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A Filosofia da Astrologia

A Filosofia da Astrologia

 

“É assunto de conhecimento comum entre os místicos que o caminhar evolucionário da humanidade esteja indissoluvelmente ligado às Hierarquias Divinas que regem os Astros e os Signos do Zodíaco e que a passagem do Sol e dos Planetas através dos doze Signos assinale o progresso do ser humano no espaço e no tempo.”

Max Heindel

 

Há um prazer mesclado a uma profunda gratidão, em poder citar o que Max Heindel disse em seu Livro A Mensagem das Estrelas. Em minha juventude, quando me debatia em meio às dificuldades Religiosas, seus livros estiveram entre aqueles que ofereceram grande conforto, liberdade e iluminação. Todos aqueles que pertencem à nossa geração e que se perturbam com as dúvidas suscitadas pela Religião ortodoxa ou estão sedentos de uma compreensão espiritual que possa satisfazer tanto o coração como o intelecto, todos reconhecem nele uma das luzes direcionais pela contribuição dada à decifração da mensagem celestial e à solução do enigma do universo.

Entre todas as artes e ciências que se propõem a revelar ao ser humano a sua natureza interna e lhe explicar as leis naturais, não há mais bem qualificada para assim proceder do que a mais velha de todas as ciências — a ciência da Astrologia. Seu estudo vem exercendo irresistível atração em grandes seres humanos; em todos os tempos, as pessoas que aceitam implicitamente suas revelações e luz reveladora têm inspirado inúmeras gerações, desde o mais remoto passado ao presente. Provavelmente, nenhuma outra ciência no mundo registrou uma história mais completa e interessante do desenvolvimento da Terra e da evolução da humanidade. A sua relação com todas as grandes Religiões, incluindo a Religião Cristã, é demonstrada não somente pelas alegorias astrológicas e referências feitas nos livros sagrados e na mitologia, mas também por inscrições e ilustrações de símbolos nos antigos templos. Referências à Lua Nova e Cheia, aos Eclipses Solares e Lunares, aos Solstícios e Equinócios e às Conjunções dos maiores Astros, mostrando sua importante influência sobre o ser humano e a Terra, têm sido registradas pelas grandes civilizações, não importando quando ou onde tenham existido. Os antigos sábios, por repetidas observações, estavam capacitados a descobrir todos aqueles fenômenos naturais e a determinar a influência que os corpos celestes exercem sobre as pessoas. Assim, eles nos deram um sistema filosófico que tem desempenhado importante papel na moral, na Religião, na ciência e na evolução espiritual da humanidade.

A Astrologia, a Astro-diagnose e as ciências correlatas sempre tiveram um lugar no pensamento e sentimento da humanidade, embora fossem muito obscurecidas em certas épocas. Que assim tenha sido não é de causar surpresa, ao considerarmos que a Astrologia seja o maior sistema de pensamentos organizados que a humanidade já concebeu. Suas interpretações sobre a origem do cosmos e da humanidade são o mais antigo sistema de filosofia Religiosa. Muito antes do Cristianismo e de outras grandes Religiões, a Astrologia já era conhecida e estudada. Assim, foi-nos transmitida como Religião e Filosofia. É uma Religião, em virtude da santa e exaltada concepção dos corpos celestes, do Seu Criador, pelo profundo sentimento religioso e pela reverência que vem inspirando em cada estudante sincero que pesquisa seus segredos. É uma filosofia, considerando-se que não pretende proporcionar poderes mágicos e conhecimentos sobrenaturais, mas chega a conclusões por raciocínio, provindo da causa ao efeito.

Muitas teorias diferentes vêm sendo apresentadas, tentando estabelecer a idade da Astrologia. Há concordância entre todas elas de que a idade da Astrologia não pode ser determinada em séculos, mas em milhares de anos. Desde então, o ser humano vem observando que o Sol, em seu trajeto anual ao redor dos doze Signos do Zodíaco, determina as estações do ano: primavera, verão, outono, inverno. Mais tarde, observando o movimento dos Planetas e notando que suas influências estavam na dependência de suas naturezas intrínsecas, verificou-se as poderosas tendências que projetam sobre o ser humano, tanto para o bem como para o mal, desde o nascimento até a morte. Por meio da interpretação desses fenômenos podemos explicar as diferenças inerentes entre pessoas e nações. Assim, no curso do tempo, o ser humano tornou-se apto a prever, por meio do símbolo das estrelas, o destino que está reservado a si, a sua nação, aos seus amigos e inimigos.

Muitos acontecimentos e muitíssimos períodos de registros astrológicos perderam-se; no entanto, por meio de pesquisas levadas a efeito por astrólogos espiritualizados, bastantes lacunas têm sido preenchidas. Por isso, a Astrologia oferece, de forma completa e viva, maravilhosos e interessantes lampejos de eventos pré-históricos que fizeram a história do nosso Planeta e de seus habitantes.

