrologia é para o estudante Rosacruz uma fase da religião, basicamente uma ciência espiritual.

Esta ciência, mais do que qualquer outro estudo, revela o ser humano a si mesmo.

Nenhuma outra ciência é tão sublime, tão profunda e tão abarcadora.

Ela revela a relação entre Deus (o Macrocosmo) e o ser humano (o Microcosmo), demonstrando que ambos são fundamentais.

1. Para fazer download ou imprimir:

Elman Bacher – Estudos de Astrologia – Volume 8 – O Mapa do Casamento – O Casamento – A Paternidade – A Infância – A Adolescência – A Fraternidade – O Signo Solar – O Espectro Genérico – A Atribuição da Sua Vida

2. Para estudar no próprio site (para ter as figuras, que tanto ajudam na compreensão, consulte a edição do item 1, acima):

 

ESTUDOS DE ASTROLOGIA

 

Por

Elman Bacher

Volume 8

Fraternidade Rosacruz

 

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

Studies in Astrology

2ª Edição em Inglês, 1951, The Rosicrucian Fellowship

Estudios de Astrología

3ª Edição em Espanhol, 1981, Editorial Kier S. A.

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

 

PREFÁCIO

Tantos foram os comentários favoráveis recebidos por nós, aos artigos astrológicos de Elman Bacher publicados em nossa revista “Rays from the Rose Cross”, durante os últimos anos, que estamos certos que haverá uma boa acolhida a esse trabalho, por parte dos Estudantes de Astrologia Espiritual.

Os profundos conhecimentos de Elman Bacher e sua devoção à ciência astral, aliados a uma extraordinária compreensão da natureza humana, permitiram-lhe apresentar temas que indubitavelmente o situam entre os melhores Astrólogos Esotéricos modernos. E como a veracidade e o valor da astrologia tornam-se, a cada dia, mais aceitos de modo geral, seus trabalhos ajudarão cada vez mais os seres humanos a conhecerem-se a si mesmos, e a realizarem seu mais alto destino.

Antes de sua transição, em 1951, Elman Bacher expressou o ardente desejo de que publicássemos seus artigos em forma de livro e, embora lamentemos profundamente não estar ele aqui para ver a concretização desse desejo, sentimos felizes por saber que sua aspiração está sendo realizada agora.

 

ÍNDICE

PREFÁCIO

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO I – O MAPA DO CASAMENTO

CAPÍTULO II – O CASAMENTO

CAPÍTULO III – A PATERNIDADE

CAPÍTULO IV – A INFÂNCIA

CAPÍTULO V – A ADOLESCÊNCIA

CAPÍTULO VI – A FRATERNIDADE

CAPÍTULO VII – O SIGNO SOLAR

CAPÍTULO VIII – O ESPECTRO GENÉRICO

CAPÍTULO IX – A ATRIBUIÇÃO DA SUA VIDA

 

 

INTRODUÇÃO

A Astrologia é para o Estudante Rosacruz uma fase da religião, basicamente uma ciência espiritual. Esta ciência, mais do que qualquer outro estudo, revela o ser humano a si mesmo.

Nenhuma outra ciência é tão sublime, tão profunda e tão abarcadora. Ela revela a relação entre Deus (o Macrocosmo) e o ser humano (o Microcosmo), demonstrando que ambos são fundamentais.

A ciência oculta, ao investigar as forças mais sutis que afetam o ser humano (o Espírito) e seus veículos, receberam seus efeitos com a mesma precisão que a ciência acadêmica fizeram com as relações do mar e do céu, da planta e do animal, dos raios do Sol e da Lua.

Com esse conhecimento podemos determinar o padrão astrológico de cada indivíduo, e conhecer a potência ou as debilidades relativas das diferentes forças atuantes em cada vida. De acordo com o que tenhamos alcançado deste conhecimento, podemos começar a formação sistemática e cientifica do caráter – caráter é destino!

Observamos os períodos e estações que são cosmicamente vantajosos para o desenvolvimento de qualidades ainda não desenvolvidas, corrigindo rasgos defeituosos e eliminando inclinações destrutivas.

A ciência divina da Astrologia revela causas ocultas que trabalham em nossas vidas. Assessora o adulto com respeito à vocação, os pais na orientação dos filhos, o mestre na orientação dos discípulos, o médico no diagnóstico das enfermidades; prestando-lhes, desta maneira ajuda a todos em qualquer situação em que precisem.

Nenhum outro tema dentro da margem do conhecimento humano, até esta data, parece conter as possibilidades estendidas aos astrólogos para ajudar aos demais na sua própria dignidade como deuses em formação, a um entendimento maior da lei universal, e a verificação de nossa eterna seguridade nos braços acariciadores da Vida Infinita e do Ser Iluminado.


CAPÍTULO I – O MAPA DO CASAMENTO

 

Esse capítulo sobre Mapas de Casamentos é oferecido como uma tentativa de esclarecer aos Estudantes Rosacruzes de Astrologia os processos e significados da união de duas pessoas que se juntam para uma experiência mútua no casamento. Por algum tempo, o autor sentiu que erigir um Mapa para o momento em que está programado o início da cerimônia do casamento não é realmente válido. Por isso, aqui é apresentado um pequeno subsídio para se pensar quanto ao momento válido para se erigir um Mapa do casamento.

De acordo com o que diz a filosofia oculta sobre a evolução humana, por meio dos processos de reencarnação, “ser nascido” significa realmente “reaparecer na carne”. Uma vez que todos nós temos sido envolvidos no processo de reencarnação por muito tempo, se casar significa realmente “se casar outra vez”. É extremamente improvável que qualquer pessoa, agora encarnada, nunca tenha se casado antes. Todos nós já dissemos o equivalente a “Eu aceito” em várias línguas, vários países e várias épocas – e seja em voz alta ou em voz baixa. Uma vez que o “esposo-esposa” é uma identidade especializada de “homem-mulher”, o duplo “Eu aceito” e o pronunciamento final do oficiante (ou seu equivalente) é realmente uma variação do “EU SOU”; em outras palavras, é o nascimento de uma nova identidade, no que se refere a essa encarnação. Existe um paralelo notável entre o “nascimento do esposo-esposa” e o nascimento do indivíduo, como uma expressão física. Consultemos o Grande Mandala:

Um círculo com os diâmetros vertical e horizontal; os quatro Signos Cardeais (Áries, Capricórnio, Libra e Câncer) nos pontos à esquerda, acima, à direita e abaixo, respectivamente (as cúspides do Ascendente, da décima, da sétima, e da quarta Casas); partindo do ponto médio da linha de Câncer, através dos pontos médios de Libra-Capricórnio, e descendo até o ponto médio de Áries, trace uma linha curva que resulte em três quartos de um círculo; conecte, com uma linha reta, os pontos das cúspides de Áries-Câncer (os pontos onde as linhas das cúspides tocam o círculo).

Para não perder a oportunidade e por um momento vamos explicar o simbolismo da linha reta Áries-Câncer: até você chegar no ponto que representa o meio do caminho quando você anda ou dirige em um túnel você estará entrando no interior da montanha ou da colina; o ponto exato da metade do túnel marca a mudança de sua relação com o interior, contando que você prossiga do interior para a saída, e quando passar por ela, você deixará seu interior. Nos planos internos, entre renascimentos, há um “ponto de inflexão” que é determinado por sua prontidão para reencarnar. A vibratória atração gravitacional de seus ideais não realizados ocorre, então, e começam a ser ativados seus preparativos para o renascimento. Em outras palavras, a partir desse ponto você deixa o interior da subjetividade – que é a “saída” da qual é seu primeiro contato com seu futuro veículo a ser concebido.

Enquanto você ainda se encontra no estado subjetivo, mas se preparando para a reencarnação, eventos importantes e relacionados acontecem no plano objetivo. Por exemplo, aqueles que vão ser seus pais podem terem se encontrado recentemente, podem ter reconhecido uma atração amorosa mútua e um desejo de união também recentemente, podem também terem se preparado para a cerimônia do casamento, estabelecido o seu lar, ter efetuado a intimidade de sua união, entre outras coisas. Ou, ainda, se outro filho ou filhos vierem antes de você, esse preparativo externo pode ser simplesmente a decisão mútua de seus futuros pais de realizarem seu desejo de mais experiência paterno-maternal e, como resposta a tal desejo, eles efetuam a sincronização emocional e física que resulta na concepção de seu veículo. De um jeito ou de outro, a preparação é sincronizada em ambos os estados, o interno e o externo. No momento rigorosamente certo para o que você necessita, a semente de seu corpo é acesa na expressão, e então, seu veículo começa sua própria individualização. No fim do período pré-natal você “nasce” – o que, simplesmente, significa que você é “individualizado fisicamente”. Seu corpo é, a um só tempo, a expressão quimicalizada de um objeto de desejo sobre o qual seus pais vão exercitar seus recursos de Amor-Sabedoria, individual e mútuo, e o seu desejo de evoluir através de novas expressões de seus potenciais.

O quadrante no Mandala representado por Áries-Câncer é o preparo subjetivo de sua reencarnação; Câncer é a concepção; Libra é a objetivação do futuro sexo fixo e a subjetivação da futura complementação; Capricórnio é a solidificação do organismo; Peixes, se fosse mostrado na décima segunda cúspide, é o símbolo condensado dos resíduos não cumpridos das três cruzes; Áries, no fim das três cruzes e no fim dos três quadrantes pré-natais é o símbolo do seu reaparecimento, no nascimento, na individualidade física – re-objetivação do seu “EU SOU” nesse plano. Daí em diante, e até a transição de volta a subjetividade, o seu “EU SOU” desdobra os seus potenciais por meio de vários intercâmbios de relacionamentos com outros seres humanos. Pense e reflita mais sobre isso – é a “representação humana” de um padrão cósmico.

Com essa analogia em mente e o Mandala nas mãos, vamos agora traduzir esse padrão em termos do assunto em pauta – o significado da cerimônia de casamento como o estabelecimento de uma nova identidade de dois seres humanos.

O “ponto de inflexão subjetivo” é o momento em que cada pessoa age sob um pensamento, um sentimento ou uma oportunidade, de tal modo que o encontro das duas é o resultado inevitável. Exemplos, cada um deles:

  • aceita um convite para jantar na casa de um amigo em comum na noite seguinte;
  • desfruta de um passeio ao campo com amigos de ambos no próximo mês;
  • vai a uma exposição de arte chinesa em determinado dia do mês do próximo janeiro, ou – se ambos são astrólogos – para abençoá-los;
  • palestram numa convenção da “Star-lit Stargazes, Inc.” em West Blubber, Groenlândia, em 1968.

O recebimento do convite marca o ponto de inflexão; a aceitação é o ato que as conduz, dia após dia, da “subjetividade da vida de solteiro” para a “objetividade de uma nova identidade como esposo-esposa”. O elemento tempo é, naturalmente, uma variável individual, ou seja, alguns casais precisam esperar muito tempo antes de se encontrarem, enquanto outros se encontram e se sentem atraídos mutuamente de maneira repentina, deliciosa e inesperada. Os “amigos em comum” – ou o Conselho Diretor da “Star-Lit Stargazers, Inc.” – são os agentes quimicalizados do magnético poder do Amor que serve para efetuar o contato entre as duas pessoas.

O primeiro encontro entre as duas pessoas conclui a fase “subjetiva”, e esse “ponto no tempo” é análogo ao “ponto de concepção” do mandala. Agora, sua união é estabelecida fisicamente e o intercâmbio vibratório é, consciente ou inconscientemente, inaugurado.

De Câncer a Libra, no mandala, o elemento tempo está entre os encontros das duas pessoas e seu reconhecimento do amor recíproco. Quando isso acontece (o “amadurecimento da consciência de polaridade da adolescência”), a subjetividade do gênero, que coincidiu com a objetividade do sexo no período pré-natal presente, é acesa mutuamente pela ação da vibração simpática; cada um deles vê o outro como o símbolo ideal quimicalizado das qualidades genéricas subjetivas – ou a “contemplação” em todos os planos. Eles não “se apaixonam” (palavra horrível!); eles se elevam um ao outro na consciência pela fusão mútua do melhor de suas qualidades. Essa “fusão mútua de vibração” é o arquétipo daquilo que se expressa quimicamente na ação a que chamamos relação sexual. Essas duas “fusões” são liberações de tremendos recursos, e são acompanhadas por realizações “mais intensas do que nunca antes”, da condição de ser ideal, emocional, mental e espiritual. A fusão vibratória organiza o reconhecimento consciente, por ambos, da “necessidade mútua”. Na mutualidade, isso conduz, eventualmente – consoante a inclinação pessoal – à decisão de se casarem; a isso se segue, e também de acordo com as inclinações pessoais, o anúncio da intenção. A decisão e o anúncio são simbolizados no mandala por Capricórnio, no ponto culminante da roda – símbolo do concreto, da organização e da condensação – da polaridade de Câncer.

O estado emocional objetivado pelo anúncio estabelece a identidade de “noivos”, e deve-se acrescentar que, nessa explanação do “pré-natal”, o Signo de Leão e a quinta Casa – seguindo-se a Câncer – simbolizam o amor individualizado de uma pessoa pela outra. Leão é a irradiação de amor – um assunto individualizado; não é o intercâmbio de amor, e todos os “pontos de identidade” do mandala Cardeal são isso, porque eles se referem ao “relacionamento por complementação”; uma “mãe” é isso, em relação ao seu “filho ou filha”, e um “irmão ou irmã” é isso, em relação ao seu outro irmão ou irmã; o Capricórnio desse símbolo é a identidade objetivada de Leão-Libra individual e mútuo, a condição de “amar e ser amado”. Em nossa tradição o homem dá um anel à mulher como uma “dramatização” de sua elevada consciência de idealidade, cujo poder é simbolizado pela resplandecente beleza da joia – geralmente um diamante, que é a joia-símbolo do Sol. Esse anel e o que se usa – às vezes os dois – na cerimônia do casamento jamais é, como pensam alguns, um símbolo de servidão ou escravização da mulher pelo homem; é sempre um círculo, o símbolo da realização perfeita do intercambio perfeito na união perfeita. A decisão mútua, a apresentação e a aceitação do anel, o anúncio formal e o primeiro planejamento de hora e local para a cerimônia de casamento são reunidos no ponto de Capricórnio. O Aquário desse quarto quadrante a partir de Áries simboliza: a irradiação de convites às pessoas que amam, que são amadas e apreciadas pelo casal de noivos; a extensão de amor aos membros da família e aos amigos; os pais podem sentir que estão “perdendo seus filhos”, mas na realidade eles estão, pela fraternidade de Aquário, ganhando um “irmão mais novo” e uma “irmã mais nova”. Pelo casamento, o jovem casal se torna membro da fraternidade dos maridos e esposas e, subsequentemente, da fraternidade dos pais e mães – da qual seus próprios pais são “membros veteranos”.

A última fase desse período “pré-natal” do matrimonio é o Signo de Peixes em seu significado regenerado – o símbolo da fé e da idealidade. Casar significa uma afirmação da própria realização do bom e belo da vida, e significa também uma boa vontade de contribuir para a Vida com os próprios recursos do Bom e do Belo. O Signo de Peixes do mandala simboliza a cerimônia de casamento como um símbolo dramatizado de uma das mais profundas e sinceras realizações do regozijo humano, da inspiração e amabilidade humanas. A confecção artística das roupas e do vestido de noiva, as flores e a música significam o desejo da humanidade de alcançar e expressar realizações de eterna beleza – a manifestação aperfeiçoada. Em nossa tradição, a cerimônia geralmente começa com a primeira nota do prelúdio musical ou da própria marcha nupcial. Enquanto “prosseguimos através” de Peixes, a cerimônia continua nos pontos de oração, meditação, música e recitativo de pensamentos espirituais relativos ao significado interno do matrimônio. O oficiante simboliza, em sua pessoa, o intermediário entre a personalidade e realidade de cada uma das duas pessoas. Quando ele diz “agora vos declaro marido e esposa”, o movimento através de Peixes – como a cerimônia simbólica – se encerra em Áries, e a entrada em Áries simboliza a nova identidade do casal como “marido e esposa” em relação um ao outro e em relação, como indivíduos, ao seu padrão de vida individual. Grandes explosões de música – e tal música deve ser irradiante e estática em qualidade – e o casal caminha junto, pela primeira vez, em sua nova identidade. E que Deus os abençoe sempre.

Frequentemente se faz algo nas cerimônias de casamento que realmente não está de acordo com o simbolismo da cerimônia; é o caso do oficiante declarar o casal – no fim do serviço – “homem e esposa”. Um “homem” é um ser humano adulto e masculino; como tal, antes mesmo que possa considerar o casamento, ele deve, por necessidade, funcionar por alguns dias, semanas, meses ou anos como um “ser humano masculino adulto”. A identidade recém-estabelecida é “marido”, e assumida essa identidade, o homem “encarna”, em sua nova oitava de consciência do seu “EU SOU”, como um símbolo de sua capacidade e disposição para se desdobrar e expressar novos níveis de consciência, recursos e poderes.

Com a expressão da palavra “esposa” na afirmação acima, a declaração da nova identidade fica completa e integrada; o “período pré-natal” está terminado e o relacionamento material encarnado. O autor tem a convicção sincera e amadurecida de que o instante em que o oficiante diz “esposa” é o momento que deve ser usado para o Mapa do Casamento. A despeito das programações, horários e editais, o casamento não “nasce totalmente” até que seja concluída a declaração. O choro do bebê recém-nascido e o pronunciamento do oficiante do casamento são, ambas, expressões do poder da palavra – a estampa vibratória vivente de uma nova identidade; com isso, o bebê recém-nascido e o marido-esposa recém-nascido “coisas-em-si-mesmas” individualizadas; estão, por assim dizer, “por conta própria”.

Se você tem os Mapas da noiva e do noivo, identifique seus Regentes astrais nesse Mapa do casamento para determinar qual o fator nele é “a personificação” por cada um. O Mapa do casamento não é um “composto de duas pessoas”; antes é o padrão astrológico de uma experiência especializada. Atente para isso ao correlacionar, tanto quanto possível, cada padrão astral dos indivíduos com o Mapa do casamento, isso para o estudo dos agrupamentos vibratórios. Aplique, então, o Mapa de cada pessoa, o Regente e as posições astrais do Mapa do casamento; isso é para se estudar os significados essenciais – para cada um dos dois – da experiência como um fator muito importante na sequência de experiências da vida. Tendo-se um ou ambos os Mapas individuais completos, impõe-se naturalmente a necessidade de se estudar os Aspectos progredidos, especialmente os da Lua – para análise da ação individual. Se não se tem a hora do nascimento, você não pode ter os Mapas perfeitos, mas ainda pode agrupar as posições astrais pelas cruzes (Cardeal, Fixa e Comum) e pelos Trígonos genéricos (Fogo, Terra, Ar e Água), e então compará-los com os agrupamentos astrais do Mapa do casamento. Em ambos os casos, uma vez que todo acontecimento ocorre entre duas junções, aplique o último eclipse solar aos Mapas individuais (não o Mapa do casamento, porque o matrimônio ainda não havia “nascido” por ocasião do eclipse) e relacione os Aspectos que tal eclipse e sua resultante Lua Cheia produziram. Se o casamento ocorreu um mês após o eclipse, então observe também os efeitos da lunação que precedeu as bodas nos Mapas dos noivos. Note os efeitos – em todos os três Mapas – do eclipse solar que ocorreu primeiro após a cerimônia; preste especial atenção ao “ponto” (caso este exista) em que este eclipse estimula nos três Mapas e observe o lapso de tempo entre este e o eclipse seguinte. Esse padrão de eclipse que estimula todos os três Mapas revela a primeira maior prova das pessoas no casamento, e do casamento em si, a partir de um composto de fraqueza das duas pessoas, como indivíduos e como um casal. Também, para leitura básica, relacione também todos os “pontos em comum” nos três Mapas; todos esses Astros nos Mapas das pessoas, estando em Quadratura ou Oposição, indicam que – em virtude de sincronização com um Astro no Mapa do casamento – a experiência matrimonial fornece, às pessoas, uma “oportunidade extraordinária” de perceber as congestões na consciência; inversamente, todos os Astros que estão em Sextil estimularão o exercício da transmutação autodirigida, e todos os que estiverem em Trígono representarão a “habilidade matrimonial” de “abençoar as pessoas”, por meio das quais eles experimentarão super-realizações de sua idealidade. Em outras palavras, todos esses padrões são experiências focalizadas especialmente no matrimônio. A “singularidade” do Mapa do casamento focaliza a singularidade individual e mútua das pessoas.

Quando você estudar o Mapa do casamento, preste muito mais atenção aos diâmetros das cúspides das Casas separadas. Casamento é polaridade humana objetivada, e os diâmetros representam os fundamentos da “condição-de-dois-em-um” de todas as experiências humanas; em outras palavras, os fundamentos da polaridade. A administração das finanças é segunda-Casa-oitava-Casa. Os filhos são quinta-Casa-décima primeira-Casa, etc. A sétima Casa do Mapa do casamento, com suas Quadraturas e Oposições, resume o poder vibratório que desafia a integridade da união.

Tudo isso constitui um excelente exercício de sua habilidade de sintetizar, como um intérprete, uma importante fase de seu serviço e um delicioso estímulo a tudo em sua natureza que o faz amar a astrologia.

Mais uma sugestão: experimente ler seu próprio horóscopo natal como se ele fosse um Mapa do casamento. Filosoficamente falando – você sabe – isto é exatamente o que ele é!

