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Perguntas e Respostas

Qual o significado de nossa dívida ou dos nossos débitos do destino?

Pergunta: Qual o significado de nossa dívida ou dos nossos débitos do destino tão mencionados na literatura oculta?

Resposta: Nas encarnações todas pelas quais o ser humano já passou, na Terra, ele violou as leis do Universo, que são as Leis de Deus. Na maior parte das vezes, tais transgressões foram praticadas por ignorância, voluntariamente ou pelo desejo de autogratificação de qualquer natureza. Todas as violações das leis cósmicas devem ser liquidadas ou transmutadas por pensamentos e ações boas, bem como pela transformação do caráter, a fim de que se torne impossível à continuação de tais atos (N.T.: afinal, caráter é destino).

A liquidação dos pensamentos e atos maus constitui o débito do destino, imposto como consequência por todo o indivíduo, a si mesmo, segundo as causas geradas em vidas anteriores. Se as causas são boas, as consequências sê-lo-ão também, e vice-versa. Isso é que os ocultistas chamam de efeitos de causas postas em atividades no passado. Esses efeitos podem ser bons (qualidades) ou maus (dívidas ou débitos do destino), se bem que no fundo é sempre bom, mesmo quando doloroso. Dizemos que os atos e pensamentos bons produzem bom destino e, ao contrário, os atos e pensamentos errados produzem mal destino. Porém, o propósito das divinas leis, por suas relações, é incentivar-nos a virtude ou "endireitar-nos as veredas nos casos de desvios”. Dessa forma o conjunto de uma vida é um misto de ambos, porque estamos aprendendo, pelas aquiescências ou negativas do Pai celestial, a conhecer-lhe os altos desígnios para a raça humana, para extrair da escola deste Planeta as lições programadas. Ora, o conhecimento dessas coisas leva o Aspirante a compreender e aceitar sem revolta a responsabilidade de seu destino e empreender esforços no sentido de assimilar a mensagem de cada experiência e avançar mais rapidamente que os demais.

No passado (vidas anteriores) éramos demasiadamente egoístas, cruéis, sem escrúpulos, e, por isso, cometíamos toda sorte de atrocidades. Veja-se a história antiga. Fomos nós quem as escrevemos. Comparemo-la com os tempos atuais. A história dos Persas, dos Gregos e Romanos antigos, bem como das tribos Teutônicas, é uma narrativa de crimes, derramamento de sangue, infelicidades e assassínios. Antes da vinda de Cristo à Terra, para tornar-se o Espírito Interno do nosso Planeta e mesmo até algumas centenas de anos depois, o egoísmo e o regime de crimes foi coisa comum. Todos esses atos e pensamentos correspondentes produziram volumoso e doloroso destino, que não nos é possível pagar rapidamente porque não suportaríamos; ele vai sendo resgatado em parcelas, segundo a misericórdia e orientação dos Senhores do Destino, que “dão o fardo conforme as forças” e a fim de que aprendamos melhor, já que sua finalidade não é castigar, senão levar-nos a resgatar as dívidas, sempre com o propósito de avanço da pessoa.

Meditemos nisso muito bem, caros Irmãos e Irmãs. Os Evangelhos figuram-nos como administradores das coisas de Deus. Realmente o somos. Não somos o corpo. Ele é composto de sólidos, líquidos e fases, emprestados ao reino mineral. Não somos os éteres, embora os utilizemos em nossa oficina. Não somos as emoções, nem os pensamentos; eles são formas de expressão que vão sendo modificadas para melhor, matérias mais sutis, experimentais, do Pensador, do Ego, do Eu verdadeiro e superior.

E pensando nos erros que, posteriormente àquelas épocas, cometemos também, será conveniente pormos mais atenção à nossa contabilidade individual, deixando de incorrer em novos débitos e trabalhando bastante na realização do bem, a fim de chegarmos a desfrutar melhor situação interior e exterior. Isso depende do reto uso que fizermos do que temos ao nosso dispor: tempo, dinheiro, energia, inteligência, etc.

(P&R da Revista Serviço Rosacruz jan/68 – Fraternidade Rosacruz SP)