Categoria Astrologia

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A Cabeça e a Cauda do Dragão

A Cabeça e a Cauda do Dragão

O único Aspecto, na Astrologia Rosacruz, que se considera para a Cabeça e Cauda do Dragão é a Conjunção e, assim mesmo, com uma Órbita de Influência de apenas 3 graus.

A Conjunção com a Cabeça do Dragão favorece e acelera assuntos pessoais da maneira mais benevolente. Já a Conjunção com a Cauda do Dragão exerce uma influência de repressão e obstrução.

É nas Efemérides que você toma a posição da Cabeça do Dragão, ao meio-dia mais próximo, sem a necessidade de qualquer correção. A Cauda do Dragão será localizada no Signo e grau diretamente opostos.

Efeitos na estatura

As tendências para estatura alta e esguia são marcadas pela Cabeça do Dragão em Conjunção com o Ascendente.

A baixa estatura é indicada quando a Cauda do Dragão está em Conjunção com o Ascendente.

Os Signos Fixos e o de Áries são os que dão a estatura tanto às pessoas mais altas como às mais baixas. No entanto, deles, Escorpião é o que menos sofre as influências dos nódulos lunares.

Quando um Astro se encontra junto ao Ascendente, ajuda a melhorar a altura.

Quando a Lua está em Conjunção com a Cabeça ou quando a Cauda do Dragão está em Conjunção com a Lua, na parte superior do horóscopo, a estatura é mais alta.

Mas o tamanho diminuirá, se a Cabeça estiver na parte inferior do horóscopo. A Lua em Conjunção com a Cabeça ou a Cauda, estando a Cauda no hemisfério superior, também abaixa a estatura.

Efeitos sobre a personalidade

Um Ascendente afligido por um nódulo lunar afetará os assuntos pessoais até o meio da vida.

A Cabeça, perto do Ascendente, dá refinamento e gentileza.

Relação do nativo com o meio social e a profissão

A Cabeça e a Cauda do Dragão, em Conjunção com o Meio do Céu, respectivamente, ajudam ou prejudicam essa relação, como efeito de vida anterior (mereçamos ou não).

Influências genéricas sobre os Signos

Os nódulos lunares são mais poderosos nos Signos Comuns. Os Signos de Gêmeos e Virgem são favoráveis à Cabeça, enquanto os de Sagitário e Peixes são menos adversos com a Cauda. A Cabeça em Peixes não é tão boa.

Influência sobre as Casas

Na primeira e sétima Casas (além do que já dissemos acerca da personalidade), a Cabeça do Dragão confere dignidade. São pessoas habilidosas e cultivam a reputação, podendo subir na vida.

A Cabeça do Dragão em Conjunção com o Ascendente também nos mostra pessoas que gostem de chamar a atenção, mas com arrogância. Devem lutar muito para conquistar bom conceito; não têm refinamento; às vezes, apresentam deficiência na expressão oral.

Segunda e oitava Casas, Cabeça do Dragão. Numerosos horóscopos de pessoas afortunadas têm a Cabeça do Dragão sobre a cúspide da segunda Casa. Sua posição na 2ª Casa favorece. O êxito é precoce. Quando no meio da 2ª Casa, torna o nativo generoso. Na 8ª, traz legados com benefícios temporários.

Cauda do Dragão: na cúspide da 2ª Casa é bem adversa: tendência a perder a fortuna, crédito periclitante e adiamento das realizações financeiras. Na 8ª Casa, traz perda de herança e má saúde.

Terceira e nona Casas. A Cabeça, na 9ª Casa, aumenta a atividade mental e sua habilidade; também está ligada a grandes aspirações; jornalismo; distinção no estrangeiro; comércio internacional; representações comerciais. A Cauda, na 9ª Casa, suscita superstição, medo de magia negra, apreensões mórbidas; mas também habilidades: advogado de causas impopulares; pioneiro de doutrinas inaceitáveis; investimentos fracassados no exterior.