 

CAPÍTULO II – O CASAMENTO

 

Para o prosseguimento desse tema, façamos os seguintes mandalas:

  • Um Grande Mandala – o Horóscopo Abstrato com Áries no Ascendente, incluindo as triplicidades de Fogo e de Ar: Áries, Leão, Sagitário e Libra, Aquário, Gêmeos, respectivamente;
  • Um mandala com o Signo de Gêmeos no Ascendente;
  • Um mandala com o Signo de Libra no Ascendente.

Enquanto “complementação” é a palavra-símbolo que se refere ao intercâmbio vibratório em geral, “casamento” é a forma especializada de complementação que inclui intercâmbio com uma pessoa de sexo físico oposto. Em sua expressão mais completa – vibratória e fisicamente – o intercâmbio gerador se desenvolve; contudo, muitas vezes o relacionamento homem-mulher não implica, ou pode não implicar, nesse intercâmbio físico; mesmo assim, reconhecemos nosso “outro ‘eu’” naquelas pessoas que nos complementam de modo mais pleno, pelo que nossos relacionamentos com elas são, talvez, as mais intensamente “focalizadas” de todos os nossos padrões de relacionamentos e experiências.

A qualidade de regozijo natural espontânea que se encontra no relacionamento e alimentada pela fraternidade entre duas pessoas, uma com a outra. Pela qualidade de nosso ser vibratório, em qualquer ponto particular ao longo de nossas vidas, atraímos, para nós mesmos, pessoas que não apenas nos complementam – “nós precisamos delas e elas de nós” – mas existe uma “simplicidade” inerente a cada uma e que é recíproca. Essa simplicidade se evidencia em um tipo de “familiaridade natural”, um “reconhecimento fácil”, que é muito diferente do “constrangimento” instintivo que as pessoas sentem uma pelas outras quando sua fraternidade não é reconhecida (o não “reconhecimento” é “indiferença”, e nenhum relacionamento resulta do contato). O ser humano tende a recear e detestar aquilo que conscientemente ignora; por esse tipo de reconhecimento ele vê os outros como “separados dele” e é a tendência natural para “se defender daquilo que não é compreendido” tomar forma de antagonismos e atritos instintivos. Quando nós percebemos a fraternidade vibratória, mesmo com as pessoas mais estranhas, nós experimentamos uma atração fácil que pode florescer rapidamente em amizade e em intercâmbio feliz e benéfico.

O mandala com as triplicidades de Fogo e de Ar descreve a essência dessa qualidade.

Esse mandala ilustra uma expressão duplicada da trindade dinâmica; o abstrato dessa trindade é a triplicidade de Fogo; a existência como poder se expressando com amor e sabedoria; sua contraparte e a triplicidade de Ar, iniciada por Libra como a polaridade de Áries; as duas, juntas, formam os seis “pontos” do Aspecto Sextil – o mecanismo para descristalizar congestões. Pense um pouco nesse “símbolo do Aspecto Trígono” como uma expressão espiritualizada. Passemos, agora, ao nosso segundo mandala – a roda com o Signo de Gêmeos no Ascendente. Ligue esse Ascendente à quinta cúspide (Libra), ligue a quinta à nona (Aquário), e a nona ao Ascendente, criando assim o mandala da fraternidade – uma vez que Gêmeos, como Signo Ascendente, é o Signo que se refere à terceira Casa do Horóscopo Abstrato e é a “raiz” da consciência de Amor fraternal da Humanidade.

Nesse mandala da fraternidade vemos a imagem da irmandade básica como o ponto inicial do florescimento do Amor-Sabedoria; irmãos e irmãs, companheirinhos das brincadeiras e colegas da escola na infância; companheiros de estudos de qualquer idade, pessoas semelhantes nos interesses vocacionais ou nas ocupações aleatórias, indivíduos semelhantes nos objetivos espirituais, aqueles que desfrutam das mesmas coisas e os que estão aprendendo as mesmas lições da vida. Quando entramos em contato com os nossos “irmãos e irmãs vibratórios”, nós os reconhecemos; à medida que nos livramos das congestões, estabelecemos facilmente, e às vezes rapidamente, bons entendimentos com eles; nós temos uma “afinidade” com eles que torna possível esse “bom reconhecimento vibratório”.

A experiência de “se apaixonar” é uma intensificação dessa afinidade vibratória. No mandala de Gêmeos, Libra está na cúspide da quinta Casa – vê-se agora o aspecto Amor da triplicidade como sendo a complementação do casamento e esse reconhecimento vibratório compõe a mais completa realização da qualidade do “outro ‘eu’”. Vê-se aqui a fraternidade de irmão-irmã em uma forma ampliada de complementação intensamente focalizada de um homem e uma mulher cuja fraternidade entre si é necessária para experiência no relacionamento conjugal. Aqui o “casamento” é visto como uma dupla irradiação de amor e um duplo estímulo pela força do amor. É também a imagem do intenso regozijo dos amantes – a complementação é uma ignição da mais alta oitava emocional de que cada um é capaz nos momentos particulares de suas vidas. Verdadeiramente, o regozijo do amor dos amantes é uma irradiação de luz formosa e inspiradora – enche os corações de todos com a sua imagem ideal (estude seu Mapa com a cúspide de Gêmeos como Ascendente).

Examinemos, novamente, o Grande Mandala – Áries no Ascendente – com especial atenção para o diâmetro Gêmeos-Sagitário. Gêmeos – a raiz da fraternidade – é o Signo da décima-segunda Casa de Câncer, o Signo da mãe; é o Signo da nona Casa de Libra, o Signo da esposa; Sagitário é o Signo da décima-segunda Casa de Capricórnio, o Signo do Pai e o Signo da terceira Casa (Fraternal) de Libra e nona Casa de Áries, o Signo do marido. Vamos interpretar os padrões Casa-Signo desse modo:

Posto que Áries-Libra – o diâmetro horizontal – inicia as metades inferior e superior do círculo, considera-se o diâmetro Gêmeo-Sagitário a modulação para a divisão vertical da roda, representada pelo diâmetro vertical Câncer-Capricórnio. Virgem-Peixes é a modulação para frente e para a próxima expressão de Libra-Áries. Mercúrio, pela Regência de ambos os Signos Comuns Gêmeos e Virgem, é o Planeta-chave da modulação e adaptabilidade às novas oitavas. Mercúrio, sob o ponto de vista genérico, é andrógino, ou seja, é “neutro” no sentido de que não é especificamente masculino nem feminino, mas inerente a ambos. O quadrante iniciado pelo másculo Marte é modulado por Mercúrio-Gêmeos (Signo feminino, gênero masculino) ao próximo quadrante, Câncer, que é regido pela Lua, e, sendo de Água, é fêmea-feminino; através de Virgem (Signo masculino, gênero feminino) Mercúrio modula o segundo quadrante e o semicírculo inferior ao terceiro quadrante e semicírculo superior, através do Cardeal Libra, regido por Vênus, que é complemento de Áries-Marte. A “masculinidade” dos Signos de Ar, iniciados por Libra, representa simplesmente as “qualidades positivas da natureza da mulher”, o gênero masculino se expressando no sexo feminino ou a iniciação às oitavas superiores de consciência pela percepção do reflexo ideal de um indivíduo por outro. Libra em sua Casa – a sétima – é o portal do templo da alma. Áries – a primeira Casa – é o portal para nova experiência através da encarnação e pelo estabelecimento de uma nova oitava de autoconsciência. Em Áries nós dizemos “EU SOU”; em Libra estendemos nosso “EU SOU” ao “NÓS SOMOS” – a transformação da autoconsciência separatista pelo poder do Amor-Fraternidade; o Amor-Fraternidade dissolve os “espaços” entre nós e os outros seres humanos; nós – e eles – alcançamos vibratoriamente uns aos outros, e as “lacunas são preenchidas”, de sorte que nós – e eles – combinados para ser uma única pessoa. A consciência de individualidade é, por conseguinte, ampliada em novas e mais elevadas oitavas de realização.

É opinião pessoal do autor – aqui representada como “assunto para se pensar” – que Plutão, como Regente de Escorpião, está Exaltado em Gêmeos, Signo-raiz do Amor-Fraternidade (“exaltação” é “maturidade genérica”). Quando respondemos a uma ignição de nossa sabedoria interna e percebemos a nossa fraternidade com outra pessoa, nossa Mente subconsciente[1] começa, automaticamente – assim como o fogo queima para cima, também de maneira automática – a descristalizar as congestões de inveja, ciúme e ódio, capacitando assim “jogar fora o lastro negativo” e nós, como um resultado, nos elevamos em qualidade vibratória (essas qualidades negativas são propiciadas por intensas congestões de poder do desejo reprimido). Além disso – vejamos o Mandala de Escorpião – a décima-segunda Casa é coberta por Libra, iniciador da triplicidade de Ar da qual Gêmeos é a terceira (Sabedoria) oitava; Vênus, Regente de Libra, está “amadurecida” em Peixes, o Signo da décima-segunda Casa do Grande Mandala, regido pelo princípio da idealidade de Netuno. A qualidade de desejo intensamente comprimida de Escorpião – como a “coisa encarnada” nesse mandala – foi impelida à “encarnação” pela complementação matrimonial de Libra – harmonia através do perfeito intercâmbio vibratório é a redenção dos potenciais intensamente reprimidos da vibração de Escorpião. A “oitava de sabedoria” de quaisquer das quatro triplicidade elementares (genéricas) é “aquilo que se aprende sobre a Vida a partir da experiência” – em contraste com o padrão do Signo da terceira Casa (que se reflete a Gêmeos no Grande Mandala), o qual é “aquilo que se aprende por meio do exercício intelectual”; o padrão da terceira Casa é integração do intelecto; o padrão da nona Casa é a integração da consciência por meio da experiência, e “EXPERIÊNCIA” significa RELACIONAMENTO, uma vez que somente por meio do relacionamento é que a experiência tem qualquer significado especial para nós; nada mais identifica uma experiência, a não ser o modo pelo qual nos sentimos em relação a outras pessoas e reagimos a elas.

Portanto, a Fraternidade é a essência destilada daquilo que se aprende mediante o Relacionamento do Amor; quando os potenciais intensos de Escorpião são liberados construtivamente, cedo ou tarde (mesmo se levar anos de encarnações) nós somos alertados para a irmandade de toda relação complementar. A dolorosa e terrível reação a que chamamos “ciúme” não é outra coisa senão Fraternidade que “ainda não viu sua própria face”; ela é uma atração fraternal do Amor que, até o momento, só vê diferenças, não semelhanças. A dor dessa reação emocional – uma liberação de Plutão-Escorpião – tem alcance profundo. Nenhuma reação de ciúme deve ser considerada como TRIVIAL ou INSIGNIFICANTE – porque ela representa uma oportunidade para maior desenvolvimento do Amor fraternal; até que se faça um ajuste de consciência – quer como um “recebedor” ou um “dador” – o subconsciente reterá o “padrão da dor”. O Mandala de Escorpião – com Libra como Signo de sua décima-segunda Casa e Touro (também regido por Vênus) como Signo de sua sétima Casa, nos diz como lidar com essas intensas reações dolorosas: aprenda a perceber e apreciar o que há de melhor no outro; aprecie-o por sua luz e aprenda a emular alguma coisa de suas qualidades regeneradas – pois, em algum lugar ao longo do caminho, ele está “no alto”, enquanto você ainda está “em baixo”; ele já desenvolveu algo que você ainda tem que desenvolver – sua dolorosa reação é um lamento de fome insatisfeita de seu subconsciente, o qual deseja que você liberte algo de seus potenciais e se expresse mais extensivamente.  Não perca tempo invejando; admire, aprecie e aprenda da pessoa para com a qual você tende a ter essa reação; quer ela saiba ou não, ele é seu irmão “mais velho” de quem você pode aprender algo de grande importância para a realização do seu eu ideal.

Devemos focar na sétima Casa, em nome da clareza, nessa discussão, ainda que existam diversas maneiras de analisar um Mapa no que diz respeito à “complementação”. A sétima Casa é sua experiência matrimonial e, em um horóscopo natal ela deve, por sua própria natureza, representar seu relacionamento com uma pessoa – ou pessoas – do sexo físico oposto. Os Astros em sua sétima Casa representam a focalização de princípios representados pelos Signos que eles regem, os quais encontram a sua mais completa expressão no campo do relacionamento complementar. Nem todos se casam realmente, no sentido de se tornarem marido ou esposa; mas todos têm uma sétima Casa com uma focalização particular de princípios da Vida e com qualidades vibratórias representadas.

Os Astros na sétima Casa que se encontram no Signo dessa Casa, ou nela Interceptados, são os enfoques mais definidos das qualidades vibratórias com que se deve lidar na relação conjugal. Esses Astros representaram uma condensação de suas necessidades de experiências e, consequentemente, representarão uma compulsão relativamente forte para o casamento. Os Astros na sétima Casa, mas no Signo da oitava Casa, são um pouco diferentes; esses Astros representam qualidades que você precisa regenerar – e a “ignição” dessa necessidade interna chega a você em alguma maneira de relacionamento intensamente focalizado – o qual pode ou não ser uma pessoa do sexo oposto ou com uma do mesmo sexo. Muitas vezes as pessoas são alertadas para suas necessidades de regeneração mais imperiosas, por meio do contato com uma outra pessoa do mesmo sexo – e até que ocorra essa regeneração, a outra pessoa “parecerá uma inimiga” para tal assunto.

O primeiro passo na análise vibratória da sétima Casa como indicadora da experiência conjugal é entender os dois Signos no diâmetro horizontal do horóscopo. Esse diâmetro é a polaridade de “você e seu complemento”, e todo estudante de Astrologia deveria “basear-se” em uma abordagem filosófica aos diâmetros que se acham nos doze Signos – um de nossos passos mais importantes. Vamos, então, aos Astros que regem o Ascendente (e Signo interceptado na primeira Casa, se o há) e a sétima cúspide (e seu Signo interceptado, se existe algum).

Determine a qualidade genérica desses Regentes: SIGNOS MACHOS: Fogo e Terra; SIGNOS FÊMEAS: Ar e Água; SIGNOS MASCULINOS: Fogo e Ar; SIGNOS FEMININOS: Terra e Água. Compare a qualidade genérica desses Regentes de Casas com os sexos físicos, seu e de seu par, para determinar qual dos dois é basicamente o mais masculino e o mais feminino; compare a qualidade genérica geral de ambos os Mapas ao sintetizar as qualidades genéricas (qualidades básicas) de todos os Astros nos mesmos Mapas; o valor relativo de ambos esses Mapas, até onde os Aspectos congestionados (Quadraturas/Oposições) sejam representados, e o valor relativo dos Aspectos regenerados; determine qual Astro, em cada Mapa, é o mais intensamente congestionado, e veja como o outro Mapa alivia esse Astro congestionado. Faça isto com todos os outros padrões congestionados para determinar como cada um pode ajudar ao outro a se elevar em qualidade vibratória.

Uma dica mais importante é dada pela posição de seu Regente astral no Mapa de seu par, e o dele ou dela em seu Mapa. Seu Regente está em um determinado Signo, tendo uma certa qualidade genérica. A posição dos Regentes dos Mapas, no Mapa da outra pessoa, fornecerá indícios dos focos de influência que cada um tem sobre o outro. Se seu Regente astral está em Conjunção com um Astro no Mapa de seu par, então sua influência é grandemente acentuada para o bem ou para o mal – porque esse Astro no Mapa do seu par é sua identificação pessoal na vida dele ou dela, e você pode, pela maneira de expressar seu Regente, “causar-lhe o sucesso ou o fracasso” pelo modo de você se identificar quanto a essa particular influência astral. Aplique, também, o Regente dele ou dela ao seu Mapa e veja se ele forma Conjunção com algum Astro em seu Mapa; se forma, estude esse Astro com o máximo de empenho; a regeneração desse Astro é o propósito pelo qual você foi atraído para o seu par – se o Planeta estiver congestionado. Se não, então sua expressão por parte de você se torna possível uma “canalização” de efeito construtivo nele/nela, e a imagem mostrada disso é a de que aquela particular vibração astral “condensará sua necessidade de você”. Por conseguinte, cabe a você exercitar suas regenerações para que sua Luz, não sua “escuridão”, seja o “presente” que você dá a sua experiência conjugal.

Então, naturalmente, sincronize os dois Mapas de modo a poder determinar todas as Conjunções astrais mútuas. Essas são as “casas de força” nas quais a luz é gerada em seu relacionamento de casamento. Estude as qualidades genéricas representadas pela posição do Signo dessas Conjunções para determinar que fase de polaridade esteja sendo exercitada por vocês dois conjuntamente e estude o Astro que disposita[2] cada Conjunção – isto é muito importante porque o Astro que disposita, tal uma Conjunção, representa o princípio de vida focalizado naquilo que vocês dois são, juntos, “trabalhando” por meio de uma Conjunção mútua.

Lembre-se de que seu Mapa é seu Mapa, sendo, portanto, um retrato de sua consciência. Sua sétima Casa é o retrato íntimo de seu casamento; assim, reconheça o valor de conceber o ideal representado pelo Regente de sua sétima Casa; ele é o princípio para o qual você deve ser alertado por seu par, e é o ideal que, no seu Ser Interno, você busca sinceramente realizar.

Vamos concluir com um breve exame do mandala de Libra – a abstração da humanidade como um refletor daquilo que é da alma.

O retrato feminino básico da humanidade – a faculdade que todo homem e mulher têm de refletir, para os outros, suas realizações ideais pela percepção da luz interna deles. Virgem está na décima-segunda Casa, portanto, serviço é a palavra-chave redentora do casamento; o serviço executado pelo cumprimento da parceria é a liberação de luz pela regeneração de nossas reações mútuas e reações às nossas experiências juntas. A posição de Gêmeos na nona Casa é uma palavra-chave que diz que o recurso de sabedoria do casamento está na fraternidade mútua. “Fraternidade” é “paralelismo”; quando, em sã consciência, nos mantemos lado a lado com nossos parceiros, ao invés de assumirmos posições de “superiores e inferiores”, verdadeiramente nós “nos damos às mãos em companheirismo amoroso”, e então cada um pode, com relativa facilidade, aprender da luz do outro.

Aqueles que têm realizado a experiência conjugal estão muito mais cônscios da verdadeira Amizade – Leão está na décima-primeira cúspide desse mandala. A força do amor pessoal é – ou pode ser – liberada com grande efeito da fonte de um coração amoroso e realizado para as extensões das relações impessoais. Aquário, na quinta Casa, nos diz que a criatividade do amor, no casamento, tem seu significado impessoal; não devemos convidar Egos à encarnação fazendo deles “imagens esculpidas”; se quisermos que o casamento se cumpra por meio da paternidade, devemos fazê-lo com amor, não pensando somente em você e considerando você o melhor e mais importante que qualquer outro e nem com possessividade. Como pais, a humanidade cumpre sua obrigação auxiliando o rebento a encontrar a realização de sua própria individualidade e – havendo conseguido isso com integridade e pureza de percepção – ele deve ser liberado para suas próprias realizações e experiências. Os filhos crescem e tomam seus caminhos, mas os pais que se amam mutuamente permanecem juntos. Sua fraternidade como marido-esposa-irmão-irmã permanece íntegra pelo amor-sabedoria, e eles são intimamente livres para deixar que seus filhos busquem sua maturidade na expressão da individualidade em todos os planos. O esposo e a esposa realizados se erguem, de mãos dadas, como um símbolo vivo da fraternidade entre homens e mulheres – como filhos amorosos e amados de nosso Deus Pai-Mãe.

CAPÍTULO III – A PATERNIDADE

 

Essa dissertação, pertinente à identidade humana especializada, será tratada considerando uma correlação de mandalas. Vamos precisar de três:

  • O Grande Mandala – Áries no Ascendente;
  • O mandala da Força do Amor – Leão no Ascendente;
  • O Mandala de identidade da Paternidade arquetípica – Capricórnio no Ascendente.

Aplique em cada um destes mandalas os símbolos dos Signos zodiacais em sequência, símbolo circular do Sol no centro e o símbolo pessoal do Sol (a linha horizontal e o semicírculo do Sol nascente) em cada Casa de Leão.

Primeiro – considerar o significado da identidade da Paternidade como um fator no padrão do Grande Mandala, o horóscopo do arquétipo, a humanidade. Capricórnio, o superior dos dois Signos na linhagem dos parentescos (o diâmetro vertical) é o Signo de Exaltação do princípio masculino, Marte. Exaltação, vibracionalmente falando, é a maturidade – e a maturidade da confiança própria – e a qualidade separativa de Marte se acha na assunção e no cumprimento das responsabilidades legítimas. A responsabilidade implicada em Capricórnio, como um dos dois fatores do diâmetro Câncer-Capricórnio, é a de prover forma como uma expressão do Poder do Amor. O diâmetro Câncer-Capricórnio é a polarização do Princípio da Matriz; é, em termos humanos, o modelo essencial, ou padrão, que identifica a forma humana.

