Categoria Material de Auxílio aos Estudos de Astrologia Rosacruz

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A Cabeça e a Cauda do Dragão

A Cabeça e a Cauda do Dragão

O único Aspecto, na Astrologia Rosacruz, que se considera para a Cabeça e Cauda do Dragão é a Conjunção e, assim mesmo, com uma Órbita de Influência de apenas 3 graus.

A Conjunção com a Cabeça do Dragão favorece e acelera assuntos pessoais da maneira mais benevolente. Já a Conjunção com a Cauda do Dragão exerce uma influência de repressão e obstrução.

É nas Efemérides que você toma a posição da Cabeça do Dragão, ao meio-dia mais próximo, sem a necessidade de qualquer correção. A Cauda do Dragão será localizada no Signo e grau diretamente opostos.

Efeitos na estatura

As tendências para estatura alta e esguia são marcadas pela Cabeça do Dragão em Conjunção com o Ascendente.

A baixa estatura é indicada quando a Cauda do Dragão está em Conjunção com o Ascendente.

Os Signos Fixos e o de Áries são os que dão a estatura tanto às pessoas mais altas como às mais baixas. No entanto, deles, Escorpião é o que menos sofre as influências dos nódulos lunares.

Quando um Astro se encontra junto ao Ascendente, ajuda a melhorar a altura.

Quando a Lua está em Conjunção com a Cabeça ou quando a Cauda do Dragão está em Conjunção com a Lua, na parte superior do horóscopo, a estatura é mais alta.

Mas o tamanho diminuirá, se a Cabeça estiver na parte inferior do horóscopo. A Lua em Conjunção com a Cabeça ou a Cauda, estando a Cauda no hemisfério superior, também abaixa a estatura.

Efeitos sobre a personalidade

Um Ascendente afligido por um nódulo lunar afetará os assuntos pessoais até o meio da vida.

A Cabeça, perto do Ascendente, dá refinamento e gentileza.

Relação do nativo com o meio social e a profissão

A Cabeça e a Cauda do Dragão, em Conjunção com o Meio do Céu, respectivamente, ajudam ou prejudicam essa relação, como efeito de vida anterior (mereçamos ou não).

Influências genéricas sobre os Signos

Os nódulos lunares são mais poderosos nos Signos Comuns. Os Signos de Gêmeos e Virgem são favoráveis à Cabeça, enquanto os de Sagitário e Peixes são menos adversos com a Cauda. A Cabeça em Peixes não é tão boa.

Influência sobre as Casas

Na primeira e sétima Casas (além do que já dissemos acerca da personalidade), a Cabeça do Dragão confere dignidade. São pessoas habilidosas e cultivam a reputação, podendo subir na vida.

A Cabeça do Dragão em Conjunção com o Ascendente também nos mostra pessoas que gostem de chamar a atenção, mas com arrogância. Devem lutar muito para conquistar bom conceito; não têm refinamento; às vezes, apresentam deficiência na expressão oral.

Segunda e oitava Casas, Cabeça do Dragão. Numerosos horóscopos de pessoas afortunadas têm a Cabeça do Dragão sobre a cúspide da segunda Casa. Sua posição na 2ª Casa favorece. O êxito é precoce. Quando no meio da 2ª Casa, torna o nativo generoso. Na 8ª, traz legados com benefícios temporários.

Cauda do Dragão: na cúspide da 2ª Casa é bem adversa: tendência a perder a fortuna, crédito periclitante e adiamento das realizações financeiras. Na 8ª Casa, traz perda de herança e má saúde.

Terceira e nona Casas. A Cabeça, na 9ª Casa, aumenta a atividade mental e sua habilidade; também está ligada a grandes aspirações; jornalismo; distinção no estrangeiro; comércio internacional; representações comerciais. A Cauda, na 9ª Casa, suscita superstição, medo de magia negra, apreensões mórbidas; mas também habilidades: advogado de causas impopulares; pioneiro de doutrinas inaceitáveis; investimentos fracassados no exterior.

Quarta e décima Casas: a Cabeça, na 10ª, traz êxitos na vida; colheita de honrarias; elevação social acima do nível de nascimento; favorece um bom casamento. A Cabeça, na 4ª, mostra um pai de filhos ilegítimos, uma mulher desquitada ou divorciada. A Cauda, na 10ª, revela dificuldades, fracassos ou desgraças. Quando houver vitórias, serão por meios impopulares. As crianças sem pais geralmente têm a Cauda na 10ª Casa. Essa posição, com Conjunção, aponta escândalos e distúrbios ligados à mãe ilegítima.

Quinta e 11ª Casas. A Cabeça, na 11ª Casa, é muito favorável para tudo, exceto para jogos, apostas e especulações. Contudo, também indica uniões ilegais e filhos ilegítimos. A Cauda na 11ª indica péssima situação: ausência de amigos ou então a traição e falta de ajuda deles. Se há progresso, arrisca-se perdê-lo.

Sexta e 12ª Casas. Favorece profissões em entidades assistenciais. Estando a Cauda na 6ª, leva a trabalhos mais grosseiros; indica os desertores. A Cauda na 12ª é séria advertência para o nativo evitar o desenvolvimento de poderes psíquicos, porque isso lhe trará inconvenientes.

Área de ação favorável. As melhores posições para a Cabeça do Dragão estão no hemisfério horoscópico compreendido entre a metade da oitava Casa e a metade da 2ª Casa. Contrariamente, as piores posições para a Cabeça do Dragão estão na área que vai da metade da 2ª até à metade da 8ª.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1976)

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Astrologia Espiritual: o Relógio do Destino

Astrologia Espiritual: o Relógio do Destino

O levantamento científico de um horóscopo obedece a princípios matemáticos e astronômicos. O estudo da Astrologia ficaria incompleto se não incluísse o aspecto espiritual ou interno, que lhe constitui a essência. Assim como o ser humano é um ser complexo, porque possui um Tríplice Corpo, manipulado pelo Tríplice Espírito, através da Mente, assim também o Astro que vemos pela luneta é apenas o corpo de um grande espírito, cuja instrumentação é semelhante à do ser humano, porque: “como é em cima é embaixo”.

Os materialistas levam em conta apenas o que podem, sensorialmente, apreciar. Exceto uma facção dos diversos ramos científicos e a psicologia profunda, que vão abrindo caminho para concepções mais reais e amplas a respeito do ser humano e do mundo, considera-se o ser humano por aquilo que exteriormente se vê: seu corpo. Igualmente, no estudo astronômico, leva-se em conta o aspecto externo da questão: distâncias, tempo de rotação e translação, órbitas, volume, formas, etc.

Todavia, assim como os seres humanos possuem uma individualidade, um caráter, que exprimem através da sua atmosfera áurica (a quem tenha sensibilidade suficiente de percepção) e no seu modo de agir, pela convivência, também os Astros têm uma natureza individual, própria, a que chamamos de “influência”. Esse modo de ser, formado ao longo das encarnações do Espírito Planetário nele residente, expressa-se segundo o ângulo de incidência de seus raios. Lembremos que os Astros têm seu grande corpo mental, emocional, etérico e químico, de que seus habitantes humanos, nossos companheiros da Onda de Vida de Peixes, formam seus pequenos veículos. O Espírito Planetário influencia seus habitantes e por eles é influenciado. Igualmente, influi sobre os demais Astros, seus Irmãos, e por eles é influenciado. Influencia também os habitantes dos outros Astros.

Isso nos permite compreender mais profundamente por que o Cristo tinha que SOFRER na cruz e, através do sangue derramado do corpo de Jesus, penetrou em nosso globo, a fim de limpá-lo de toda a carga inferior das passadas transgressões da humanidade que lhe comprometiam seriamente a evolução e estabilidade.

Muitos acreditam na influência da Lua. Principalmente os que vivem ou viveram no interior e no litoral, sabem que a Lua influencia claramente as plantas, impondo épocas de plantio, de colheita, de poda, etc. Provoca as marés e vazantes, pescaria farta ou reduzida. Influi nos períodos menstruais e gestações. Tudo isso, desde muito antes de Cristo, já a Astrologia espiritual ensinava. Dizem que acreditam nisso porque é evidente; mas não creem na influência dos demais astros porque não percebem. Em verdade, não estão atentos para isso. O estudo da Astrologia espiritual lhes mostraria que essas influências existem, exercendo grande força na direção de seus negócios e tendências.

