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Livro: A Escala Musical e o Esquema de Evolução

A matéria contida neste livro foi compilada de trabalhos de Max Heindel e contém informações muito valiosas de como nosso Sistema Solar e tudo que está dentro dele foi criado pelo grande Ser solar, que conhecemos pelo nome sagrado de Deus.

Informações, até agora desconhecidas, nos foram fornecidas em relação às várias ondas de vida que surgiram, incluindo a nossa, sua evolução passada e futura, seu destino final, e o papel que a música desempenhou, desde o início, no desenvolvimento do grande esquema cósmico, e que continuará a desempenhar até que o som final seja emitido e a perfeição realizada.

1. Para fazer download ou imprimir:

A Escala Musical e o Esquema de Evolução – Compilado por Um Estudante

2. Para estudar no próprio site:

A ESCALA MUSICAL

E O

ESQUEMA DE EVOLUÇÃO

 

Compilado por

Um Estudante de Max Heindel

Fraternidade Rosacruz

 

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

The Musical Scale and the Scheme of Evolution

1ª Edição em Inglês, 1949, The Rosicrucian Fellowship

1ª Edição em Português, Fraternidade Rosacruz-SP.

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

 

 

DEDICATÓRIA

 

Este pequeno volume é dedicado a Max Heindel, em reconhecimento aos maravilhosos ensinamentos transmitidos por ele a seus estudantes, que não conseguem como expressar em palavras sua gratidão.

 

 

MAX HEINDEL

 

ÍNDICE

DEDICATÓRIA.. 3

MAX HEINDEL.. 3

PREFÁCIO.. 5

Capítulo I – Assim como era no Princípio. 6

Capítulo II – O Monocórdio do Ser Humano. 11

Capítulo III – O Poder da Música. 14

Capítulo IV – A Correlação da Música com o Deus Solar 19

Capítulo V – Nossos Arquétipos Musicais. 26

Capítulo VI – As Oitavas Musicais e o Esquema Cósmico. 32

Capítulo VII – Nosso Espírito-Grupo, Jeová e Nossa Própria Onda de Vida  43

Capítulo VIII – A Harmonia das Esferas. 51

Capítulo IX – O Arquétipo e o Corpo Denso. 56

Capítulo X – O Poder Curador da Música. 59

Capítulo XI – Os Auxiliares Invisíveis e a Cura. 63

Capítulo XII – A Música como um Poder Construtor 69

Capítulo XIII – O Cérebro, a Oficina Física do Ser Humano. 74

Capítulo XIV – Desenvolvendo a Eficiência da Mente e do Cérebro. 80

Capítulo XV – Os Veículos do Ser Humano, um Instrumento Musical Composto  89

 

PREFÁCIO

 

A matéria contida neste livro foi compilada de trabalhos de Max Heindel e contém informações muito valiosas de como nosso Sistema Solar e tudo que está dentro dele foi criado pelo grande Ser solar, que conhecemos pelo nome sagrado de Deus. Informações, até agora desconhecidas, nos foram fornecidas em relação às várias ondas de vida que surgiram, incluindo a nossa, sua evolução passada e futura, seu destino final, e o papel que a música desempenhou, desde o início, no desenvolvimento do grande esquema cósmico, e que continuará a desempenhar até que o som final seja emitido e a perfeição realizada.

 

Mount. Ecclesia

 Novembro 1949

 

Capítulo I – Assim como era no Princípio

 

Todo o Sistema Solar é um imenso instrumento musical, citado na mitologia grega como sendo a “Lira de Sete Cordas de Apolo”. Os Signos do Zodíaco podem ser considerados como a caixa sonora da harpa cósmica e os sete Planetas são as cordas; emitem sons diferentes conforme passam pelos diversos Signos e, portanto, influenciam a humanidade de diferentes maneiras. Se essa harmonia falhasse por um só instante ou se se produzisse a menor dissonância nessa orquestra celestial, todo o Universo será destruído.

Max Heindel

 

O método usado pelas Hierarquias Criadoras para ajudar o ser humano a desenvolver seus poderes latentes foi planejado de acordo com os veículos que ele necessitava para contatar as várias regiões, onde o trabalho ligado ao seu desenvolvimento devia ser realizado. Os veículos necessários eram um Corpo Denso, um Corpo Vital, um Corpo de Desejos e uma Mente; e o método usado pelos grandes Seres para construir esses veículos estava e está correlacionado com os diferentes Períodos evolucionários na Terra, e cada um foi e continua sendo permeado por uma determinada nota‑chave.

A arquitetura, que se relaciona com a construção das formas, foi a primeira lição dada à humanidade. O ser humano iniciou essa tarefa no Período de Saturno, quando começou a reunir o material necessário para construir um Corpo Denso. Nesse período, sua consciência era o mais profundo estado de transe. Ele trabalhava, automaticamente, sob a direção dos Senhores da Chama, a onda de vida de Leão, cuja nota‑chave é Si bemol Maior (Bb ou Sib M). A arquitetura está, portanto, correlacionada com o Período de Saturno da existência terrestre, e o Corpo Denso, que começou a se desenvolver no início daquele Período, foi impregnado daquele tom particular.

Toda construção arquitetônica, da mais diminuta célula até Deus, está baseada na lei cósmica e é executada consoante a certos modelos prescritos, e qualquer desvio do plano geral é a causa das anomalias e incongruências. Tais desvios produzem o mesmo efeito que tocar uma nota falsa em um acorde musical.

A escultura, que determina o contorno das formas, foi a segunda tarefa de desenvolvimento dada à humanidade. Esse trabalho teve seu início no Período Solar da existência do mundo, quando a formação do Corpo Vital se tornou necessária para dar forma ao Corpo Denso.

A consciência do ser humano, naquela época, era de sono profundo e ele desempenhava seu trabalho, automaticamente, sob a direção das seguintes ondas de vida: os Senhores da Chama (Leão), os Senhores da Sabedoria (Virgem) e os Querubins (Câncer). A escultura está correlacionada ao Período Solar e ao Corpo Vital; e esse veículo sempre determina a direção em que uma determinada força é usada e, portanto, ela procura dar o contorno correto para todas as formas. A nota‑chave de Leão é Si bemol Maior (Si bemol Maior (B flat Major ou Bb ou Sib Maior)), a de Virgem é Dó natural (C ou Do), e a nota‑chave de Câncer é Lá bemol Maior (A flat Major ou Ab ou Lab Maior).

A pintura foi a terceira arte que o ser humano começou a desenvolver. Seu impulso se deve à tentativa de reproduzir os quadros vistos no Período Lunar da existência da Terra, dos quais o ser humano se recorda vagamente através da sua visão de consciência pictórica. O trabalho do Período Lunar era feito, automaticamente, sob a direção das seguintes ondas de vida: os Senhores da Sabedoria (Virgem), os Senhores da Individualidade (Libra) e os Serafins (Gêmeos). A nota‑chave de Virgem é Dó natural (C ou Do), a de Libra é Ré Maior (D ou Ré), e a de Gêmeos é Fá Sustenido Maior (F sharp ou F# ou Fá sustenido).

A pintura está correlacionada ao Período Lunar e ao Corpo de Desejos, e ambos começaram seu desenvolvimento neste Período. Pitágoras, um mestre ocultista, afirmou que o mundo surgiu do caos pela harmonia do som e foi construído de acordo com os princípios da escala musical: que os sete Planetas, que regem o destino dos mortais, têm um movimento harmonioso e intervalos que correspondem aos intervalos musicais, tornando os vários sons tão perfeitamente harmonizados que eles produzem a mais doce melodia, que é de tal grandeza sonora que se torna inaudível para o ser humano, pois sua audição é incapaz de recebê‑la.

Pitágoras representou a distância da Terra à Lua como um tom inteiro; da Lua a Mercúrio um semitom; de Mercúrio a Vênus um semitom; de Vênus ao Sol um tom inteiro e um semitom; do Sol a Marte um tom inteiro; de Marte a Júpiter um semitom; de Júpiter a Saturno um semitom; de Saturno ao Zodíaco um tom inteiro e um semitom. Isso forma um intervalo de sete tons, a base da harmonia universal.

Max Heindel afirmou que Pitágoras não estava romanceando quando falava da música das esferas, pois cada uma das órbitas celestes tem seu tom definido, e juntas entoam uma sinfonia celestial. Ele corrobora as declarações de Pitágoras, isto é, que cada estrela tem sua própria nota‑chave e viaja ao redor do Sol em velocidades tão variadas, que sua posição não pode ser repetida a não ser depois de aproximadamente vinte e seis mil anos. A harmonia celeste muda a cada momento da vida. À medida que ela muda, também as pessoas no mundo alteram suas ideias e ideais. O movimento circular dos Planetas ao redor do Sol, no tom da sinfonia celestial criada por eles, marca o progresso do ser humano ao longo do caminho da evolução. Os ecos, desta música celestial, chegam até nós aqui no Mundo Físico. São nossas posses mais preciosas, muito embora sejam tão fugazes quanto uma quimera e não possam ser permanentemente criados. No Primeiro Céu, esses ecos são, naturalmente, muito mais belos e permanentes, e no Mundo do Pensamento, onde o Segundo e Terceiro Céus estão localizados, se encontra a esfera do som.

Em nossa vida terrena estamos tão imersos nos pequenos ruídos e sons de nosso limitado meio‑ambiente, que somos incapazes de ouvir a música produzida pelas esferas em marcha. O verdadeiro músico, quer consciente ou inconscientemente, sintoniza‑se com a Região do Pensamento Concreto[1], onde ele pode ouvir uma sonata ou uma sinfonia inteira como um único acorde resplandecente que, mais tarde, transpõe para uma composição musical de sublime harmonia, graça e beleza. O ser humano tem sido comparado a um monocórdio – instrumento musical de uma única corda – que se estende da Terra aos confins longínquos do Zodíaco.

A vontade do ser humano teve sua origem na vontade de Deus, e o músico, por meio de sua própria força de vontade, ouve esse poder da vontade de Deus, expressa em sons e tons, permeando o Sistema Solar. E, através de sua própria habilidade criadora, nascida da vontade e da imaginação, ele é capaz de reproduzir em sons e tons, tanto os tons do poder‑vontade de Deus, que criou o Sistema Solar, quanto Suas ideias tonais imaginativas, por meio das quais Ele materializou o Sistema Solar. A Arquitetura, a escultura e a pintura foram impressas no ser humano pelos grandes Seres espirituais, e essas artes se tornaram parte da sua natureza. Entretanto, é através do poder da própria vontade do ser humano que o músico é capaz de perceber os tons expressos pela vontade de Deus e, até certo ponto, reproduzi‑los. Essa é a origem de nossa música no Mundo Físico, criação própria do ser humano.

A música produz expressões de tom que procedem do poder mais elevado de Deus e do ser humano, isto é, da vontade e, portanto, podemos facilmente ver que o ser humano está construindo para si uma terrível causa, ao profanar a música, ao introduzir nela todos os tipos de dissonâncias, ruídos estridentes e penetrantes, gemidos e desarmonias que afetam os nervos. Um conhecido filósofo expressou bem uma grande verdade cósmica quando disse: “Deixem‑me escrever a música para uma nação e não me preocuparei com quem faça suas leis”. O termo músico aqui usado não se aplica ao cantor ou ao executante musical comum, mas a mestres criadores de música, tais como Beethoven[2], Mozart[3], Wagner[4], Liszt[5], Chopin[6] e outros da mesma classe. A arquitetura pode ser comparada à música congelada; a escultura à música aprisionada; a pintura à música lutando para se libertar; a música à livre e flutuante manifestação do som.

 

Capítulo II – O Monocórdio do Ser Humano

 

A corda única do monocórdio encontra sua contraparte na medula espinhal do ser humano, cuja parte inferior está conectada aos órgãos de reprodução, e a parte superior ao cérebro, órgão físico que está relacionado ao pensamento. Os Espíritos de Lúcifer estão trabalhando particularmente com a medula, e governam a parte da medula espinhal que controla os nervos motores (ação) e que consomem a energia dinâmica armazenada no corpo pelo sangue. A seção da medula que governa a função responsável pela manutenção e o bem-estar do corpo está sob controle dos Anjos. A parte da medula que marca e registra as sensações transmitidas pelos nervos é controlada pelos Mercurianos. O gás espiritual espinhal, que enche o canal central da medula espinhal, é o campo de ação da grande Hierarquia espiritual de Netuno.

Os Espíritos Lucíferos fazem seus trabalhos através do poder da nota chave soada por Marte. Os Anjos fazem seu trabalho através do poder da nota chave soada pela Lua. Os Netunianos fazem através do poder da nota chave soada por Netuno. As vibrações produzidas por essas quatro notas chave estão, continuamente, interferindo na medula espinhal e com a essência do espírito espinhal, no canal central da medula. Na humanidade comum, o fogo espiritual espinhal se encontra, por assim dizer, adormecido, e permanecerá assim até que o Espírito seja capaz de obter melhor controle de dois de seus veículos, o Corpo de Desejos e a Mente; e essa essência ígnea é uma força de vida que constrói ou destrói, dependendo da maneira como é usada.

De acordo com o precedente, é fácil perceber que os Astros que mais rigorosamente afetam a medula espinhal – o monocórdio do ser humano – na parte física são Marte, Lua e Mercúrio; e que, nos mais avançados da raça Ária, a vibração de Netuno está começando a ser sentida. A música é composta de três elementos primários: melodia, harmonia e ritmo. A melodia se compõe de uma sucessão de sons harmoniosos sentidos pelos nervos auditivos que estão conectados ao cérebro – um órgão físico que contata a Mente. Portanto, é através do veículo Mente que o Espírito é capaz de sentir a melodia produzida no plano físico. Um idiota ou uma pessoa insana não respondem à melodia.

A harmonia consiste em uma agradável mistura de tons e está relacionada aos sentimentos ou emoções. Sentimentos ou emoções são expressões do Corpo de Desejos, em consequência, a harmonia pode ter um efeito tanto sobre o ser humano como sobre os animais, pois ambos possuem Corpos de Desejos. O ritmo é um movimento medido e balanceado, e é expresso pela força vital que aciona gestos e outros movimentos físicos. O Corpo Vital absorve uma superabundância de força vital (energia solar) que transmite ao Corpo Denso para mantê-lo vivo e em funcionamento. Assim, o ritmo está correlacionado ao Corpo Vital. As plantas têm um Corpo Vital e, portanto, são sensíveis ao ritmo.

O ser humano tem dentro de seu cérebro sete cavidades que durante a vida são comumente consideradas vazias. Na realidade, essas cavidades estão cheias de uma essência do espírito, sendo que cada cavidade tem seu próprio tom e cor. Os tons produzidos por essas cavidades estão correlacionadas àqueles dos Sete Espíritos diante do Trono: Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio. As cavidades ou ventrículos, começando pela frente do cérebro, são:

(1) ventrículo olfativo,

(2) ventrículo lateral,

(3) terceiro ventrículo,

(4) quarto ventrículo,

(5) Corpo Pituitário,

(6) Glândula Pineal.

A sétima cavidade é o crânio, que reúne todos os elementos em um grande todo.

O sistema solar é um vasto instrumento musical. Assim como existem doze semitons na escala cromática, temos no céu doze Signos do Zodíaco e, assim como temos as sete teclas brancas ou tons no teclado do piano, temos os sete Planetas. Os Signos do Zodíaco podem ser considerados como a caixa de ressonância da harpa cósmica, e os sete Planetas são as cordas influenciando a humanidade de diversas maneiras. Na Bíblia notamos como a lira de sete cordas de Davi representa, astrologicamente, as notas chave da corrente planetária sétupla. A nota chave de cada Planeta é composta da quintessência de seus sons agregados.

Uma amalgamação das tristezas e alegrias de nossa Terra, os sons de seus ventos e mares, o ritmo de toda as suas forças viventes combinadas, formam seu tom ou nota-chave. Da mesma maneira, e em escala sempre ascendente, soam as notas de toda a corrente planetária, sendo que sua união constitui a sublime Música das Esferas … “Não existe a menor orbe que observes que, em seu movimento, não cante como um Anjo”. Assim escreveu o grande poeta iniciado, Shakespeare. Essa música celestial é o produto daquele Verbo ao qual São João se referia quando escreveu: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus … e nada do que foi feito, foi feito sem Ele” (Jo 1:1-3).

 

Capítulo III – O Poder da Música

A música é, portanto, na saúde a mestra da perfeita ordem e é a voz da obediência dos Anjos, a companheira do curso das esferas celestes; e na depravação, ela é também a mestra da perfeita desordem e desobediência.

Ruskin

Na música, entre a melodia e o ritmo, encontramos a harmonia, que pode ou se elevar e se misturar com a vibração do pensamento puro, melodia, ou descer se misturando com o movimento puro da atividade impulso. Se o puro elemento melódico na música, que carrega a vibração da vontade de Deus e do Espírito, for omitido em uma composição, então, o poder diretor não estará lá para controlar as atividades dos Corpos de Desejo e Denso e, então, os desejos se revelam em excitação e, estando sem o poder controlador da razão, o resultado provavelmente será um desastre. É a probabilidade da harmonia se misturando com o impulso que explica a razão pela qual é possível para a chamada música moderna, que tende a trazer confusão ao invés de coerência unificante, poder se tornar realidade.

Antes da 1ª Guerra Mundial, as condições psíquicas do ser humano eram tão malignas, e suas emoções tão inconscientemente excitadas e a um nível tão alto, que foram compelidas a encontrar uma saída e se exteriorizar em ação, mas de alguma forma intensificada. Como os Espíritos de Lúcifer se regozijam e crescem por meio da intensidade de sentimentos, foi essa a sua oportunidade de penetrar e insinuar na consciência humana uma forma intensificada de atividade rítmica e, como um resultado, apareceu o “ragtime”[7]. A guerra chegou. As emoções se elevaram ainda mais e condições desconcertantes introduziram o “blues”[8] – reclamações, prantos e lamentos; tudo agitando febrilmente. A tendência descendente estava agora em plena liberdade de ação, e o “jazz”[9] apareceu como música – afoitamente fantástico e delirantemente grotesco.

O “swing”[10], considerado um degrau mais baixo, seguido do “jazz”, vindo depois o “jitterbug”[11] que, em toda sua atordoante e maníaca histeria de massa, arrebatou o país. Desde então, esses barulhentos ruídos, mais ou menos demoníacos, têm, gradualmente, tomado o lugar da música celestial, e os nervos das vítimas, desgastados e estimulados, devido a esses barulhos cruciantes, rapidamente se rompem, causando uma variedade de formas sem esperanças de demência. Agora, a menos que alguma força seja acionada em uma ação que, literalmente force as massas a um estado de espírito de mais tranquilidade e reflexão, certamente condições ainda piores prevalecerão. Se isso não puder ser feito, ou for considerado desaconselhável pelos grandes Seres que estão dirigindo a evolução da humanidade, então, alguma forma de salvação terá que ser providenciada para os que a merecem. E os restantes serão simplesmente eliminados por uma tremenda conflagração cósmica de algum tipo, em data mais adiante – possivelmente em um outro Dia de Manifestação, e a estes desafortunados serão dados oportunidades para recuperar suas perdas.

Enfrentando tais fatos tremendamente aterrorizantes, em que direção o ser humano deverá procurar o remédio e o mais rapidamente possível? É possível procurar e encontrar no passado ou no futuro, podendo encontrar uma pista que, quando aplicada, salvará a situação.

A história sempre se repete. O continente lemuriano foi destruída por cataclismos vulcânicos, quando uma parcela de seu povo deixou de progredir. A Atlântida foi destruída pela água quando seu povo mergulhou de tal forma no mal, que se tornou insensível para receber às instruções que lhe foram dadas por seus líderes sábios. A Época Ária se ergueu do grande abismo, e outra oportunidade foi dada à humanidade para continuar com sua evolução. Agora, o ser humano, novamente se vê escorregando perigosamente próximo ao final de uma descida. Pitágoras, considerado um dos maiores videntes, dizia a seus alunos que a lira era o símbolo secreto da estrutura humana – que o Corpo representava a forma física, as cordas, os nervos e o músico que a reproduziu, representavam o Espírito do ser humano. “Tocando em seus nervos”, ele dizia, “o Espírito criou uma função harmoniosa e normal que, porém, a qualquer momento, pode ser facilmente modificada para a dissonância, se a natureza do ser humano se tornar corrompida”. Nota‑se aqui o aviso oculto.

Novamente, Platão, um grande filósofo grego e estudante dos Mistérios, desaprovou a ideia de que a música se destinava unicamente a criar emoções alegres e agradáveis, contudo sustentou que ela deveria inculcar o amor por tudo que é nobre, e uma aversão por tudo que é mesquinho, degradante e baixo, e que nada poderia influenciar mais fortemente o íntimo do ser humano do que a melodia e o ritmo. Estava tão firmemente convencido desse fato, que não concordou com a introdução de uma nova e presumivelmente enervante escala musical, pois acreditava que ela iria pôr em perigo o futuro de toda uma nação; que não era possível alterar uma única nota, sem abalar os próprios alicerces do Estado.

Mais tarde, Platão afirmou que a música que enobrece a Mente (melodia) é de uma categoria mais elevada do que aquela que simplesmente apela para os sentidos. Insistiu, energicamente, que era dever supremo da Legislatura suprimir toda música de caráter lascivo, e encorajar somente a que fosse pura e dignificante. O máximo cuidado deveria ser tomado na seleção de toda música instrumental, porque a ausência de palavras poderia tornar seu significado duvidoso, tornando difícil prever se ela exerceria uma influência benéfica ou prejudicial sobre as pessoas; o gosto popular, sempre sendo estimulado para a parte sensual e, aparentemente atraente, mas tendo na realidade nenhum valor ou integridade (barulhento), devia ser tratado com o merecido desprezo. Temos aqui a resposta para a maneira sensível de mudar as condições indesejáveis: substituir as práticas do mal, às quais produzem resultados mais ou menos calamitosos, por atividades positivas, de vibrações elevadas, que levem maiores benefícios para um maior número de pessoas.

Evitando o “ragtime”, o “jazz”, o “swing”, o “bebop”[12] e outros sons, nada da verdadeira música seria perdida. Em seu apelo para os desejos sensuais e sentimentais, por meio de uma variedade excessiva das denominadas combinações harmônicas, de sucessões dissonantes de intervalos entre notas, provenientes da complexidade da música moderna e seus acordes perturbadores, nenhum elemento novo foi realmente introduzido, mas simplesmente uma confusão e um excesso de elaboração dos elementos antigos. No elemento musical rítmico, super-enfatizado, encontrado em certos tipos da chamada música popular, a verdadeira experiência musical não pode descer, por meio da harmonia, para uma atividade de movimento artístico, mas é forçada a baixar para rotações físicas ao extremo.

As três divisões primárias da música – melodia, harmonia e ritmo – estão correlacionadas aos três poderes primários de Deus: Vontade, Amor‑Sabedoria e Atividade. A Vontade, que inclui intelecto e razão, unida ao Amor-Sabedoria, produz um modo de Atividade correlacionado ao equilibrado, balanceado ritmo (atividade) celestial de Deus, que ordenou os átomos de nosso Sistema Solar, na matriz das várias formas preparadas para elas pelos poderes da energia de amor do Criador. Separando‑se a Vontade (melodia) do Amor (harmonia), e se unindo o Amor com a Atividade (ritmo), e os dois, sendo privados do poder dirigente da Vontade (intelecto e razão), podem produzir qualquer tipo de monstruosidade que as forças do mal podem desejar formar. Descontroladas, suas atividades maléficas certamente poderão destruir, com o tempo, uma nação. Nenhuma tentativa de revolucionar a arte da música pode produzir resultados desejados, a menos que comece com o princípio artístico de coerência, e com um equilíbrio correto dos três elementos dos quais a música é composta: melodia, harmonia e ritmo.

 

Capítulo IV – A Correlação da Música com o Deus Solar

Elementos da Música

Triplicidade de Deus Aspectos de Deus

Expressão

1 – Melodia Pai Vontade Inteligência
2 – Harmonia Cristo Amor Sentimento
3 – Ritmo Jeová Atividade Movimento

Melodia, o mais elevado poder da música, inclui razão, intelecto e julgamento. Quando a harmonia e o ritmo se unem e se divorciam da melodia, temos uma sucessão de tons não dirigidos pela inteligência, que despertam os sentimentos (harmonia) e se expressam em uma série de movimentos (moções) giratórios, fora da realidade e sensuais. Isso pode levar à forma mais baixa de excessos emocionais (atividade), alguns dos quais o regente de banda de jazz, Benny Goodman[13], descreve como o tipo de indivíduo que chuta o que encontra pela frente; o tipo valentão que arremessa garrafas, que grita, que parece ter a doença de São Vito[14]; quando os pés sapateiam fora do tempo e os braços se sacodem com o ritmo, girando como um moinho de vento em um furacão; e a histeria das massas, um tipo de pesadelo – e tudo como reação da música que está sendo tocada em algumas de nossas escolas, na maioria das vezes em lugares públicos e universalmente nos salões de dança.

Exatamente aqui se situa a forma de música enervante (que reduz o vigor da força mental ou moral) mencionada por Platão, como um perigo para o futuro de qualquer nação. O Sr. Goodman menciona, particularmente, como quando Ziggy Elman[15], ao soprar em seu trompete “uma nota aguda e prolongada que penetrava na pessoa, lhe arrepiando a espinha”, fazia os dançarinos perderem o autocontrole, e quando Gene Krupa[16] produzia uma série de notas em sua bateria, semelhantes a uma metralhadora, eles agitavam seus olhos esbugalhados e começavam a sacudir freneticamente a cabeça e os braços.

Do ponto de vista físico, há um grande perigo em tocar uma nota prolongada e aguda em um instrumento.

Cada pessoa tem sua própria nota-chave localizada na parte inferior detrás da cabeça, na base do cérebro. Se essa nota for tocada lenta e calmamente, ela construirá e descansará o Corpo, tonificará os nervos e restaurará a saúde. Se, por outro lado, se esta nota-chave for tocada de uma maneira dominante, barulhenta e prolongada, ela matará, do mesmo modo que uma bala disparada de uma arma; portanto, em uma multidão, existe sempre o perigo de ser tocada uma nota aguda, dominante e prolongada em qualquer instrumento; e o contínuo ruído das explosões de jazz nos tímpanos das crianças, provavelmente, desenvolverá uma raça de neuróticos.

Notemos que a chamada música “jazz” é uma profanação da força de Cristo (harmonia) e da Egoística energia criadora (ritmo). A primeira profanação da força Jeovística ocorreu durante a Época Lemúrica e é designada como a “Queda do Homem”. Esse desvio do caminho da evolução, projetada e apresentada por Jeová foi causado pelos Espíritos Lucíferos (prestemos atenção) que se revelam e evoluem por meio da intensidade do sentimento. A natureza de uma emoção não lhes é tão essencial como a intensidade, de acordo com seu propósito. Portanto, eles excitam as paixões humanas de natureza inferior, que são mais intensas em nosso estágio atual de evolução do que os sentimentos de alegria e amor.