O arquissímbolo da matriz é, naturalmente, o Signo maternal de Câncer; ele é a Mãe que provê a semente essencial da qual é emanada a força humana na gestação. A polarização deste arquiprincípio de Capricórnio é a impregnação da semente da forma pelo aspecto masculino do Princípio de Geração da Forma. Como tal, a identidade humana é o Pai – a personificação masculina daquilo que representa, para o gerado, a segurança da Forma reconhecível. A insegurança é uma das suas arquirraízes do condicionamento negativo; Aspectos de atritos e congestionados que envolvem a Lua e Saturno são, na astrologia, padrões de insegurança. Saturno, Regente de Capricórnio, é o iniciador da triplicidade Terra (Capricórnio, Touro e Virgem) – o princípio que identifica esse Trino é a administração da forma gerada. Isso se refere à geração e orientação dos filhos (Capricórnio), sustento da vida pelo intercâmbio material (Touro), e expressão pelo trabalho (Virgem). Lua-Câncer é o símbolo da segurança do humano imaturo; os imaturos encontram segurança na nutrição, proteção e afeição simpática representada pela Lua, como símbolo instinto maternal. Saturno-Capricórnio é o símbolo da segurança do ser humano maduro; os amadurecidos assumem e cumprem responsabilidades, aperfeiçoam sua expressão de potenciais em atos de contribuição relativos à grande família, que é a Sociedade.

Se Câncer simboliza nossa tendência para nos apegar àquilo que nos protege externamente, Capricórnio e a vibração de Saturno simbolizam o nosso desejo de estabelecer a nossa própria segurança individual, pela regeneração da consciência e expressão a partir desta base. Por meio de Câncer nós somos os cidadãos de um grupo de família; por meio de Capricórnio nós somos cidadãos de uma família maior, a família do estado, da nação e da raça; o arquétipo dessa cidadania é, naturalmente, nossa identidade como Terráqueos – coabitantes desse Planeta do Sistema Solar.

Todo mundo – seja masculino ou feminino – tem Lua-Câncer e Saturno-Capricórnio em algum lugar do Mapa. Esses retratam a segurança combinada dois em um da humanidade. Em cada encarnação especializamos o nosso arquétipo; nós trazemos conosco memórias instintivas subconscientes de experiências como sexo oposto de uma encarnação para outra; nós, também, trazemos a aspiração de realizar a unidade, tudo por meio da sequência de nossas encarnações. Aquilo em que falhamos numa encarnação, por ignorância e congestão de desejos, voltamos a experimentar na próxima, ou em uma sequente encarnação. Uma mulher pode aprender muito sobre os princípios da paternidade por meio de suas experiências como filha, esposa ou mãe no relacionamento com homens que apresentam as falhas de paternidade dela no passado. O homem recapitula ativamente a essência de passadas falhas na paternidade (começa em cada encarnação com isso) por suas reações subconscientes ao seu pai, quando ainda se encontra no estado imaturo, impressionável. Somos atraídos aos nossos pais pelo composto de diferenças e semelhanças com eles. Em outras palavras, nossa consciência individualizada (ignorância ou sabedoria) dos princípios da paternidade é o que faz nossa particular relação com os pais ser o que é em determinada encarnação. Nós não criamos nossos pais, mas nossa consciência é o fator condicionante que determina a qualidade de nosso relacionamento com nosso pai. A consciência sempre determina a qualidade da relação.

Agora o mandala com Leão no Ascendente. Esse é o mandala arquetípico do Poder do Poder do Amor, que é o recurso de toda reação e expressão emocional. É a fonte básica de toda a identificação emocional do relacionamento, como o aspecto criador do Deus Pai-Mãe, é o único amor do qual todos nós participamos, por meio das nossas encarnações, e que aspiramos continuamente realizar e expressar em nosso relacionamento com a vida humana e sub-humana.  Referindo-nos ao assunto em pauta, vemos que esse poder é “apadrinhado” em nossa consciência pela força geradora chamada desejo; o diâmetro Escorpião-Touro é a vertical desse mandala. A sexualidade do masculino e feminino dá forma encarnada ao reaparecimento nesse plano de um focalizador humano do poder solar. O desejo pessoal dos pais por uma união mútua mascara a aspiração regeneradora arquetípica que, enraizada por Escorpião na quarta cúspide desse mandala, começa como expressão de sexo, mas floresce como expressão de amor.

O Capricórnio, com identidade da fraternidade, é o Signo da sexta Casa desse mandala. O diâmetro do qual ele é a polarização masculina (Capricórnio, Câncer) forma o diâmetro da sexta Casa – Décima-segunda Casa desse mandala, e é análogo ao diâmetro Virgem-Peixes do Grande Mandala (com Áries no Ascendente). Esse diâmetro é o Princípio da Redenção, por meio do serviço pessoal (Virgem) e do serviço impessoal (Peixes). Uma vez que o Poder do Amor é a “coisa encarnada” nesse mandala, todo fator nele é um aspecto do Amor. O posicionamento do Capricórnio-Paternidade na sexta cúspide é, na especialização da consciência masculina, a expressão humana do Amor Divino por assumir, voluntariamente, as responsabilidades (vibração de Saturno) de servir ao progresso da vida humana (sexta Casa) pela expressão masculina de um gerador da forma. São José, o pai humano de Jesus, é uma personificação da pureza da paternidade humana espiritualizada. Seu Serviço e devoção paternais foram expressões de uma consciência de amor único para instrumentar a geração de uma forma humana perfeita. Um exercício devocional de grande poder tem sido efetuado por milhões de seres humanos que, com reverência, se ajoelham diante das imagens e representações dessa benigna Vibração, pois, como símbolos, elas transmitem um senso da vivência da administração da paternidade amorosa e protetora, como o microcosmo da paternidade do Logos Solar. Essa Consciência santificada, em forma masculina, tem transmutado o desejo pessoal, genético e possessivo numa oitava de serviço epigenético espiritualizado; por meio dos tempos, ele e seus protótipos simbolizam, para o saber interno da humanidade, o Amor especializado na identidade da paternidade; sua pureza e devoção são arquetípicas da verdadeira segurança que todos os imaturos procuram receber de seus pais, e que todos os pais deveriam realizar neles próprios, e que todos os humanos, cedo ou tarde, devem admitir ser um aspecto de um atributo divino. Pais: girem seus Mapas de tal modo que sua cúspide de Leão se torne o Ascendente; estudem esse como sua especialização do mandala de Leão com referência às condições indicadas pela vibração de Saturno. Qual é a sua consciência de paternidade como um Serviço de Amor? Como está representada sua consciência do amor de seu próprio pai? Você tende a repetir, em sua experiência, o que você interpretou como padrões em si? De que maneira você o honra em seu próprio coração e procura ser honrado por seus próprios filhos?

Oferecemos aqui, para variar, sugestões de leituras pertinentes a retratos literários de consciências paternas altamente evoluídas; como estudante de astrologia, você pode aproveitar o estímulo do seu conhecimento interno considerando essas personalidades arquetípicas imaginárias para correlacioná-las com o presente estudo dos princípios de paternidade: John Evered em “Strange Woman”, de Ben Ames Williams[3]; Ling Tang em “Dragon Seed”[4], de Pearl Buck; Stephen Sarrel em “Sorrell and Son”, de Warwick Deeping[5]; Phillip Gordon em “Well of Loneliness”, de Radclyffe Hall[6]; Lavrans Bjørgulfsson em “Kristin Lavransdatter”, de Sigrid Undset[7]; David Naughton em “Claudia”, de Rose Franken[8]. As qualidades de masculinidade altamente desenvolvidas combinam-se com sabedoria e força protetora nesses personagens, sendo elas a nota-chave do tipo de pai evoluído.

Outra consideração a Capricórnio no mandala de Leão revela que ele (Capricórnio) é o Signo da nona Casa do Meio-do-Céu – Touro – e é, portanto, o aspecto da Sabedoria do princípio da Administração das coisas materiais. Desde os tempos primitivos o homem, em sua grande maioria, tem sido o “ganha-pão” da família humana. Em tais experiências todos os Egos – que encarnam periodicamente como homens – destilam uma concepção mais clara dos princípios espirituais envolvidos na administração material da Vida. Esse mandala mostra claramente que em todas as famílias da qual o pai é o apoio material, uma das responsabilidades básicas deste é ensinar os princípios do intercâmbio justo nos assuntos materiais.

Este dever se torna uma focalização do seu propósito de pai nessa encarnação. Na medida em que ele esteja inconsciente de tais princípios, a mãe ou outras pessoas terão de cumprir essa responsabilidade. O intercâmbio justo é um aspecto da verdadeira segurança e, como tal, é evidenciado em toda a maturidade psicológica e espiritual. Na medida em que o pai seja espiritualmente informado desse assunto, incumbe-lhe guiar seus filhos e filhas no preparo espiritual das experiências prática e profissional deles. E na medida em que ele esteja livre de congestões por desejo-de-posse-das-coisas (um trismo cristalizante na consciência de administração das coisas materiais) estará qualificado para ensinar de fato. Isso é sabedoria iluminando os capítulos de experiência prática da vida humana, e ninguém que funcione como um homem adulto pode ser considerado um pai evoluído se ignora esse Princípio.

Agora o Mandala de Capricórnio: o horóscopo abstrato de identidade da paternidade; quarto aspecto do Grande Mandala e primeiro aspecto baseado no Elemento Terra como Ascendente. Em virtude desse mandala ser o de uma identidade arquetípica, consideramo-lo sob um ponto de vista um pouco diferente daquele horóscopo natal. O diâmetro vertical se torna “ancestralidade arquetipicalizada”. Em outras palavras, ao invés da identidade derivar de pais masculino e feminino, ela deriva de um instinto arquetípico – um impulso evolutivo. A paternidade e sua polaridade, a maternidade, “nascem do” instinto evolutivo de transformar os dois “EU SOU” dos separatistas Áries e Libra no composto “NÓS SOMOS” do diâmetro Áries-Libra, aqui representado como diâmetro vertical. Devido a que nosso tema é uma especialização masculina, consideremos o significador masculino desse diâmetro. Áries, Signo de Marte, é a matriz do Princípio Masculino, o símbolo arquivibratório da consciência individualizada do ser. Paternidade, primitivamente falando, resulta de uma ação do masculino para expressar seu instintivo impulso genético e relaxar tensões. Em estágios primitivos de consciência o “intercâmbio amoroso” é desconhecido – o acasalamento é uma fusão de impulsos instintivos egoístas. Contudo, pela repetição, por meio de muitas encarnações, a consciência conjugal é destilada.  O “NÓS SOMOS” da condição de se tornar marido e esposa destila, por sua vez, a consciência regenerada dos princípios da ancestralidade – as leis do Cosmos segundo se especializam através da experiência na paternidade e maternidade humanas. Se Marte, como regente desta quarta Casa (a base psicogenética) é o símbolo da qualidade masculina básica, o Signo de sua Nona Casa – Sagitário – na cúspide da 12ª Casa é a “matriz” da redenção espiritual da identidade de pai. Observa-se essa redenção na qualidade expressivamente generosa do Regente de Sagitário, Júpiter. Por trás de todo pai se encontra o Aspecto Sabedoria de sua consciência individualizada. Ele encarnou como homem, se incumbiu da experiência de pai como adulto para se redimir por meio da sabedoria. “Aquilo que foi muito bom para mim deve sê-lo para meus filhos” é uma atitude totalmente antiquada – é paternidade congestionada. O desejo de melhorar as condições de seus filhos – esotericamente ou exotericamente – é o progresso evolutivo se especializando na consciência do pai. Igualmente, a Exaltação de Júpiter no Signo da Lua – Câncer – representa a polarização masculina do Princípio da Nutrição; a ternura, generosidade e a transbordante bondade de Júpiter identificam o pai como dador – de proteção, de guia e de bens materiais. O homem primitivo, como a maioria dos animais, de modo geral, não se importava com seus filhos como indivíduos. Júpiter, na natureza paterna, é uma destilação de compaixão, simpatia e interesse nos filhos – resultado de expressão epigenética por meio de muitas encarnações.  Se Júpiter representa uma expressão de amor paternal do homem, como uma especialização do Amor Solar, Saturno representa o símbolo arquetípico da identidade e princípio da paternidade da humanidade; ele que dá forma como expressão de amor contribuinte, que personifica, para o Gerado, o Princípio protetor, que externa a vibração masculina madura, que externa as não regenerações e regenerações da consciência individual do Princípio do Pai, e que personifica a pedra angular masculina da estrutura social. O pai não regenerado é o cidadão não regenerado, o professor incompetente, cego para os seus atributos essenciais como um focalizador e manifestador do Poder do Amor. O pai regenerado, o “Saturno de Luz Branca”, dá e sustenta encarnação no serviço de Amor, exemplifica em sua pessoa e caráter aquilo sobre o que a família e a sociedade podem construir uma estrutura melhor, expressa uma consciência das verdades orientadoras da Vida. Ele influencia e guia pelo princípio, não pelas congestões pessoais, e conhece a verdade do Amor nos relacionamentos humanos.

Portanto, Saturno em um horóscopo natal é a representação paterna instintiva ou subconsciente – um aspecto do impulso de segurança que é a consciência da permanente proteção do Deus Pai-Mãe. O Mandala de Capricórnio tem a “matriz do Amor” de Leão na oitava cúspide. A paternidade espiritualizada é a expressão sexual elevada à oitava consciência de amor. Não é uma expressão “a esmo” – é espiritualmente inspirada, espiritualmente planejada, espiritual e formosamente expressa como uma liberação do poder solar (Os ensinamentos ocultos dizem isso repetidamente). O exercício espiritual de paternidade planejada (autodirigida) se sincroniza, perfeitamente, com as essências da oitava Casa – o Signo de Leão – e o poder de Saturno, como uma carga de experiência geradora, da parte do homem, com o máximo recurso do Poder do Amor.

 

CAPÍTULO IV – A INFÂNCIA

 

“INFÂNCIA” significa simplesmente “estar em um estado de involução” – em qualquer oitava de experiência ou desenvolvimento.

Não há muita poesia, mas há muita verdade no dito “a criança é pai do homem”[9]. O ser humano é o resultado de todos os processos de involução que emanam, sequencialmente, desde o momento da concepção até a mais completa maturidade encarnada. Naturalmente que todas as involuções são fases da única direção da vida: a evolução. São momentos para organização e enfoques de faculdades; elas culminam nos “pontos” em que as faculdades podem ser conscientemente usadas e dirigidas. “Direção consciente” é apenas outro modo de se dizer “Maturidade”.

Antes de tentarmos uma abordagem técnica para analisar Mapas de crianças, devemos obter um quadro daquilo que são as nossas várias “infâncias”; a estrutura do Grande Mandala será usada para ilustrar a involução – e a evolução – da condição de ser humano. A Lei de Correspondência[10] será aplicada aqui da seguinte maneira: de Espírito Virginal por meio de encarnações, até a liberação da forma, corresponde desde a semente Virginal através da encarnação até a transição. Da virgindade – ou inocência – em qualquer oitava de Vida, nós prosseguimos através de uma sucessão de emanações a que chamamos “infância” até as maturidades cíclicas. Um exemplo concreto é o processo da educação: nele se observa que os estudantes no primeiro dia de jardim de infância, no primeiro ano, no nono ano e no primeiro ano da faculdade são “espíritos virginais” em relação à fase em que estão entrando; os “mais virgens” são, naturalmente, os estudantes do jardim de infância – eles não têm absolutamente experiência educativa nessa vida. Porém, todas elas são “crianças”, porque ainda estão no processo de se tornarem educados. A “infância da de ser educados” cessa quando a pessoa põe em uso, pela primeira vez, aquilo que aprendeu; ao entrar nessa fase, ele entra na “infância” de suas experiências de trabalho; quando aplica aquilo que aprendeu, ele “emana para” sua maturidade como um trabalhador.

Assim sendo, lembremos que infância é o processo entre pontos relativos de maturidade em qualquer (ou em todas as) oitava (s) de expressão da Vida, assim como o de desenvolvimento de potenciais é o processo entre pontos relativos de felicidade.

O começo de sua encarnação foi o momento que determinou o fim de suas necessárias experiências nos planos internos. A partir daquele ponto, qualificado inteiramente por suas exigências de destino maduro[11], as coisas que começaram a acontecer serviam ao propósito de remover sua consciência da subjetividade para a objetividade. A semente, núcleo de seu veículo em perspectiva, estava madura dentro do corpo materno; novamente, no momento exato e necessário em que a semente recebia o efeito da impregnação paterna e a fase subjetiva de sua encarnação terminava, a fase objetiva começava. Nova infância.

Começa, agora, a involução, no veículo composto, período chamado de pré-natal. Essa é a primeira de suas “infâncias objetivas”. Para ilustração desenhe um círculo grande, acrescentando-lhe os diâmetros horizontal e vertical; coloque os símbolos dos Signos Cardeais, conforme estão no Grande Mandala: 4º Casa: Câncer, 7º Casa: Libra, 10º Casa: Capricórnio e 1º Casa: Áries. A partir de um ponto na linha de Câncer, perto do centro, trace, através de pontos comparáveis, uma linha circular para cima, através de Libra e até Capricórnio, e deste ponto para baixo até Áries (se obterá três quartos de um círculo).

Esta é a “linha do período de gestação” – nove meses de tempo simbolizados por nove Casas e Signos astrológicos – três quadrantes. Isso é o acúmulo e enfoque da consciência genérica na matriz etérica e sua condensação física. O fim dessa linha de gestação (pré-natal) em Áries encerra essa “infância” particular por seu “amadurecimento” ao nascer. Agora o veículo composto é objetivado como uma expressão individualizada da ideia arquetípica – “humanidade”. Não é um “novo ser humano”, mas sim “um ser humano que reaparece novamente”.

Do ponto na linha de Áries, onde termina a “linha da gestação”, mova um pouco a ponta do seu lápis para fora – afastando-se do centro. Partindo desse ponto, trace um quarto de círculo para baixo até o ponto correspondente na linha de Câncer.

Nova oitava – nova dimensão. Esse quadrante é a involução ao uso consciente do veículo físico – a infância física individualizada. Astrologicamente, esse período é representado pelas “viagens paralelas” da Lua progredida e Saturno em trânsito (os construtores da forma), de suas posições natais para a primeira Quadratura. Esse quadrante termina na última vez que Saturno transitando, em movimento direto, forma Quadratura com sua posição natal. Mais sobre este assunto ainda falaremos depois.

Mova um pouco a ponta de seu lápis para baixo, na linha de Câncer, e trace um quarto de círculo até o ponto equivalente na linha de Libra.

Esse quadrante é a infância do exercício mental – o treinamento representa o aprendizado obtido pela criança nos anos da escola primária. Ela dá seus primeiros passos no aprendizado para entender os símbolos a que chamamos letras e números, que tem o propósito (básico) de coordenar e organizar suas faculdades mentais; portanto, uma nova e mais vital “infância”. Esse ponto na linha de Libra simboliza a aurora da adolescência, a emanação da consciência de sexo e da percepção de polaridade. Na linha da gestação, esse ponto representa o momento do período pré-natal, quando as características sexuais da encarnação em perspectiva foram objetivadas e as do sexo oposto foram subjetivadas. Na adolescência o corpo físico manifesta a quimificação da consciência de sexo; a consciência sexual subjetiva é manifestada pela resposta vibratória da pessoa para as pessoas, em sua grande maioria, de sexo físico oposto (mais sobre este assunto no capítulo seguinte). Essa “emanação” subconsciente de consciência de polaridade representa a “infância do amor entre casais”. O padrão astrológico básico é: a Lua progredida em Oposição a si mesma na posição natal e Saturno transitando em Oposição a si mesmo na sua posição natal. Agora mova um pouco a ponta do lápis para fora, na linha de Libra, e trace um quarto de círculo até a linha de Capricórnio; três quadrantes da roda e a segunda Quadratura da Lua progredida e de Saturno em trânsito às suas posições natais.

Nesse ponto – o segundo na linha de Capricórnio – a primeira maturidade após o nascimento é alcançada. A pessoa evoluiu no uso de seu corpo físico, de sua mentalidade consciente e de suas forças eróticas, geradoras.

Agora ela está qualificada, no que tange a equipamento, a deixar sua condição de recebedor de vida e passar a de dador de vida. Em outras palavras, ela agora pode se tornar um pai ou uma mãe. Ela não somente pode prover substância corpórea para a encarnação de outrem, mas deve estar qualificada para assumir e cumprir as responsabilidades acarretadas por essa expressão. Qualquer um com equipamento físico, força de desejo e uma parceira pode se tornar um pai ou uma mãe, mas ser um pai ou uma mãe envolve o exercício da força do amor, da força da sabedoria, bem como da força do desejo. Portanto, no quarto quadrante após o nascimento, a pessoa entra na infância da maturidade culminante. Essa “infância” é representada se movendo a ponta do lápis um pouco para cima na linha de Capricórnio e traçando-se o restante quarto de círculo para baixo até a linha de Áries, completando desse modo um círculo desde o nascimento.

Esse período é a “infância” psicológica-espiritual – fusão de todos os elementos da personalidade – físicos, genéricos e mentais. Na roda isso inclui a 10ª Casa, a 11ª Casa e a 12ª Casa. Posto que a 12ª Casa simboliza, abstratamente, o que foi idealizado e não cumprido, aqui ela simboliza a hora de provas dos: vigésimo oitavo, vigésimo nono e trigésimo anos. Esse período marca o fim do primeiro ciclo: a Lua progredida e Saturno em trânsito (direto) em Conjunção com suas posições Radicais. Durante o tempo deste “supernascimento” os elementos fundamentais do horóscopo inteiro são focalizados intensamente. Em sua oitava, assemelha-se ao grande esforço do bebê para sair do corpo materno. Somente isso significa a emergência de consciência da atração gravitacional de negativos psicológicos (pisco-emocional-mentais), não a luta de um corpo físico contra outro. Os Aspectos formados pelo primeiro eclipse solar, após a Conjunção da Lua progredida consigo própria na posição natal, são muito mais importantes para indicar o foco de prova, até que Saturno haja completado seu ciclo.