Os ponteiros do relógio marcam a hora dos acontecimentos da vida diária. Mas permaneceriam imóveis se não fossem impulsionados pela força do mecanismo oculto. Se o relógio para, pode ocasionar perdas de oportunidades e consequentes prejuízos.

De igual modo, os Astros visíveis marcam os acontecimentos de nossa vida, como ponteiros de um relógio, com a diferença de que os Grandes Espíritos Planetários jamais se detêm; sempre nos influenciam, advertindo-nos e impulsionando, segundo o que nos está marcado no RELÓGIO DO DESTINO. Sob determinadas circunstâncias, podemos invalidar essas influências, como fazemos com os assuntos da vida cotidiana, pois os ASTROS IMPELEM, MAS NÃO OBRIGAM. Quanto mais domínio próprio tenhamos, tanto mais nos libertamos das influências exteriores.

Conta-se que Edison, em certa fase de sua vida, trabalhava como telegrafista de uma estrada de ferro. Para descansar nos intervalos de folga, sem perigo de perder as horas em que deveria cumprir suas obrigações com a chegada do trem, construiu um despertador original: sentava-se na cadeira, e, acima de sua cabeça, pendia uma vasilha meio inclinada. De uma torneira próxima, por meio de um tubo, corria um fio regular de água, calculado para encher a vasilha num determinado tempo. Quando esta se enchia, o líquido começava a transbordar e caia sobre a cabeça de Edison, despertando-o seguramente.

Igualmente, estamos girando numa corrente contínua de ações, para o bem e para o mal, ou melhor, para o certo e para o errado, dentro do depósito do TEMPO. O que transborda, se volta sobre nós, impelindo-nos a novas ações. Não importa que fiquemos adormecidos como Edison, pois o sono da morte material não pode anular as ações do espírito imortal. Um novo nascimento terá lugar, exatamente quando o depósito do TEMPO ESTIVER CHEIO, para que o Ego venha colher o que semeou, de bem ou de mal.

A propósito do assunto, convém compreendermos claramente o seguinte: não temos certo destino por haver nascido em determinado momento. O Ego renasce quando as influências estrelares reinantes, naquele momento, correspondam às suas tendências. O Ego é atraído ao renascimento pela afinidade das vibrações prevalecentes. Essa compreensão é importante, porque elimina falsos conceitos, segundo os quais, a sorte ou azar de uma vida inteira depende do acaso, ou seja, da circunstância de nascer sob boa ou má estrela, sem direito a escolha. Se isso fosse verdade, teríamos fortes razões para duvidar da sabedoria e amor do nosso Criador. Edison teria motivos de aborrecimento, se alguém viesse acordá-lo com um borrifo de água fria. No entanto, sabendo que ele próprio, antes de adormecer, é que preparara aquela forma de despertador, ficava satisfeito, porque alcançava os benefícios dessa advertência. Assim também, se, por meio da Astrologia, chegamos a compreender as causas postas em ação, por nós mesmos, em vidas anteriores, as quais determinaram nossa atual condição e circunstâncias, deixaremos de culpar a Deus e aos nossos semelhantes. Ao contrário, assumiremos a responsabilidade de nosso destino e trataremos de construir condições melhores, contando com os aspectos positivos de nosso caráter e livre arbítrio, que para isso Deus nos concede. As estrelas apenas marcam o momento mais favorável de colher o que semeamos, de certo ou de errado. Tratemos, pois, de extrair de cada momento e experiência da vida, a lição que ela nos envia.

Essa é a finalidade da Astrologia, em benefício da nossa evolução.

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – 02/1978)

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A Astrologia, uma fase da religião, dela não podendo se separar

A Astrologia, uma fase da religião, dela não podendo se separar

Meus amigos, mais uma vez estamos aqui para conversarmos sobre este assunto tão palpitante, tão atraente, que é a Astrologia, como ensinada pela Fraternidade Rosacruz.

Pretendemos demonstrar a veracidade da Astrologia não apenas como ciência positiva, possível de ser comprovada na vida quotidiana, mas principalmente como ciência espiritual. Oportunamente, os amigos que continuarem a nos honrar com a sua atenção chegarão a esta conclusão: verificarão que a Astrologia é, na realidade, uma fase da religião, dela não se podendo separar, e por isso nós, os Estudantes de Filosofia Rosacruz, a consideramos como “SAGRADA”, não a desvirtuando fazendo dela passatempo, nem meio divinatório.

Vamos hoje apresentar aos nossos amigos uma interessante conferência pronunciada pelo nosso muito estimado Max Heindel, que consideramos como o maior conhecedor de Astrologia sob o ponto de vista espiritual. Max Heindel jamais profanou os seus conhecimentos de Astrologia, dela se servindo apenas para explicar “Mistérios” religiosos e para cumprir o sagrado mandamento de Cristo Jesus: “CURAR OS ENFERMOS”. Essa é, por certo, a mais recomendável e a mais legítima das suas aplicações. Mas deixemos esse assunto para quando chegar sua oportunidade e passemos à conferência do nosso maior Amigo e melhor Servidor, Max Heindel:

A ASTROLOGIA, SUA POSSIBILIDADE E SUAS LIMITAÇÕES

Em nossos tempos começou-se a considerar a Astrologia como uma superstição, assim como o clarividente e o astrólogo são considerados como charlatões, não sem razão, muitas vezes. Na maioria dos jornais e revistas se encontram anúncios oferecendo horóscopos que abarquem desde o nascimento até o túmulo, pela ínfima soma de $ 10,00, e às vezes até em troca de um selo do correio.

O propósito dessa conferência é mostrar outro aspecto da Astrologia, que geralmente é desconhecido: mostrar suas possibilidades e limitações.

Há duas classes de Astrologia e duas classes de astrólogos: uns não levantam nunca o horóscopo do solicitante, senão que somente perguntam o mês do nascimento para saber em que Signo estava o Sol quando nasceu a pessoa. Então copiam de um livro ou tomam uma série de doze folhas mimeografadas que correspondem aos doze meses do ano, e que dão a “sorte” da pessoa.

Para qualquer Mente que raciocine é evidente que há mais do que doze classes de pessoas no mundo, e de acordo com esse método haveria completa semelhança de vida no caso de cada doze pessoas, porém sabemos que nem duas pessoas têm as mesmas experiências, que cada vida é diferente de todas as demais e que qualquer método que não faça tais distinções deve ser completamente falso.

O “astrólogo” de $ 10,00 é uma boa pessoa de negócios. Seus horóscopos mimeografados, gastos de correio, etc., não vão além de $ 5,00 ou menos; assim ela tira um bom lucro em cada horóscopo (?). Porém embora seja esse um bom negócio, não é o mais importante. O fato é que quando esses “astrólogos” obtêm a direção de uma pessoa qualquer inexperiente, se aproveitarão para iniciar um negócio muito mais rendoso. De tempos a tempos notificam aos seus clientes que certos fatos futuros irão ocorrer, e que mediante o pagamento de uma certa importância ele poderá revelá-los e ensinar como evitá-los. Continuam assim explorando as suas vítimas, sistematicamente, até que a experiência tenha ensinado a esses pobres ingênuos o valor nulo dessas predições. Essas vítimas são as que depois gritam contra a astrologia, tachando-a de fraude, de charlatanismo e de loucura.