Consequentemente, esses seres não hesitam em profanar ambas as forças de Deus, do amor (Cristo) e as da vida (Jeová), para realizar seus propósitos. Eles são hábeis ao apresentarem, inteligentemente, discórdias dissimuladas em nossa música, e enfatizando-as com instrumentos de sons altos e barulhentos como corneta, trompete, trombone, saxofone, bateria e outros. Quando conseguem introduzi-las, vemos sua influência nefasta se manifestando em todos os lugares. Em nossa literatura, encontramos essas dissonâncias mostradas nas formas de sexo e em todos os tipos criminosos de histórias excitantes; na pintura, em figuras distorcidas e grotescas de todos os tipos; na escultura, a nudez desnecessária retratando toda sorte de incongruências. A beleza, habilidade artística e estética, em todos os lugares induzindo para o mau gosto e indo para o lado grosseiro – muitas vezes se aproximando da verdadeira vulgaridade, na forma mais baixa de indecência.

À medida que a visão espiritual do ser humano se torna mais clara e sua vontade individual mais forte, ele vai, gradualmente, se libertando da influência dos Espíritos Lucíferos e se alinhando com a força de Cristo, que é o Amor. Então, a Vontade (melodia) e o Amor (harmonia) desenvolverão a Atividade (ritmo), um novo poder (Epigênese), cuja força promoverá o progresso espiritual do ser humano com uma rapidez até agora desconhecida. Os Espíritos Lucíferos percebem que a humanidade, por meio do poder combinado da Vontade e do Amor, será capaz de se libertar de suas influências e do seu controle parcial.

Eles sabem, também, que o corpo do ser humano é construído e sustentado pelo poder da música. Agora, se os seres humanos podem perverter essa música até ao ponto em que desordene seu Corpo Denso por meio do sistema nervoso, não sendo mais capaz de obter a quantidade necessária da essência da Alma Consciente para desenvolver seu poder de vontade, esses seres podem continuar a retê-lo em parcial servidão e usá-lo para seu próprio benefício; e isso é, exatamente, o que eles têm feito. Esses seres não têm qualquer desejo de prejudicar a humanidade, mas como precisam dos corpos dos seres humanos para trabalhar, não pretendem liberá-los enquanto necessitarem desses veículos e tiverem o poder de dominá-los. Aqueles que aceitam a chamada nova música e permitem que ela penetre neles, são os que terão seu desenvolvimento espiritual atrasado.

Aqueles que se recusam a aceitá-la e permanecem fora de sua influência, o quanto for possível, terão seu progresso espiritual pouco ou nada prejudicado. Os que são responsáveis pela produção dessa chamada música, e aqueles cujos nervos se tornaram irremediavelmente alterados por ouvi-la, serão permitidos a irem para a guerra como soldados e enfermeiras a fim de serem afastados das atuais condições terrestres e lhes dar uma oportunidade futura para recomeçar a vida em um ambiente melhor. Os Espíritos Lucíferos, através da desobediência absoluta ao plano cósmico, malograram enormemente seu esquema de evolução, e agora estão aproveitando todos os meios possíveis para reaver seu estado perdido.

Toda essa informação foi dada à humanidade por meio dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, e uma libertação do domínio de Lúcifer é oferecida a todos por meio do desenvolvimento do poder de amor de Cristo e de sua união com a vontade do Pai, ambos encontrados, como réplica, em toda a humanidade. Relembremos que o “Conceito Rosacruz do Cosmos”, o livro dado à humanidade pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz que, dirigidos pelo Arcanjo Cristo, estão incumbidos da atual evolução da humanidade, e este livro foi miraculosamente espalhado pelo mundo, e seu preço foi mantido tão baixo que está disponível para todos que estejam prontos para receber as verdades reveladas nele.

A Vontade melódica do Pai, unindo-se com o Amor harmônico do Cristo tem o poder de produzir uma ativa vibração rítmica, cuja força não pode ser detida e nem seu objetivo desviado, pois é essa mesma energia manifestada pelo Deus de nosso Sistema Solar que trouxe tudo o que É como criação, e tem o poder de levar tudo ao Caos a qualquer momento que Ele o desejar. Portanto, é absolutamente impossível para qualquer das criações de Deus, das mais avançadas em Suas ondas de vida até as mais jovens em evolução, definitivamente frustrar o pleno desenvolvimento de Seus planos, pois eles são tão eternos e inabaláveis em Seus processos como o é Deus em Si mesmo.

É possível, no entanto, que membros de uma determinada onda de vida, ou mesmo indivíduos dela, se rebelem e, consequentemente, frustrem seu próprio progresso evolutivo, apesar de toda a assistência que lhes está sendo dispensada por aqueles que são mais sábios e mais avançados que essa onda de vida. Em tais casos, os responsáveis por essa evolução, às vezes, permitem que esses seres prossigam e destruam seus próprios físicos por sua própria desobediência, causada pela própria ignorância dos resultados benéficos obtidos por meio da administração divina; tudo isso acontece para que possam retornar à Terra em uma data futura, sob uma influência melhor e um ambiente mais aperfeiçoado, isento de todo ódio e do desejo de destruir seus semelhantes. Essas mudanças são realizadas na Região do Purgatório[17], por agentes benfeitores, purificadores e ativos.

Quando uma onda de vida, uma nação, uma comunidade ou mesmo um indivíduo se esforçam ao máximo para seguir o exemplo do Cristo, manifestando Seus preceitos em suas vidas diárias, todos podem ficar certos de que as coisas necessárias para ajudar no seu próprio desenvolvimento, sejam, aparentemente boas ou más, virão até eles. Se as lições são aprendidas e praticadas corretamente resultarão em um bem inestimável e num efeito benéfico, não só para si próprio como também para as pessoas que se relacionam nas suas vidas diárias.

Todas as condições no mundo de hoje estão sendo levadas a mudanças enormes, tão grandes em sua magnitude que quase não podem ser concebidas por nossa atual consciência limitada. Mais duas sub-raças vão evoluir e cada uma irá trilhar seu próprio percurso, que será curto; os preparativos já começaram para o desenvolvimento dos precursores da sexta grande raça, cujo aumento de consciência, desenvolvimento físico e mental, e surpreendentes realizações espirituais os colocarão na dianteira dos super-seres humanos da Terra. Então, um grande continente certamente emergirá do leito do Oceano Pacífico, cuja vastidão, beleza tropical e abundância material que não podem ser concebidas e nem imaginadas pelo atual ser humano mortal.

Como existe uma razão definida entre a quantidade de terra e de água a ser mantida para que a Terra preserve seu equilíbrio gravitacional, será necessário que certa quantidade de terra imerja no oceano para equilibrar o que emergiu dele. Essa terra levará consigo muitos de seus habitantes, que se envolveram na materialidade e tal método terá que ser aplicado para quebrar essa condição cristalizada e adaptar o ser humano para um crescimento futuro. No entanto, nada é perdido no Reino de Deus. Os atrasados e mesmo fracassados poderão retornar, pois tão generoso é o Criador que, na plenitude do tempo, Ele reúne até mesmo aqueles desafortunados e os ajuda a começar, novamente, em um ambiente apropriado sob a direção de grandes Seres que, com infinita paciência tomaram a seu cargo a tarefa hercúlea de redimir e reconstruir aquilo que parecia estar perdido.

Antes de prosseguirmos, é conveniente explicar algo do processo de criação em relação ao nosso Sistema Solar, como foi revelado pela Ordem Rosacruz, que diz o seguinte: o Deus do nosso Sistema Solar criou sete regiões distintas, nas quais Ele está conduzindo a evolução de todas as coisas criadas por Ele. Os nomes dessas regiões (dito Mundos), começando com os primeiros desenvolvidos são: o Mundo de Deus, o Mundo das Espíritos Virginais, o Mundo do Espírito Divino, o Mundo do Espírito de Vida, o Mundo do Pensamento, o Mundo do Desejo e o Mundo Físico. O Mundo do Pensamento é dividido em duas partes: Região do Pensamento Abstrato e Região do Pensamento Concreto. O Mundo Físico também tem duas divisões: Região Etérica e Química.

O Deus do nosso Sistema Solar cria ondas de vida que consistem em um incontável número de Espíritos Virginais e classificados por Ele de acordo com a época em que foram criadas. O nome da primeira onda de vida criada por Ele é Áries, a segunda Touro, a terceira Gêmeos, a quarta Câncer, a quinta Leão, a sexta Virgem, a sétima Libra, a oitava Escorpião, a nona Sagitário, a décima Capricórnio, a décima primeira Aquário, e a décima segunda Peixes. Esses mesmos nomes são, também, usados no Zodíaco, mas se referem a um esquema de criação totalmente diferente. As mencionadas ondas de vida dos seres estão espalhadas pelos sete Mundos. A décima segunda onda de vida, a Pisciana, é composta da nossa atual humanidade, e quando habitam os Corpos Densos se encontram no Região Química do Mundo Físico. O tempo necessário para prosseguir o trabalho de certas fases da evolução é dividido em períodos: o Período de Saturno, seguido do Período Solar, Período Lunar, Período Terrestre, Período de Júpiter, Período de Vênus, e por último, o Período de Vulcano, que é seguido por uma noite cósmica de repouso.

Capítulo V – Nossos Arquétipos Musicais

No alvorecer da criação nada existia, até que um arquétipo foi construído pela primeira vez. Ao formar um Sistema Solar, o primeiro poder de Deus é a Vontade, desejo de criar, e ela desperta o segundo poder, Amor Sabedoria. Esta segunda força, através do poder da Imaginação, concebe a ideia (arquétipo) de um Sistema Solar; então, o terceiro poder, Atividade, trabalhando na substância Cósmica, produz o movimento, e o poder melódico, harmônico e rítmico constrói um arquétipo distinto para tudo que adquire forma, desde o barro até Deus. Na Quarta Região do Pensamento Concreto são encontrados os arquétipos de todas as formas que se manifestam aqui no Mundo Físico. Lá, porém, todos os objetos sólidos da Terra aparecem como cavidades vazias (oca), de onde o som de uma nota chave básica é continuamente emitido. Um arquétipo é uma cavidade oca que vibra e canta, que vive, se move e cria, da mesma forma que um instrumento mecânico produzido pelo ser humano que trabalha sem ter compreensão disso. Parece como um molde de gesso aqui nesse Mundo. Assim como o gesso é colocado no molde de gesso e ali forma uma estátua, também os átomos físicos são dispostos em um molde idêntico e formam um corpo vivente, seja ele de uma planta, de um animal ou de um ser humano. Cada arquétipo emite um tom musical harmonioso, e é esse som que atrai e modela os átomos físicos, dando-lhes a forma.

Em todo ser humano, na região da medula oblongada[18], na parte superior da medula espinhal, há uma chama que pulsa e vibra de uma maneira maravilhosa. É colorida, com raios diferentes de acordo com a natureza individual de cada ser humano. Esse fogo emite um som cantante como o zumbido de uma abelha, e este som é a nota chave do Corpo Denso, emitida também pelo arquétipo. O tom do arquétipo muda durante a vida e, como ele muda, assim também o Corpo Denso sofre certas mudanças.

Todo ato do ser humano tem um efeito direto sobre o arquétipo de seu corpo. Se o ato praticado está em harmonia com as leis da vida e evolução, ele fortalecerá o arquétipo e o proporcionará uma vida mais longa, na qual o indivíduo terá o máximo de experiência e alcançará o crescimento anímico em proporção à sua condição de vida e à sua capacidade de aprender. Assim, uma menor quantidade de renascimentos será necessária para que ele alcance a perfeição que para alguém que se esquiva do desafio da vida e tenta escapar de suas responsabilidades ou empregam seus esforços de maneira destrutiva. Nesse último estilo de vida, o arquétipo é forçado e se rompe mais cedo. Como foi citado, aqueles cujos atos são contrários à lei, abreviam suas vidas e têm que procurar novos renascimentos, muito mais vezes do que os que vivem em harmonia com a lei. Isso é aplicado a todos, sem exceção, mas tem maior significado nas vidas daqueles que estão trabalhando conscientemente com as leis da evolução do que na dos outros que não estão. O conhecimento desses fatos deveria aumentar uma centena de vezes o nosso zelo e entusiasmo para fazer o bem. Mesmo que comecemos, como se pode dizer, “tarde na vida”, ainda assim podemos facilmente acumular mais “tesouros” nesses últimos poucos anos do que o fizemos em muitas vidas anteriores. Acima de tudo, também estamos nos preparando para começar mais cedo na próxima vida.

Existem doze ondas de vida distintas, que trabalham com a humanidade, algumas, desde o início do Período de Saturno. Seus nomes são: Áries (Xeophim), Touro (Teraphim), Gêmeos (Serafim), Câncer (Querubim), Leão (Senhores da Chama), Virgem (Senhores da Sabedoria), Libra (Senhores da Individualidade), Escorpião (Senhores da Forma), Sagitário (Senhores da Mente), Capricórnio (Arcanjos), Aquário (Anjos), Peixes (Espíritos Virginais, ou humanidade). Cada uma dessas ondas de vida tem uma nota-chave diferente: Áries, Ré bemol Maior (D flat Major, Db ou Reb Maior); Touro, Mi bemol Maior (E flat Major ou Eb ou Eb Maior); Gêmeos é Fá sustenido Maior (F sharp Major ou F# ou F# Maior), Câncer é Lá bemol Maior (A flat Major ou Ab ou Lab Maior), Leão é Si bemol Maior (B flat Major ou Bb ou Sib Maior), Virgem Dó natural (C ou Do), Libra é Ré Maior (D ou Re), Escorpião Mi Maior (E ou Mi), Sagitário Fá Maior (F ou Fá), Capricórnio Sol Maior (G ou Sol), Aquário Lá Maior (A ou Lá), Peixes Si Maior (B ou Si). A nota-chave de uma peça musical é a tônica ou o tom fundamental sobre o qual a composição musical é construída.

Todo o período da involução e evolução do ser humano está fundamentado na escala musical, que é de origem celestial. Max Heindel nos diz que a humanidade passou por três estágios elementares antes do Período de Saturno, e esses estágios estão representados no lado esquerdo do teclado do piano por Lá, Lá sustenido e Si. O Período de Saturno começa com o som representado por Dó baixo no teclado do piano e sobe até Si, cujo tom está incluído, perfazendo 12 notas, 7 das quais são brancas e 5 pretas[19]. Os Sete Irmãos da Ordem da Rosacruz saem pelo mundo e trabalham entre a humanidade. Cinco não são vistos no mundo. Antes da humanidade perder o contato com a Região Espiritual do Pensamento Concreto, ela sabia que essa era uma região de tons musicais e que esses tons permeavam e construíam todos os arquétipos de todas as coisas existentes nos mundos inferiores, incluindo ela própria; portanto, tinha todos esses tons dentro de si mesma. Sabia que todos os seres humanos eram instrumentos musicais vivos, cujos tons eram ouvidos por eles próprios através de um tipo de percepção sensorial interna.

A superconsciência do ser humano sabe tudo isso, como também conhece o poder tremendo contido nesses tons musicais. Tendo perdido o poder de controlar essa força interior ou mesmo de contatá-la verdadeiramente dentro de si, o ser humano procurou, por meio de instrumentos musicais, reproduzir os tons vagamente percebidos em sua memória meio submersa. No lugar do ser humano, um instrumento musical internamente consciente, temos agora instrumentos musicais criados pelo ser humano; e esses instrumentos expressam alguma fase de sua natureza interna. Os instrumentos de sopro estão correlacionados à melodia – a vontade o intelecto, a cabeça, o pensamento – e o ar ou a melodia que emitem é facilmente memorizada. Os instrumentos de cordas estão correlacionados à harmonia – a emoção, a imaginação, o coração – e despertam sentimentos de felicidade, alegria, prazer, dor, tristeza, saudade e arrependimento. Os instrumentos de percussão estão correlacionados com o movimento do ritmo – músculos, ação dos membros superiores e inferiores – e estimulam, em seus ouvintes, o desejo da ação, tais como marchar, dançar, bater palmas, bater os pés em tempo rítmico.

O próprio ser humano é realmente um tríplice instrumento musical, mas, em seu estado atual de consciência, ele perdeu o contato com o conhecimento de seus poderes internos temporariamente. No entanto, em algum ponto no futuro, ele irá restabelecer esse contato, primeiro pelo sentido, depois por uma percepção interna, ouvindo realmente a nota chave de seu próprio Corpo Denso soando na parte de trás e inferior de sua cabeça. Esse tom o conectará com a lira de sete cordas localizada no cerebrum[20]. Portanto, somente é uma questão de tempo de desenvolvimento até que ele seja capaz de criar por meio do poder musical da palavra falada. Além do mais, será capaz de contatar os tons musicais usados na construção dos seus Corpos Vital e de Desejos e, através de uma consciência objetiva de seu trabalho, se tornará tão consciente desses veículos e de como eles funcionam, como agora o é de seu Corpo Denso.

É o Espírito que vê, ouve, cheira, saboreia e sente, e não os seus órgãos dos sentidos. Na verdade, eles são totalmente inúteis para tais propósitos quando o Espírito está ausente do Corpo. Eles são apenas instrumentos por meio dos quais o Espírito entra em contato com o Mundo Físico; contudo, o Espírito em si mesmo é dotado de todas essas faculdades, e mais ainda quando está funcionando nos planos invisíveis, durante o tempo em que o Corpo está dormindo, ou ainda quando, como um Iniciado, deixa o Corpo conscientemente e funciona nas regiões mais elevadas. Quando a consciência de vigília diária contatar, conscientemente, os sentidos do Espírito, o ser humano estará preparado para iniciar o trabalho referente à Iniciação, pois os sentidos de seu Espírito vão lhe revelar, passo a passo, conscientemente, tudo o que se passou desde que iniciou seu trabalho de desenvolvimento no Período de Saturno, e tudo isso será realizado por meio do poder da palavra falada – som musical.

Então, o ser humano aprenderá, conscientemente, por meio da visão, como os grandes Anjos Estelares, dirigidos e auxiliados pelo Deus do Sistema Solar, criaram tudo o que nele existe. Verá como, pelo poder do som musical, as várias ondas de vida foram criadas e trazidas até seu atual estado de evolução. Ele não deve parar aqui, pois, por seus próprios esforços, poderá progredir e aprender sobre o desenvolvimento futuro que está reservado a futuras revoluções e períodos. Todo o Sistema Solar é um vasto instrumento musical, que é Deus. No Período de Saturno, os tons emitidos por Ele e Seus auxiliares são representados pelos sons produzidos pela oitava mais baixa da escala musical. Foram esses tons, começando com o mais baixo, que construíram sucessivamente os sete Globos nos quais toda a vida existia e iniciou, assim, seu lento desenvolvimento.

As teclas brancas de todas as oitavas musicais produzem os tons construtores, positivos; e as teclas pretas produzem os tons assimilativos, negativos; ambos os tons são necessários para produzir os resultados (vontade, amor, atividade   pai, mãe, filho/filha; assim como é em cima, assim é embaixo). As ondas de vida que trabalharam conosco durante o Período de Saturno foram Áries, Touro e Leão. A nota-chave de Áries é Ré bemol Maior (D flat Major, Db ou Reb Maior). A nota chave de Touro é Mi bemol Maior (E flat Major ou Eb ou Eb Maior) e a nota chave de Leão é Si Maior. Note que as teclas pretas no piano são assimilativas, e foi durante a Primeira Revolução do Período de Saturno que os leoninos, Senhores da Chama, conseguiram implantar na estrutura evoluinte do ser humano, o germe do Corpo Denso. Nessa época, o ser humano era Espírito diferenciado puro, colocado na Região do Espírito Divino, que é a região da vontade pura.

São os sentidos internos do ser humano, tomados coletivamente, que no tempo devido, o capacitarão para se manifestar em qualquer plano, sem ajuda de órgãos especializados que tenham relação com esse plano, e o farão compreender a consciência objetiva de vigília. Quando esse estado de desenvolvimento for alcançado, o ser humano poderá ver, ouvir, cheirar, degustar e sentir o tato com todo o seu Corpo Denso. Mais tarde, ele será capaz de exercitar os mesmos sentidos da mesma maneira (controle pela vontade) em relação ao seu Corpo Vital, depois em relação ao seu Corpo de Desejos e, ainda mais tarde, em relação ao seu veículo mental. Todo esse desenvolvimento se manifestará por meio do poder da palavra falada de Deus, o Criador do nosso Sistema Solar.

O primeiro sentido interno ou espiritual a ser contatado pela consciência objetiva de vigília do ser humano será a audição (som); em seguida o tato, depois o paladar, o olfato, e finalmente a visão. O método usado para fazer esse contato com os sentidos internos ou espirituais, é a concentração. A concentração é uma manifestação unidirecional, realizada pelo Espírito por meio do poder de sua vontade, pelo qual o Espírito é capaz de excluir, absolutamente, todas as condições físicas da consciência objetiva de vigília e de fazer essa consciência ciente de seus (do Espírito) poderes espirituais internos, enquanto o Espírito ainda está dentro de seus quatros veículos interpenetrados – os Corpos Denso, Vital, de Desejos e a Mente.

Capítulo VI – As Oitavas Musicais e o Esquema Cósmico

O piano não é o resultado do esforço do ser humano para reproduzir os tons do seu próprio eu interior, mas é um produto da percepção do ser humano materializada na música, e, consequentemente, é um instrumento puramente terrestre. Portanto, não é apenas um instrumento interessante, mas um instrumento valiosíssimo para aqueles verdadeiros músicos que são capazes de contatar a autêntica música do mundo celestial, trazê-la à Terra e fazendo com que o ser humano produza um instrumento capaz de reproduzi-la[21]. Ainda que todos os instrumentos mecânicos e o rádio sejam de grande utilidade, nunca substituirão o piano, para aqueles que aprenderam o valor dos acordes correlacionados ao desenvolvimento do Espírito e de todos os seus veículos.

O teclado do piano disponibiliza, bem à frente do músico, suas 88 teclas (52 brancas e 36 pretas), que produzem 124 tons. As teclas brancas produzem 52 (7[22]) dos 124 (7[23]) tons e as teclas pretas produzem 72 (9[24]) tons. Nove (9) é o número da humanidade e sete (7) é o número dos três (3) poderes espirituais do ser humano[25], mais seus quatro (4) veículos: Mente, Corpo de Desejos, Corpo Vital e Corpo Denso. Existem cinco (5) linhas na pauta musical e quatro (4) espaços – novamente, cinco (5) e quatro (4) igual a nove (9), o número da humanidade. Há sete (7) letras na escala musical: C, D, E, F, G, A, B[26]; que ocupam a mesma posição na pauta musical. Há 7 notas na escala musical, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si; que mudam de posição na pauta. Por exemplo, se a escala é Dó natural, o primeiro Dó é encontrado na linha abaixo da pauta.

Se há um sustenido do Dó[27], ele pode ser colocado na segunda linha da pauta. Se assim o for, então um bemol do Dó[28] deve ser colocado no primeiro espaço da pauta, etc. Cada uma das ondas de vida pertencente ao nosso Sistema Solar -Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes – tem sua própria nota-chave.

A nota-chave de Áries é Ré bemol Maior (D flat Major, Db ou Reb Maior) que tem cinco bemóis, a saber: Sol bemol, Lá bemol, Si bemol, Ré bemol e Mi bemol.

A nota-chave de Touro é Mi bemol Maior (E flat Major ou Eb ou Eb Maior), que tem 3 bemóis, a saber: Lá bemol, Si bemol e Mi bemol.

A nota-chave de Gêmeos é Fá sustenido Maior (F sharp Major ou F# ou F# Maior), que tem 6 sustenidos, a saber: Lá sustenido, Dó sustenido, Ré sustenido, Mi sustenido, Fá sustenido e Sol sustenido.

A nota-chave de Câncer é Lá sustenido Maior, que tem 4 bemóis, a saber, Lá bemol, Si bemol, Ré bemol e Mi bemol.

A nota-chave de Leão é Si sustenido Maior, que tem 2 bemóis, a saber, Si bemol e Mi bemol.

A nota-chave de Virgem é Dó natural Maior e não tem sustenido ou bemol.

A nota-chave de Libra é Ré Maior, e tem 2 sustenidos, ou seja, Fá sustenido, Dó sustenido.

A nota-chave de Escorpião é Mi Maior e tem 4 sustenidos, a saber, Fá sustenido, Dó sustenido, Sol sustenido e Ré sustenido.

A nota-chave de Sagitário é Fá Maior e tem 1 bemol, a saber, Si bemol.

A nota-chave de Capricórnio é Sol Maior e tem 1 sustenido, a saber, Fá sustenido.

A nota-chave de Aquário é Lá Maior e tem 3 sustenidos, Fá sustenido, Dó sustenido e Sol sustenido.

A nota-chave de Peixes é Si Maior, e tem 5 sustenidos, a saber, Fá sustenido, Dó sustenido, Sol sustenido, Ré sustenido, Lá sustenido (Mi e Si são as únicas não sustenidos).

Os 12 semitons da oitava estão em conformidade com os 12 meses do ano e as 12 ondas de vida criadas pelo Deus do nosso Sistema Solar, como, também as 12 Hierarquias Criadoras que compõem o Zodíaco. Os 7 tons, representados por Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, estão de acordo com os 7 Espíritos diante do Trono. As 5 teclas escuras na oitava representam as cinco ondas da vida, Áries, Touro, Gêmeos, Câncer e Leão, que primeiro trabalharam com nossa humanidade. As 7 teclas claras representam as ondas de vida hierárquicas, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes, que ainda estão trabalhando com a humanidade durante o Período Terrestre. À medida que os mistérios ocultos são revelados, compreendemos, de imediato, o significativo fato de que, do princípio ao fim das complexidades do mundo, existe um princípio metódico verdadeiro que nunca se desvia nas suas manifestações.

Uma das primeiras coisas a se tornar aparente para o verdadeiro estudante do ocultismo é o fato de que o Cosmos é construído sobre os aspectos 1-3-5-7-10 e 12, e que os 12 semitons da oitava musical correspondem, em todos os detalhes, ao esquema cósmico – de fato, isso confunde um pouco: quando lembramos que na oitava musical é necessário contatar o mundo do tom, o Segundo Céu, localizado na Região Concreta do Mundo do Pensamento, que, embora comparativamente intangível aos sentidos físicos, ainda é a verdadeira base da manifestação material. Vemos esse mesmo esquema numérico representado tanto no Espírito individualizado como em Deus, o Criador do nosso Sistema Solar. Por exemplo: Deus é um (1). Seus três (3) poderes são Vontade, Amor-Sabedoria e Atividade. Seus sete (7) auxiliares planetários, na Bíblia, são chamados os Sete Espíritos diante do Trono.

O ser humano possui três (3) poderes, designados como Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano, um elo (1) da Mente, e seus três (3) veículos inferiores – os Corpos de Desejos, Vital e Denso – dos quais ele extrai uma essência Tríplice (3) chamada Alma[29]. Antes de prosseguir, é bom rever os seguintes fatos: a escala cromática inclui todos os tons da oitava, tanto as teclas brancas como pretas, tomadas em ordem regular começando pelo Dó. O Dó está sempre antes de duas teclas pretas agrupadas no piano. Existem doze (12) tons na escala cromática[30]. A escala diatônica é composta apenas pelos tons produzidos pelas teclas brancas do piano – nenhuma tecla preta. Há sete (7) tons (teclas) na escala diatônica[31]. Notemos outras semelhanças com essas escalas: existem doze (12) cores, sete (7) visíveis e cinco (5) invisíveis à visão física. Existem doze (12) orifícios no corpo, sete (7) visíveis e cinco (5) invisíveis.

