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Transplante de Coração

Transplante de Coração

Tendo em vista a frequência com que são realizados os transplantes de coração e o interesse despertado por este assunto, cremos ser importante considerar o fenômeno do panorama do doador e sua imediata experiência após a morte.

Porque os transplantes cardíacos devem ser efetuados imediatamente ao desenlace do doador toma-se impossível evitar a interferência no processo de revisão panorâmica, que ocorre logo após a morte. É possível o prosseguimento do processo panorâmico do doador (embora imperfeitamente, devido à dor provocada pela cirurgia), enquanto se realiza o transplante, o rompimento do Cordão Prateado e a liberação dos veículos superiores do Corpo Físico, incluindo o coração.

Entretanto, o que acontece com o Átomo-semente de quem recebe a doação?

Encontram-se, assim nos parece, na contraparte etérica de seu coração, ainda em seu corpo. Nos casos de amputação, de alguma parte do Corpo Denso, somente o Éter planetário acompanha a parte separada.

A contraparte etérica do membro extraído decompõe-se gradualmente, à medida que o mesmo ocorre com a parte física. Sabe-se que pessoas submetidas à cirurgia de amputação queixaram-se de dor no membro amputado. Isto acontece porque a contraparte etérica ainda não se desfez, demorando, às vezes, anos para decompor-se.

O Cordão Prateado do recebedor deve permanecer intacto, ainda quando o órgão físico tenha sido removido. Pois, se o Cordão romper, o recebedor não sobrevive.

Alojado o coração físico do doador (sem o Átomo-semente) no coração etérico do recebedor, surge esta pergunta: Os Anjos e seus Auxiliares, sábios controladores dessas situações, transferem o Átomo-semente denso do recebedor ao ápice do coração do doador, neste momento, executando sua função de bombear sangue? Pode ocorrer, sem dúvida alguma.

É importante considerar, também, a relação existente entre o doador e o recebedor nesta vida, e nas anteriores. Atente-se, igualmente, para o arquétipo do recebedor, por este elaborado, quando de sua permanência na Região do Pensamento Concreto, e que somente pode durar um tempo específico, correspondente à duração de sua existência física. Devemos recordar sempre, com respeito aos transplantes de coração ou qualquer outro órgão, que o átomo de cada corpo e seus órgãos, nervos, tecidos, etc, constitui a soma total da forma com que o espírito interno viveu suas existências passadas e a maneira como construiu a contraparte de seu corpo físico, nos períodos intermediários entre um renascimento e outro.

Qualquer enfermidade, incluindo a do coração, é uma manifestação de ignorância ou transgressão das leis superiores; somente pode ser eliminada por uma modificação na natureza interna do ser humano. Transplantar um órgão não curará a causa fundamental da enfermidade do paciente. Este, se não promover transformações espirituais em seu íntimo, acabará por defrontar-se de novo com o problema, seja nesta vida ou em outra. De uma forma ou de outra acabará por aprender a lição.

Pode-se dizer que o coração é um órgão já principiando a demonstrar seu glorioso potencial como o instrumento pelo qual o verdadeiro AMOR de Cristo tornar-se-á uma realidade universal. Ele encerra a essência individualizada de cada Ego, ampliada a cada vida física. Tratar de transferir esse órgão de um ser humano a outro pode criar situações conflitantes com os objetivos idealizados pelos arquitetos de nossa evolução. E, talvez, o resultado seja pior para o recebedor do que o destino que lhe estava determinado sem o transplante.

(Revista 'Serviço Rosacruz' – 10\81 – Fraternidade Rosacruz – SP)