Categoria Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas

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Como o corpo de Jesus pôde ser dispersado pelas forças vibratórias do Espírito de Cristo após Sua saída e como os átomos poderiam ter saído do túmulo uma vez que esse estava selado?

Pergunta: Agradeço as respostas a respeito do corpo de Jesus e de sua relação com Cristo, mas fico ainda sem entender como o corpo de Jesus pôde ser dispersado pelas forças vibratórias do Espírito de Cristo após Sua saída. Também como os átomos poderiam ter saído do túmulo uma vez que esse estava selado?

Resposta: Acreditar que o corpo habitado por nós seja totalmente vivo é uma das nossas ilusões, pois a realidade não é essa. A parte deste corpo que pode ser considerada viva é tão pequena que o que afirmamos é praticamente verdadeiro. A maior parte está totalmente adormecida, senão morta.

Esse é um fato bem conhecido pela ciência, e a razão ensina-nos isso de certa forma. Isso acontece porque a nossa força espiritual é tão fraca que não pode prover este veículo com vida em quantidade suficiente. Quanto menos conseguimos vitalizar o corpo, mais ele assemelha-se a um torrão de argila que temos de arrastar com força até que, depois de alguns anos, ele cristaliza-se de tal maneira que se torna impossível para nós manter a ação vibratória. Então, somos forçados a deixar o corpo, e dizemos que ele morreu. Um processo lento de desintegração ocorre a fim de restituir aos átomos o seu estado livre original.

Verifiquemos agora o que acontece quando um Espírito poderoso, como o de Cristo, se apodera de um destes corpos terrenos. Constatamos que há uma semelhança com o caso de um homem que é reavivado de um afogamento. Nesse caso, o Corpo Vital foi extraído e a ação vibratória dos átomos físicos cessou parcial ou integralmente. Então, quando o Corpo Vital é obrigado a penetrar novamente no corpo físico, ele começa a estimular cada átomo a entrar em ação e começar a vibrar.

Esse esforço para despertar os átomos adormecidos causa uma sensação de agulhadas intensamente desagradável, geralmente descrita por pessoas que sofreram um afogamento, e essa sensação só cessa quando os átomos físicos atingem uma frequência vibratória de uma oitava abaixo da frequência vibratória do Corpo Vital. A partir daí nenhuma sensação se manifesta além daquelas normalmente experimentadas.

Consideremos agora o caso de Cristo ao entrar no Corpo Denso de Jesus. Nesse corpo, os átomos moviam-se a uma velocidade bem inferior à das forças vibratórias do Espírito de Cristo. A aceleração, portanto, fazia-se inevitável, e durante os três anos de ministério, essa aceleração acentuada da vibração desses átomos teria destruído o corpo, não fosse a poderosa vontade do Mestre, assistida pela habilidade dos Essênios, em mantê-los unidos. Se os átomos estivessem adormecidos quando Cristo deixou o corpo de Jesus, da mesma forma que os nossos átomos ficam adormecidos quando deixamos os nossos corpos, um longo processo de purificação teria sido necessário para desintegrar o corpo. Mas eles estavam, como já o dissemos, altamente sensibilizados e vivos, portanto, era impossível conservá-los reunidos com o Espírito ausente.

Em eras futuras, quando aprendermos a manter os nossos corpos vivos, não trocaremos os átomos e, portanto, não trocaremos os corpos tão frequentemente. E mesmo quando o fizermos, o processo de purificação não será tão longo como o é hoje. O túmulo não estava hermeticamente selado, por isso, não ofereceu obstáculo à passagem dos átomos.

(Pergunta nº 97 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. II)

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Por que deveria Jesus perder a experiência correspondente aos trinta anos que já vivera, uma vez que ele havia ocupado esses veículos e os Átomos-sementes voltaram a ele depois que Cristo cessou de usá-los?

Pergunta: Por que deveria Jesus perder a experiência correspondente aos trinta anos que já vivera, uma vez que ele havia ocupado esses veículos e os Átomos-sementes voltaram a ele depois que Cristo cessou de usá-los?

Resposta: Essa pergunta decorre do que se declarou anteriormente, isto é, que quando Jesus deixou o seu veículo ao cargo do Cristo, ele perdeu com isso a experiência dos trinta anos que já vivera, e isso é verdade. As experiências ficam realmente registradas no Átomo-semente, e quando Jesus recebeu esses Átomos-sementes após a morte no Gólgota, ele recebeu, desse modo, um registro da experiência, mas o corpo vital é que recebeu o impacto das experiências. Jesus viveu seu céu e seu inferno diariamente, como todo verdadeiro Probacionista o faz, e gravou a experiência no Corpo-Alma que foi entregue a Cristo. O Corpo-Alma, os dois Éteres superiores que cresceram durante a vida na Terra, incluindo naturalmente os três anos em que foi habitado por Cristo, continua faltando a Jesus, e não voltará até o Dia da Libertação, quando o Milênio tiver terminado, para que Cristo conclua a tarefa com o corpo vital que recebeu de Jesus. Então, naturalmente, o crescimento anímico alcançado por Cristo recairá sobre Jesus em decorrência da Lei de Atração, e ele tornar-se-á muitíssimo mais rico do que o seria se não tivesse sacrificado o seu corpo dessa maneira. É por essa razão que declarei, como opinião pessoal, que Ele seria o mais elevado ser sobre a Terra.

(Pergunta nº 98 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol II)

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Como serão os atrasados e os pioneiros na Sexta Época, a Nova Galileia? Os atrasados estarão no mesmo campo de evolução dos pioneiros?