Existem doze (12) grandes ondas de vida evoluindo em nosso esquema de evolução, cinco (5) das quais completaram seu trabalho e se retiraram da manifestação: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer e Leão. As outras sete (7) estão ativas durante o Período Terrestre: Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. A regra geral para um acorde na música é: duas notas na clave de Fá (positiva e negativa) e três na clave de Sol, a trindade. Dois mais três (2+3) somam cinco (5), o número dos sentidos do ser humano, como estão desenvolvidos atualmente. Um acorde na música é composto de uma combinação de tons que se misturam harmoniosamente quando tocados juntos, sendo que o tom mais baixo é a raiz ou nota-chave, e as outras duas notas, que formam o acorde, devem estar em harmonia com essa determinada nota, do contrário o resultado será uma dissonância.

Em toda parte da natureza encontramos o tom manifestado, como também o número, a cor e a forma; e isso sem exceção. A primeira oitava completa da escala cromática contendo 12 tons, dos quais procedem todos os temas celestiais, forneceu os tons usados durante o Período de Saturno. Durante cada um dos Sete Períodos, nossa onda de vida mergulha na matéria e sai dela novamente sete (7) vezes. Na aurora do Período de Saturno os Senhores da Mente (onda de vida de Sagitário) eram a humanidade; a onda de vida Arcangélica estava em um estágio semelhante à do animal; a onda de vida Angélica estava no estágio semelhante à do vegetal e a nossa própria onda de vida estava em um estágio semelhante aos minerais. O veículo mais inferior de cada onda de vida era constituído da substância da Região do Pensamento Concreto, e o único veículo do ser humano, o germe de seu atual Corpo Denso, também era feito dessa substância.

A onda de vida Ariana trabalhou com os vários veículos dessas quatro ondas de vida, – Senhores da Mente, Arcanjos, Anjos e nossa própria onda de vida (Peixes) – por meio do poder incorporado no tom Ré bemol, a onda de vida Taurina pelo poder produzido por Mi bemol, e a onda de vida Leonina pela força contida em Lá sustenido. As ondas de vida de Ariana e Taurina foram as primeiras a aparecer, preparando as condições apropriadas para o futuro desenvolvimento das quatro ondas de vida que evoluíram durante o Período de Saturno. Então, durante a primeira imersão (Revolução) de nossa própria onda de vida (Pisciana), quando essa tinha alcançado o ponto mais inferior (Região do Pensamento Concreto), por meio do poder da nota-chave Lá sustenido, os Leoninos[32] irradiaram de seus próprios corpos para os nossos, o germe do nosso atual veículo Denso. Mais tarde, durante nossa sétima imersão (Revolução) na Região do Pensamento Concreto, essa mesma onda de vida dos Leoninos, pelo poder da nota-chave Lá sustenido, despertaram a passiva força do nosso Espírito Divino.

Assim, a humanidade, ao final do Período de Saturno, possuía o germe do Corpo Denso, construído da substância da Região do Pensamento Concreto, e um Espírito Divino desperto, que mais tarde se desenvolveria no poder da Vontade. Durante o Período de Saturno, as várias ondas de vida envolvidas começaram a trabalhar no Mundo do Espírito Divino, depois entraram no Mundo do Espírito de Vida, em seguida na Região do Pensamento Abstrato e, finalmente, na Região do Pensamento Concreto (4). Após cada imersão completa (Revolução) na matéria que foram 7 em 7 globos, descansaram no Mundo dos Espíritos Virginais (1) assimilando tudo o que tinham contatado e preparando-se para outro Dia de Manifestação. Quatro (4) Mundos e mais um são cinco (5), o número de Cristo, indicando o tremendo poder que esse grande Ser se tornou no esquema da evolução.

Depois que todas as sete (7) imersões (revoluções) se completaram ao longo período de assimilação e descanso, onde toda a vida evoluinte se juntou, se misturando livremente desde a mais elevada até a mais inferior, as altas vibrações, por indução, elevaram as mais inferiores a um grau considerável. Isso aconteceu entre cada um dos Sete Períodos: Saturno, Solar, Lunar, Terrestre, de Júpiter, de Vênus e de Vulcano. A segunda oitava da escala cromática forneceu os sons musicais usados durante o Período Solar, e as primeiras ondas de vida a aparecer foram as de Leão, Senhores da Chama, nota-chave Lá sustenido, Virgem, Senhores da Sabedoria, nota-chave Dó em segunda oitava; Libra, Senhores de Individualidade, nota-chave Ré; Escorpião, Senhores da Forma, nota-chave Mi. Seguiram-se as de Sagitário, Senhores da Mente, nota-chave Fá, depois Capricórnio, Arcanjos, nota-chave Sol; Aquário, Anjos, nota-chave Lá, e depois Peixes, nossa própria onda de vida, nota-chave Si. Os Arcanjos foram a humanidade do Período Solar.

Durante a sexta imersão (Revolução) na matéria de nossa atual humanidade, a onda de vida de Câncer, os Querubins, cuja nota-chave é Sol sustenido, reapareceu e por meio do poder incorporado em sua nota-chave, despertou a passiva força do nosso Espírito de Vida. Ao final do Período Solar, nossa onda de vida possuía o germe aperfeiçoado do que se tornaria um Corpo Denso; depois o germe de um Corpo Vital, um Espírito Divino que despertou e um Espírito de Vida também despertado, que mais tarde se manifestaria como poder do Amor-Sabedoria. Durante o Período Solar, as várias ondas de vida começaram seu trabalho no Mundo do Espírito de Vida, depois entraram na Região do Pensamento Abstrato, depois na Região do Pensamento Concreto e, por último, no Mundo do Desejo. Após cada imersão completa na matéria (Revolução) – 7 delas sobre 7 globos – todas descansaram no Mundo do Espírito Divino, novamente assimilando tudo o que haviam contatado, e se preparando para outro Dia de Manifestação.

O veículo mais inferior da onda de vida evoluinte era, então, composto de substância do Mundo do Desejo. Notemos que, após o término do Período Solar, seguiu outro grande período de descanso assimilativo. A terceira oitava da escala cromática forneceu os sons musicais usados durante o Período Lunar. Na aurora do Período Lunar, começaram a aparecer as várias ondas de vida em evolução. Primeiro surgiram os Senhores da Sabedoria, Virgem, trazendo consigo os veículos germinais do ser humano em evolução; os Senhores da Individualidade, Libra, foram os seguintes imediatos e tiveram a tarefa especial da evolução material do Período Lunar. Durante o Período de Saturno, o Corpo Denso germinal do ser humano começou a desenvolver os órgãos dos sentidos. A música era no tom Lá sustenido, a nota-chave de Leão (Si bemol Maior (B flat Major ou Bb ou Sib Maior)). Para sustenizar uma letra (ou nota), toca-se a tecla preta logo acima dela.

Para bemolizar uma letra (ou nota), toca-se a tecla preta logo abaixo dela. Se a chave de Lá sustenido (ou Si bemol) foi usada para desenvolver os órgãos dos sentidos no germe do Corpo Denso, então, os tons da escala de Lá sustenido (ou Si bemol) podem ser usados para fornecer a continuidade desse desenvolvimento. A escala Lá sustenido contém quatro notas sustenidas: Lá sustenido, Si sustenido, Ré sustenido, Mi sustenido e três notas dobradas sustenidos: Fá dobrado sustenido, Dó dobrado sustenido, Sol sobrado sustenido. Os acordes são:

A escala Si bemol contém duas notas bemolizadas, mas observem que as notas, exceto os sustenidos e bemóis, são exatamente as mesmas. As notas são bemolizadas são Si e Mi.

Os Senhores da Chama exerceram a liderança durante o Período de Saturno; e como sua escala musical, Lá sustenido (ou Si bemol), continha os tons usados ​​para despertar o poder do Espírito Divino, que é a Vontade, então, esses mesmos tons possuem um imenso valor para futuramente desenvolver ainda mais esse poder tão elevado do Espírito, a Vontade.

Na segunda imersão (Revolução) na matéria, no Período Solar, a onda de vida de Virgem (Senhores da Sabedoria) irradiou de seus próprios corpos o germe do Corpo Vital do ser humano, incluindo todas as possibilidades que ele possuía, e o implantou no próprio corpo do ser humano. A onda de vida de Virgem tem Dó natural como sua nota-chave; e consequentemente, os acordes pertencentes a essa escala, a escala de Dó natural, quando tocados, ajudarão no desenvolvimento futuro das potencialidades do Corpo Vital. Esses acordes são:

Algumas das potencialidades do Corpo Vital são crescimento, desenvolvimento das percepções sensoriais, propagação, desenvolvimento e ação das glândulas e de todos os órgãos físicos, que utilizem da substância etérica, possuídos pelo Corpo Físico. Durante a sexta imersão (Revolução) na matéria, no Período Solar, a onda de vida de Câncer despertou o germe do Espírito de Vida. A nota-chave de Câncer é Sol sustenido Maior (Lá bemol), e os tons de acordes pertencentes a essa onda de vida é que foram usados ​​para obter os resultados.

Os acordes pertencentes a Sol sustenido Maior são:

Se os tons de Sol sustenido Maior (Lá bemol) despertaram o germe do Espírito de Vida, esses mesmos tons musicais ajudarão a estimular e a desenvolver poderes potenciais do Espírito de Vida. A terceira oitava da escala cromática forneceu os tons musicais usados durante o Período Lunar. No Período Lunar, durante a terceira imersão (Revolução) em substância mais densa do corpo, a onda de vida de Libra, Senhores da Individualidade, irradiaram de si mesmos o germe que mais tarde se desenvolveu no Corpo de Desejos do ser humano. O nota-chave de Libra é Ré Maior, e os tons pertencentes a essa escala, representados pelos seus acordes, é que foram usados para realizar esse trabalho. Os acordes pertencentes a Ré Maior são encontrados na escala que usa dois sustenidos. As notas sustenidas são Dó e Fá.

Os acordes dessa escala são:

Os tons encontrados nos acordes em Ré Maior ajudarão a desenvolver o Corpo de Desejos, de acordo com o perfeito padrão cósmico. Durante a quinta imersão (Revolução) em substância mais densa no Período Lunar, a onda de vida de Gêmeos, os Serafins, reapareceram e despertaram, até então passivo, o Espírito Humano. A nota-chave da onda de vida de Gêmeos é Fá sustenido Maior (F sharp Major ou F# ou F# Maior). As notas sustenidas são: Lá, Dó, Ré, Mi, Fá e Sol (todas sustenidas, exceto o Si). Os acordes de Fá sustenido Maior (F sharp Major ou F# ou F# Maior) são:

Os tons usados para estimular e ajudar a promover o desenvolvimento do Espírito Humano são encontrados nos tons de acordes pertencentes à tonalidade de Fá sustenido Maior (F sharp Major ou F# ou F# Maior).

No final do Período Lunar, o terceiro grande Dia Cósmico, encontramos as seguintes condições: as ondas de vida, por meio do poder de seus respectivos tons musicais incorporados em escalas e acordes, trabalharam sobre o desenvolvimento do ser humano: Áries Ré bemol; Touro, Mi bemol; Gêmeos, Fá sustenido; Câncer, Sol sustenido Maior; Leão, Lá sustenido; Virgem, Dó natural; Libra, Ré Maior. Como resultado de seus trabalhos, o espírito-ser humano possuía despertos os poderes do Espírito: Divino e de Vida e Humano os Corpos: Denso, Vital e de Desejos, muito pouco desenvolvidos, e que estavam ainda no início de sua manifestação. Os tons usados pelas ondas de vida em seus trabalhos são encontrados no piano, começando com Ré bemol na extremidade inferior do teclado e se estendendo até ao Dó central, no meio do teclado. Nessa época, o ser humano ainda estava fora de seus veículos e, todo o trabalho que executava era automático e dirigido pelos grandes Seres mencionados acima, que estavam encarregados de sua evolução.

Capítulo VII – Nosso Espírito-Grupo, Jeová e Nossa Própria Onda de Vida

No final do Período Lunar houve uma divisão no Globo ou no Planeta na qual estávamos evoluindo, e esse Planeta menor foi arremessado ao espaço. Esse Planeta se condensou muito rapidamente e permanecendo o campo da nossa evolução até o final do Período Lunar. Com relação a essa época, Max Heindel diz: “Imagine um imenso globo girando no espaço como um satélite ao redor de globo de origem. É o Corpo do Grande Espírito, Jeová. Assim como agora somos constituídos de carne macia e ossos duros, assim também a parte central do Corpo de Jeová era mais densa que a externa, que era nebulosa e semelhante à nuvem. Embora sua consciência interpenetrasse o todo, ele próprio aparecia principalmente na nuvem, juntamente com seus Anjos e outras Hierarquias Criadoras. Desse grande firmamento de nuvens pendiam milhões de cordões, cada um com sua própria bolsa fetal, pairando próximo à densa parte central da nuvem. E, assim como a corrente vital da mãe humana circula por meio do cordão umbilical, nutrindo o embrião durante a vida pré-natal com o propósito de desenvolver um veículo onde o espírito possa habitar independentemente quando o período de gestação for completado, também, a vida divina de Jeová nos cobria na nuvem e acompanhou toda a família humana durante aquele estágio embrionário de nossa evolução. Éramos, então, tão incapazes de iniciativa como o feto o é hoje”.

No final do Período Lunar, as partes divididas do globo original foram dissolvidas e imersas no Caos geral, que precedeu a reorganização do globo para o Período Terrestre. No Período Terrestre, a onda de vida de Virgem, os Senhores da Sabedoria, nota-chave Dó natural (também Dó central do Piano), se encarregaram do desenvolvimento do Espírito Divino, o poder-vontade do ser humano. Os acordes de Dó natural são encontrados no Capítulo VI. A onda de vida de Libra, os Senhores da Individualidade, estava suficientemente avançada para despertar o segundo poder do ser humano, o poder do amor do Espírito de Vida de atração e coesão, colocado sob seus cuidados. Sua nota-chave é Ré Maior e, também, os acordes de Ré Maior podem ser encontrados no Capítulo VI.

A onda de vida de Escorpião, os Senhores da Forma, se encarregaram do terceiro poder do ser humano, o Espírito Humano, que é o poder da sua atividade e se manifesta como fecundação – o poder de produzir e crescer. A nota-chave de Escorpião é Mi Maior, e tem 4 sustenidos, a saber, Dó sustenido, Ré sustenido, Fá sustenido e Sol sustenido. Os acordes são:

Durante a quarta imersão na matéria (ou Revolução), na Época Atlante, a onda de vida de Sagitário, os Senhores da Mente, irradiaram de si mesmos para o interior do nosso ser, o núcleo do material com o qual estamos, agora, procurando construir uma Mente organizada. A Mente é formada pela substância das quatro Regiões do Pensamento Concreto. A segunda Região contém os arquétipos da vitalidade universal; a terceira contém os arquétipos do desejo e da emoção; a quarta região contém as forças arquetípicas da mente humana, sendo que a primeira, ou região mais inferior, contém os arquétipos da forma.

A Região das Ideias Germinais, na Região do Pensamento Abstrato, é refletida na primeira Região do Pensamento Concreto. As Ideias Germinais de Vida, na Região do Pensamento Abstrato, são refletidas na segunda Região do Pensamento Concreto, e a Região das Ideias Germinais Abstratas do Desejo e das Emoções são refletidas na terceira Região de Pensamento Concreto. Na última parte da Época Lemúrica uma pequena parte da nossa humanidade estava suficientemente desenvolvida para que pudesse receber o germe da Mente. A nota-chave de Sagitário é Fá Maior e tem um bemol, que é o Si. Os acordes são:

Observe que esse acorde está correlacionado com a Mente, o último veículo adquirido pelo ser humano e o menos desenvolvido dos quatro que possui: Denso, Vital, de Desejos e Mente. Aqui temos a chave para o rápido desenvolvimento mental, os acordes de Fá Maior, que contém Si bemol (Sib). Max Heindel afirma que as tonalidades musicais ou encantamentos são usadas em todas as ordens ocultas e para todos os propósitos. Nas ordens ocultas, como a dos Rosacruzes, a nota-chave do encantamento entoado em cada grau é de uma medida vibratória diferente da nota-chave de todos os outros graus e aquele que não possuir a chave é incapaz de se harmonizar nesse grau, se sentindo paralisado, como se houvesse uma muralha invisível de vibração circundando o Templo.

Max Heindel afirma ainda que a música tem uma missão maior do que simplesmente a de nos proporcionar prazer. De fato, a Harmonia das Esferas é a base de toda evolução, pois sem ela não poderia haver qualquer progresso; e no momento em que nossos ouvidos estabelecem harmonia com ela, alcançaremos a “chave” para todo avanço. Ele diz que no Segundo Céu o Espírito possui o conhecimento dos sete Planetas, que formam a caixa de ressonância e as sete cordas da lira de Apolo. Os Senhores da Mente, Sagitário, só trabalham com a humanidade no plano terrestre, pois não tratam com nada que seja inferior à substância mental. Os Arcanjos são especialistas em construir Corpos a partir da substância do desejo e, portanto, são capazes de ensinar o ser humano e aos animais a moldar e usar o Corpo de Desejos. A nota-chave dos Arcanjos, a onda de vida de Capricórnio, é Sol Maior. Sua escala tem um sustenido, a saber, Fá sustenido (Fá#). Seus acordes são:

Os Anjos são extremamente experientes na construção do Corpo Vital, pois no Período Lunar, quando eram humanos, o Éter era o estado mais denso da matéria. Devido a sua habilidade de construir e modelar o Éter, eles são realmente os instrutores do ser humano, do animal e das plantas, em relação às funções vitais, incluindo a propagação e nutrição. A nota-chave dos Anjos, os Aquarianos, é Lá Maior. Sua escala tem 3 sustenidos, ou seja, Fá sustenido (Fá#), Dó sustenido (Dó#), Sol sustenido (Sol#). Seus acordes são:

Nossa própria onda de vida humana está aprendendo a se tornar perita na construção de Corpos a partir da substância física e, portanto, as pessoas estão ficando aptas a se tornarem instrutoras para o reino mineral, quando os membros desse reino estiverem suficientemente individualizados para utilizar formas distintas.

Já estamos começando a modelar vários minerais em formas individuais. A nota-chave da humanidade, os piscianos, é Si Maior. Sua escala tem 5 sustenidos, a saber, Fá sustenido (Fá#), Dó sustenido (Dó#), Sol sustenido (Sol#), Ré sustenido (Ré#) e Lá sustenido (Lá#). Seus acordes são:

A nota-chave da onda de vida de Áries é Ré bemol Maior (D flat Major, Db ou Reb Maior). Sua escala contém 5 bemóis, a saber, Sol bemol (Solb), Si bemol (Sib), Ré bemol (Réb), Mi bemol (Mib), Lá bemol (Láb). Seus acordes são:

A nota-chave da onda de vida de Touro é Mib maior. Sua escala contém 3 bemóis, a saber, Láb, Sib, Mib. Seus acordes são:

Cada parte do corpo do ser humano foi construído pelas notas-chave vibratórias das doze grandes ondas da vida assistidas pelos Sete Espíritos diante do Trono: Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus, Mercúrio, mais a ação de Netuno, Lua terrestre. Os poderes espirituais do ser humano foram despertados por algumas das doze grandes ondas da vida, como mencionado nos capítulos anteriores.

Esse trabalho foi e continua sendo executado em toda a humanidade, independentemente do Signo Solar planetário do indivíduo. Todos esses grandes Auxiliares Invisíveis estavam, ou estão agora, executando suas atividades sob a direção do Deus do nosso Sistema Solar, e são, por assim dizer, Seus embaixadores terrestres. O Deus do nosso Sistema Solar cria em ondas de vida, como já mencionado. Doze dessas ondas de vida têm os mesmos nomes que os Signos do Zodíaco e serão usadas mais tarde por Eles como Signos de Seu próprio Zodíaco, quando Ele se dissolver na unidade para formar o invólucro de um Sistema Solar para um outro Deus.

As ondas de vida de Áries e Touro estão agora no Mundo de Deus; as ondas de vida de Gêmeos, Câncer e Leão estão no Mundo dos Espíritos Virginais; a onda de vida de Virgem está no Mundo Espírito Divino; a onda de vida de Escorpião está na Região do Pensamento Abstrato do Mundo do Pensamento; a onda de vida de Sagitário está na Região do Pensamento Concreto no Mundo do Pensamento; a onda de vida de Capricórnio está no Mundo do Desejo; a onda de vida de Aquário está na Região Etérica do Mundo Físico; e a onda de vida de Peixes está na Região Química do Mundo Físico. Isso não significa que os seres pertencentes a essas doze ondas de vida estejam confinados dentro dos limites de uma determinada Região ou Mundo.

Essas regiões são simplesmente seus lares; eles estão livres para prestar serviço em muitas outras localidades ou em outros planos, da mesma forma que nossa própria onda de vida, durante a atual manifestação, funciona em Mundos tão elevados quanto o Mundo do Pensamento Abstrato. Quanto mais compreendermos a criação, melhor entenderemos a música e vice-versa. Por exemplo, um acorde perfeito é formado da primeira, terceira e quinta letras ou notas na escala. As letras são C, E, G; as notas são Dó, Mi, Sol, sendo que tanto as letras quanto as notas representam o mesmo tom. Para sabermos qual a onda de vida planetária que rege espiritualmente um Período devemos primeiro atentar para a onda de vida humana daquele período.

Os Sagitarianos ou Senhores da Mente eram a humanidade do Período de Saturno. Agora, começando por Sagitário conte mais cinco ondas de vida para cima e chegaremos à onda de vida de Leão ou Senhores da Chama, que tinham aos seus cuidados os impulsos espirituais começando a agir sobre a humanidade do Período de Saturno. Lembremos que a nota-chave de Leão é Lá sustenido (musicalmente usado: Sib Maior – Bb Major), cuja música está relacionada com o trabalho feito para o crescimento do Corpo Denso e o despertar do Espírito Divino. Assim, qualquer música escrita na tonalidade de Lá sustenido (Bb Major) favorecerá o trabalho executado durante o Período de Saturno. A humanidade do Período Solar eram os Capricornianos ou Arcanjos.

Começando aqui e contando para cima até cinco, encontramos os Virginianos ou Senhores da Sabedoria, como a onda de vida encarregada dos impulsos espirituais que estavam começando a atuar sobre a humanidade do Período Solar. A nota-chave de Virgem é Dó natural. O trabalho especial que estava sendo feito se relaciona com o crescimento do Corpo Vital e o despertar do Espírito de Vida. Consequentemente, qualquer música escrita na tonalidade de Dó natural ajudará o trabalho iniciado no Período Solar. A humanidade do Período Lunar era a dos Aquarianos ou Anjos. Começando com eles e contando para cima até cinco, encontramos a onda de vida de Libra ou dos Senhores da Individualidade, encarregados dos impulsos espirituais que estavam agindo sobre a humanidade do Período Lunar. A nota-chave de Libra é Ré Maior. O trabalho especial que estava sendo feito se refere ao crescimento do Corpo de Desejos e o despertar do Espírito Humano.

Consequentemente, qualquer música escrita na tonalidade de Ré Maior ajudará o trabalho iniciado no Período Lunar. A humanidade do Período Terrestre é a dos Piscianos, nossa própria onda de vida. Começando com Peixes e contando para cima até cinco, encontramos as ondas de vida de Escorpião ou Senhores da Forma, encarregados dos impulsos espirituais que agora estão sendo dirigidos para nós, a humanidade do Período Terrestre. A nota-chave de Escorpião é Mi Maior. O trabalho especial que está sendo feito durante o Período Terrestre se refere ao desenvolvimento do veículo Mente. Consequentemente, qualquer música escrita na tonalidade de Mi Maior ajudará o crescimento da Mente, que é o trabalho do Período Terrestre. O propósito da regência espiritual é principalmente dar os impactos necessários para que atuem como um estímulo de ação na onda de vida inferior, sobre a qual o impacto é dirigido, pois todo desenvolvimento é o resultado de algum tipo de atividade musical.

Resumindo o que foi dito, encontramos:

  • O Espírito Divino – nota-chave: Lá sustenido (musicalmente Si bemol) maior, regendo a Onda a Vida de Leão.
  • Espírito de Vida – nota-chave: Sol sustenido maior (musicalmente Lá bemol), regendo da Onda e Vida de Câncer.
  • Espírito Humano – nota-chave: Fá sustenido Maior (F sharp Major ou F# ou F# Maior), regendo a Onda de Vida de Gêmeos.
  • Corpo Denso – nota-chave: Lá sustenido Maior (musicalmente Si bemol), regendo a Onda de Vida de Leão.
  • Corpo Vital – nota-chave: Dó natural, regendo a Onda de Vida de Virgem.
  • Corpo de Desejos – nota-chave: Ré Maior, regendo a Onda de Vida de Libra.
  • Mente – nota-chave: Fá Maior, regendo a Onda de Vida de Sagitário.

Os acordes relacionados aos três poderes do Espírito e aos quatro veículos do ser humano, como também, toda música escrita na nota-chave dos acordes, podem ser efetivamente usados para desenvolver os três poderes espirituais do ser humano e os seus quatro veículos.

Capítulo VIII – A Harmonia das Esferas

A Harmonia das Esferas não está composta de tom único; varia de dia a dia e de mês a mês, conforme o percurso do Sol e dos Planetas através de cada Signo. Há, também, variações anuais periódicas devido à Precessão dos Equinócios. Há real e uma infinita variedade na Música das Esferas, e que realmente deve acontecer, pois a constante mudança da vibração espiritual é a base de toda a evolução física e espiritual. Nos meses de março e abril predominam os tons de Áries e Marte, propícios à germinação, renovação de vida e crescimento nos reinos humano e vegetal. Se pudéssemos ter uma leve ideia da Música das Esferas nessa época, ouviríamos canções de Páscoa como:

Jesus Cristo ressuscitou hoje, Aleluia!

Nosso dia sagrado e triunfante, Aleluia!

Aquele que na Cruz pregado, Aleluia!

Sofreu para nos resgatar da perdição, Aleluia![33]

Cristo Jesus é a personificação do amor espiritual; portanto, a música composta na tonalidade de Libra (Ré Maior), regida por Vênus, o Planeta do amor, está em total harmonia com a Sua vibração, e com a desse grande Ser. Em junho e julho, os tons produzidos por Câncer e pela Lua predominam, auxiliados pelos tons de Leão e pelo Sol, os quais tendem a amadurecer os processos iniciados pelos tons energizantes de março, abril, maio e junho. Durante junho, julho, agosto e setembro, o amor e a vida agem intensamente nos corações em regozijos, pois são Mestres na luta pela existência, enquanto o Sol é exaltado nos céus do norte até ao máximo de seu poder na época do Solstício de Junho. Essa é a época em que o Cristo, tendo alcançado o trono do Pai (o Mundo do Espírito Divino), depois de ter completado Seu trabalho terrestre por mais um ano, é saudado pelas hostes celestiais, os Senhores da Sabedoria, que também habitam lá.

Em honra a esse grande Ser, que deu a Sua vida até a exaustão, é apropriado nos juntarmos àquele coro celeste cantando:

Aclamem todos o poder do nome de (Cristo) Jesus!

Deixe os Anjos prostrarem-se;

Tragam o diadema real

E como o Senhor de todos, coroem-No[34].

A nota-chave de Leão é Lá sustenido Maior (musicalmente Si bemol). O Sol, seu Regente, e sua palavra-chave é Vida. A nota-chave de Câncer é Sol Maior e sua palavra-chave é a fecundação. Em setembro, outubro, novembro e dezembro os tons de Virgem, cuja nota-chave é Dó natural, e a palavra-chave de Mercúrio, razão energizada pelos tons de Escorpião, nota-chave é Mi Maior e pela palavra-chave de Marte, energia dinâmica, se prepararam para o encontro com a força dos raios do Cristo que se aproxima, na sua descida anual à Terra, e cujas poderosas vibrações espirituais estão na atmosfera da Terra e a humanidade seria capaz usá-las, com maior proveito, se conhecesse os fatos e redobrasse seus esforços para prestar o serviço amoroso e desinteressado aos seus semelhantes.

