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Ritual do Serviço do Equinócio de Março

FRATERNIDADE ROSACRUZ

 

Ritual do Serviço do Equinócio de Março

 

1. Preparar o ambiente com músicas elevadas

2. Um membro, de preferência de sexo oposto ao do orador, convida os presentes a cantarem, de pé, o Hino Rosacruz de Abertura

3. O Leitor ilumina e descobre o Símbolo Rosacruz e apaga as luzes, exceto a que o ilumina e auxilia na leitura:

4. Em seguida dirige aos presentes a saudação Rosacruz:

 

Queridas irmãs e irmãos: (Fixa o Símbolo)

“Que as rosas floresçam em vossa cruz”

(Todos respondem: “E na vossa também”)

(Todos sentam, menos o oficiante)

 

5. Leitura do Ritual do Equinócio de Março

Mais uma vez estamos no tempo da Páscoa. Mais uma vez atingimos o ato final do drama cósmico que envolve a descida do Raio do Cristo sobre a matéria da nossa Terra: O Nascimento Místico, celebrado pelo Natal, a Morte Mística e a Libertação. O impulso de vida do Cristo Cósmico que penetrou na Terra da última vez teve o seu Nascimento Místico por ocasião do Natal, cumpriu a sua maravilhosa magia de fecundação, durante os meses decorridos entre o Natal e a atual Páscoa, e está, agora, se libertando da Cruz da matéria para ascender novamente ao Trono do Pai, deixando a Terra revestida de vida para ser usada nas atividades físicas dos próximos meses.

O Raio Espiritual emanado anualmente do Cristo Cósmico para revitalizar a vitalidade latente da Terra, está subindo ao Trono do Pai. Nesta parte do ano, uma vida nova, uma energia aumentada circula, com força irresistível, pelas veias e artérias de todas as coisas vivas inspirando-as, dando-lhes nova esperança, nova ambição e nova vida, impelindo-as a novas atividades por meio das quais aprenderão novas lições na escola da experiência. Com ou sem conhecimento da parte dos beneficiados, esta energia superabundante revigora tudo o que tem vida. Até as plantas a ela respondem com uma maior circulação de seiva, que resulta em crescimento adicional das folhas, das flores e dos frutos, por cujo intermédio essa onda de vida, presentemente, se manifesta e evolui para um estado de consciência superior.

Maravilhosas como possam parecer essas manifestações físicas exteriores e gloriosa, como seja, esta transformação que converte a Terra de deserto em jardim florido, perdem todo o seu significado frente às atividades espirituais que as acompanham. As passagens predominantes do drama cósmico são idênticas, no que diz respeito ao tempo, aos efeitos materiais do Sol nos quatro Signos Cardeais de Áries, Câncer, Libra e Capricórnio, pois os acontecimentos mais significativos ocorrem nos pontos de Equinócio e de Solstício.

É realmente verdade que "em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser". Fora de Deus não poderia haver existência; vivemos em virtude de Sua Vida; movemo-nos e agimos por causa de Sua Força; é o Seu Poder que sustenta o nosso lugar de residência, a Terra, e sem os Seus esforços, que não esmorecem e que não vacilam, o universo desintegrar-se-ia. Aprendemos que o ser humano foi feito à semelhança de Deus e devemos compreender que, de acordo com a Lei de Analogia, temos certos poderes latentes em nós, que são semelhantes aos que vemos tão poderosamente manifestados no trabalho da Divindade no universo. Isto nos faz ter um interesse particular no drama cósmico anual que envolve a morte e a ressurreição do Sol. A vida de Deus-Homem, Cristo-Jesus, foi traçada em conformidade com a história solar e prefigura, de modo idêntico, tudo o que poderá suceder ao Homem-Deus de quem esse mesmo Cristo-Jesus profetizou, quando disse: "As coisas que eu faço vós também as fareis, e maiores ainda; mas para onde eu vou, vós não podeis seguir-me ainda, porém seguir-me-eis mais tarde".