Foram muitos os sábios que estudaram e praticaram a Astrologia. Coexistiram muitas vezes desconhecidos entre si em várias partes do mundo, separados por insuperáveis dificuldades, embora todos tenham chegado à mesma conclusão comprobatória da verdade fundamental de sua Arte. Foi de suas descobertas e contribuições intelectuais que a Astrologia nasceu, desenvolveu-se, enriqueceu-se e se aperfeiçoou, de maneira que atualmente seja uma das artes mais espirituais e das ciências mais exatas. É uma ciência que proporciona um discernimento sobre a verdade, em sua concepção de realidade universal em todos os aspectos e particularidades.

No decorrer de seu estudo, os antigos observaram que em ambos os lados do caminho solar havia um número de estrelas fixas que se agrupavam em doze constelações. Cada constelação exercia influências, tinha características similares e peculiaridades expressas por diferentes animais. Daí então nomearem as constelações ou Signos, tal como hoje chamamos. Ainda observaram que, quando o Sol ou os astros, em seu percurso, entrava em um desses Signos, os raios sutis e invisíveis do Signo reagiam sobre a vibração planetária e se fazia sentir na natureza e em milhares de seres humanos distanciados entre si. Essas projeções dos corpos celestes influenciaram o destino dos seres humanos e, dessa forma, de todos os seus negócios. Assim, a arte horoscópica veio à existência. O horóscopo, originário do instante em que a criança inala a primeira golfada de oxigênio, indica, pela posição dos Planetas dos Zodíaco e pelos Aspectos que formam entre si, o caráter do indivíduo e o seu destino.

O Campo astrológico é extenso, porque além de seus aspectos Religiosos e filosóficos podemos aplicá-lo a inúmeros propósitos práticos, tais como à previsão do tempo ou ao plantio bem-sucedido; também pode auxiliar o médico no diagnóstico das enfermidades, possibilitando-lhe prescrever um tratamento sábio e oportuno. Fornece aos jovens a possibilidade de escolha e a seleção de uma profissão. Adverte o homem e a mulher em relação ao futuro cônjuge. Prognostica guerras, epidemias, inundações, secas e miséria. Provê base à formulação de um calendário de notável exatidão. E, por último, é a base da moderna astronomia.

De todas as contribuições para o conhecimento, duas descobertas são de suma importância: a primeira é a correlação das várias partes do corpo humano com os vários Astros e Signos; a segunda, a compreensão adquirida em tempos recentes da Precessão dos Equinócios.

A regência das partes do corpo humano pelos Astros foi um passo importante no relacionamento da Astrologia com o estudo de enfermidades. Proporcionou aos antigos astrólogos, bem como a médicos e curadores, que geralmente eram astrólogos, os elementos para o estudo do corpo humano não somente como um todo, em sua estrutura física, emocional, mental e espiritual, mas também em sua relação com as estrelas, já que por intermédio do horóscopo revelam-se as enfermidades incipientes desde o berço até o túmulo. Guiados por essa ciência-irmã, a Astro-diagnose, o curador colocava-se em posição de observar as causas ocultas das enfermidades, diagnosticar sintomas corretamente e prescrever sabiamente. Dessa maneira, a Astro-diagnose, pela penetração na alma do paciente, oferece auxílios de esperança que não podem ser obtidos em qualquer outra parte.

Todas as influências causadoras de desordens mentais, morais e físicas ou as indicações de como um medicamento deva ser administrado, bem como o tempo favorável para tal, foram investigados e estudados nos tempos de Ptolomeu, Paracelso e, modernamente, por Max Heindel e outros.

A Precessão dos Equinócios é o movimento de aparente retrocesso do Sol através dos doze Signos do Zodíaco. Ela produz grandes mudanças em nosso Planeta, conhecidas como evolução. Sua natureza intrínseca, com a do Signo que ocupa, promove o nascimento, o crescimento e a morte de nações e suas Religiões, bem como o caráter das civilizações. Essa correlação da posição precessional do Sol com eventos históricos não se harmoniza apenas exotericamente com as teorias avançadas de nossos melhores astrólogos, mas também esotericamente com os Ensinamentos Rosacruzes expostos por Max Heindel.

Referências às influências precessionais do Sol são encontradas no velho Testamento, na alusão aos dois animais: o touro e o carneiro, os símbolos dos Signos de Touro e Áries. Antes da Religião Mosaica, o touro era cultuado com sacrifícios. Porém, quando Sol, por Precessão, entrou no Signo de Áries, o cordeiro foi oferecido em sacrifício e os líderes daquela dispensação foram chamados de Pastores. Essa foi a Era em que os profetas de Israel, homens de grande sabedoria e profunda compreensão, prenunciaram, como se registra no Antigo Testamento. Aquela foi a Era também da civilização Grega, onde o drama, a arte, a filosofia e a ciência floresceram; onde foram estabelecidos os fundamentos da nossa civilização ocidental.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 05/1973)

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A literatura Rosacruz afirma serem os Planetas corpos de Exaltados Seres Espirituais. Se realmente é assim, como poderá um Planeta ser maléfico?