O método científico exige em primeiro lugar o DIA, o MÊS e o ANO do nascimento, pois leva em conta todos os nove corpos celestes do Sistema Solar, e sabe que em cada momento eles ocupam entre si certas posições relativas. A mesma posição não se repetirá outra vez senão depois de um Ano Sideral, que compreende 25.868 anos comuns. Assim, se uma criança nascesse hoje, seria necessário esperar 25.868 anos antes que pudesse nascer outra com o mesmo horóscopo. Porém esses dados ainda não são suficientes, pois, se calcularmos que em cada segundo nasce uma criança, em um dia teriam nascido 86.400 crianças cujas experiências na vida seriam iguais, se fosse tomado em consideração apenas o dia do nascimento. Por conseguinte, o Astrólogo científico pede também a hora e o lugar do nascimento, além do dia, mês e ano, pois há pessoas que nascem na mesma hora, mas em lugares muito afastados um do outro; até mesmo os gêmeos podem nascer com diferenças de minutos e mesmo de horas, e isso produz também uma grande diferença.

Entretanto, quando duas crianças nascem ao mesmo tempo e no mesmo lugar há também uma semelhança marcada em suas vidas. São conhecidos vários casos desses. Um exemplo bastará: um senhor chamado Samuel Hemmings nasceu no mesmo lugar, em Londres, e na mesma hora e quase no mesmo minuto em que nascia o Rei Jorge III, em 4 de junho de 1738. Estabeleceu-se como negociante em ferragens no mesmo dia em que o Rei Jorge III foi coroado, casou-se no mesmo dia que Sua Majestade, morreram ambos no mesmo momento, e todos os acontecimentos das suas vidas se pareceram uns com os outros.

A diferença de estado social impediu que ambos fossem reis, porém no mesmo dia que um era coroado como monarca de um reino, o outro se convertia num homem de negócios independente.

A Astronomia difere da Astrologia tanto quanto a Anatomia da Fisiologia. A Anatomia nos diz onde se encontram os órgãos do corpo, nos ensina a sua estrutura, e a Astronomia nos informa a respeito dos corpos celestes. Porém compete ao fisiólogo explicar a utilidade das diferentes partes orgânicas do corpo, porque isso é a única coisa que pode dar valor àquele conhecimento. E assim também é a parte que corresponde à Astrologia: explicar os significados das mudanças das posições relativas dos corpos celestes e a influência que elas possam ter sobre os atos da humanidade.

Não se necessita de nenhuma argumentação para provar que as condições químicas da atmosfera terrestre durante a manhã diferem das da tarde, ou das do meio dia. Vemos também as mudanças que se produzem nas diversas estações do ano, e sabemos que são devidas às mudanças de posição do Sol. Todos reconhecem o efeito da Lua sobre as marés, etc. Esses corpos celestes movem-se muito depressa e estão produzindo constantemente mudanças nas condições atmosféricas da Terra. Nos dias de hoje em que se verificam os extraordinários fenômenos da rádio, não é difícil compreender que outros corpos celestes também produzem seus efeitos. Como já vimos, essas alterações são tão numerosas que as mesmas condições químicas não se repetem senão depois de um intervalo de 25 mil e tantos anos. Vemos, pois, que as condições eletrostáticas da atmosfera no momento em que a criança aspira o seu primeiro alento, imprime em cada átomo do pequeno corpo sensitivo uma característica individual. É como se se carregasse uma bateria elétrica nova, qualquer mudança nas condições atmosféricas afetará esse cérebro diferentemente de todos os demais, porque sua característica ou condição original é distinta da de todos os outros.

Muitas pessoas pensam que a Astrologia é fatalista. Se bem que possa parecer assim à primeira vista, um estudo mais aprofundado demonstrará que essa ideia é errônea, que todas as nossas penas e tristezas são o resultado da ignorância e que o conhecimento poderá prevenir qualquer infortúnio, se for aplicado em tempo. Com o objetivo de compreender a finalidade do nosso livre arbítrio, devemos reconhecer o fato de que o resultado de nossas ações passadas é obtido mediante um tríplice processo de amadurecimento.

Em primeiro lugar, há causas que seguiram o seu curso sem serem modificadas por outros atos, e estão tão próximas de produzir efeitos, que são semelhantes à bala disparada de uma arma: está fora do nosso alcance poder detê-la, e temos de deixar que siga o seu curso, para o bem ou para o mal. A isso se chama em ocultismo uma “causa madura” que pode ser vista claramente no horóscopo quando ele é feito devidamente. Por suposto, nem sempre nos será de benefício conhecê-las quando não podemos evitá-las, porém algumas vezes podemos alterar as condições pelas quais essa causa madura se esgota a si mesma, e nisso reside a nossa maior esperança. Vemos as nuvens passageiras, sabemos quando terminará a sua fúria, e isso nos dá novas esperanças, que não teríamos a não ser pelo estudo do nosso tema astrológico.

A segunda classe de causas gera-se e produz seus efeitos cada dia: é uma espécie de “negócio à vista”. Essas causas podem anular-se ou modificar-se, quando se conhece a Astrologia. As tendências individuais também podem ser vistas no horóscopo.

A terceira classe de causas é a que estamos pondo em movimento, porém, que não podemos notar os seus efeitos por agora. Dessas, podemos nos salvar mediante o cuidado apropriado nos últimos anos da vida, e em vidas futuras, quando chega o momento do ajuste das contas.

O horóscopo nos ajudará, mostrando-nos nossas tendências, de maneira tal que possamos ter cuidado nos momentos críticos, trabalhando com todo o nosso poder para aproveitar as boas oportunidades, e fazendo os esforços possíveis para livrar-nos de qualquer má tendência.

Para dar um exemplo de como age a Lei de Consequência, com relação às predições, podemos citar alguns casos que conhecemos pessoalmente.

Certa vez, um conferencista muito popular, o Sr. L. que não havia nunca estudado a Astrologia, sentiu interesse por ela e veio pedir que lha ensinássemos. Para que ele tivesse maior interesse, aproveitou-se como base o seu próprio horóscopo, pois dessa maneira ele poderia comprovar as interpretações do passado e chegar assim a uma melhor compreensão do assunto, do que se fosse empregado o horóscopo de qualquer outra pessoa. No curso dos cálculos, se comprovou que o Sr. L. estava sujeito a frequentes acidentes. Figuravam nos cálculos, acidentes já passados, com indicação dos dias em que os mesmos teriam acontecido, o que foi confirmado e impressionou muito o Sr. L.

Depois, viu-se que a 21 de julho de 1906 teria lugar outro acidente que afetaria a parte superior do peito, os braços, o pescoço e a parte inferior da cabeça, e também que esse acidente se daria no curso de uma viagem curta. Foi, pois, recomendado ao Sr. L. que durante a Lua nova que teria lugar naquele dia e que era o fator que produziria o acontecimento, ficasse em sua casa e que também ficasse em casa no sétimo dia posterior, sendo esse último ainda mais perigoso que o primeiro. Ficou ele tão impressionado que prometeu atender ao conselho.

Um pouco antes do tempo crítico, escrevemos ao Sr. L. para recordar-lhe o assunto e respondeu ele que se recordava muito bem e que teria todo o cuidado.

A próxima notícia que se teve por intermédio de um amigo comum, dizia que no dia crítico, 28 de julho, o Sr. L. havia saído para uma viagem à Serra Madre, em um bonde, e que ao cruzar as linhas da estrada de ferro foi o bonde apanhado por um trem. O Sr. L. foi cuspido por uma janela, ficando ferido nas partes indicadas pela predição, sofrendo além disso uma lesão em um tendão, que não havia sido predita.

Era muito difícil compreender, entretanto, como o Sr. L. havia se descuidado da advertência, tendo ficado antes tão impressionado pela realidade do que havia sido predito. A resposta se obteve três meses depois, quando ele pôde escrever-nos. Dizia ele: “eu julguei que o dia 28 era 29”. Este é um caso de destino maduro, que não podia ser evitado.

Em outra ocasião, prevenimos outras pessoas contra acidentes: elas puderam escapar deles por seguirem as instruções dadas, porém tais pessoas costumam dizer: “você acredita mesmo que eu seria atingido se não seguisse os seus conselhos? ”. Aí está toda a dificuldade! Ninguém considera uma predição seriamente senão quando a experiência amarga os atinge, como aconteceu ao Sr. L. Ele nos escreveu depois: “esses acidentes fizeram-me ter um profundo respeito pela Astrologia”. Porém, se a amarga experiência é o único meio que aceitamos para aprender, então tanto pior para nós mesmos.