É verdade que, do ponto de vista das condições de destino maduro, o período de gestação do corpo do bebê pode ser acompanhado por condições vibratórias muito difíceis em razão de aflições, emoções negativas e tensões dos pais, especialmente da mãe. Contudo, e dado que a encarnação se efetua por atração vibratória a pais e ambientes específicos, essas condições são exteriorizações de padrões vibratórios. As condições não são as “causas”; são de fato efeitos específicos de causas que a própria “criança” produziu pelo modo com que exercitou sua consciência no passado. Quando reconhecemos que paternidade e ambiente são efeito e não causas, reconhecemos também que podemos redimir a qualidade de nossos relacionamentos com nossos pais e a qualidade das imagens de nosso ambiente primitivo descristalizando os pensamentos e sentimentos causadores de tensão ao substituí-los por padrões de pensamentos e sentimentos baseados no Amor-Sabedoria. Isso não é, em essência, um dos principais significados da frase “a Arte de viver”?

No fim do período marcado pela Conjunção da Lua progredida e Saturno em trânsito com suas próprias posições natais – que coincide com o Trígono, por trânsito direto, de Urano com a sua posição Radical (natal) – o ser humano emerge das “emanações” de suas seis “infâncias” – uma subjetiva e cinco objetivas. São elas: a infância subjetiva é a preparação nos planos internos, para a encarnação, que é objetiva:

  • A primeira infância objetiva é o período pré-natal, em que ocorre a involução dos veículos físico e etérico, culminando no nascimento;
  • A segunda infância objetiva, que incidi do nascimento aos sete aos de idade, sendo a involução ao uso do veículo físico;
  • A terceira infância objetiva que é a involução ao uso das faculdades mentais, e ocorre dos sete aos quatorze anos.
  • A quarta infância objetiva se dá no próximo período setenário, que é dos quatorze aos vinte e um anos, em que há a involução da consciência de polaridade, consciência de sexo e o despertar da natureza erótica;
  • A quinta infância objetiva ocorre entre as idades de 21 a 28 anos: se completa o primeiro ciclo da Lua progredia, culminando por Saturno em trânsito – no último movimento direto – que forma uma Conjunção com sua própria posição radical e pelo Trígono de Urano a sua própria posição também radical; os dois últimos ocorrem nos: vigésimo nono e trigésimo anos. Esse período é a “síntese” da infância total da encarnação, as provas que servem para solidificar a consciência para os anos de maturidade, as lutas íntimas pelas quais provamos quanto foi aprendido dos Princípios de Vida até ali, quando a ação de Urano provê uma medida de libertação para emanação de progresso.

Como a recapitulação é um princípio nas emanações evolutivas, o período seguinte, que termina com a terceira Quadratura da Lua progredida e de Saturno em trânsito com as suas posições natais (primeira Quadratura do segundo ciclo) perto do trigésimo sexto ano, é um período de recapitulação em que a vida nos dá a oportunidade de aprender dos resultados da hora das provas – dos: vigésimo oitavo ao trigésimo ano, e de redimir, pelo menos em parte, o que precisa ser redimido. A vida não quer que passemos de uma oitava a outra extenuados completamente por fardos de congestões acumuladas – a vibração de Urano é uma provisão da Natureza para nos garantir liberdade interna, em certa medida, e essa liberdade deriva diretamente de tudo o que temos aprendido em nossas provas. Afinal, a congestão que chamamos de “ignorância” só pode ser descristalizada segundo o sábio ensinamento: “…e a verdade vos libertará”[12]. Esse é o período para “consertar o que precisa ser consertado” dos primeiros trinta anos, e então emergimos, após o trigésimo sexto ano, tendo aprendido as coisas que precisamos aprender – na fase seguinte (comparável ao período erótico da adolescência), que até aqui é o período de maior criatividade. Nossas forças de polaridade – oitava superior das forças sexuais – despertam agora para um fulgor de expressão por meio do amadurecimento do equipamento físico, mental, emocional e espiritual.

No fim desse período, que é o sexto quadrante, chega-se à modulação para a mais completa maturidade da encarnação; uma tripla ação vibratória ocorre dos quarenta e dois até perto dos quarenta e cinco anos; a Lua progredia e Saturno em trânsito formam a segunda Oposição a si próprios nas posições natais, e Urano, em trânsito, forma uma Oposição a si mesmo na posição natal. Esse período é uma outra “luta para nascer” e de grande significado oculto: é a luta da consciência entre a “cristalização retardadora” de Saturno e a “descristalização progressista” de Urano – Morrer versus Viver. O autor está convicto de que esse “esforço enérgico para se libertar da contenção ou da resistência” e seu resultado têm muito a dizer sobre o “fundamento psicológico” e o “estado evolutivo” da encarnação seguinte. Nesse período, por nossas reações e expressões, nós provamos se pretendemos nos tornarmos inertes ou permanecermo-nos dinâmicos. Nesse período, tudo o que em nossa consciência tenda a se congestionar e impedir o progresso é abalado até suas raízes. Se por temor nos apegamos ao velho e não mais necessário, nós nos enclausuramos na inércia; se nos ajustamos às mudanças necessárias construímos em direção ao progresso, que resulta num radiante novo nascimento da consciência espiritual. Depois desse período escalamos o cume da montanha de nossa vida – o mais completo amadurecimento de nossos últimos anos.

Agora, um pouco de estudo técnico. Seis séries de cálculos pormenorizados:

  • Os meses em que a Lua progredida forma sua primeira Quadratura, primeira Oposição, segunda Quadratura, segunda Conjunção, terceira Quadratura, e segunda Oposição a si mesma na posição Radical;
  • Correlacione a cada uma das datas acima a do eclipse solar que cai (após o Aspecto da Lua progredida) em Conjunção, Quadratura ou Oposição com a Lua Radical (o eclipse solar subsequente “abre” – revela – os padrões da Lua);
  • As datas em que Saturno, por seu último trânsito direto, forma sua primeira Quadratura, primeira Oposição, segunda Quadratura, segunda Conjunção, terceira Quadratura e segunda Oposição;
  • Correlacione, com cada um dos Aspectos acima (do 3)), a lunação mais próxima da data do Aspecto que forma Conjunção, Quadratura ou Oposição a Saturno na posição natal. Essas lunações “acendem” os Aspectos de Saturno em correlação com os eclipses solares, nos seus relacionamentos com os Aspectos da Lua progredida (se suas efemérides o provê);
  • O período em que Urano, por seu primeiro e último trânsito direto, faz uma Oposição à sua posição natal. Determine as datas dos eclipses solares que formam Conjunção, Quadratura ou Oposição com Urano nesse período. Este é o ápice da hora de “sacudir” – Urano retumba e ruge ante tudo o que lhe desagrada sobre Lua-Saturno;
  • Uma lista composta de tudo no período de dois pontos acima mencionado de Urano-Oposição-à-Urano que acende Urano na posição natal por Sextil ou Trígono. Isto é, a própria Lua progredida, os eclipses solares e suas Luas-Cheias, os padrões de lunação e suas Luas-Cheias, e a maioria dos trânsitos astrais que representem estímulos de Urano de acordo com os seus poderes para estabelecer liberações internas e progresso. Além disso, o estudo de Urano-Oposição-à-Urano requer uma síntese cuidadosa do contraste entre Urano na posição natal e Saturno, também na posição natal, para avaliar as forças relativas de gravidade e de progresso na Mapa individual.

Sugere-se, também, que se preste atenção especial aos Aspectos da Lua progredida nesse modo: faça uma lista dos meses em que a Lua progredida forme Aspectos sucessivos com cada Astro que faça Aspecto legítimo à Lua na posição natal no horóscopo. Cada um dos “pontos críticos do quadrante” é focalizado pelos Aspectos da Lua progredida e Saturno em trânsito com suas posições natais, mas os Aspectos da Lua no Mapa natal são especializações pessoais dos princípios lunares, e todos esses Aspectos têm importante significado nos “pontos críticos”.

Quando você estiver lendo o Mapa de qualquer pessoa, preste atenção em qual “infância” essa pessoa se encontra; analise o Mapa por seus valores básicos, mas considere o “equipamento” apresentado no momento da experiência que você esteja estudando.

Concluindo, o “primeiro quadrante” do astrólogo está no aprender os cálculos – o corpo do estudo astrológico. Todas as suas outras “infâncias” como um artista da interpretação, coincidem com suas várias etapas de desenvolvimento espiritual.

 

CAPÍTULO V – A ADOLESCÊNCIA

 

A palavra “adolescência” significa “continuar a crescer”. Em sua aplicação à involução e evolução humanas, ela se refere aos períodos em várias oitavas que se sucedem a cada novo momento decisivo. É o processo durante o qual se manifestam os potenciais após ter sido estabelecida a nova identidade. Abstratamente, a “adolescência” é uma parte da “infância” da oitava; não é maturidade; é o desenvolvimento em direção à maturidade da oitava. Na música, cada nota “Dó” inaugura uma nova oitava tonal – um “momento decisivo” no espectro tonal; a “adolescência” da oitava musical seria todos os tons entre essa nota “Dó” e o próximo – acima ou abaixo dele – dependendo da direção da passagem musical.

Abstratamente, a “infância” das oitavas da experiência humana poderia ser designada como “estando nascendo”, “início da escolaridade”, “se tornando um adolescente”, “se tornando um pai ou uma mãe, ou um trabalhador ou um mestre”. Todas essas designações se referem a novos pontos de experiência. O homem que só tem um filho – com poucos anos de idade – é um “adolescente” na experiência de pai. Outro homem que tenha vários filhos, todos adultos, ou até casados e com filhos, está na maturidade da experiência de pai. O pai mais jovem está no processo de amadurecimento da paternidade; o mais velho já alcançou a maturidade especificamente nessa experiência. “Paternidade-maternidade”, como um novo momento decisivo de identidade, é estabelecida quando nasce o primeiro filho; as experiências entre esse momento e a idade adulta do último filho da família é o “crescimento da paternidade e da maternidade”. Quando o “bebê” da família alcança condições de adulto autossustentável, o pai e a mãe alcançam sua maturidade como pais. O nascimento de cada filho no seio da família é, por sua vez, uma “variação” da identidade paterna e materna básica, porque cada filho traz consigo um padrão vibratório diferente sobre o qual os pais devem exercitar, nos anos que se seguem, seus potenciais de Amor-Sabedoria. O desenvolvimento de cada filho é coincidente com uma diferente “adolescência” dos pais, como um “time” fraternal marido-esposa.

Exercite-se, mentalmente, um pouco sobre a palavra “adolescência”. Volte sua atenção para as muitas fases da Natureza e observe os processos de “crescimento”: o crescimento de plantas e árvores e o amadurecimento de suas flores e frutos; o desenvolvimento de jovens animais e aves; até o desenvolvimento do dia e da noite que se seguem ao aparecimento do Sol e da Lua no horizonte oriental. O aparente “arco” que o Sol e a Lua descrevem em suas trajetórias pelo céu, de horizonte a horizonte, é um símbolo natural da “manifestação da: infância”, “adolescência”, “maturidade”, “declínio” e, com o desaparecimento dos Luminares no horizonte ocidental, da “transição”. Esse é um símbolo natural da Beleza Cósmica porque simboliza o padrão essencial de todas as expressões da Vida em seus desenvolvimentos de potenciais, maturidade e, finalmente, de recesso para a subjetividade.

O tema dessa dissertação é a aplicação concreta da palavra “adolescente”, no que se refere a uma fase especializada da experiência humana. É o momento para manifestação da essência Bipolar do indivíduo; ele manifesta um novo amadurecimento de seu organismo físico, de seus potenciais emocionais, e a mais significativa evidência do seu destino maduro[13] (para simplificar, usaremos o pronome masculino “ele” para o sujeito; mas “ele” se referirá a qualquer adolescente, seja rapaz ou moça).

O primeiro mandala a estudar é muito simples: um círculo com o diâmetro horizontal; o símbolo de Áries no ponto esquerdo, o símbolo de Libra no ponto direito. Sob o ponto de vista do “progresso” da vida do indivíduo, esse mandala é o arquissímbolo da polaridade, da qual o diâmetro Capricórnio-Câncer é a primeira variação básica.

Esses dois Signos são “masculinos” no sentido de que eles representam a individualidade dinâmica – “capaz de iniciar causas” – do homem e da mulher, respectivamente. Entretanto, em relação a Áries, Libra é “feminina”, pois “ela” simboliza o efeito (ou reflexo) de causas que foram expressas pela Individualidade.

Os dois raios que compreendem esse diâmetro – e que parecem “uma só linha” – são os arquétipos dos dois semicírculos. Todos os potenciais das seis primeiras Casas (da roda de 12 Casas) estão implicados no raio de Áries; os das seis Casas superiores estão implicadas no raio de Libra. Os semicírculos são, simplesmente, o desenvolvimento de recursos iniciados por esses dois Signos Cardeais. Por conseguinte, fica demonstrado, de maneira tão simples, quase decepcionante, que o diâmetro horizontal em si compreende o potencial de polaridade do círculo inteiro.

Como um resultado da ação geradora dos pais (Capricórnio-Câncer), essa linha é um efeito: horizontal, feminina, resultante, matéria, o gerado. Contudo, como um símbolo de expressividade dinâmica do ser humano individual, ela é uma causa – cujo efeito é o diâmetro Capricórnio-Câncer, que simboliza a maturidade do indivíduo, durante a encarnação, na paternidade ou em qualquer outra expressão “dadora de vida”.

Portanto vemos agora a “mágica” da simbologia: o Princípio Cósmico de Causa-e-Efeito, na expressão bipolar (ambas, abstrata e genérica) representadas por uma só e mesma linha. Medite muito sobre isso no que se refere a sua própria experiência como um ser humano. Suas expressões, como indivíduo, são simbolizadas por Áries; sua consciência de reação emocional para com seu complemento é Libra. Contudo, suas expressões e reações estão todas em você; seus complementos são símbolos vivos daqueles elementos no seu ser físico e genérico que ainda não foram realizados por sua individualidade.

Agora, em relação aos quatro quadrantes, o ciclo de vinte e oito anos da roda, o período que designamos como “adolescência” é o terceiro quadrante – contando a partir de Áries e no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, o quadrante iniciado por Libra. Os elementos genéricos que foram subjetivados no período pré-natal são agora objetivados por novas oitavas de consciência emocional e externados por outros seres humanos. Nesse “novo nascimento”, o “EU SOU” é transposto para “NÓS SOMOS” – assim como um músico transpõe para um tom diferente. O indivíduo vagueia no tempo e espaço e percebe “partes de si mesmo” refletidas pelas pessoas de padrões de polaridade complementar. O desdém, o acanhamento, as antipatias, etc., que os adolescentes mostram para os adolescentes do sexo oposto não devem causar ansiedade nos pais; medo é reação normal e natural do ser humano, quando se vê face a face com algo que não compreende. Contudo, quando rapazes e moças respondem à força da atração mútua, em casais bipolares, nós testemunhamos encantadoras atitudes cômicas de “coisas jovens” tentando se orientar nas divertidas e fascinantes dimensões de novas oitavas emocionais. Tantas dramatizações, tantas peças, tantas risinhos e chorinhos, tantos sonhos – ambos, diurnos e noturnos – tantas novidades em autoconfiança e coragem seguidas de seu completo esvaziamento, tantas vaidade e verdadeira beleza, tantas esperanças e desapontamentos, tantas céus estrelados e noites de luar, tantas irritações e distrações, tantas fantasias e tantas ideais e venerações!

E não só as “coisas jovens” atravessam o trabalho dos “novos começos” nesse período – seus pais também! A consciência do sexo segue da necessidade de compreendê-lo; como os pais, individualmente ou em conjunto, podem lidar com essa fase (não é essencialmente um “problema”, exceto em suas próprias Mentes) de crescimento de seus filhos como indivíduos e deles próprios como pais? A polaridade de família realmente entra em uma fase em que tudo é feito com muito entusiasmo ou intensidade: o filho (e sua namorada), a filha (e seu namorado), o pai que é marido-pai (bem como é o “irmão mais velho” de seu filho, porque ele próprio passou pela mesma experiência), e aquela que é esposa-mãe e “irmã mais velha”, estão todos em processo de união com suas não realizações – individualmente, como casais e como um grupo-família.

A educação sexual, como qualquer outra fase do processo educativo, é simbolizada por Gêmeos e 3ª Casa, no sentido de que qualquer criancinha pode aprender os nomes e propósitos das “coisas relativas ao sexo”, muitos anos antes de se tornarem adolescentes. No terceiro quadrante da roda o processo educativo transcende a “mera denominação das coisas”.

Quando a criança se torna consciente de sua natureza sexual, sua educação deve abranger um aprendizado para entender os princípios da sexualidade, conforme se manifestam em seu ser e em toda a Natureza. Quando os pais, devida a “congestões de ignorância”, limitam suas instruções sobre o sexo simplesmente a nomes (às vezes, pateticamente nem mesmo isto) estão falhando em sua responsabilidade para com seus filhos e filhas adolescentes. Atentemos para o terceiro quadrante do mandala: três Signos – Libra, Escorpião e Sagitário – estão representados; acrescente ao mandala os símbolos dos dois últimos.

Libra é o momento decisivo, a nova consciência do “Nós Somos”; Escorpião, Fixo e de Água, é o desejo de sustentar o “Nós Somos” como seu complemento, Touro, é o desejo de sustentar a individualidade. “Viajando por meio de Escorpião” está a libertação de recursos geradores na puberdade, nas mudanças físicas, nos processos magnéticos da atração sexual e nos desejos instintivos de fazer com que o “Nós Somos” se manifeste quimicamente na união física. Escorpião simboliza o recurso da mais intensa aspiração para realizar o ideal de unir a personalidade à alma. Qualquer um que ame e que chame a pessoa amada de “minha alma” não está sendo emocionalmente tolo, mas está pondo em palavras o reconhecimento de que a natureza vibratória da pessoa amada acendeu a consciência de identidade espiritual da pessoa que ama.

A adolescência é o “período pré-natal da paternidade e da maternidade” e, como tal, é a época para ignição da ignorância e da sabedoria internas da pessoa, quanto aos princípios da geração e da relação de polaridade. E nessa “ignição”, facetas muito importantes do “destino maduro secreto” se manifestam; resíduos de destino maduro de padrões de relacionamentos não cumpridos são “expostos”, após a letargia da infância. A paternidade própria latente no adolescente emerge, agora, como um efeito de suas expressões como marido-pai em sua última encarnação masculina; o mesmo se dá com a moça – sua condição anterior de esposa-mãe reaparece agora para mais cumprimento. Uma vez que o pai e a mãe foi, até aqui, os símbolos vivos de “homem com mulher”, o despontar da adolescência pode intensificar os padrões afetivos dos sentimentos da criança para com um ou ambos os pais, ou pode surgir agora uma animosidade latente. O rapaz se tornou consciente da “fêmea” como um símbolo da Vida, portanto é de se esperar que seus sentimentos para com sua mãe e irmã se intensifiquem – de acordo com seus elementos genéricos – e um mais profundo senso de afeição e camaradagem para com o pai e o irmão ou uma crescente sensação de rivalidade para com os mesmos (como “companheiros machos”) podem se manifestar. Também podem ocorrer “transferência de afeição” de marido para filho ou de esposa para filha, nos padrões emocionais dos pais porque o “novo macho adulto” pode representar para a mãe ou a “nova fêmea adulta” pode representar para o pai um símbolo de novo amor.  Muitas vezes a mãe tenta compensar suas frustrações conjugais transferindo seu amor de esposa para seu filho adolescente, o mesmo podendo fazer o marido para sua filha. Tais transferências não precisam, absolutamente, significar coisa “má”, mas quando acontecem elas são evidências – efeitos – de se haver expressado repetidamente, conforme as congestões emocionais. As trágicas congestões de intenso sentimento mútuo de pais de família entre si, muito vistas frequentemente, são evidências de relacionamentos passados de um tipo profundamente emocional – as pessoas estão “pregadas uma na outra” pela atração magnética de forças de desejo não redimidas. Se essas atrações não se descristalizarem pelo exercício do respeito mútuo da individualidade, então os relacionamentos tomam a coloração a que chamamos “complexos genéricos” e a fase adolescente, em tal caso, resulta em uma congestão de velhos padrões, ao invés de uma liberação para uma realização mais ampla.

Se é para este período resultar em avanço espiritual, os pais devem exercitar seu Amor-Sabedoria como jamais exercitaram, e o adolescente deve se esforçar para aprender mais sobre os princípios da geração e dos relacionamentos mais do que nunca. Os pais se tornam professores, e os filhos estudantes; essa é uma das maneiras da Natureza encorajar a impersonalização dos apegos emocionais dentro da organização familiar. É “Urano em ação” descristalizando as congestões do passado de Escorpião-Touro. Os recursos emocional e de desejos do rapaz e da moça adolescentes devem ser encorajados a se estender às oitavas do amor individual sadio dos namorados. O pai ou a mãe que procura desencorajar esse desenvolvimento gera amargo destino maduro. Os pais que “exercitam essa repressão” fazem isso porque permitem que seus próprios impulsos frustrados (desejos intensos) convertam o interesse protetor normal e natural em um “algo” voraz composto de possessividade, egocentrismo e medo. Aqui reside uma das mais importantes responsabilidades dos pais como seres pensantes. A mulher que faz do seu filho um símbolo-substituto de “marido”, e ao mesmo tempo mantém a condição de “esposa” do homem com quem casou está desviando a realidade de sua identidade conjugal para algo que lembra uma terrível ilusão. O mesmo se passa com o homem que, para compensar os desapontamentos conjugais, usa afeto e a devoção feminina de sua filha. Tais confusões de relacionamentos são trágicas e a “tragédia humana” se resume em “congestão de desejo-ignorância”. A transmutação da “tragédia” é a libertação da congestão.

