Categoria Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático

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O Exercício Esotérico da Adoração

O Exercício Esotérico da Adoração

Pergunta: Quando o Aspirante alcançou a Contemplação, ele alcançou o degrau mais alto?

Resposta: Quando a altura que se alcança por meio da contemplação tem sido alcançada, o Aspirante percebe que ele está em verdade contemplando a Deus na vida que penetra todas as coisas, mas ainda tem que dar um passo mais elevado: a Adoração, pelo qual se une à Fonte de todas as coisas; alcançando, por esse fato, a mais alta meta possível de conseguir o ser humano até que a união permanente tenha lugar ao final do Grande Dia de Manifestação.

Pergunta: Pode o ser humano alcançar essa altura sem ajuda?

Resposta: É a opinião do autor que nenhuma das alturas da contemplação nem o passo final da adoração pode ser alcançado sem a ajuda de um Mestre.

Pergunta: Como encontraremos o Mestre?

Resposta: O Aspirante não deve temer nunca que por falta do Mestre demore seu progresso, nem precisa se preocupar em procurá-lo. Tudo o que você precisa é começar a melhorar a si mesmo e continuar de forma diligente e persistente nesse caminho. Dessa maneira ele purificará seus veículos.

Pergunta: O purificar os veículos em que o beneficia?

Resposta: Esses começam a brilhar nos Mundos Internos, o que não poderá deixar de  atrair a atenção dos instrutores, que estão sempre vigilantes e de muito bom grado ajudam a todos aqueles que, por seus vigorosos esforços em purificar a si mesmos, têm adquirido o direito de serem ajudados.

Pergunta: Então um não necessita jamais um Mestre entre os seres humanos?

Resposta: “Busca e encontrarás”, mas não vamos imaginar que por ir de um instrutor a outro estamos buscando. “Busca” nesse sentido, não significaria nada para esse mundo de trevas. Nós mesmos devemos acender a luz que invariavelmente irradia os veículos dos Aspirantes diligentes. Essa é a estrela que nos levará ao Mestre, ou melhor dizendo, a que conduzirá o Mestre até nós.

Pergunta: Em que tempo se manifestam resultados desses exercícios?

Resposta: O tempo requerido para ter resultados varia com cada pessoa e é dependente da aplicação, nível evolutivo, história no livro da vida, portanto nenhum tempo geral pode estabelecer-se.

Pergunta: Em que diferem os resultados?

Resposta: Alguns que estão preparados, obtém resultados em uns poucos dias, outros, em meses, e alguns, em anos, e outros no fim sem conseguir resultados visíveis. Porém os resultados estão lá e o Aspirante que fielmente persiste os obterá algum dia; nesta ou em uma futura vida, contemplará sua paciência e fidelidade recompensadas e as palavras interiores abertas a seu olhar fixo (contemplação), encontrando-se ele mesmo como cidadão do reino, onde as oportunidades são imensamente maiores que no mundo físico.

A partir desse tempo, desperto ou dormido através do que os homens chamam Vida e morte, sua consciência não será interrompida. Levará uma existência contínua consciente, beneficiando-se de todas as condições que permitem um avanço mais rápido, até posições de maior responsabilidade, para ser em benefício da humanidade.

(Tradução da Revista Rays from the Rose Cross Nov-Dez/1983)

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Por que investigar os Mundos invisíveis?

Os Mundos invisíveis

Pergunta: Por que investigar os Mundos invisíveis?

Resposta: Se soubéssemos, com absoluta certeza, que em um dia mais ou menos remoto seremos levados para um país onde deveremos viver durante muitos anos sob condições novas e estranhas, não seria razoável acreditar que aceitássemos com prazer a oportunidade de conhecer, antecipadamente, alguma coisa sobre esse país?

Pergunta: Isso se aplica a todos os seres humanos?

Reaposta: Sim. Há só uma coisa certa na vida: é a Morte. Quando passarmos ao além e enfrentarmos novas condições de existência, o conhecimento que tenhamos delas, sem dúvida nos será de grande auxílio.

Pergunta: Existem outras razões?