A natureza é a expressão simbólica de Deus. Ela nada faz em vão ou graciosamente. Há um propósito oculto por trás de tudo e de cada ato. Por isso deveríamos estar alertas e observar, cuidadosamente, os sinais nos céus, pois eles têm um significado profundo e importante no que diz respeito às nossas próprias vidas. A compreensão inteligente do seu propósito habilita-nos a cooperar muito mais eficientemente com Deus nos Seus formidáveis esforços para a emancipação da nossa raça do jugo das leis da Natureza e para a nossa plena libertação, até atingirmos a altura de Filhos de Deus, coroados com glória, honras e imortalidade, e livres do poder do pecado, da doença e do sofrimento que agora encurtam nossas vidas devido à nossa ignorância e inconformidade com as Leis de Deus. O propósito Divino visa essa emancipação, mas quer ele seja cumprido por meio do longo e tedioso processo da evolução, quer pelo caminho imensamente mais rápido da Iniciação, está na dependência de nós querermos ou não prestar a nossa cooperação.

Durante os últimos seis meses temos sido, progressivamente, impregnados com as vibrações espirituais do Cristo Cósmico que começaram a penetrar a atmosfera da Terra em setembro. Nessa descida do Cristo Cósmico, veio a nós um novo impulso para a vida superior; esse impulso culminou na noite Santa do Natal e tem produzido a sua magia nas nossas naturezas de acordo com a maneira pela qual aproveitamos as nossas oportunidades. De acordo com a nossa diligência ou descuido na passada estação, o nosso progresso será acelerado ou retardado na próxima, pois não há palavra mais verdadeira do que aquela que nos ensina que somos exatamente o resultado das nossas próprias ações. Uma nova oportunidade de prestarmos maior serviço proporcionar-nos-á um impulso adicional em direção ao céu e não será demais repetirmos que será inútil esperarmos a libertação da cruz da matéria, enquanto não tivermos aproveitado todas as nossas oportunidades aqui, só depois disso estaremos preparados para uma esfera de serviço mais ampla. Os “cravos” que pregaram o Cristo à Cruz do Calvário terão que traspassar a vocês e a mim, até que o impulso dinâmico do amor flua de nós em ondas que vão aumentando ritmicamente, como a maré de amor que anualmente penetra na Terra e a envolve com vida renovada.

Durante os três meses que passaram o Cristo sofreu as agonias da tortura, "gemendo e esperando pelo dia da libertação" que chega à ocasião em que a Igreja Ortodoxa chama da Semana da Paixão. Nós sabemos, de acordo com os ensinamentos místicos, que essa semana é exatamente a culminação ou o ponto máximo do Seu sofrimento e que, então, Ele sairá da Sua prisão; sabemos que quando o Sol cruza o equador, Ele pende da Cruz e exclama: "Consummatum Est" – Está terminado! Este não é, porém, um grito de agonia. É um grito de triunfo, um brado de alegria, porque chegou a hora da libertação, e porque, mais uma vez, Ele pode elevar-se, durante algum tempo, livre das agrilhoantes condições do nosso Planeta.

Deveríamos regozijar-nos com Ele nesta hora grande, gloriosa e triunfal; na hora da libertação, quando Ele exclama: "Está terminado"!

Sintonizemos nossos corações com este grande acontecimento cósmico; regozijemo-nos com o Cristo, nosso Salvador, porque, mais uma vez, chegou ao fim o Seu Sacrifício anual; e sintamos gratidão, do mais profundo do nosso coração, porque Ele está prestes a libertar-Se dos grilhões da Terra; porque a Vida que Ele agora espalhou no nosso Planeta é suficiente para nos conduzir até ao próximo Natal.

A vida é uma escola e aprendendo as suas variadas lições, a humanidade está, lentamente, evoluindo desde uma centelha divina até à Divindade. Se nós tivéssemos aprendido as lições da vida tal como nos foram dadas, não haveria necessidade do grande sacrifício que foi feito pelo Espírito do Cristo, a encarnação do Amor, cujo sacrifício anualmente se repete. Pelo egoísmo, pela desobediência à Lei e pelas más práticas, rapidamente, cristalizamos, não somente os nossos próprios Corpos, mas, também, a Terra em que vivemos, e o fizemos a tal ponto que ambos estavam se tornando inúteis como meios para a evolução. Quando nada mais nos poderia salvar dos resultados dos nossos próprios erros, o compassivo Cristo Se ofereceu e também ofereceu o Seu grande poder de amar para dissolver as condições cristalizadas dos corpos do ser humano e da Terra; e Ele não abandona a Terra por ocasião da Páscoa, enquanto não Deu Tudo de Si mesmo.