Pergunta: Agradeceria sua opinião sobre eu estar certo ou errado no seguinte: De acordo com os Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz, a Terra toda será etérica na Sexta Época, a Nova Galileia, incluindo humanos, animais, plantas e minerais. De fato, o processo de eterilização já está em andamento, tendo nós passado o nadir da materialidade “alguns milhões de anos atrás”. Isso significa que mesmo os atrasados humanos, que não tiverem desenvolvido o Corpo-Alma à altura da segunda chegada, também serão etéricos, possuindo apenas os dois Éteres inferiores. Assim não sendo, a Terra não seria toda etérica. Os pioneiros, pelo contrário, só terão os Éteres superiores compondo seu Corpo-Alma, e habitarão a atmosfera da Terra do futuro podendo assim: “Encontrar o Senhor no Ar”?

Resposta: Não cremos que aos humanos que não tenham desenvolvido um Corpo-Alma lhes seja permitido permanecer na Terra chegando a Sexta Época. Parece-nos ter sido deixado bastante claro nos Ensinamentos da Fraternidade que o Corpo-Alma, o Traje Dourado de Bodas, será essencial para os humanos poderem viver na Nova Galileia. Extraímos do livro Coletâneas de um Místico uma informação bem pertinente sobre o assunto.

“Tem sido ensinado em nossa literatura que quatro grandes épocas de desenvolvimento precederam a ordem atual das coisas; que a densidade das condições atmosféricas da Terra e as leis naturais prevalecentes numa época eram tão diferentes das de outras épocas quanto a constituição fisiológica correspondente da humanidade de uma época ou era da de outras.”

“.. Carne e Sangue teriam torrado no terrível calor de então (Lemúrica), e embora adequadas às presentes condições, diz-nos São Paulo que não poderão herdar o Reino de Deus. É então manifesto que antes que possa ser inaugurada uma nova ordem de coisas, a constituição da humanidade deve ser radicalmente alterada, sem se falar da atitude espiritual. Íons serão necessários para “regenerar a inteira a onda de vida humana e adequá-la à vida em Corpos Vitais.”.

“Por outro lado, nem um novo ambiente vem à existência num momento, mas Terra e povo envolvem-se juntos desde os menores e mais primitivos primórdios. Quando as névoas da Atlântida começaram a dissipar-se, alguns de nossos antepassados tinham desenvolvido pulmões embrionários e foram forçados para as terras altas muito antes de seus companheiros. Vagaram ‘Na Vastidão Deserta’, enquanto ‘A Terra Prometida’ estava emergindo das brumas mais leves, e ao mesmo tempo seus pulmões em desenvolvimento propiciavam-lhes a viver sob as atuais condições atmosféricas.”

“Mais duas raças nasceram nas bacias da Terra antes que uma sucessão de inundações os dirigisse para as terras altas; a última deu-se quando o Sol (por precessão) entrou no aquático Câncer, cerca de há dez mil anos, conforme relataram os sacerdotes egípcios a Platão. Vemos assim não haver mudança improvisada em constituição ou ambiente para a inteira raça humana ao alvorecer de uma nova época, mas um sobrepor-se de condições que torna possível para a maioria, por ajuste paulatino, ingressar nas novas condições, embora a mudança possa parecer repentina ao indivíduo quando a alteração preparatória tiver sido realizada inconscientemente.”

No livro Interpretação Mística do Natal diz Max Heindel: “Assim como os Atlantes cujos pulmões estavam subdesenvolvidos pereceram no dilúvio, também a Nova Era, a de Aquário, encontrará alguém sem o ‘Traje de Bodas’, portanto, despreparado para entrar, até qualificar-se em ocasião posterior”.

(Publicada na revista ‘Serviço Rosacruz’ – nov/dez/88)

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Um cirurgião que vai ao Purgatório sente todas as dores que seus pacientes sentiram durante as cirurgias que executou?

Pergunta: Um cirurgião que vai ao Purgatório sente todas as dores que seus pacientes sentiram durante as cirurgias que executou? Isto não seria justo em casos de cirurgia honesta.

Resposta: Certamente que não. Os sofrimentos no Purgatório são consequências de delinquências morais e do ressentimento daqueles que foram prejudicados por elas.

Um cirurgião que executa uma cirurgia honesta está fazendo um trabalho que merece a gratidão da pessoa operada, e isso, no panorama da vida aparecerá no Primeiro Céu juntamente com a gratidão de quem foi assim auxiliado. Isto tornará o cirurgião mais ansioso em servir a humanidade.

Por outro lado, os cirurgiões inescrupulosos que convencem as pessoas a serem operadas unicamente pelo amor à experiência, ou que as retiram de instituições de caridade para esse fim, serão severamente punidas como o merecem. Quanto ao Purgatório dos vivisseccionistas, vimos casos comparados aos quais o inferno ortodoxo com seus diabos e forçados é um lugar de suave divertimento.

Não há, contudo, agentes visíveis de natureza diabólica para punir tais pessoas — unicamente as torturas que praticaram em animais e que aparecem em seu panorama de vida agem sobre eles com uma intensidade triplicada (pois a passagem pelo Purgatório dura um terço da duração da vida física). Se as pessoas imaginassem ao menos de leve o que as aguarda, as câmaras de tortura esvaziar-se-iam e haveriam menos horror no mundo.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – set/out/88)

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A eletricidade é estritamente física e o processo mencionado na Bíblia como a “segunda morte” pode ser compreendido mais facilmente sob esse ponto de vista?

Pergunta: A Filosofia Rosacruz faz referência a quatro Éteres: Químico, de Vida, Luminoso e Refletor. Para mim, eles constituem um campo elétrico. A dissolução do corpo físico parece ser uma função dos Éteres depois da morte, pois acredito ser a eletricidade a última fase da chamada matéria, onde a Física termina e a Metafísica principia. Contudo, ainda para mim, a eletricidade é estritamente física e o processo mencionado na Bíblia como a “segunda morte” pode ser compreendido mais facilmente sob esse ponto de vista. Parece-me que a base de tudo seja a eletricidade (simplesmente um aumento de vibração do mais inferior dos Éteres ao mais superior).