Reaposta: Outra razão muito importante é que, para compreender o Mundo Físico, que é o Mundo dos efeitos, é necessário compreender o Mundo suprafísico, que é o Mundo das causas.

Pergunta: Que evidência temos desse fato?

Resposta: Vemos como os ônibus elétricos correm pelas ruas e podemos escutar o tique-taque dos aparelhos telegráficos, mas para nós permanece invisível a força misteriosa que é a causa desses fenômenos.

Pergunta: Não lhe damos o nome de eletricidade?

Resposta: Sim; dizemos que é a eletricidade, mas o nome não explica. Nada sabemos da força em si própria, unicamente vemos e ouvimos os seus efeitos.

Pergunta: Isso é também verdadeiro para todas as formações físicas?

Resposta: Sim; se em uma atmosfera de temperatura suficientemente baixa colocamos um prato cheio de água, começarão a formar-se cristais de gelo e poderemos observar o processo de sua formação. As linhas em que se cristaliza a água foram, durante todo o tempo, linhas de força invisíveis, até o momento da congelação da água.

Pergunta: Tais Mundos são tão reais quanto o Mundo Físico?

Resposta: Quanto à realidade desses mundos superiores, comparada com a do mundo físico, por estranho que isso pareça, esses mundos superiores, que para a maioria são miragem, ou, pelo menos, menos substanciais, são na verdade muito mais reais e os objetos que neles se encontram muito mais permanentes e indestrutíveis do que os objetos do Mundo Físico.

Pergunta: Que exemplos podem ser dados para provar essa afirmação?

Resposta: Um arquiteto não começa a construção de uma casa adquirindo os materiais necessários e contratando os trabalhadores para que sobreponham as pedras ao acaso. Primeiramente ele idealiza ou traça um plano de construção. Começa, primeiramente, pensando na casa. Aos pouco esse pensamento assume em sua mente uma forma e finalmente adquire uma ideia clara da casa, tal como deve ser; um pensamento-forma.

Pergunta: A casa material não é mais real do que sua imagem?

Resposta: Não. A casa material poderá ser destruída por dinamite, por terremoto ou pelo fogo, mas o pensamento-forma que a criou permanecerá enquanto for vivo o arquiteto que o idealizou e desse pensamento-forma poderão ser construídas tantas casas quantas se queiram. Nem mesmo o arquiteto poderá destruí-lo. Ainda depois de sua morte, esse pensamento-forma poderá ser examinado por qualquer pessoa qualificada para ler na memória da natureza.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 11/1978)

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O Sangue: você sabe qual a sua real importância?

O Sangue: você sabe qual a sua real importância?

Pergunta: Qual é o meio direto pelo qual o Ego pode agir no Corpo Físico?

Resposta: O sangue. Podemos notar que o Ego não pode atuar no Corpo Físico sem que o sangue esteja dentro de uma temperatura apropriada. Por exemplo: um calor acima do normal torna a pessoa sonolenta, tornando-a inconsciente pela expulsão do Ego, se a temperatura continuar a subir.

Pergunta: O frio intenso produzirá o mesmo efeito?

Resposta: O frio excessivo também tende a tornar o Corpo sonolento ou inconsciente. Somente quando o sangue se encontra próximo ou na temperatura normal é que o Ego poderá usá-lo como veículo de consciência.

Pergunta: Como podemos notar a atividade do Ego no sangue?

Resposta: Podemos mencionar vermelhidão produzida pela vergonha ou por outra emoção. É uma evidência da maneira pela qual o sangue é levado à cabeça, assim superaquecendo o cérebro e paralisando o pensamento.

Pergunta: Qual a reação do Ego face ao medo?

Resposta: O medo é um estado em que o Ego é levado a defender-se de algum perigo exterior. Por isso o sangue flui mais internamente. As faces empalidecem porque o sangue deixou a periferia do Corpo.

Pergunta: A qualidade do sangue afeta o trabalho do Ego?

Resposta: Em uma pessoa vigorosa, quando o sangue não atinge uma determinada temperatura, é ativa corporal e mentalmente, ao passo que a pessoa anêmica é sonolenta, o que quer dizer que num caso o Ego tem um melhor domínio e no outro menor.

Pergunta: A crença de que o Ego age no sangue é corroborado pela História?