É uma verdade dizer-se que “nenhum homem vive para si mesmo”. Todos nos afetamos uns aos outros e isso também se pode ver no horóscopo. A morte dos pais pode-se ver particularmente no próprio horóscopo, pois aqueles foram a fonte do corpo em que vivemos; e em geral, quando não se conhece a hora do nascimento, um bom astrólogo pode comprová-la, deduzindo-a dos principais acontecimentos da vida, especialmente se é indicado o tempo em que morreram os pais. O marido e a esposa estão também tão ligados, que os grandes acontecimentos da vida de um se veem no horóscopo do outro.

Há alguns anos prevenimos uma senhora para o perigo, assinalado em seu horóscopo, de ruptura de relações com o seu marido. Eram pessoas de alta sociedade, e as indicações diziam que teriam de desistir de uma viagem, o que ela certificou imediatamente dizendo que realmente tinham planejado uma viagem à Europa, porém, como não tinha nenhuma intenção de abandonar o seu marido, perguntou se, por acaso, não estava ele em perigo de morte. A nossa resposta foi: “Pior do que isso!” Porém como era assunto delicado e ela era uma estranha, não se podia dizer nada mais, salvo que o desastre teria lugar no mês de novembro. No dia 14 desse mês, o marido dela foi sentenciado a cinco anos de penitenciária por haver cometido um crime infame. A viagem foi suspensa e o ostracismo social se fez sentir imediatamente.

Esse caso demonstra particularmente a delicada posição do astrólogo. Ainda que possa ver e deseje ajudar, os convencionalismos o impedem de dizer o que vê. No caso mencionado isso foi evidente. Desejando impedir o sofrimento, não lhe foi possível evitá-lo. Portanto, sustentamos o princípio de que todos devem estudar a astrologia. Nem o melhor astrólogo, que no fim de contas não é mais do que um estranho, pode olhar tão bem as nossas vidas e a dos nossos queridos como nós mesmos, que conhecemos já muito do caráter deles nem os convencionalismos seriam obstáculo, como quando acontece quando tratamos com um estranho. Além disso “comprar um horóscopo” não poderá nunca engendrar em nós mesmos a capacidade real de auxiliar os outros, que certamente alcançaríamos com o conhecimento pessoal da Astrologia.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1978)

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A Origem da Astrologia: estudemo-la com o piedoso respeito que lhe devemos

A Origem da Astrologia: estudemo-la com o piedoso respeito que lhe devemos

Para a razão humana, é loucura tudo o que escapa a seu controle. Ela não pode admitir que os corpos siderais, aos quais demos o nome de deuses imaginários, possam exercer sobre nós uma influência de acordo com o caráter atribuído a ditos deuses.

Concordemos: os astrólogos divagam, mas fazem-no em boa companhia, se é que consideramos insensato admitir o irracional. É lógico que um pinto, que só pode viver respirando, desenvolva-se inteiramente dentro de um ovo, onde deveria sufocar-se, antes de quebrar a casca?

A natureza contradiz a razão nesta circunstância, como em muitas outras. A natureza é maga e nos abandona no meio da nossa incompreensão.  O que nós comprovamos impõe-se, apesar de todos os absurdos, contra os quais se rebela nossa apreciação teórica. Desde os tempos antigos, a Astrologia era ridicularizada: pareceu definitivamente condenada no século XIX, devido à ilógica evidência dos seus fundamentos. Mas os espíritos positivos tiveram a curiosidade de comprovar os resultados de sua prática. Traçaram temas de nascimento, rigorosamente exatos sob o ponto de vista astronômico, e tiveram a surpresa de reconhecer sua concordância com o caráter, as disposições e as grandes linhas de vida do indivíduo. Renunciando a discutir a filosofia da Astrologia, deram crédito à tradição e só tiveram que felicitar-se por isso.

Os resultados falam. Demonstram que o IMAGINÁRIO não é forçosamente ILUSÓRIO. A imaginação humana não se exerce no vazio: é criadora de IMAGENS que ganham vida a seu modo. Imaginando com persistência que os astros exercem influência sobre nós, determinamos, alimentamos e fortificamos essa influência, que age no terreno imaginativo ou psíquico. A CRENÇA na Astrologia é geradora de correntes com as quais é conveniente contar.

É preciso não ter nenhuma perspicácia para negar a influência das crenças, sejam elas quais forem, bem como a força das imagens fictícias que conseguimos fazer aceitar pela imaginação. Não é isso que fazem os demagogos religiosos ou políticos?

É desconcertante que os corpos celestes da Astronomia possam converter-se em espelhos que nos devolvam o que sobre eles imaginamos. Não obstante, é necessário que seja assim para que o horóscopo corresponda à realidade humana, à qual se aplicam os símbolos astrológicos.

Somos aparentemente indiferentes à natureza que nos rodeia e, com mais razão, às estrelas longínquas que gravitam longe de nós. Mas, se nos pomos IMAGINATIVAMENTE em contacto com elas, que se passará? Criaremos um vínculo IMAGINÁRIO, claro está, mas eficaz a nosso respeito.

A Astrologia propõe um enigma formidável, de ordem mágico-psicológico. Isto assegura seu porvir e justifica seu inesperado renascimento.

Estudemos a Astrologia sem tomar partido, com um ceticismo de boa índole, e não confundidos por um excesso de entusiasmo. Não queiramos pedir-lhe mais do que ela razoavelmente pode dar-nos. Deixemos o futuro e sondemos os mistérios do presente. Interroguemos o horóscopo acerca de tendências inatas, das disposições e particularidades do caráter do indivíduo: mesmo que a Astrologia não pudesse revelar-nos outra coisa, só isso bastaria para que fosse estudada profundamente sob o ponto de vista do CONHECIMENTO DO SER HUMANO.

Como podem corresponder os símbolos astrológicos às realidades de ordem humana? Mistério! O certo é que o horóscopo ajuda a resolver o enigma da personalidade humana, com sua complexidade, pela combinação dos Signos Zodiacais, das Casas e dos Astros (Sol, Lua e Planetas). Um indivíduo se comporta de maneira desconcertante, ilógica, contraditória, sua psicologia se extravia e ninguém sabe como julgá-lo. Levantemos seu tema natal: tudo se explica então para os educadores, para os superiores e para os subordinados do incompreendido.

Aplicada às relações humanas, a Astrologia é preciosa: mostra os erros que devemos evitar e revela as cordas sensíveis que convém fazer vibrar. Ajudando a compreender os outros, prega indiretamente a indulgência dentro das exigências, assinalando os recursos individuais ocultos.

O exame de um tema astrológico permite esclarecer os pais sobre a orientação que devem dar à educação dos seus filhos. Os símbolos falam, enquanto o indivíduo ignora.

Fazendo abstração das aplicações práticas, a Astrologia merece sobreviver em razão da filosofia que se depreende do seu simbolismo.

Assim devem pensar que veem na Astrologia apenas o lado científico; mas, é preciso não nos esquecermos que toda verdade científica repousa em fatos ocultos que o místico — aquele que deixa falar o coração — vê antes que a ciência o descubra e comprove.

Dessa forma, nós que nos dizemos estudantes de ocultismo, que pretendemos assimilar os conhecimentos que nos fornece a sublime Filosofia Rosacruz, não podemos, de nenhuma forma, menosprezar a Astrológica como ciência nem como uma fase da Religião. Procuremos estudá-la conscienciosamente e veremos que o primeiro astrólogo com que deparamos é o Ser que nós designamos com o nome de DEUS, pois, quando Deus sente vontade de criar, isola-se a Si mesmo em uma porção limitada de espaço e dá nascimento a um Sistema Solar.

Eis aí, Amigos meus, a origem da Astrologia: é a própria Divindade.

