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Musicoterapia: pratique e usufrua dessa mais bela e emocionante expressão da Arte

Musicoterapia: pratique e usufrua dessa mais bela e emocionante expressão da Arte

A música é, sem dúvida, uma das mais belas e emocionantes expressões da Arte. Vai além seu mérito. Desde remotas eras consideravam-na agente de cura. Afirmam-no a ciência e os especialistas. Trata-se, inclusive, de matéria destacada no currículo dos Conservatórios de canto orfeônico, embora desperte sensível interesse em meios médicos, psiquiátricos, universitários em geral.

Voltemos às páginas do tempo. Na Bíblia, em Samuel 16:23, vemos que as melodias de Davi devolveram a saúde ao rei Saul. Os seguidores de Pitágoras acreditavam que certas tonalidades da música e o som de determinados instrumentos tinham influência sobre o estado de alma dos indivíduos. Sabe-se, ainda, que a crença nas forças mágicas da música manifestou-se, de modo curioso na Grécia antiga. Das doutrinas secretas dos sacerdotes que, ao mesmo tempo eram médicos e haviam incluído a música em seu sistema de tratamento, assim como das cerimônias estáticas do culto de Dionísio, que era acompanhado de música, desenvolveu-se a "doutrina ética musical" grega. Entendia-se por Etos um estilo musical, não só o caráter total em geral, mas também sua faculdade de influir no equilíbrio corporal e psíquico do ser humano. Uma gravura antiga (1642), original de Bruegel, mostra epiléticos procurando a cura. Dançando, dirigem-se à igreja. O Jesuíta Atanásio Kircher, filólogo, geógrafo, físico, matemático e teórico musical (1602-1680) nos legou, em vários trabalhos, manancial curiosíssimo sob o ponto de vista da musicoterapia.

Indígenas brasileiros e africanos valeram-se e se valem, ainda, da música como recurso mágico-curativo. Assim afirmam trabalhos especializados sobre problemas técnicos afro-ameríndios.

Acreditava-se, no século XVII, que a música influía apenas, na parte psíquica. André Tissot e J. Charles Desessarts, naquela época, após estudos aprofundados, foram os pioneiros em afirmar as possibilidades curativas da música mesmo nas enfermidades do corpo físico. Tais conhecimentos aperfeiçoaram-se comprovando a importância da atuação da música na mente e no corpo.

Há médicos que apoiam a ideia de estudos de canto como preventivo à enfermidade do pulmão, pois obriga à respiração correta, favorecendo a circulação do sangue. A musicoterapia, entre nós, tem sido usada pelo prof. Carvalhal Ribas e outros especialistas, com êxito, em doenças nervosas. Daí afirmamos que favorece o reequilíbrio e o estímulo emocionais, dominando várias enfermidades, quando bem aplicada.

(Revista 'Serviço Rosacruz' – 04/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)