Resposta: Os artigos Noruegueses e Escoceses admitem que Ego está no sangue, porque nenhum estrangeiro poderá tornar-se seu parente, até que tenha feito a “mistura de sangue” com eles, e dessa forma tornar-se um deles.

Pergunta: Existem outras fontes idôneas que concordam com essa crença?

Resposta: Goethe, um Iniciado, demostra essa verdade em seu Fausto, quando estava para assinar o pacto com Mefistófeles: “Por que não assinar com tinta comum? Por que usar o sangue? “O sangue é uma essência muito peculiar”, respondeu Mefistófeles. Quer dizer que aquele que tem o sangue tem o ser humano. É pelo calor do sangue que o Ego pode expressar-se.

Pergunta: Em que época o sangue atinge a temperatura apropriada?
Resposta: O calor apropriado do sangue para capacitar o Ego a expressar-se plenamente, torna-se uma realidade quando o indivíduo está para atingir os vinte e um anos de idade.

Pergunta: Há aspectos legais em relação a esse fato?

Resposta: A lei reconhece isso ao ser humano.

Pergunta: O sangue tem alguma conexão com a memória?

Resposta: A memória está intimamente conectada com o sangue, o qual é a mais alta expressão do Corpo Vital. E somente por meio dos dois Éteres superiores que o ser humano tem o senso de percepção e memória. Isso se aplica à memória Consciente, como também aos registros que designamos como memória Subconsciente, os quais se realizam por meio do Corpo Vital com o auxílio do sangue.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Preparação para o Renascimento: construção de uma nova Mente e um novo Corpo de Desejos

Preparação para o Renascimento: construção de uma nova Mente e um novo Corpo de Desejos

Pergunta: Qual o estado do Espírito antes do renascimento?

Resposta: Antes de imergir na matéria, o Tríplice Espírito está nu, tendo apenas consigo as forças dos quatro Átomos-sementes, os núcleos do Tríplice Corpo (Corpos: Denso, Vital e de Desejos e a Mente)

Pergunta: O que poderia ser comparado com a sua descida?

Resposta: A descida se assemelha à colocação de vários pares de luvas de crescente espessura nas mãos.

Pergunta: O que ocorre primeiramente?

Resposta: As forças da última existência são despertadas de seus estados latentes no Átomo-semente. Daí, começa o processo de atração dos materiais das mais altas subdivisões da Região do Pensamento Concreto.

Pergunta: Como se efetua?

Resposta: Na forma similar àquela do magneto que atrai a limalha de ferro. Se passarmos o magneto sobre uma porção de pedacinhos de metal, vê-lo-emos fazer uma seleção. Atraindo apenas o ferro e, mesmo assim, apenas na quantidade de sua possibilidade de atração.

Pergunta: Como esse exemplo se aplica ao Átomo-semente?

Resposta: A mesma coisa acontece com o material pelo qual tem afinidade e nada além do que uma definida quantidade.

Pergunta: Qual o tipo de Corpo produzido?

Resposta: Assim o veículo que se constrói ao redor desse núcleo se torna uma exata contraparte do veículo correspondente à última vida, menos o mal expurgado e mais a quinta-essência do bem incorporado ao Átomo-semente.

Pergunta: Qual a forma que o material atraído assume?

Resposta: O material selecionado pelo Tríplice Espírito assume a forma de um grande sino, aberto inferiormente e com o Átomo-semente localizado no topo.

Pergunta: Com o que poderia se comparar a descida, desse sino?

Resposta: Se concebemos essa ilustração espiritualmente, podemos compará-la ao mergulho de um escafandro em um mar de fluidos de crescente densidade.

Pergunta: A que corresponde isso?

Resposta: Corresponde às diferentes subdivisões de cada Mundo. A matéria tomada na contextura da forma com aparência de sino, vai tornando-a cada vez mais pesada. Assim ela vai mergulhando nas subdivisões mais inferiores, na medida em que vai atraindo a cota correspondente de material de cada subdivisão da Região do Pensamento Concreto até que o revestimento de uma nova Mente se complete.

Pergunta: Qual o processo adotado em relação ao Corpo de Desejos?

