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O que o Discípulo pode esperar do Mestre?

Pergunta: O que o discípulo pode esperar do Mestre?

Resposta: Cristo disse: "Por seus frutos os conhecereis”. Suponhamos que uma erva daninha pudesse falar. Dar-lhe-iam os créditos se ela nos afirmasse ser uma vide? Seguramente que não. Nós procuraríamos seus frutos, e a menos que fosse capaz de produzir uvas, seus protestos não nos impressionariam. Por que não aplicamos o mesmo princípio em outros problemas da vida?

Por que não usar o senso comum? Se assim agíssemos, ninguém nos imporia seus pontos de vista em matérias espirituais, pois como cada reino da natureza é governado por uma lei natural, a analogia é a chave-mestra de todos os mistérios e uma prevenção contra as decepções.

A Bíblia nos ensina clara, muito claramente, que devemos provar os espíritos e julgá-los segundo sua natureza. Se fizermos isto, não nos veremos decepcionados por mestres de "estilo pessoal".

Analisemos, portanto, o assunto, e veremos o que temos direito de esperar de alguém que se intitule mestre. Para fazer isto, podemos perguntar a nós mesmos: qual é o propósito da existência no universo material? Podemos responder a tal pergunta afirmando que é a evolução da consciência.

Durante o Período de Saturno nosso estado de consciência era análogo ao do mineral, semelhante ao do médium expulso de seu corpo por espíritos controladores, quando uma parte dos éteres componentes de seu Corpo Vital é removida. O Corpo Denso encontra-se, então, em transe profundo.

No Período Solar vivemos uma fase análoga a do vegetal, com um estado de consciência de sono sem sonhos. Nessas circunstâncias, o Corpo de Desejos, a Mente e o Espírito estão fora do Corpo Físico, com o veículo denso adormecido no leito.

No Período Lunar nosso estado de consciência era de sono com sonhos, tal quando o Corpo de Desejos encontra-se parcialmente separado dos Corpos Denso e Vital, análogo a do animal.

Agora, no Período Terrestre, nossa consciência ampliou-se, abarcando todas as formas exteriores, logrando-se isto mediante uma concêntrica posição de todos nossos veículos, tal quando encontramo-nos despertos.

Durante o Período de Júpiter, os globos sobre os quais evoluiremos, estarão situados como o estiveram no Período Lunar. E a visão interna que éramos dotados no referido Período será então externa, pois o passo seguinte registrar-se-á no arco ascendente da evolução, Assim pois, em vez de observarmos os quadros dentro de nós, seremos capazes, quando falarmos, de projetá-los sobre a consciência de nossos interlocutores.

Consequentemente, quando alguém intitular-se mestre, deverá ser capaz de comprová-lo. Os mestres verdadeiros, isto é, os Irmãos Maiores, os quais estão preparando as condições a prevalecerem no Período de Júpiter, desenvolvem sua consciência correspondente a tal Período. Deste modo, são capazes, e sem esforço algum, de usar essa projeção externa sobre seus discípulos mediante sua palavra e por ela evidenciar sua identidade. Somente eles estão aptos a guiar a outros com segurança. Aqueles que não se desenvolveram a tal ponto ainda quando possam ter-se iludido, e mesmo que suas intenções sejam boas, não estão qualificados. Portanto não se lhes deve confiar nossa orientação.

Esta é uma prova de absoluta infabilidade. E as afirmações de quem não possam mostrar seus frutos, não têm mais valor do que a erva daninha mencionada no primeiro parágrafo.

Todos os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz possuem este atributo. E eu confio que ninguém, entre nossos estudantes, determinar-se-á no futuro a praticar exercícios ou rituais recomendados por qualquer pessoa incapaz de mostrar seus frutos e projetar imagens vivas e conscientes ao dirigir-se a consciência daqueles aos quais esteja guiando ou ensinando.

(P&R da Revista Serviço Rosacruz mar/75 – Fraternidade Rosacruz SP)