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O Consolador: saber quem é para não fazermos confusões e não usar no nosso dia a dia

O Consolador: saber quem é para não fazermos confusões e não usar no nosso dia a dia

"Convém-vos que Eu vá, porque se Eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém. Eu for, Eu vo-lo enviarei" (Jo 16:7).

Essas palavras de "consolo" ditas por Cristo a Seus Discípulos, justamente antes de ser conduzido à Sua crucificação, foram uma promessa de que alguém tomaria Seu lugar e seguiria a Sua obra.

A pergunta surge agora: "Quem é esse Consolador e como está continuando o trabalho de Cristo?" Foi Cristo quem disse que o Consolador é o Espírito Santo, o qual será enviado pelo Pai em Seu Nome e nos recordará todas as coisas que Ele nos disse.

Para compreendermos melhor devemos recorrer a Ciência do Ser começando com o Primeiro Existente. Foi-nos dito que o Absoluto era estático e sem expressão, algo semelhante ao adormecido. Despertou fazendo-se dinâmico em manifestação ou atividade. Criou de Si mesmo a Cristo, o princípio feminino, e por meio do exercitamento do princípio masculino da Paternidade produziu, ou engendrou um descendente que é o Espírito Santo. Desse modo, do Deus Único surgiu o Deus Pai, Deus Filho e o Deus Espírito Santo, a doutrina da Trindade e da Unidade, os três em um e o uno nos três. Isso está exemplificado na costela de Adão que se converteu em Eva e juntos engendraram a Caim, o lavrador da terra.

Não é nada fácil explicar verdades esotéricas de modo que possam ser compreendidas e cridas, o que sucede unicamente quando a Mente houver chegado a certo estado de seu desenvolvimento.

Cristo, o Filho, e o Filho de Deus Pai, porém e também o princípio feminino, o Deus Mãe que junto com o Deus Pai engendraram um filho, o qual é o Espírito Santo ou Jeová. Assim é que o Deus Uno possui dentro de Si mesmo o princípio do pai, da mãe e do filho que são distintas manifestações do Deus Uno. Eles podem operar separadamente, porém todos estão mesclados e se encontram em todas as coisas.

Essa é a base comum na qual toda ciência e toda religião deve encontrar, e a seu devido tempo encontrará a estrutura fundamental de todas as coisas, o começo da ciência da existência e da criação. Do uno procede o dois, e desses, o terceiro desenvolve a sempre presente Trindade da Unidade. Dos três aspectos ou um total, provém o quarto, e mais tarde o sétimo, o nono e o décimo segundo, pois que o Universo está baseado em leis matemáticas que dirigem suas energias.

Em certos períodos de evolução um desses três princípios aparece como predominante, mas sem dúvida, os outros dois estão presentes. A principal característica do Pai é o poder da Vontade; a do Cristo é o Amor; e a do Espírito Santo ou Jeová é a Atividade. De modo que na Atividade temos em certo grau, o poder do Amor e da Vontade em uma ou outra forma. É nesses fundamentos comuns que a ciência e a religião se encontram, pois, que cada uma delas comprova a verdade da outra.

Nossa fé e nossa crença na existência estão baseadas sobre essa Trindade quando aceitamos a doutrina de que o ser humano é Espírito, Alma e Corpo, e, portanto, feito à imagem de Deus, "Assim como é em cima, é em baixo".
Aceitando o fato de que o Consolador é o Espírito Santo ou Jeová, vejamos o que diz nosso livro de texto o "Conceito Rosacruz do Cosmos", sobre a matéria. Informa-nos que Jeová, o Espírito Santo, foi o maior Iniciado do Período Lunar, líder dos Anjos e Regente de todas as luas, incluindo a nossa.

O trabalho de Jeová é o de construir corpos e formas, por meio do endurecimento ou cristalização das forças lunares. Portanto, é o dador dos filhos, ou seja, o que proporciona o corpo ou a forma, os Anjos são Seus assistentes nessa tarefa. Os Anjos foram a humanidade no Período Lunar e são exímios construtores do Éter e trabalham especialmente com as plantas que foram o mineral naquele Período. O Corpo Vital é seu veículo normal e, portanto, são construtores do Corpo Vital que dá a forma ao Corpo Denso da planta, do animal e do ser humano. Nesse trabalho são assistidos também pelos Senhores da Forma, Hierarquia Criadora de Escorpião.

