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Por que Morremos? Como Podemos Alcançar a Vida Eterna?

Por que Morremos? Como Podemos Alcançar a Vida Eterna?

Como Chispas Divinas criadas por Deus, devemos percorrer o caminho de desenvolvimento que parte da impotência até a onipotência. Este caminho iniciou no Período de Saturno, quando pelo emprego da inerente força criadora que possuímos, começamos a construção e integração de nossos corpos. Isso ocorreu sob a orientação das Hierarquias Divinas (veja mais informações no artigo “Arco Descendente: de onde viemos?” disponível no endereço eletrônico: http://www.fraternidaderosacruz.com/estudos-de-filosofia/arco-descendente-da-evolucao-de-onde-viemos e na primeira parte do Livro Princípios Ocultos de Saúde e Cura de Max Heindel).

O mecanismo de evolução humana, que lhe permitirá se tornar um Deus, funciona do seguinte modo:

(1) todo o trabalho que realizamos com nosso Corpo Físico converte-se em uma experiência (quintessência) ou poder anímico que conhecemos como Alma Consciente que deverá se amalgamar ao Espírito Divino ou primeira faceta do Ego;

(2) todo o trabalho que realizamos com o Corpo Vital converte-se em uma experiência (quintessência) que conhecemos como Alma Intelectual. Esta se amalgamará ao Espírito de Vida ou segunda faceta do Ego, e finalmente;

(3) todo o trabalho realizado com o Corpo de Desejos será convertido em Alma Emocional que se amalgamará ao Espírito Humano ou terceiro aspecto do Ego.

 

O germe da Mente foi o recebido mais tarde e o trabalho feito com ela não será amalgamado de modo específico a algum aspecto de nós, o Ego humano, mas como um todo, afinal, sua função é servir como um elo ou meio pelo qual nós podemos transmitir nossos comandos para todos os nossos três corpos. Façamos a importante observação de que o objetivo da evolução não é desenvolver corpos, mas experiências que promovem poder de expressão a nós, o Ego. O aperfeiçoamento dos corpos é uma mera consequência da necessidade de novas experiências mais profundas que geram Alma ou Poder Anímico para nós, o Ego. Esta noção pode nos auxiliar na percepção de nossa real natureza, considerando o forte apego que possuímos para com o nosso corpo físico que naturalmente morrerá, pois chegamos ao ponto de confundir nossa identidade com o mesmo. Conclui-se, então, que a vida deve se resumir na busca por experiências que se convertem em poderes anímicos para o Ego. O resto é pura ilusão.

 

No entanto, alguém pode se perguntar: este plano parece não justiçar as condições de misérias físicas que muitos de nós vivemos atualmente. Por que temos doenças, por que sofremos e por que morremos? Vamos tentar responder estas questões:

 

A doença, o sofrimento e a morte deram origem exatamente no momento em que decidimos tomar as rédeas de nossa própria evolução, no episódio conhecido como a Queda do Homem. Antes da Queda, estávamos vivendo no Jardim do Éden que é a Região Etérica do Mundo Físico. Lá, funcionávamos em um Corpo de Vida que não morria bem diferente do Corpo Físico. Nesta época, éramos ingênuos e não possuíamos qualquer percepção do Mundo Físico e do Corpo Físico. Contávamos com a ajuda de Hierarquias Divinas que neutralizavam nossos Corpos de Desejos e nos colocavam em condições difíceis que geravam dor. Mas esta dor não possuía a mesma natureza da dor que conhecemos atualmente, provocada pela desarmonia da Lei de Causa e Efeito. Aquela dor era positiva e estimulante, e tinha o objetivo de despertar a vontade nos homens e a imaginação na mulher. Ambos os métodos objetivavam fazer o despertar da consciência material (veja mais detalhes no Livro O Conceito Rosacruz do Cosmos, Capítulo XII – Época Lemúrica). Mas tal processo era demasiadamente lento.

Nós poderíamos adiantar este processo se desejássemos, bastava respondermos ao incentivo dado pelos Espíritos Lucíferos (serpente) que sugeriu a Eva que comesse da fruta do conhecimento e disse: “Certamente não morrereis” (Gen, 3: 4) se comerdes do fruto da árvore proibida. “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos (para o Mundo Físico), e sereis como Deus (Objetivo da Evolução), sabendo o bem e o mal” (Gen, 3: 5). “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus (virão seus Corpos Físicos)... No suor do teu rosto comerás o teu pão (isto é, deverão seguir independentes e produzir poder anímico por conta), até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gen, 3: 19).

A decisão de tomar as rédeas da evolução significou abrir mão de toda ajuda Divina, inclusive à ajuda que neutralizava nossos Corpos de Desejos e que evitava que tivéssemos desejos desenfreados. Perdemos a instrução de procriar apenas nas épocas propícias e o ensino dado pelas Hierarquias, que tinham por objetivo nos ajudar a focarmos a consciência no Mundo Físico. “Adão conheceu Eva”, em verdade, começamos a estabelecer relacionamentos sexuais de modo independente e demasiadamente, conhecendo o sexo oposto. Deste contato físico, fomos percebendo que muitas outras coisas físicas também ocorriam além da percepção do outro corpo pelo qual nos relacionávamos (foram abertos os olhos de ambos). Assim, adiantamos todo o processo.