Resposta: Depois de passar pelo Mundo do Pensamento, a forma com aparência de sino entra no Mundo do Desejo, onde as forças do Átomo-semente do Corpo de Desejos são despertadas, se situando aquele ainda no topo do sino, porém, na sua parte interior. Desse momento, então, se inicia a descida através das sete Regiões do Mundo do Desejo, se desenvolvendo o mesmo processo de atração do material de cada Região daquele Mundo, na medida determinada pela capacidade do Átomo-semente.

Nessa altura a forma com aparência de sino possui já duas camadas: o revestimento da Mente por fora e o novo Corpo de Desejos por dentro.

(Revista: Serviço Rosacruz – 11/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Há Sensibilidade na Matéria

Há Sensibilidade na Matéria

Pergunta: O que é que determina a conformação da substância química do Mundo Físico na múltipla variedade de formas observadas ao nosso redor?

Resposta: Há um Espírito Universal manifestando-se no mundo visível como quatro grandes correntes de vida, em diferentes estágios evolutivos.

Pergunta: Como se manifesta esta Força Divina?

Resposta: Este quádruplo impulso espiritual molda a matéria química da terra nas variadas formas dos quatro reinos: mineral, vegetal, animal e humano.

Pergunta: Que é feito destas formas?

Resposta: Quando uma forma serviu de veículo de expressão à alguma corrente de vida, as forças químicas desintegram-na, devolvendo-a ao seu estado primitivo, tornando-a aproveitável na construção de novas formas.

Pergunta: Até que ponto o Espírito encontra-se vinculado a estas formas?

Resposta: O Espírito ou vida que molda a forma como uma expressão de si mesmo, é um estranho para a matéria, assim como pedreiro constitui algo à parte, independente, da casa que constrói.

Pergunta: Há sensibilidade ou sentimento nas formas?

Resposta: Como todas as formas do mineral, do vegetal, animal e homem são químicas, elas devem, logicamente, estar como mortas e isentas de sensibilidade ou sentimento (como matéria química neste estado primitivo).

Pergunta: A ciência afirma haver sensibilidade ou sentimento na forma?

Resposta: Alguns cientistas sustentam haver “sensibilidade em todo o tecido vivo ou morto, seja qualquer reino a que pertença. Incluem igualmente as substâncias ordinariamente classificadas como minerais nesta afirmativa.

Pergunta: É esta a opinião de todos os cientistas?

Resposta: Não. Outra classe de cientistas afirma não haver sensibilidade no Corpo humano, exceto no cérebro. Sustentam que é o cérebro e não o dedo que sente a dor quando o último sofre uma lesão.

Pergunta: Que ponto de vista é correto?

Resposta: Cada um é parcialmente correto. Depende do que entendemos por sensibilidade. Se configuramos como uma simples resposta a um impacto, semelhantemente ao pique de uma bola de borracha atirada ao chão, certamente é admissível atribuir sensibilidade ao mineral, vegetal e ao tecido animal. Seria absurdo, porém, atribuir sentimentos tais como prazer e sofrimento, amor e ódio, alegria e tristeza, às formas inferiores de vida.

(Revista: Serviço Rosacruz – 09/72 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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O Treinamento Esotérico

O Treinamento Esotérico

Pergunta: Como poderão ser despertados os órgãos de percepção espiritual?

Resposta: Por meio do treinamento esotérico, cujos métodos são parcialmente expostos ao público.

Pergunta: Para sensibilizar tais órgãos é necessário que a corrente ascendente esteja ativa?

Resposta: Na maioria das pessoas pouco existe de corrente ascendente. Isso ocorre porquanto uma parte da força sexual que deveria ser usada legitimamente no processo de perpetuação da espécie, é desperdiçada na gratificação dos sentidos.

Pergunta: Quando se evidencia tal desenvolvimento?

Resposta: Quando o aspirante à vida superior começa a dominar esses impulsos rasteiros e devotar-se à práticas espirituais, com esforço e sinceridade. Então, o clarividente treinado pode observar a ascenção da força criadora não utilizada.

Pergunta: Que direção toma essa corrente?

