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Perguntas e Respostas

Qual a origem das figuras grotescas e hediondas vistas pelas pessoas que sofrem de "delirium-tremens”? Elas são apenas criações temporárias da imaginação?

Pergunta: Qual a origem das figuras grotescas e hediondas vistas pelas pessoas que sofrem de "delirium-tremens"? Elas são apenas criações temporárias da imaginação ou existem realmente nas partes inferiores do Mundo do Desejo? Como pode um alcoólatra chegar a ser favorecido com a visão espiritual?

Resposta: Começaremos pela última parte da pergunta, então veremos o que são essas coisas vistas durante o "delirium-tremens".

Em primeiro lugar, imaginemos que há várias espécies de Espíritos. Há o Ego, uma verdadeira centelha do Fogo Divino oculto sob um certo número de coberturas opacas: Mente, Corpo de Desejos, Corpo Vital e, finalmente, o mais opaco de todos, o Corpo Denso – o véu carnal que isola o Espírito da consciência divina e o confina nos estreitos limites de um cérebro e um Corpo.

Através da evolução, estes veículos estão se tornando mais espiritualizados. Suas vibrações ficam mais elevadas, e o Ego, aos poucos, está começando a se descobrir, tal como o filho pródigo achou-se distante do Pai e ansioso por retornar. Então, devido a certos processos definidos, está gradualmente recuperando a consciência cósmica. O poder divino dos órgãos que o serviram num passado distante, como meios espirituais, está sendo despertado para uma nova atividade. É este particularmente o caso do corpo pituitário e da glândula pineal. Quando ele aprender a vibrar esses pequenos órgãos, ele desenvolverá um novo sentido que podemos chamar de visão espiritual, pois então vê os Mundos invisíveis e seus ocupantes. Há outros passos por meio dos quais ele pode tornar-se um cidadão alado desses Mundos, nos quais poderá entrar e sair à vontade, embora ainda esteja vivendo num Corpo físico. Atualmente ainda não dominamos estas fases do assunto. Deve-se notar que somente um Espírito pode fazer vibrar esses pequenos órgãos ou despertar suas atividades latentes.

Onde há moeda circulante, há também uma imitação em metal inferior. O Espírito também tem sua imitação. O verdadeiro Espírito divino é uma emanação em Deus — não de Deus, mas em Deus. É um Espírito de Vida. Porém, obtém-se também um Espírito espúrio por meio da fermentação e da decomposição. Este é um Espírito de morte. Nós o chamamos de álcool. Sendo um Espírito, esta droga também tem o poder de promover as vibrações dos pequenos órgãos citados, mas sendo o processo vil de um processo vil, não pode senão degradar o Espírito individual com o qual entra em contato. Assim, os alcoólatras geram baixos pensamentos que se revestem de formas hediondas. Algumas vezes, várias classes de Espírito sub-humanos apossam-se dessas formas assim geradas e conservam-nas vivas durante muito tempo, alimentando-se com as exalações de sangue nos matadouros, ou com o odor que se eleva dos tonéis de fermentação da cerveja ou do envelhecimento de aguardente, para não mencionar também as repugnantes emanações dos desejos dos frequentadores de tais lugares.

Portanto, quando uma pessoa está saturada do espúrio espírito do álcool, a velocidade vibratória dos pequenos órgãos da visão espiritual é acelerada e tal grau, que essa pessoa pode ver o mundo dos espíritos, e vê naturalmente o que é semelhante a si. Quando um diapasão é tocado, outros diapasões do mesmo tom entram também em vibração. Da mesma maneira, todos nós somos atraídos por outros de natureza semelhante a nós. Estas figuras grotescas e hediondas são efetivamente etéricas ou inter-etéricas entre o Mundo do Desejo e o Éter, penetrando ambos. Elas não são um produto da imaginação, mas realidades de natureza mais ou menos duradoura, criadas por pessoas sensuais e alcoólatras dos dois Mundos.