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Música – a Divina Essência Criadora

Música – a Divina Essência Criadora

“No princípio era o Verbo”. Assim o Cosmos começou a emergir do Caos, assim também surgiu o nosso Universo. Por meio do Verbo e da Palavra, do Som, da Música são dirigidas as inumeráveis estrelas que pontilham o espaço celeste, e mantêm-se em equilíbrio os Planetas que giram em torno do Sol.

Há muito tempo que Pitágoras referiu-se à “Música das Esferas”, afirmando tratar-se de um fato real, pois cada Planeta emite sua própria música, harmoniosa e sublime. Pitágoras atribuiu a cada Planeta uma nota particular e comparou a distância entre eles com os tons e semitons, produzindo em conjunto as sete notas da escala.

Toda a escala evolutiva de nosso Sistema Solar relaciona-se com as sete notas e um terço da oitava do teclado do piano, tendo esse terço da oitava uma importância vital.

O arquétipo de cada ser humano é constituído mediante a sonoridade formosa dessas tonalidades celestiais. O Ego, quando principia o ciclo de uma nova existência deixa o Terceiro Céu, entrando na Região do Pensamento Concreto, onde a música das esferas movimenta os Átomos-sementes dos seus futuros Veículos. Os tons dessa música formam linhas de força e vibração que, mais tarde, atraem e agrupam as substâncias do Mundo Físico em uma determinada forma, assemelhando-se às figuras geométricas formadas quando se passa um arco de violino pela borda de um prato de bronze ou de cristal onde se encontra espalhada uma pequena quantidade de pó fino.

Todos os Planetas cooperam nessa obra de construir o arquétipo, porém, aquele que vibra de um modo particular, em sintonia com o Átomo-semente, converte-se no regente da vida, e os tons de todos os demais Planetas são controlados por ele. Durante os períodos de formação do arquétipo, nem todos os tons emitidos pelos Planetas, mediante os diferentes aspectos que formam, são utilizados pelo Átomo-semente; somente aqueles que o próprio Ego, mediante seu labor em vidas anteriores, colocou em vibração com o arquétipo, donde concluímos que a nota-chave de cada ser humano é inteiramente individual.

Nesta exposição, embora resumida, mostramos o valor incalculável e maravilhoso que possui a música como terapêutica.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/67)