Saibamos, pois, apreciar uma herança que remonta ao princípio da Criação. Estudemo-la com o piedoso respeito que lhe devemos.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1978)

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A Astrologia: suas Possibilidades e Limitações

A Astrologia: suas Possibilidades e Limitações

Em uma viagem a Columbus, foi mostrado ao autor um horóscopo de uma criança, feito por sua tia. Notou-se que o rapaz ia atravessar uma série de crises que durariam seis anos. Durante esse intervalo, muitas coisas más saíram à superfície, e tudo dependeria de tratamento que lhe dispensassem em casa, e infelizmente, a atitude de seus pais era governada pela ignorância das causas ocultas. Em lugar de tolerância, amor e simpatia, não recebia mais do que sermões e castigos. Como se poderia esperar que ele ficasse bom, tratado dessa maneira?

Esses mistérios — as crianças — os temos sempre ao nosso redor. Da maneira como resolvamos o seu enigma dependerá o fruto que colheremos da nossa missão.

Fazer um horóscopo simples para ler o caráter não exige nenhuma inteligência fora do comum. O caráter é o destino, e se conhecermos o caráter de uma criança, poderemos acumular para nós mesmos grandes tesouros no céu, fortalecendo suas boas tendências e ajudando-a, com o exemplo e com o conselho, a evitar o mal.

Um dos melhores usos da Astrologia é, na opinião do autor, determinar o caráter das crianças e educá-las de forma tal que se fortaleçam os seus pontos fracos e se amorteçam as tendências para o mal. Na leitura do caráter, a Astrologia interpreta corretamente em 99% dos casos tendo-se alguma experiência, e nenhum pai pode beneficiar mais a seu filho do que estudando o seu horóscopo, e melhor será se ele aprender a fazê-lo por si mesmo. Enquanto isso, pode-se pedir a um amigo, que conheça a Astrologia, que levante o tema para o filho.

Se bem que a Astrologia seja uma Ciência certa absolutamente, deve-se ter em conta que o astrólogo é um ser humano, e, portanto, falível. Ainda que o Astrólogo consciencioso, com muita habilidade, possa dar um horóscopo correto, pode, não obstante, enganar-se e, quando menos o imagina. O autor disse somente uma vez que uma certa predição não fracassaria e essa vez fracassou.

Havia uma escapatória que depois se viu, porém, os aspectos eram tão fortes que parecia impossível que o acontecimento previsto pudesse fracassar. Esse acontecimento QUASE aconteceu, porém, ficou frustrado no momento crítico, demonstrando assim o poder da parte que admitia uma possível escapatória.

As predições, às vezes, fracassam devido a um fator que o astrólogo não pode prever: o livre arbítrio humano.

Enquanto os seres humanos se deixam arrastar pelas ondas da vida, levados daqui para ali pelos ventos das circunstâncias, a tarefa de predizer é fácil para o astrólogo competente e cuidadoso, que pode predizer corretamente para a grande maioria, pois os horóscopos mostram as tendências, e não levando em conta o esforço individual, a humanidade segue essas tendências sem resistência. Porém, quanto mais desenvolvido esteja o ser humano, tanto mais fácil é para o astrólogo equivocar-se; pois ele só pode ver as tendências; a vontade humana é um fator que não se pode calcular, por estar além das indicações do tema. Na natureza das coisas, deve haver esse elemento de incerteza. Se as condições fossem rígidas e inflexíveis, não havendo modificação possível, isso mostraria que um destino inexorável governava a vida humana, e de nada serviria o menor esforço para mudar tais condições, porém se as predições fracassam algumas vezes, isto é motivo de esperança, pois demonstra que dispomos de algum livre arbítrio.

Há uma classe de predições em que a Astrologia é quase infalível e de grande utilidade: a de determinar a afinidade entre as pessoas, de maneira que em vez de ser o matrimônio uma espécie de loteria, ou de azar, pode ser o resultado mais ou menos exato de tal união. Por certo não haveria necessidade de divórcio se um astrólogo competente houvesse recomendado a união.

Nas conferências anteriores, vimos que a vida humana é governada por uma grande lei da Natureza: a Lei de Consequência, a qual estabelece que todos os nossos atos são causas que produzem inevitáveis efeitos, tão seguramente como uma pedra atirada ao ar volta para a terra. Debaixo dessa grande lei tornamos a nos encontrar uma e outra vez com amigos e inimigos, e parece impossível que possamos estabelecer a mais estreita das relações, o matrimônio, com um estranho. O autor sabe que quando alguém pede um horóscopo sobre o seu matrimônio, se as predições são favoráveis, invariavelmente realizam a cerimônia, porque está de acordo com o seu desejo, porém quando o astrólogo se vê obrigado a predizer um desastre, também invariavelmente o interessado diz: “Este astrólogo não merece crédito”, e trata logo de casar-se, como deseja, ou então procura outro astrólogo que lhe dê uma resposta mais favorável.

O melhor de todos os empregos que se pode dar à Astrologia é no tratamento dos doentes, e este é o único emprego que o autor faz dessa ciência.

Temos falado da lei de Consequência, que produz, a seu devido tempo, os resultados dos atos passados, sejam desta ou de outras vidas. As estrelas são o Relógio do Destino, por assim dizer, os doze Signos do Zodíaco correspondem ao mostrador do relógio, o Sol e os Planetas, com seus lentos movimentos, indicam o ano em que determinado acontecimento deve realizar-se, enquanto a Lua, animada de movimento mais rápido, nos indicará o mês.

Há certas pessoas que se encontram particularmente sob a influência da Lua: os lunáticos. Em suas vidas sentem especialmente todas as mudanças da Lua e os astrólogos podem predizer, nesses casos, não só o dia como até a hora em que as crises se manifestarão.

Quando alguém fica doente, as crises podem ser vistas no horóscopo e, por seu intermédio, é possível acompanhar a marcha da enfermidade, de maneira que os momentos mais propícios sejam aproveitados. Então os remédios curativos terão efeito muito maior.  Se o médico não pode fazer muitos progressos devido a condições planetárias adversas, pode pelo menos dizer quando se produzirão as modificações.

Caso como este ocorreu com o autor na cidade de Duluth (Estados Unidos), quando lhe pediram para ajudar uma senhora que sofria de envenenamento do sangue. Os doutores já a haviam abandonado. Ao levantar o seu horóscopo, viu-se que sete anos antes tinha ela sofrido uma crise semelhante e que outra teria lugar daí há alguns dias, quando a Lua Nova agravaria as condições.

Sofria ela grandes angústias e toda a família se reunira em torno dela e já se despedia dos parentes, esperando morrer. Logo que a Lua obscureceu, começou a diminuir os sofrimentos e vinte minutos depois a paciente estava repousando com calma e sem dores.

Em dois dias o veneno baixou do abdômen para as pernas. Porém, a Lua Nova deteve o progresso, e ao terceiro dia começaram de novo as dores nos membros inferiores. Lutou-se contra a enfermidade durante três dias, e se bem que se conseguisse fazer as dores passarem com os tratamentos, elas voltavam uma ou duas horas depois, e tudo ficava como antes. Notou-se bem claramente que maior alívio não era possível até que a Lua chegasse a fase “cheia”. Foi dito isso à enferma, acrescentando-se que ao chegar aquela ocasião a enfermidade cederia aos tratamentos e que a dor cessaria. No dia designado, a senhora se levantou pela manhã e pôde pôr os pés no solo com facilidade: ela estava curada.

Um médico cirurgião de Portland dizia que a experiência lhe ensinara a executar todas as operações, sempre que possível, na Lua Crescente, porque então a vitalidade era maior e as feridas se curavam com maior rapidez do que quando a Lua estava no minguante.

Para o ocultista, os doze Signos do Zodíaco são os veículos visíveis das doze grandes Hierarquias Criadoras que ajudaram o ser humano a desenvolver-se até o seu atual estado de consciência própria, sendo o Sol a veste da Inteligência Espiritual mais elevada manifestada em nosso sistema, atualmente. Os sete Planetas, Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio, são os corpos dos sete Grandes Anjos Estelares de que falam todas as Religiões:  os sete Espíritos ante o Trono, os sete Arcanjos dos Maometanos; os sete Ameshapendas dos persas, os sete Rishis dos Indus etc. Eles agem de acordo com a Lei de Consequência e são os ministros do nosso Senhor, o Deus Solar, tendo cada um o cuidado de uma parte definida da Vontade de Deus.