Quarta e décima Casas: a Cabeça, na 10ª, traz êxitos na vida; colheita de honrarias; elevação social acima do nível de nascimento; favorece um bom casamento. A Cabeça, na 4ª, mostra um pai de filhos ilegítimos, uma mulher desquitada ou divorciada. A Cauda, na 10ª, revela dificuldades, fracassos ou desgraças. Quando houver vitórias, serão por meios impopulares. As crianças sem pais geralmente têm a Cauda na 10ª Casa. Essa posição, com Conjunção, aponta escândalos e distúrbios ligados à mãe ilegítima.

Quinta e 11ª Casas. A Cabeça, na 11ª Casa, é muito favorável para tudo, exceto para jogos, apostas e especulações. Contudo, também indica uniões ilegais e filhos ilegítimos. A Cauda na 11ª indica péssima situação: ausência de amigos ou então a traição e falta de ajuda deles. Se há progresso, arrisca-se perdê-lo.

Sexta e 12ª Casas. Favorece profissões em entidades assistenciais. Estando a Cauda na 6ª, leva a trabalhos mais grosseiros; indica os desertores. A Cauda na 12ª é séria advertência para o nativo evitar o desenvolvimento de poderes psíquicos, porque isso lhe trará inconvenientes.

Área de ação favorável. As melhores posições para a Cabeça do Dragão estão no hemisfério horoscópico compreendido entre a metade da oitava Casa e a metade da 2ª Casa. Contrariamente, as piores posições para a Cabeça do Dragão estão na área que vai da metade da 2ª até à metade da 8ª.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1976)

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Sabemos já dos efeitos de certos Astros em determinadas Casas. Pois bem; sendo a 8ª Casa a que indica nossa saída do cenário mundial, pois é a Casa da morte, quais são os efeitos, perguntamos, de Urano e Saturno juntos nesta Casa, numa Conjunção e Paralelos?

Pergunta: Sabemos já dos efeitos de certos Astros em determinadas Casas. Pois bem; sendo a 8ª Casa a que indica nossa saída do cenário mundial, pois é a Casa da morte, quais são os efeitos, perguntamos, de Urano e Saturno juntos nesta Casa, numa Conjunção e Paralelos? Logicamente, dependerá muito de outros Aspectos com outros Astros. Mas o que desejo saber é o que pode oferecer este Aspecto num tema natal, quando esta Conjunção e Paralelos ocorrem estando a 8ª Casa abrangendo Touro e Gêmeos; isto é, passando de Touro para Gêmeos. Isto, sem contar outros Aspectos, favoráveis ou não.

Resposta: Antes de mais nada, é recomendação taxativa de Max Heindel, em “A Mensagem das Estrelas”: Nunca, nunca predigam a morte. É certo que o perguntante não levantou esta questão. Mas convém que seja feito este esclarecimento, que está implícito na pergunta.

A 8ª Casa não é apenas a Casa da morte. Ela rege também a capacidade de regeneração do nativo; isto é, ela indica o que o indivíduo conseguiu acumular em vidas anteriores, no sentido de transcender as condições humanas em direção à sua verdadeira e futura condição espiritual.

A 8ª Casa também rege as heranças, os legados.

Já que o perguntante é estudioso e inclusivamente leu Elman Bacher, há de lembrar-se do que foi dito por este autor sobre a 2ª Casa e seus reflexos nas demais. Em suma, a 2ª Casa indica o nível anímico do nativo no DAR e RECEBER, em todos os campos. Segundo os méritos adquiridos em vidas pregressas, pelo DAR; ou deméritos, pelo NEGAR; assim ele terá as facilidades dos legados inesperados ou será lesado em seus direitos de herdeiro. Nada vem do azar nem da sorte, senão como consequência natural e justa de seus atos. Paralelamente, pela capacidade de DAR ou contrariamente, pela OMISSÃO do dever cristão, pode exercitar a capacidade de regeneração, pois o “SERVIÇO AMOROSO e ALTRUÍSTA é o caminho mais curto, mais alegre e feliz que nos conduz a Deus”.