Resposta: No século XIX, todos os físicos admitiam a existência do Éter no espaço, como transportador da luz em forma ondulatória. Outros cientistas aventavam a hipótese da existência de uma espécie de Éter funcionando como veículo de forças ondulatórias eletromagnéticas. Hoje, entretanto, a eletricidade, o magnetismo e a luz estão incluídos no termo “espectro eletromagnético”. Os indivíduos de ciência também não admitem uma linha de demarcação real entre a matéria vivente-orgânica e a inorgânica, embora o ocultista saiba que a diferença esteja situada no Éter de Vida. Para o biofísico, contudo, a vida pertence ao fenômeno eletromagnético. Porém, não é correto correlacionar eletricidade e vida, embora alguns ocultistas o tenham feito. O abandono da “concha” etérica, depois da morte, poderia ser conceituado como uma “segunda morte”. O Ego, porém, muito raramente fica ciente desse processo, pois nessa ocasião sua atenção focaliza-se no “panorama” ou em suas primeiras experiências nos planos internos.

O Éter de Vida é o elemento que, antes de qualquer coisa, mantém a totalidade do corpo durante a vida. Depois da morte, não há algo que imponha a ação desse Éter às moléculas e átomos do organismo. Assim, o corpo se decompõe sob a ação das forças químicas pertencentes à esfera terrestre.

Outra interpretação da “segunda morte” pode ser sugerida pelo fato sucedido quando o Ego ascende das regiões inferiores do Mundo do Desejo, ingressando no Primeiro Céu (região superior do Mundo do Desejo). Sabemos que as alegrias próprias do Primeiro Céu sejam alegrias de ordem pessoal, consistindo na satisfação de todos aqueles desejos bons e inocentes, dos sonhos e aspirações não concretizados na vida terrestre. Isso leva o Ego a tomar a aparência corporal que mais o alegra, ressaltando-se o formato de uma cabeça (que tende a desaparecer rapidamente).

O passo seguinte consiste na entrada no Segundo Céu (Região do Pensamento Concreto), onde há uma espécie de morte, mas de nenhuma forma comparada à mudança de corpos.

É possível a aparição de Egos na Terra, quando ainda estejam no Primeiro Céu para a realização de um propósito especial, revestidos com a aparência dos antigos corpos usados na esfera física. Entretanto, isso raramente acontece após o ingresso no Segundo Céu.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro de 1970)

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O que acontece depois da morte?

Pergunta: O que acontece depois da morte?

Resposta: Depois de um tempo mais ou menos longo, chega na vida de cada indivíduo, o momento no qual se completam as experiências que o espírito pôde acumular em seu atual ambiente, e a vida termina com a chamada “morte”.

Essa “morte” pode ocorrer repentinamente, como, por exemplo, devido a um terremoto, no campo de batalha, ou por acidente.

Mas, na realidade, a morte nunca é “acidental”, ou imprevista pelas Forças Superiores. “Nenhum pássaro cai ao solo sem a Vontade Divina”.

Há, no percurso da vida, desvios do caminho, por assim dizer: por um lado a linha principal da existência continua para a frente; o desvio do caminho levará ao que podemos chamar “um beco sem saída”. No caso de o ser humano tomar esse caminho, sua vida em breve terminará com a morte. Estamos aqui com a finalidade de obter experiências, e cada vida tem uma certa colheita a amadurecer. Se organizamos nossa vida de modo apropriado a alcançar esse conhecimento, continuamos vivendo e constantemente nos chegarão oportunidades variadas. Mas, se nos descuidamos delas, e nos deixarmos levar por caminhos que não forem congruentes com o nosso desenvolvimento individual, seria um desperdício de tempo deixar-nos ficar em semelhante atmosfera.

Por isso os Grandes e Sábios Seres que estão por trás do cenário da evolução, encerram a nossa vida, para que possamos recomeçar em um círculo de influência diferente. A lei da conservação da energia não está confinada ao Mundo Físico, senão que opera também nos planos espirituais.

Não há na vida algo que não tenha o seu propósito. Agimos mal em rebelarmo-nos contra as circunstâncias, não importa quão desagradáveis sejam. Pelo contrário, deveríamos nos esforçar por aprender as lições nelas contidas, para que possamos viver uma vida longa e útil. Alguém poderá objetar, dizendo: “Você é inconsequente nos seus ensinamentos. Diz que realmente a morte não existe; que passamos a uma existência mais lúcida e que temos de aprender outras lições lá, numa esfera diferente de utilidade! Por que, então, devemos nos esforçar em viver aqui uma mais longa vida?”.

É certo que fazemos tais afirmações. E elas são perfeitamente consequentes com as afirmações que acabamos de mencionar. Mas há lições que devem ser aprendidas AQUI, e temos de educar nosso corpo físico através dos pouco úteis anos da infância, atravessando o período ardente e impulsivo da juventude, até chegar à maturidade do homem ou da mulher, antes de que esse veículo mostre sua verdadeira utilidade espiritual. Quanto mais tempo vivamos depois de alcançar a maturidade, quando começamos a considerar o lado sério da vida, e começamos realmente a aprender as lições que determinarão o crescimento da nossa alma; quanto mais experiência consigamos acumular, mais rica e proveitosa será a nossa colheita. Depois, em uma existência posterior, estaremos muito mais avançados e capazes de empreender tarefas que estaríamos impossibilitados de realizar numa vida de mais curta amplitude de atividades. Além disso, é muito doloroso para o homem morrer na juventude, com esposas e filhos jovens, a quem ele ama, com ambições de grandeza sem realização, com amigos à sua volta e com interesses todos concentrados sobre o plano material da existência. É triste para o coração da mulher, apegada ao seu lar e aos filhinhos a quem criou, abandoná-los, sem que haja talvez alguém para cuidar deles, sabendo que terão de lutar sozinhos durante todos os anos da infância, quando tão necessários são seus ternos carinhos, ou até vê-los sofrer abusos, sentindo-se incapaz de intervir. Todas essas coisas são tristes e farão o espírito “apegar-se à Terra” por um tempo muito maior do que o comum.