Resposta: Ela se eleva em proporções cada vez maiores, atravessando o coração e a laringe, ou o cordão espinhal e a laringe, ou ainda ambos, para então passar entre as glândulas pituitária e pineal, em direção ao ponto situado na raiz, o “Vigilante Silencioso”.

Pergunta: Qual o caminho percorrido normalmente pela corrente?

Resposta: Ela não segue um caminho com a completa exclusão do outro. Em geral, um caminho é percorrido pelo maior volume da corrente, de acordo com o temperamento do aspirante. Quando o candidato à vida superior possui tendências ocultistas, isto é, procura desenvolver-se seguindo linhas puramente intelectuais, a corrente passa pelo cordão espinhal e somente uma pequena parte atinge o coração. Quem procura desenvolver-se pela devoção, procurando sentir as coisas antes de conhecê-las, enquadra-se entre os místicos, nos quais, as correntes fluem para cima através do coração.

Pergunta: Essa corrente é o único requisito necessário?

Resposta: Essa corrente em si mesma não é tudo. Mesmo que atinja as proporções do Niágara e flua até o soar das trombetas do Juízo Final, ela por si só não dotará o aspirante de visão interna.

Podemos conceituá-la como um pré-requisito para o trabalho consciente nos mundos internos, devendo ser cultivada em alguma extensão antes que o verdadeiro treinamento esotérico possa iniciar-se.

Pergunta: Quando o aspirante estaria pronto para o início do treino esotérico?

Resposta: Quando tenha vivido a vida dentro de elevados padrões morais e espirituais por tempo suficiente para formar a corrente de força anímica. Ao qualificar-se para receber instruções esotéricas, ser-lhe-ão ministrados determinados exercícios a fim de que coloque em vibração o corpo pituitário.

Pergunta: Como isso se processa?

Resposta: A vibração faz com que o corpo pituitário desvie levemente a linha de força mais próxima. Com o aumento da vibração, as linhas de força vão sendo gradativamente desviadas até atingirem a glândula pineal estabelecendo-se como que uma ponte entre os dois órgãos. Essa é a ponte entre o Mundo exterior e o Mundo do Desejo. Quando construída, o ser humano torna-se um clarividente, podendo dirigir sua visão para onde lhe aprouver.

Pergunta: Torna-se dessa maneira um clarividente treinado?

Resposta: Não é ainda um clarividente treinado, mas um clarividente voluntário.

Pergunta: Como poderemos compará-lo com o médium?

Resposta: Sua faculdade difere muito daquela possuída pelo médium. Este é um clarividente involuntário, podendo ver somente aquilo que surgir ante a sua visão de uma forma negativa. O clarividente voluntário encontra-se em contato contínuo com os mundos internos. Esse contato estabelece-se debaixo de sua vontade. Aprende a controlar a vibração do corpo pituitário, o que lhe permite manter-se em contato consciente com qualquer das regiões dos mundos internos em que deseje penetrar.

Pergunta: Isso se realiza no estado de transe?

Resposta: Não lhe é necessário ficar em tal estado ou em qualquer outra condição anormal a fim de ascender a sua consciência ao Mundo do Desejo. Basta apenas desejar ver e os mundos internos se descortinarão ante sua visão.
Na medida do seu desenvolvimento e aprimoramento de caráter, outros exercícios ser-lhe-ão ministrados a fim de possibilitar-lhe construir um veículo com que possa funcionar nos planos internos conscientemente.

 

(Revista: Serviço Rosacruz – 05/72 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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A Força Criadora

A Força Criadora

Pergunta — Qual a relação entre a força criadora e o cérebro?

Resposta — O pervertido maníaco sexual é uma prova da asserção dos ocultistas de que uma parte da força sexual se destina à formação do cérebro. Tal pessoa torna-se um idiota ou incapaz de pensar porque normalmente a energia sexual destinada a procriação, e a manutenção e criação do cérebro é utilizada no seu aspecto positivo ou negativo, de acordo com a condição do indivíduo — homem ou mulher.

Pergunta — Qual a diferença entre essas pessoas e as que tendem à espiritualidade?

Resposta — Se uma pessoa é dada a pensamentos de ordem espiritual, a tendência de usar a força sexual para a propagação é diminuta e aquela parte não usada para esse fim, poderá ser transmutada em força espiritual.