Apresentamos aqui a letra e a música que podem ser de grande valia a cada um de nós para o seu desenvolvimento evolutivo:

Oh, adorem o Rei, todos que são gloriosos no além,

E com gratidão, cantem Seu maravilhoso amor;

Nosso Amparo e Defensor, o Venerável dos Dias vem,

Envolvido em grande luz e cingido com louvor[35].

Verdadeiramente é assim; pois a medida em que Cristo desce para à Terra, uma canção harmoniosa, rítmica e vibratória, uma hosana é cantada pelas hostes celestiais enchendo a atmosfera da Terra e atuando sobre todos, como um impulso em direção à aspiração espiritual. Durante dezembro, janeiro, fevereiro e março, os tons do filantrópico Sagitário, nota-chave Fá Maior, regido pelo otimista e benevolente Planeta Júpiter, cuja palavra-chave é idealismo, e o quieto e metódico Capricórnio, nota-chave Sol Maior, regido pelo conservador e perseverante Saturno, cuja palavra-chave é obstrução, com suas sistemáticas atividades construtivas, preparam a Terra para receber o raio do amor de Cristo e nutri-la, até que esteja preparada para a liberação, até o centro da Terra e, então, começa sua viagem para fora, em direção a periferia da Terra, alcançando-a na época do Equinócio de Março.

Quando os dias são curtos e as noites longas, na Noite Santa[36], o raio do Espírito de Cristo alcança o centro da Terra. Aqui Ele permanece por três dias e três noites liberando de Si mesmo a germinante força do Espírito Santo que, lentamente, vai permear a Terra e frutificá-la para o próximo ano. Sem esse poder vitalizante e energizante liberado pelo Cristo, a Terra permaneceria fria, estéril e sombria; todos os seres viventes pereceriam e todo progresso ordenado seria frustrado, no que se refere ao nosso atual esquema de desenvolvimento. Portanto, seria mais apropriado que na época Santa do Natal emanássemos nosso sincero reconhecimento e adoração, juntando-nos às hostes celestiais, entoando canções de louvor sintonizadas à música celestial, dada a nós pelo grande músico e mestre Felix Mendelssohn[37]:

Ouçam! Os Anjos mensageiros cantam;

Glória ao recém-nascido Rei;

Paz na Terra e suave misericórdia,

Deus e pecadores reconciliados;

Alegre, que todas as nações se elevam,

Junta-te ao triunfo dos céus; com a hoste angelical proclamar, Cristo nasce em Belém.[38]

As ondas de vida Hierárquicas e os Signos zodiacais não são os únicos auxiliares da humanidade para ajudá-la em sua evolução. Os Sete Espíritos ante o Trono: Marte, Mercúrio, Vênus, Terra, Saturno, Júpiter e Urano prestaram e estão prestando um grande serviço à humanidade e, no momento, em contato muito íntimo com a humanidade. Cada um desses Planetas têm uma nota-chave própria, e é através do poder vibratório delas que os Planetas são capazes de prestar auxílio. Quando o Espírito inicia os preparativos para o renascimento, ele constrói o arquétipo criativo de sua forma física no Segundo Céu, a Região do Pensamento Concreto do Mundo do Pensamento, com a assistência dos Sete Espíritos ante o Trono. Esse arquétipo é um modelo ou um molde sonoro, vibrante, uma cavidade oca posta em ação pelo Espírito, com uma certa força que é proporcional ao tempo a ser vivido na Terra.

Até que o arquétipo cesse de vibrar, a forma correspondente, construída dos elementos químicos da Terra, continuará a existir. A Região do Pensamento Concreto é o reino do som, onde a Harmonia das Esferas, uma música verdadeiramente celestial, impregna tudo que lá existe, assim como a atmosfera da Terra circunda e envolve tudo aqui. Podemos dizer que todas as coisas nessa região estão envolvidas e permeadas por música – vivem e crescem por meio da música. Tudo isto demonstra, claramente, que nossa música terrena não aconteceu por acaso, mas foi estabelecida sobre bases encontradas nos Mundos espirituais mais elevados, cuja origem está na palavra falada de Deus, o Criador do nosso Sistema Solar.

Capítulo IX – O Arquétipo e o Corpo Denso

Observemos que as notas da escala musical são: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si[39], que formam um intervalo de sete tons, a base da Harmonia das Sete Esferas. As vibrações de Urano e Netuno só atuaram no progresso material do ser humano muito depois da época de Pitágoras, quando começou a sentir suas vibrações. Os tons desses dois Planetas, acrescentados aos sete, perfazem nove, o número da humanidade.

Os sete tons maiores da escala, quando tocados corretamente, possuem dentro de si os poderes criativos e construtores de Deus. A manifestação dos tons menores é subjetiva ou assimilativa por natureza, portanto, não criativa. O lar dos cinco tons menores é o Terceiro Céu (Região do Pensamento Abstrato).

Quando o Espírito abandona o Corpo Denso (físico) no momento da morte, ele passa pelo Mundo do Desejo, Mundo do Pensamento Concreto (Segundo Céu) e Mundo do Pensamento Abstrato (Terceiro Céu), onde permanece algum tempo antes de voltar a renascer na Terra. Quando chega o momento do renascimento, ele deixa o Mundo do Pensamento Abstrato e penetra no Mundo do Pensamento Concreto. Ali, a Música das Esferas põe, imediatamente, o Átomo-semente do Corpo Denso em vibração, e um desses sete Planetas vibra, em particular harmonia com o Átomo-semente do Corpo Denso do Espírito. Cada tom planetário é modificado para se adaptar ao tom básico desse Planeta, em harmonia com o denso Átomo-semente do Corpo físico do Espírito, tornando-se, assim, o Regente planetário dessa próxima vida terrena do Espírito.

Quando os tons dos vários Planetas se chocam com o Átomo-semente do Corpo Denso, cada um deles ajuda a construir o arquétipo do Espírito, e mais tarde, as linhas de força vibratórias formadas no arquétipo, atraem e ordenam adequadamente os átomos densos do Corpo físico. Assim, tanto o arquétipo quanto o Corpo Denso expressam, de forma acurada, a Harmonia das Esferas exatamente como foi tocada durante o período da construção arquetípica. O período de tempo transcorrido desde o momento em que o Espírito deixa o Terceiro Céu (Região do Pensamento Abstrato do Mundo do Pensamento), até que penetre no Corpo de sua futura mãe, é muito mais longo do que o período de gestação (9 meses) e varia de acordo com a complexidade da estrutura necessária pelo Espírito que procura renascer.

Nem o processo da construção do arquétipo é contínuo; pois sob certos Aspectos (Quadraturas, Oposições, Trígonos, Sextis, Conjunções e Paralelos), os Astros podem produzir notas às quais os poderes vibratórios do Átomo-semente podem não responder; e, mais uma vez, o Espírito simplesmente sussurra tons que já aprendeu e, assim empenhado, aguarda um novo tom que possa utilizar para construir melhor o organismo pelo qual deseja se expressar. Também é necessário tempo para atrair o material que se precisa nas várias regiões do Mundo do Desejo (7 Regiões), para construir um novo Corpo de Desejos, onde o arquétipo controla a quantidade do material e o Átomo-semente do Corpo de Desejos controla a sua qualidade.

Na Região Etérica do Mundo físico, esse material precisa ser atraído para um novo Corpo Vital, mas fica a cargo do Anjos do Destino e seus agentes a separação de uma parte desse material para formar a matriz etérica para o Corpo Denso, que será construído mais tarde. Lembremo-nos de que estamos agora trabalhando sob influência dos sete tons no meio do teclado do piano, que é a oitava do meio, havendo três oitavas de cada lado dela. As lições pertencentes às três oitavas abaixo devem ser, por nós, completadas. As lições pertencentes à oitava do meio são as que estamos aprendendo. Note que as lições pertencentes aos tons da oitava mais inferior no teclado do piano – Período de Saturno – estavam empenhadas na construção do Corpo Denso e no despertar dos poderes negativos do Espírito Divino. As lições pertencentes à segunda oitava do teclado do piano – Período Solar – estavam correlacionadas aos tons produzidos por essa oitava e estavam empenhadas na construção do Corpo Vital (Virgem, nota-chave Dó natural), e no despertar dos poderes negativos do Espírito de Vida, a onda de vida de Câncer, nota-chave Sol sustenido Maior (musicalmente Lá bemol). As lições, pertencentes aos tons da terceira oitava no teclado do piano – Período Lunar – estavam correlacionadas aos tons produzidos por essa oitava. Elas dizem respeito à construção do Corpo de Desejos (Libra, nota-chave Ré Maior) e ao despertar dos poderes negativos do Espírito Humano (Gêmeos, nota-chave Fá sustenido Maior (F sharp Major ou F# Maior)). As lições pertencentes aos tons da quarta ou oitava do meio – Período Terrestre – se relacionam com a construção do veículo Mente e com o seu desenvolvimento; o mais importante desses tons para a humanidade atual é Fá Maior, a nota-chave dos Senhores da Mente, os Sagitarianos.

O ser humano tendo adquirido seus Corpos: Denso, Vital, de Desejos e o veículo Mente, precisa aprender a cuidar deles e mantê-los em condições saudáveis durante o Período Terrestre, o que depende quase inteiramente do estado da Mente. Em geral, a Mente forma uma perfeita conexão entre o Espírito e seus quatro veículos, mas é possível que essa conexão se torne falha ou mesmo completamente rompida, e então, sérios transtornos mentais poderão advir. As doenças mentais podem ocorrer na união da Mente descontrolada com o Corpo de Desejos, ou pelo prolongado som violento de uma ou de todas as vibrações astrais, sejam da Lua, de Mercúrio, Urano ou Netuno. Usadas dessa maneira, elas têm o poder de destruir não só a própria Mente, mas também o Corpo Denso, Vital e de Desejos, enquanto que vibrações de baixa intensidade, suaves e rítmicas desses Astros suavizam e curam.

Capítulo X – O Poder Curador da Música

A vibração é vida manifestada, e é a origem de todas as coisas criadas que existem ou sempre existiram. A inércia, seu oposto, resulta em separação, desintegração e deterioração. Música e cor, ambas, são o produto de certos graus do poder vibratório. Os graus vibratórios harmoniosos são saudáveis, criadores e construtivos; os discordantes são destrutivos, fazem perder a integridade e são susceptíveis à dissolução. O som é a origem da cor e tão somente um som claro e melodioso pode produzir uma cor bela, atraente e inspiradora.

O espectro solar reflete sete cores distintas: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Existem sete tons produzidos no teclado do piano pelas teclas brancas de uma oitava. Dó corresponde ao vermelho, Ré ao laranja, Mi ao amarelo, Fá ao verde, Sol ao azul, Lá ao índigo e Si ao violeta. Quando uma oitava musical termina, outra começa e progride exatamente com duas vezes mais vibrações que as usadas na primeira oitava, e as mesmas notas são repetidas em uma escala mais delicada. É o mesmo que ocorre com o olho normal: quando essa escala é completada na cor violeta, outra oitava mais delicada de cores, invisíveis, com duas vezes mais vibrações, terá início e progredirá de acordo com a mesma lei. Áries tem a regência geral da cabeça e dos vários órgãos dentro da cabeça e sobre os olhos; mas o nariz está sob a regência de Escorpião. Assim, uma doença de algum desses órgãos, exceto o nariz, será beneficiada pela música tocada suavemente na escala de: Ré bemol Maior (D flat Major, Db ou Reb Maior). Algumas das doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Áries são: a dor de cabeça, a nevralgia, o coma e as condições de transe, as doenças do cérebro e hemorragias cerebrais. O tratamento para combater essas doenças é a música tocada suavemente na tonalidade de: Lá bemol Maior (A flat Major ou Ab ou Lab Maior). Touro rege o pescoço, a garganta, o palato, a laringe, as tonsilas, a mandíbula inferior, os ouvidos, a região occipital do cérebro, o cerebelo, a vértebra atlas[40], as vértebras cervicais, as artérias carótidas, as veias jugulares e os vasos sanguíneos menores. A música tocada suavemente na tonalidade de Mi bemol Maior (E flat Major ou Eb ou Eb Maior) é de grande benefício quando um desses órgãos começa a mostrar sinais de doença. Algumas das doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Touro são: o bócio, a difteria, a crupe e a apoplexia. Como cada Signo sempre reage sobre o Signo oposto, as aflições em Touro também podem produzir as doenças venéreas, a constipação ou menstruação irregular. Gêmeos rege os braços e as mãos, os ombros, os pulmões, a glândula timo e a caixa torácica superior. Qualquer doença em uma dessas partes pode ser tratada por música tocada suavemente na tonalidade de Fá sustenido Maior (F sharp Major ou F# ou F# Maior). Algumas das doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Gêmeos são: a pneumonia, as doenças pulmonares, a pleurisia, o bronquite, a asma e a inflamação do pericárdio. Música tocada suavemente na nota-chave de Fá sustenido Maior (F sharp Major ou F# ou F# Maior) é benéfica para neutralizar a atividade dessas doenças. Câncer rege o esôfago, o estômago, o diafragma, o pâncreas, as mamas, os vasos lácteos, os lóbulos superiores do fígado e o ducto torácico. Algumas das doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Câncer são a indigestão, o gás no estomago, a tosse, os soluços, a hidropisia, a melancolia, a hipocondria, a histeria, os cálculos biliares e a icterícia. Doenças mencionadas sob a regência de Câncer são neutralizadas por música tocada suavemente em Sol sustenido (musicalmente: Lá bemol) Maior[41]. Leão rege o coração, a região dorsal da coluna vertebral, a medula espinhal e a aorta. Algumas das doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Leão são: a regurgitação, a palpitação, os desmaios, o aneurisma, a meningite espinhal, a curvatura da coluna vertebral, a arteriosclerose, a angina do peito, a hiperemia, a anemia e a hidremia. Música tocada suavemente na nota-chave de Lá sustenido (musicalmente Si bemol) Maior[42] traz alívio para quem sofre dessas doenças. Virgem rege a região abdominal, os intestinos grosso e delgado, os lobos inferiores do fígado e o baço. Algumas das doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Virgem produzem: a peritonite, a tênia e desnutrição, a interferência na absorção do quilo, a febre tifoide, a cólera e o apendicite. A melhor música tocada para aliviar qualquer uma das aflições mencionadas é a de Dó natural[43] suavemente executada. Libra rege os rins, as suprarrenais e a região lombar da espinha, o sistema vasomotor e a pele. Algumas das doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Libra são: a poliúria ou supressão da urina, a inflamação dos ureteres, que conectam os rins com a bexiga, a doença de Bright[44], o lumbago, a eczema e outras doenças de pele. A música para o tratamento dessas doenças deve ser tocada suavemente na tonalidade de Ré Maior[45]. Escorpião rege: a bexiga, a uretra, os órgãos genitais em geral, também o reto e o cólon descendente, a flexura sigmoide, a próstata e os ossos nasais. Algumas das doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Escorpião são: o catarro nasal, as adenoides, o pólipo, as doenças do útero e dos ovários, as várias doenças venéreas, o estrangulamento e alargamento da glândula da próstata, as irregularidades da menstruação, a leucorreia, a hérnia, os cálculos renais e a litíase. A nota-chave de Escorpião é Mi Maior[46]. Música tocada suavemente nesse tom dissipa as doenças de Escorpião. Sagitário rege: os quadris e as coxas, o fêmur, o íleo, as regiões do cóccix e sacral da coluna vertebral, as artérias e veias ilíacas e os nervos ciáticos. Música tocada suavemente na tonalidade de Fá Maior[47] é o melhor tratamento quando alguma dessas partes do corpo sofrem das doenças próprias dessas partes. Capricórnio rege: a pele, os joelhos e tem também uma ação reflexa sobre o estômago, que é governado pelo Signo oposto, Câncer. Música tocada suavemente na tonalidade de Sol Maior[48] é melhor para curar as doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Capricórnio, que são: o eczema e outras doenças de pele, a erisipela, a hanseníase e os distúrbios digestivos. Aquário rege: os tornozelos, os membros desde os joelhos até os tornozelos, e tem uma ação reflexa em seu Signo oposto, Leão; daí aflições em Aquário produzirem as varizes, provocar a entorse de tornozelo, as irregularidades da ação do coração e a hidropisia. A nota-chave de Aquário é Lá Maior[49]. Música tocada suavemente nesse tom é melhor para curar as doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Aquário. Peixes governa os pés e os dedos dos pés. Também exerce efeito reflexo sobre região abdominal governada pelo Signo oposto Virgem; portanto, as aflições neste Signo indicam os problemas e as deformações dos pés, as doenças intestinais e a hidropisia; também desejo por bebida e drogas que podem levar ao delirium-tremens. Música tocada suavemente na tonalidade de Si Maior[50] é melhor para as doenças atribuídas às partes do Corpo regidas por Peixes.

Capítulo XI – Os Auxiliares Invisíveis e a Cura

O Serviço de cura espiritual da Fraternidade Rosacruz é realizado pelos Probacionistas que trabalham à noite, enquanto estão fora de seus Corpos Densos que ficam adormecidos. Eles são chamados de Auxiliares Invisíveis porque não podem ser vistos pela visão física. Seu trabalho de cura depende dos seguintes fatores principais: o tom do Corpo Vital do paciente e do Probacionista Auxiliar Invisível curador devem estar em perfeita harmonia (isso está sob os cuidados dos Irmãos Maiores).

O Probacionista Auxiliar Invisível, em sua consciência de vigília, deve ter decidido se tornar um Auxiliar para a cura no plano invisível. Esses Auxiliares Invisíveis devem ser Probacionistas, porque ao estarem nesse degrau eles começam a vibrar em uníssono com os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz e, a cada manhã, quando realizam seu exercício matinal de Concentração, eles fortalecem essa vibração.

Os Auxiliares Invisíveis são de valor inestimável pela seguinte razão: o Corpo Vital do paciente, sobre o qual os Auxiliares Invisíveis trabalham, tem um tom particular (que é determinado pelo Signo Ascendente), e os Auxiliares Invisíveis são selecionados pelos Irmãos Maiores e enviados para trabalhar nos pacientes cujo grau de vibração, ou tom do Corpo Vital, esteja em perfeita harmonia com o do Auxiliar Invisível. Essa é a chave para o sucesso do trabalho efetuado pelos Auxiliares Invisíveis.

O Probacionista Auxiliar Invisível, em sua consciência de vigília, conformou sua Mente para estar disposto a ser um trabalhador no plano invisível, e estando sintonizado com a vibração dos Irmãos Maiores, estes supervisionam o seu trabalho. Essa é a razão pela qual um (a) enfermeiro (a) Probacionista, em nosso estabelecimento para o tratamento de pessoas que estão convalescendo ou estão doentes (ou enfermo), é de valor inestimável, pois esse (a) enfermeiro (a) está sintonizada tanto com a nota-chave do Corpo Vital do paciente, como com a vibração (o tom) dos Irmãos Maiores, que são os mentores de todo o trabalho espiritual realizado aqui.

Como ninguém nunca se torna um Auxiliar Invisível até que conforme a sua Mente para se tornar um, e uma vez que o desenvolvimento da Mente é o principal trabalho do Período Terrestre, é absolutamente necessário considerarmos como esse desenvolvimento mental é alcançado. Nenhum desenvolvimento espiritual pode ser alcançado sem a ajuda da Mente, pois a Mente é o elo entre o Espírito e seus veículos inferiores. Os poderes do Espírito são desenvolvidos pela essência da alma, pábulo, alimento extraído do Tríplice Corpo; a Mente é o único meio de transmitir essa essência alimentar para o Espírito.

Quanto mais desenvolvida for a Mente, mais eficiente ela se tornará como condutora do pábulo dos três veículos – Corpo Denso, Vital e de Desejos – para o Espírito. No Período Terrestre, os Senhores da Mente irradiaram de si mesmos para dentro dos seres humanos, o germe da Mente. A nota-chave dos Senhores da Mente (Sagitarianos) é Fá Maior. Sua escala tem um bemol, a saber, Si bemol. Qualquer música escrita no tom de um bemol tenderá a influenciar e a desenvolver os poderes mentais da humanidade. Exemplos: America; Work, for the Night is Coming[51]; Where He Leads Me I Will Follow[52].

Os acordes de Fá Maior são:

O Espírito está inteiramente no Mundo Físico enquanto vive sua vida terrena, exceto quando o Corpo está adormecido ou inconsciente por qualquer causa. Durante as horas de vigília, o Espírito está habitando e contatando conscientemente o Mundo exterior por meio do poder da Mente. Quanto mais desenvolvida for a Mente, melhor o Espírito será capaz de contatar o Mundo exterior. No momento atual, a Mente é uma nuvem disforme, que penetra e circunda a cabeça.

A Mente ainda não desenvolveu nenhum órgão. Age como um espelho que reflete o Mundo exterior e capacita o Espírito a transmitir seus comandos por meio de pensamentos e palavras, e compelir à ação. O Espírito gera o pensamento e injeta-o na Mente, a Mente passa-o para os centros cerebrais e estes transmutam-no em incentivos à ação. Entretanto, atualmente, a Mente não está focada de um modo a ser capaz de dar uma clara e verdadeira imagem daquilo que o Espírito imagina. Não está concentrada em um ponto, excluindo todo o resto. Consequência: produz imagens distorcidas e nebulosas.

Daí a necessidade de experiências para mostrar as imperfeições de uma primeira concepção, e em seguida, efetuar novas concepções e ideias, até que a imagem produzida pelo Espírito na substância mental, seja reproduzida na substância física. Na melhor das hipóteses, somos capazes de moldar por meio da Mente apenas aquelas imagens relacionadas à forma, porque a Mente só começou a atuar no Período Terrestre e, portanto, está agora em sua forma ou estágio mineral, daí; portanto estamos limitados às formas minerais em nossas ações.

Podemos imaginar maneiras e meios de trabalhar com as formas minerais dos três reinos inferiores, mas pouco ou nada podemos fazer com Corpos vivos. É certo que enxertamos galhos vivos em árvores vivas, partes vivas de animais ou seres humanos em outras partes vivas, mas não é com a vida que estamos trabalhando; é somente com a forma. Na verdade, estamos fazendo condições diferentes, mas a vida, que já habitou a forma, faz as conexões permanentes e não é o ser humano que faz.

Todas as formas criadas pelo ser humano são inanimadas e, continuarão a ser assim até que a Mente se torne viva – isto é, até que alcance um estágio semelhante ao da planta em seu desenvolvimento. Três das Glândulas Endócrinas estão intimamente ligadas à Mente do ser humano. As sete Glândulas Endócrinas, mencionadas por Max Heindel como as sete rosas na cruz do Corpo Vital, são centros espirituais correlacionados com Netuno, Urano, Mercúrio, Vênus, Sol e Júpiter. Netuno é o regente da Glândula Pineal[53], Urano da Pituitária[54], Mercúrio da Tiroide, Vênus do Timo, Sol do Baço e Júpiter das duas Suprarrenais.

A nota-chave de cada um desses Astros, ao tocar continuamente seu tom, aos poucos está despertando o centro espiritual correspondente à Glândula com o qual está relacionado. Quando o centro espiritual em cada uma dessas Glândulas se tornar desperto e em atividade dinâmica, as sete Glândulas endócrinas conectarão o Espírito ao plano invisível com o qual cada Astro está correlacionado.

O tom de Júpiter, regente das duas suprarrenais, despertará e desenvolverá gradualmente os poderes espirituais em potencial dessas duas Glândulas e, assim, ajudará o ser humano a aprender a lição pertencente à Região Química do Mundo Físico.

O tom do Sol, regente do baço, despertará e desenvolverá gradualmente os poderes espirituais em potencial dessa Glândula e, assim, ajudará o ser humano a aprender as lições pertinentes à Região Etérica do Mundo Físico.

O tom de Vênus, regente da Glândula timo, despertará e desenvolverá gradualmente os poderes espirituais em potencial dessa Glândula e ajudará o ser humano a aprender as lições pertinentes ao Mundo do Desejo. O tom de Mercúrio, regente da Glândula tiroide, despertará e desenvolverá gradualmente os poderes espirituais em potencial dessa Glândula e, assim, ajudará o ser humano a aprender as lições pertinentes ao Mundo do Pensamento.

O tom de Urano, regente do Corpo Pituitário, despertará e desenvolverá gradualmente os poderes espirituais em potencial dessa Glândula e, assim, ajudará o ser humano a aprender as lições pertinentes ao Mundo do Espírito de Vida.

O tom de Netuno, regente da Glândula Pineal, despertará e desenvolverá gradualmente os poderes espirituais em potencial dessa Glândula e, assim, ajudará o ser humano a aprender as lições pertinentes ao Mundo do Espírito Divino.

Capítulo XII – A Música como um Poder Construtor

No progresso evolutivo da humanidade existem, atualmente, quatro classes distintas de pessoas, a saber: os fracassados, que são aqueles que definitivamente fracassaram no esquema atual e terão que voltar ao início (em outro Período de Saturno) e começar tudo novamente; os atrasados, que se trabalharem com afinco o suficiente, terão a oportunidade de alcançar nosso atual esquema de evolução e prosseguir nele; as massas, que estão lentamente aprendendo suas lições e, sem dúvida, serão bem sucedidas; e os pioneiros, aqueles que avançaram e, consequentemente, são a vanguarda da evolução.

Os seres do último grupo estão se tornando instrutores e líderes da humanidade. Os principais, entre eles, são os Irmãos Leigos, os Adeptos e os Irmãos Maiores que compõem os membros das sete Escolas de Mistérios Menores e as cinco de Mistérios Maiores que hoje existem na Terra. No passado longínquo, as principais lições do ser humano estavam relacionadas à construção do Corpo, incluindo os Corpos Denso, Vital e de Desejos, e enquanto realizava esse trabalho, ele era dirigido e ajudado pelas onze Hierarquias Criadoras das ondas de vida que precederam as suas próprias, e pelas mais avançadas pertencentes a ela também.

Do Período de Saturno até a Época Lemúrica do Período Terrestre o ser humano era hermafrodita e capaz de produzir Corpos por meio do duplo poder de sua própria força criadora, isto é, seu poder de atividade germinadora. Ele era insensato e, portanto, fazia seu trabalho de forma automática, estando o Espírito inteiramente fora de seus veículos. Um registro de todo o trabalho feito era fielmente impresso nos Átomos-semente de seus três veículos: Corpos Denso, Vital e de Desejos, que ele então possuía.

Haviam somente três Átomos-semente, um para cada um de seus três veículos, até que lhe foi dado o germe da Mente, o que resultou em quatro veículos e quatro Átomos-semente. Todos os Corpos são construídos por meio do poder incorporado dentro de seu próprio Átomo-semente, que é uma partícula minúscula, invisível e sonora da substância do Espírito, e é propriedade exclusiva daquele a quem foi dada.