E tudo isso, junto às outras razões anteriormente mencionadas, faz desejável viver-se uma vida bastante longa antes de passar para o além.

A diferença entre aqueles que passam para o além em idade avançada e aqueles que abandonam esta terra na primavera da vida, pode ser ilustrada pela forma em que o caroço de uma fruta se adere à polpa enquanto está verde. É preciso um grande esforço para extrair o caroço de um pêssego verde. Tal é a intensidade com que se adere à fruta que pedaços da polpa ficam presos ao caroço quando ele é extraído à força. Assim também o espírito se prende à carne na metade da vida e uma parte do seu interesse material continua e o retém preso à Terra depois da morte. Por outro lado, quando a vida foi inteiramente vivida, quando o espírito teve de realizar suas ambições, ou comprovar sua futilidade, quando os deveres foram cumpridos e a satisfação se estampa na fisionomia de um homem ou mulher de idade avançada, ou quando a vida foi malbaratada e as dores da consciência surtiram seu efeito no ser humano, apontando-lhe os erros, quando o espírito aprendeu verdadeiramente as lições da vida, como deve acontecer quando se chega à velhice, então pode ser comparado à semente da fruta madura, que salta fora, sem um vestígio de polpa. Assim, pois, repetimos que embora nos esteja reservada uma existência mais brilhante, para todos os que viveram bem, não obstante, é melhor viver uma vida longa e da maneira mais intensa possível…

Também sustentamos: não importa quais sejam as circunstâncias da morte de uma pessoa. Nunca é acidental. Ou foi produzida por suas próprias negligências em aproveitar as oportunidades de crescimento, ou doutro modo, porque a vida foi aproveitada até seu limite possível.

Há uma exceção a essa regra: se vivemos de acordo com o esquema que nos foi traçado, se assimilamos todas as experiências que nos foram designadas pelas Inteligências Criadoras (para o nosso desenvolvimento), deveremos viver o máximo. Mas, geralmente “nós mesmos” abreviamos nossas vidas por não aproveitarmos as oportunidades, podendo também acontecer que “outros seres humanos” interfiram em nossa existência, para abreviá-la ou terminá-la, tão repentinamente como no caso chamado “acidente”. Os Anjos do Destino, valendo-se disso, encerram nossa vida aqui. Em outras palavras, os homicídios, ou acidentes fatais originados pela imprudência humana, são em realidade os únicos fins-de-vida não planejados pelos Guias Invisíveis da humanidade. Jamais alguém foi impelido a assassinar, ou a fazer um outro mal qualquer, pois doutro modo não haveria uma retribuição justa aos seus atos. Cristo disse que o mal deveria acontecer, mas “desgraçado daquele pelo qual o mal se produza”. Para harmonizar isso com a Lei da Justiça Divina,” acrescentamos: “Aquilo que o homem semear, isso também colherá”, devendo haver livre-arbítrio a respeito dos maus atos.

Também há casos em que uma pessoa vive a sua vida de maneira tão proveitosa, ensejando tantos benefícios para a humanidade e a si própria, que verá seus dias prolongados além do limite determinado.

Quando a morte não é repentina, como em casos de acidentes, ocorrendo em casa (ou hospital) em consequência de uma enfermidade, silenciosa e pacificamente, as pessoas moribundas sentem, geralmente, cair sobre elas um manto de grande obscuridade momentos antes do encerramento da vida. Muitos saem do seu corpo sob essas condições, e não voltam a rever a luz até entrar no plano suprafísico.

Porém, existem muitos outros casos, nos quais as trevas se desfazem antes da saída definitiva do corpo. Então o moribundo vê ambos os mundos ao mesmo tempo, estando consciente da presença dos seus amigos, tanto os mortos como os vivos. Sob tais condições acontece frequentemente que uma mãe vê alguns dos seus filhos já falecidos podendo exclamar alegremente: “Oh! — aqui está Joãozinho, aos pés da minha cama; mas como ele cresceu!” Os familiares vivos podem ficar admirados, ou embaraçados; pensando que a mamãe está sofrendo de alucinações. Mas em realidade ela é então mais clarividente do que eles. Vê aqueles que passaram anteriormente para além do véu; e que acodem para lhe dar as boas-vindas; ajudando-a a fim de que se sinta confortada no novo mundo.

Cada ser humano é um indivíduo, separado. E, como as experiências da vida de cada um diferem das de todos os outros no intervalo que vai do berço ao túmulo, assim podemos também racionalmente concluir que as experiências de cada espírito variam das de outro qualquer espírito, quando cruza as portas do nascimento ou da morte. Em continuação, relatamos o que foi transmitido como “mensagem espiritual” pelo falecido professor James, de Harvard, em Boston, na qual descreve o que sentiu quando estava passando o portal da morte. Não podemos atestar sua autenticidade, já que não a investigamos pessoalmente.

O professor James tinha prometido comunicar-se com seus amigos depois de sua morte, e todos os investigadores do psiquismo estavam e ainda estão alertas, esperando receber uma comunicação dele. Diversos sensitivos anunciaram que o professor James havia se comunicado por intermédio deles. Porém a mais notável comunicação foi a apresentada em Boston. Foi a seguinte:

“Se isto é a morte, somente sei que caí adormecido, para despertar na manhã seguinte, e ver que tudo ia bem. Eu não estou morto somente ressuscitei!”.

***

“Senti que fui sacudido fortemente em toda a minha constituição, como se uma forte atadura fosse arrebentada. Por um momento fiquei ofuscado e perdi a consciência. Quando voltei a mim estava de pé, ao lado do meu corpo físico que tão bem e fielmente me serviu. Dizer que fiquei surpreso não indicaria adequadamente a sensação que sobreveio a todo o meu ser. Então compreendi que alguma mudança maravilhosa havia ocorrido.

“De repente, tornei-me consciente de que meu corpo estava rodeado de muitos dos meus amigos e um desejo invencível apoderou-se de mim: falar-lhes e tocá-los, para fazer-lhes saber que eu ainda vivia. “Aproximando-me um pouco mais deles e daquilo que se parecia tanto comigo, e ao mesmo tempo não era eu mesmo, estendi minha mão para frente e toquei-os. Mas eles não me perceberam.