Pergunta: A literatura Rosacruz afirma serem os Planetas corpos de Exaltados Seres Espirituais. Se realmente é assim, como poderá um Planeta ser maléfico?

Resposta: Nenhum Planeta é maléfico. No Reino de Deus não existe algo realmente mau. O aparentemente mal é, em realidade, um bem em formação. A influência de determinados Planetas não é intencionalmente maléfica. Vivemos no Plano físico a fim de adquirirmos experiências indispensáveis ao desenvolvimento de nossos poderes espirituais. Tais experiências são propiciadas pelas influências estelares.

Em todos os aspectos esses grandes Seres Espirituais estão trabalhando para o nosso bem. Suponhamos que cometamos abusos em todas as direções e, por reflexo, nossos corpos sejam influenciados negativamente. Surgem, assim, os Aspectos adversos de Saturno: uma enfermidade nos sobrevém, forçando-nos a uma dieta específica e um repouso indispensável à nossa recuperação. Porém o importante é: aprendemos a lição? Durante o repouso forçado que nos foi imposto, pensamos a respeito da vida que levamos? Analisamos as nossas ações passadas para admitir as causas que nos deixaram enfermos? Se, de fato, discernimos convenientemente sobre todos esses pontos, soubemos aproveitar a dura lição recebida e saberemos como evitar a repetição futura desses acontecimentos, procurando viver uma vida mais equilibrada.

Outro exemplo poderá ilustrar claramente a questão em pauta. Suponhamos que tivéssemos sido contemplados com uma herança e a malbaratássemos, dissipando-a inutilmente. Hoje, nós nos encontraríamos de bolsos vazios, carentes de auxílio, quiçá até desesperados. Contudo, poderíamos tirar proveito dessa lição sábia. Nossas habilidades foram inúteis enquanto esbanjávamos o dinheiro, porém a necessidade nos levaria a procurar um meio de sustento e, assim, emprestaríamos nossa contribuição ao trabalho do mundo. Dessa forma, perdemos a herança, mas a experiência nos ensinou a ser prudentes, ao utilizar sabiamente o dinheiro e ganhá-lo por meio do trabalho honrado. O indolente e dissipador torna-se um cidadão inútil, assim. A ação de Saturno, tirando-lhe a fortuna, constitui, logo e sempre, uma bênção disfarçada.

Isso é válido para tudo aquilo que aparenta ser um mal, em relação à influência desses Grandes Seres. Empenham-Se para ensinar à humanidade as valiosas lições que não poderiam ser aprendidas de outra forma. Além disso, quanto mais crescemos espiritualmente, menos sentiremos o “aspecto mau” dos Planetas. Todas as influências serão transmutadas em bem. Saturno não trará os desastres aparentes, porém a persistência e o espírito de luta; não as enfermidades, mas a saúde pelo viver em harmonia com as leis cósmicas.

Pelo exposto, deduzimos que as influências planetárias não constituem males em si mesmas: apenas nos forçam a executar tarefas que não gostamos, que, não obstante, são essenciais ao nosso desenvolvimento.

Os Planetas são os veículos vivos, palpitantes e vibrantes de grandes Inteligências Espirituais. À medida que mudamos, suas influências sobre nós também mudam, até que, na aurora de uma nova vida, se, de fato, aprendemos conscientemente as lições, voltaremos à Terra com um horóscopo marcado por novos Aspectos e novas posições planetárias que favorecerão um caminhar mais rápido pela senda da evolução. Gozaremos de uma existência mais ampla pelo desabrochar de nossas qualidades espirituais, desfrutando então da única e verdadeira felicidade, que é trabalhar incansável e eficientemente na “Vinha do Senhor”.

(Traduzido da Revista Rays from the Rosecross e publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1970)

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O Planeta Plutão: as lições mais significativas

O Planeta Plutão: as lições mais significativas

 

Embora descoberto há apenas 40 anos e sendo de lenta locomoção, Plutão tem atualmente uma considerável quantidade de dados astrológicos coletados, presumivelmente fidedignos. Inserindo-se Plutão em antigas cartas e tomando-se as chaves fornecidas pela mitologia, foi possível modelar muitas palavras e frases-chaves que permitiram aos astrólogos interpretarem corretamente a influência desse Planeta em qualquer Signo, Casa ou Aspecto.

