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Não Morra pela Boca: é mais comum do que você imagina

Não Morra pela Boca: é mais comum do que você imagina

Os leitores encontram, constantemente, na Revista Serviço Rosacruz, artigos sobre alimentação e saúde. Nunca relegamos a plano secundário um assunto de tão grande importância em nossa evolução. Às vezes até inserimos algumas receitas vegetarianas, no intuito de colaborar com nossos estudantes, por certo, sequiosos de ampliar seu receituário naturista.

Em seu número de março de 1978, essa revista publicou um editorial intitulado "A Importância da Alimentação em Nosso Esforço Evolutivo". Ressaltou-se, naquela ocasião, a seriedade com que o aspirante deve encarar esse problema. Afinal, um trabalho esotérico depende também da manutenção das boas condições do Corpo Denso. Esse esforço repercute na sensibilização dos outros veículos do espírito.

Ao término do referido editorial, publicou-se uma relação de restaurantes vegetarianos estabelecidos em São Paulo. A sabedoria popular afirma que "o ser humano morre pela boca". E é verdade. Constituições físicas vigorosas às vezes são debilitadas por dietas inadequadas e empíricas constituídas de substâncias tóxicas e/ou desprovidas de elementos nutrientes.

O restaurante vegetariano é uma excelente opção para quem, trabalhando no centro da capital paulista, não dispõe de tempo suficiente para almoçar em casa.

Estivemos, dias atrás, conversando com algumas pessoas cuja dieta segue os padrões convencionais, isto é, contém carne e outras substâncias nocivas à saúde do corpo. Disseram ter ido a um restaurante vegetariano, simplesmente para "ver como é que é". Afinal, vegetarianismo é novidade para muita gente. Para alguns é até sinônimo de exotismo. Mas qual não foi a surpresa que tiveram quando deram uma olhada no cardápio: encontraram uma gama imensa de pratos deliciosos, saladas, frutas etc. Empolgaram-se com a variedade de quitutes à base de soja. Ignoravam houvesse emprego tão diversificado desse saudável alimento. "Quanto às verduras, legumes e frutas", disseram, "pairava a impressão de terem sido colhidos há questão de minutos, tal o frescor e sabor". Ficaram muito bem impressionadas com o asseio, atendimento, música ambiente, decoração e atmosfera de tranquilidade reinante no local, tudo formando um conjunto harmonioso.

Ouvindo esse relato de pessoas habituadas à uma dieta carnívora, desvinculadas de qualquer movimento espiritualista, seguramente podemos lhes atribuir insuspeição. Isso nos deixa muito satisfeitos e mais uma vez convencidos de que estamos no caminho certo.

Sempre que surgir uma oportunidade podemos fazer a apologia da dieta vegetariana, porém, de uma forma discreta e simpática. Por certo, não contaremos com a adesão de todo mundo. Mas alguém ouvirá com interesse e talvez se disponha a fazer uma experiência. Vale a pena lançar uma sementezinha.

(Publicada na 'Revista Rosacruz' em 02/79)