Deles surgimos como espíritos, em sete raios, sendo que um deles é nosso Astro-Pai, subsistindo assim durante todas as nossas vidas. Esse fato não impede que nasçamos em diversos momentos e sob muitas configurações astrais, para que possamos adquirir variadas experiências, e nosso horóscopo mostrará qual é a estrela regente particular da nossa vida atual, porém não conheceremos o nosso Astro-Pai senão na última iniciação.

Todos os que emanaram do mesmo Astro-Pai são irmãos no mais íntimo sentido, almas gêmeas, em todas as suas vidas terrestres, e ninguém pode entrar numa escola superior de ocultismo que não seja composta de irmãos do mesmo raio ou Anjo Estelar de que foram emanados.

Isso é o que Cristo Jesus queria significar quando disse: Vosso Pai e meu Pai, dirigindo-se aos seus discípulos.

Jesus e seus discípulos eram almas gêmeas no mais alto significado, emanadas do mesmo raio. Aos fariseus, dá-lhes uma origem distinta, chamando-os filhos do mal, de Saturno ou Satanás. Porém, não se deve admitir que Saturno seja mau. Tem ele a cumprir uma missão no reino de Deus que também é boa: ele é a influência subjugadora, que produz a dor e põe um dique à nossa arrogância; é o tentador que mostra as nossas imperfeições, para purgar-nos do mal e fazer-nos perfeitos e virtuosos. E suas virtudes são muito grandes: castidade, justiça, retidão inflexível, se bem que lhe falte a compaixão e o amor, que vêm das forças do formoso Planeta Vênus. De Vênus vem também a música, as artes, que servem para elevar-nos para a natureza superior das coisas. Júpiter é o farol que nos inspira elevados pensamentos, nos dá devoção a Deus e aspirações altruístas. Marte dá-nos energia necessária para efetuar nosso trabalho na vinha do Senhor. Se não fosse por sua influência o ser humano não teria vigor nem coragem. Em seus maus aspectos produz as paixões, as guerras e as lutas, porém isso é devido a empregarmos mal as energias que dele recebemos, e da mesma maneira Vênus dará sensualidade e Júpiter, a indolência; porém, quando permitimos que as suas boas influências se desvirtuem e se pervertam por nossa natureza inferior, Saturno vem e nos submete a duras provas, às penas e tribulações, para fazer-nos voltar de novo ao caminho do progresso e da pureza.

Mercúrio é o Mensageiro dos Deuses, é a fonte da Sabedoria, da qual a mente humana obtém o seu tom. É o menor dos Planetas, porém é o Anjo Estelar que tem a mais importante missão com respeito à raça humana. De sua posição e configurações no horóscopo depende que a vida que começa seja devotada ao Eu Superior entregue às paixões inferiores, porque a mente é o elo entre a natureza superior e a inferior, e se Mercúrio está colocado de tal forma que incline mais aos prazeres dos sentidos do que aos da alma e às alegrias superiores, o fim será muito triste. Mas deve-se sempre recordar que nenhum ser humano se vê compelido ao mal, e que quanto maior é a tentação tanto maior será a recompensa que obtém quando sabe sobrepor-se às paixões ou às tendências indicadas no horóscopo.

Os astros impelem, porém não obrigam, de maneira nenhuma. Em última análise, somos árbitros do nosso destino, e, apesar de todas as más influências, está em nosso poder dominar nossas estrelas por meio da VONTADE, o báculo da nossa divindade, ante o qual tudo o mais deve inclinar-se.

Disse Ella Wheeler Wilcox, uma poetisa inspirada:

“Um barco segue rumo a leste, e outro a oeste, embora sopre o mesmo vento.

É a posição do leme e não o vento que determina a rota.

Como os ventos do mar são os desígnios do destino, conforme viajamos pela vida.

São os atos da alma que determinam a meta e não a calma ou a luta”.

(De Max Heindel Traduzida da revista Rays from The Rose Cross e Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1978)

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Influência da Cabeça e da Cauda do Dragão

Influência da Cabeça e da Cauda do Dragão

Onde quer que caia a Cabeça do Dragão, nos signos e casas do Tema, seu efeito sobre os assuntos daquele departamento, será como os do Sol em Áries (exaltação): adianta e acelera os negócios pessoais, tal como faria Júpiter. Ela lubrifica a máquina da manifestação onde quer que esteja colocada, aumentando a força dos Astros benéficos, com os quais entre em Conjunção. Ao mesmo tempo ameniza a influência maligna dos Astros adversos, com os quais esteja em Conjunção.

Em Oposição exata à Cabeça do Dragão sempre está a Cauda do Dragão, procurando anular os benefícios da Cabeça. Assim, a Cabeça e a Cauda do Dragão se assemelham às naturezas espiritual e material, constantemente em luta em nosso íntimo. A Cauda do Dragão tem efeito restritor semelhante ao de Saturno. Quando associado a algum mau aspecto, aumenta-lhe o prejuízo. Quando em Conjunção com qualquer benéfico (Sol, Júpiter, Vênus) rouba-lhes o benefício com a fúria de um dragão.

A Cabeça do Dragão é o ponto espiritual mais sensível no horóscopo, enquanto que a Cauda indica o ponto de maior limitação. A Cabeça mostra a linha de maior desenvolvimento do nativo; a Cauda revela o ponto em que ele é mais falto de espiritualidade.

A Cabeça do Dragão é benevolente — uma força ígnea, masculina. Ela confere a determinação para que o nativo se sobreponha ao horóscopo, firme sua própria divindade e crie seu próprio destino. Representa as virtudes conquistadas em vidas anteriores, ao seu dispor agora.

A Cauda do Dragão é adversa, aquosa, feminina e induz o nativo a continuar transgredindo e retrocedendo. Representa as falhas de caráter irregeneradas, de outras vidas, que agora tentam à repetição.

Cabeça e Cauda do Dragão figuram a batalha do céu, até que o Dragão seja vencido e cai aos pés da Alma Aspirante, como bem simboliza a figura de S. Jorge, com o cavalo branco (um corpo puro), armadura (da virtude) e uma lança (o poder espiritual), dominando o Dragão escuro (a natureza inferior).

Consideremos, agora, suas manifestações no mapa natal ou no tema progredido:

Na lª e 7ª Casas: A Cabeça do Dragão inclina o nativo a receber favores e honras. Dá mais atrativo e poder ao nativo. Mas, nessa posição terá a Oposição da Cauda do Dragão na 7ª Casa, que procura dar tendências negativas e tornar o nativo mal reconhecido ou ingrato aos favores recebidos. Indica inimigos declarados e competidores, buscando antagonizá-lo através de demandas com sócios, desentendimentos com a esposa, forçando-o de todos os modos para libertá-lo das associações. Saturno é exaltado em Libra e na 7ª Casa e na época das provas é um coletor das más qualidades de caráter. Ora, Saturno é relacionado com a Cauda do Dragão. Pelo contrário, a Cabeça do Dragão na 7ª Casa diminui o número de inimigos, dá êxito em todas as uniões ou associações, apesar de, a Cauda, na lª Casa, opôr tribulações, escândalos, falta de magnetismo pessoal e buscando inclinar o nativo a uma vida curta e sem proveito.

Na 2ª e 8ª Casas: A Cabeça do Dragão na 2ª Casa ajuda o afluxo de recursos, elimina as ansiedades. A Cauda em Oposição na 8ª Casa procura varrer os lucros através de decepções e pode provocar morte violenta e repentina. Se a posição é invertida, a Cabeça na 8ª e a Cauda na 2ª, a saúde do nativo será duradoura e terá longa vida, com dádivas e heranças legítimas de parentes, pelos benefícios da Cabeça na 8ª. Mas a Cauda, na 2ª, trará perdas e danos nos negócios, adversidade nas finanças, ansiedades e medos nos assuntos de dinheiro e posses.

