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Queimando incenso

Queimando incenso

 

É uma verdade, evidente por si mesma, que não se colhem uvas de espinheiros e porque um Espírito não tem Corpo Denso não quer dizer que o mesmo seja um filantropo. Há no Mundo Físico mais ervas daninhas do que flores e há nos mundos invisíveis mais Espíritos nocivos, por serem pouco desenvolvidos, do que Espíritos bons e nobres.

Quando alguém queima incenso em uma sala, a fumaça que vemos e o odor que sentimos constituem material de tal densidade que pode ser usado por certas classes de Espíritos que estão afinados a frequência vibratória do incenso que está sendo queimado.

Quando Espíritos desencarnados desejam influenciar aqueles que ainda estão emaranhados na espiral dos mortais, é necessário que tenham um veículo de densidade suficiente para invadir os centros cerebrais ou, sob certas circunstâncias, os mecanismos de coordenação no cerebelo. Adquirindo tal veículo, os Espíritos podem, e o fazem, impressionar suas vítimas: física, moral ou mentalmente de acordo com sua disposição.

Quando um ocultista sério que tenha desenvolvido a visão espiritual e se encontre apto a ver as várias entidades no mundo invisível, pode produzir um incenso capaz de oferecer um veículo somente para Espíritos de natureza benéfica os quais possibilitam a elevação das vibrações daqueles que inalam o incenso e os Espíritos junto dele; ou, então, a queima do incenso poderá se constituir em ajuda durante as orações para elevar a consciência dos devotos até a união com o Divino.

Porém, se por outro lado o incenso tiver sido produzido por alguém ignorante em ocultismo, talvez por alguém com motivações egoístas, então esse incenso irá se constituir em veículo para os Espíritos de natureza similar os quais, revestidos pela fumaça e odor, entram nos corpos daqueles que estão presentes onde o incenso está queimando, incitando-os a atos de libertinagem e sensualidade. As hastes chinesas são um bom exemplo dessa variedade.

Também é possível que quando esta prática tenha sido satisfeita, por algum tempo, os Espíritos obsessores possam obter tal controle sobre suas vítimas que eles incitam até o delírio fazendo com que apresentem os sintomas de epilepsia – espuma pela boca etc. – ou que possam interferir com os movimentos corporais de maneira similar aquela exibida na assim chamada dança de São Vito.

Consequentemente a prática de queimar incenso é muito perigosa e deve ser vigorosamente desencorajada.

(Editorial da Revista Serviço Rosacruz Mar/75)