O Planeta que rege a 8ª Casa é Plutão, oitava superior de Marte. Quanto à influência que o perguntante deseja conhecer, não nos parece conveniente expô-la assim genericamente, sem levar em conta as configurações do tema, porque pode induzir a erro, como o fazem as publicações de Astrologia pelos jornais e revistas. Em Astrologia deve-se sempre combinar os fatores e tirar a conclusão.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro/1970)

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Signo onde está Saturno em um horóscopo pode influenciar quando está em alguma Casa de um outro horóscopo?

Pergunta: Sabemos que, quando no horóscopo de uma pessoa Saturno ocupa determinado grau, inserido na 1ª ou 6ª Casa de outra pessoa, uma mútua interação para um fim benéfico pode não trazer vantagem alguma para ambos. Uma certa disposição de Saturo na 1ª Casa ou na 6ª Casa do horóscopo de um médico, enfermeiro, psicólogo, psiquiatra, terapeuta ou quaisquer outros profissionais de saúde ou de seu paciente também pode produzir efeitos mutuamente negativos?

Resposta: A posição de Saturno na 1ª e 6ª Casa é da maior importância em todos os relacionamentos acima mencionados. Na 1ª Casa, afeta os temperamentos individuais, tendendo, muito provavelmente, a obstar qualquer progresso no relacionamento entre duas pessoas. Torna-se mesmo desaconselhável.

A 6ª Casa representa o serviço. Saturno nessa posição tenderá a impedir a prestação de serviço, seja de que natureza for tornando, novamente, pouco recomendável esse tipo de relacionamento profissional de saúde/paciente.

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – 01/1978)

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Astrologia Espiritual: o Relógio do Destino

Astrologia Espiritual: o Relógio do Destino

O levantamento científico de um horóscopo obedece a princípios matemáticos e astronômicos. O estudo da Astrologia ficaria incompleto se não incluísse o aspecto espiritual ou interno, que lhe constitui a essência. Assim como o ser humano é um ser complexo, porque possui um Tríplice Corpo, manipulado pelo Tríplice Espírito, através da Mente, assim também o Astro que vemos pela luneta é apenas o corpo de um grande espírito, cuja instrumentação é semelhante à do ser humano, porque: “como é em cima é embaixo”.

Os materialistas levam em conta apenas o que podem, sensorialmente, apreciar. Exceto uma facção dos diversos ramos científicos e a psicologia profunda, que vão abrindo caminho para concepções mais reais e amplas a respeito do ser humano e do mundo, considera-se o ser humano por aquilo que exteriormente se vê: seu corpo. Igualmente, no estudo astronômico, leva-se em conta o aspecto externo da questão: distâncias, tempo de rotação e translação, órbitas, volume, formas, etc.

Todavia, assim como os seres humanos possuem uma individualidade, um caráter, que exprimem através da sua atmosfera áurica (a quem tenha sensibilidade suficiente de percepção) e no seu modo de agir, pela convivência, também os Astros têm uma natureza individual, própria, a que chamamos de “influência”. Esse modo de ser, formado ao longo das encarnações do Espírito Planetário nele residente, expressa-se segundo o ângulo de incidência de seus raios. Lembremos que os Astros têm seu grande corpo mental, emocional, etérico e químico, de que seus habitantes humanos, nossos companheiros da Onda de Vida de Peixes, formam seus pequenos veículos. O Espírito Planetário influencia seus habitantes e por eles é influenciado. Igualmente, influi sobre os demais Astros, seus Irmãos, e por eles é influenciado. Influencia também os habitantes dos outros Astros.

Isso nos permite compreender mais profundamente por que o Cristo tinha que SOFRER na cruz e, através do sangue derramado do corpo de Jesus, penetrou em nosso globo, a fim de limpá-lo de toda a carga inferior das passadas transgressões da humanidade que lhe comprometiam seriamente a evolução e estabilidade.

