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Perguntas e Respostas

Por que os Clarividentes bem desenvolvidos não se submetem a experiências sob o controle de cientistas?

Pergunta: Por que os Clarividentes bem desenvolvidos não se submetem a experiências sob o controle de cientistas? Isto demonstraria e convenceria a todos de como é real essa faculdade que transcende aos sentidos físicos.

Resposta: Em primeiro lugar, os Clarividentes desenvolvidos não se preocupam com isso. Não lhes importa que as pessoas acreditem ou deixem de acreditar na existência dessa faculdade ou de outros fenômenos paranormais. Não vivem atrás de recompensas materiais ou de quaisquer honrarias que o mundo possa oferecer. Não desejam o poder mundano. Não alardeiam seus poderes.

E quando a eles se referem – e isso ocorre em circunstâncias muito especiais – fazem-no discreta e modestamente. Se realizam obras meritórias, visando a ajudar o próximo, jamais cogitam de reconhecimento.

Geralmente, cuidam para que a "mão esquerda não saiba o que a direita faz".

Um cego não percebe as cores, nem tampouco a luz, ainda que pairem ao seu redor. E se pudéssemos provar-lhe a existência delas, isto nos seria muito gratificante. Igualmente, o Clarividente desenvolvido muito se regozijaria ante a possibilidade de provar a todos a realidade daquilo que lhe e dado contemplar.

Contudo, toda e qualquer prova encontra-se sujeita a outras explicações e, de um certo modo, até mesmo a distorções.

Desgraçadamente, o Clarividente que se dispusesse sempre a provar alguma coisa de natureza suprafísica, correria o risco de ver-se envolvido, ensejando a que gerações inteiras de céticos o acusassem de farsante. Ver-se-ia obrigado a sujeitar-se aos experimentos de cada um dos "homens de ciência". E, os "homens de ciência" não creem sequer no que seus olhos veem.

Caso sua razão reitere a impossibilidade de alguma coisa, nela não acreditam, mesmo diante de uma demonstração.

Quando os médiuns solicitam um recinto às escuras para suas práticas, os "homens ligados a ciência" afirmam: "Isto demonstra a existência de fraude. Necessitam da escuridão para que ninguém veja seus truques". Os médiuns, geralmente, desconhecem porque deve ser assim.
Por conseguinte, não podem explicá-lo.

Contudo, há uma razão justificando a solicitação que fazem: os raios luminosos põem o Éter em vibração muito rápida e conturbada, dificultando o trabalho das entidades comunicantes. Estas necessitam de material etérico para formar um corpo, um órgão vocal, uma mão, etc., para manifestarem-se materialmente. Quanto mais escuro o recinto, tanto menos vibra o Éter, e mais facilmente podem as entidades produzir os fenômenos espiritistas.

Muitas outras leis regem os fenômenos suprafísicos. Leis que a ciência nem pode imaginar. O caminho, entretanto, encontra-se aberto a todos. Os cientistas nos dizem: "Tomem um certo número de lentes, ajustadas em um tubo, apontando-o para o firmamento, em determinada direção: poderão observar as luas de Saturno. Seguindo tais instruções, comprovaremos a exatidão de suas afirmações. Mas, negando-nos a utilizar tais instrumentos, nada perceberemos em relação a Saturno.

Em contrapartida, afirmamos aos "homens de ciência": "Vivendo uma vida de pureza e praticando determinados exercícios, vocês poderão desenvolver as faculdades das quais falamos. Verão, assim, como dissemos a verdade, e serão obrigados a reconhecer aquilo que sustentamos".

Se acaso relutam em seguir nossas indicações, não se convencerão da existência dos mundos suprafísicos. Da mesma forma, quem não valer-se de um telescópio, não poderá ver os satélites saturninos.

Eis, portanto, os motivos pelos quais os Clarividentes se recusam a submeter-se a experiências.
(P&R da Revista Serviço Rosacruz mar/78 – Fraternidade Rosacruz SP)