Pergunta — Essa ideia não é favorável ao celibato?

Resposta — O lniciado em certa estação de desenvolvimento faz o voto do celibato. Não é um voto de fácil admissão e nem pode ser adotado levianamente por alguém desejoso de desenvolvimento espiritual.

Pergunta — É uma orientação fácil para qualquer pessoa?

Resposta — Muitas pessoas ainda imaturas para vivência superior, ignorantemente ingressam numa vida de ascetismo. Essas são tão perigosas à comunidade e a si mesmas como o são os maníacos sexuais.

Pergunta — Sob qual ponto de vista esse aspecto natural deve ser considerado?

Resposta — Na presente estação da evolução humana a função sexual é o meio pelo qual os Espíritos poderão ganhar experiência. Uma vez que o renascimento depende da união sexual, consideremos o caso das pessoas que são muito prolíficas e que por isso são levadas ao ato sexual desordenadamente. Elas pertencem às classes inferiores. Assim há dificuldades para as entidades prestes a renascer encontrarem veículos adequados e ambientes propícios ao desenvolvimento de suas faculdades, de tal forma a beneficiarem a si mesmas e a humanidade. Sob outro aspecto os indivíduos de classes mais abastadas, que poderiam criar condições mais favoráveis ao renascimento, têm poucos filhos ou mesmo nenhum.

Pergunta — Isso é porque vivem uma vida de pureza?

Resposta — Infortunadamente, não. Trata-se de razões puramente egoísticas. Razões para uma maior gratificação sexual, sem um aumento da carga familiar. Dessa forma o ser humano vale-se de sua prerrogativa divina para levar a desordem na Natureza.

Pergunta — Como poderá afetar o Ego em período de renascimento?

Resposta — O Ego renascente deve aproveitar as oportunidades oferecidas algumas vezes em condições desfavoráveis. Outros que não podem assim proceder devem aguardar até que se lhes apresente ocasião favorável. Assim afetamos uns aos outros por meio das nossas ações e da mesma forma os pecados dos pais recaem sobre os filhos.

Pergunta — Poderá tal fato ser chamado de o Pecado imperdoável?

Resposta — Como o Espírito Santo é a energia criadora na natureza, a energia sexual é o seu reflexo no ser humano. Portanto o abuso desse poder é o pecado que não pode ser perdoado, mas deve ser resgatado por meio de uma deficiência a fim de nos conscientizar da santidade da força criadora.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/72 – Fraternidade Rosacruz SP)

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Clarividência

Clarividência

Pergunta: Por que os Mundos superiores são invisíveis para a maioria das pessoas?

Resposta: Porque os sentidos sutis, por meio dos quais esses Mundos podem ser percebidos estão latentes na maioria das pessoas.

Pergunta: O fato de nem todos verem esses Mundos constitui argumento contra a existência deles?

Resposta: Não, pelo fato de um cego não poder ver a luz nem a cor isto não constitui argumento contra sua existência.

Pergunta: De que podemos estar certos?

Resposta: Se o cego recuperar a vista verá a luz e a cor. Se os sentidos superiores dos que atualmente estão cegos para os Mundos suprafísicos, são despertados pelos meios apropriados, também eles poderão ver esses Mundos que presentemente lhes estão ocultos.

Pergunta: Quando se desenvolver a visão superior conheceremos os Mundos superiores de uma vez?

Resposta: Não, quando um cego recupera sua visão, não conhece imediatamente todas as coisas do Mundo físico.

Pergunta: Um vidente pode se enganar em suas observações dos Mundos superiores?

Resposta: Há muito mais facilidade para adquirir o conhecimento nos Mundos suprafísicos do que na nossa condição física atual, mas não tão grande que possa eliminar a necessidade de um estudo concentrado e a possibilidade de erro nas observações. Na realidade o testemunho sincero e idôneo dos observadores ocultistas prova que se deve prestar muito mais cuidado à observação lá, do que aqui.

Pergunta: Como podemos saber se as observações dos outros são corretas?

