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Os Arquétipos: o original de todos os seus Corpos

Os Arquétipos: o original de todos os seus Corpos

Frequentemente ouvimos, entre nossos estudantes, falar da palavra “Arquétipo”, referindo-se ao modelo ou padrão original de alguma coisa, mas quantos de nós sabem da existência de um arquétipo para cada indivíduo no mundo? Que a construção do Corpo Denso é exatamente uma cópia do referido arquétipo?

Se nossos Corpos não são perfeitos, o erro deve encontrar-se num arquétipo defeituoso, e assim sendo, é bom saber a causa de imperfeição e como pode ser corrigida. O Ego, com o auxílio das Hierarquias Criadoras, particularmente os Senhores da Mente, forma, na Região do Pensamento Concreto, o arquétipo (que é um pensamento-forma) de seu futuro Corpo Denso, antes de cada renascimento. Esse arquétipo é um modelo que vibra harmoniosamente, formado pelo poder da Música das Esferas. O Ego põe em vibração o arquétipo com certa quantidade de sua própria energia de vida e tal quantidade de energia Vital dará a duração de nossa vida terrena de acordo com seu impulso maior ou menor. Quando esse impulso cessa, o arquétipo, deixa de vibrar e o Corpo Denso morre, começando a decompor-se, por faltar-lhe a força vital e coesiva.

É a Lei de Causa e Efeito que rege a duração de nossa vida. Em cada renascimento dão-se várias oportunidades ao Ego para seu avanço espiritual. Se ele as aproveita, a vida continua. Uma vida amorosamente vivida com serviços construtivos é, algumas vezes, prolongada por novo impulso vital no arquétipo. Ordinariamente, a duração da vida é determinada no terceiro céu, ao preparar-se o renascimento. Todavia, sob certas circunstâncias adversas ou favoráveis pode ser ela prolongada ou encurtada.

Por exemplo, quando o Ego desdenha as oportunidades de crescimento e envereda por um caminho perigoso em que pode se tornar singularmente mau, sua Vida é encurtada -Mas, isso sucede apenas quando o Ego já se encontra num beco sem saída. Então, as Hierarquias Criadoras, agindo por misericórdia, destroem o arquétipo, finalizando, assim, a manifestação terrena, para que o Ego se reforce moralmente num aprendizado no Primeiro Céu.

O movimento harmonioso da vibração do arquétipo é que atrai para si o material do Mundo Físico e fixa os átomos todos do Corpo Denso, fazendo-os vibrar em sintonia com o Átomo-semente daquele Corpo. Nenhum Corpo Denso pode ser formado sem o padrão do Átomo-semente.

O suicida, quando morre o corpo, leva o átomo-semente da forma. Mas, como o arquétipo continua vibrando e tende a atrair matéria física, estando carente do Átomo-semente, o padrão, fica impossibilitado de assimilar o material e utilizá-lo no Corpo Denso. Devido ao fato de ser o arquétipo oco, o Espírito do suicida experimenta um sentimento de vazio desesperador que não cessa até que pare de vibrar, o que ocorre quando está marcada a morte natural. Então o Arquétipo se desintegra. Nós construímos um arquétipo para cada vida.

Na região da medula oblongada, na parte superior do cordão espinhal há uma chama que pulsa e vibra de um modo maravilhoso. Sua cor varia segundo a natureza do indivíduo no qual é observada. É nela que o arquétipo toca a nota-chave do Átomo-semente do Corpo Denso. Esse som muda através da vida e conforme vai ele mudando, também o corpo físico vai experimentando transformações.

Algumas vezes, certo número de Forças Arquetípicas trabalha juntas para criar uma espécie individual de plantas ou animais, como ocorre com o ornitorrinco da Austrália. Em tais casos as notas-chave de todas se combinam em um só acorde e este acorde é a nota-chave da forma assim criada. Na Região do Pensamento Concreto, quando se deseja conhecer determinada coisa, basta concentrar a atenção no arquétipo dela. Ele, por assim dizer, emitindo um som, dá, imediatamente, uma iluminada compreensão de cada uma das fases de sua natureza, dando uma visão de se haver vivido através das próprias experiências, juntamente com as coisas que se investiga. Não fora a enorme dificuldade que ela apresenta, essa informação poderia ser utilizada imediatamente. Contudo, essa informação, essa película da vida da coisa, chega-nos de modo global e com tal rapidez, num abrir e fechar de olhos, sem começo nem fim e, assim, para usar essa informação arquetípica, aqui no Mundo Físico, temos que ordená-la cronologicamente, com um princípio e um fim, de modo a torná-la inteligível aos seres humanos. Esta é uma tarefa assaz difícil, a grande dificuldade de que falamos atrás.