Quando os membros da nossa onda de vida progrediram o suficiente para estarem prontos para o próximo passo na evolução, houve uma separação dos poderes positivos e negativos da força da atividade germinadora em cada um deles, sendo que metade dessa força foi dirigida para cima, para construir um cérebro e uma laringe, e o ser humano, então, cessou de ter o poder de produzir novos corpos sem o auxílio de outro ser humano. Na metade da onda de vida, a força vital positiva foi dirigida para cima e, na outra metade, a força negativa foi canalizada para cima. Aqueles em que a força positiva foi dirigida para cima foram chamadas fêmeas, e aqueles em que a força negativa foi voltada para cima, foram denominados machos.

Como resultado, a mulher é positiva no plano mental (Região Concreta do Mundo do Pensamento), e o homem é negativo; enquanto a mulher é negativa no plano físico, o homem é positivo. Uma das razões para construção de um cérebro e de uma laringe era que a humanidade estava prestes a receber o germe da Mente e precisava de um veículo físico com o qual pudesse conectá-lo com o Mundo Físico, pois, o Espírito ainda não havia sido capaz de contatá-lo, exceto em uma consciência de sono com sonhos.

Outra razão foi que a força geradora também tinha que ser elevada à cabeça e os atuais órgãos da geração iam se atrofiar e, gradualmente, se tornarem extintos. O Espírito, então, reproduziria o seu veículo denso através do poder do pensamento e da palavra falada, usando o cérebro e a laringe como seus instrumentos. O Espírito, guiado e dirigido pelos Anjos, construiu o cérebro e a laringe pelo poder do amor. A nota-chave da humanidade é Si Maior (5 sustenidos).

A nota-chave dos Anjos é Lá Maior (3 sustenidos), e a nota-chave dos Senhores da Mente (Sagitário), que irradiaram o germe da Mente de si próprios para dentro de nós, é Fá Maior (1 bemol). Portanto, estas notas-chave, seus acordes e qualquer música escrita na escala pertencente à nota-chave de Fá Maior, Si Maior e Lá Maior ajudarão o desenvolvimento dos poderes da Mente e do cérebro, de maneira que possam expressar as coisas que o Espírito deseja objetivar no Mundo Físico.

Os Senhores da Mente (Sagitário), nota-chave Fá Maior (1 bemol), os acordes e a canção, Nearer, my God, to Thee[55]:

A onda de vida Angélica, nota-chave Lá Maior (3 sustenidos), os acordes e canção, The Home Over There[56]:

A nota-chave da humanidade é Si Maior (5 sustenidos), e os acordes e canção, Star-Spangled Banner[57]:

 

Músicas escrita no tom de Si Maior (5 sustenidos) é difícil de ser encontrada.

Exemplos de música escrita em Lá Maior (3 sustenidos), nota-chave da onda de vida Angélica) são: Will There Be Any Stars in My Crown?[58], O Think of a Home Over There[59] e O Come All Ye Faithful[60]. Era intenção das Hierarquias Criadoras que quando o cérebro do ser humano estivesse completo, os Senhores de Mercúrio, Irmãos Maiores de nossa atual humanidade que sobressaíram em inteligência, deveriam ensinar a humanidade a usar o cérebro como um veículo da Mente; mas esse plano foi frustrado pelos Espíritos Lucíferos, que eram os atrasados da onda de vida Angélica.

Esses seres de Marte obtiveram acesso ao cérebro do ser humano por meio da medula espinhal, na qual eles, por serem etéricos, entraram; e agora regem o hemisfério esquerdo do cérebro. Esta parte da onda de vida Angélica que manteve seu trabalho na evolução no Período Lunar, desenvolveu o poder de raciocínio e o de obter conhecimento sem o uso de um cérebro; mas os atrasados da onda de vida Angélica, tendo se rebelado contra o plano evolucionário de Jeová, não desenvolveram esse poder.

No Período Terrestre, as condições haviam mudado; para desenvolver o poder da razão e obter conhecimento, era necessário um cérebro para associar os Lucíferos com as atividades do Mundo Físico, a fim de desenvolver neles esse poder. Assim, após a humanidade desenvolver um cérebro, os Lucíferos entrando no canal espinhal da humanidade e, dessa maneira, ganharam acesso ao seu cérebro (que os associou ao Mundo Físico) e assim, atraíram a atenção do ser humano para seu Corpo Denso, do qual não havia ainda tomado consciência, bem como para o Mundo Físico ao seu redor, onde agora iria ganhar conhecimento para progredir em seu desenvolvimento.

Eles assim procederam para que pudessem se beneficiar, pois, estando ligados ao cérebro do ser humano, estavam capacitados a ganhar o conhecimento que o ser humano adquiriu e, assim, evoluir através dele.

Marte trabalha com as forças solares, e seus raios agem diretamente sobre o terceiro poder da humanidade, a atividade. Esses raios, sendo positivos, desenvolvem uma forte constituição, resistência física, energia, coragem e autoconfiança.

Uma das manifestações da atividade é a germinação – uma força vital – na qual os marcianos instilaram intenso desejo e paixão que, por sua vez, despertaram essas emoções na humanidade. Fizeram isso com um propósito egoísta. Os Espíritos Lucíferos deleitam-se com a intensidade de sentimento e desenvolvem-se por meio dessa vibração. A natureza do desejo ou da emoção não tem importância para eles, mas a intensidade sim. Portanto, eles excitam as paixões humanas de natureza inferior, que são mais intensas em nosso atual estágio de evolução do que nossos sentimentos de regozijo ou amor.

De acordo com o exposto, observamos que os Lucíferos se associaram à humanidade por duas razões principais, a saber: para obterem contato com seu cérebro e assim adquirirem conhecimento através de suas experiências no Mundo Físico, e para poderem induzir forte paixão e assim, fazê-la evoluir pela intensidade do sentimento despertado.

Capítulo XIII – O Cérebro, a Oficina Física do Ser Humano

O cérebro está dividido em três partes principais: o cérebro (grande cérebro superior), o cerebelo (pequeno cérebro central) e a medula oblongata (pequeno cérebro inferior). O cérebro é usado pelo Espírito para expressar a consciência física e pensamento direto. É o instrumento usado pelo Espírito para expressar seus poderes mais elevados no plano físico – a vontade. O cerebelo é a parte do cérebro que o Espírito usa para realizar a coordenação em relação aos movimentos do corpo, ligando as separadas atividades nervosas a uma ação equilibrada e harmoniosa através do poder unificante da coesão.

O cerebelo está correlacionado ao segundo aspecto do ser humano, o poder do amor-sabedoria. A medula oblongata é aquela parte do cérebro usada pelo Espírito para controlar o batimento cardíaco, a contração dos vasos sanguíneos e a respiração. Sem essa atividade cerebral, os processos da vida física não poderiam continuar. A medula oblongata é, portanto, ligada ao terceiro poder do ser humano, sua atividade em manifestação. O cérebro é permeado pela substância do Corpo Vital, do Corpo de Desejos e pela substância do Pensamento Abstrato e Concreto.

É, portanto, a oficina física particular do Espírito com seu material próprio e com todos os seus vários veículos, convenientemente reunidos e prontos para serem usados. Impressões causadas pelo Mundo exterior atingem o Espírito por meio de um ou dos cinco sentidos físicos, por meio do canal do Corpo Vital.

O Espírito, o ser humano real, é o pensador. O processo de pensar é o seguinte: a vontade desperta a imaginação e visualiza uma ideia composta de substância de Pensamento Abstrato, que permeia o cérebro; essa ideia de Pensamento Abstrato é então projetada pelo poder da vontade na lente da Mente, que transfere a ideia para a substância de Pensamento Concreto contida naquela parte do veículo mental do indivíduo, que permeia o cérebro.

Aqui, a ideia é revestida pela substância do Pensamento Concreto e é agora um pensamento-forma. O pensamento-forma, assim criado, é projetado na substância do Mundo do Desejo, que permeia o cérebro. Essa substância do Mundo do Desejo dá ao pensamento-forma poder para agir, o que geralmente resulta em algum tipo de manifestação. No estudo do pensamento e da Mente, lembremo-nos que o pensamento é um poder do Espírito, e o veículo mental ou Mente – composto de substância do Pensamento Concreto – é o veículo que liga o Espírito ao seu cérebro etérico e físico. O veículo mental está harmonizado com Fá Maior ou um Bemol, e sua escala começa com Fá. O Corpo Vital está harmonizado com Dó natural e sua escala começa com Dó.

O Corpo Denso está em sintonia com Lá Sustenido Maior, que tem dois bemóis. Portanto, toda música escrita nesses três tons tem um efeito decisivo sobre a Mente, sobre o cérebro do Corpo Vital e sobre o cérebro do Corpo Físico, e todos estão intimamente conectados com o Espírito e com o desenvolvimento de seus poderes potenciais que são: vontade (poder do Espírito Divino), amor-sabedoria (poder do Espírito de Vida) e atividade de germinação (poder do Espírito Humano). O pensamento está correlacionado com a vontade, o primeiro poder do Espírito. Ele se expressa primeiro como uma ideia, que ainda não adquiriu forma. Depois o segundo poder do Espírito, o amor, atrai substância do Pensamento Concreto para a ideia e, então, temos um pensamento-forma.

Um pensamento-forma pode ser puramente mental, se não for alterado pelo desejo. No entanto, no nosso presente estágio de evolução, poucos pensamentos estão isentos de algum grau de desejo. O Mundo do Pensamento é o reino da música e o lar da onda de vida Sagitariana, os Senhores da Mente; consequentemente, seria completamente impossível produzir um pensamento-forma separado da música. Quando o pensamento-forma está revestido pela substância de desejo, a cor é acrescentada a ele, uma vez que o Mundo do Desejo é o reino da cor. Para resumir a construção do pensamento-forma: o Espírito desperta sua vontade. O poder da vontade produz uma vibração irradiante, musical, que se manifesta como som. O som produz uma ideia.

A ideia toma forma e um pensamento passa a existir. O pensamento-forma é colorido pela substância do desejo. Uma forma flutuante colorida é produzida. Os pensamentos não são silenciosos. Eles falam em uma linguagem inconfundível e transmitem com muito mais precisão do que com as palavras, e permanecem até que a força que seu criador empregou para produzi-los tenha sido gasta. Como eles soam em um tom peculiar à pessoa que os deu o gerou, é comparativamente fácil para o ocultista treinado descobrir sua procedência, buscando a fonte que os originou. Falta espontaneidade aos pensamentos-forma; eles agem mais ou menos como autômatos. Eles se movem e atuam somente em uma direção, de acordo com a vontade do pensador, que é o poder motivador interno. Quem estudou este assunto, sabe quantas pessoas são ativadas pelos pensamentos-forma que pensam ser delas mesmas, mas que, na verdade, se originaram na Mente de outra pessoa.

É dessa maneira que o que chamamos de opinião pública é formada. Pensadores poderosos que possuem determinadas ideias sobre algum assunto em particular, criam e irradiam pensamentos-forma de si próprios, e outros menos positivos ou simpatizantes à ideia expressa naqueles errantes pensamentos-forma, julgam que os pensamentos se originaram dentro deles e os adotam como seus. Assim, gradualmente, um certo sentimento cresce até que o pensamento original iniciado por um único indivíduo pode se tornar não somente aceito, mas também defendido por toda uma comunidade, um estado ou mesmo uma nação. Pensamentos expressos em palavras faladas se tornam muito mais poderosos, particularmente, se pronunciados por um orador vigoroso.

Os Pensamentos-forma diminuem em poder, na proporção da distância percorrida por eles. A distância percorrida e a persistência que os tornam efetivos dependem da força, da exatidão e clareza do pensamento original. De maneira geral, os pensamentos-forma podem ser agrupados em três classes específicas:

  1. Um pensamento-forma pode ter a aparência do pensador. Isso frequentemente acontece. Uma pessoa pode desejar intensamente estar em um determinado lugar e, como resultado, o pensamento adquire forma e viaja para aquele lugar determinado. Muitos clarividentes inexperientes viram tais pensamentos-forma de amigos ou parentes e, não conhecendo a natureza do que viram, ficaram muito perturbados por eles. O clarividente treinado reconhece-os imediatamente.
  2. O pensamento-forma que adquire a forma de algum objeto material. Por exemplo, uma pessoa pode pensar em um livro favorito, e imediatamente aquele livro, quando ela o invoca, aparece em sua aura como o pensamento-forma de um livro; ou pode ser de uma flor predileta, ou até mesmo um amigo. O arquiteto constrói um pensamento-forma da casa que ele deseja construir; o artista constrói um pensamento-forma do quadro que deseja pintar; o escritor constrói um pensamento-forma dos personagens, do cenário, etc., que ele deseja usar em seu livro. Lembremos que é a vontade do indivíduo que origina pensamentos-forma, e esses têm uma certa quantidade de vontade incorporada neles. Frequentemente, depois que são criados, eles procuram se manter dentro da consciência do pensador, a ponto de se tornarem, muitas vezes, indesejáveis, especialmente se o pensador mudou sua ideia a respeito do assunto que eles representam. A única maneira de nos livrar de tais pensamentos desagradáveis é por meio da indiferença. Se tentarmos lutar contra eles, a força adicional despendida irá mantê-los vivos e irá trazê-los a Mente com mais frequência.

Pensamento-forma construído pela inveja e cobiça

 

  1. Pensamentos que adquirem uma forma totalmente própria expressando sua natureza inerente. Pensamentos-forma de ódio assumem formas ameaçadoras horríveis; a raiva forma figuras pontudas e afiadas; a avareza e a inveja formam massas de substância iguais a ganchos que se projetam como para agarrar o objeto desejado e puxá-lo para si; o amor se manifesta como nuvens rosadas; a devoção como lindos objetos graduando do azul claro até o branco; a oração cria a forma de um funil voltado para cima, para o espaço. Todos esses pensamentos-forma parecem estar cheios de vida e vibram em um grau intensamente elevado. Naturalmente, todos têm cor e som.

 

Oração e a Resposta ao Alto

Pensamentos-forma dirigidos a um indivíduo produzem um resultado muito interessante. Ou eles encontram entrada na aura do indivíduo, ou ricocheteiam da aura daquela pessoa e retornam ao remetente. Todo pensamento-forma carrega um determinado grau de vibração, e só pode afetar o indivíduo que tenha uma vibração semelhante. Se um pensamento-forma é gerado por um motivo maligno e é enviado a uma determinada pessoa, se não há nenhuma vibração semelhante dentro da aura dessa pessoa, então ela não pode, de maneira alguma, afetar a aruá dela. Consequentemente, ela retorna ao seu criador, ricocheteando com a mesma força com que foi enviado. Todos os impactos externos alcançam o Espírito de um indivíduo através do Corpo Vital, cujos dois Éteres superiores, o Luminoso e Refletor, formam o Corpo-Alma.

É esse veículo que repele todos os maus pensamentos, contanto que esteja suficientemente organizado, pois age como um bumerangue, isto é, reverte para aquele que enviou o pensamento maligno, com o mesmo mal que desejou provocar na pessoa alvejada. Se os frequentadores de certos tipos de salões de dança, de casas de jogos e lugares similares pudessem ver os enxames de pensamentos-forma arremessando-se de um lado para outro, e ouvir os tons barulhentos, sensuais, insinuantes, emitidos por eles, abandonariam tais lugares tão rapidamente como sairiam de um hospital ou de um edifício infectado pela peste bubônica; e esses lugares devem ser evitados, pois essas vibrações pervertidas só servem para instigar o mal e fortalecê-lo.

Capítulo XIV – Desenvolvendo a Eficiência da Mente e do Cérebro

Infelizmente, na atualidade, nenhum de nós é completamente bom, e não podemos esconder de nós mesmos o fato que, muitas vezes, o bem que deveríamos fazer, não o fazemos, e os atos maus que deveríamos evitar, frequentemente os praticamos. Com muito mais frequência, nossas boas resoluções não são cumpridas, e agimos erradamente porque julgamos mais fácil ou mais agradável fazê-lo assim; tudo isso realça o fato de que, até certo ponto, somos todos ativados pelo “eu inferior”; isso abre caminho para que os maus pensamentos nos atinjam e procure nos influenciar. A principal questão a ser lembrada aqui é que todo ato, seja bom ou mau, é dirigido pelo pensamento.

Portanto, cada indivíduo está auxiliando no trabalho executado pelas forças do bem ou do mal. Consequentemente, cabe a nós mantermos uma vigilância constante sobre nossos pensamentos, pois se eles são íntegros, nossos atos serão sempre dirigidos para o bem. Existem quatro maneiras pelas quais a Mente, dirigida pelo Espírito, usa o cérebro como um veículo de expressão do pensamento:

  1. O pensamento é lançado contra o Corpo de Desejos, para impelir a ação.
  2. O pensamento é impresso no cérebro por meio do sangue, por meio da ação do Éter Refletor.
  3. A memória superconsciente, que é inerente ao Espírito de Vida, é capaz de imprimir-se diretamente sobre o Éter Refletor do Corpo Vital, sem a necessidade de se revestir da substância do desejo.
  4. O Espírito de Vida pode transmitir sua mensagem diretamente ao coração que, no mesmo instante, a conduz para o cérebro por meio do nervo pneumogástrico[61].

O cérebro é construído, praticamente, pelas mesmas substâncias que as outras partes do Corpo, com a adição do fósforo que é uma característica peculiar do cérebro. A proporção e variação que essa substância é encontrada é proporcional ao estado e estágio de inteligência do indivíduo, que supra seu cérebro com essa substância necessária. A maioria das verduras e frutas contém uma certa quantidade de fósforo, que também é encontrado nas uvas, cebolas, sálvia, feijão, cravo da índia, abacaxi e nas folhas e talos da beterraba, da cenoura, da linhaça e nas folhas do nabo. O método para assimilar o fósforo em maior quantidade não é pelo metabolismo químico, mas por um processo alquímico de crescimento da alma.

O fósforo no cérebro é a avenida de ingresso do impulso divino. Literalmente, é o portador da luz, mas não a luz propriamente dita, é aquela luz que vem do Espírito. Consequentemente, à medida que nos tornamos capazes de assimilar aquela substância (fósforo), ficamos plenos de luz e começamos a brilhar internamente. Note, no entanto, que o fósforo é somente um meio físico que capacita a luz espiritual a se expressar utilizando o cérebro físico. A luz, propriamente dita, é o produto do Espírito, e se torna mais intensa com o crescimento da alma, que capacita o cérebro a assimilar uma quantidade crescente de fósforo. O crescimento da alma é conseguido por meio do serviço amoroso e desinteressado para com os outros. A Bíblia declara que, “Pois, quem faz o mal odeia a luz e não vem para a luz <que o revelará>. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras são feitas em Deus <por uma consciência iluminada>” [62].

Em seguida, vamos ver como a Mente, que é o elo entre o Espírito e o cérebro, pode ser aperfeiçoada:

  1. A concentração é um dos grandes auxílios, e por meio desse exercício a Mente se torna focada.
  2. Estudos por meio do pensamento abstrato, tal como: a matemática, o estudo dos Períodos, Globos e Revoluções em relação à Evolução terrestre[63]. Isso liberta a Mente da influência do Corpo de Desejos.
  3. Preservando o estado fluídico da adaptabilidade; em outras palavras, mantendo a Mente aberta para que não se torne cristalizada em uma linha de pensamento, mas possa estar sempre pronta para investigar novas ideias.
  4. Estudo sobre religião, que emancipa a Mente da influência do desejo, pois é de suma importância que tenhamos somente os tipos de pensamentos corretos em nossa Mente. Pensamentos de caráter semelhante serão atraídos para nós pelos pensamentos já existentes em nossa Mente, e se a nossa Mente estiver centrada em coisas espirituais, assim como os semelhantes atraem semelhantes, assim também, nossos pensamentos espirituais crescerão e aumentarão e se tornarão um poder para o bem no mundo.

Pensamentos-forma poderosos, sejam bons ou maus, com muita frequência, se tornam animados por elementais[64] que, por sua natureza, atraem o bem ou o mal para nós, causando um efeito realmente poderoso sobre o nosso bem-estar. Na música, os tons maiores expressam júbilos, alegrias, esperança, satisfação, aspiração, etc.; enquanto os tons menores produzem um lamento de tristeza, um gemido de mágoa, um suspiro de depressão, etc. Naturalmente, os elementais brilhantes e alegres são atraídos pelos bons pensamentos-forma, que são sempre simétricos e vivazes em suas colorações; enquanto os elementais de baixa vibração são atraídos por pensamentos-forma melancólicos, insípidos, repugnantes em forma e sombrios na cor.

Então, eles tocam suas notas-chave individuais no interior da nossa aura, enchendo nossa atmosfera imediata com luminosidade e alegria, ou então, com tristeza, temor, malícia, etc., conforme o caso. Além disso, os elementais desprendem um odor muito particular. Os elementais de escala maior exalam certos perfumes semelhantes àqueles desprendidos pelas flores de cheiro doce. Os de tom menor desprendem um tipo de odor depressivo, debilitante similar àquele do gambá, e alguns deles cheiram quase tão mal quanto corpos em decomposição. Nesses momentos, alguns destes pensamentos-forma são vistos nas auras das pessoas e muitos deles já foram sentidos pelo olfato. Eis um fato que vale a pena saber. Pensamentos-forma são mantidos vivos e fortalecidos pela repetição dos mesmos pensamentos, os quais originalmente os construíram.

Pensamento-forma originado por uma bênção

Se os pensamentos não são repetidos, as formas gradualmente se desintegram e os elementais, que os animam, vão para outro lugar onde estabelecerão morada. Portanto, nós temos isso em nosso poder para nos livrarmos de ambos: tanto dos pensamentos-forma como dos elementais que não desejamos que permaneçam ao nosso redor. O medo, a preocupação, a melancolia, as queixas, as manifestações temperamentais, etc., podem encher tanto uma aura com visões e cheiros desagradáveis, que pode tornar uma pessoa um incômodo público. À luz do que foi dito, é fácil compreender porque a presença de algumas pessoas nos encorajam, enquanto outras causam um efeito desanimador aos que entram em contato com elas.

Não devemos pensar que todos os pensamentos-forma que vibram em tons maiores ou menores são animados por elementais, mas alguns deles certamente são e quando um elemental anima um pensamento-forma, se sua própria vibração for maravilhosa, alegre e vibrante, o pensamento-forma vibra em um tom maior. No entanto, se sua vibração for sombria, melancólica, morosa, triste, deprimida, é atraída para pensamentos-forma que vibram em um tom menor. Tudo isso está em harmonia com a lei cósmica de que semelhante atrai semelhante. Assim, é evidente que todo indivíduo tem dentro de si uma galeria de imagens e um instrumento musical muito complexo. Na verdade, ele leva consigo duas distintas galerias de imagens: uma no Átomo-semente do seu Corpo Denso e a outra em sua aura.

A primeira galeria mencionada ele é capaz de esconder dentro de si próprio, mas a segunda está à vista de todos os clarividentes que são capazes de ver as auras e os pensamentos-forma. A qualidade do instrumento musical do ser humano depende do seu estágio de desenvolvimento. Os elementais, como vimos, respondem a um único tom, seja maior ou menor. O ser humano, por outro lado, se tornou capaz de responder a sete tons distintos, representados pelos sete tons da escala musical, ou seja, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, e muitas de suas variações, tanto na escala maior, quanto na menor. Sabemos que a aura é composta dos veículos Vital, de Desejos e Mental. Cada aura tem uma cor básica.

Max Heindel afirma que a cor básica do americano (raça branca) é laranja. A cor, no entanto, varia continuamente de acordo com o estado emocional do ser humano. Por exemplo, tomemos um indivíduo belicoso que está tentando incitar uma greve em uma indústria. Naturalmente, ele está muito excitado, e embora a cor básica de sua aura seja laranja escura, essa cor, naquele momento, irá ser substituída por uma tonalidade escarlate brilhante. O contorno de seu Corpo de Desejos será como o corpo de um porco espinho, com seus espinhos saindo em todas as direções, prontos para atacar. Pensamentos de medo e preocupação dão à aura uma cor cinzenta, semelhante ao aço. Aqueles que possuem tais auras são chamados de homens ou mulheres de aço.

Eles têm medo de milhares de coisas que nunca acontecem, cristalizando uma armadura ao seu redor que parece protegê-los de interferências externas, mas que, na realidade, encerram os próprios pensamentos-forma perturbadores dentro de sua própria aura e lá são alimentados e avivados por cada pensamento semelhante gerado por eles. Tais auras estão afinadas em um tom menor, que soa como uma canção triste que pode ser sentida pelas pessoas sensitivas e, frequentemente, leva algum tempo para que elas se livrem do sentimento de depressão que isso gera. Essa barreira áurica saturnina é tão forte que é preciso um choque violento para rompê-la; às vezes, é até necessário retirar tais pessoas de seu antigo ambiente e colocá-las em outros lugares totalmente diferentes.

Pensamento-forma originado pelo medo

Elas parecem estar dentro de uma concha, por assim dizer, e suas conchas saturninas precisam ser quebradas para podermos ter acesso a essas pessoas e tirá-las de seu estado deplorável. Muitas vezes, um susto repentino pode formar essa concha instantaneamente, como frequentemente acontece durante batalhas terríveis. Então, a vítima entra em estado de choque, o que na verdade é, na maioria dos casos, o repentino medo sofrido pela vítima ofendem certos nervos, resultando em uma ausência do poder de coordenação, necessário para pensar claramente, deixando a pobre vítima tão incapaz de se ajudar, como seria incapaz de fugir se estivesse trancada em uma cela de prisão.

Há ocasiões em que outro forte choque pode quebrar a concha e restabelecer a ordem e o ritmo harmonioso no desordenado sistema nervoso. Mais uma vez, o tempo sabe fazer o ajuste necessário. Toda vez que pensamentos de preocupação e medo são aceitos, eles diminuem a vibração de todos os veículos do indivíduo, o que tende a congelar as correntes do Corpo de Desejos e a construir uma concha azul de aço, na qual a pessoa que, habitualmente, alimenta o medo e a preocupação, algum dia se encontrará isolada do amor, da compaixão e da ajuda de todo o mundo. Portanto, devemos nos esforçar para sermos bem-dispostos, mesmo sob circunstâncias adversas, caso contrário, estaremos na séria condição descrita acima.

Podemos observar, pelo que foi dito, que existem diferentes graus nos quais esse envoltório da concha pode ser cristalizado e o correspondente alívio pode ser dado; mas a única segurança positiva reside em jamais permitir que isso se inicie. O efeito do medo e da preocupação sobre o Corpo de Desejos é diferente de todas as outras emoções. Geralmente, a emoção tende a excitar o Corpo de Desejos e a formar suas correntes em algum padrão específico, que persistem até que essa emoção cesse. O efeito da preocupação no Corpo de Desejos pode ser comparado à água que está prestes a se congelar sob uma temperatura em declínio. O medo pode ser comparado a essa mesma água quando congelou, pois, as correntes do Corpo de Desejos estão quase imóveis e é praticamente impossível despertar qualquer outra atividade emocional nelas.

Não há nada mais eficaz quanto uma música alegre para elevar a vibração das vítimas que estão com medo e preocupadas, pois é necessária uma vibração acelerada para dissolver a concha de aço, construída por elas mesmas. Nenhum indivíduo consegue permanecer melancólico por muito tempo, se seu ser estiver inundado por música inspiradora. Outro tipo de pensamentos-forma assustadores de se ver são os criados pela raiva, ódio, ira, fúria, cólera, etc. Esses pensamentos-forma produzem correntes vermelhas sinuosas no Corpo de Desejos, cheias de objetos pontiagudos, semelhantes a adagas que se contorcem e se retorcem, e finalmente explodem na aura, enchendo-a de formas rodopiantes de uma cor vermelha escura e sombria. A raiva desperta a vibração do Corpo de Desejos sem que o veículo tenha controle de si mesmo, causando uma ruptura temporária entre o Ego e a Mente de um lado, e o Corpo de Desejos, o Corpo Vital e Corpo Denso, de outro.