Essas palavras-chaves são numerosas, incluindo as tão bem conhecidas como transformação, transmutação, redenção, regeneração, degeneração, morte, renascimento, unidade, cooperação, ditadura, desaparecimento, submundo, bandido, coerção. Veremos que elas estão muito relacionadas com a oitava Casa, a da herança e da morte.

Na mitologia, ele foi o deus do mundo inferior, Hades, ou o Inferno da ortodoxia onde arde o Fogo Eterno. O fogo corresponde ao sexo e como as atividades sexuais são as mais fortes em matéria de vida e morte, esse Planeta pode muito bem ser chamado de a Casa de força da família planetária. Não se deve, propriamente, chamá-lo de adverso, cremos nós, mas de não-compromissado, não propiciando favores e exigindo que os benefícios sejam remunerados.

Plutão pode muito bem ser enquadrado no submundo, porque essa palavra significa riqueza, sendo a ele aplicada, porque o milho, a riqueza dos tempos antigos, era representado como a cegueira, indicando que, quando o ser humano focaliza sua atenção nas coisas materiais, deixa de ver as coisas mais valiosas em torno de si. Na verdade, “a paixão pelo dinheiro é a raiz de todo mal”.

A palavra plutocracia deriva-se de Plutão e significa a força ou a dominação através da riqueza derivada de forças diferentes das do esforço próprio. Tal riqueza encontra-se sob a jurisdição da oitava Casa, a posição zodiacal natural de Escorpião. Origina-se de heranças, legados, bonificações, “bolas-de-neve”, seguros e outras fontes similares. Foi conquistada em encarnações prévias e provém de fontes ocultas, como uma herança na vida presente.

Na mitologia romana Plutão e Prosérpina, sua esposa, governam os espíritos dos mortos, nos Mundos inferiores: temos aqui uma analogia direta com a oitava Casa, que governa a morte. Plutão e Prosérpina correlacionam-se com os princípios macho e fêmea da Natureza, princípios, esses, da procriação.

Outra correlação com os assuntos da oitava Casa é bem evidente quando se considera a junção de Ceres, a deusa do milho e mãe de Prosérpina, da qual se deriva o termo cereal. No ciclo de crescimento do milho, como no da maioria das plantas, uma planta velha morre, porém, sua semente é espalhada, enterrada e regenerada — da morte provém o renascimento.

Plutão, geralmente aceito como governante ou corregente, juntamente a Marte, do Signo de Escorpião, governa os órgãos da excreção, que controlam o sistema de eliminação do corpo como um sistema de esgoto. Aqui vemos o papel de Plutão como regenerador e transformador, porque todas as substâncias excretadas, quando enterradas, transformam-se, regeneram ou redimem, reaparecendo, como a “Fênix”, sob outras formas.

No seu lado positivo, Plutão trabalha no sentido da unidade através da organização. A regeneração do corpo e da mente ocorre quando se interrompe a gratificação dos sentidos; então as forças da vida ascendem através do serpentino cordão espinal como um fluido ou gás e vitalizam a glândula pineal, que se encontra sob a liderança do espiritual Netuno. Assim, o ser humano pode elevar-se a grandes alturas por força de uma mente renovada. Como resultado, a regência plutoniana é convertida ou transferida ao Signo da cabeça, Áries (regido por Marte), a sede do pensamento e da glândula pineal.

No seu lado negativo, Plutão engendra a tirania, a ditadura e a organização com fins de domínio. Dessa forma, influencia os senhores do submundo, bandidos e assassinos. Quando surge na oitava Casa de um horóscopo natal, pode indicar morte misteriosa, possivelmente por meio de cirurgia ou após desaparecimento.

Em seus Aspectos adversos, Plutão relaciona-se com o Guardião do Umbral, a entidade elementar e composta que foi criada nos Planos invisíveis por nossos pensamentos e atos malévolos e não transmutados, em vidas passadas. Em seus Aspectos positivos, compara-se ao Santo dos Santos. Nenhum outro Planeta poderá indicar condições mais depravadas, drásticas ou, inversamente, alturas exaltadas de espiritualidade.

As qualidades essenciais da “natureza espiritual” de um Planeta devem coincidir com as qualidades essenciais do Signo que ele rege. Destarte, em um estudo de Plutão, também é necessário considerar-se o Signo de Escorpião, sobre o qual obteve-se, durante os séculos passados, considerável quantidade de informações autênticas e do qual Plutão e Marte são geralmente aceitos, pelos principais astrólogos como corregentes.