“Então aconteceu que o pleno significado da grande mudança que havia se produzido refletiu-se sobre os meus sentidos novamente despertados. Compreendi então que uma barreira intransponível me separava dos seres queridos e que essa grande mudança era, certamente, a morte. Uma sensação de tristeza e um desejo de descanso apoderou-se de mim. Pareceu-me ser transportado pelo espaço e perdi a consciência, para despertar-me num país tão diferente, e ao mesmo tempo tão estranhamente parecido com aquele que eu, há pouco, deixara atrás. Não me foi possível analisar minhas sensações quando voltei a recuperar a consciência, mas compreendi que, embora morto, eu ainda vivia.

“Quando pela primeira vez tornei-me consciente do meu novo ambiente, repousava em um belíssimo parque, e entendia, como nunca me fora possível, o que significava estar em paz comigo mesmo e com todo o mundo.

***

“Sei que será com a maior dificuldade que serei capaz de exprimir a vocês as minhas sensações quando me apercebi plenamente que havia despertado para uma nova vida. Tudo era silêncio. Nenhum som alterava essa quietude. A escuridão me rodeara. Com efeito, pareceu-me estar envolto por uma densa neblina, e meu olhar não penetrava além dela. Logo mais percebi um fraco resplendor de luz que lentamente se aproximou de mim. Então, para minha surpresa e alegria, distingui a face daquela que fora minha estrela guia nos primeiros dias da minha vida terrena.”

Um dos espetáculos mais tristes que o vidente pode presenciar é o das torturas a que, com frequência, submetemos os nossos amigos moribundos. Isso devido à nossa ignorância quanto à maneira de tratá-los naqueles momentos. Conhecemos a “ciência do nascimento”. Obstetras se especializaram durante muitos anos, desenvolvendo uma extraordinária perícia na assistência ao pequenino forasteiro em sua entrada neste mundo. O engenho de Mentes esclarecidas está focalizado no problema de tornar a maternidade mais fácil: não se poupam trabalhos, nem dinheiro, nesses esforços para a segurança de alguém que nunca vimos. Contudo, quando um amigo de toda a vida, uma pessoa que serviu seu próximo nobremente em sua profissão, seja na sociedade ou na Igreja, está para abandonar o cenário da sua atividade para seguir para outro campo de ação; quando uma mulher que trabalhou com não menos elevado propósito, criando sua família e desempenhando seu encargo nos trabalhos do mundo — tem que deixar esse lar e a família; quando alguém que amamos toda a nossa vida chegou ao momento de despedir-se de nós e dar-nos seu último adeus, então permanecemos ali parados, sem saber absolutamente como ajudá-lo. E talvez façamos exatamente aquilo que é mais prejudicial ao bem-estar e conveniência daquele que está de partida.

Provavelmente não haverá forma de tortura mais comumente imposta aos que morrem do que a que é causada quando administramos estimulantes. Essas drogas têm o efeito de atrair o espírito que ora se retira forçando-o a voltar novamente para dentro do seu corpo, para nele permanecer e sofrer por mais algum tempo. A câmara mortuária deveria ser um lugar da mais absoluta quietude, de paz e de oração (porque desde aquele momento e durante três dias e meio depois o espírito está passando por um Getsemani, e necessitando de todo o auxílio que se lhe possa prestar. O valor da vida que acaba de esvair depende grandemente das condições que então prevaleçam em torno do corpo, e até as condições da sua vida futura serão afetadas pela nossa atitude durante aqueles momentos, de modo que se alguma vez tivemos a pretensão de ser defensores da vida dos nossos irmãos neste mundo, muito mais deveríamos sê-lo na hora da sua morte.

As autópsias, os exames post-mortem, o embalsamamento, ou a cremação, realizados nesse período mencionado, não somente perturbam mentalmente o espírito que se vai como podem até mesmo causar-lhe dor, pois ainda subsiste uma ligeira conexão entre ele e o veículo abandonado.

Se as leis sanitárias julgarem necessária alguma providência para evitar a decomposição, enquanto se espera a hora da cremação, o corpo poderia ser conservado em câmara frigorífica, até que o período de “três dias e meio” seja transcorrido. Depois desse lapso de tempo o espírito já não sofrerá mais, não importa o que possa ocorrer ao seu corpo.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio de 1976)

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Por que os ocultistas nos falam de Mestres e de Iniciações, quando outras escolas — místicas — parecem ensinar que o ser humano pode aprender sozinho e alcançar Deus sem a necessidade de Iniciação e de Mestres?

Pergunta: Por que os ocultistas nos falam de Mestres e de Iniciações, quando outras escolas — místicas — parecem ensinar que o ser humano pode aprender sozinho e alcançar Deus sem a necessidade de Iniciação e de Mestres? O ser humano não pode chegar à consciência do “Eu” sem essas coisas? As iniciações referem-se unicamente ao desenvolvimento de poderes latentes existentes no ser humano? Existem iniciações dentro do misticismo? São as mesmas como as do ocultismo?

Resposta: Se todos nascessem com o mesmo temperamento, haveria necessidade de um único caminho para eles. Todos precisariam das mesmas experiências a fim de elevar a sua consciência até a união com Deus. No entanto, como cada um é fundamentalmente diferente de todos os outros, as experiências necessariamente diferem, e certas linhas gerais de orientação revelam-se necessárias a fim de obter os resultados desejados para todos. Por conseguinte, restritamente falando, há tantos caminhos que levam a Deus quanto há espíritos separados em evolução.