Resposta: Os Clarividentes devem exercitar-se antes que a sua observação tenha um valor real e quanto mais eficiente se tornam, tanto mais modestos se apresentam ao manifestar o que veem, tanto maior diferencia lhes merecem as versões alheias, pois sabem quanto há para aprender e compreendem quão pouco um único observador pode aprender de todos os incidentes e detalhes das coisas investigadas.

Pergunta: Isto se aplica as diferentes opiniões dos observadores?

Resposta: Sim, isto se aplica também as diferentes versões que as pessoas superficiais julgam ser um argumento contra a existência dos Mundos superiores. Dizem que se esses Mundos existem, os investigadores deveriam descrevê-los de forma idêntica.

Pergunta: Esta opinião é lógica?

Resposta: De forma nenhuma; se um jornal envia vinte jornalistas para fazerem reportagens sobre uma cidade, nem dois deles apresentarão descrições idênticas. Será um argumento contra a existência da cidade o fato de serem diferentes as crônicas? Certamente que não.

Pergunta: A que se deve essa diferença?

Resposta: Compreende-se, facilmente, porque cada pessoa vê a cidade segundo seu ponto de vista próprio e essas diferenças nas crônicas, em vez de serem confusas e prejudiciais, pode-se afirmar sem receio que a leitura de todas elas tornará mais fácil a compreensão da cidade, mais ampla e melhor do que se lêssemos uma só e desprezássemos as outras.

Pergunta: Como se aplica isso aos Mundos invisíveis?

Resposta: Isto é aplicável aos que investigam e observam os Mundos superiores. Cada investigador tem sua maneira peculiar de observar as coisas e as descrever unicamente sob o ponto de vista que lhe é peculiar. A narrativa apresentada por um pode ser diferente das que os outros fizerem, mas todas serão igualmente verdadeiras sob o ponto de vista individual de cada observador (Referência: Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo I).

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 01/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Qual o exercício que se segue após a concentração

Qual o exercício que se segue após a concentração?

Pergunta: Sabemos que o primeiro exercício a ser praticado tendo como finalidade a organização dos veículos internos é a concentração. Qual o exercício que se segue após a concentração?

Resposta: Praticando o exercício de concentração o aspirante habituar-se-á a focalizar a Mente em um determinado objeto, construindo uma forma de pensamento vivente por meio de faculdade de imaginação. Aprenderá tudo a respeito do Objeto enfocado, por meio da meditação.

Pergunta: Qual o objeto mais indicado para a prática da meditação?

Resposta: Suponhamos que o aspirante tenha por intermédio da concentração fixado sua Mente na figura de Cristo. Torna-se fácil a meditação, relembrando os incidentes de Sua vida, Seus sofrimentos, Sua ressurreição etc., porém, a meditação levará o aspirante a alcançar conhecimentos jamais imaginados, inundando sua alma, com inefável luz. Mesmo algo que não desperte muito interesse ou suscite quadros maravilhosos poderá ser objeto de meditação. Pode-se escolher, por exemplo, uma mesa comum.

Pergunta: O que poderá alguém imaginar a respeito de uma mesa?

Resposta: Inicialmente devemos formar uma imagem clara de uma mesa. Depois pensemos na espécie de madeira de que é feita e de onde veio. Volvamos até ao tempo em que, como pequena e delicada semente, caiu na terra do bosque, desenvolvendo depois a árvore de cuja madeira a mesa foi construída. Observe-se a arvorezinha, ano após ano, coberta pelas neves do inverno ou acalentada pelo Sol estival, crescendo continuamente, enquanto as raízes constantemente penetram na terra. No princípio era um tenro broto. Depois tornou-se um arbusto, crescendo gradativamente, dirigindo sua copa ao ar e aos raios do Sol. Com o passar dos anos a fronde e o tronco tornam-se cada vez maiores. Por fim chega o lenhador e a derruba com seu machado.

Pergunta: Quais os detalhes a serem evidenciados e desenvolvidos?

Resposta: A nossa árvore encontra-se tombada e despojada de sua ramagem. Tendo sido descarregada de um caminho, foi arrastada até a margem do rio, a fim de aguardar a primavera e o consequente degelo das correntes fluviais. Então nossa árvore, juntamente com outras que se encontram à margem do rio, será transformada em uma grande balsa e a correnteza levá-la-á ao seu destino.

