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Não julguemos: por que criticar, julgar, quando não, condenar?

Não julguemos: por que criticar, julgar, quando não, condenar?

"Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo" - (Gálatas 6:1-2).

Este pedido, simples, mas grandemente significativo e cheio do fervor de um coração completamente dedicado a Causa do Cristo, apresenta uma verdade muitíssima importante para todo aspirante espiritual, cuja verdade é tão vital hoje como o foi quando foi escrita há cerca de dois mil anos. Aqueles que a seguem porfiadamente são sábios, pois ela constitui uma pedra fundamental para o edifício espiritual. É um ideal entesourado por aqueles que seguem o Caminho de Cristo.

É prática comum, mesmo entre os que se proclamam cristãos, criticar e julgar quando não condenar, quando um irmão ou irmã é "surpreendido em falta", esquecido do fato que todos somos um em Deus, e que cada um de nós é responsável, em certa medida, pelas "faltas" dos nossos irmãos e irmãs, os quais estão indissoluvelmente ligados a nós pelos laços do espírito. E quem de nós está sem faltas, que tenha o direito de julgar ou condenar outro?

Se ainda não desenvolvemos o "Cristo Interno" ao ponto de não compreendermos o ensinamento de Paulo, no verdadeiro "espírito de humildade", faríamos bem em relembrar a similar fórmula de Cristo Jesus: "Não julgueis para não serdes julgados, pois, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos".

Todavia, não é suficiente que apenas deixemos de julgar e/ou de condenar. Devemos tomar a iniciativa e esforçar-nos no serviço aos nossos semelhantes. Devemos desenvolver a humildade e a compaixão que nos habilitará a tomarmos carinhosamente a carga dos outros, e assim cumprir a Lei de Cristo.

Cumprir a Lei de Cristo! Sim, esta é a tarefa com a qual se defronta a humanidade de hoje. A época dos Espíritos de Raça, durante a qual a separatividade e o egoísmo foram cultivados, deve ceder lugar a Época de Cristo, durante a qual deverá prevalecer a fraternidade.

Passamos agora para um período de transição entre uma e outra época. Podemos dizer que uma última oportunidade está sendo oferecida àqueles que queiram subir ao próximo degrau da escada da evolução. Este é o tempo em que uma decisão deve ser tomada: seguir o impulso espiritual promovido por Cristo, que é o desprendimento e o serviço (restaurar com mansidão), ou então ficarmos para traz. Não existe terceira escolha.

Os estudantes da filosofia oculta têm maior responsabilidade do que os outros no esforço de cumprir a lei de Cristo, pois já possuem o conhecimento que lhes foi dado para satisfazer a Mente, no que concerne aos Mistérios da Vida*. Eles compreendem o Mistério Cósmico de Cristo, isto é, que Ele, o mais elevado de todos os Arcanjos (como referenciado na terminologia Rosacruz), veio a Terra por Sua livre e espontânea vontade, para também tornar-Se seu Espírito Planetário, a fim de que a humanidade pudesse ser libertada de seu egoísmo e materialismo.

E assim Ele continuará sofrendo os grilhões de Sua confinação a Terra, enquanto fornece a Sua poderosa Força de Amor para remir a humanidade.

E somente vivendo de acordo com os preceitos que Ele nos ensinou é que poderemos libertá-Lo desta Sua prisão.

 

(Nota do revisor: Vale lembrar que a escolha de seguir o impulso espiritual Crístico é algo que deve brotar do interior da pessoa. Apesar de não haver uma terceira escolha para o progresso, como bem apontado pelo autor, essa mesma escolha deve ser feita livremente e com a maturidade de uma vontade espontânea. Sem essa condição, a escolha poderá ser motivada pelo medo da responsabilidade de conhecer algum mistério superior e não pelo amor. Se isso ocorrer, ações artificiais e uma vida espiritual não autêntica passarão a ocorrer. Neste sentido, a mansidão almejada não será uma realidade e a insustentabilidade dessa decisão será uma questão de tempo).

(Revista Serviço Rosacruz – 08/61 – Fraternidade Rosacruz – SP)