Todos os tipos de música marcial são dominados pelo ritmo e tendem a excitar o Corpo de Desejos em atividades erráticas. A música onde a melodia e a harmonia predominam são as adequadas para acalmar o Corpo de Desejos, quando esse está recebendo estímulos nocivos e restitui-lo à normalidade. Maus pensamentos-forma, na aura, têm um movimento centrífugo. Bons pensamentos-forma têm um movimento centrípeto. Tanto os bons como os maus, geralmente, são compostos em tons maiores, exceto os de melancolia, depressão, medo, preocupação, tristeza, etc., que são em tons menores, na sua expressão.

Como os pensamentos-forma de cada indivíduo são compostos de acordo com a sua nota-chave particular, tempo virá em que seremos capazes de descobrir o criador de cada pensamento-forma que contatamos, por meio do próprio tom específico. Na verdade, como afirma a Bíblia, as coisas que nos parecem estar ocultas serão proclamadas, não do alto dos telhados, mas da nossa própria aura individual.

Capítulo XV – Os Veículos do Ser Humano, um Instrumento Musical Composto

O pensamento pertence ao mais alto poder do Espírito, que é a vontade. Portanto, à medida que os poderes potenciais da vontade se desenvolvem, assim também acontece com o poder do pensamento; e tempo virá em que o ser humano, por meio do poder de pensamento e da imaginação, será capaz de criar coisas por meio da palavra falada. Todas as coisas na natureza foram criadas por meio da Palavra de Deus, que se fez carne. O som (a música), ou pensamento falado, será a próxima força da humanidade em manifestação, uma força que fará da humanidade seres humanos criadores como Deus.

No entanto, esse passo para frente não pode ser realizado até que o desenvolvimento do ser humano na escola da vida o tenha preparado para usar esse enorme poder para o bem de todos, independentemente do interesse próprio. Portanto, é extremamente necessário que cada indivíduo aprenda, por si mesmo, como realizar esse desenvolvimento da maneira mais rápida e segura. O ser humano tem conhecimento do método, mas depende especificamente dele se colocará isso em prática ou não. Os poderes potenciais do ser humano, o Espírito, são: a Vontade, que é o poder de fazer, instigar a ação; Amor-Sabedoria, que é, conjuntamente, o poder de atração, coesão e união e Atividade, que é o poder da germinação, criação e desenvolvimento.

Um dos maiores auxiliares do Espírito, no desenvolvimento de seus poderes potenciais para a eficiência dinâmica, é a música, pois manifesta esses mesmos poderes de Deus em um estado aperfeiçoado. Seu poder da vontade está expresso na melodia, seu poder de Amor-Sabedoria está expresso na harmonia e seu poder de Atividade está expresso no ritmo. O poder do Espírito Divino do ser humano está correlacionado com a Vontade, e o desenvolvimento desse poder significa o aprimoramento de sua vontade. O Espírito de Vida do ser humano está correlacionado com o Amor-Sabedoria e o desenvolvimento desse poder significa o aprimoramento de suas potencialidades de Amor-Sabedoria.

O poder do Espírito Humano do ser humano desenvolve sua habilidade para criar. O poder ou a Vontade do Espírito Divino do ser humano está correlacionado com o Corpo Denso, e o poder do Espírito Humano está correlacionado com o Corpo de Desejos. Isso fornece três fontes diretas, das quais o Espírito obtém ajuda no desenvolvimento de seus poderes potenciais. Não há ajuda maior no desenvolvimento dos poderes potenciais do Espírito do que a música, pois ela é composta das três partes, que a correlacionam aos poderes potenciais do Espírito.

A boa música eleva a vibração de cada uma das fontes de desenvolvimento do Espírito, a saber, o Espírito Divino, o Espírito da Vida, o Espírito Humano e o elo da Mente, que conecta o Espírito aos seus Corpos: Denso, Vital e de Desejos. O despertar da vibração dessas sete fontes de poder desenvolve os poderes do Espírito. Porém, a chamada música discordante reduz suas vibrações, e a continuação desse tipo de música resultará na perda de poder e desintegração dos quatro veículos inferiores. Faremos, a seguir, um resumo da causa e de como a música ajuda a desenvolver os poderes potenciais do Espírito: a nota-chave do Espírito Divino é Lá sustenido Maior (musicalmente, Si bemol Maior, escrita na escala com cinco bemóis) e qualquer música escrita nesse tom ajuda a desenvolver o poder do Espírito Divino, despertando-o de um estado comparado à dormência.

Os acordes dessa escala são encontrados no Capítulo VI: Abide with Me[65] e Onward Christian Soldiers[66] são dois hinos bem conhecidos e escritos no tom de Si bemol Maior. A nota-chave do Espírito de Vida é Sol sustenido Maior (musicalmente, Lá bemol Maior (A flat Major ou Ab ou Lab Maior), escrita na escala com quatro bemóis). A música escrita nessa escala ajuda a desenvolver os poderes do Espírito da Vida, despertando-os para a atividade. Os acordes de Sol sustenido Maior (musicalmente, Lá bemol Maior (A flat Major ou Ab ou Lab Maior)) são dadas no Capítulo VI. Já o Corpo Denso ou Físico de cada indivíduo vibra em uníssono com a vibração da onda de vida de Leão. Portanto, a nota-chave do Corpo Denso é Lá sustenido Maior (musicalmente, Si bemol Maior) e toda a música escrita nesse tom ajuda a desenvolver o Corpo Denso do ser humano.

Os principais acordes de Lá sustenido Maior (musicalmente, Si bemol Maior) são encontrados no Capítulo VI. Como foi dito anteriormente, o germe do Corpo Denso foi dado à humanidade pela onda de vida de Leão; e como esse germe carregava a vibração da nota-chave de Lá sustenido Maior (musicalmente, Si bemol Maior) daquela onda de vida, o Corpo Denso ou físico de cada indivíduo vibra em uníssono com a vibração da onda de vida de Leão. Portanto, a nota-chave do Corpo Denso é Lá sustenido Maior (musicalmente, Si bemol Maior) e toda a música escrita nesse tom ajuda a desenvolver o Corpo Denso do ser humano. O germe do Corpo Vital foi dado à humanidade pela onda de vida de Virgem.

Consequentemente, o Corpo Vital vibra com a nota-chave dessa onda de vida que é Dó natural. Toda música cuja nota-chave é Dó natural ajuda a desenvolver os poderes do Corpo Vital. Os acordes de Dó natural são encontrados no Capítulo VI.

O germe do Corpo de Desejos foi uma dádiva da onda de vida de Libra e carrega a vibração de Libra que é sintonizada em Ré maior. Portanto, toda música escrita nesse tom ajuda a desenvolver os poderes do Corpo de Desejos. Os acordes de Ré maior são encontrados no Capítulo VI.

O germe da Mente foi dado à humanidade pela onda de vida sagitariana e, portanto, vibra na sua nota-chave, que é Fá Maior. Toda música escrita na tonalidade do Fá Maior ajuda a desenvolver os poderes da Mente, cujo desenvolvimento é uma das maiores realizações a serem alcançadas durante a presente Época Ária. Muitas das músicas escritas nesse tom, são, particularmente, canções populares e religiosas; duas delas são: Work, for the Night I Coming[67], e America, My Country, ‘Tis of Thee[68]. Os acordes de Fá Maior são encontrados no Capítulo VII. A música contém dentro de si os três grandes poderes primários de Deus: Vontade, Amor-Sabedoria e Atividade; e são esses poderes dinâmicos combinados que têm sido usados pelo Criador desde o início da manifestação.

São João, o grande revelador, cita que no princípio era o Verbo; e Max Heindel afirma que foi o majestoso ritmo da Palavra de Deus que transformou a substância primitiva, Arche, nas numerosas formas que compõem o mundo dos fenômenos; e além disso, que essa Palavra de Deus ainda soa para manter as órbitas em marcha e para impeli-las à frente em seus caminhos circulares; e que a Palavra Criadora continua a produzir formas de eficiência cada vez maiores como um meio de expressar a vida e a consciência. É a enunciação harmoniosa das sílabas consecutivas na Palavra Criadora Divina que marca os estágios sucessivos no desenvolvimento, tanto do mundo quanto do ser humano; e quando a última sílaba for soada e a Palavra completa pronunciada, a humanidade terá alcançado o grau mais próximo da perfeição, tanto quanto é possível no atual esquema de evolução.

Todo o Sistema Solar é um vasto instrumento musical, fato este conhecido por todos os estudantes ocultistas avançados. Eles percebem que os doze semitons na escala cromática estão correlacionados com os doze Signos do Zodíaco, e que as sete teclas brancas, ou tons inteiros, no teclado do piano estão correlacionados com os Sete Espíritos diante do Trono, comumente designados como: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno e Urano, que trabalham por meio das vibrações enviadas por eles mesmos. O ocultista avançado estabelece uma relação entre: os Signos do Zodíaco, a caixa de ressonância da harpa cósmica e os sete Planetas para com as cordas, cujos planetas emitem sons diferentes à medida que passam pelos vários Signos Zodiacais e, portanto, influenciam a humanidade de várias maneiras.

Um fato surpreendente, até desconhecido e não percebido, é que cada indivíduo é, em si mesmo, um instrumento musical, onde várias partes de sua composição total estão correlacionadas, através de tons vibratórios, aos Sete Espíritos diante do Trono e aos doze Signos do Zodíaco, todos os quais são guiados e dirigidos pelo Criador do nosso Sistema Solar. É por essa razão que a música é um fator de grande poder no desenvolvimento das potencialidades do ser humano. Sem isso, não poderia haver manifestação e, portanto, nenhum progresso. Aqui encontramos a razão oculta para a admoestação dos iluminados: “Homem, conhece a si mesmo”. Assim que cada indivíduo chegar à compreensão consciente de sua verdadeira natureza, ele possuirá a chave de todo o progresso futuro.

Quando a Luz sua face radiante revelou,

E, em seu abraço o mundo acalentou,

Quando no espaço os Planetas a girar,

Esta canção o coro celestial cantou:

“Oh sagrada vibração! Oh divina lei!

Todo propósito e todo o poder é vosso,

A vida para sempre vai continuar”.[69]

 

FIM

[1] N.T.: No Mundo do Pensamento

[2] N.T.: Ludwig van Beethoven (1770-1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos.

[3] N.T.: Wolfgang Amadeus Mozart, batizado Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart (1756-1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.

[4] N.T.: Wilhelm Richard Wagner (1813-1883) – maestro, compositor, diretor de teatro e ensaísta alemão

[5] N.T.: Franz Liszt (1811-1886) foi um compositor, pianista, maestro e professor e terciário franciscano húngaro do século XIX. Seu nome em húngaro é Liszt Ferenc.

[6] N.T.: Frédéric François Chopin, também chamado Fryderyk Franciszek Chopin (1810-1849), foi um pianista polonês-francês radicado na França e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história.

[7]N.T.: É um gênero musical norte-americano que teve seu pico de popularidade entre os anos 1897 e 1918.

[8] N.T.: gênero e forma musical originado por afro-americanos no extremo sul dos Estados Unidos em torno do fim do século XIX. O gênero se desenvolveu a partir de raízes das tradições musicais africanas, canções de trabalho afro-americanas, spirituals e música tradicional. O blues incorporou spirituals, canções de trabalho, canto de campo, ring shout, chant e baladas narrativas simples e rimadas.

[9] N.T.: uma manifestação artístico-musical originária de comunidades de Nova Orleans, nos Estados Unidos. Tal manifestação teria surgido por volta do final do século XIX na região de Nova Orleans, tendo origem na cultura popular e na criatividade das comunidades negras que ali viviam, um de seus espaços de desenvolvimento mais importantes.

[10] N.T.: é um estilo de jazz que foi muito popular na década de 1930, usualmente arranjado para grande orquestra dançante, caracterizado por uma batida menos acentuada que a do estilo tradicional do Sul dos EUA, e menos complexo, rítmica e harmonicamente falando, do que o jazz moderno.

[11] N.T.: um tipo de dança popularizado nos Estados Unidos no início do século XX, e está associado a vários tipos de danças do balanço, como o Lindy Hop, Jive e Leste Coast Swing.

[12] N.T.: representa uma das correntes mais influentes do Jazz.

[13] N.T.: Benjamin “Benny” David Goodman (1909-1986) foi um clarinetista e músico de jazz norte-americano.

[14] N.T.: Coreia reumática de Sydenham (do grego khorea, dança) ou a dança de São Vito é um distúrbio neurológico que afeta a coordenação motora de 20 a 40% dos portadores de febre reumática; mais frequente entre meninas e/ou crianças e adolescentes.

[15] N.T.: Harry Aaron Finkelman (1914-1968), mais conhecido pelo nome artístico Ziggy Elman, era um trompetista de jazz americano, associado a Benny Goodman, embora também liderasse seu próprio grupo conhecido como Ziggy Elman e Sua Orquestra.

[16] N.T.: Gene Krupa (1909-1973) foi um influente baterista de jazz e compositor estadunidense, famoso por seu estilo enérgico e extravagante.

[17] N.T.: Localizada nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo.

[18] N.T.: Também conhecido como: Bulbo raquidiano, bolbo raquidiano, medula oblongata, medula oblonga ou simplesmente bulbo é a porção inferior do tronco encefálico, juntamente com outros órgãos como o mesencéfalo e a ponte, que estabelece comunicação entre o cérebro e a medula espinhal. A forma do bulbo lembra um cone cortado, no qual a substância branca é externa e a cinzenta, interna. É um órgão condutor de impulsos nervosos.

[19] N.T.: brancas: teclas brancas do piano; pretas: teclas pretas do piano

[20] N.T.: Ou telencéfalo: conhecido informalmente como o cérebro, que envolve todo o córtex cerebral (fina capa de tecido cinzento, arrugado em estrias e dobras), o hipocampo e os gânglios basais.

[21] N.T.: o piano é o instrumento que preenche quase todo o espectro de frequência, e é um dos únicos!

[22] N.T.: 5+2=7

[23] N.T..: 1+2+4=7

[24] N.T.: 7+2=9

[25] N.T.: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano

[26] N.T.: As notas musicais são: DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI; que na notação inglesa é C – D – E – F – G – A – B, respectivamente.

[27] N.T.: Dó sustenido, Do# ou C#.

[28] N.T.: Dó bemol, Dob ou Cb.

[29] N.T.: Alma Emocional, Alma Intelectual e Alma Consciente, respectivamente.

[30] N.T.: Dó, Réb, Ré, Mib, Mi, Fá, Solb, Sol, Láb, Lá, Sib, Si

[31] N.T.: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si

[32] N.T.: também chamados de Senhores da Chama.

[33] N.T.: de autoria desconhecida, datada de cerca de 1372.

[34] N.T.: de autoria de Edward Perronet (1726-1792), compositor inglês.

[35] N.T. de autoria de Robert Grant (1779-1838) que foi um advogado e político inglês.

[36] N.T.: referindo-se ao hemisfério norte.

[37] N.T.: Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy conhecido como Felix Mendelssohn (1809-1847) foi um compositor, pianista e maestro alemão do início do período romântico. Algumas das suas mais conhecidas obras são a suíte Sonho de uma Noite de Verão (que inclui a famosa marcha nupcial), dois concertos para piano, o concerto para violino, cerca de 100 Lieder, e os oratórios São Paulo e Elijah entre outros.

[38] N.T. Cantam anjos harmonias (Hark! The herald angels sing). Famosa em português: Eis dos anjos, a harmonia! / Cantam glória ao Rei Jesus. / Paz aos homens! Que alegria! / Paz com Deus em plena luz.

[39] N.T.: na notação inglesa: C – D – E – F – G – A – B; e na alemã: C – D – E – F – G – A – H

[40] N.T.: Atlas é a primeira vértebra cervical e também a primeira das 33 vértebras da coluna vertebral.

[41] N.T.: em inglês G sharp major e A flat major, respectivamente

[42] N.T.: em inglês A sharp major e B flat, respectivamente

[43] N.T.: em inglês: C

[44] N.T.: é um termo antigo que já não é usado nos nossos dias, mas que enaltece o médico e cientista que a estudou e descreveu pela primeira vez, Richard Bright. Hoje falamos de insuficiência renal crónica (IRC).

[45] N.T.: em inglês: D major

[46] N.T.: em inglês: E major

[47] N.T.: em inglês: F major

[48] N.T.: em inglês: G major

[49] N.T.: Em inglês: A major

[50] N.T.: Em inglês: B major

[51] N.T.: um hino escrito em Fá maior: Letra de Anna Louisa Walker Coghill (1836-1907) e música de Lowell Mason (1792-1872)

[52] N.T.: um hino escrito por: Ernest W. Blandy, 1890

[53] N.T.: Também conhecida como conarium, Epífise cerebral ou simplesmente pineal.

[54] N.T.: Também é conhecida como Corpo Pituitário, Hipófise e Glândula mestra.

[55] N.T.: um hino cristão do século 19, composto por Sarah Flower Adams, baseado em Gn 28:11-19, a história do sonho de Jacó.

[56] N.T.: um hino cristão de DeWitt Clinton Huntington, de 1873.

[57] N.T.: é o hino nacional dos Estados Unidos. A letra da canção foi escrita em 1814 por Francis Scott Key.

[58] N.T.: um hino cristão escrito por John R. Sweney, 1897.

[59] N.T.: um hino cristão escrito por DeWitt Clinton Huntington, 1873.

[60] N.T.: um hino cristão atribuído a John Francis Wade.

[61] N.T.; também chamado de nervo vago, nervo vagal ou nervo parassimpático. Trata-se de um nervo muito longo e localizado de cada lado do organismo, percorrendo do crânio até o abdômen.

[62] N.T.: Jo 3:20-21

[63] N.T.: do Esquema de Evolução, detalhados no Livro O Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.

[64] N.T.: onda de vida sub-humana.

[65] N.T.: um hino cristão criado pelo escocês anglicano Henry Francis Lyte, em 1847.

[66] N.T.: um hino inglês do século XIX, escrito por Sabine Baring-Gould e música de Arthur Sullivan, em 1865.

[67] N.T.: um hino cristão criado por Mrs. Harry Coghill, escrito em 1854.

[68] N.T.: um hino cristão criado por Samuel Francis Smith, escrito em 1832.

[69] N.T.: do poema Song of Life de Edson B. Russell.

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Livro: O Falecimento e a Vida depois Dele – Dos Escritos de Max Heindel

“Todos admitem que seja necessária prática para aprender-se a tocar piano, e que seria inútil pretender-se ser relojoeiro sem antes passar-se pelo aprendizado. Mas quando se trata da alma, da morte, do além ou das origens do ser, muitos creem saber tanto quanto qualquer outro e avocam-se o direito de emitir opinião, apesar de nunca terem consagrado a tais assuntos ao menos uma hora de estudo.”

Alcance aqui um excelente material para estudar sobre: o falecimento, o que acontece depois e até onde chegaremos antes de pensar em renascer:

  1. Para fazer download ou imprimir:

O Falecimento e a Vida depois Dele – Dos Escritos de Max Heindel

2. Para estudar no próprio site:

O FALECIMENTO E A VIDA DEPOIS DELE

 

Por

Max Heindel

Fraternidade Rosacruz

 

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Revisado de acordo com:

1ª Edição em Inglês, 1971, The Passing – and Life Afterward, editada por The Rosicrucian Fellowship

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

 

ÍNDICE

INTRODUÇÃO

O Falecimento

O Cordão Prateado

O Panorama da Vida

Diagrama 5-A – O Cordão Prateado

O Mundo do Desejo: Purgatório

A Missão no Purgatório – Retrospecção – o Valor do Arrependimento e da Reforma Íntima

Vida no Mundo do Desejo, depois da morte aqui

O Mundo do Desejo: A Região Limítrofe

O Mundo do Desejo: O Primeiro Céu

O Mundo do Pensamento: O Segundo Céu – Região do Pensamento Concreto

O Terceiro Céu na Região Abstrata do Mundo do Pensamento

Diagrama 5 – O Tríplice Espírito, o Tríplice Corpo e a Tríplice Alma

 

Uma das glórias da Religião Cristã é a promessa da vida eterna. Para aqueles cujas Mentes inquiridoras buscam algo além de uma fé cega nessa promessa, o Cristianismo Esotérico oferece o conforto de detalhes lógicos e satisfatórios sobre as atividades do Espírito depois que o Corpo físico é descartado.

INTRODUÇÃO

A maioria das pessoas tem um interesse instintivo no que acontece após a morte do Corpo físico, embora as ideias a esse respeito possam variar infinitamente. Infelizmente, muitos declarados como cristãos são bastante temerosos sobre a morte e a olham com medo. Esse é um grande erro e um grande obstáculo ao ser humano, pois seus pensamentos inferiores o afetam de uma maneira muito prejudicial sobre o valor que ele dá ao que realmente ocorre.

Que existe uma vida definitiva e maravilhosa para o Espírito depois que ele deixa o seu corpo físico não é mais uma questão de fé cega. Há muitas pessoas que se tornaram clarividentes voluntários capazes de observar as condições do outro lado do “véu” e, portanto, tiram qualquer dúvida sobre esse assunto importantíssimo. De fato, a humanidade em geral está lentamente desenvolvendo a visão etérica, de modo que, com a aproximação da Era Aquariana o conhecimento sobre as condições na terra dos mortos que vivem estará tão disponível como agora está o conhecimento de quaisquer países estrangeiros aqui na Terra.

A vida na Terra é somente uma fase de um ciclo evolutivo recorrente em que todos nós experimentamos e aprendemos em nossos Corpos físicos na Terra, deixando o plano físico, em seguida, para assimilar a essência do que aprendemos, reconstruir nossos Corpos, repousar e retornar à Terra para repetir o ciclo. O trabalho feito pelo ser humano nos Mundos superiores tem muitas facetas, e em um sentido mais abrangente   que seu trabalho na Terra.  A vida do ser humano não é, ao que parece, uma existência inativa, sonhadora ou ilusória. É um período da maior e da mais importante atividade na preparação para a vida futura, como o nosso sono diário o é na preparação ativa para o trabalho do dia seguinte.

Entre aqueles que desenvolveram suas faculdades de Clarividência positiva, isto é, sobre o controle das suas vontades, e podem observar, acuradamente, o que acontece nos Mundos invisíveis, está Max Heindel, um Iniciado da Ordem Rosacruz e fundador da Fraternidade Rosacruz. No seu livro “O CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS”, ele descreve, com detalhes, o que acontece no momento do falecimento e depois desse, entre vidas na Terra nos Mundos superiores. A maior parte do que segue daqui para frente é tirada, literalmente, deste iluminante livro.

O Falecimento

O ser humano, o Espírito individualizado, é um ser complexo. Ele possui não somente um Corpo Denso, físico, que utiliza aqui, neste Mundo, para se mover e agir, e que, muitas vezes, pensa que isso é o ser humano completo; mas também tem um Corpo Vital composto de Éter, que permeia o Corpo Físico visível e é um instrumento que especializa a energia do Sol. Além disso, ele possui um Corpo de Desejos, sua natureza emocional, que permeia ambos os Corpos: Denso e Vital, e se estende cerca de quarenta e um centímetros além do Corpo Físico. E há também a Mente, que é um espelho, refletindo o Mundo exterior e permitindo ao Espírito ou ao Ego transmitir seus comandos como pensamento e palavra, e que o incentiva a ação.

Durante a vida na Terra, o ser humano constrói e semeia até chegar o momento da morte. Então o tempo da semeadura e os períodos de crescimento e amadurecimento ficaram para trás. Chegou o tempo da colheita, quando o espectro da morte chega com sua foice e sua ampulheta. Esse é um símbolo adequado. O espectro simboliza a parte do Corpo que é relativamente permanente. A foice representa o fato que essa parte permanente, que está a ponto de ser colhida pelo Espírito, é a frutificação da vida que agora está se aproximando do fim. A ampulheta em sua mão indica que a hora não chegará senão até que o curso completo tenha ocorrido em harmonia com leis invariáveis.

Quando este momento chega ocorre uma separação dos veículos. Como sua vida no Mundo Físico terminou, não há necessidade que o ser humano conserve o Corpo Denso. O Corpo Vital, também pertencente ao Mundo Físico, é retirado pela cabeça, deixando inanimado o Corpo Denso.

Os veículos superiores – Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente – são vistos (pelo Clarividente) deixando o Corpo Denso em um movimento espiral, levando consigo a ALMA de um átomo denso – não o átomo em si, mas as FORÇAS que trabalham através dele. Os resultados das experiências passadas por meio do Corpo Denso, durante a vida que terminou, foram impressos neste átomo específico. Enquanto todos os outros átomos do Corpo Denso se renovam de tempos em tempos, este átomo permanente se mantém intacto. Ele permanece estável, não só durante uma vida, mas faz parte de todos os Corpos Densos usados pelo Ego em todas as sucessivas encarnações. É retirado na morte e só desperta na aurora de outra vida física para servir, outra vez, como um novo núcleo em torno do qual é construído o novo Corpo Denso a ser usado pelo mesmo Ego. É, por isso, chamado de “Átomo-semente”. Durante a vida, o Átomo-semente está situado no ventrículo esquerdo do coração, perto do ápice. Na morte, ele sobe ao cérebro, passando pelo nervo pneumogástrico, deixando o Corpo Denso juntamente com os veículos superiores, pelo caminho das suturas entre os ossos parietal e occipital (a sutura sagital).

Quando os veículos superiores deixaram o Corpo Denso, eles ainda estão conectados por um fino, brilhante e prateado Cordão em forma muito parecida a dois seis invertidos, uma na vertical e outra na horizontal, conectados nas extremidades do gancho.

“Antes que o cordão prateado se rompa e o copo de ouro se parta, antes que o jarro se quebre na fonte e a roldana rebente no poço, antes que o pó volte à terra de onde veio e o sopro volte a Deus que o concedeu” (Ecl 12:6-7).

Veja o Diagrama abaixo, conforme mostrado no CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS:

 

O Cordão Prateado

Um extremo desse Cordão prende-se ao coração por meio do Átomo-semente. É a ruptura do Átomo-semente que produz a paralisação do coração. O Cordão só se rompe depois que todo o panorama da vida passada, contido no Corpo Vital, foi contemplado.

Todavia, deve-se ter muito cuidado em não cremar ou embalsamar o corpo antes de decorridos, no mínimo, três dias e meio após a morte, porque enquanto o Corpo Vital e os corpos superiores permanecerem unidos ao Corpo Denso por meio do Cordão Prateado, o ser humano, em certa medida, sentirá qualquer exame post-mortem ou ferimento no Corpo Denso. A cremação deveria ser evitada nos três primeiros dias e meio depois da morte porque tende a desintegrar o Corpo Vital, que deve permanecer intacto até que se tenha imprimido, no Corpo de Desejos, o panorama da vida que passou.

O Cordão Prateado rompe-se no ponto de união dos dois seis, metade permanecendo com o Corpo Denso e a outra metade com os veículos superiores. A partir do momento que o Cordão se rompe o Corpo Denso fica completamente morto.