Na 3ª e 9ª Casas: A Cabeça na 3ª Casa traz lucros, através dos irmãos e íntimos, viagens, facilidade de expressão, mente progressista e facilidade nos assuntos educacionais. A Cauda, na 9ª procurará varrer a fé, indica viagens miseráveis, conclusões desafortunadas, sonhos com previsões falsas. A Cabeça do Dragão na 9ª Casa aumenta a fé, inclina aos assuntos religiosos e espirituais, favorece as viagens e residência em lugares estrangeiros, adiciona veracidade aos sonhos e visões, aumenta a intuição profética. A Cauda na 3ª traz ansiedade mental, dificuldades com irmãos e íntimos e rouba disposição à expressão verbal e escrita.

Na 4ª e 10ª Casas: A Cabeça na 4ª augura boa sorte para a mãe. A velhice será feliz para o nativo e sua mãe. A décima casa terá a Cauda indicando prejuízos para o pai, perda de empregos, honras e favores para o nativo. A Cabeça na 10ª  dá boa sorte ao pai e promete honras e postos elevados ao nativo. Já a Cauda na 4ª rouba a alegria e paz da mãe, provoca distúrbios entre o nativo e a genitora, na infância. Na velhice, o nativo pode ver sua carreira abalada em confusão.

Na 5ª e 11ª Casas: A Cabeça na 5ª liberta O nativo de muitas dificuldades, dá-lhe alegrias e proporciona ocupações alegres e felizes, filhos afortunados e muita satisfação em seus afazeres. A oposição da Cauda na 11ª atrai amizades indesejáveis e a morte dos mais caros ideais e esperanças. Pelo contrário, a Cabeça na 11ª atrai amizades meritórias que vão colaborar com o nativo na realização de seus anelos. A Oposição da Cauda na 5ª nega os filhos ou os destrói, não permitindo nenhuma alegria com eles. Também traz sofrimentos, pela indulgência em prazeres prejudiciais.

Na 6ª e 12ª Casas: A Cabeça na 6ª  promete um corpo forte e são. A Cauda, oposta na 12ª inclina a perseguições de inimigos secretos, com possibilidade de ser preso e inclinando à própria ruína. Inversamente, a Cabeça na 12ª Casa, traz lucros por meio de empresas secretas e êxito em assuntos ocultistas, ainda que a Cauda, na 6ª  lhe roube a saúde, provoque lutas, desgastes físicos prolongados e duros, dificultando cada atividade pelas debilidades do corpo.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1978)

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Dor de Transição e as Experiências Dolorosas

Dor de Transição e as Experiências Dolorosas

Saturno, o grande justiceiro, já se encontra no umbral da nova era para ensinar lições de humildade e serviço, ainda que às custas de dor e sacrifício. É o tempo em que o ser humano deverá vencer sua natureza inferior até se transformar em “super-homem”. Através das preservações saturninas, pela purificação de sua natureza mais grosseira, o ser humano aprenderá suas lições, preparando-se para viver num mundo novo. Somente o indivíduo esclarecido será conclamado pelas Hierarquias a colaborar no insano trabalho de consolidação da nova Idade.

Obviamente, cada alma possui dons naturais para executar algum trabalho especial na evolução, e quando se acha envolvida nessa tarefa encontra uma invulgar satisfação. Entretanto, quando uma alma invade um campo alheio produz confusões e fracassos. Sempre existem invasores. São os fracassados que interferem nos esforços dos mais fortes, tratando de usurpar seus talentos. Os fortes, postados na vanguarda da evolução, são nossos atuais filósofos. Ao invés de estorvar o plano evolutivo, colaboram com ele. É com essas almas fortes que as Hierarquias trabalharão. São as pedras angulares do progresso dos autênticos aquarianos.

O nascimento de um mundo novo ocorre sempre em meio a mazelas, verdadeiros escombros, que estorvam e devem ser removidos. Isso acontece por meio de muito sofrimento. Uma alma rebelde se perguntará sempre: Por que me ocorrem tantas experiências dolorosas? A resposta é esta: Porque não age de acordo com as leis da evolução. Tais rebeldias, amiúde inconscientes, ocasionam, via de regra, a perda dos bens amealhados egoisticamente. O novo deve substituir o velho. Quem não segue a nova corrente perece, inevitavelmente. Tal é a realidade da vida que está às portas e projeta sua sombra sobre a civilização atual. Tudo isso nada mais é que a realização de uma profecia. Acaso Cristo não a revelou quando afirmou: “E então aparecerá o signo do Filho do Homem nos céus e todos os povos da terra gemerão de dor?”.

Relembrando a história da humanidade pode-se observar que, em certas etapas da evolução, produz-se uma grande depravação tal como a descreve a Bíblia. Os grandes pecados sempre precederam o despertamento dos povos à vida espiritual. Os esforços para elevar a humanidade provocam uma resistência encarniçada das entidades do mundo inferior que, então, redobram sua oposição ao bem, na tentativa de destruí-lo. Contudo, isso não deve nos alarmar, pois a Vontade Divina preside sempre tudo aquilo que é Bom e Verdadeiro, de tal forma a não deixar perder-se nenhum valor autêntico.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 09/86)

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O emprego da Astrologia e como você a emprega

O emprego da Astrologia e como você a emprega

Há dias recebi de um amigo, que não compreende por que tenho confiança na Astrologia, um recorte de revista americana “News-week”, número de 12 de outubro de 1959. Apresento aos Amigos a tradução desse artigo, porque representa preciosa lição para nós.

“Para Bruce King, tudo o que está escrito nas estrelas, seja a Conjunção de Vênus com Marte, seja a de qualquer outro corpo celeste, representa dinheiro.

King, mais conhecido como Zolar, o mais popular astrólogo do mundo, é autor de aproximadamente 70% de todos os horóscopos vendidos no Estados Unidos. Seu lucro pelas predições: cerca de 150.000 dólares por ano.

Na última semana, King assinou contrato para colocar seus novos horóscopos para 5 anos (5 dólares cada um) nas 2.200 lojas de F.W. Woolworth antes da chegada do Ano Novo. Depois, puxando uma baforada de seu cigarro, concedeu uma entrevista, pela primeira vez durante seus 25 anos de astrólogo, em seu escritório em New York, sem turbante e sem olhar para a bola de Cristal.

Não sou adivinho, disse o senhor de 62 anos chamado Zolar (ZO de zodíaco e LAR de solar). Tudo o que faço com a astrologia é levantar o mapa da vida de uma pessoa. Ele mostra como a vida pode ser conduzida, mas nem os homens nem as mulheres são sujeitos ao destino.

Cada homem forma o seu próprio destino.

King recebe, no mínimo, umas 10.000 cartas por ano pedindo conselhos (que são fornecidos a 3 dólares, isto é, 800 cruzeiros cada um). Dessas cartas, 80% são de mulheres, concluindo-se, portanto, que a maioria das cartas trata de assuntos do coração. A pergunta feita com mais frequência, disse King, é: “Quando casarei?”. A resposta para os nascidos em princípio de abril é: “Urano favorece o amor e as amenidades da vida… durante o mês de outubro”.

Tendo sido corretor de fundos, King se ligou com a Astrologia durante a crise porque lhe pareceu que os astrólogos eram as únicas pessoas que tinham algum dinheiro. Imaginou e organizou a venda de horóscopos e mais tarde expandiu suas vendas por intermédio da cadeia de lojas de Woolworth Kresge e Mc Cory.

Ele estima em mais de 50 milhões o número de horóscopos vendidos por ano.

Agora, sua linha de acessórios astrológicos (?), todos remetidos pelo correio em envelopes sem indicação de conteúdo, inclui tudo, desde cartões de predição e de indicações astrológicas de aniversário, até seu livro mais vendido (best-seller): “Segredos Astrológicos do Amor, das Emoções e do Casamento”.

Esse é o artigo, meus Amigos.

Agora vamos à lição que ele encerra. Vamos responder sinceramente às seguintes perguntas:

Que uso você faz dos seus conhecimentos de Astrologia? Você a usa como uma ciência sagrada, que nos revela o segredo dos Equinócios e do sacrifício anual do Cristo para podermos sobreviver?

Ou a emprega vendendo predições (ainda que não por dinheiro, mas por fama e poder ilusórios), com informações de quando os Signos são propícios?