De forma geral, podemos dizer que há dois caminhos. Um que leva à união pela fé, e outro que é o caminho da salvação pelo trabalho. Em um certo ponto, esses dois caminhos convergem, e aquele que foi crescendo exclusivamente pela fé, descobre a necessidade de elevar-se também pelo trabalho, enquanto que a pessoa que foi evoluindo pelas obras, independentemente da crença, vê-se compelida pela experiência, pela qual ela está passando, a também ter fé. Uma pessoa pode aprender a falar uma língua estrangeira por meio da gramática e outros recursos similares, embora nunca tenha visitado o país onde essa língua é falada, mas é provável que sua pronúncia torne o que diz ininteligível para um nativo. No entanto, com o auxílio de alguém que já tenha visitado o país, ela poderá aprender de forma muito mais eficiente e em muito menos tempo.

De forma semelhante, isso acontece na vida mística. Alguns progrediram mais que outros, já visitaram a terra da alma e alcançaram a união mística com Deus, e o seu auxílio é de valor inestimável para aqueles que estão se esforçando por trilhar o caminho. Tendo chegado antes, são capazes de dirigir de forma inteligente aqueles que buscam elevar-se, embora esses, naturalmente, devam percorrer cada passo do caminho. Os degraus a serem galgados durante o caminho representam o que chamamos de Iniciação. Uma ilustração ajudará a esclarecer o assunto. Suponhamos que Deus se encontre no cume de uma montanha muito elevada, e que a humanidade esteja espalhada pela planície embaixo. Caminhos espiralados circundam a montanha desde o sopé até a meta almejada no cume. Esse é o caminho da evolução seguido pela maioria da humanidade que gradualmente galga as encostas íngremes em direção ao cume sem esforço perceptível. Contudo, há também uma escada que conduz diretamente da base até o topo. Esse é o caminho da Iniciação que é escalado somente através de um grande esforço consciente.

O caminho em espiral da evolução passa em pontos diferentes pela escada da Iniciação. Desse modo, alguns que ainda estão avançando pelo caminho da evolução, os pioneiros, por exemplo, podem estar mais à frente em direção à verdade do que aqueles que seguem ao longo do caminho da Iniciação a partir de uma espiral inferior. Mas os últimos, naturalmente, logo alcançarão um ponto mais elevado se perseverarem. As raças mais atrasadas do Oriente iniciaram seu caminho evolutivo num ponto inferior àquele já alcançado, através da evolução, pelos pioneiros do Ocidente. Sendo mais jovens, portanto, mais fracos, é realmente necessário que tenham um Mestre para ajudá-los na primeira parte da estrada acidentada, o que não é necessário àqueles que atingiram o estágio comum evolutivo dentre os povos Ocidentais. Além disso, quanto mais alto subirmos, seja por evolução ou Iniciação, tanto mais claramente veremos a luz que brilha no topo, que é Deus, e sentir-nos-emos mais fortalecidos e aptos para enfrentar e galgar sozinhos o caminho.

Em consequência disso, após um certo tempo, torna-se desnecessário ter Mestres para ajudar-nos, que serão substituídos pelos Irmãos Maiores conhecidos no Ocidente como amigos e conselheiros. O Mestre do Oriente incita seu discípulo, elogia-o quando age certo, e castiga-o quando é negligente. No Ocidente, os Irmãos Maiores nunca incitam, nunca elogiam e nunca censuram. O impulso vem de dentro do próprio discípulo que é ensinado a avaliar-se. Em certos estágios do caminho, eles pedem-lhe que escreva opiniões imparciais sobre a própria conduta, para que perceba até que ponto aprendeu a julgar-se corretamente. Assim, em todos os aspectos, eles instruem o discípulo a caminhar sozinho, sem apoiar-se neles ou depender de alguém. Quanto mais alto atingirmos, piores serão as consequências de uma queda, e somente quando cultivarmos o equilíbrio e a autoconfiança, juntamente com o fervor da devoção, é que estaremos realmente aptos para prosseguir.

Com relação a essas iniciações: não há qualquer tipo de cerimônia relacionada à verdadeira Iniciação. O cerimonial complexo das ordens pseudo-ocultas, de ordens fraternais ou de igrejas, como as que são vistas hoje no mundo visível, não se assemelham em nada à verdadeira Iniciação. Essa não ocorre nunca no reino físico, e não há nenhuma cerimônia vinculada a ela.

Tampouco consiste em um ritual lido por alguém, em palestras, pregações ou algo semelhante. Nenhuma palavra é proferida durante o processo. Sei que isso é verdade nos graus inferiores por ter eu mesmo passado por ele, e não seria lógico supor que tais cerimônias fossem realizadas nos graus superiores. Além disso, tendo conversado com Irmãos Leigos que alcançaram graus mais elevados, a verdade dessa suposição é corroborada por eles.

Em decorrência, podemos entender a razão pela qual os segredos da verdadeira Iniciação não podem ser revelados. Não é uma cerimônia externa, mas uma experiência interna. O Iniciador, tendo evoluído à consciência pictórica externa do Período de Júpiter, fixa a sua atenção em certos fatos cósmicos, e o candidato, que se tornou apto para a Iniciação por ter desenvolvido certos poderes internos em si (os quais, contudo, estão ainda latentes), assemelha-se a um diapasão soando em consonância com a vibração das ideias emitidas pelo Iniciador através de imagens. Portanto, ele não somente é capaz de ver as imagens — qualquer um poderia vê-las — mas é capaz de responder à vibração. Ao vibrar em resposta ao ideal apresentado pelo Iniciador, seu poder interno latente converte-se em energia dinâmica, e a sua consciência é, então, elevada ao grau seguinte da escada da Iniciação.

Isso pode parecer confuso à primeira vista, mas se lerem e relerem o que acima foi exposto, absorverão a ideia e entenderão melhor o que seja uma Iniciação na descrição mais acessível que pudemos fazer para quem ainda não a tenha experimentado. Não existe nada de secreto que não possa ser revelado, mas é secreto justamente porque não há palavras físicas inventadas até hoje que possam descrever adequadamente uma experiência espiritual em linguagem concreta. É verdade que a Iniciação ocorre num templo particularmente apropriado às necessidades de um determinado grupo de indivíduos que vibrem numa determinada oitava, e lá também há outros presentes. Contudo, reitero que não é o que essas pessoas possam dizer ou fazer que constitui a Iniciação, que é uma experiência interna por meio da qual os poderes latentes que amadureceram internamente são transmutados em energia dinâmica.

