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Quem eram os Saduceus e os Fariseus

Quem eram os Saduceus e os Fariseus

Os fariseus constituíam, ao tempo de Cristo, uma seita predominante, antipatizada pelos demais em razão do seu rigor na observância exterior da Lei e da Tradição e, principalmente, por seu menosprezo aos patrícios que não participavam desse rigorismo. Daí o nome fariseu, que quer dizer separado. Eram formalistas e hipócritas. Acreditavam na sobrevivência dos espíritos, na reencarnação dos justos (os maus, segundo eles, ficavam sofrendo os tormentos do fogo eterno) e no livre arbítrio limitado pelo destino. Eram cerca de 6.000. Participavam do Sinédrio.

Os saduceus eram um grupo pouco numeroso, mais político que religioso, formado por personagens importantes que organizaram um senado com autoridade sobre toda a nação no ano 200 AC, mais tarde transformado no Sinédrio, com a participação de fariseus. Sua forma religiosa era adstrita à Lei (Thorah). Severos na aplicação da lei de Talião. Materialistas, não acreditavam na sobrevivência dos espíritos, nem nos anjos e desprezavam os rituais; por isso os fariseus os detestavam.

 

A expressão "Geração de víboras, quem vos recomendou que fugísseis da ira vindoura?", dirigida por João Batista aos fariseus e saduceus, é para referir-se que eles eram venenosos e astutos como as víboras, por isso, eram filhos delas. As víboras previam as enchentes do Mar Morto e antecipadamente fugiam para se refugiarem nos galhos das árvores. Esse fato é comparado com a condição deles, que tinham muitos pecados e estavam buscando refugiar-se no batismo de João, antes que a lei de causa e efeito lhes trouxesse as consequências.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 08/77)