Como Signo Fixo e de Água, podemos comparar Escorpião ao gelo, que é comprimido e imóvel. Como significativo emocional, nós o sentimos em sua forma mais intensa. É a fonte do desejo — origem da qual toda a humanidade deriva todo o seu alimento para ser transformado pelo amor, buscando a regeneração da Vida. Todas as substâncias vivas retiram dessa fonte as suas expressões criativas e sua perpetuação. Em virtude de termos utilizado essa força de muitas maneiras, durante muitas encarnações, todos os seres humanos têm uma grande área de desejos “submersos” — potenciais que não são vistos no atual período de vida e que provém diretamente da nossa filiação a esse recurso. Essa filiação natural tem sido classificada por muitos pensadores como a “inconsciência coletiva”.

Do ponto de vista convencional ou ortodoxo, podemos dizer que Escorpião representa ou simboliza a “fonte do mal”. Isso expressa a atitude de pessoas que encaram a vida como preta ou branca, essencialmente boa ou má. Tal conceito foi e ainda é necessário porque serve como marco para a conduta da humanidade evolutiva.

À medida que o ser humano se desenvolve, contudo, sua consciência amorosa torna-se mais espiritualizada e sua inteligência, mais desenvolvida. O amor a si mesmo torna-se o amor ao cônjuge, aos descendentes e, eventualmente, o “amor fraterno”; as forças da sexualidade crescem em qualidade vibratória e estendem-se a níveis de criatividade e força mental. Através dele, toda consciência do indivíduo sazona e amadurece em desejo de aperfeiçoamento e expansão relativa a um conhecimento mais amplo do universo e de outras pessoas; por último, para a sabedoria e a realização dos ideais. Dessa forma, a vida não é “inteiramente preta” ou “inteiramente branca”, mas, sim, um processo de desenvolvimento. Escorpião, através dos modelos da oitava Casa, torna possível a extensão da experiência até as expressões transcendentes da nona, décima, undécima e duodécima Casas — as que governam a mente, a posição social, os amigos e a aflição.

Escorpião somente parece malfazejo à mente que encara o mal como uma “entidade estática”. Quando visto num contexto mais dinâmico, Escorpião é a fonte de todo o amor, todas as aspirações e, através do preenchimento das experiências oriundas do relacionamento, a fonte de toda a sabedoria.

Existe um fator psicológico desagradável envolvido na vibração de Escorpião e deve ser considerado: trata-se da frustração oriunda da não liberação das solicitações genésicas. Isso cria uma congestão na natureza do desejo que resulta males emocionais, nervosos e mentais que são miríficos e podem afligir a humanidade em quase toda fase de desenvolvimento. É verdade que existem algumas pessoas encarnadas que não necessitam, em momento algum, dessa forma particular de liberação; porém são raras.

É natural e muito bom que as pessoas, genericamente falando, experimentem o preenchimento das solicitações de acasalamento, na companhia de uma relação amorosa. Não muitos Egos estão ainda fisiologicamente ou emocionalmente prontos para uma vida de celibato e seria perigoso ao indivíduo e à sociedade que a maioria das pessoas vivessem uma vida dessa natureza, em seu atual estágio de desenvolvimento.

Isso, contudo, não é um argumento para o uso indiscriminado da força sexual destinada a fins de propagação ou de prazer. Essa mesma força, quando conservada, pode ser transmutada em força espiritual e liberada na forma de criatividade mental e Epigênese. As pessoas que estiverem cientes da verdadeira natureza, da finalidade última do agente criador, aqui chamado de “força sexual”, e dos meios de canalizá-la para cima não têm necessidade de experimentar a frustração e as penas que ocorrem, se essa for completamente represada.

Um Escorpião ou Plutão incompleto no tema natal, contudo, — isto é, uma configuração na qual força não parece que será liberada legitimamente, seja para fins de propagação ou criativos — indica a possibilidade de que a pessoa possa entregar-se a manifestações de crueldade, desonestidade, assassínios e outros impulsos destrutivos, como substituto à satisfação dessa coisa que, sendo por natureza feita de desejo, impele à gratificação. Assim como o corpo físico pode apresentar erupções de furúnculos, em virtude das condições tóxicas não-liberadas, na consciência podem irromper toda espécie de necessidades sombrias a fim de libertar um potente apelo do desejo. A história do desenvolvimento da humanidade, como organismo sexual, está crivada com capítulos de medo, perversão, doença e tristeza, porque muitas pessoas viveram emocionalmente segundo padrões que variaram entre o falso puritanismo e a promiscuidade, completamente afastadas do processo da experiência natural e dos preenchimentos sadios e amorosos.

Finalmente, estamos alcançando as raízes dessas doenças emocionais e sendo forçados à conclusão de que a vida não pode ser bem vivida a menos que seja baseada numa filosofia de liberações saudáveis, construtivas, amorosas e felizes. O remédio destinado às doenças emocionais encontra-se na educação esclarecida e espiritualizada, além da determinação vitalizada de vivermos vidas saudáveis, expressivas, bonitas e amorosas em relação a nós próprios e os demais. Desse modo, o recurso dos desejos transmuta-se e exprime em termos tendentes à evolução, assim como a redenção das dívidas de destino maduro, em consciência espiritualizada.