Nessa última hipótese, você se compara aos vendilhões do templo no tempo de Cristo e está prostituindo a divina prerrogativa de obtenção de ganho para si.

Quando você é provado por uma série de incidentes de “azar” você vai olhar o seu tema para ver se Marte e Saturno estão em conflito e se conforma com isso?

Ou você enfrenta a situação sabendo que isto é mais uma prova oferecida para o seu crescimento espiritual?

Você aceita um outro pedaço de sobremesa sabendo que está sobrecarregando o maravilhoso instrumento que vem construindo laboriosamente desde o princípio da criação, com a desculpa de ter Júpiter em Câncer? O nosso Corpo deve ser o instrumento do Ego e não um brinquedo dos desejos.

O conhecimento da Lei do Renascimento foi ocultado ao ser humano deliberadamente, para que ele possa aproveitar ao máximo seu tempo de vida durante sua curta vida terrestre em se concentrar sobre as coisas materiais.

Os detalhes da verdadeira astrologia celestial ainda estão velados, pois, o ser humano deve desenvolver discriminação e prudência em sua Mente concreta. Se, como escravos, tentamos adaptar nossas ações às poucas máximas astrológicas que conhecemos, estamos contribuindo para a destruição do grande plano evolucionário de Deus!

As doze grandes Hierarquias que têm conduzido o desenvolvimento deste universo solar têm uma concepção da existência muito acima da concepção que o ser humano dela tem. Podemos dizer que a concepção humana está para a concepção das Hierarquias como a concepção de uma estátua (se pudesse conceber algo) estaria para a concepção do artista que a criou. O trabalho atual das Hierarquias neste Planeta é desenvolver o SERVIÇO (Peixes) e a PUREZA (Virgem) em toda a humanidade, para que possamos compreender nossas próximas lições que serão: AMIZADE (Aquário) e CONTROLE PRÓPRIO (Leão). Aprendemos a lição do SERVIÇO sobrepondo aos nossos desejos egoístas o cuidado para com nossa família, nossa comunidade e nossa pátria. Se tivermos bastante fé para agirmos assim, estaremos nos preparando adequadamente, pois Cristo aconselhou-nos a não nos preocuparmos com o amanhã. Nosso Pai Celeste sabe o que precisamos.

Será preciso irmos mais além? Max Heindel nunca nos teria ensinado Astrologia se tivesse pensado que ela seria pedra de tropeço a qualquer um dos seus seguidores.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro/1979)

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Uma Síntese Astrológica

Uma Síntese Astrológica

Parece-nos conveniente fazer uma síntese da mensagem estelar, astrológica, pois a falta desse conhecimento ocasiona, com frequência, alguma confusão no estudante novo.

Sabe-se que os novos astrólogos se impressionam com as contradições. Quanto mais brilhante seja a sua inteligência, tanto mais profundo é o seu sentimento de mal-estar e de impotência diante delas.

Algumas vezes, na impossibilidade de conciliar uma influência indicada no horóscopo com outra diametralmente oposta, eles se tornam sarcásticos e céticos. Por exemplo: o Sol está em Leão, em Conjunção com Vênus; ao mesmo tempo Saturno se encontra na 5ª Casa. Segundo a Conjunção do Sol com Vênus, o nativo deveria ser de uma natureza ardente e apaixonada, com grande magnetismo para atrair o afeto das pessoas do sexo oposto. Ao mesmo tempo, a presença de Saturno na 5ª Casa prevê desenganos no amor. À primeira vista essas indicações parecem contraditórias.

Outro exemplo: se Vênus está fortificado por um Trígono com Urano, indica uma pessoa com a pureza de um Anjo. Mas se, ao mesmo tempo, Vênus está em Quadratura com Marte, ficamos desconcertados com a tendência a um extremo sensualismo.

A Filosofia Rosacruz nos dá a chave desses prognósticos contraditórios e a arte da síntese astrológica nos ensina a avaliar e a extrair o que há de verdade no simbolismo horoscópico. Se fosse possível achar um horóscopo sem indicações contraditórias, isto significaria que a pessoa nascida sob tal gênero de influência perseguiria durante sua vida inteira um certo modo de agir, inteiramente bom ou inteiramente mau, sem possibilidade de desviar-se dessas influências. Se as estrelas o impulsionassem ao caminho da retidão, sua integridade seria tão forte que, sequer por um instante, a tentação para agir mal jamais teria guarida em seu consciente. Mas, pelo contrário, se as estrelas o impelissem a vis ideais, as aspirações elevadas nunca poderiam penetrar em sua alma tenebrosa.

Os terrores da horrível teoria da escolha e da predestinação, por certo nada seriam comparados com esta condição. Se ela realmente existisse, o desenvolvimento da alma se tornaria impossível, pois, nesse caso, não havendo tentações para cometer o mal, não se adquiriria nenhum mérito em manter-se numa vida de retidão; igualmente, se fôssemos irresistivelmente empurrados para o mal, ninguém teria direito de censurar-nos.

A faculdade de livre arbítrio, o poder escolher livremente, é uma condição essencial no desenvolvimento da alma. Essa faculdade provém, justamente, das influências contraditórias inscritas no horóscopo. Graças a esse fator desconcertante e à VONTADE que nos sobrepõe ao horóscopo, é que existe um raio de esperança de vencermos as configurações, por mais aflitivas que sejam.

O Bem está sempre pronto para lutar contra o mal. A vitória conquistada contra as tentações, comunica um mérito maior ao Bem.

Assim, a Quadratura de Vênus com Marte nos incita à prática do mal, porém, o Trígono de Urano com Vênus nos provê da força necessária para dominar as paixões e adquirir a pureza.

Oxalá possamos utilizar as Quadraturas que nos afligem, como alavancas de progresso que nos ergam à formação dos Trígonos, cujo valor saberemos, então, apreciar.

(Por Max Heindel, Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1978)

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A Porta da Vida e da Morte

A Porta da Vida e da Morte

Assim, pois, o Zodíaco e os Astros são como um livro no qual nós podemos ler a história da Humanidade durante os estados passados e também nos dá uma chave para futuro que está diante de nós. No famoso Zodíaco do Templo de Dendera, Câncer não estava representando como hoje. Lá era representado por um escaravelho. Este escaravelho era o símbolo da alma, e Câncer sempre foi conhecido antigamente, como ainda hoje entre os místicos, como sendo a esfera da alma, a porta da Vida no Zodíaco, de onde os espíritos que vem renascer entram em nossa condição sublunar. Está, portanto, governado muito apropriadamente pela Lua, que é o Astro da fecundação, e é notável que vemos Capricórnio, que é o Signo oposto, ser regido por Saturno, o Planeta da morte e do caos. Saturno é desenhado simbolicamente como “O segador com sua foice e sua ampulheta nas mãos”.

Estes dois Signos opostos são, portanto, os pontos nos quais gira a evolução da alma. Câncer e Capricórnio, respectivamente, marcam o ponto de maior ascensão do Sol no Hemisfério Norte e o ponto de descida mais inferior, no Hemisfério Sul. Observamos que durante os meses de junho e julho, quando o Sol está na esfera do Câncer e Signos aliados, a fecundação e o crescimento estão na ordem do dia. Mas quando o Sol está em Capricórnio temos a época em que a natureza está morta. Os frutos são então consumidos e por nós assimilados.

Como a dança circular do Sol entre os doze Signos determina as estações do ano quando o vemos “direito”, produzindo germinação de miríades de sementes, enterradas no solo assim como o acasalamento da fauna, que então faz o mundo mais alegre com as vistas e os sons da vida em manifestação e na outra ocasião deixa o mundo mudo, confuso e abatido com a tristeza sob o domínio de Saturno, assim também pelo movimento mais lento e para trás conhecido como a Precessão dos Equinócios, é que se produz a grande mudança que se conhece como EVOLUÇÃO. Com efeito, essa Precessão do Sol determina, o nascimento e a morte das raças, das nações e de suas religiões, pois o Zodíaco e seus Signos são a representação simbólica do nosso desenvolvimento passado, presente e futuro.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/79)