Muitos acreditam na influência da Lua. Principalmente os que vivem ou viveram no interior e no litoral, sabem que a Lua influencia claramente as plantas, impondo épocas de plantio, de colheita, de poda, etc. Provoca as marés e vazantes, pescaria farta ou reduzida. Influi nos períodos menstruais e gestações. Tudo isso, desde muito antes de Cristo, já a Astrologia espiritual ensinava. Dizem que acreditam nisso porque é evidente; mas não creem na influência dos demais astros porque não percebem. Em verdade, não estão atentos para isso. O estudo da Astrologia espiritual lhes mostraria que essas influências existem, exercendo grande força na direção de seus negócios e tendências.

Os ponteiros do relógio marcam a hora dos acontecimentos da vida diária. Mas permaneceriam imóveis se não fossem impulsionados pela força do mecanismo oculto. Se o relógio para, pode ocasionar perdas de oportunidades e consequentes prejuízos.

De igual modo, os Astros visíveis marcam os acontecimentos de nossa vida, como ponteiros de um relógio, com a diferença de que os Grandes Espíritos Planetários jamais se detêm; sempre nos influenciam, advertindo-nos e impulsionando, segundo o que nos está marcado no RELÓGIO DO DESTINO. Sob determinadas circunstâncias, podemos invalidar essas influências, como fazemos com os assuntos da vida cotidiana, pois os ASTROS IMPELEM, MAS NÃO OBRIGAM. Quanto mais domínio próprio tenhamos, tanto mais nos libertamos das influências exteriores.

Conta-se que Edison, em certa fase de sua vida, trabalhava como telegrafista de uma estrada de ferro. Para descansar nos intervalos de folga, sem perigo de perder as horas em que deveria cumprir suas obrigações com a chegada do trem, construiu um despertador original: sentava-se na cadeira, e, acima de sua cabeça, pendia uma vasilha meio inclinada. De uma torneira próxima, por meio de um tubo, corria um fio regular de água, calculado para encher a vasilha num determinado tempo. Quando esta se enchia, o líquido começava a transbordar e caia sobre a cabeça de Edison, despertando-o seguramente.

Igualmente, estamos girando numa corrente contínua de ações, para o bem e para o mal, ou melhor, para o certo e para o errado, dentro do depósito do TEMPO. O que transborda, se volta sobre nós, impelindo-nos a novas ações. Não importa que fiquemos adormecidos como Edison, pois o sono da morte material não pode anular as ações do espírito imortal. Um novo nascimento terá lugar, exatamente quando o depósito do TEMPO ESTIVER CHEIO, para que o Ego venha colher o que semeou, de bem ou de mal.

A propósito do assunto, convém compreendermos claramente o seguinte: não temos certo destino por haver nascido em determinado momento. O Ego renasce quando as influências estrelares reinantes, naquele momento, correspondam às suas tendências. O Ego é atraído ao renascimento pela afinidade das vibrações prevalecentes. Essa compreensão é importante, porque elimina falsos conceitos, segundo os quais, a sorte ou azar de uma vida inteira depende do acaso, ou seja, da circunstância de nascer sob boa ou má estrela, sem direito a escolha. Se isso fosse verdade, teríamos fortes razões para duvidar da sabedoria e amor do nosso Criador. Edison teria motivos de aborrecimento, se alguém viesse acordá-lo com um borrifo de água fria. No entanto, sabendo que ele próprio, antes de adormecer, é que preparara aquela forma de despertador, ficava satisfeito, porque alcançava os benefícios dessa advertência. Assim também, se, por meio da Astrologia, chegamos a compreender as causas postas em ação, por nós mesmos, em vidas anteriores, as quais determinaram nossa atual condição e circunstâncias, deixaremos de culpar a Deus e aos nossos semelhantes. Ao contrário, assumiremos a responsabilidade de nosso destino e trataremos de construir condições melhores, contando com os aspectos positivos de nosso caráter e livre arbítrio, que para isso Deus nos concede. As estrelas apenas marcam o momento mais favorável de colher o que semeamos, de certo ou de errado. Tratemos, pois, de extrair de cada momento e experiência da vida, a lição que ela nos envia.

Essa é a finalidade da Astrologia, em benefício da nossa evolução.

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – 02/1978)