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Perguntas e Respostas

Desde que comecei o estudo dos ensinamentos Rosacruzes e estou tentando viver uma vida melhor, parece como se a adversidade caísse sobre mim, de uma forma que eu nunca havia experimentado antes. Qual o verdadeiro estado e qual a razão para essas provas?

Pergunta: Desde que comecei o estudo dos ensinamentos Rosacruzes e estou tentando viver uma vida melhor, parece como se a adversidade caísse sobre mim, de uma forma que eu nunca havia experimentado antes, e como se os parentes mais próximos fossem os que mais particularmente me provam. Algumas vezes sinto-me como se estivesse progredindo e outras vezes me parece que a Vida é um fracasso. Qual o verdadeiro estado e qual a razão para essas provas?

Resposta: Quando um barco marcha à deriva, rio abaixo, com a maré, as máquinas funcionam sem esforço aparente e isso produz grande impulso. De modo semelhante, quando um carro está na descida, leva a carga sem esforço e corre muito. Mas quando o barco avança contra a maré e sobe a corrente, quando o carro está na subida, despende muito esforço e o progresso não é tão rápido, há obstáculos a vencer e até o menor deles se sente.

O mesmo sucede com o Espírito. Enquanto navegamos a favor da corrente da vida e vamos com a maré da humanidade, tudo parece ir como sobre rodas e não nos defrontamos com nenhuma adversidade. No entanto, no momento em que saímos da corrente e nos esforçamos para seguir o caminho para uma vida superior, entramos em atrito com a humanidade comum. Os que estão mais próximos a nós são as pessoas contra as quais os atritos são maiores. É por isso que eles parecem estar em oposição a nós e retardar nosso progresso o mais possível.

Parecem querer obstruir nosso caminho por todos os meios e sentimos isso mais profundamente porque achamos que os que estão mais próximos a nós, e nos são mais queridos, deveriam ser os que apreciassem nossos esforços e nos estimulassem a progredir. Não devemos esperar tal coisa. Eles nadam com a corrente. Nós vamos contra ela e o atrito é tão necessário quanto o da água contra o barco que marcha rio acima.

Quando você caminha numa praia, naturalmente observa como são polidas e redondas suas pedras. Isso é o resultado do constante atrito com outras pedras, de uma constante trituração. Por séculos e séculos suas pontas foram desaparecendo pelo atrito constante e hoje têm essa magnífica aparência. Podemos comparar essas pedras com a humanidade em geral. Por séculos e séculos, pelos constantes atritos, nossas arestas foram desbastadas a fim de que nos tornássemos polidos e fôssemos tão belos quanto as pedras da praia. Tomemos um diamante bruto.

Seu brilho nunca será alcançado pelo processo que faz a pedra da praia chegar a ser redonda e lisa. É necessário que o lapidário o burile e em todos os atritos a pedra emita um ruído peculiar.

A cada "gemido" do diamante, é limada a parte áspera e em seu lugar aparece uma faceta brilhante e polida. Assim é como o Ego que aspira maior elevação. Deus é o lapidário que lapida o diamante bruto, e nos é sumamente desagradável quando a parte áspera é retirada, ao sermos prensados contra a pedra polidora da aflição e da calamidade. Não obstante, dela saímos luzentes como um brilhante. Não se aflija, pois, as provas e tristezas que ora obstruem seu caminho nada mais são que o polimento do lapidário no diamante bruto. Tenha certeza de que, qualquer que seja o sofrimento presente, o resultado será bom, porque DEUS É AMOR. Ainda que agora Ele aplique as mais severas medidas, no futuro você será brilhante e resplandecente.

(Pergunta 143 do Livro Filosofia Rosacruz por Perguntas e Respostas vol. II, de Max Heindel)