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O Maná que desceu do Céu

O Maná que desceu do Céu

Manas, mensch, mens ou man (ser humano) são palavras que facilmente se associam com o Maná que caiu do céu. É o Espirito Humano que desceu de nosso Pai para uma peregrinação através da matéria; o Pote de Ouro do Maná, onde se conservava, simboliza a aura resplandecente do Corpo-Alma.

Ainda que a história da Bíblia não esteja de pleno acordo com os acontecimentos, relata os fatos principais do Maná Místico que caiu do céu. Quando desejamos saber qual é a natureza do assim chamado pão, podemos consultar o capítulo 6 do Evangelho de São João, que relata como Cristo alimentou a multidão com pães e peixes, simbolizando a doutrina mística dos 2000 anos que Ele estava iniciando. Durante esse tempo, por Precessão dos Equinócios, o Sol estava passando através do Signo de Peixes (os Peixes), e à humanidade se ensinava a abster-se, ao menos um dia por semana (sexta-feira) e em certa época do ano, das panelas de carne de que tanto se abusara no Egito ou na antiga Atlântida.

À porta do templo dá-se-lhe a água de Peixes (água benta, usada nas portas das Igrejas Católicas), e na mesa Eucarística, ante o Altar, a Hóstia Imaculada, quando adora a Virgem que representa o Signo celestial da Virgem (o oposto ao Signo de Peixes).

Cristo também explicou, naquele tempo, em linguagem mística, mas inconfundível, o que era esse pão da vida, ou Maná, isso é, o EGO. Essa explicação encontra-se nos versículos 33 e 35, onde lemos: "Porque o pão de Deus é aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo ... Eu sou (Ego sum) o pão da vida". Isso, então, é o símbolo do Pote de Ouro do Maná que se encontrava na Arca.

Esse Maná é o Ego que vivifica os corpos físicos. Está oculto dentro da Arca de cada ser humano, e o Pote de Ouro ou Corpo-Alma, ou "traje de bodas", está também latente em todos. É a casa não feita com as mãos, eterna nos céus, com a qual São Paulo anelava revestir-se, como se lê na Epístola aos Coríntios (IICor 5).

(Publicado na revista Serviço Rosacruz, mar/78)