A qualidade do material que se reúne para a construção de um corpo depende do Átomo-semente; a quantidade depende da requerida pelo arquétipo. O arquétipo determina nossa forma, altura, peso e aparência física. De fato, é um modelo vivo do corpo físico. Todo ato de cada ser humano tem um efeito no arquétipo de seu corpo. Se o ato está em harmonia com as leis da vida e da evolução, fortalece-o e prolonga a vida, na qual obterá o máximo de experiência, alimentando e fazendo crescer a alma de forma extraordinária, mas sempre segundo sua posição relativa na vida e sua capacidade de assimilação. Contrariamente, se aplicamos nossas capacidades de modo destrutivo, contrariando as leis em harmonia que regem a criação, o arquétipo se debilita e se destrói facilmente.

Moisés foi levado à montanha (um lugar elevado, Iniciação) e lhe foi ensinado, ali, certo modelo (arquétipo) do Tabernáculo do Deserto. Esse arquétipo foi construído pelas Hierarquias, no Mundo Celeste.

O arquétipo é influenciado pela natureza da vida passada. Quando nos esforçamos sinceramente, pela verdade e retidão, criamos ao nosso redor pensamentos-forma de natureza semelhante e deste modo nossa mente atua num ambiente harmonizado com a verdade, centro de nossa aura. Agindo assim, quando desencarnamos e chegamos ao segundo céu, encontramo-nos dispostos a construir um novo arquétipo, que intuitivamente delineamos com as forças vibratórias da retidão e da verdade e tais linhas de força vibratória criarão harmonia no novo veículo, que manifestará saúde, felicidade, perfeição e amor. Ao contrário, aqueles que em sua vida terrena tergiversam as coisas, descuidam a verdade, exercitam a astúcia, o extremo egoísmo indiferente à felicidade dos demais, seguramente, ao chegarem no Segundo Céu, verão as coisas de modo falso, deturpado. Em consequência, construirão um arquétipo dentro de linhas que conterão o erro e a falsidade manifestados no corpo, em detrimento dos vários órgãos físicos. Sob tais circunstâncias, as vibrações que deveriam resultar na construção de Trígonos e Sextis em seu horóscopo natal desviam-se das linhas construtoras exatas, até que as encontre novamente, quando, então, o Ego começa de novo a trabalhar no Arquétipo.

As formas que vemos a nosso redor são figuras de som cristalizadas, isto é, resultado das Formas –Arquetípicas que trabalham por meio dos arquétipos na Região do Pensamento Concreto.

É curioso que a ocorrência do suicídio na vida de uma pessoa e os consequentes sofrimentos, por nós referidos atrás, geram o medo mórbido da morte nos renascimentos seguintes.

Quando uma pessoa que se suicidou em vida anterior, desencarna na vida seguinte, sente tal ânsia de voltar ao mundo físico que frequentemente comete o crime de obsessão, da maneira mais irrazoável e estúpida. E, como há sempre pessoas negativas, facilmente influenciáveis, procura oportunidade para refugiar-se num corpo, expulsando o Ego residente.

Outras vezes, não encontrando tal oportunidade, apesar dos negativos que existem por aí, sucede uma coisa horrível, absurda: com tal ânsia de retornar ao mundo, o Ego do antigo suicida retira a posse do corpo de um animal de seu legítimo dono, para nele entrar. Encontra-se, então, sob a terrível necessidade de viver uma existência animal, pura e simplesmente.

Se o animal está sujeito a crueldades, o espírito humano obsessor sofre horrivelmente; se o animal é sacrificado para alimento, o ser humano, dentro dele, vê e compreende tudo o que se relaciona com o ato que se vai realizar e tem que passar pelas horripilantes experiências dessa morte.

Esta é a explicação de casos curiosos de animais que se ajoelham diante da morte ou dão mostras de una estranha consciência do ato, pois tais casos sucedem com relativa frequência, como pode verificar alguém que seja clarividente e visite nossos grandes matadouros.

Nenhum Espírito humano pode nascer no corpo de um animal, mas é-lhe possível neutralizar a relação do espírito animal com sua forma e tomar posse dela por certo tempo.

Esses fatos determinaram a necessidade de educarmos o mundo sobre a grande verdade de que a morte; assim como o nascimento, são apenas acontecimentos correntes na vida imortal do espírito.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 08/1971)