Quando o “Nós Somos” – a individualidade conjugal – do conjunto marido-pai-esposa-mãe é mantido em Amor-Sabedoria mútuo, a individualidade do filho e da filha é automaticamente respeitada, uma vez que nenhum dos pais tem necessidade de “símbolos-substitutos emocionais”. Então o ensino a respeito de “fatos e princípios do amor, do casamento e da geração” podem ser dados e assimilados naturalmente, inteligentemente e inspiradamente. Partindo disso o adolescente está ritmicamente condicionado para entrar na área de Sagitário do terceiro quadrante, enquanto ele ou ela se abre naturalmente para novas realizações da velha sabedoria. Com isso ele ou ela se prepara, em consciência, para “alcançar o Meio-do-Céu” e entrar no quarto quadrante como um adulto – um “contemporâneo mais jovem”, como homem ou mulher, dos pais. Ensinar e absorver o ensino é cumprir a linha Capricórnio-Câncer – cumprindo a responsabilidade de pais e cumprindo os requisitos da paternidade por vir.

(Se “aprender a calcular” é a infância do astrólogo, então sua “adolescência” é o estudo dos símbolos em seu significado individual e coletivo; a “maturidade” consiste em se transmitir aquilo que foi aprendido; como consultor, escritor, conferencista e professor, o astrólogo é um “pai ou mãe espiritual” e tem seu lugar na classe dos servidores do Mundo; e nesse serviço ele está na “adolescência” de sua condição de “futuro irmão mais velho”).

TÉCNICA: sugere-se, da experiência do autor, que o estudo da Mapa do adolescente seja feito desse modo:

  • Análise cuidadosa de cada Aspecto da Lua radical; das Quadraturas e Oposições aos Astros em Câncer (regido pela Lua) e seus corretivos;
  • Análise das Quadraturas, Oposições e corretivos dos Aspectos ao Astro que “disposita” (rege o Signo em que a Lua se encontra) a Lua;
  • Análise da sétima Casa do horóscopo como recurso do “Eu Sou” que surge na adolescência como “Nós Somos”; aquilo que vai ser cumprido principalmente nos relacionamentos conjugais;
  • Relacione – por meio de cálculos cuidadosos e em sequência: todos os Aspectos formados pela Lua progredida aos Astros que ela forma Aspectos legitimamente na Mapa Natal, antes e depois de fazer Oposição a sua própria posição radical pela primeira vez – aproximadamente aos quatorze anos de idade; “padronize” essa lista de tal modo que você se aperceba de cada corretivo para cada Aspecto congestionado; é necessário saber até que ponto a pessoa é capaz de descristalizar suas congestões de desejo;
  • Inclua nesta lista todo Eclipse Solar que ocorra nesse período da “Lua progredida em Oposição a sua posição Radical” – mesmo se a lista dos Aspectos da Lua progredida vá além da data em que a Lua faz Oposição à Lua – e isto pode acontecer;
  • Inclua a data em que Saturno, por seu último trânsito direto, faz Oposição a sua própria posição radical; isso é a Oposição da Lua progredida à sua própria posição Radical é o foco vibratório do período da adolescência – o mecanismo vibratório “embutido”.

Sugerimos o uso de mandalas com focos de concentração para libertar sua consciência interpretativa dos potenciais genéricos do nativo.

 

CAPÍTULO VI – A FRATERNIDADE

 

Fraternidade é o paralelismo nas relações humanas. No nosso esforço para descristalizar nossas congestões de “ser diferentes das outras pessoas”, vamos focalizar, agora, nossa atenção em “como realmente parecemos ser às outras pessoas”, por meio de meditações no Grande Mandala chamado Horóscopo Abstrato: uma roda de doze Casas com os símbolos dos Signos nas cúspides, começando com Áries no Ascendente, e os símbolos dos Astros colocados nas Casas correspondentes aos Signos de sua Dignificação.

A fraternidade entre todos os seres humanos está ilustrada aqui, uma vez que ela é a completa simbologia astrológica essencial de todos os seres humanos. É interessante – e iluminador – notar que o sexo físico, o desenvolvimento evolutivo absoluto e “a nacionalidade, o credo e a cor” não estão representados nesse desenho. Tais qualificações são níveis temporários de expressão pelos quais o ser humano se separa de seus companheiros, por meio de seus sentimentos de inferioridade ou superioridade, de ser melhor ou pior, de ser superior ou inferior e, em geral, de ser “diferente”. O ser humano difere de seu semelhante, em qualquer sentido real, somente na dimensão do tempo; alguns de nós deixam o nível da primitividade um pouco mais cedo do que os outros, sendo que, correspondentemente, alguns alcançam a libertação mais cedo, também.  Contudo, todos nós viajamos pela mesma estrada e preenchemos os mesmos requisitos evolutivos como expressões da ideia: “humanidade”. Quando nos damos conta, claramente, de que nossas reações de medo e ódio contra um “malfeitor e suas más ações” são simplesmente – repito simplesmente – estímulos da memória às mesmas más ações que praticamos no passado, então reconhecemos que a condenação de um “malfeitor, nosso semelhante” é a perversão daquilo que deveria ser amor fraternal; ele é fraternal a nós tanto quanto ele – e nós somos – é mutuamente paralelos no exercício negativo da consciência – a libertação dos nossos recursos vibratórios por ignorância de princípios.

De fato, não é “a condenação de um malfeitor” um protesto da consciência por ser levada a ver uma exteriorização de sua “infância desobediente”? Tendemos a nos culpar, às vezes, quando recordamos erros ou tolices que cometemos nos tempos passados; não é, então, a consciência que “culpa a si mesma” quando manifestamos uma reação de forte sentimento negativo contra algo feito por outra pessoa? Nossa consciência é uma com a de nossos irmãos – recurso essencial para a expressão do amor uno e da sabedoria una de nosso Deus Pai-Mãe. Somos paralelos uns aos outros, ao sermos expressões de uma ideia da nossa paternidade ou maternidade bipolar; o masculino-feminino de cada ser humano é, realmente, o que está significado pela irmandade da humanidade.

Nós somos paralelos com outros seres humanos em nossos padrões de semelhança no sofrimento. Define-se “sofrimento” como “o modo pelo qual descristalizamos involuntariamente nossas congestões na consciência”.

Nós não cultivamos conscientemente o sofrimento – o impulso integral da natureza humana é para evitar ao máximo a dor e os problemas da vida; mas, uma vez que não exercitamos conscientemente a nossa capacidade de crescimento e desenvolvimento, a Vida tem seu modo – através de estímulos rítmicos de nossos padrões vibratórios – de nos alertar sobre os corretivos de que precisamos para uma melhor liberação de nossos potenciais espirituais. O sofrimento é o estímulo de uma congestão vibratória e um paralelismo de condicionamento vibratório se encontra entre “aquele que pratica uma má ação” e aquele que reage com dor a essa má ação; o primeiro funciona dinamicamente, e o último reflexivamente; ambos, em conjunto, representam o masculino-feminino do padrão congestionado. O “paralelismo no sofrimento” não deveria ser a base sobre a qual estabelecemos a nossa mais profunda simpatia com o nosso semelhante? Que dizer da pessoa que exige vingança como represália a um “mal praticado contra ela”? Estará essa pessoa realmente “balanceando a conta com justiça”? Seu compromisso da mesma – ou semelhante – ação a liga, em paralelismo, àquela através de quem ela experimentou sua mágoa – a congestão é intensificada e ambos são “aprisionados”, mais ainda. A condição negativa na consciência básica é, desse modo, enfatizada, e ambos terão de enfrentar uma “recristalização” mais drástica no devido tempo, até que o paralelismo seja mutuamente harmonizado por meio do Amor-Sabedoria.

Os estudantes perguntam: “Por que, pelo amor de Deus, a 3ª Casa é chamada a Casa dos Irmãos”? Vejamos o que duas cópias do Grande Mandala têm a dizer:

Gire uma delas de tal modo que a quarta cúspide (Câncer) esteja no lugar do Ascendente; gire a outra de tal modo que a décima cúspide (Capricórnio) esteja no lugar do Ascendente.

Na primeira, Gêmeos é o Signo da 12ª Casa; na segunda, Sagitário é o Signo da 12ª Casa. A palavra-chave básica do padrão do Signo da 12ª Casa é redenção de ideais não realizados; Gêmeos é o Signo da 9ª Casa – Sabedoria – de Libra, o símbolo da complementação feminina; Sagitário é o Signo da 9ª Casa de Áries, símbolo da complementação masculina. Quem torna a encarnação possível? A mãe (Câncer) e o Pai (Capricórnio), como uma expressão geradora bipolar da vida. Em outras palavras: por que uma mulher se torna uma mãe e um homem se torna um pai?

  • Para colaborar na redenção da vida humana, ao possibilitar a encarnação de mais “Luzes”;
  • Para ampliar sua esfera de conhecimento e de compreensão mediante sua administração sobre aqueles foram gerados;
  • Nas expressões masculina e feminina atuais, para “acender” os recursos de conhecimento derivados da sabedoria, quando cada um esteve encarnado como sexo oposto;
  • Para experimentar a “retribuição de destino maduro” – meio de redenção – cumprindo os padrões de relacionamento via destino maduro por meio da experiência da paternidade e/ou maternidade – flexibilizando, dessa maneira, a expressão de seus recursos de Amor-Sabedoria através de uma variação de polaridade e gênero, em uma extensão (desde o passado) da dimensão do Tempo.

Posto que a 3ª Casa é a “12ª Casa da 4ª Casa”, vemos que os irmãos e irmãs (em parte, réplicas da masculinidade-feminilidade de ambos os pais) nos planos internos resguardam as sementes embrionárias no corpo materno. A ação fecundante do pai torna possível essa “ignição por contato” e aqueles “na 3ª Casa” emergem (Câncer-Capricórnio são Signos Cardeais) do invisível para o visível por meio da encarnação.

No Grande Mandala, o Signo de Gêmeos é a “raiz” do diâmetro fraternal, estando no primeiro quadrante da roda. Seu Regente, Mercúrio – a faculdade intelectual – é neutro no que se refere ao gênero; o Signo é o terceiro da trindade de Ar iniciada por Libra, “reflexivo”, portanto, em qualidade.  O mitológico Mercúrio transmitia mensagens dos deuses para os seres humanos; não são nossos irmãos e/ou irmãs mensageiros do Deus Pai-Mãe para nós? É mediante nossos relacionamentos infantis com os irmãos e irmãs – no sentido físico – que recebemos nossas primeiras “mensagens” ou paralelismo em relacionamento e familiaridade com o sexo oposto. “Irmãos e irmãs” também significam “companheiros de estudo”, “colegas de brincadeiras” e “companheiros de infância”: a “vida em comum das crianças”, nos primeiros anos da encarnação, é a raiz da “vida em comum de homens e mulheres” na vida adulta; o relacionamento de nós próprios com os nossos irmãos físicos é uma expressão focalizada, de destino maduro, desse paralelismo. Também: a qualidade “neutra” – ou “andrógina” – de Mercúrio como Regente de Gêmeos é simbólica da qualidade desapaixonada (em sua maior parte) de nossas afeições pelos companheiros de infância; meninos e meninas brincam juntos e se associam simplesmente como crianças – as “diferenças entre masculino e feminino” não são percebidas, de maneira acentuada, até o surgimento das qualidades passionais na adolescência e do reconhecimento do sexo oposto.

Agora, uma abordagem extensiva à 3ª Casa (referente ao Grande Mandala). A primeira Casa de relacionamento no ciclo da roda começa com o Ascendente; ela representa nossos “relacionamentos de infância”, em qualquer nível de experiência. Somos crianças enquanto somos novos em um padrão de experiência; não importa quão idosos possamos ser cronologicamente. Uma pessoa que comece a estudar qualquer coisa é uma “criança” nesse esforço particular. Adultos que tenham congestões na 3ª Casa, do Signo de Gêmeos e do Planeta Mercúrio, são pessoas com dificuldade em se ajustar a novos horizontes mentais – e muito provavelmente experimentam dificuldades em se ajustar aos relacionamentos com seus companheiros de estudo. Na idade adulta pode haver um “acúmulo de negativos” (rigidez de opiniões, falso orgulho, invejas e ciúmes, complexos de inferioridade ou de superioridade, etc.) que tenha desenvolvido durante os anos de crescimento. Quando tal adulto, por qualquer razão, é levado a “começar um novo aprendizado”, esses negativos acumulados emergirão de seu subconsciente, por meio de seu “contato fraternal” com os companheiros de estudo; ele pode achar seu progresso “um pouco difícil” por causa de suas reações negativas aos outros e, consequentemente, achar também difícil o verdadeiro exercício mental. Ele pode culpar sua idade ou fato de não ter estudado nada ao longo do tempo, mas o contato com outras pessoas é a ignição dos negativos, e uma cuidadosa observação pode servir para provar que seus sentimentos “não fraternais” são, realmente, a raiz de sua dificuldade (A experiência do autor na guerra – ao lado de muitos outros homens – confirma isso: certa vez, foi lhe ordenado realizar uma missão que lhe era completamente nova e desconhecida; a congestão na 3ª Casa de Gêmeos e Mercúrio  trouxeram sentimentos e reações de grande perturbação e desagrado contra os companheiros de missão; isso fez os ajustes para tocar o novo trabalho se tornarem muito difíceis; entretanto, quando a adaptação aos outros foi estabelecida, na base da amizade, familiaridade e irmandade, a adaptação ao cumprimento do dever se tornou realmente harmoniosa e prazerosa.).

O exercício de nossas faculdades da 3ª Casa é focalizado no exercício mental; consequentemente, a abordagem impessoal pode ser um corretivo notável para o desagrado mediante o contato com pessoas com quem nos associamos em experiência tanto de estudo (Gêmeos) quanto de trabalho (Virgem) – ambos os Signos regidos por Mercúrio. Deixar mentalmente que todos os outros colegas de estudo e de trabalho realizem seus padrões de acordo com seus equipamentos é uma das mais eficazes descristalização psicológica do falso orgulho, da inveja e do complexo de inferioridade. Quando fazemos do nosso objetivo o melhor do nosso próprio aprendizado e trabalho, libertamos os outros do desagrado dos nossos negativos e libertamos a nós mesmos de mal-estares íntimos, resultando isso em maior eficiência no geral. Não podemos ter sentimentos pessoais sobre o conhecimento e trabalho, posto que Gêmeos e Virgem são “raízes” dos nossos florescimentos impessoais – Gêmeos é a polarizado pela sabedoria de Sagitário – 9ª Casa; Virgem é a “modulação” entre o semicírculo inferior e o semicírculo superior, através do Signo Cardeal de Libra. Perceber e apreciar as habilidades e potenciais dos colegas estudantes e dos companheiros de trabalho é energizar as experiências de estudo e trabalho com o brilho do Amor-Poder, pelo que as congestões se dissolvem automaticamente. Não podemos ter sentimentos pessoais acerca de conhecimento e trabalho, posto que Gêmeos e Virgem são “raízes” de nossos florescimentos impessoais – Gêmeos é a polarizado pela sabedoria de Sagitário – Casa Nove; Virgem é a “Modulação” entre o semicírculo inferior e o semicírculo superior através do Signo Cardeal Libra. Perceber e apreciar as habilidades e potenciais dos colegas estudantes e dos companheiros de trabalho é energizar as experiências de estudo e trabalho com o brilho do Amor-Poder, pelo que as congestões se dissolvem automaticamente.

Quais são alguns dos resultados de se manter as congestões de Mercúrio-3ª Casa-6ª Casa-Virgem-Gêmeos? Faça o mandala da cruz Comum: uma roda com as cúspides das 3ª, 6ª, 9ª e 12ª Casas cobertas pelos símbolos de Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes, respectivamente. Ligue esses pontos por linhas retas, formando a Quadratura Comum. Destaque os diâmetros Gêmeos-Sagitário e Virgem-Peixes.

Uma coisa significativa: os “pontos inferiores” da Quadratura Comum nos dão uma pista para um notável “composto genérico” através da regência de Mercúrio. A polaridade masculina é Gêmeos (fêmea) e Sagitário (macho); a polaridade feminina é Virgem (macho) e Peixes (fêmea). Aqui se vê que Mercúrio é o único Astro que “enraíza” o espectro genérico inteiro da dupla qualidade de dupla polaridade, pelo que fica aí representada completamente a natureza andrógina de Mercúrio.

Vários tipos de congestão de Mercúrio podem ser classificados, como segue:

  1. Gêmeos: falta de foco mental, organização e concentração; isso resulta na indagação supérflua, fútil e indecisão mental; caso permaneça “infantil”, Mercúrio é “atividade mental, mas sem propósito”; é estudar sem entender o que estuda; é pensamento sem sabedoria; é falar e escrever sem padrão ou técnica; o melhor que se pode dizer desse padrão é a “aquisição de fatos”, mas a absorção de conhecimento é difícil ou despropositada, e a expressão, sem sabedoria, pode carecer de veracidade, o que, por sua vez, se constitui a evidência da imaturidade. A primeira linha da cruz Comum corta, obliquamente, o Signo Cardeal de Câncer, iniciador do segundo quadrante (a “família”) e o de Leão, recurso da força do Amor, até o segundo Signo Comum: Virgem;
  2. Virgem – Signo da 9ª Casa da triplicidade de Terra, iniciada por Capricórnio – símbolo do serviço como o aspecto de sabedoria do elemento Terra e da libertação de potenciais do amor criativo como uma contribuição à vida; Virgem congestionado é um “serviço por retribuição material”, e “trabalho sem conhecimento ou sabedoria”; o slogan “Patrão (o capital) versus Empregado (trabalho)” é um símbolo arquetípico de “congestão da 6ª Casa”; ambos, capital e trabalho, são obreiros do mundo e somente por meio da fraternidade o slogan pode ser reformulado para “Capital e Trabalho” como o composto do verdadeiro serviço – cada um cumprindo sua parte com equidade, com cooperação e a melhor contribuição pessoal possível ao padrão do trabalho; “Capital versus trabalho” é serviço congestionado e enfraquecido pela falta de conhecimento técnico e (muito importante) de seu princípio: a sabedoria concernente aos valores humanos. Assim como os compostos fraternais se encontram em combinações, tais como pai-mãe, marido-mulher, etc., do mesmo modo capital-trabalho é a identidade composta do serviço. De Virgem, a segunda linha corta obliquamente o Signo Cardeal de Libra (complementação reflexiva) e seu recurso emocional, Escorpião, até alcançar: Sagitário;
  3. Sagitário – Signo da 9ª Casa a partir de Áries, terceiro aspecto da triplicidade de Fogo, a polaridade de Gêmeos; a irradiação do conhecimento como sabedoria, a fraternidade dos pais e a fraternidade dos nossos irmãos e irmãs mais velhos – nossos professores, os pais dos nossos Espíritos. Congestionada, a 9ª Casa é teoria e abstração apresentadas sem nenhum propósito prático; é sabedoria não demonstrada no viver diário; é a religião que enfatiza as formalidades, as distinções e diferenças; é um ponto de prova sutil nas oitavas superiores do desenvolvimento, porque a congestão a que chamamos “orgulho” se evidencia, aqui, em nossas condescendências para com aqueles que escolhemos para serem “inferiores” ou “menos sábios” que nós; é a sabedoria utilizada para canalizar expressões de gratificação do poder pessoal, frustrando assim seu próprio propósito em razão de estar desalinhado com o seu próprio princípio; sua essência, por estar congestionado, é o fracasso em aprender da experiência, em razão da consciência não perceber os princípios envolvidos nos padrões das experiências. Assim como a desarmonia e a contenda entre os pais podem resultar na inflição de mágoa dolorosas nas Mentes e Corações dos filhos em crescimento, do mesmo modo – e com efeitos muito mais drásticos – podem o ciúme, a inveja, a competição e os sentimentos não fraternos nos Corações dos nossos professores, educadores, líderes religiosos e artistas infringirem duplas mágoas em nossas Mentes e Corações, porque desse modo o trabalho espiritual do mundo fica congestionado, se desvia e enfraquece; assim como, às vezes, os filhos tendem a sentir que “competem entre si pelo amor dos pais”, e os colegas de trabalho (Capital OU Trabalho) “competem entre si pelos salários”, do mesmo modo nossos irmãos e irmãs mais velhos podem lutar uns contra os outros por prestígio, aplauso, fama, pelo poder e pela influência; em verdade eles devem se conduzir como símbolos vivos de fraternidade espiritual para que a consciência dos “mais jovens” possa ser elevada com mais segurança e certeza em compreensão e percepção; se eles devem “patrocinar” nossos Espíritos, então que se encarreguem de fazê-lo com sabedoria que canalize o poder de seu amor. Partindo de Sagitário, a quarta linha corta obliquamente o ápice da roda no Signo de Capricórnio (cumprimento restante) e o “quadrante da Alma” até alcançar: Peixes;
  4. Peixes e a 12ª Casa, polaridade de Virgem de Mercúrio e Signo de “redenção dos ideais não realizados”; a fraternidade da alma é representada por esse Signo transcendente, regido por Netuno; aqui enfrentamos as exteriorizações de nossas mais graves expressões de “falta de fraternidade” – nossas violações contra o divino no ser humano, e através dele, por retribuição do destino maduro, somos postos face a face com a nossa “fraternidade com o pior que existe no indivíduo” – o prisioneiro, o perseguido, o traidor de ideais e o adorador de imagens esculpidas; a 12ª Casa congestionada é o “Judas” em cada um de nós – através de suas representações vemos a “areia” que temos atirado nos olhos de nossos irmãos, cegando-os com ilusões; Netuno congestionado reúne o pior daquilo que é inaugurado por Mercúrio e Júpiter congestionados; somente as mais drásticas revisões de consciência – mediante a realização e vivência dos ideais – podem levar esses padrões a um realinhamento construtivo; a 12ª Casa e o Signo de Peixes são interpretados como “auto-anulação” (a própria pessoa não pode desfazer) porque neles nós caímos nas armadilhas que preparamos no passado para nossos irmãos e fazemos de nós próprios “mensageiros das trevas”, ao invés de “mensageiros dos deuses”.