Agora, coordenemos essas coisas com o mistério da presente estação, a Páscoa da Ressurreição (Semana Santa), quando Cristo por meio da Ressurreição ascende ao céu, segundo ensina a religião.

Cristo, para o místico, é o Senhor da Vida que está relacionado com tudo o que vive em nossa terra e na Páscoa dá Sua vida para nós e por nós, morrendo para a Terra e nascendo no Céu.

Quando Ele nos deixa, envia-nos o Consolador, o Espírito Santo, Jeová, o Qual leva a cabo o trabalho para nós. Pois bem, Jeová é o Senhor da Forma, e por meio de Sua atividade temos as miríades de formas de plantas, animais e de seres humanos que aparecem em magnífica profusão anunciando a Primavera (para o hemisfério Norte). Esse é o trabalho de Jeová como Senhor da Criação, e nesta época, cobre a vida dada por Cristo como Espírito Planetário, com a forma. É assim que o Consolador enviado pelo Pai a pedido de Cristo pode trazer-nos ante nós todas as coisas que Cristo nos disse.

Cristo como Espírito morador do nosso Globo, desde o Natal até a Páscoa, tem eterizado a Terra em sua passagem desde o centro até a periferia da mesma, e é com esse Éter que Jeová e Seus Anjos modelam o invólucro etérico que modela o corpo ou forma da matéria física.

O Éter Crístico contém um ingrediente solar, uma força solar, assim sendo, ao criar essa forma de Éter, Jeová e Seus Anjos têm que receber a ajuda de alguns Arcanjos, os quais foram a humanidade do Período Solar e trabalham com a substância de desejos, que interpenetra o Corpo Vital.

É, pois, evidente, que nossa evolução está ligada com as forças Solares e Lunares e também, em menor grau, com os demais corpos celestiais. Portanto, o estudo da Divina Ciência da Astrologia deve merecer a devida consideração na investigação do mistério da vida.

Em geral, a humanidade hoje em dia, responde principalmente aos efeitos de Saturno, Vênus e Marte: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, dos quais obtemos o poder da vontade, do amor e da atividade em suas várias formas e graus.
Desde o Natal até a Páscoa temos sido testemunhas do poder e amor mediante o sacrifício de Cristo, e agora, na Estação da Páscoa, com a cruz do Sol sobre o equador celestial, nós passamos do amor espiritualizado de Cristo através do Signo de Peixes que termina o trabalho de Cristo na Terra, e entramos no Signo de Áries, o Signo da atividade e, portanto, é o poder de Jeová, e por esta razão temos esse período intenso de atividades na produção das formas. Assim é que o Consolador vem a nós para completar o trabalho feito por Cristo para nós. Enquanto que esta época constitui o período especial em que o Consolador por meio de Seu trabalho se torna proeminente, não devemos esquecer que ocultos para nossa vista física se acham o Pai e o Filho guiando esse trabalho, pois que esses três aspectos de Deus Principal estão mesclados e em realidade não separados, daí a razão da frase de Cristo: "Meu Pai e Eu somos um". Assim como na religião, é na ciência. Existem em ambos o exotérico e o esotérico, porque é sempre o invisível que produz o visível, e disso somos conscientes quando passamos da própria consciência para a consciência cósmica.

Esta é a época da criação, do nascimento e por toda parte a natureza manifesta seus esforços para produzir abundantemente através de esforços materiais e com eles vêm as tentações de edificar TESOUROS AQUI NA TERRA, o impulso da própria conservação do corpo, os desejos animais de Marte. Sem dúvida, esta é também a época da exaltação do Sol à medida que retorna aos céus levando-nos ao lar do Espírito, se seguimos a Cristo. À medida que procuramos ajudar a Cristo em Sua tarefa de levar o peso e a carga da terra, sendo melhores Cristãos, oxalá que possamos trabalhar com o Consolador com maior interesse em benefício da humanidade. No passado tratamos de acrescentar brilho a alma, assim, no presente podemos melhorar o Corpo Denso ou forma para que a Luz da Alma ilumine nosso ser. Assim é que "possa nossa luz brilhar ante os seres humanos, para que vejam nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está no céu".

"Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro" – (I Jo 4:6).

(Revista 'Serviço Rosacruz' – 01\83 – Fraternidade Rosacruz – SP)