Quando o Cordão Prateado se desprende do coração e o ser humano se liberta do seu Corpo Denso, chega para o Ego o momento da mais alta importância. Nunca se repetirá suficientemente às pessoas da família de um agonizante, que é um grande crime contra a alma que parte, se entregarem às lamentações e manifestações de sofrimento. Isso justamente porque naquele momento ele está entregue a um ato de suprema importância, já que o valor de sua vida passada depende, em grande parte, da atenção que a alma possa prestar a esse ato. Isto será mais bem esclarecido quando descrevermos a vida do ser humano no Mundo do Desejo.

É também um crime contra o agonizante lhe ministrar estimulantes, cujo efeito é o de forçar os veículos superiores a entrarem, abruptamente, no Corpo Denso produzindo no ser humano um choque enorme. A passagem para o além não é tortura. Mas arrastar a alma de volta ao corpo para que continue sofrendo, isto sim é tortura. Há casos de mortos que contaram aos investigadores o quanto sofreram agonizando durante horas por esse motivo, rogando às famílias que cessassem seu mal-entendido carinho e os deixassem morrer.

 

O Panorama da Vida

Quando o ser humano se liberta do Corpo Denso, que era o mais considerável empecilho ao seu poder espiritual (como as luvas grossas nas mãos do músico, do exemplo anterior), tal poder volta-lhe de novo até certo ponto. Com isso ele pode ler as imagens contidas no polo negativo do Éter Refletor do seu Corpo Vital, que é o assento da memória subconsciente.

Toda sua vida passada desfila nesse momento ante sua visão como um panorama, apresentando os acontecimentos em ordem inversa. Os incidentes do dia que precedeu a morte vêm em primeiro lugar, e assim seguem para trás através da velhice, idade viril, juventude, meninice e infância. Tudo é revisto.

O ser humano permanece como espectador ante esse panorama da vida passada. Vê as cenas conforme se sucedem e que se vão imprimindo nos seus veículos superiores, mas nesse momento fica impassível ante elas. O sentimento está reservado para quando chegar a hora de entrar no Mundo do Desejo, que é o mundo do sentimento e da emoção. Por enquanto ele se encontra apenas na Região Etérica do Mundo Físico.

Esse panorama perdura de algumas horas até vários dias, dependendo isso do tempo que o ser humano possa manter-se desperto, se necessário. Algumas pessoas podem manter-se assim somente doze horas, ou menos ainda; outras podem manter-se, segundo a ocasião, por certo número de dias. Mas enquanto o ser humano puder se manter desperto esse panorama prossegue.

Esse aspecto da vida depois da morte é semelhante ao que acontece quando alguém se afoga ou cai de uma grande altura. Em tais casos o Corpo Vital também abandona o Corpo Denso. Então o ser humano vê a sua vida num relâmpago, pois em seguida perde a consciência. Naturalmente não há rompimento do Cordão Prateado, porque se tal se desse não haveria ressurreição possível.

Quando a resistência do Corpo Vital alcança o seu limite máximo, entra em colapso na forma descrita no fenômeno do sono. Durante a vida física, quando o Ego controla os seus veículos, esse colapso termina as horas de vigília. Depois da morte, o colapso do Corpo Vital encerra o panorama e força o ser humano a entrar no Mundo do Desejo. O Cordão Prateado rompe-se então no ponto onde se unem os “dois seis” (veja-se o Diagrama 5-A) efetuando-se a mesma divisão como durante o sono, porém com esta diferença importante: ainda que o Corpo Vital volte para o Corpo Denso, não mais o interpenetra. Simplesmente fica flutuando sobre a sepultura e desagregando-se sincronicamente com o veículo denso. Por isso o cemitério é um espetáculo repugnante para o clarividente desenvolvido. Bastaria que algumas pessoas a mais pudessem vê-lo, e não seria preciso maior argumentação para convencer a trocar o mau e anti-higiênico método de enterrar os mortos pelo método mais racional da cremação, que restitui os elementos à sua condição primordial sem que o cadáver alcance os desagradáveis aspectos inerentes ao processo da decomposição lenta.

Diagrama 5-A – O Cordão Prateado

 

Quando o Espírito deixa o Corpo Vital, o processo é muito parecido ao que se verifica ao deixar o Corpo Denso. As forças vitais de um átomo (do Corpo Vital) são levadas para serem empregadas como núcleo do Corpo Vital na futura encarnação. Deste modo, ao entrar no Mundo do Desejo o ser humano leva os Átomos-sementes dos Corpos: Vital e Denso, além do Corpo de Desejos e da Mente.

 

O Mundo do Desejo: Purgatório

Se o ser que está morrendo pudesse deixar todos os desejos para trás, o Corpo de Desejos muito rapidamente se libertaria, deixando-o livre para prosseguir para o Primeiro Céu, mas isso normalmente não acontece.  A maioria das pessoas, principalmente se elas morrem ainda jovens, possui muitos laços e interesses na vida na Terra. Elas não modificam seus desejos só porque perderam seu corpo físico. De fato, seus desejos são até aumentados pela vontade intensa de retornar. Isso as prende mais ao Mundo do Desejo de forma desagradável, embora, infelizmente, elas não entendam a realidade desse fato. Por outro lado, os velhos, decrépitos e aqueles enfraquecidos por longa enfermidade se libertaram da vida e passaram rapidamente.

O assunto pode ser ilustrado pelo caroço que se desprende da fruta madura onde nenhuma parte da polpa se adere, enquanto que, na fruta verde, o caroço se adere à polpa tenazmente. Assim, é muito difícil para as pessoas que morrem de acidente, estando em plena saúde e força física, ligadas à esposa, família, parentes, amigos e à procura de negócios e prazer.

Enquanto o ser humano manifesta seus desejos ligados à vida na Terra, ele tem que permanecer em seu Corpo de Desejos e à medida que o progresso do indivíduo requer que ele alcance regiões mais superiores, a existência no Mundo do Desejo tem que ser necessariamente purgatorial, tendendo a purificá-lo de seus pecados. Como isso acontece, pode ser melhor compreendido tomando alguns exemplos radicais.

O avarento, que amou seu ouro na vida terrena, continua a amá-lo após a morte, mas, em primeiro lugar, ele não pode adquirir mais porque não tem mais o Corpo Denso para agarrá-lo, e, pior que tudo, não pode sequer manter o que acumulou durante a vida. Ele irá, talvez, sentar-se perto do seu cofre e olhar o ouro e as ações guardadas por ele com tanto carinho. Mas os herdeiros aparecem e talvez zombando do “velho tolo avarento” (que eles não veem, mas que os vê e ouve), abrirão seu cofre e, embora ele se jogue sobre o ouro para protegê-lo, eles passarão suas mãos através de seu corpo, sem perceber ou sentir que ele está ali e irão gastar sua fortuna, enquanto ele sofre de tristeza e impotente raiva.

Ele sofrerá intensamente e seu sofrimento é ainda mais terrível por ser inteiramente mental, porque o Corpo Denso amortece o sofrimento de certa forma. No Mundo do Desejo, no entanto, esse sofrimento tem força total e o ser humano sofre até aprender que o ouro pode ser uma maldição. Assim, ele, gradualmente, se contenta com sua sorte e, finalmente, se liberta do Corpo de Desejos e está pronto para prosseguir.

Com certeza é possível evitar esse problema, enquanto encarnado, procurando descartar os bens materiais. Se usarmos o julgamento, quando verificamos que nossas vidas foram úteis até o fim, podemos dizer: Aqui estão coisas das quais não mais utilizarei, e sabendo que o tempo é curto; podemos procurar o que fazer com eles, saber a quem poderá ser útil, ou a quem posso ajudar a fazer uso dele para estabelecer algo para si mesmo?

O mesmo é verdadeiro em relação às afeições; devemos nos policiar para que não amemos ninguém com um amor desmedido – amor como aquele a quem se idolatra e os coloca acima de tudo. Se nos libertamos de todos os laços terrestres, então, estamos prontos para seguir adiante e não poderemos ser mantidos aqui.

Tomemos o caso do alcoólatra. Ele continua gostando de beber após a morte tanto quanto gostava anteriormente. Não é o Corpo Denso que anseia pela bebida. Ele se torna doente pelo álcool e não gostaria de passar sem ele. Em vão, protesta de diversas maneiras, mas o Corpo de Desejos do alcoólatra anseia pela bebida e força o Corpo Denso a ingeri-la, para que o Corpo de Desejos possa ter a sensação de prazer resultante do aumento da vibração.  Aquele desejo permanece após a morte do Corpo Denso, mas o alcoólatra não tem em seu Corpo de Desejos nem boca para beber nem estômago para conter a bebida. Ele procura os bares onde interpenetra os corpos dos que bebem para conseguir um pouco de vibração por indução, porém, isso é demasiadamente fraco para trazer-lhe alguma satisfação. Ele, muitas vezes, entra na garrafa de uísque, mas isso não lhe traz proveito porque não há na garrafa os gases que são gerados pelos órgãos digestivos do beberrão. Não há nenhum efeito que possa sentir e ele é como um ser humano num barco no meio do oceano: “Água, água, para todos os lados, mas nem uma gota para beber”.  Em consequência, ele sofre intensamente. Em tempo, no entanto, ele aprende a perda de tempo que é ansiar pelo que não pode conseguir. Como tantos outros desejos aqui na vida terrena, os desejos no Mundo do Desejo morrem por não poderem ser satisfeitos. Quando o alcoólatra purgou o vício, ele está pronto para deixar esta fase do “Purgatório” e sobe para o mundo celestial.

Assim, nós vemos que não é uma vingativa Divindade que faz o Purgatório ou o inferno para nós e, sim, nossos hábitos e atos inferiores.  De acordo com a intensidade de nossos desejos, será o tempo de nosso sofrimento justo em sua purgação.  Nos casos mencionados anteriormente, não haveria sofrimento para o alcoólatra se ele fosse privado de suas riquezas materiais.  Se ele tivesse algumas, não ligaria para elas.  Também não causaria ao avaro nenhuma dor ao ser privado de beber.  Pode-se afirmar que ele não se importaria se não existisse uma única gota de bebida no mundo.  Porém, ele defenderia seu ouro e o alcoólatra, sua bebida e, desta forma, a lei infalível dá a cada um, o que ele necessita para purgar seus desejos profanos e hábitos inferiores.

Esta é a lei simbolizada na foice do ceifador, a Morte, a lei que diz que “tudo que o ser humano semear, ele também colherá”.  É a Lei de Causa e Efeito que regula todas as coisas nos três mundos e em todos os reinos da Natureza – físico, moral e mental.  Em todos eles, ela trabalha inexoravelmente ajustando todas as coisas, restaurando o equilíbrio, em qualquer lugar onde, por sua simples ação, um distúrbio tenha sido provocado.  O resultado pode ser manifestado imediatamente ou pode ser retardado por anos ou vidas, porém, em algum tempo, em algum lugar, uma justa e adequada retribuição será feita.  O estudante deve particularmente observar que esse trabalho é absolutamente impessoal.  Não há no universo nem prêmio nem punição.  Tudo é o resultado da lei invariável. Esta é a Lei de Consequência.

No Mundo do Desejo, ela opera purgando o ser humano dos desejos mais grosseiros e corrigindo fraquezas e vícios que impedem seu progresso, fazendo-o sofrer de forma a alcançar o objetivo.  Se ele fez outros sofrerem ou se agiu injustamente com eles, irá sofrer de modo idêntico.  É preciso notar, entretanto, que, se uma pessoa foi sujeita a vícios e se arrependeu e o mais rápido possível corrigiu seu erro, este arrependimento e reforma a purgou dos vícios e atos inferiores.  O equilíbrio foi restaurado e a lição aprendida durante sua vida terrena e, desta forma, não haverá nenhum sofrimento após a morte.

Uma palavra deve ser dita aqui sobre o suicida, que tenta fugir da vida, apenas para descobrir que está tão vivo como sempre. É a situação mais lamentável. Ele é capaz de assistir aqueles a quem ele tem, talvez, desonrado por seu ato, e pior de tudo, ele tem uma sensação indescritível de estar “esvaziado”. A parte da aura ovoide, onde o Corpo Denso costumava estar contido, está vazia e, apesar do Corpo de Desejos tomar a forma do Corpo Denso descartado, ainda assim, ele se sente parecido como uma concha vazia, porque o arquétipo criador do corpo na Região do Pensamento Concreto persiste como um molde vazio, por assim dizer, enquanto que o Corpo Denso deveria ter vivido adequadamente. O arquétipo – o “modelo” do Corpo Denso de cada Ego, em torno do qual o corpo toma forma – é feito de coisas mentais e configurado para vibrar por um período de tempo previamente determinado. Quando uma pessoa morre naturalmente, mesmo no auge da vida, a atividade do arquétipo cessa, e o Corpo de Desejos se ajusta para ocupar toda a forma. No caso do suicida, no entanto, esse horrível sentimento de “vazio” permanece até o momento em que, no curso natural dos acontecimentos, sua morte teria ocorrido. A impressão desta experiência particularmente desagradável permanece com o Ego, e é fundamental para impedi-lo de ficar preso à tentação do suicídio em vidas futuras.

No Mundo do Desejo, a vida passa aproximadamente três vezes mais rápido do que no Mundo Físico.  Um ser humano que tenha vivido até os cinquenta anos no Mundo Físico levará para passar pelos mesmos eventos no Mundo do Desejo aproximadamente dezesseis anos.  Este é, naturalmente, um exemplo genérico.  Há pessoas que permanecem no Mundo do Desejo muito mais tempo do que o período de sua vida física.  Outros, que viveram com poucos desejos inferiores, despendem muito menos tempo, mas a média dada anteriormente está muito próxima da realidade dos seres que vivem atualmente.

Devemos lembrar que, quando o ser humano deixa o Corpo Denso na morte, sua vida passada se apresenta à sua frente em imagens, porém, neste momento, não há nenhum sentimento envolvido.

Durante sua vida no Mundo do Desejo, estas imagens da vida também se desenrolam de trás para frente como antes; porém, agora, o ser passa por todos os sentimentos, um por um, à medida que as cenas se apresentam.  Cada incidente de sua vida passada é vivido e, quando chega a uma cena em que tenha feito mal a alguém, ele mesmo sente a dor que a pessoa sentiu.  Ele vivencia toda dor e sofrimento que causou aos outros e aprende quão dolorosa foi a ferida e quão difícil foi suportar o mal que ele causou. Além disso, há ainda o fato já mencionado de que o sofrimento é ainda mais agudo porque ele não tem mais o Corpo Denso que entorpece a dor. Talvez seja essa a razão de a vida lá ser três vezes mais rápida – o sofrimento perde em duração o que ganha em intensidade.  As medidas da Natureza são maravilhosamente justas e verdadeiras.

A Natureza, que é a manifestação de Deus, visa sempre à conservação da energia, alcançando os maiores resultados com o mínimo de força e de desperdício de energia. Se estudarmos o efeito da mudança no Mundo Físico, devemos aprender algo de sua consequência no reino acima de nós. Uma pessoa que sofre agudamente durante um curto período de tempo, geralmente, sente dor de forma muito intensa; enquanto aqueles que sofrem por anos ininterruptos, não parecem sentir o sofrimento na mesma medida, apesar da dor que lhes é atribuída possa ser tão grave. Eles têm, por assim dizer, utilizando deste quadro no sentido de tornarem-se emaciados e ajustados à dor; portanto, o sofrimento não é tão intenso quanto à pessoa no primeiro caso.

A Missão no Purgatório – Retrospecção – o Valor do Arrependimento e da Reforma Íntima

A missão do Purgatório é erradicar os hábitos injuriosos, fazendo sua gratificação impossível.  O indivíduo sofre exatamente como ele fez os outros sofrerem através de sua desonestidade, crueldade, intolerância e outras coisas mais.  Devido a este sofrimento, ele aprende a agir gentilmente, honestamente e com paciência com os outros no futuro. Assim, em consequência desse estado benéfico, o ser humano aprende a virtude e a ação correta. Quando renasce, pelo menos está livre de hábitos doentios e todo ato que venha a ser cometido é de livre arbítrio. As tendências em repetir o mal de vidas passadas permanecerão, pois, é através de nossa força de vontade que deveremos aprender a fazer o que é certo conscientemente. Na ocasião propícia estas tendências chegarão oferecendo-nos, então, a oportunidade de nos mantermos do lado da misericórdia e da virtude contra o vício e a crueldade. Mas, para indicar a ação correta e a ajuda necessária a resistir a estas armadilhas e as ciladas da tentação, teremos como resultado o sentimento da expiação dos hábitos e dos atos errados de vidas passadas. Se observarmos esse sentimento e abstermo-nos, particularmente, deste mal a tentação cessará. Assim, nos libertamos disso para sempre. Do contrário, se cedermos, teremos um sofrimento mais intenso do que antes, até que finalmente aprendemos a viver pela Regra de Ouro, porque o caminho do transgressor é difícil. E mesmo assim, não chegamos ao nosso melhor. É egoísmo de nossa parte fazer o bem aos outros porque queremos que eles façam o mesmo conosco. Com o tempo devemos aprender a fazer o bem independentemente da maneira que somos tratados pelos demais; como Cristo Jesus disse, devemos amar até os nossos inimigos.

Há um inestimável benefício quando conhecemos o método e o objeto dessa purgação, porque assim, somos capazes de nos prevenir e viver nosso Purgatório aqui e agora diariamente, portanto, progredindo muito mais rápido do que de outra forma. O exercício de Retrospecção é dado na última parte do CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS, cujo objetivo é a purificação, como auxílio ao desenvolvimento da visão espiritual. Consiste em pensar sobre os acontecimentos do dia após se deitar à noite. Devemos revisar cada incidente do dia, em ordem inversa, considerando se agimos corretamente ou não em cada caso particular em relação às ações, atitudes mentais e hábitos. Ao nos julgar diariamente, tentando nos corrigir em nossos hábitos e ações erradas enquanto encarnados, poderemos reduzir ou até eliminar o tempo do Purgatório e assim, passaremos, diretamente, ao Primeiro Céu após a morte. Se, conscientemente superarmos nossas fraquezas, poderemos ter um avanço muito bom materialmente falando na escola da evolução. E mesmo que não consigamos corrigir todas as nossas ações, obtemos um benefício imenso de julgar-nos, gerando assim aspirações para o bem, que com o tempo certamente dará frutos numa ação correta.

Ao analisar os acontecimentos do dia e nos arrependermos pelos erros cometidos, não devemos nos esquecer da aprovação IMPESSOAL ou de nos regozijarmos pelo bem praticado e nos determinarmos a fazê-los melhor. Desta forma, nos fortalecemos pelo bem praticado e, também nos julgamos pela prática do mal.

O arrependimento também é um fator poderoso para encurtar a existência no Purgatório, pois a Natureza nunca desperdiça esforços em processos inúteis. Quando percebemos o errado de certos hábitos ou ações em nossa vida passada, e determinamos erradicar os hábitos e corrigir os erros cometidos, estamos eliminando estas imagens da memória subconsciente e, portanto, não estarão ali mais como árbitro para nos julgar após a morte. Mesmo que não possamos fazer a restituição por algo cometido, a sinceridade do nosso arrependimento será suficiente. A natureza não visa “se equilibrar”, nem se vingar. A recompensa para aqueles a quem prejudicamos pode ser dada de outras maneiras.

Vida no Mundo do Desejo, depois da morte aqui

Muitos progressos reservados para vidas futuras, normalmente serão realizados pelo ser humano, uma vez que ele deve aproveitar o tempo e viver cada momento, julgando-se e erradicando os vícios na reformulação de seu caráter. Esta é a prática fervorosamente recomendada.

Para os Egos habitantes do Mundo do Desejo é possível moldar material de desejos pelo pensamento, da maneira desejada por ele. Por exemplo, eles podem formar vários artigos de vestuários empregando a força do desejo. Geralmente, eles se imaginam vestidos com o traje costumeiro que usavam antes de passarem para o Mundo do Desejo e, portanto, se veem vestidos sem nenhum esforço do pensamento em particular. Mas, quando eles desejam obter algo novo ou outra vestimenta não usual, naturalmente eles têm que usar o poder da vontade para realizar tal coisa; e este pensamento de desejo só durará enquanto a pessoa se sustentar vestida naquela maneira.

Esta facilidade de moldagem do material de desejo utilizando o poder do pensamento também é usada em outras direções. De um modo geral, quando uma pessoa deixa o mundo presente em consequência de um acidente, ela se vê de maneira desfigurada devido ao acidente, talvez sem uma perna ou braço ou com um buraco na cabeça. Isso não a incomoda; pois pode se mover tão facilmente sem braços ou pernas entre eles, mas mostra a tendência do pensamento em moldar o Corpo de Desejos. No início da Primeira Guerra Mundial, houve um grande número de soldados com lesões horríveis que passaram para o Mundo do Desejo, quando os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz e seus alunos ensinaram a estes homens que simplesmente mantendo o pensamento de que os membros de seus corpos eram sadios, então, eles seriam curados de suas formas desfiguradas. Isso se fez imediatamente. Agora, todos os recém-chegados, quando são capazes de entender o que acontece no Mundo do Desejo são curados de suas feridas e amputações desta maneira, e ao vê-los, ninguém pensaria que passaram por um acidente no Mundo Físico.

Outra evidência da disponibilidade com que as matérias de desejos são moldadas pelo pensamento é tido por muitas pessoas na Terra que seguem linhas semelhantes. Em tais casos, seus pensamentos se amontoam e formam um grande todo.

Assim, nas regiões inferiores do Mundo do Desejo, os pensamentos das pessoas que pressupõe estar em um calor ardente, como o inferno, fazem do desejo um lugar de tortura. Podemos ver demônios com chifres, cascos e caudas, estimulando os pecadores infelizes com tridentes e, muitas vezes, quando as pessoas desmaiam, depois de ter vivenciado esta crença, eles se encontram em um triste estado de medo ao contemplar este lugar que eles mesmos ajudaram a criar. Também há nas regiões superiores do Mundo do Desejo uma Nova Jerusalém com portões perolados, com cristais e com um grande trono branco sobre o qual está assentado o pensamento-forma de Deus, criada por essas pessoas e aparecendo ser semelhante a um homem velho. Esta é uma característica permanente do Mundo do Desejo, e permanecerá assim para que as pessoas continuem a pensar sobre a Nova Jerusalém como o caminho. Essas formas não têm vida além dos pensamentos sustentados pelo ser humano, e quando a humanidade superar essa crença, a cidade criada por seus pensamentos deixará de existir.

O Mundo do Desejo: A Região Limítrofe

O Purgatório ocupa as três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. O Primeiro Céu está localizado nas três Regiões Superiores do Mundo do Desejo. A Região Central é uma espécie de fronteira – nem céu nem inferno. Nesta região, encontramos pessoas honestas e corretas; que não causaram danos a ninguém, mas que estiveram tão

Intensamente imersos nos seus negócios que não tiveram tempo de pensar na vida superior. Para estas pessoas, o Mundo do Desejo é um estado indescritível de monotonia. Não há “negócios” nesse mundo, e, para este tipo de ser humano não existe qualquer coisa para se ocupar. Ele tem um tempo muito difícil até que aprenda a pensar em coisas mais elevadas do que livros e projetos. Os seres humanos que pensavam no problema da vida e chegaram à conclusão de que “a morte acaba com tudo”, que negaram a existência de coisas fora do mundo material – esses, certamente, também sentem essa terrível monotonia. Eles têm esperado a aniquilação da consciência, mas em vez disso, se encontram com uma percepção aumentada das pessoas e coisas sobre elas. Eles estavam acostumados a negar essas coisas tão veementemente que muitas vezes eles fantasiam o Mundo do Desejo como alucinação, e muitas vezes são ouvidos exclamando com o mais profundo desespero: “Quando terminará? Quando terminará?”

Essas pessoas estão realmente em um estado lamentável. Eles geralmente estão fora do alcance de qualquer ajuda e sofrem muito mais do que qualquer outra pessoa. Além disso, eles não têm nenhuma vida no mundo celeste, onde a construção de corpos futuros é ensinada, então eles colocam todos os seus pensamentos cristalizantes em qualquer corpo que possam formar para uma vida futura. Assim, um corpo é construído devido as tendências de endurecimento que temos, como no consumo a estas necessidades. Às vezes, o sofrimento que incide em tais corpos decrépitos transformará os pensamentos das pessoas que emanam de Deus, e assim, sua evolução pode prosseguir; mas na mente materialista encontra-se o maior perigo de perder contato com o Espírito e se tornar um pária.

O Mundo do Desejo: O Primeiro Céu

Quando termina a existência purgatorial, o espírito purificado ascende ao Primeiro Céu, que está situado nas três Regiões mais elevadas do Mundo do Desejo. Os resultados dos sofrimentos são incorporados ao Átomo-semente do Corpo de Desejos, o que lhe comunica a qualidade de reto sentimento que atuará, no futuro, como impulso para o bem e repulsão ao mal. Aqui o panorama do passado se desenrola de novo para trás, mas então as boas obras da vida são à base dos sentimentos. Ao chegarmos às cenas em que ajudamos a outrem, viveremos de novo toda a alegria que isto nos proporcionou, como também sentiremos toda a gratidão emitida por aqueles a quem ajudamos. Quando contemplamos de novo as cenas em que fomos ajudados por outros, voltamos a sentir toda a gratidão que emitimos ao nosso benfeitor. Deste modo vemos a importância de apreciar os favores com que outros nos cumularam, porque a gratidão produz crescimento anímico. Nossa felicidade no céu depende da felicidade que tenhamos proporcionado a outros, e do valor que demos àquilo que outros fizeram por nós.

Deve-se sempre recordar que o poder de dar não pertence exclusivamente ao ser humano rico. Dar dinheiro sem discernimento pode ser até um mal. É um bem dar dinheiro para um propósito que consideremos benéfico, porém um serviço prestado vale mil vezes mais. Um olhar carinhoso, expressões de confiança, uma simpática e amorosa ajuda são coisas que todos podem dar, seja qual for a fortuna de cada um. Todavia devemos ajudar o necessitado de maneira que ele possa ajudar a si próprio, seja física, financeira, moral ou mentalmente, para que não dependa mais de nós nem dos outros.

O Primeiro Céu é um lugar de alegria, sem vestígios sequer de amargura. O Espírito está além das influências materiais e terrestres, e, ao reviver sua vida passada, assimila todo o bem nela contido. Aqui se realizam em toda amplitude todos os empreendimentos nobres a que o ser humano aspirou. É um lugar de repouso, e quanto mais dura tenha sido a vida maior será o descanso que gozará. Enfermidade, tristeza e dor são coisas desconhecidas no Primeiro Céu. É a pátria de veraneio dos espiritualistas. Os pensamentos do devoto cristão construíram ali a Nova Jerusalém. Formosas casas, flores, etc., são o prêmio dos que a elas aspiraram, e que eles mesmos construíram com o pensamento, utilizando-se da sutilíssima matéria de desejos. Contudo são para eles tão reais e tangíveis como são para nós as casas materiais. Todos desfrutam ali a satisfação daquilo que não puderam alcançar na vida terrestre.

Este céu é também lugar de progresso para todos os estudiosos, para os artistas e para os altruístas. O estudante e o filósofo têm acesso instantâneo a todas as bibliotecas do mundo. O pintor observa, com inefável delícia, as combinações de cores sempre cambiantes. Logo aprende que seus pensamentos formam e misturam essas cores à vontade. Suas criações brilham e cintilam com uma vividez impossível de ser conseguida pelos que trabalham com as monótonas cores da Terra. Está, por assim dizer, pintando com matéria viva, resplandecente, sendo por isso mesmo capaz de executar suas obras com uma facilidade que lhe inunda a alma de deleite.

