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Um lembrete sempre oportuno: como devemos nos comportar quando participamos de reuniões no Templo

Um lembrete sempre oportuno: como devemos nos comportar em reuniões no Templo

 

De um artigo intitulado: "Viagem a Rosacruz Mundial", publicado na Revista Rosacruz, edição de novembro de 1974, destacamos o seguinte trecho: "Às 18 h e 30 min, há uma reunião no Templo, onde se condensa a Panaceia de Cura, sob a direção do Mestre, a qual é enviada à humanidade. Dessa reunião participam somente Probacionistas Ativos, pois é indispensável que se conheça a palavra de passe, a fim de que se possa ter acesso ao referido Templo. Quando se chega a área que o circunda, pede-se silêncio: não se pode conversar nada. Solicita-se que cada um chegue uns minutos antes do início da reunião, e se ponha a meditar" (o negrito é nosso).

 

Não pretendemos aqui insinuar que a conduta de alguém mereça reparos por não se preparar convenientemente antes de assistir as reuniões da Fraternidade. Não. Desejamos apenas reiterar um padrão de comportamento irreversível pela natureza essencial da Filosofia Rosacruz.

Os vários trabalhos desenvolvidos pela Fraternidade tem o condão de ensejar duplo benefício: individual e coletivo.

 

Consideremos, para exemplificar, as reuniões devocionais e/ ou de estudos, e seus elementos componentes: a música, o ritual e o tema apresentado.

 

A música – elevada e inspiradora, o ritual – com seu mágico poder de unificação, o tema – apresentado da tribuna, enriquecedor nos sentidos espiritual e intelectual – formam um conjunto harmonioso, emitindo vibrações tão puras e poderosas, a ponto de excederem os limites da compreensão humana.

 

Para se auferir algum benefício dessas vibrações harmoniosas, necessário torna-se sintonizar-se com elas.

O estudante Rosacruz pode, frequentemente, sentir-se premido por dificuldades de toda ordem, quando deseja estabelecer a devida sintonia. Muitas vezes teve um dia atribulado com problemas de ordem profissional ou familiar. Ou, então, algumas provas – que estão aparando suas arestas, tornando possível reluzir seu diamante interno – perturbaram-lhe o íntimo.

 

Nessas circunstâncias, dirige-se para o Centro ou Grupo Rosacruz, assaltado por depressões de toda espécie. Surge, então, a necessidade de um esforço maior: remover as nuvens interiores, substituindo-as por pensamentos e sentimentos de amor e paz.

 

É recomendável mentalizar-se o Símbolo Rosacruz e o ideal de regeneração e progresso anímico por ele encerrado. A harmonia será prontamente restabelecida e o estudante poderá ingressar na sala de reuniões, preparando-se para participar do trabalho a ser realizado.

 

Pode ocorrer, também, outro fato: o dia do estudante constituiu-se de uma sucessão de êxitos pessoais e eventos agradáveis. Ou, então, no percurso ele deparou com uma cena curiosa. Pode não resistir ao desejo de relatá-los aos irmãos da Fraternidade, ao aproximar-se ou já no interior da sede. Isto é natural e compreensível em circunstâncias ordinárias. Contudo, o estudante não deve esquecer-se que na Fraternidade não há circunstâncias ordinárias, e os assuntos por ele abordados, em sua euforia, são estritamente mundanos e materiais. Eles não são afins a natureza e aos objetivos da Fraternidade. Fogem ao âmbito da reunião prestes a ser iniciada.

 

Além disso, a questão envolve outro aspecto de capital importância: a reverência para com tudo àquilo que é sagrado. Nunca fuja de nossa lembrança o seguinte: na sala de reuniões encontra-se o Símbolo Rosacruz, e em torno do local forma-se uma egrégora.

 

Tratar de assuntos completamente estranhos ao ideal Rosacruz, em tais circunstâncias, é irreverência, e desrespeito, só podendo acarretar graves prejuízos ao estudante, individualmente, e a Fraternidade, coletivamente.

 

Urge cada um conscientizar-se da imensa responsabilidade assumida, ao tornar-se membro da Fraternidade Rosacruz.

(Gilberto A. V. Silos – Editorial da Revista Rosacruz – fev/75 – Fraternidade Rosacruz - SP)