Gêmeos (abstratamente) e sua 3ª cúspide (concretamente) é o Signo da 9ª Casa de Libra (Signo abstrato da complementação) e sua 7ª Casa (concreta); o “Signo da 9ª Casa” transmite o “aspecto da sabedoria”; a sabedoria que adquirimos em nossa última encarnação, no sexo oposto, se manifesta no amor que agora recebemos – e a felicidade desfrutada – dos irmãos daquele sexo; e este recurso de sabedoria torna possível maiores desenvolvimentos nessa encarnação, por meio de nossos novos capítulos de fraternidade.

O primeiro Trígono a partir de Gêmeos é mesmo Libra– o aspecto amor da fraternidade intensamente focalizado; nosso marido/esposa é verdadeiramente nosso irmão/irmã e o “prolongamento” seguinte para Aquário, Signo da 11ª Casa, é a representação da fraternidade em sua oitava mais extensamente prolongada – a oitava da amizade, da vibração do amor, em paralelismo, que nos une em consciência a todos os nossos irmãos, transcendendo todas as barreiras de classificação e diferença dos relacionamentos. Em última análise, pois, a fraternidade é o padrão de relacionamento arquetípico da humanidade, posto que todos nós devemos preencher todos os padrões de inter-relacionamento mútuo para realizarmos a manifestação do ideal humano nesse plano.

 

CAPÍTULO VII – O SIGNO SOLAR

 

Esse assunto é apresentado como uma tentativa para responder a perguntas formuladas frequentemente por estudantes de Astrologia, tais como: por que, na Astrologia, o Sol pode ser considerado e tratado como um “Planeta”? O que significa, realmente, “aflições” ao Sol? Qual o significado do Sol, na consideração astrológica, para os problemas psicológicos? Como pode o Sol – Fonte Criadora do nosso Sistema Solar – ser tratado como um símbolo de “mau destino maduro”?

Olhando o diagrama da roda astrológica sem suas linhas de cúspides, ficamos impressionados pela sua exata semelhança com o símbolo que usamos para o Sol – um ponto central circunscrito por um círculo perfeito. Assim como os poderosos raios do Sol envolve o Sistema Solar inteiro, igualmente o símbolo do mandala astrológico corresponde ao símbolo do Sol. Acrescentando-se as linhas das cúspides desenhando-as como irradiações a partir do centro, reconhecemos que a Lei de Correspondência é aqui representada por uma ação: o Sol ou o ser humano são vistos como vitalizantes de todo fator que seja reflexo da consciência de cada um. Em outras palavras, o Sistema Solar com o Sol e o corpo do ser humano são objetivações dos potenciais inerentes aos atributos de cada um. Antes de haver a vitalização como “energia”, havia a vitalização como “Luz”. LUZ é o fiat criativo arquetípico, através do Cosmos em todas as oitavas criadoras. A criatividade expressa Luz; Luz é aquilo que é revelado pela Epigênese; na Luz toda manifestação é; pela Luz ela vive. Deus é Luz, e em Astrologia o Sol simboliza a consciência que tem o ser humano de sua origem divina. A unidade que é representada no símbolo do Sol – é o mais concentrado dos símbolos astrológicos – retrata a consciência focalizada que existe para se expressar. A unidade da consciência do Mestre é o resultado de sua transcendência das trevas, das congestões e da ignorância, por meio da ação epigenética em muitas encarnações, e de tal modo que ele condicionou a si mesmo a se tornar, relativamente, perceptivo à Luz Una. A difusão da consciência de uma pessoa pouco evoluída é “não-Mestre”; as trevas da congestão servem para espalhar e difundir a expressão de potenciais, e as “nuvens e tormentas” resultantes obscurecem sua percepção de Luz. Ele fica à mercê de sua tendência para reagir às nuvens e trevas dos outros – exteriorização de suas próprias trevas; o Mestre repousa serenamente em sua percepção da Unidade da Luz, que é Luz e Amor.

Para a sua consideração, um exemplo de simbolismo manifestador originado pelo autor e que diz respeito ao assunto em pauta: um semicírculo superior cujas extremidades apoiam-se numa horizontal que se projeta um pouco para fora em ambos os lados.

Como uma imagem, essa figura representa um semicírculo do Sol se erguendo acima no horizonte; como símbolo é uma metade (a parte superior) do círculo tanto do símbolo do Sol quanto da roda do horóscopo. A posição do tradicional símbolo circular do Sol no centro do horóscopo humano, e o uso desse novo símbolo no horóscopo como o Regente, Leão, poderia esclarecer para os estudantes as diferenças entre o Sol, como a fonte criadora de nosso sistema planetário, e a consciência da humanidade evoluinte no que tange ao princípio inerente ao Signo de Leão. Em outras palavras, achamos que o Sol é o focalizador do Signo de Leão, o atributo Amor do Deus Pai-Mãe. Contudo, o novo símbolo (a “metade do Sol”) poderia transmitir, muito mais facilmente, a compreensão relativa do Princípio Central sustentado individualmente pelo ser humano evoluinte. É colocado no mapa humano (não horário) simplesmente como se colocaria o tradicional símbolo do Sol, aspectado pelos outros Planetas, como se ele fosse mais um Planeta.

De fato, os Planetas, como focalizadores dos princípios do Signo, simbolizam em suas posições e agrupamentos a consciência dos princípios de vida pelo ser humano evoluinte, mas o Sol Central reside na Fonte emanante de tudo o que está representado dentro da roda. As Casas e Signos do semicírculo superior do mandala astrológico representam a “parte diurna” da aparente viagem do Sol em torno da Terra a cada dia; ocultamente, esses Signos e Casas se referem a consciência anímica da humanidade; as seis Casas e Signos inferiores se referem a “parte noturna” da consciência – a do indivíduo aparentemente separado de seus companheiros.

É através dos poderes vibratórios dos seis Signos superiores (iniciados por Libra de Vênus) que entramos na consciência de unidade através da vida de relacionamentos; quando a “excursão” pelo Zodíaco se completa em Peixes, o resultado é um círculo completo – o microcosmo daquilo que é representado pelo círculo do Sol Central. A essência de seu horóscopo, no total, é a sua percepção da unidade na diversidade; à medida que você se focaliza na consciência da luz una, seu horóscopo dissolverá suas “partes separadas” e emergirá – cada vez mais próximo – de sua representação essencial – o círculo indiferenciado, perfeito e uno: um só amor, uma só sabedoria, como expressões do poder que é Luz. O novo Símbolo do Sol (a imagem da irradiação da Luz a cada nascer do Sol) transmite, de modo prático, a verdade de que cada expressão regenerada de um ser humano é um “nascer do Sol em sua consciência” e uma revelação da Luz a todo aquele que com ele tem contato. O esplendor, a beleza e a verdade de nossa identidade como filhos do Deus Pai-Mãe se torna evidente a cada passo evolutivo.

Posto que os humanos, sendo humanos, não são criadores, mas epigenéticos, esse novo símbolo do Sol poderia representar a essência da Epigênese perfeita – a oitava do Poder Criador que, em nosso arquétipo, corresponde ao (não “é paralelo ao”) poder do Logos Solar. No horóscopo individual, o novo símbolo é a Centelha da Luz Solar; o símbolo tradicional, colocado no centro do horóscopo, é a Fonte Divina de todas as Centelhas da Luz, ou focalizador de Poder do arquétipo humano nesse Planeta. Todas as vezes que você olhar para esse novo símbolo em seu horóscopo você impregnará sua Mente subconsciente[14] com a verdade de que você é um ser evoluinte, que está revelando sua luz interna, que está se elevando para uma oitava superior de percepção de sua divina fonte e de sua identidade divina.

O desorganizado, incoerente, atabalhoado, congestionado, medroso, odioso e ignorante ser humano é assim porque foca na difusão de seus padrões astrais, ele se vê a si próprio separado de todos os outros seres humanos; ele não vê um denominador comum em seus padrões de experiência; as manifestações da vida estão, em suas reações e sentimentos, fora dele (e contra ele); por conseguinte, vivendo em seu microcosmo interior ele expressa o mínimo de seus potenciais e todas suas possíveis congestões.

O Sol é o Senhor desse sistema. Um Mestre humano é isso porque ele é focado, coordenado, harmonizado, simplificado, refinado e centralizado em sua percepção de identidade como “gerado do Deus Pai-Mãe” (Vê-se aqui a explicação para a Exaltação do Sol no primeiro Signo zodiacal, Áries, Signo da 9ª Casa de Leão e Signo da 5ª Casa de Sagitário. Para referência queira consultar seu Grande Mandala).

Ele está totalmente ciente de que é um focalizador do poder solar, e sabe que seu propósito de existência nesse plano é expressar aquele poder de acordo com as mais altas de suas capacidades epigenéticas. Sua consciência está fundida, suas ações são harmoniosas e eficientes, seu Amor transcende todas as barreiras autocriadas na natureza de pessoas menos evoluídas. O segredo de toda maestria é (corresponde à essência da Fonte Solar) UNIFICAÇÃO.

A esse respeito, estude o Sol em seu Horóscopo e reconheça (ainda que tenha de descristalizar um hábito mental de muitos anos) que o Sol não pode ser afligido. Eis que ele reside no centro de seu horóscopo, macrocosmo de todo fator do horóscopo; ele irradia suas divinas bênçãos por todo o conteúdo da roda. Mas seu “Sol pessoal” (como qualquer Astro) pode formar “Quadratura” ou “Oposição”, e isso significa que, em tais casos, sua consciência de Poder da Luz como Amor e Sabedoria tende a ser limitada, embotada e ineficaz, até certo ponto. A cúspide de sua Carta com o Signo de Leão (como “matriz” da Luz em sua consciência) lhe dirá a história das pessoas que servem para alertá-lo da existência de sua Luz; a posição do “Sol pessoal” por Signo aponta para a vibração astral microcósmica (a menos que o Sol esteja em Leão), da qual você tende a destilar sua consciência de Luz; a posição por Casa de seu Sol pessoal é a ordem do Altíssimo (dentro de você mesmo) para expressar luz nesse particular capítulo de experiência – ou capítulo de relacionamento – durante essa encarnação.

Nesse departamento de sua vida, se seu Sol pessoal forma Quadraturas ou Oposições, você será desafiado (esteja certo disto!) pelas forças vibratórias de outras pessoas, a fim de estimular sua atenção a se focalizar na existência de seus Atributos Divinos. Algumas dessas pessoas podem ser tirânicas por natureza. Você precisa aprender a manter sua Luz viva e irradiante a despeito de tudo o que elas – aparentemente – tentem a fazer com e para você. Outras podem ser inclinadas a tirar vantagens de suas fraquezas visando usá-lo para seus propósitos. Você deve estudar a si próprio e aprender como transmutar suas energias de desorganização e fraqueza em fortaleza (pessoas que você saiba não terem Quadraturas ou Oposições a seus Sois pessoais poderão ser os melhores objetos de estudo e os melhores professores para ajudá-lo a aprender como unificar e focalizar seus potenciais). Se você se desvia daquilo que sabe ser seu propósito de vida, então você desobedece ao Comando Divino. Se seu Sol pessoal não tem Quadraturas ou Oposições, então as congestões do Astro que o disposita são enfoques para “exercício do Sol”. Mediante a crescente unificação e focalização dos poderes positivos, da disciplina de expressão, da purificação dos apelos do desejo e do esclarecimento da sua consciência de Identidade Espiritual, você está pronto para lidar com os problemas representados por essas “aflições astrais”. Os Aspectos de atrito envolvendo Astros no Signo de Leão devem ser redimidos pelas transmutações da congestão egoísta através de expressões de Amor radiante – por meio dos nossos pontos de Leão devemos nos tornar contribuidores do Bem, da Verdade e da Beleza para o progresso da Vida. Transcendência da separatividade difundida é a ação da Maestria; irradiação de Poder concentrado como Amor e Sabedoria é o serviço da Maestria.

O “primeiro grau” da expressão do Poder é “poder sobre coisas e pessoas”. A luxúria para dominar outras pessoas, para limitar suas ações e pensamentos é um exercício de poder, mas baseado na ignorância daquilo que o poder realmente é. Temos o atributo – porque somos causadores – para influenciar as pessoas se elas nos correspondem, mas não podemos influenciar ninguém que nos seja indiferente ou que seja mais perfeitamente focalizada e organizada do que nós. Afirmar “eu tenho poder” é congestionar a consciência do Sol pessoal com os apelos da natureza de desejos. Essa é uma ilusão que provoca a perpetração de inumeráveis injustiças e crueldades do ser humano contra o ser humano. “Eu tenho poder” implica em “eu tenho o direito de exercer meu poder de qualquer modo que eu quero (desejo)”. A verdade da questão é que “Eu SOU Poder”, ou “Eu SOU um focalizador do Poder Solar”; a responsabilidade concomitante a essa identidade é SER o melhor focalizador possível do Poder Solar. O Poder NÃO é uma posse – é um Atributo Divino, e suas expressões (irradiações) como Amor e Sabedoria, por meio da consciência humana individualizada, testifica a onipresença do Divino nesse plano. Retire “Eu tenho” de sua abordagem astrológica ao Sol pessoal; substitua por “EU SOU”. Lembre-se de que a abordagem “Eu tenho poder” é Leão como o Signo de Fogo iniciador da cruz Fixa[15] – os quatro Signos que simbolizam o máximo da compressão e congestão dos potenciais do desejo. “EU SOU PODER” é Leão como o Signo Fixo (recurso centralizado, focalizado e organizado), Signo da triplicidade de Fogo dos Atributos Divinos; como tal é o aspecto Amor criativo do Deus Pai-Mãe e o recurso de todo esforço aspirante da humanidade para realizar o ideal do Amor como a verdade de todos os relacionamentos. Não podemos TER algo que, por sua natureza, não seja uma posse; nós só podemos aspirar SER aquilo que a nossa Divina Fonte ordena que sejamos. A irradiação aperfeiçoada (ação epigenética) é a vivência dessa Identidade Verdadeira em termos humanos.

O Mandala de Leão: uma roda com doze Casas, Leão como Ascendente e os demais Signos em sequência – o tradicional símbolo circular do Sol no centro, e o novo símbolo do “Sol pessoal” na primeira Casa.

Esse é o retrato astrológico abstrato da humanidade como epigenitores – irradiadores do Poder Solar focalizado e expressores desse Poder como Amor. O diâmetro do desejo de Touro-Escorpião aparece, nesse mandala, como o diâmetro filiado – a sexualidade dos pais masculino e feminino provê a reencarnação para uma focalização humana do Poder Solar. A polaridade dessa focalização (o Signo uraniano e aéreo de Aquário) é liberação. Toda ação epigenética regenerada é a liberação do que não é mais necessário. A lagarta precisa de seu casulo, mas só quando ela sai de dentro dele é que estabelece sua identidade como “borboleta”. A mãe humana nutre e depois libera o corpo de seu filho ou de sua filha; ambos os pais cumprem suas experiências no relacionamento com seus filhos, depois, em respeito à individualidade deles como companheiros humanos, eles os liberam para que tenham suas próprias experiências. Esse mandala não demonstra que o padrão de parentesco está enraizado na possessividade? Leão está “casado com” Aquário (o Amor que não libera para um desenvolvimento maior, e a expressão não é amor – é desejo a exprimir poder sobre os outros, ao mantê-los estáticos e restringidos fisicamente, mentalmente e emocionalmente); devia ser a aspiração para expressar o poder do Amor para os outros.

O Amor de Leão individualizado de cada um dos pais pelo outro, e expresso através da intensa fusão de Touro-Escorpião, possibilitou a liberação de outro Ego dos planos internos para que ele pudesse progredir em sua evolução pela reencarnação. Ele, por sua vez, é ainda mais liberado quando sua irradiação epigenética se funde com a de outra pessoa. Vemos, portanto, nesse mandala que o “aspecto possessividade” de Touro-Escorpião é a congestão do progresso humano; sua regeneração é o aspecto não personalizado da administração. O parentesco espiritualizado (autodeterminado) é a administração inteligente, amorosa, do crescimento individual do ser gerado e o respeito ao direito pelo ser gerado para realizar o melhor de sua individualidade.

Os padrões dos Signos por Casa do Sol pessoal, conforme indicado nesse mandala de Leão são: Leão, 1ª; Virgem, 2ª; Libra, 3ª; Escorpião, 4ª; Sagitário, 5ª; Capricórnio, 6ª; Aquário, 7ª; Peixes, 8ª; Áries, 9ª; Touro, 10ª; Gêmeos, 11ª; Câncer, 12ª (Para maior clareza, correlacione esse mandala com uma cópia do Grande Mandala (Áries no Ascendente) e perceba como os princípios arquetípicos dos Signos são expressões, quando Leão é o Ascendente do horóscopo.

Por exemplo, o Sol pessoal em Virgem é prático, não apenas por Mercúrio ser Regente de Virgem, mas porque nesse Signo o Sol pessoal está no Signo da sua própria 2ª Casa, princípio da administração, correspondente à relação Touro-Áries do Grande Mandala. E assim por diante).

Exotericamente, o Sol pessoal envolvido em padrões de Quadraturas e Oposições representa o destino maduro resultante da ignorância do verdadeiro significado do Poder. “Os Astros são Seres” – e o Sol pessoal em Quadratura ou Oposição representa os desafios à sua integridade, partindo de pessoas que externam sua ignorância desse princípio no passado. Pelo próprio significado do Sol pessoal, como um símbolo astrológico, você deve descristalizar todas as “reações de inimizade” a tais pessoas;

  • Aprendendo do exemplo negativo delas o que não deve fazer,
  • Transmutando seu relacionamento colorido negativamente com elas pelo fortalecimento de seus propósitos internos, de sua integridade pessoal e de sua consciência de amor e irradiando essa oitava superior de consciência a elas.

Essa é a maneira astrológica de dizer: “Amais aos vossos inimigos”. O contrário de uma expressão anterior sobre Leão cabe bem aqui: NÓS NÃO TEMOS INIMIGOS; nós (pela congestão dos potenciais) SOMOS inimigos do nosso melhor e mais elevado bem. A Luz que é simbolizada pelo Sol Central é microcosmicamente refletida no Sol pessoal de cada ser humano; esse e sua polaridade, Aquário –Urano, são os arquidescristalizadores de todas as “inimizades”.

Nos textos acima se encontra uma resposta às indagações dos estudantes a respeito do valor psicológico do símbolo do Sol em Astrologia: na medida em que você permanece desfocalizado, suas fraquezas serão desafiadas pelos impulsos do poder-autoridade  do desejo dos outros; na medida em que você desdobre a consciência de sua verdadeira identidade como um focalizador do poder solar e expresse essa consciência por meio do amor, no qual não pode haver nenhuma sombra, você melhora epigeneticamente a qualidade de toda a sua base psicológica. A terapia do Sol é ALEGRIA – a posição por Casa do seu Sol pessoal, nessa encarnação, é onde você escolheu para afugentar as sombras pela radiância de sua natureza de amor purificado. Você criou as sombras, no início – as Quadraturas e Oposições ao seu Sol pessoal; somente você, como um focalizador do poder solar, pode redimir essas energias congestionadas e transformar a expressão delas pela Epigênese construtiva. Com reverência e alegria, se identifique com a sua fonte – saiba que o Seu Poder transcende o de qualquer outro poder negativo e externo. Essa é a terapia que nos foi dada por todo Mestre-Professor e em seu horóscopo (cedo ou tarde), se você bate à porta, o segredo de sua identidade solar será “aberto a você”. Seu propósito não é “ser submergido”, mas amar, expressar, irradiar, ser um testemunho vivo para o divino no arquétipo humano.

 

CAPÍTULO VIII – O ESPECTRO GENÉRICO

 

Nos últimos anos do século XVIII e mais ou menos nas duas primeiras décadas do século XIX ocorreu um dos fenômenos mais notáveis estelares da história moderna: a Conjunção de Urano com Netuno, em Sagitário e Capricórnio. Esta “superlunação” foi “plantio de semente”, em termos de poderes vibratórios cósmicos desses dois gigantes – Regentes dos dois últimos Signos do cinturão zodiacal.

Como uma Conjunção de quaisquer dois Astros implica o padrão da lunação Sol em Conjunção com Lua (com suas extensões de “primeira Quadratura”, “Trígono”, “Oposição”, etc.), assim também se deu com essa Conjunção; durante os anos do século XIX e até os quatorze anos (aproximadamente) do século XX Urano e Netuno se moveram, em relação ao “ponto da Conjunção” e em relação um ao outro, para formar padrões de Aspectos que representam um momento decisivo na evolução vibratória da raça humana.

