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Perguntas e Respostas

Qual o verdadeiro mérito no martírio? Os mártires tornaram-se realmente santos?

Pergunta: Qual o verdadeiro mérito no martírio? Os mártires tornaram-se realmente santos?

Resposta: O ser humano eleva-se numa união com Deus através de quatro etapas ou estágios.

No primeiro estágio, ele ora ou faz sacrifícios a um Deus que teme, portanto, procura agradá-Lo para que não o prejudique. No segundo, aprende a considerar Deus como um aliado poderoso contra os seus inimigos e um dador de todas as coisas que almeja, isto é, contando que O obedeça e ofereça-Lhe, em sacrifício, as coisas materiais que possui. Na terceira etapa, é ensinado a oferecer-se em sacrifício vivendo uma vida íntegra, e espera ser recompensado num lugar futuro chamado céu, onde viverá eternamente feliz como uma compensação por tudo que sofreu durante a vida terrena. Os mártires encontravam-se nesse estágio e eram totalmente imbuídos dessa crença e da glória do céu. Por essa razão, era-lhes fácil sacrificar suas vidas para alcançar rapidamente uma glória futura.

Na realidade, se o martírio pode levar-nos a um céu com bênçãos eternas, este seria o método mais fácil de obter a recompensa. Embora morrer requeira coragem, viver requer mais coragem ainda. Temos a tendência de pensar que quando um ser humano deu a sua vida, deu o que possuía de mais precioso. Frequentemente ouvimos pessoas dizerem de um suicida que "ele pagou por tudo". De fato, suicídio é realmente uma expressão da maior covardia possível, e o martírio é bem menos admirável que as vidas dos que, dia após dia, esforçam-se por seguir os ensinamentos espirituais da Bíblia e viver uma vida nobre. É natural admitir que os mártires sejam admirados por apegarem-se firmemente a sua fé, mesmo diante da morte e torturas. Sem dúvida, terão maiores oportunidades de crescimento espiritual em vidas posteriores, se comparadas à que lhes foi tirada ao serem queimados na fogueira ou exterminados de outra forma. Também podemos dizer que se tornaram santos porque sua fé significava-lhes mais do que a própria vida. No entanto, sustentamos energicamente que o édito de uma igreja é incapaz de fazer de um pecador um santo.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 117 – Max Heindel)