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Perguntas e Respostas

Parece-me perfeitamente lógica a existência de um Corpo mais sutil tal como o que chamam de Corpo Vital, mas haverá algum modo de provar isto a um amigo muito cético e argumentador?

Pergunta: Parece-me perfeitamente lógica a existência de um Corpo mais sutil tal como o que chamam de Corpo Vital, mas haverá algum modo de provar isto a um amigo muito cético e argumentador?

Resposta: "Um homem persuadido contra sua vontade continua dentro de si com a mesma opinião", diz um provérbio antigo, e isso é verdade. Enquanto seu amigo estiver propenso a discutir e não inclinado a examinar as provas com mente aberta, será uma perda de tempo tentar fazê-lo mudar de opinião. Sugerimos que pare de discutir; ele poderá, então, ficar ansioso e propenso a descobrir algo mais. Quando isto acontecer, haverá várias maneiras de provar a existência e realidade do Corpo Vital. Podemos citar algumas.

Em primeiro lugar há a máquina fotográfica. O leitor pode encontrar em sua cidade, entre os espiritualistas, alguém que esteja capacitado a tirar fotografias de espíritos. Embora haja truques bem conhecidos pelos fotógrafos, que permitem a composição de tais fotografias, no entanto, em determinadas condições, foram tiradas fotos de pessoas que passaram para o além sem que houvesse nisso qualquer vislumbre de fraude. Essas pessoas revestiram-se de éter, material com o qual o Corpo Vital é formado, e que é visível às lentes fotográficas.

O próprio escritor já foi apanhado por uma câmara ao viajar, em seu Corpo Vital, de Los Angeles a São Pedro para ver um amigo a bordo de um navio. Isso aconteceu por ter-me colocado entre esse amigo e a câmara de outro amigo que estava justamente tirando um instantâneo do navio, e a semelhança foi tão perfeita que fui reconhecido por várias pessoas.

Temos também o fenômeno dos cachorros seguindo a trilha de certas pessoas por meio do odor obtido das roupas que elas usaram. As roupas ficam impregnadas pelo éter do Corpo Vital, que se expande cerca de uma polegada e meia além da periferia do Corpo Denso. Assim, a cada passo que damos, a terra é penetrada por este fluido invisível e radiante. Entretanto, verificou-se certa vez, que cães de caça seguindo o rastro de um criminoso fugitivo falharam e perderam a pista, porque o fugitivo usava patins, evadindo-se através do gelo. Isto lhe permitiu ficar acima do solo, de forma que o Corpo Vital que se estendia além de seus pés não impregnou o gelo e, por conseguinte, não havia odor pelo qual os cães pudessem segui-lo. Resultados idênticos foram obtidos por uma pessoa que andou sobre pernas de pau no local do crime cometido por ela.

Há também o caso do curador magnético que retira do seu paciente as partes doentes do Corpo Vital, as quais são substituídas por éteres novos que permitem às forças vitais circularem através do órgão físico afetado e, desse modo, realizar a cura. Se o curador magnético não tiver o cuidado de livrar-se do fluido etérico negro, miasmático, de consistência gelatinosa, que ele atraiu para seu próprio corpo, tornar-se-á doente, e se não existisse tal fluido invisível do qual falamos, o fenômeno da recuperação do paciente e posterior doença do curador magnético não poderia acontecer.

Finalmente, se o consulente quiser dar-se ao trabalho de ir ao fundo da questão, há uma maneira e uma condição que permitem a muitas pessoas ver o Corpo Vital com os próprios olhos. Isso pode ser realizado mais facilmente nos países do sul, onde os mortos são enterrados rapidamente logo após o passamento. Escolha um período tão próximo quanto possível da Lua Cheia. Então, procure nos jornais as notícias de falecimentos e vá ao cemitério na noite seguinte ao enterro de alguém que tenha morrido nas vinte e quatro horas anteriores.

Provavelmente poderá ver, por cima do túmulo recém-fechado, flutuando ao luar, a forma tênue do Corpo Vital que permanece ali e que se decompõe sincronicamente com o corpo que jaz no túmulo. Isso pode ser observado em qualquer ocasião pelo vidente, mas só se torna suficientemente denso e visível para a pessoa comum na primeira noite após o funeral. Se não puder vê-lo a princípio, ande ao redor do túmulo e olhe firmemente em sua direção a partir de ângulos diferentes. Terá, então, a mais convincente prova ocular que poderá ser fornecida a seu amigo.

(Perg. 131 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)