O “padrão Lua Cheia” desse tremendo Aspecto foi representado pela Oposição de Urano e Netuno; esse padrão prevaleceu quando Urano retornou a Sagitário e Capricórnio, e Netuno havia percorrido metade da roda até Gêmeos e Câncer. Esse crescendo de forças vibratórias da parte de Netuno incluiu os últimos quatro Signos da sequência zodiacal (de Sagitário até Peixes) e os quatro primeiros Signos (de Áries até Câncer). O clímax objetivado, logo depois do período de Oposição exata na metade dos graus entre Capricórnio e Câncer, foi a primeira Guerra Mundial – o vomitar brutal de energias congestionadas e putrefatas de parte das nações em todo o mundo e a imaginação de uma fase de desenvolvimento nova em todos os planos.

Consideremos essa grande Conjunção em termos de padrões dos Signos por Casas: o começo dessa Conjunção ocorreu no abstrato Signo da Nona Casa Sagitário, regido por Júpiter, significador da mentalidade abstrata, das ideias, dos conceitos, do entendimento e da filosofia. Júpiter é o Princípio do Melhoramento e da Expansão. Em Sagitário, Urano – Regente de Aquário, o Signo da 11ª Casa – estava em seu próprio Signo da 11ª Casa, onde a palavra-chave é a liberação por meio do Poder do Amor universal ou impessoal. Essa posição de Urano tinha o efeito de uma eletrificação da consciência humana na forma de vitalização da necessidade humana por maior liberdade em todos os planos; Essa posição de Urano teve o efeito de uma eletrificação da consciência humana na forma de uma vitalização da necessidade da humanidade de maior liberdade em todos os planos; houve revoluções como bem diferente das conhecidas até então – pela guerra real e por protestar contra o efeito de séculos de atrito espiritual e intelectual por poderes temporais; houve uma “explosão” nos horizontes do conhecimento e pensamento para que as capacidades mentais e espirituais da humanidade pudessem encontrar “novas pastagens”. Novas filosofias e formas religiosas surgiram de todos os lados para que a necessidade da humanidade por uma compreensão mais ampla pudesse ser satisfeita.

Netuno em Sagitário estava em seu próprio Signo da 10ª Casa por sua Dignificação em Peixes; ele havia alcançado as três quartas partes de seu próprio ciclo e chegado a um ponto análogo a Capricórnio em relação a Áries. Este foi o momento certo para uma nova liberação das forças que atendem os propósitos de redenção; aquilo que havia de ser “redimido outra vez” era o efeito de muitos séculos precedentes durante os quais a idealidade do ser humano havia se congestionado ao ponto de asfixia, isto pela corrupção e perversão de ideais.

Em Capricórnio, Urano alcançou seu próprio Signo da 12ª Casa, a última posição no ciclo, por sua Dignificação em Aquário: nesse Signo a influência de Urano era para desintegrar as formas antiquadas e abrir caminho para novas formações em todos os planos. Em Capricórnio, Netuno alcançou seu próprio Signo da 11ª Casa; uma “onda” de Egos (Irmãos e Irmãs Maiores) encarnou durante esse período, Egos esses que serviram para atuar como “instrumentos” (Netuno é o princípio da instrumentalidade) da difusão de tremendos poderes espirituais para reanimar a consciência espiritual da humanidade.

Durante os anos do século XIX, Egos de grande notável desenvolvimento encarnaram, digamos, em “exames”; filósofos e religiosos, músicos, artistas e escritores, cientistas e matemáticos, curadores e médicos. Essas pessoas, quaisquer que fossem seus campos específicos de atividade, serviram para aproximar ainda mais os seres humanos entre si pela tremenda esfera de sua influência. Uma abertura particularmente significativa ocorreu pela ocasião do advento – no mundo ocidental – das ciências pertinentes à psicologia e à psicanálise; durante esse período encarnaram algumas grandes mentes determinadas a investigar os princípios relativos à sexualidade humana, à emotividade e à função da Mente subconsciente. Temos um débito impagável para com essas pessoas. Elas foram pioneiras em um campo de pesquisas até ali escassamente explorado, e permaneceram fortes e inabaláveis contra os poderes de cristalização, a ignorância e o preconceito, a fim de proporcionar ao ser humano uma “nova Luz” para uma maior compreensão.

Em nosso assunto do título – o “espectro genérico” – trataremos, por meio da simbologia astrológica, com um dos mais importantes fatores pertinentes à “natureza interna” da constituição do ser humano: o fator da bipolaridade.

A “experiência como homem” e a “experiência como mulher” são representadas, abstratamente, pela divisão da roda por qualquer diâmetro; o arquissímbolo desse padrão é naturalmente o diâmetro Áries-Libra do Grande Mandala – a roda abstrata ou “natural”, que tem os trinta graus em cada Casa de cada Signo começando com Áries, como Ascendente, e se movendo na direção contrária ao dos ponteiros do relógio até Peixes, na 12ª cúspide.

A cúspide de Áries é o “EU SOU” da consciência humana; é a projeção de todos os potenciais que partem do centro da roda para a circunferência – o “ponto de encarnação” ou “a objetivação no plano físico”. Todos os raios da roda são simplesmente emanações dessa linha Ascendente, uma vez que qualquer círculo só comporta um raio.

O horóscopo, em sua totalidade, é o composto de toda a consciência do indivíduo, e isso significa o composto de todos os potenciais masculino e feminino. O relacionamento está “dentro”, não está essencialmente “fora do indivíduo”. Isso pode ser provado facilmente pela consideração do fato de que quando você modifica sua reação para com uma pessoa, modifica também seu relacionamento com essa mesma pessoa. O aspecto externo do relacionamento é sua representação em espaço-tempo no plano físico – o reflexo de estados internos estabelece pelas suas expressões na forma. A “masculinidade” e a “feminilidade” dos seres humanos servem para focalizar qualidades genéricas, na expressão e por reflexo. Certos padrões de experiência na vida física real são peculiares aos homens, outros são peculiares às mulheres; cada um à sua maneira é uma imagem de destino maduro, uma vez que por lei encarnamos nas dimensões de espaço-tempo e com as expressões físicas do gênero: o sexo.

Já que nossa bipolaridade essencial ainda não se realizou totalmente, a Natureza possibilita, pela faculdade da reação emocional, um reconhecimento dos nossos estados genéricos latentes. Esse reconhecimento é encontrado em nossos relacionamentos com outras pessoas, e nós as identificamos – aparentemente fora de nós mesmos – pelo estímulo que elas provocam no nosso ser vibratório. Devido a qualidade do nosso padrão de relacionamento residir na nossa consciência, nós reconhecemos, agora – quando nosso ponto de vista se destaca suficientemente – que cada ser humano é seu próprio pai/sua própria mãe, seu próprio esposo/ sua própria esposa, seu próprio irmão/sua própria irmã, seu próprio filho/sua própria filha. Nosso ser genérico serve para identificar outros seres humanos como fatores em um ou mais desses padrões básicos de relacionamento – e suas muitas variações – de acordo com nossos padrões genéricos e nossos congestionados ou regenerados níveis de consciência. Nós não temos inimigos; nós próprios somos a origem daquilo que interpretamos como “inimizade”. A regeneração da nossa faculdade de reação emocional melhora a qualidade de nosso ser vibratório e, portanto, melhora a nossa consciência de relacionamento com as outras pessoas. Esta é a única maneira pela qual podemos “derrotar nossos inimigos” e redimir nosso destino maduro sobre relacionamentos.

Na consideração desse assunto, é sugerido que cada estudante tente um pouco o “ajuste interno”: pare de pensar em você como “macho” ou como “fêmea”; pense em você – e isso pode requerer considerável “elasticidade” – como um composto de masculino e feminino. Reconheça que você, como uma expressão individual da ideia “humanidade”, contém em seu ser vibratório tudo que é significado pelas palavras “homem” e “mulher”. Você está simplesmente se especializando como macho ou como fêmea nessa encarnação; você pode ter sido o oposto na encarnação anterior, e pode ser o oposto na próxima. Se você é homem, seus padrões femininos serão, em sua maior parte, objetivados por reflexo nas “mulheres em sua vida”; a recíproca é verdadeira para as mulheres. Mas – e isso é muito importante – a bipolaridade do nosso ser chega a uma manifestação mais clara à medida que evoluímos através do exercício de nossos potenciais de Amor-Poder e Sabedoria-Poder – um dos notáveis fenômenos resultantes da Conjunção e Oposição Urano-Netuno durante os últimos anos do século XVIII e mais ou menos as duas primeiras décadas do século XIX. O estudo dos relacionamentos humanos não está mais tão centralizado nas diferenças entre os sexos como o está nas semelhanças entre homens e mulheres como mecanismos bipolares. Estamos chegando a uma realização de que “sexo oposto” significa realmente “qualidade genérica latente”, que é “acesa” pelo contato com pessoas cujo ser vibratório complementa o nosso, em algum grau ou padrão.

O astrólogo, ao realizar seu serviço, funciona – ou deveria funcionar – como uma consciência bipolar. Se ele/ela trabalha para compreender os problemas dos outros, ele precisa se valer das memórias de suas experiências como homem e como mulher, a fim de perceber as raízes vibratórias dos problemas e potencialidades dos outros. O astrólogo, funcionando desse modo, não é neutro; ele/ela é um composto de seus elementos vibratórios como um raio de Luz, focado no branco, para iluminar a consciência do outro e clarear a consciência da origem dos problemas e os corretivos inerentes a estes. “Masculinidade” e “feminilidade” não são palavras de opróbrio, quando aplicadas aos homens e as mulheres, respectivamente. São palavras que se referem à dupla expressão de nosso ser vibratório que, no final das contas, é a expressão básica de vida da nossa natureza interna. Pode-se dizer que Causa (masculino) e Efeito (feminino) designam a expressão de Vida – polaridade – do Cosmos.

O astrólogo que não funciona com a consciência de sua realidade bipolar não pode justificar seu trabalho como um analista dos problemas de relacionamento e de sexo. Ele/ela deve ser capaz de perceber a masculinidade/feminilidade combinada de qualquer um, cuja Carta seja estudada, para ajudar a pessoa a reconhecer mais claramente a fonte interna dos problemas de relacionamento. O homem que não conhece ou reconhece sua própria feminilidade não vai perceber a “parte mulher” do indivíduo cujo Mapa interprete. Em verdade nosso “irmão humano” é o elemento masculino da natureza humana; nossa “irmã” é o elemento feminino, não importa o envoltório físico que ela use. Cada astrólogo deveria aplicar seus poderes analíticos no sentido de uma compreensão mais clara de seu próprio relacionamento pessoal e ver, com os Olhos da Luz Branca, como ele/ela afeta e é afetado (a) por cada pessoa com a qual se associa intimamente. É necessário analisar a Carta do ponto de vista genérico para determinar a masculinidade/feminilidade relativa que é representada. Oferecemos agora, como alimento para o pensamento, uma análise genérica dos doze Signos.

Use uma cópia do Grande Mandala sem os símbolos planetários – apenas os símbolos dos Signos na parte externa da roda. Observe que os primeiros quatro Signos – Áries, Touro, Gêmeos e Câncer – representam de per si um dos elementos genéricos: Fogo, Terra, Ar e Água, respectivamente; dois deles, Áries e Câncer, são “pontos de estrutura” Cardeais.

Uma vez que o ritmo é o arquétipo do movimento (no tempo-espaço), reconhecemos que o avanço em torno da roda, através dos doze Signos, é um progresso rítmico; o ritmo básico mais simples é aquele a que chamamos “dois por quatro” – dois compassos, cada um dos quais tem um tempo para baixo e um tempo para cima. O tempo para baixo é a “iniciação” masculina do compasso, o tempo para cima é a libertação – ou complementação feminina – do tempo para baixo.

Nesse setor de quatro Signos vemos duas metades de dois tempos rítmicos completos; o “primeiro compasso” é Áries-Touro – o tempo para baixo é Áries, o tempo para cima é Touro. O “segundo compasso” é Gêmeos-Câncer – Gêmeos é o tempo para baixo e Câncer é o tempo para cima. Cada compasso, então, tem sua qualidade genérica dupla, e o setor quádruplo tem sua qualidade genérica dupla em sua divisão de dois compassos completos. Áries-Touro é, portanto, o masculino tempo para baixo do setor; Gêmeos-Câncer é o feminino tempo para cima, ou complementação; Áries e Gêmeos são os masculinos tempos para baixo de cada um dos dois compassos; Touro e Câncer são os femininos tempos para cima de cada um dos dois compassos.

A realização ideal da natureza vibratória da humanidade se encontra na espiritualização de todas as qualidades genéricas: o “Grande Homem” é a perfeição do composto masculinidade-feminilidade. Vemos assim como essa espiritualização é representada em Astrologia: a circunferência da roda é os segundos, minutos e graus da sequência dos doze Signos. Existem quatro grupos de triplicidades, cada um representando os Aspectos Poder-Amor-Sabedoria de um dos elementos. Cada elemento, em três oitavas, cobre a roda e cada um é uma especialização de qualidade genérica. As triplicidades são iniciadas pelos quatro Signos Cardeais, cada um dos quais é uma afirmação genérica básica do “EU SOU”, e cada qual representa um dos pontos estruturais no padrão total do relacionamento humano: o homem como esposo e pai; a mulher como complemento – esposa e mãe.

Numere os Signos em torno da roda, como segue: Áries – 1, Leão – 2, Sagitário – 3, Capricórnio – 4, Touro – 5, Virgem – 6, Libra – 7, Aquário – 8, Gêmeos – 9, Câncer – 10, Escorpião – 11 e Peixes – 12.

Pouse a ponta de seu lápis em Áries e desloque-a pelo Zodíaco deste modo: de Áries a Leão, de Leão a Sagitário, de Sagitário a Áries, de Áries a Capricórnio; de Capricórnio a Touro, de Touro a Virgem, de Virgem a Capricórnio, de Capricórnio a Libra; de Libra a Aquário, de Aquário a Gêmeos, de Gêmeos a Libra, e de Libra a Câncer; de Câncer a Escorpião, de Escorpião a Peixes, e de Peixes a Áries. Esse “passeio” pelo Zodíaco começa com o mais masculino dos Signos machos e termina com o mais feminino dos Signos fêmeas: cada Signo Cardeal é o mais masculino de seu elemento, cada Signo Comum é o mais feminino e ajustável. Áries (onde Marte está Dignificado) se une ao elemento Terra em Capricórnio (onde Marte está Exaltado); Capricórnio (onde Saturno está Dignificado) se une ao elemento Ar em Libra (onde Saturno está Exaltado); Libra se une ao elemento Água em Câncer (onde a Lua está Dignificada), como iniciador da triplicidade de Água, terceira oitava da qual é Peixes, Signo de Exaltação de Vênus, Regente de Libra; a Lua, Regente de Câncer, está Exaltada em Touro: Dignificação terráquea de Vênus e segunda oitava – ou oitava do poder do amor – da triplicidade  de Terra, iniciada pelo complemento da Lua, Saturno, Regente de Capricórnio. Peixes, a Exaltação de Vênus, é regido por Netuno e representa a idealidade. A Exaltação de Vênus, nesse Signo superfeminino, simboliza o reflexo aperfeiçoado do melhor na consciência da humanidade; a “renúncia” implicada na vibração pisciana é a de abandonar as reações negativas do sentimento, não regeneradas, em favor da percepção do ideal inerente – que é a bondade, a verdade, e a beleza.

Temos agora o Zodíaco inteiro “delineado” pela qualidade genérica; a faixa dos doze Signos representa, pela divisão em triplicidades, o poder curador do ritmo três por quatro – cada elemento representando assim uma nota-chave espiritualizada em que a música da consciência humana pode ser tocada. Cada Signo, pela tríplice divisão em decanatos, compõe seu elemento. Agora você pode relacionar suas próprias posições astrais por qualidade genérica, sintetizá-las com seu Ascendente e Regente, e avaliar sua lista por comparação com os gêneros dos Astros. Sugerimos Marte, Sol, Júpiter, Saturno (símbolo do pai) e Urano como Astros masculinos; a Lua, Vênus e Plutão (Regente de Escorpião – a “matriz” do poder do desejo comprimido) e Netuno como Astros femininos. Mercúrio, o intelecto, é neutro – ou melhor, andrógino; Mercúrio, como Regente de Virgem (Signo masculino), é masculino; como Regente de Gêmeos, é feminino. Este Astro se adapta ao Signo em que se posiciona, dando ênfase à qualidade genérica representada pelo Signo.

Aplique essa lista a muitas Cartas, além da sua própria. Aprenda a “dimensionar” os valores genéricos dos gráficos para a análise prática dos problemas de relacionamento. Preste especial atenção a todos os Astros que estejam Dignificados por posicionamento em Signo; um Astro Dignificado é uma posição vibratória de “1ª Casa” – o “início” de um novo ciclo de Aspectos-padrões a serem formados por tal Astro em futuras encarnações. Preste também muita atenção aos “Regentes estruturais”: Marte, Lua, Vênus e Saturno como respectivos Regentes dos Signos Cardeais (estruturais); também aos Astros colocados nos Signos Cardeais – porque serão dispositados[16] pelos Regentes estruturais. Caso você queira, pode lhe ser útil relacionar os Astros de determinada Carta por suas “qualidades de macho e qualidade de fêmea” (Fogo-Terra, Ar-Água) bem como por suas “masculinidade e feminilidade” (Fogo-Ar, Terra-Água). Examine o elemento – ou agrupamento – (isso é muito importante) que contenha o máximo de Astros não congestionados, ou qualquer Carta que não esteja congestionada. Nesse fator vemos um registro de espiritualização definitiva da qualidade genérica – de significado importante para a liberdade interna. Examine, também, o Astro estrutural (Marte, Lua, Vênus e Saturno) que esteja mais congestionado e o que esteja mais regenerado. Estude esses dois Astros não somente por seus padrões de Aspectos, mas também em termos de congestão e regeneração do Astro que está dispositado. Nós devemos conhecer a qualidade genérica que cada Astros está focalizado, e sua “dispositividade”, dado a nós como a chave.

 

CAPÍTULO IX – A ATRIBUIÇÃO DA SUA VIDA

 

O verbo atribuir é definido como “demarcar”, “salientar especificamente”, “separar para uma pessoa ou para um propósito especial”. Essas definições implicam em se entender que “atribuir” é uma ação seletiva pela qual “alguma coisa” é indicada como apropriada ou necessária para alguém se incumbir dela, trabalhar com ela, trabalhar nela ou realizar com ela. O ato de atribuir é feito por alguém para alguém, ou é assumido por ele mesmo; em quaisquer dos casos, aquilo com que se vai lidar é conhecido ou reconhecido como um fator legítimo de esforço ou experiência, uma parte necessária de um plano total ou de um objetivo.

Quer imposta ou assumida, a aceitação da atribuição sempre é uma decisão para sair de um estado de relativa inércia ou de equilíbrio relativo. Essa aceitação procede de uma percepção ou reconhecimento de que algo mais ou alguma coisa nova, real ou recapitulativa deve ser feita. Toda ação ou “feito” é uma extensão daquilo que já foi feito ou alcançado. A evolução de um ser humano durante o lapso de uma encarnação é exteriorizada como uma sequência de ações procedentes de decisões qualificadas por reações aos efeitos de decisões anteriores e consequente ações. A regeneração da reação residual trazida do passado à presente vida é a atribuição básica de qualquer ser humano para qualquer vida. A atribuição arquetípica para todos os seres individualizados, através dos lapsos inteiros de seguidas encarnações, é a reconquista consciente do equilíbrio perfeito, o estado de onde fomos enviados, ou fomos criativamente projetados, como Espíritos inocentes. Essa projeção se tornou possível por uma decisão criativa de Deus – n’Ele nos movemos e temos o nosso Ser, através de nós Ele se move e tem a Externalização; nós nos complementamos n’Ele. Ele se complementa em nós.

O macrocosmo é exteriorizado por miríades de microcosmos que têm uma similaridade correspondente com ele. Essa verdade de criatividade e manifestação é transmitida pelo axioma Hermético “como em cima é em baixo; como em baixo é em cima”. Em geometria esse axioma é ilustrado por figuras tais como círculos, quadrados e triângulos. O tamanho de figuras correspondentes pode variar infinitamente, mas sua natureza, aspecto geral e plano de construção são idênticos. Círculos, quadrados e triângulos equiláteros são microcosmos gráficos das ideias estruturais macrocósmicas de círculo, quadrado e triangulo equilátero, respectivamente.

Todas as atribuições são microcosmos da atribuição da ideia essencial ou macrocósmica, que se refere basicamente à aceitação, por cognição ou reconhecimento, daquilo que é necessário ser feito para uma completa realização. As atribuições da vida do ser humano são reveladas e percebidas em uma infinita variedade de significados relativos, em termos de necessidade imediata, objetivo imediato, fatores de relacionamento, ideais, etc. Entretanto, há uma equação dupla que se aplica a todos: o grau de dificuldade no cumprimento é diretamente proporcional ao grau de regeneração necessitada; o grau de facilidade no cumprimento é diretamente proporcional ao grau de equilíbrio alcançado conscientemente. Na medida em que perde o equilíbrio, o ser humano perde a consciência da capacidade de cumprir suas atribuições com eficiência, inspiração e regozijo; na medida em que sente o equilíbrio dentro de si, ele é capaz de redobrar ou recarregar seus esforços com os poderes de seu Espírito. O recarregamento pelo poder do Espírito traz a revelação do equilíbrio no Corpo, na Mente[17], na emoção, no relacionamento e nos esforços. Uma vez que um ser humano é um composto de muitas faculdades, corpos, inclinações, habilidades e objetivos, é necessário, através de uma dada encarnação, que ele ou ela se especialize nesta fase ou naquelas fases de desenvolvimento que sejam mais diretamente consistentes com as exigências do destino maduro; a encarnação se faz por lei vibratória em termos de tempo, lugar, linhagem e ambiente que são apropriados para o início das atribuições autoimpostas e autoassumidas.