O poeta encontra uma inspiração magnífica nas imagens e cores, que são as características principais do Mundo do Desejo. Dali tomará os materiais para usá-los em sua próxima incorporação. De maneira idêntica o escritor acumula material e faculdade. O filantropo concebe seus planos altruístas para a elevação do ser humano. Se falhou em uma vida, verá a razão do fracasso no Primeiro Céu, e aprenderá ali a superar os obstáculos e a evitar os erros que tornaram seus planos impraticáveis.

Nossa vida no Primeiro Céu é sempre abençoada e preenchida pela presença daqueles que amamos, sejam parentes ou amigos. Portanto, aqueles que se amam e são necessários para a felicidade uns dos outros estão unidos por um vínculo de amizade mais próxima durante a permanência no Primeiro Céu, isto se eles estiverem lá ao mesmo tempo. Pois, se alguém permanece no Corpo Denso por determinados anos e o outro já passou, certamente, o que está no mundo celestial, com seu pensamento amoroso criará uma imagem do outro e dotá-la-á de vida; pois devemos lembrar que o Mundo do Desejo está devidamente constituído e que somos capazes de dar forma corporal a tudo que pensamos. Assim, esta imagem só será dotada de vida por seu pensamento e os pensamentos da outra pessoa que ainda vive no Mundo Físico, quando ela incorporar todas as condições que são necessárias para preencher o cálice de felicidades deste habitante do mundo celestial.

Da mesma forma, quando a segunda pessoa passar pelo Primeiro Céu e a primeira não estiver mais lá e já ascendeu ao Segundo Céu, o Corpo de Desejos desintegrado desta pessoa permanecerá vivo no Primeiro Céu e parecerá perfeitamente real para a segunda pessoa até que a sua vida aqui, realmente, tenha terminado. Não se deve pensar que esta imagem seja puramente ilusão, pois a pessoa que chegou ao Primeira Céu será animada pelo amor e amizade enviada pela pessoa que já ascendeu ao Segundo Céu, mas que ambos fazem parte deste céu.

Assim, quando, respectivamente, eles passam para o Segundo e Terceiro Céu, o esquecimento do passado vem sobre eles, e se separam por uma ou mais vidas sem dívidas a saldar. Mas, em algum tempo e em algum lugar, eles se encontrarão novamente, e a força dinâmica que geraram no passado por meio de seus anseios entre ambos, invariavelmente os atrairá para que o amor alcance o que é legítimo para sua consumação.

Crianças no Primeiro Céu levam uma vida particularmente bela. Se pudéssemos ver, rapidamente cessaríamos nossa dor. Quando uma criança morre antes do nascimento do Corpo de Desejos, isto é, antes dos quatorze anos, não vai além do Primeiro Céu, porque não é responsável pelos seus atos, do mesmo modo que o feto que se contorce no útero não é responsável pelo incômodo que causa à mãe. Portanto, a criança não tem existência purgatorial. O que não é vivificado não pode morrer, portanto, o Corpo de Desejos de uma criança, junto com a Mente, persistirá até o novo nascimento. Por essa razão, essas crianças são capazes de recordar suas vidas anteriores.

Para tais crianças, o Primeiro Céu é uma sala de espera onde permanecem de um a vinte anos, até que se apresente uma nova oportunidade para renascerem. Entretanto, é algo mais do que uma simples sala de espera, porque, nesse ínterim realiza-se ali um grande progresso.

Quando uma criança morre há sempre alguém da família à sua espera, mas na falta disto, sempre existe quem a adote com sentimento maternal porque gostava também de fazê-lo em sua existência terrena, satisfazendo-se em cuidar de um pequeno desamparado. A extrema plasticidade da matéria de desejos permite formar com a maior facilidade maravilhosos brinquedos viventes para as crianças, tornando suas vidas um formoso divertimento: contudo sua instrução não fica descuidada. Elas são agrupadas em classes de acordo com os seus temperamentos, sem considerar-se a idade. No Mundo do Desejo é muito fácil ministrar-se lições objetivas da influência do bem e das más paixões sobre a conduta e a felicidade. Estas lições imprimem-se indelevelmente sobre o sensitivo e emotivo Corpo de Desejos da criança e acompanham-na depois do renascimento. Assim, muitos dos que levam uma vida nobre devem-na ao fato de terem sido submetidos a esse treinamento. Muitas vezes, quando nasce um espírito débil é comum os Compassivos Seres (os Guias Invisíveis que dirigem nossa evolução) fazerem-no morrer em tenra idade para que possa ter este treinamento extra, ajudando-o a adaptar-se ao que talvez possa ser para ele uma vida dura. Parece ser este o caso especialmente quando a impressão no Corpo de Desejos foi fraca, em decorrência de perturbações das lamentações dos parentes em volta do moribundo, ou por ter morrido em acidente ou num campo de batalha. Sob tais circunstâncias ele não pode experimentar, em sua existência pós-morte, a intensidade de sentimentos apropriados, por isso quando nasce e morre a seguir, em tenra idade, a perda se recobra na forma acima indicada. Muitas vezes, o dever de cuidar dessas crianças na vida celeste recai sobre aqueles que foram causa dessas anomalias, pois assim são-lhes proporcionadas oportunidades para repararem uma falta e aprenderem a agir melhor. Ou talvez venham a ser os pais daquele que prejudicaram, devendo cuidar dele nos poucos anos que viva. Nesse caso não importará que se lamentem histericamente por causa de sua morte porque não há imagens no Corpo Vital infantil que produzam consequências.

 

O Mundo do Pensamento: O Segundo Céu – Região do Pensamento Concreto

Com o tempo, chega-se a um ponto em que o resultado da dor e do sofrimento no purgatório, junto ao sentimento feliz extraído das boas ações da vida passada, integram-se ao Átomo-semente do Corpo de Desejos. Juntos eles constituem o que chamamos consciência, essa força propulsora que nos põe em guarda contra o mal, o produtor de sofrimentos, e nos inclina para o bem, o gerador de felicidade e alegria. Tal como abandonou os Corpos Denso e Vital, assim o ser humano abandona seu Corpo de Desejos, que se desintegra. Dele, leva consigo unicamente as forças do Átomo-semente, que formarão o núcleo do futuro Corpo de Desejos, como o foi a partícula permanente de percepção dos seus veículos anteriores.

Finalmente o ser humano, o Ego, o Tríplice Espírito, entra no Segundo Céu. Está envolto na Mente, que contém os três Átomos-sementes – a quintessência dos três veículos abandonados.

Quando o ser humano, ao morrer, perde seus Corpos Denso e Vital, encontra-se nas mesmas condições de uma pessoa adormecida. O Corpo de Desejos, conforme explicado, não possui órgãos próprios para uso. De um ovoide transforma-se então numa figura parecida com o Corpo Denso abandonado. Facilmente se compreende que deve haver um intervalo de inconsciência semelhante ao sono antes de o ser humano despertar no Mundo do Desejo. Por conseguinte, não é raro acontecer a certas pessoas permanecerem, durante longo tempo, incertas do que se passou com elas. Notam que podem pensar e mover-se, mas não compreendem que morreram. Às vezes é até muito difícil conseguir fazê-las crer que estão realmente “mortas”. Compreendem, sim, que algo está diferente, mas não são capazes de entender o que seja.

Tal não acontece quando se efetua a passagem do Primeiro Céu – no Mundo do Desejo, para o Segundo Céu – na Região do Pensamento Concreto. Abandonando seu Corpo de Desejos, o ser humano está, então, perfeitamente consciente. Passa a um grande silêncio, e durante esse intervalo tudo parece desvanecer-se, ele não pode pensar. Nenhuma das suas faculdades acha-se ativa, mas sabe que é. Tem a sensação de encontrar-se no “Eterno Agora”, de achar-se completamente só, todavia sem temor. Então sua alma inunda-se de uma paz inefável, “que sobre passa todo o entendimento”. A ciência oculta chama isso “O Grande Silêncio”.

Então, vem o despertar. O Espírito está agora em sua pátria, seu lar – o mundo celeste. E o despertar traz-lhe ao espírito o som da música das esferas.

Na existência terrena vivemos tão absorvidos pelos pequenos ruídos e sons do nosso restrito ambiente, que somos incapazes de ouvir a música dos astros em movimento, mas o ocultista ouve-a. Ele sabe que os doze signos do Zodíaco e os sete Planetas formam a caixa de ressonância e “as sete cordas da lira de Apolo”. Sabe também que um simples desacorde na harmonia celestial desse grande Instrumento poderia produzir “um aniquilamento da matéria e uma colisão de mundos”. A música celeste é um fato e não mera figura de retórica. Pitágoras não fantasiava quando falou da música das esferas, porque cada um dos corpos celestiais tem seu tom definido e, juntos, formam a sinfonia celestial que Goethe, também menciona no prólogo do seu “Fausto”.

Os ecos dessa música celeste chegam até nós, aqui no Mundo Físico, e são o nosso bem mais precioso, ainda que fugazes como o fogo-fátuo. A música não pode ser criada permanentemente, a exemplo de outras obras de arte – uma estátua, um quadro, ou um livro. O Mundo do Pensamento, onde estão localizados o Segundo Céu e o Terceiro Céu, é a esfera do Som, e o músico aqui, finalmente, chega ao lugar em que sua arte se expressa a si mesma em toda a extensão.

Não basta dizer que as novas condições serão determinadas pela conduta e atos da última vida. É necessário que os frutos do passado sejam aplicados no Mundo Físico, que será o próximo campo de atividade do Ego, e onde este estará adquirindo novas experiências físicas e colhendo mais frutos. Portanto, todos os habitantes do Mundo Celeste trabalham sobre os modelos da Terra – a totalidade dos quais se encontra na Região do Pensamento Concreto – lhe alterando as formas físicas e produzindo-lhe mudanças graduais no aspecto. Assim, em cada retorno à vida física eles encontram um ambiente diferente onde podem adquirir novas experiências. O clima, a flora e a fauna são alterados pelo ser humano sob a direção de Seres elevados que mais tarde descreveremos. Por conseguinte, o mundo é exatamente o que nós próprios, individual e coletivamente, temos feito dele, e será tal e qual como o fizermos. Em tudo quanto ocorre, o ocultista vê uma causa de natureza espiritual manifestando-se a si mesma, inclusive o alarmante aumento de frequência das perturbações sísmicas, que têm origem no pensamento materialista da ciência moderna.

O trabalho do ser humano no Mundo Celeste não se limita apenas à alteração da superfície da Terra, que será o campo de suas futuras lutas para dominar o Mundo Físico. Ele ocupa-se também, ativamente, em aprender como construir um corpo que tenha os melhores meios de expressão. O destino do ser humano é converter-se em Inteligência Criadora e para tal aplica-se à sua aprendizagem todo o tempo. Durante a vida celeste aprende a construir toda classe de corpos, inclusive o humano.

Instrutores das mais elevadas Hierarquias Criadoras dirigem o trabalho do ser humano. Ajudaram-no a construir seus veículos antes de ter alcançado consciência de si mesmo, do mesmo modo que ele próprio constrói atualmente seus veículos durante o sono. Mas no transcurso de sua vida celeste esses instrutores ensinam-no conscientemente. Ao pintor, ensinam como construir um olho apurado, capaz de captar perspectivas perfeitas, e distinguir cores e matizes em um grau inconcebível para os que não se interessam por cor ou luz.

Ao matemático que tem de lidar com o espaço, ensinam o delicado ajuste dos três canais semicirculares, os quais estão situados dentro do ouvido interno, que apontando, cada um, em uma das três direções do espaço, dão a faculdade da percepção abstrata. O pensamento lógico e a habilidade matemática estão em proporção à precisão do ajuste desses canais semicirculares. A habilidade musical depende também do mesmo fator, mas além da necessidade do devido ajuste dos canais semicirculares, o músico precisa do órgão de Corti extremamente delicado. Há no ouvido humano cerca de dez mil dessas fibras, e cada uma pode diferençar cerca de vinte e cinco gradações de tons. No ouvido da maioria das pessoas essas fibras não respondem senão de três a dez das gradações possíveis. Entre os músicos comuns o maior grau de eficiência é de uns quinze sons por fibra, mas um maestro, que é capaz de interpretar e traduzir a música do Mundo Celeste requer maior grau de acuidade para distinguir entre as diferentes notas e perceber a mais ligeira desarmonia nos mais complicados acordes.

O ser humano percebe a música através do mais perfeito órgão dos sentidos do corpo humano. A visão pode não ser perfeita, mas a audição o é, no sentido de não deformar o som que ouve, enquanto o olho altera muitas vezes o que vê.

Além do ouvido musical, o músico deve também aprender a construir mãos finas e delicadas, dedos ágeis e nervos sensitivos. Caso contrário não poderia reproduzir as melodias que ouve.

E lei da natureza: ninguém pode habitar um corpo mais eficiente do que aquele que é capaz de construir. Aprende-se, primeiramente, a construir uma determinada classe de corpo e depois a viver nele. Desta maneira percebem-se os defeitos e aprende-se a corrigi-los.

Todos os seres humanos trabalham inconscientemente na construção dos seus corpos durante a vida pré-natal, até chegar o momento em que a retida quintessência dos corpos anteriores seja neles amalgamada. Então passam a trabalhar conscientemente. Compreende-se, pois, que quanto mais o ser humano avança e quanto mais trabalha em seus veículos, tornando-os assim imortais, mais poder tem de construí-los para uma nova vida. O discípulo avançado de uma escola oculta, às vezes, começa a construir por si mesmo tão logo se complete o trabalho das três primeiras semanas de vida pré-natal (que pertence exclusivamente à mãe). Assim, passado o período inconsciente, apresenta-se ao ser humano uma oportunidade de exercer seu nascente poder criador, e aí começa o verdadeiro processo criativo, “original”, a “Epigênese”.

Vemos, pois que o ser humano aprende a construir seus veículos no Mundo Celeste e a usá-los no Mundo Físico. A Natureza fornece toda classe de experiências de maneira tão maravilhosa e com sabedoria tão consumada que, quanto mais profundamente penetramos nos seus segredos, mais impressionados ficamos com a nossa própria insignificância e mais cresce nossa reverência a Deus, cujo símbolo visível é a Natureza. Quanto mais aprendemos Suas maravilhas, mais compreendemos que esta estrutura universal não é a vasta e perpétua máquina em movimento, que os irrefletidos querem fazer crer. Seria tão pouco lógico como imaginar que, atirando-se ao ar uma caixa de tipos, os caracteres se organizassem por si sós quando caíssem ao chão, formando um formoso poema. Quanto maior a complexidade do plano mais poderoso o argumento em favor da teoria de um Inteligente e Divino Autor.

O Terceiro Céu na Região Abstrata do Mundo do Pensamento

Tendo assimilado todos os frutos de sua vida passada e alterado a aparência da Terra de maneira a proporcionar-lhe o ambiente requerido em seu próximo passo em busca da perfeição; tendo também aprendido, pelo trabalho nos corpos dos outros, a construir um corpo apropriado à sua manifestação no Mundo Físico; e tendo, por último, dissolvido a Mente na essência do Tríplice Espírito, o espírito individual sem envolturas sobe a mais elevada Região do Mundo do Pensamento – o Terceiro Céu. Aqui, pela harmonia inefável deste mundo superior, fortifica-se para a próxima imersão na matéria.

Depois de algum tempo, vem o desejo de novas experiências e a contemplação de um novo nascimento. Isto evoca uma série de quadros ante a visão do espírito – um panorama da nova vida que o espera. Contudo, note-se bem, este panorama contém somente os acontecimentos principais. Quanto aos detalhes, o espírito tem plena liberdade. É como se um ser humano, para ir a uma cidade distante, tivesse uma passagem com tempo determinado para lá chegar, mas com liberdade inicial de escolher o caminho. Depois de tê-lo escolhido e começado a viagem já não poderia mudar de caminho durante a jornada. Poderia deter-se em todos os lugares que quisesse dentro do tempo marcado, mas não poderia voltar atrás. Assim, cada avanço na viagem limitaria ainda mais as condições da escolha feita. Se escolheu viajar num vapor carvoeiro, seguramente chegará ao seu destino sujo e manchado. Se, ao contrário, tivesse escolhido uma condução elétrica, chegaria mais limpo. Assim acontece com o ser humano em cada nova vida. Talvez encontre pela frente uma vida muito dura, porém pode escolher entre vivê-la limpamente ou chafurdar-se na lama. Outras condições estão também sob o seu arbítrio, embora igualmente sujeitas às limitações das escolhas e ações passadas.

Os quadros do panorama da próxima vida, que acabamos de mencionar, começam no berço e terminam na sepultura. Seguem em direção oposta aquelas do panorama que se segue à morte, como já foi explicada, imediatamente após o espírito libertar-se do Corpo Denso. A razão desta diferença radical entre os dois panoramas é que no panorama pré-natal o objetivo é mostrar o Ego que regressa como certas causas ou atos produzem sempre certos efeitos. No caso do panorama pós-morte o objetivo é oposto, isto é, mostrar como cada acontecimento da vida que findou foi efeito de alguma causa anterior da vida. A Natureza, ou Deus, nada faz sem uma razão lógica, de modo que quanto mais investiguemos mais se evidencia que a Natureza é uma mãe sábia, empregando sempre os melhores meios para a realização dos seus fins.

Diagrama 5 – O Tríplice Espírito, o Tríplice Corpo e a Tríplice Alma

FIM

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Livro: Ensinamentos de um Iniciado – por Max Heindel

Este livro é a conclusão que engloba as mensagens por ele transmitidas aos seus estudantes por meio de lições mensais:

CAPÍTULO I – OS DIAS DE NOÉ E DE CRISTO

CAPÍTULO II – O SINAL DO MESTRE

CAPÍTULO III – O QUE É TRABALHO ESPIRITUAL?

CAPÍTULO IV – O CAMINHO DA SABEDORIA

CAPÍTULO V – O SEGREDO DO SUCESSO

CAPÍTULO VI – A MORTE DA ALMA

CAPÍTULO VII – O NOVO SENTIDO DA NOVA ERA

CAPÍTULO VIII – O POVO ESCOLHIDO DE DEUS

CAPÍTULO IX – LUZ MÍSTICA NA GUERRA MUNDIAL – (1914-1918) – Parte I – Fontes Secretas

CAPÍTULO X – LUZ MÍSTICA NA GUERRA MUNDIAL – (1914 – 1918) – Parte II – Seu desenvolvimento sob o ponto de vista espiritual

CAPÍTULO XII – LUZ MÍSTICA NA GUERRA MUNDIAL – (1914-1918) – Parte IV – O Evangelho do Regozijo

CAPÍTULO XIII – O SIGNIFICADO ESOTÉRICO DA PÁSCOA E O PONTO DE PARTIDA da Filosofia Rosacruz

CAPÍTULO XIV – OS ENSINAMENTOS DA PÁSCOA

CAPÍTULO XV – MÉTODO CIENTÍFICO PARA O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL – Parte I – Analogias Materiais

CAPÍTULO XVI – MÉTODO CIENTÍFICO DE DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL – Parte II – Retrospecção: Um Método para evitar o Purgatório

CAPÍTULO XVII – OS CÉUS PROCLAMAM A GLÓRIA DE DEUS

CAPÍTULO XVIII – RELIGIÃO E CURA

CAPÍTULO XIX – DISCURSO NA COLOCAÇÃO DA PEDRA FUNDAMENTAL EM MOUNT ECCLESIA

CAPÍTULO XX – NOSSO TRABALHO NO MUNDO – Parte I – (Publicado em maio, 1912)

CAPÍTULO XXI – NOSSO TRABALHO NO MUNDO – Parte II

CAPÍTULO XXII – NOSSO TRABALHO NO MUNDO – Parte III

CAPÍTULO XXIII – CONDENAÇÃO ETERNA E SALVAÇÃO

CAPÍTULO XXIV – O ARCO NAS NUVENS

CAPÍTULO XXV – A RESPONSABILIDADE DO CONHECIMENTO

CAPÍTULO XXVI – A JORNADA NO DESERTO

Para acessá-lo, clique Ensinamentos de um Iniciado – Max Heindel

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Livro: O Conceito Rosacruz do Cosmos – por Max Heindel

Este livro fornece uma descrição completa dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, até o ponto onde podem ser tornados públicos, atualmente.

Ele contém um esboço abrangente do processo evolutivo do ser humano e do universo, correlacionando a ciência com a religião.

O autor recebeu esses Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz pessoalmente, do Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.

É a sua última comunicação.

O Livro é um livro de estudos e consultas, portanto sua leitura é permanente para quem está trilhando Caminho de Desenvolvimento Espiritual da Fraternidade Rosacruz.

É dividido em 3 partes, a saber:

Parte I – trata dos Mundos Visível e Invisíveis, do Método da Evolução do Ser Humano, Renascimento e Lei de Causa e Efeito.

Parte II – trata do Esquema da Evolução, em geral, e da Evolução do Sistema Solar e da Terra, em particular.

Parte III – trata do Cristo e da Sua Missão, do Futuro Desenvolvimento do Ser Humano e da Iniciação, do Treinamento Esotérico e do Método Seguro de Adquirir o Conhecimento Direto.

Para acessá-lo, clique O Conceito Rosacruz do Cosmos

ÍNDICE

CREDO OU CRISTO?

UMA PALAVRA AO SÁBIO

INTRODUÇÃO

PRIMEIRA PARTE

CONSTITUIÇÃO ATUAL DO SER HUMANO E O MÉTODO DO SEU DESENVOLVIMENTO

CAPÍTULO I – OS MUNDOS: VISÍVEL E INVISÍVEIS

A Região Química do Mundo Físico

A Região Etérica do Mundo Físico

O Mundo do Desejo

O Mundo do Pensamento

Diagrama 1 – O Mundo Material um reflexo reverso dos Mundos Espirituais

Diagrama 2 – Os Sete Mundos

CAPÍTULO II – OS QUATRO REINOS

Diagrama 3 – Os Veículos dos Quatro Reinos

Diagrama 4 – A Consciência dos Quatro Reinos

CAPÍTULO III – O SER HUMANO E O MÉTODO DE EVOLUÇÃO

Atividades da Vida: Memória e Crescimento Anímico

Diagrama – A Constituição Sétupla do Ser Humano

Diagrama 5 – O Tríplice Espírito, o Tríplice Corpo e a Tríplice Alma

Morte e Purgatório

Diagrama 5-A – O Cordão Prateado

A Região Limítrofe

O Primeiro Céu

O Segundo Céu

O Terceiro Céu

Preparações para o Renascimento

Nascimento do Corpo Denso

Nascimento do Corpo Vital e o Crescimento

Nascimento do Corpo de Desejos e a Puberdade

Nascimento da Mente e a Maioridade

O Sangue – Veículo do Ego

Diagrama – Um Ciclo de Vida

CAPÍTULO IV – O RENASCIMENTO E A LEI DE CONSEQUÊNCIA

O Vinho como Fator da Evolução

Uma História Notável

SEGUNDA PARTE

COSMOGÊNESE E ANTROPOGÊNESE

CAPÍTULO V – A RELAÇÃO DO SER HUMANO COM DEUS

Diagrama 6 – O Ser Supremo, os Planos Cósmicos e Deus

CAPÍTULO VI – O ESQUEMA DA EVOLUÇÃO

O Princípio

Os Sete Mundos

Os Sete Períodos

CAPÍTULO VII – O CAMINHO DA EVOLUÇÃO

Revoluções e Noites Cósmicas

Diagrama 7 – O Período de Saturno

Diagrama 8 – Os 7 Mundos, os 7 Globos e os 7 Períodos

CAPÍTULO VIII – A OBRA DA EVOLUÇÃO

O Fio de Ariadne

O Período de Saturno

Recapitulação

O Período Solar

O Período Lunar

Diagrama 9 – As Doze Hierarquias Criadoras

CAPÍTULO IX – ATRASADOS E RECÉM-CHEGADOS

Diagrama 10 – Classes no início do Período Terrestre

CAPÍTULO X – O PERÍODO TERRESTRE

A Revolução de Saturno do Período Terrestre

A Revolução Solar do Período Terrestre

A Revolução Lunar do Período Terrestre

Período de Repouso entre Revoluções

A Quarta Revolução do Período Terrestre

CAPÍTULO XI – GÊNESE E EVOLUÇÃO DO NOSSO SISTEMA SOLAR

Caos

O Nascimento dos Planetas

Diagrama 11 – os 1, 3, 7 e 10 Aspectos de Deus e do Ser Humano

Tabela das Vibrações

Cujos efeitos são reconhecidos e estudados pela Ciência

Diagrama 12 – Forma Corporal do Ser Humano no Passado, Presente e Futuro

CAPÍTULO XII – EVOLUÇÃO DA TERRA

A Época Polar

A Época Hiperbórea

A Lua – A Oitava Esfera

A Época Lemúrica

Nascimento do Indivíduo

Separação dos Sexos

Influência de Marte

As Raças e Seus Guias

Influência de Mercúrio

A Raça Lemúrica

A “Queda do Homem”

Os Espíritos Lucíferos

A Época Atlante

A Época Ária

Os Dezesseis Caminhos para a Destruição

CAPÍTULO XIII – RETORNO À BÍBLIA

CAPÍTULO XIV – ANÁLISE OCULTA DO GÊNESIS

Limitações da Bíblia

No Princípio

A Teoria Nebular

As Hierarquias Criadoras

O Período De Saturno

O Período Solar

O Período Lunar

O Período Terrestre

Jeová e Sua Missão

Involução, Evolução e Epigênese

Uma Alma Vivente?

A Costela de Adão

Os Anjos da Guarda

A Mescla de Sangue no Matrimônio

A “Queda do Homem”

Diagrama 13 – O Princípio e o Fim dos Sexos

TERCEIRA PARTE

FUTURO DESENVOLVIMENTO E INICIAÇÃO DO SER HUMANO

CAPÍTULO XV – Cristo e Sua Missão

Diagrama – Os Sete Dias da Criação

A Evolução da Religião

Jesus e Cristo Jesus

Diagrama 14 – O Pai, o Filho e o Espírito Santo

Não a Paz, mas uma Espada

A Estrela de Belém

O Coração, uma Anomalia

O Mistério do Gólgota

O Sangue Purificador

CAPÍTULO XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação

Os Sete Dias da Criação

Diagrama 15 – O Simbolismo do Caduceu

Diagrama – Como é em cima, é em baixo

Espirais dentro de Espirais

Alquimia e Crescimento da Alma

A Palavra Criadora

Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto

Os Primeiros Passos

Métodos Ocidentais para os Ocidentais

A Ciência da Nutrição

A Lei da Assimilação

Vivei e Deixai viver

A Oração do Senhor

Diagrama 16 – O Pai Nosso

O Corpo Pituitário e a Glândula Pineal

Diagrama 17 – Caminho das Forças Sexuais não empregada

Treinamento Esotérico

Como os Veículos Internos são construídos

Concentração

Meditação

Observação

Discernimento

Contemplação

Adoração

CAPÍTULO XVIII – A Constituição da Terra e Erupções Vulcânicas

O Número da Besta

Diagrama 18 – A Constituição da Terra

CAPÍTULO XIX – CHRISTIAN ROSENKREUZ E A ORDEM DOS ROSACRUZES

Antigas Verdades em Novas Roupagens

Iniciação

A Fraternidade Rosacruz

O Simbolismo da Rosacruz

Exercícios Noturno e Matinal Efetuados Pelo Aspirante Rosacruz

O Exercício Noturno

O Exercício Matinal

EPÍLOGO