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Exercícios para Adquirir Conhecimento Direto – Contemplação e Adoração

Exercícios para Adquirir Conhecimento Direto – Contemplação e Adoração

 

A fim de podermos trabalhar no Mundo do Desejo, se faz necessário despertar os centros sensoriais do nosso Corpo de Desejos. Isso é feito alcançando o seguinte estágio: permanecer dentro dos nossos corpos com todas as forças dirigidas também para dentro. Em outras palavras, com todos os nossos sentidos fechados para o mundo externo, mas plenamente conscientes. Nesse estado temos pleno controle de nossas faculdades para podermos atuar internamente e sensibilizar todos os nossos veículos. Isso é a concentração.

Assim, efetivamos o conceito de concentração, que é “convergir para um centro” despertando os centros sensoriais do nosso Corpo de Desejos, ou seja, fazer girar os vórtices no sentido horário e numa maior intensidade vibracional. Por isso devemos exercitar a concentração de manhã, tão logo nos despertamos e no nosso tempo em filas de espera, conduções, etc.

Já a meditação, nos ajuda a aprender tudo o que se refere ao assunto da nossa concentração, ou seja, a história do objeto escolhido para se concentrar. Como prática da meditação objetivemos um assunto que não envolva conteúdos emocionais. Logo concluímos que tudo que nos rodeia tem uma história muito interessante para nos contar e que vale a pena aprender.

Pela observação descobrimos e apuramos o uso dos nossos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato) como meio de obtermos informações a respeito dos fenômenos que ocorrem ao nosso redor.

E, pela prática do discernimento, distinguimos aquilo que é essencial daquilo que não tem importância. E através da prática constante desse exercício conseguimos separar a realidade da ilusão. O discernimento ensina-nos que somos espíritos e que nossos corpos não são nada mais do que moradas provisórias, instrumentos que utilizamos para nos expressar nos mundos. Tal prática nos ajuda a descobrir que somos capazes de fazer, com facilidade, muitas coisas que até então julgávamos impossível realizar. Sem dúvida, o discernimento nos imprime o primeiro impulso em direção à vida superior.

Até agora vimos que na concentração o pensamento é enfocado num só objeto. Por este meio construímos uma imagem clara, objetiva e vivente da forma que queremos adquirir conhecimento.

Depois, pela meditação seguimos a história dessa forma e pomo-nos em relação com todos os pormenores relativos a ela.

Com a observação nos fazemos mais atenciosos aos detalhes e exercitamos a utilização dos nossos cinco sentidos em visualizar as formas.

E o discernimento nos ajuda a entender que as formas são pensamentos cristalizados que esse Mundo Físico é o mundo dos efeitos e que a causa de tudo está nos mundos espirituais, de onde provem todo o conhecimento.

Vamos, agora, a mais dois exercícios que se refere ao interior das coisas.

O primeiro é a contemplação.

Ela consiste em mantermos o objeto ante a nossa visão mental e deixar que seu interior nos fale.

Repousando tranqüilamente em uma cadeira ou na cama, corpo em relaxamento, perfeitamente alerta e não negativamente, e esperamos a informação.

Se já alcançamos o necessário grau de desenvolvimento através da prática dos outros exercícios a informação virá, com toda a certeza. Então, a forma do objeto parece desvanecer-se e vemos unicamente a vida em atividade.

Por exemplo, se temos diante de nós uma árvore deixamos de ver a forma desse vegetal e só vemos a vida de um espírito-grupo. Veremos que os diversos insetos que se alimentam da árvore, assim como a parasita são emanações do mesmo Espírito-Grupo.

Exercitando, aos poucos, com outros objetos e persistentemente, vamos entendendo a suprema noção de que não há senão uma vida – a vida universal de Deus, em quem realmente “vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”.

Os minerais, as plantas, os animais e o ser humano, todos sem exceção, são manifestações de Deus. Assim, compreendemos que real e verdadeiramente Deus sustenta toda a vida e está em todas as coisas.

Quando tal compreensão é alcançada, devemos dar um passo mais elevado ainda e atingir a adoração ao Ser Supremo. Através dela, nos unimos com a Fonte de todas as coisas e, com o tempo, atingimos a maior altura que é possível conseguirmos: a união que atingiremos no fim desse Grande Dia de Manifestação.

Que as Rosas Floresçam em vossa cruz