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Perguntas e Respostas

Qual o efeito da morfina sobre aqueles que se viciaram?

Pergunta: Qual o efeito da morfina sobre aqueles que se viciaram? Quando uma pessoa permanece gravemente doente por um longo período de tempo e, devido ao sofrimento intenso, é mantida por muitos dias inconsciente por meio de doses consideráveis de morfina, quando deixa a vida terrena nesse estado, o espírito liberto está consciente ao abandonar o corpo? Qual a condição dessa pessoa comparada àquela que morre subitamente e em plena posse de todas as suas faculdades?

Resposta: O uso da morfina e de outros narcóticos em doses muito pequenas, como as que são geralmente tomadas pelo viciado comum, têm um efeito amortecedor sobre os nervos, tornando o Espírito menos sensível no corpo, num estado semelhante ao Espírito liberto quando abandona o veículo físico. Sob tais condições, as faculdades mentais melhoram, e a pessoa sente tal bem-estar mental e físico que lhe parece estar no próprio paraíso, até que a reação começa a manifestar-se. Então, passa a sofrer os suplícios do inferno e, consequentemente, ingere doses maiores para recuperar a sensação anterior de bem-estar.

Quando a morfina é ministrada em grandes doses, ela produz um estado parecido ao da pessoa que falece sob o efeito de um anestésico. O autor conheceu várias pessoas que se enquadram nesse último caso, mas nunca observou uma que tivesse falecido sob a ação da morfina, por conseguinte, não pode dar as informações pedidas.

Mas as pessoas que morreram sob o efeito de anestésicos estavam tão conscientes quanto o ser humano comum após a ruptura do cordão prateado. Assistiram o desenrolar do panorama de sua vida da mesma forma que a pessoa que falece normalmente, e não tiveram experiências diferentes. Portanto, diríamos que alguém que falece sob o efeito da morfina provavelmente não passa por experiências mais desagradáveis devido à droga que lhe foi administrada antes de desligar-se. Acreditamos que a primeira sensação será de alívio por ter escapado ao sofrimento inerente a qualquer doença grave que precede a morte do corpo físico. Essa sensação de alívio é comum a todos aqueles que sofreram, não importa se consciente ou inconscientemente. Sentem-se profundamente gratos por isso ter passado, e dificilmente compreendem que não existem doenças na terra dos mortos que vivem, para a qual eles vão ao deixar este mundo.

(Perg. 39 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)