As lições mais significativas que Plutão puder ensinar serão aprendidas e o mais alto potencial de Escorpião será realizado com o desenvolvimento de mente, pensamento e vivência puros. Então, os espectros adversos do Planeta e do Signo serão impotentes em nos afetar e estaremos capacitados a empreender formidáveis evoluções espirituais sob suas benéficas influências.

Se vivermos castamente e encaminharmos para cima a força criadora, para fins de regeneração, eterizaremos e refinaremos os nossos corpos físicos ao mesmo tempo em que fortaleceremos nossos corpos anímicos. Dessa maneira, poderemos materialmente alongar a vida e, assim, aumentar nossas oportunidades de crescimento anímico e avanço na Senda, em grau muito acentuado.

Ao invés de procurar a gratificação física, quando cônscio dos aparecimentos de impulsos de baixa natureza, se o indivíduo focalizar os seus pensamentos e a sua imaginação sobre algo que deseja criar — seja um poema, uma invenção, uma pintura, uma composição musical ou alguma demonstração material tal como uma Casa ou uma nova aventura comercial —, descobrirá que obtém duas finalidades. A demonstração objetiva será acelerada e o processo de transmutação ou regeneração dentro de seu corpo será, ao mesmo tempo, bastante estimulado. O exercício físico, por si só, também é de valia, porém quando acompanhado de pensamentos criadores é muito mais eficaz.

A meditação sobre assuntos elevados e inspiradores tem o poder de transformar as forças, impregnando-as com os fluidos sexuais, uma vez que estes são realmente portadores de forças etéricas, o verdadeiro agente criador. Um poema inspirador ou uma mensagem das escrituras poderá ser o canal para a direção imediata dos pensamentos e da força criadora às correntes ascendentes. Dirigindo-se conscientemente as correntes de amor puro, do coração para os centros criativos do cérebro, a atividade sexual poderá ser transmutada em atividades de mente e espírito, com o correspondente surgimento no Plano mental e espiritual.

Cada célula do corpo é ou pode ser sujeita a um controle absoluto do Ego, por intermédio da mente: é possível elevar o corpo acima das forças da paixão física e entrar em todo o seu próprio ser, nas correntes do espírito. A persistência paciente sempre é bem-sucedida e as recompensas são muitíssimo agradáveis: saúde física permanentemente melhor, desejos mais puros, força mental aumentada, desdobramento das faculdades espirituais inatas e latentes em todo ser humano.

O pervertido ou maníaco sexual é uma prova da legitimidade da afirmação dos ocultistas de que uma parte da força sexual constrói o cérebro. Ele torna-se um idiota devido à extração e à emissão não apenas da porção negativa ou positiva da força sexual, conforme seja masculino ou feminino, que deve normalmente ser utilizada através do órgão sexual para fins de propagação, mas, além disso, de parte da força que devesse construir o cérebro, permitindo-lhe produzir pensamentos — daí a deficiência mental.

Por outro lado, quando a pessoa se dedica a pensamentos espirituais, é pequena a tendência de usar a força sexual para a procriação, sendo que qualquer porção dela que não for utilizada dessa maneira poderá ser transmutada em força espiritual.

O Espírito Santo é a energia criadora na Natureza e a força sexual é o seu reflexo no ser humano. O mau uso ou o abuso dessa força é o pecado que não será perdoado, mas deve ser expiado com o prejuízo da deficiência dos veículos para nos ensinar a santidade da força criadora.

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – março/1970)

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Ao levantar um horóscopo devemos levar em consideração as condições e o ambiente que afetam a vida de uma determinada pessoa?

Pergunta: Ao levantar um horóscopo devemos levar em consideração as condições e o ambiente que afetam a vida de uma determinada pessoa, ou os critérios formulados nos livros de Astrologia são corretos se aplicados a qualquer pessoa e a qualquer momento da vida?

Resposta: Não, as leituras não são corretas se aplicadas a qualquer momento da vida. Devemos sempre dizer que tais e tais Aspectos e configurações em um horóscopo conferem tais e tais tendências. Da mesma forma que uma planta exige tempo para crescer e revelar suas diversas e pequenas folhas e flores, também a planta humana deve crescer, e aquilo que se encontra em estado latente no momento do nascimento, desenvolver-se-á gradualmente no decurso da vida. Isso se dará tanto quanto o permita o meio ambiente.