Vejamos, agora, a diferença entre a Iniciação que obedece à linha ocultista e a Iniciação mística. Percebemos logo, mediante tudo que foi exposto desde o começo, que elas são, e devem ser, exatamente opostas.

O ocultista, que experimenta a Iniciação sob o aspecto intelectual, vê a conexão das causas espirituais com fatos materiais, enquanto a consciência do místico, que recebeu os fatos espirituais, tem seu conhecimento dirigido para a conexão desses fatos com os efeitos do plano material. Tudo isso com o intuito de fundir ambos os aspectos e permitir que o ser humano se desenvolva normalmente. As iniciações Rosacruzes, tendo sido destinadas aos atuais pioneiros da humanidade, esforçam-se por fundir o místico com o oculto. Contudo, visto que o mundo Ocidental desenvolveu mais o intelecto em detrimento dos sentimentos, um pouco mais de ênfase é colocada talvez no aspecto místico. Aqui, os Irmãos Maiores orientam sempre os seus discípulos a olhar para Cristo. Embora os autênticos Mestres Orientais sejam também muito devotados ao serviço da humanidade, não podem orientar seus discípulos da mesma forma, pois, do ponto de vista do aspirante Oriental, a Luz de Cristo está ainda invisível. Por isso, são forçados a ensinar os seus tutelados a fazer exatamente o que disserem e, com o decorrer do tempo, quando atingirem nosso nível, Cristo também aparecerá a eles.

(Pergunta nº 70 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. II)

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Como um Iniciado pode criar um novo Corpo adulto, pronto para ser usado, antes de abandonar o antigo?

Pergunta: Como um Iniciado pode criar um novo Corpo adulto, pronto para ser usado, antes de abandonar o antigo?

Resposta: O consulente compreenderá que não é pelo fato de alguém ter-se tornado ciente dos Mundos invisíveis e talvez ter aprendido a atuar no Corpo-Alma, que isso o torne capaz de realizar esse feito. Isso requer um desenvolvimento espiritual vastíssimo, e somente aqueles que estão muito evoluídos atualmente conseguem realizar essa proeza. No entanto, diz-se que o método é o seguinte:

Quando o alimento é ingerido por uma pessoa, seja ele Adepto ou ignorante, a lei de assimilação o levará primeiro a absorver cada partícula e integrá-la ao seu próprio ser. Deve subjugar e conquistar a vida celular individual antes que ela se torne parte do seu Corpo.

Quando isso é feito, a célula permanece com ele por um tempo mais longo ou mais curto, de acordo com a constituição e o lugar na evolução da vida que habita nele. A célula composta de tecido e que foi antes incorporada num Corpo animal, além de ter sido interpenetrada por um Corpo de Desejos, tem a vida mais evoluída. Em consequência, ela reafirma-se rapidamente, e abandona o Corpo que a tinha assimilado.

Disso resulta que uma pessoa que segue uma alimentação carnívora precisa reabastecer-se com alimentos mais frequentemente. Tal matéria não seria adequada ao propósito de construir um Corpo que terá de esperar um certo tempo antes que o Adepto o ocupe. Uma alimentação constituída de legumes, frutas e nozes, principalmente quando estão maduras e frescas, é interpenetrada por uma grande quantidade do Éter que compõe o Corpo Vital da planta. São muito mais fáceis de ser absorvidas e incorporadas à constituição do Corpo. Além disso, permanecem aí muito mais tempo antes que a vida celular individual se autoafirme. Por conseguinte, o Adepto que desejar construir um Corpo pronto para ser usado antes de deixar o antigo, naturalmente o formará por meio de vegetais frescos, frutas e nozes que serão ingeridas pelo Corpo que usa diariamente e onde ficarão sujeitas à sua vontade — uma parte de seu ser.

O Corpo-Alma de tal homem ou mulher é naturalmente muito volumoso e muito poderoso. Ele retira uma parte dele, e faz um molde ou matriz no qual acrescenta diariamente partículas supérfluas para a nutrição do Corpo que está usando. Assim, aos poucos, tendo assimilado um considerável excedente de material novo, ele também pode retirar material do veículo que está usando e incorporá-lo ao novo Corpo. Gradualmente, com o passar do tempo, ele transmuta um Corpo em outro. Ao chegar ao ponto em que o velho Corpo está tão debilitado que é notado pelo Mundo externo, causando comentários, ele já deverá ter equilibrado a matéria de tal forma que o novo Corpo esteja pronto para ser usado. Ele pode sair do antigo e entrar no novo. Mas, ele não faz isso simplesmente com o propósito de continuar a viver na mesma comunidade. É-lhe possível, em razão do seu grande conhecimento, usar o mesmo Corpo durante muitos anos de maneira que continuaria a parecer jovem, pois esse Corpo não está sujeito ao desgaste causado por nós, simples mortais, pelas paixões, emoções e desejos.

Contudo, quando cria um novo Corpo, segundo consta ao autor, é sempre com o propósito de abandonar o meio em que vive e empreender o seu trabalho num novo ambiente.

Eis a razão pela qual ouvimos falar sobre homens como Cagliostro, St. Germain e outros, que apareciam um dia num determinado lugar, executavam uma missão importante e desapareciam. Ninguém sabia de onde vinham ou para onde iam, mas todos os que os conheceram prontificaram-se a testemunhar sobre suas notáveis qualidades, seja com o propósito de difamá-los ou louvá-los.