O problema é que a força gasta com o sexo é exatamente a mesma força que nos faz desenvolver ações efetivas para produzir o nosso alimento (Almas ou poder anímico). Tínhamos três problemas:

(1) um Corpo de Desejos desneutralizado e com materiais das regiões inferiores;

(2) pouca força de vontade ou poder anímico desenvolvido;

(3) uma Mente totalmente nova (que foi nos dada no Período Terrestre), que pouco conseguia refrear os impulsos do Corpo de Desejos;

 Deste modo, a natureza corpórea (ou personalidade) ganhou a cena e fez com que “sua vontade desenfreada” ficasse mais proeminente do que a vontade pouco desenvolvida do Ego: “Todo o bem que quero fazer não faço, e todo mal que não quero fazer, esse sim, faço” Romanos 7:15. Apesar da condição corajosa de assumirmos as rédeas da evolução, estávamos sem qualquer preparo para tal, e a forte tendência de gastarmos indiscriminadamente a força criadora fez-nos gerar desequilíbrios importantes na natureza. As conseqüências sempre geraram dor, e pela dor, fomos, gradativamente perdendo nossa percepção espiritual e ganhando consciência na Região Química do Mundo Físico, onde a separatividade e o egoísmo reinam. Conhecemos a fome, o frio e a morte (fatores desta Região). Mas não apenas os fatores inerentes desta região de morte, mas também os desequilíbrios gerados fizeram com que houvesse doenças e corpos de morte. A perda da percepção etérica (do jardim do Éden) nos fez acreditar que somos apenas um corpo físico e não há vida após a morte.

Depois de focar totalmente nossa consciência aqui, conquistamos a Região Química do Mundo Físico (ainda na Época Atlante). Deveríamos, portanto, abandoná-la e partir de volta ao Jardim do Éden (agora conhecida como Nova Jerusalém) com toda a experiência produzida ali. Infelizmente, muitos de nós, ainda permanecem com o resquício enraizado e direcionam todos seus esforços para gratificar suas paixões sensualistas. Se não forem direcionados ao sexo, são direcionados aos negócios do mundo ou para o ser no mundo (como carreiras, cargos ou posição social). Chegamos ao ponto de necessitarmos de doenças para que haja o despertar de nossa consciência de volta a vida (para as coisas espirituais). Insistimos em agir como se não tivéssemos conquistado as experiências deste mundo. Por isso, continuamos a morrer, sofrer e “a comer o pão com nosso suor”.

Se aspiramos em ser arautos da Nova Jerusalém, nós, como aspirantes a vida superior, devemos compreender que nossos esforços criadores devem, agora, ser direcionados para um corpo de vida, onde não há morte, fome e sofrimento. O modo pelo qual podemos deixar a Região Química do Mundo Físico, interromper a morte e iniciar o processo de vida eterna se dá pelo caminho que permite tecermos o Dourado Manto Nupcial ou Corpo Alma. Este é o Corpo de vida que não conhece a morte. Este caminho foi ensinado por ninguém menos que Cristo Jesus, em seus três anos de Ministério na Terra.

Qualquer indivíduo compreende que o maior mandamento cristão consiste em “amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.” (João 15,12-17); que devemos deixar os resquícios de separatividade do passado e buscar o amor universal, afinal “Quem é minha mãe e meus irmãos? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos” (Marcos, 3: 33,34); compreende que o foco atual não é conquistar coisas da Terra, pois: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem (afinal, está região é a região da morte e tudo é passageiro), e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (foco de sua consciência e propósito de vida)”. (Mateus, 6: 19 – 21).

Qualquer pessoa sabe que não mais devemos fazer uso do álcool que nos faz focar, ainda mais, a consciência no Mundo Físico, e isto é ensinado em Lucas 22, versículo 16: “Pois vos digo que desde agora não beberei o fruto da videira até que venha o Reino de Deus”, em Mateus, 26, versículo 29: “Mas digo-vos que desta hora em diante não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que hei de beber de novo convosco no reino do meu Pai”, e em Marcos 16, versículo 25 “Em verdade vos digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até aquele dia em que hei de beber de novo no Reino de Deus".

Qualquer um compreende que devemos deixar o adultério e o gasto da força criadora desenfreada, sendo puros já em nossos veículos internos: “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura; no coração já cometeu adultério com ela” (Mateus, 5: 28), e que o serviço amoroso e desinteressado é o caminho mais curto, mais seguro e maia agradável que nos conduz a Deus: “Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus, 25: 35 – 40); “Aquele que quiser o maior entre vós, seja o servo de todos” (Lucas 22: 26). 

Todas estas práticas são diferentes daquelas que estamos habituados com o propósito de crescermos materialmente, de acumularmos fortuna e subirmos de posição social. Muitas das práticas que nos levam a Nova Jerusalém, onde não há doenças, sofrimento e morte, parecem ser irracionais do ponto de vista material, e são impossíveis de serem colocadas em prática. No entanto, não podemos reproduzir o erro que já executamos no passado, “pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento (foco na Região Química do Mundo Físico já naquela época), até ao dia em que Noé entrou na arca (final da Época Atlante), e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem" (Mateus 24:36-39). "Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão" (1 Tessalonicenses 5:1-3).

Um novo dilúvio esta por vir, não pela condensação da atmosfera gasosa em água, como ocorreu no passado, mas pela eterificação do ar que respiramos. A Nova Jerusalém está próxima e se não estivermos preparados para entrar e viver lá, o “dilúvio” nos consumirá novamente. Possamos mudar nossos hábitos materiais de morte, que produzem mais e mais sofrimento no mundo, para objetivos espirituais conforme ensinados pelo Cristo. Somente assim estaremos:

(1)   aprimorando cada um dos corpos que possuímos;

(2)   produzindo mais e mais poder anímico para o Ego;

(3)   não mais nos perdendo com afazeres inúteis que atrasam nossa evolução; e

(4)   finalmente livres da doença, sofrimento e da morte.

 

 Que as rosas floresçam em vossa cruz.