Para aqueles que escolheram trabalhar consciente e inteligentemente com a Lei Cósmica, a Páscoa tem grande significado. Para estes, significa a libertação anual do Espírito de Cristo da constrangedora permanência na Terra e Sua feliz ascensão ao Seu verdadeiro mundo, ao Seu verdadeiro Lar, para lá permanecer algum tempo, descansando no seio do Pai. A Páscoa representa, também, para o aspirante, o sinal anual que lhe é dado, das bases cósmicas das suas esperanças e aspirações. Se os olhos estiverem verdadeiramente abertos ver-se-ão as hostes angélicas esperando, prontas, para acompanhar o Cristo em Sua jornada celeste; e se os ouvidos estiverem abertos aos sons celestiais, ouvir-se-ão coros celestiais cantando Seus louvores em alegres hosanas ao Senhor Ressurgido. Quando considerada como um fato cósmico à conexão com a Lei de Analogia que une o macrocosmos com o microcosmos, a Páscoa simboliza que algum dia, todos nós alcançaremos a consciência cósmica e saberemos positivamente, por nós mesmos, por nossa própria experiência, que a morte não existe, mas que o que assim parece é apenas uma transição para esferas superiores.

A Páscoa é um símbolo anual para fortalecer nossas almas nas obras do Bem, para que possamos tecer o Dourado Manto Nupcial, requerido para nos tornarmos Filhos de Deus, no mais alto e no mais santo sentido. Absolutamente verdadeiro que a menos que andemos na Luz, como Deus está na Luz, não teremos Fraternidade; mas fazendo sacrifícios e prestando os serviços que nos são requeridos para ajudarmos a emancipação da nossa raça, estaremos construindo o Corpo-alma de radiante luz dourada, que é a substância especial emanada do e pelo Espírito do Sol, o Cristo Cósmico. Quando essa substância dourada nos tiver revestido com suficiente densidade, então estaremos prontos para imitar o Sol da Páscoa e voar para esferas mais altas.

Com esses ideais firmemente fixados em nossa Mente, o tempo da Páscoa apresenta-se como a ocasião em que devemos rever a nossa vida durante o ano precedente e tomarmos novas resoluções que, no próximo ano, sirvam para aumentar o nosso crescimento anímico. Esta é a ocasião em que o símbolo do Sol ascendente nos deveria conduzir para uma perfeita realização do fato que somos apenas peregrinos e estranhos sobre a Terra; que, como Espíritos, o nosso lar real está no céu, e que nos devemos esforçar para aprender as lições nesta escola da vida, tão rapidamente quanto seja compatível com o serviço que devemos prestar. O dia da Páscoa assinala a ressurreição e a libertação do Espírito de Cristo das vibrações inferiores da Terra, e esta libertação deveria nos recordar para esperarmos, constantemente, a alvorada do novo dia que nos libertará permanentemente das redes da matéria, do corpo de pecado e da morte, juntamente com todos os nossos Irmãos do cativeiro. Nenhum aspirante verdadeiro poderia conceber uma libertação que não incluísse a todos que estão na mesma situação.

Esta é uma tarefa gigantesca, cuja contemplação poderá atemorizar o mais bravo coração, e, se estivéssemos sós, ela não poderia ser realizada; as Hierarquias Divinas, que conduziram a humanidade no caminho da evolução desde o início da nossa carreira, ainda estão ativas e trabalham conosco nos Seus próprios mundos e, com o Seus auxílios, estaremos, eventualmente, habilitados para levar a termo esta elevação da humanidade como um todo e atingir uma realização individual de glória, honra e imortalidade.

Tendo esta grande esperança dentro de nós, esta grande missão para cumprir no mundo, trabalhemos como jamais trabalhamos antes, para nos tornarmos melhores homens e mulheres, de modo que possamos, com o nosso exemplo, despertar, nos outros, o desejo que conduza à vida que trará a libertação.

 

Concentremo-nos agora sobre Amor Divino e Serviço.

 

6. O período de concentração deve prolongar-se por uns 5 minutos

7. Após o que recobre o Símbolo e acende as luzes

8. Todos cantam o Hino Rosacruz de Encerramento

9. Proferir a seguinte exortação de despedida:

"E agora, queridas irmãos, que vamos partir de volta ao mundo material levemos a firme resolução de expressar, em nossas vidas diárias, os elevados ideais de espiritualidade que aqui recebemos, para que, dia a dia, nos tornemos melhores homens e mulheres, e mais dignos de sermos utilizados como colaboradores conscientes, na obra benfeitora dos irmãos Maiores, a Serviço da Humanidade".

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