Os Irmãos Maiores ensinam que Christian Rosenkreuz tem um Corpo físico, ou talvez uma série de Corpos que usou continuamente desde que a Ordem foi fundada no século XIV. Mas, embora o autor tenha falado com vários Irmãos Leigos de alto grau, nenhum deles jamais admitiu ter visto Christian Rosenkreuz. Todos nós sabemos que ele é o décimo terceiro membro da Ordem e é sentido nas reuniões do Templo como uma presença, mas não é visto nem ouvido, segundo testemunho de todos que o autor teve a ousadia de questionar.

A maneira pela qual os Irmãos Maiores se referem ao seu chefe ilustre foi sempre reticente, e pareceria ser uma curiosidade excessiva perguntar qualquer coisa além daquilo que estão dispostos a responder. Sabemos, contudo, que o seu trabalho está relacionado com o governo do mundo. Embora não sejamos capazes de apontar qualquer personagem no atual palco mundial como sendo este grande Espírito, temos certeza que ele está aqui, executando a sua tarefa. Conta-se que ele usou a vestimenta de uma dama da Corte Francesa anterior à revolução e trabalhou árdua e honestamente para impedir aquela catástrofe iminente, ainda que sem sucesso.

Embora acreditemos na verdade desse fato, é apenas um indício. Se tivéssemos que indicar esse grande líder atualmente, iríamos encontrá-lo exercendo mais o poder atrás do trono em algum lugar, do que como titular de um dos cetros do poder no mundo de hoje.

(Perg. 69 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

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Os Arcanjos trabalham com a humanidade? Se isso é verdade, como e com o que se parecem?

Pergunta: Os Arcanjos trabalham com a humanidade? Se isso é verdade, como e com o que se parecem?

Resposta: Sim, os Arcanjos trabalham com a humanidade. Aparecem a todos aqueles que os podem ver como seres poderosos de dimensões variadas, irradiando grandes correntes de força colorida. Em algumas ocasiões aparecem dentro de uma formação nebulosa.

Cada nação (com raras exceções) possui um Espírito de Raça, um Arcanjo, que à vista espiritual aparece como uma nuvem envolvendo e permeando a atmosfera do país habitado pelo povo que se encontra sob o seu domínio. Observa-se tal domínio quando o Espírito de Raça exerce um controle sobre a laringe e os pulmões de cada ser pertencente àquela comunidade particular. As cordas vocais vibram dentro da sua nota peculiar, o que faz com que o idioma de uma nação difira do de outra.

É em resposta à vibração dos Espíritos de Raça que os laços de nacionalidade unem os povos de uma nação num propósito comum, não somente entre si, como também em relação à terra que habitam. Esse laço é conhecido como patriotismo. Esses Espíritos Arcangélicos são os árbitros do destino de seus povos, tanto sob o aspecto espiritual como político e industrial.

Os Arcanjos operam na reflexão do impulso espiritual vindo do Sol sobre a humanidade, sob a forma de Religião de Raça e por isso são aptos no manejo dessas forças solares, agindo diretamente sobre o Corpo de Desejos no sentido de restringir suas tendências malévolas.

Esses excelsos seres dirigem correntes de força espiritual de tal forma que limitam a ação individual por intermédio do medo ou impelem atos de coragem. Entretanto, seu trabalho sobre a humanidade tem uma finalidade benéfica.

A liberdade individual é exígua nos países onde se observa um acentuado poder do Espírito de Raça. Por outro lado, quanto mais avançada é uma nação, tanto maior é a prerrogativa de livre-arbítrio de seus concidadãos.

Os Arcanjos são os auxiliares de Jeová (o Espírito Santo), hábeis manipuladores das forças espirituais solares. Seu veículo de expressão inferior é o Corpo de Desejos. Eis porque preparam a humanidade para receber diretamente essas forças sem a intervenção lunar. Essa tarefa cabe ao Cristo, como o mais alto Iniciado do Período Solar.

(da Revista Rays from the Rose Cross – Publicado na Revista Serviço Rosacruz – setembro-1970)

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Se a mulher, que possui o Corpo Vital positivo, atingir um ponto evolutivo que lhe permita escolher um corpo, e ela escolher um Corpo Denso positivo, onde será contrabalançada a parte negativa?

Pergunta: Se a mulher, que possui o Corpo Vital positivo, atingir um ponto evolutivo que lhe permita escolher um corpo, e ela escolher um Corpo Denso positivo, onde será contrabalançada a parte negativa?

Resposta: Para esclarecer melhor, precisamos compreender primeiramente que homem e mulher são designações que se aplicam apenas ao Corpo Denso, pois o sexo não se expressa da mesma maneira nos veículos superiores. Fixem firmemente a ideia que o Espírito que se manifesta nos corpos de ambos os sexos, que chamamos masculino e feminino, é assexual. No entanto, duas características do Espírito são particularmente postas em evidência quando ele cria seus veículos: vontade e imaginação, positivo e negativo, e eles manifestam-se, respectivamente, como masculino e feminino quando o Espírito alcança o Mundo Físico e constrói o corpo no qual atuará sob a orientação divina das Hierarquias Criadoras. O Espírito expressa alternadamente vontade e imaginação, para que se desenvolvam igualmente ao manifestarem-se em corpos masculinos e femininos. O equilíbrio, sendo imperfeito, é restabelecido ao receber um Corpo Denso positivo juntamente com um Corpo Vital negativo, e vice-versa.

Finalmente, quando chega o momento em que o Espírito — após ter passado pela escola da vida aprendendo suas lições — atinge um grau de evolução tão elevado que consegue um perfeito autocontrole ou harmonia, torna-se desnecessário garantir o pleno equilíbrio através das polaridades opostas no corpo. Então, o Espírito pode e toma para si um Corpo Vital positivo e um Corpo Denso positivo. Isso acontece com a maioria dos Iniciados, exceto quando, por razões especiais, eles acham vantajoso usar um Corpo Denso negativo. No entanto, em todo Iniciado o Corpo Vital é sempre positivamente polarizado, pois isso o torna um instrumento melhor e mais receptivo às vibrações oriundas do Espírito de Vida, do qual o Corpo Vital é uma contraparte.

 (Perg. 71 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)