Pergunta: Como reconheceremos a nossa árvore?

Resposta: Conhecedores de todas as suas pequenas particularidades, reconhecê-la-emos imediatamente entre milhares de outras. Temos a observado tão clara e minuciosamente, seguimos o curso da balsa pela corrente, observamos as paisagens e familiarizamo-nos com os homens que cuidam da balsa ou jangada e dormem dentro de pequenas cabanas construída sobre a carga flutuante.
Finalmente chegamos à serraria. Uma a uma as toras são retiradas da água, e encaminhadas à grandes serras circulares.

Pergunta: Devemos apenas observar em tais circunstâncias ou também “ouvir”?

Resposta: Sim, devemos “ouvir” também o chiar da serra sobre a madeira. A imagem deve ser vivente em todos os seus detalhes.

Pergunta: Os detalhes alusivos à fabricação devem ser considerados?

Resposta: Exatamente. Observemos os dentes penetrando na madeira, dividindo-a em tábuas e pranchas. As melhores são enviadas a uma fábrica de móveis onde são cortadas e aplainadas. Pedaços de diversos tamanhos são colados para formar os tabuleiros das mesas, sendo as pernas feitas com os restos mais finos. Todo o móvel é lixado, envernizado e polido. Assim acabada em todos os seus pormenores, a mesa é enviada à loja para ser vendida.

Dessa maneira, por meio da meditação familiarizamo-nos com os vários ramos da indústria que convertem uma árvore do bosque em uma peça de mobiliário.

Observamos todas as máquinas, os homens e as peculiaridades dos diferentes lugares visitados. Vimos também o processo da vida que fez surgir a árvore da delicada semente, e aprendemos que atrás de toda aparência, por simples que seja, há sempre uma história do mais alto interesse.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/68 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Preço nas Lições e nas Curas

Preço nas Lições e nas Curas

Pergunta: Entendemos que os Rosacruzes consideram um pecado pôr preço em suas lições ou em suas curas; mas não é “o trabalhador digno de seu salário”?

Resposta: No capítulo 10 do Evangelho segundo São Mateus, Cristo disse aos seus Discípulos que fossem atrás das ovelhas perdidas de Israel e que pregassem o Evangelho e curassem aos enfermos. Porém, Ele também lhes ordenou “não levar ouro, nem prata, nem cobre em suas bolsas”, “nem alforje para o caminho”. No décimo capítulo da 1ª Epístola aos Coríntios, São Paulo também sustenta essa ideia: pregar o Evangelho gratuitamente. Os Rosacruzes seguem esta prática desde o princípio e nunca cobram nada por seus ensinamentos.

Pergunta: Pode um estudante Rosacruz cobrar por ensinar algo ou para curar?

Resposta: Nenhum verdadeiro seguidor destes elevados ensinamentos cobrará pelas lições nem solicitará quotas mensais. Isto o denunciará no ato como um impostor. Se tivermos fé e trabalhamos altruisticamente, Deus terá sempre cuidado com os seus e as manifestações de Amor serão suficientes para satisfazer ao aspirante em suas necessidades.

Pergunta: Porém, isto não animaria a alguns a tomar tudo e não dar nada? Não estimularia o egoísmo em alguns?

Resposta: Sim, muitos frequentam as igrejas, conferências e aulas sem nunca deixar cair um único centavo na sacola de coleta, crendo que isto é desnecessário, a menos que se lhes acerquem e peçam, e naturalmente assim estes tomarão tudo e não darão nada.

Pergunta: Existe uma lei da natureza de que não podemos obter nada em vão?

Resposta: Sim, eles não raciocinam sobre o assunto desde o ponto de vista das leis de Deus, as quais operam silenciosamente através das leis de Causa e Efeito; alguma vez e em algum lugar estas dívidas serão cobradas da alma que pensa que está correndo através da vida, defraudando, tomando tudo e não dando nada em troca. “Eu darei o pagamento, diz o Senhor”.

(Revista ‘Serviço Rosacruz – 04/81 – Fraternidade Rosacruz – SP)