Os Aspectos representam coisas diferentes para pessoas colocadas em situações diferentes. Para citar um caso histórico, se a memória não nos falhar, uma criança nasceu no mesmo instante em que na parte mais baixa da cidade de Londres nascia George III no palácio de Windsor. Essas duas crianças cresceram e cada uma iniciou uma carreira independente no mesmo dia, isto é, uma tornou-se um monarca e a outra entrou no mundo dos negócios. Casaram no mesmo dia, tiveram o mesmo número de filhos (embora isso possa ser apenas uma coincidência, pois os filhos dependem também do horóscopo do outro cônjuge), e morreram também no mesmo dia. Como vemos, os acontecimentos principais de suas vidas foram similares, embora fossem diferentes por terem sido colocados em ambientes diferentes. Um foi rei, o outro um ferragista. Se lerem o Capítulo “O grau de Receptividade às Vibrações Astrais” no livro “A Mensagem das Estrelas”, verão que a humanidade aprende a responder a todos os Astros, um após outro. Muitos de nós estamos começando a responder a Urano, mas pouquíssimos respondem às vibrações de Netuno.

(Pergunta nº 121 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. II)

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O Significado Esotérico das Pedras Preciosas

O Significado Esotérico das Pedras Preciosas

Que história maravilhosa tem o resplendor da Safira; que segredo tem a cintilação do Diamante; quais os sonhos do coração da Pérola? Com que deleite nos adornamos com a beleza exterior das pedras preciosas sem perceber sua natureza íntima e a história de sua criação.

Os sábios dizem que poderemos encontrar o porquê de todo ser buscando-o nos arquivos espirituais. Todas as coisas grandes ou insignificantes convergem-se no Universo em uma sinfonia multicor de harmonia e luz. As grandes Hierarquias pensam nos acordes da música. Os átomos da música vibram no éter e formam núcleos que atraem outros átomos semelhantes em cor e vibração. A maravilhosa sinfonia encontra os primeiros e sutis reflexos no coração do cristal, que depois de épocas incomensuráveis manifesta seu esplendor.

Qualquer pedra preciosa é uma forma de pensamento de uma grande Hierarquia. Este pensamento foi enviado à Terra para concretizar-se no cristal, anunciando sua mensagem. É por isso que a pedra preciosa emite as vibrações em harmonia com seu Signo e Astro, que elaboram sua formação harmônica e vibratória.

A dinâmica força de Marte dirigida à Terra em fusão é conhecida como Signo de Áries, que trabalhou na formação da pedra que chamamos Diamante. No Mundo dos Astros, o Diamante tem seu idêntico espírito de ascensão; no Plano terrestre, esse desejo se manifesta em sua forma inferior como ambição descontrolada. Esse mesmo fogo, que se apresenta no Plano inferior como ambição desmedida, transforma-se em desejo de elevação, quando purificado e transfigurado. Admirável é o significado oculto do fogo. Há poucos capazes de entender e sentir a força interna que emitem as pedras preciosas.

O Jaspe rosado é o raio de amor celestial que Mercúrio, o mensageiro dos deuses, leva através do Signo de Virgem, que representa o princípio maternal, a idealização do amor — a grande alma feminina na criação, que anima toda a natureza e expressa os sentimentos de amor de todas as religiões, na proporção do seu alcance; esse raio, no mundo terrestre, é o símbolo do perdão, porque o atributo divino é o amor.

As pedras lunares significam, no Mundo Celeste, o espírito místico, o aprofundar-se em Deus. Na Terra, simbolizam as almas dos sonhadores e místicos. São formados pelos raios cristalizantes de Saturno e seu Signo, Capricórnio, que falam de penas e tristezas: a tristeza amadurece o místico, por isso ele pode entender melhor as penas do mundo. O maior místico foi aquele que levou a coroa da amargura.

O coração fogoso do Signo de Leão e os raios amarelos do Sol formam o Rubi. Seu raio avermelhado transpassa os Mundos superiores como espírito da verdade e desce à Terra para penetrar a vida como serviço.

Os acordes amorosos de Vênus nos trouxeram, pelo sopro de Libra, o magnífico mistério que chamamos Opala. No País espiritual, a Opala é símbolo do espírito dos mistérios. Os mistérios da vida atual só podem ser compreendidos à luz das reminiscências de vidas passadas.

As forças sublimes da Hierarquia de Câncer criaram a Esmeralda. No Mundo Celeste, é o raio da caridade. Na Terra, esse raio é a esperança: acima de toda luta na Terra, é, a esperança, a gentil filha da caridade. Nas profundezas do coração da Esmeralda descansa o beijo ensolarado da esperança.

A Ametista irradia a chispa fogosa que Marte preparou nos cadinhos ferventes de Áries. No Mundo Celeste, brilha o espírito curador como o raio da Ametista; para o ser humano a Ametista é o símbolo da compaixão. Até que o verdadeiro significado da compaixão seja compreendido, a saúde (ou cura) permanente não poderá ser alcançada.