Os Aspectos astrais por si só não representam a “atribuição da vida”. Cada Aspecto representa um inter-relacionamento entre qualidade básicas e poderes de consciência, retratando, portanto, um modo pelo qual as atribuições devem ser cumpridas. A tabulação dos Aspectos numa determinada Carta dá um resumo de como a pessoa tem usado os poderes da consciência no passado, como ela tende a usá-los nessa vida e como pode tender a usá-los no futuro. O cumprimento de uma atribuição necessita de equipamento, assim como de objetivo e, no estado encarnado, o ambiente é um fator tão inevitável quanto importante, como o é a consciência. Todos os fatores ambientais e de relacionamento correspondem à experiência individual humana, assim como a própria Terra corresponde à evolução da humanidade. Por conseguinte, a correlação da posição por Casa dos Aspectos com os fatores vibratórios representados pelos Astros e Signos é necessária para a avaliação das atividades da vida como “atribuições”.

Já que existem doze Casas que indicam a padronização ambiental para os Aspectos formados pelos dez pontos astrais (Sol, Lua e Planetas) haverá, em toda Carta, algumas Casas desocupadas. As Casas simbolizam a externalização dos Signos, assim como os pontos astrais representam a focalização dos Signos como poderes expressivos. Aquelas Casas que contêm os pontos astrais representam a padronização exterior em termos de relacionamentos e lugares das atividades da vida. Parte da “atribuição evolutiva global” de todos os seres humanos é aprender a relacionar sabiamente o próprio “eu” com o ambiente, e de tal maneira que o ambiente seja corretamente entendido e corretamente usado como uma “ferramenta”, mas que nunca permita se tornar uma escravidão para a pessoa ou um impedimento para ela se desenvolver. Cada relacionamento e cada ambiente exterioriza princípios particulares de consciência e responsabilidade espiritual, e o objetivo a ser alcançado pela experiência num relacionamento ou num ambiente é a percepção da Verdade da Vida. Todos os fatores de Princípio, Poderes, e Externalização devem ser correlacionados para avaliação.

Uma vez que a transcendência regenerativa do passado é a atribuição assumida por cada ser humano em cada encarnação, é uma ideia prática começar seu estudo do Aspecto astral de uma Carta pela avaliação relativa. Isso é feito tabulando os vários tipos de Aspectos e computando a órbita de cada um, começando por aquele que está mais próximo de 90º. Evite se concentrar nesse Aspecto como sendo “o Aspecto mais adverso da Carta”. Em vez disso, estude sob o ponto de vista do que ele diz sobre a consciência e tendência da pessoa: é o padrão que indica a maior necessidade para a regeneração da consciência, que indica o ponto de mínimo equilíbrio interno e máxima tendência de resistir à evolução. Portanto, ele representa aquelas experiências – ou aquele tipo geral de experiência – em que a pessoa terá de aplicar o máximo esforço interno para aprender sua lição espiritual e evolutiva.

Esclarecer a pessoa a respeito do sentido e significado de sua Quadratura quase exata é um serviço da mais alta relevância que você pode lhe prestar, pois, na medida em que ela compreenda como manejar os estímulos resultantes do Aspecto, ela terá força e sabedoria para lidar com os outros Aspectos “menos fechados” em sua Carta. Seu estudo do Aspecto requer meditação concentrada porque é necessário que você entenda as implicações evolutivas dele como representando fases de poder, amor e verdade a serem ainda admitidas pela consciência da pessoa. Uma Quadratura ou Oposição de órbita maior será ativada por um tempo relativamente mais longo, mas tal espaço da órbita maior permite que condições atenuantes (Trígono e Sextis à posição radical formados por Trânsitos, Lua Nova, etc.) atuem ao mesmo tempo. A regulagem dos estímulos de uma Quadratura quase exata focaliza e concentra o “potencial de dor” bem como o elemento tempo. A dor que experimentamos através dos estímulos de nossas Quadraturas é proporcional a uma tendência inerente de resistir às exigências evolutivas. Lembre-se sempre de que o Aspecto Quadratura num horóscopo é evidência de que a consciência da pessoa está baseada de um modo especializado nessa vida com o objetivo de aprender uma urgente lição; evidencia ter negligenciado essa lição ou feito o mau uso dessa oportunidade no passado e surge a oportunidade presente para remediar essa negligencia nessa vida.

Toda manifestação é projetada a partir de um plano ou padrão ordenado, e já que todas as atribuições da vida do ser humano, segundo o grau de cumprimento, manifestam a evolução de consciência e refinamento da natureza é necessário que se dê especial atenção a outros fatores que têm muitas coisas importantes a dizer ao intérprete e ao tema do Mapa. Um desses é a Lua, símbolo da natureza instintiva. Os Aspectos e a posição da Lua num Mapa nos dão as mais diretas pistas daquilo que, em consciência, é trazido para essa vida e que provém das experiências passadas. Indicam as tendências e hábitos mais pronunciados do passado que, quando enfatizados na vida atual, externalizam as condições caóticas. A faculdade de reação sentimental (que representa um aspecto da polaridade feminina da consciência) procura sempre fornecer, à nossa percepção consciente, aquelas modalidades e qualidades de pensamento que temos implantado nela. Desse modo, a Mente instintiva é reconhecida como um mecanismo de produção e um mecanismo de reprodução. Se, pelo reconhecimento não gostamos daquilo que a Mente instintiva produz através de nossa faculdade de reação sentimental – os acontecimentos, ambientes, e as pessoas – então temos de mudar a qualidade da nossa faculdade de reagir; isso só pode ser feito melhorando-se e refinando-se a qualidade de nossas reações. Esse processo se utiliza das essências regeneradoras ou espirituais de todos os pontos astrais, especialmente daqueles que estão aspectados “não regeneradamente” com a Lua, no Mapa natal. Quando regeneramos essas “essências astrais”, implantamos uma qualidade vibratória melhorada, mais ordenada e refinada na Mente instintiva.

Os fatores da atribuição de vida que se referem à vibração de Saturno são aqueles que têm como meta evolutiva a consciência da segurança verdadeira. Saturno é o princípio do cumprimento de responsabilidade, e é somente pelo cumprimento de todas as atribuições e responsabilidades assumidas que a forma de equilíbrio, que identificamos como “segurança”, é realizada. É muito importante, devido à influência que as palavras e interpretações do astrólogo exercem na consciência do nativo, que uma compreensão psico-filosófica construtiva de Saturno seja alcançada. Saturno é o símbolo da forma densa que serve como veículo à consciência evoluinte; é a tendência pela qual os seres humanos identificam “segurança” como sendo certo tipo de estado material – sem o qual o ser humano experimenta aquilo que identifica como “medo”, “insegurança” e “incerteza”. Se Saturno – no sentido cósmico – simboliza a forma densa, então sua correspondência na consciência humana evoluinte é “dificuldade e sofrimento por ter feito mau uso da foram no passado” ou é “a realização da verdadeira segurança interna por ter usado a forma de maneira plena e correta como uma ferramenta ou veículo do Espírito”. Saturno é o Princípio cósmico da Gravidade; sua vibração em nossa consciência tende a “nos conduzir às raízes e à essência de nossos estados ainda irrealizados” para que nossa ascensão evolutiva possa ser meticulosa e completa. Alguns Mapas têm Saturno aspectado por Quadraturas e Oposições – chamam de “Mapas terrivelmente afligidos”. Se há, na verdade, alguma “aflição” representada, é apenas uma indicação de que a pessoa, nessa vida, precisa recapitular muita coisa do passado, redimi-la e cumpri-la com Amor e Inteligência antes que ela possa progredir. Os Aspectos em si não são “maus” – são simplesmente indicações astrológicas de um certo tipo de necessidade evolutiva. As qualidades Espirituais implicadas na vibração de Saturno são profundidade, precisão, paciência (o uso do Tempo como elemento construtivo), e devoção concentrada à ação reta (o Signo de Saturno, Capricórnio é o Signo de Exaltação de Marte, o princípio da energia e ação).

Torna-se cada vez mais evidente que as atribuições de vida das pessoas aspirantes, de Mente progressista, incluem graus de participação naquelas medidas ligadas ao estabelecimento na Nova Era[18]. Como humanos, nós estamos sendo sintetizados nessa Era mais do que nunca em nossa história, e aquelas pessoas que estão aceitando alegremente as oportunidades de estudo, atividade, trabalho e recreação para expandir seu conhecimento fraternal dos companheiros humanos estão expressando seu alinhamento espiritual e evolutivo com os princípios da Nova Era. Essa tendência evolutiva é astrologicamente indicada pelo Planeta Urano, Regente de Aquário e pela polarização do Signo do Sol, Leão. O estabelecimento da Nova Era é um inevitável resultado do progresso espiritual da consciência humana – individual ou coletiva; o estudo e a realização intuitiva do fator Urano nas Cartas se tornou uma porção vital do serviço do intérprete astrológico. Muitas pessoas, nesse momento atual, estão encontrando as maiores dificuldades para se ajustarem à rápida expansão do pensamento, do conhecimento e da compreensão do que está se verificando agora. A resistência interna àquilo que é novo ou ainda que não é compreendido pode ser uma indicação de muito medo residual, inflexibilidade de Mente, preconceito ou tendência à inércia. Algumas pessoas parecem não poderem “perdoar a Vida” para “se reorganizar”, “remover de si as coisas”, “agitar a sua vida rotineira” ou “se tornar tão incertas”, e então o intérprete astrológico é chamado, frequentemente, para ajudar tais pessoas por meio do esclarecimento espiritual e filosófico. A regeneração da consciência só se torna possível através da descristalização e redistribuição das energias internas, e a adaptabilidade de Mente é a chave para toda expansão de compreensão. Como um intérprete, você buscará compreender o fator Urano numa Carta para ajudar a pessoa implicada a cumprir melhor as atribuições dessa sua vida, por meio de uma compreensão mais clara das grandes correntes evolutivas que prevalecem agora e da sua razão de ser. Urano sempre atua desbaratando e descristalizando o “não-mais-necessário”, para que o progresso em todos os planos possa ser revelado e realizado em sua plenitude.

Toda coisa viva é composta de uma hierarquia de partes e funções pela qual a experiência orgânica da coisa é perturbada. O horóscopo humano é um retrato de uma consciência viva, e todas as suas partes (Signos, pontos astrais, Casas, posições, Aspectos, ativações por Trânsito e Progressão) compreendem uma hierarquia de indicações pertinentes à atribuição da vida. Se um fator pode ser designado como o mais importante em qualquer Carta, ou em todas elas, tal fator certamente é o Sol e seu correlativo Signo de Leão. Diz-se que o Sol, por precessão, estava em Leão no momento em que começou a presente manifestação; como um ponto astral, o Sol representa pura criatividade e pura percepção da vontade divina, à qual a “vontade pessoal” do indivíduo deve eventualmente se ajustar. Por conseguinte, quaisquer e todas as “atribuições de vida em separado” são partes de uma Hierarquia de atribuições evolutivas, cujo ápice, indicado pelo Sol, é o alcance consciente da realização da vontade, amor e sabedoria divina, o alcance consciente do equilíbrio perfeito e o alcance consciente da unidade com a fonte divina.

No estudo de qualquer horóscopo para “determinar a atribuição de vida” lembre-se de que “conhecer a si mesmo” é o principal objetivo inerente. O Sol, como fator astral, pode receber Quadraturas ou Oposições de todos os outros pontos, menos de Mercúrio e Vênus; mas como um fator astral, o Sol representa o fracasso relativo do indivíduo ou o sucesso relativo da identidade, propósito e função espirituais realizadas. Os Aspectos que envolvem o Sol indicam relativa incapacidade ou habilidade para expressar autonomia (autodomínio); no sentido mais completo, e como hierarquia máxima das atribuições evolutivas, o Sol representa, por alinhamento consciente com a realização do Divino, a “regra do eu pelo eu”. O “eu” de um ser humano é sua divina essência, e é por graus ascendentes, através da evolução, do exercício de realização da natureza divina que ele cumpre mais efetivamente cada “atribuição de vida” e cada designação de vida.

[1] N.T.: Também chamada de memória involuntária está atualmente fora de nosso controle. Do mesmo modo que o Éter leva à sensível película da máquina fotográfica uma impressão da paisagem fidelíssima nos menores detalhes, sem ter em conta se o fotógrafo os observou ou não, assim o Éter, contido no ar que aspiramos, leva consigo uma imagem fiel e detalhada de tudo o que está em volta de nós. Não só das coisas materiais, mas também das condições existentes em nossa aura a cada momento. O mais fugaz sentimento, pensamento ou emoção é transmitido aos pulmões, de onde é injetado no sangue. A memória (também chamada Mente) subconsciente – ou involuntária, relaciona-se totalmente com as experiências desta vida. Consiste das impressões dos acontecimentos no Corpo Vital.

[2] N.T.: Disponente ocorre quando dois ou mais Astros são ligados pelo regimento que forma, frequentemente, uma corrente. Um exemplo é Sol em Áries / Marte em Gêmeos / Mercúrio em Peixes / Netuno em Sagitário / Júpiter em Sagitário. Nesta cadeia o Sol dispõe de Marte que dispõe de Mercúrio, que dispõe de Netuno que dispõe de Júpiter. Não pode ir mais longe porque Júpiter está em seu próprio Signo. Todos os cinco desses Astros trabalham juntos e devem ser interpretados dessa maneira. A configuração de disponentes pode-se trabalhar em um tema pessoal ou entre duas ou mais pessoas.

[3] N.T.: do romance homônimo de Ben Ames Williams (1889-1953), escritor prolífico, autor de mais de 30 romances e mais de 200 contos. O livro foi lançado em 1941. O filme do diretor Edgar George, no Brasil Flor do Mal (também lançado com o título de Estranha Mulher). John Evered é o capataz do marido de Jenny Hagger, a protagonista. Ela tenta deixa-lo alucinado de desejo.

[4] N.T.: do livro de 1942 de Pearl Sydenstricker Buck, nascida Pearl Comfort Sydenstricker (1892-1973), também conhecida por Sai Zhen Zhu foi uma sinologista e escritora estadunidense. Filme de 1944. No Brasil: O Estirpe do Dragão. Ling Tang (Walter Huston) e sua família vivem em uma próspera fazenda ao sul da China e ainda não sentiram o impacto das invasões japonesas que estão atacando o norte do país. Os dois filhos mais velhos de Tang, já são casados e trabalham duro nas lavouras da família, enquanto o filho mais novo, mantém-se rebelde. A filha única de Ling, Jade (Katharine Hepburn), é casada com o comerciante Wu Lein. Quando a guerra se torna iminente na região do sul e os filhos de Ling vão sendo perdidos para as batalhas, Wu covardemente alia-se ao inimigo para tentar sobreviver. Mas a jovem Jade não admite o sofrimento pelo qual todo o seu povo está passando, e num ato de coragem que desafia toda a cultura de seu povo, ela resolve disfarçar-se de homem e liderar os homens da região na luta contra os invasores.

[5] N.T.: de George Warwick Deeping (1877-1950), novelista e cronista inglês, do livro Sorrell and Son de 1925. Um filme de 1927, no Brasil: Lágrimas de Homem, dirigido por Herbert Brenon. O grande chamativo de Sorrell and Son é o controverso tema da eutanásia. Herói da Primeira Guerra Mundial, Stephen Sorrell retorna para casa e descobre que sua esposa vai deixá-lo por outro homem. Para conseguir criar Kit, o filho pequeno, ele se torna porteiro de um hotel e com isso propicia a Kit se tornar competente cirurgião. Mais tarde, Stephen adquire um câncer e Kit tem de tomar uma difícil decisão.

[6] N.T.: de Radclyffe Hall (1880-1943), nascida Marguerite Radclyffe-Hall, foi uma poetisa e romancista inglesa. The Well of Loneliness (no Brasil: O Poço da Solidão) é um livro de ficção lésbica, originalmente publicada em 1928. A obra conta a história de Stephen Mary Olivia Gertrude Gordon, uma mulher inglesa de família de classe alta cuja “inversão sexual” (entenda-se homossexualidade) é aparente desde tenra idade. Ela se apaixona por Mary Llewellyn, que ela conhece em seu serviço como motorista de ambulância, durante a Primeira Guerra Mundial. Porém, a felicidade delas é afetada pela rejeição e pelo isolamento social, o qual Hall descreve como tendo um efeito debilitante sobre seu amor. O romance ainda retrata a homossexualidade como algo natural, uma condição outorgada por Deus e faz uma súplica explícita: “Dê-nos o direito de existir”.

[7] N.T.: Sigrid Undset (1882-1949) foi uma escritora norueguesa. Kristin Lavransdatter é uma trilogia de romances históricos. Os romances individuais são Kransen (The Wreath), publicado pela primeira vez em 1920, Husfrue (A Esposa), publicado em 1921, e Korset (A Cruz), publicado em 1922. Kransen e Husfrue foram traduzidos do original norueguês como The Bridal Wreath e A Senhora de Husaby, respectivamente, na primeira tradução inglesa de Charles Archer e JS Scott. Descrevem detalhadamente a vida do Norte durante a Idade Média. Seu trabalho é muito admirado por sua precisão histórica e etnológica.

[8] N.T.: Rose Franken (1895-1988), foi uma escritora e dramaturga americana. O título em português: Claudia e Davi. Nesse livro, uma menina de 18 anos, Claudia, que sonha em ser atriz até que ela e David Naughton, um jovem arquiteto sete anos mais velho que ela, se apaixonam à primeira vista. Eles se casam rapidamente. Claudia, ainda encantadoramente ingênua e um pouco nervosa, está lutando com as responsabilidades do casamento e da paternidade em sua cidade rural de Connecticut. O ciúme se insinua no relacionamento quando Elizabeth começa a consultar David em um projeto de construção, enquanto Claudia está atraindo as atenções indesejadas de Phil que por acaso é casado. O filme Claudia and David é de 1946.

[9] N.T.: frase é do poeta inglês William Wordsworth (1770-1850).

[10] N.T.: também conhecida como Lei de Semelhança: semelhante atrai semelhante.

[11] N.T.: Refere-se à consequência que necessariamente deverão ser vivenciadas pela pessoa. No entanto, a Filosofia Rosacruz, uma Escola de Mistérios Ocidentais, ensina-nos que sempre há certa margem para a pessoa colocar coisas novas em movimento. Em outras palavras, é possível modular a intensidade de um destino maduro, desde que a lição que se deve aprender tenha sido aprendida e o reequilíbrio com as forças da natureza, tenha sido reestruturado.

[12] N.T.: (Jo 8:32)

[13] N.T.: Refere-se à consequência que necessariamente deverão ser vivenciadas pela pessoa. No entanto, a Filosofia Rosacruz, uma Escola de Mistérios Ocidentais, ensina-nos que sempre há certa margem para a pessoa colocar coisas novas em movimento. Em outras palavras, é possível modular a intensidade de um destino maduro, desde que a lição que se deve aprender tenha sido aprendida e o reequilíbrio com as forças da natureza, tenha sido reestruturado.

[14] N.T.: A Mente ou memória subconsciente, involuntária é impressa sobre o nosso Corpo Vital. O Éter contido no ar que nós respiramos registra a cada instante de tudo que nos acontece e tudo que nós desejamos, sentimos e pensamos. Essas imagens passam pelo sangue, por intermédio dos pulmões e são impressas no Éter Refletor do Corpo Vital. Todas as nossas ações, nossos desejos, emoções, sentimentos e pensamentos são, assim, fielmente conservados. Após a morte, eles determinarão nossas condições de existência no Purgatório e no Primeiro Céu.

[15] N.T.: cruz formada pelos Signos Fixos.

[16] N.T.: Dispositado ou estudar a dispositividade está relacionado com a ocorrência de quando dois ou mais Astros são ligados pelo regimento que forma frequentemente uma corrente. Um exemplo é Sol em Áries / Marte em Gêmeos / Mercúrio em Peixes / Netuno em Sagitário / Júpiter em Sagitário. Nesta cadeia o Sol dispõe de Marte que dispõe de Mercúrio, que dispõe de Netuno que dispõe de Júpiter. Não pode ir mais longe porque Júpiter está em seu próprio Signo. Todos os cinco desses Astros trabalham juntos e devem ser interpretados dessa maneira. A configuração de disponentes pode-se trabalhar em um tema pessoal ou entre duas ou mais pessoas.

[17] N.T.: a Mente é o mais novo dos nossos veículos. É ainda uma espécie de nuvem, mas estabelece uma ligação entre o Espírito e seus outros Corpos. Graças a ela, chegamos à condição de seres humanos e nos tornamos capazes de expor o nosso pensar e raciocinar. Infelizmente, a Mente é frequentemente dominada pelo Corpo de Desejos e ela está a serviço da natureza inferior. A Lei das Religiões de Raça foi criada para libertar a Mente das garras do desejo.

[18] N.T.: O termo Nova Era se refere à Era de Aquário, a próxima Era. Atualmente estamos na Era de Peixes, mas já na órbita de influência da Era de Aquário.