O ancião Saturno abre as portas de Aquário. A estranha luz tão pouco entendida e emitida por ele formou a Safira. Nos Mundos Celestes, a Safira é a luz da profunda percepção e emite suas sombras sobre a Terra, na Lei divina da compensação. Como Afrodite emerge da lagoa dourada, assim o espírito da beleza surge do coração de Touro. Ele ilumina todos os espaços e seu enorme reflexo chega à Terra trazido por Vênus. Para nós, filhos da Terra, ele vive no fogo dourado da Ágata.

A deusa das recordações tece fios tênues no céu e imerge todas as coisas atingidas por seus sonhos nos profundos matizes violáceos. O raio de Mercúrio, mensageiro dos deuses, sempre está pronto a ajudar a humanidade. Ele nos incumbe desse raro sentimento de simpatia que bem poucos são capazes de discernir e encontra sua expressão na Água Marinha. Os portadores dessa pedra preciosa deveriam aguçar os ouvidos para o ciciar dos deuses.

Quem é que conhece o significado do misterioso Ônix negro? Ele teve seu começo no meio misterioso de Câncer — aquele Portal empírico pelo qual a alma humana desceu à Terra. A Lua, como uma mulher enlutada e triste, dá-nos essa bela pedra para lembrar-nos de que necessitamos desenvolver o espírito de comiseração. O Ônix nasceu do Signo de Câncer, o Signo das lágrimas, e só o conhecimento da origem das penas e lágrimas faz a alma desabrochar-se em flor maravilhosa de diáfano esplendor, em uma doçura silenciosa.

A casta mão de Saturno e seu sóbrio domicílio, o Signo de Capricórnio, formou o Ônix branco, alma gêmea do negro no desenvolvimento do mineral. Saturno, o Senhor do tempo, com o relógio de areia e a foice, é ao mesmo tempo o raio purificador que guia a alma escura à pureza. A alegria dos Anjos com cada alma que faz penitência encontra sua expressão no Ônix branco. Essa pedra tem em certas formações também a coloração do índigo: essa cor tão mística, incluindo em si muitos diferentes tons que lhe dão sua profunda significação e indicam com a sua mistura de dores — “a luz-sombra” — as múltiplas esperanças do ser humano na sua peregrinação rumo ao Alto, onde vencerá. Ele, por isso, recebe a Pedra branca (Jo 2:17) como símbolo da divina amizade. O Ônix branco simboliza o espírito da amizade.

O sublime espírito do idealismo emite, da casa de Sagitário, poderosos luminais azuis do éter. Eles atravessam a aura de Júpiter, que os devolve à Terra. São resplandecentes da bem-aventurança que se cristalizaram na Turquesa. Por intuição, toda humanidade gosta de abrir-se à influência mística dos tons azuis. Eles falam dos ideais superiores e de um País de felicidade no almejado Firmamento. Aquele que possui uma Turquesa devia lembrar-se de que ela traz em si um raio azul da sonhada felicidade nos Éteres distantes.

Em cada indivíduo foi submergido o espírito da Vontade criadora. Em muitos corações ele ainda está adormecido, em outros já começa a despertar e apenas alguns conseguiram manifestá-lo. Do tesouro de Escorpião, o raio fogoso de Marte nos presenteia com o Topázio, que traz em si o espírito da transmutação. É um processo que somente o fogo possa realizar. A Vontade criadora e a transmutação são dois grandes guias da alma no caminho da evolução e ninguém pode fazer a obra prescindindo de um deles: o Topázio simboliza ambas. Contemple a luz do Topázio e verá a mensagem que ele quer dar — habita nele o espírito da transmutação aureolado pela Vontade criadora.

O significado íntimo do Signo de Peixes é harmonia e união; como nenhum outro, esse Signo está ligado à nossa humanidade, a qual, considerando sua futura grandeza, ainda percebe a verdade como através dum vidro opaco. Nesse Signo criam-se os começos da Turmalina, na qual as ondas amorosas azuis de Júpiter se expressam. Falam à humanidade do espírito de união que repousa no fundo do coração do Signo de Peixes, que um dia perceberemos frente a frente. O espírito da promessa, que mora no Mundo Espiritual, para nós ao mesmo tempo tão perto e tão distante, deu-nos esse símbolo adornado de alegria.

“Tu és o amor todo compreensivo

Tu és a força que tudo envolve —

Se essa luz não me acompanhasse,

Como é que encontraria o caminho na noite?”

Assim, o azul do amor divino envolvente e o fogo da força divina cristalizaram-se no âmago da Terra. Ambos se uniram no fogo escarlate do Sol e na luz amorosa da Turmalina. Os que possuem essa pedra deveriam procurar sobrepor-se ao seu próprio eu pessoal, porque ela significa um raio do espírito do altruísmo. No seu íntimo ressoa sem cessar a canção do “Serviço por Amor — o caminho mais curto a Deus”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro de 1970)