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2 - Nosso Trabalho para Renascer - O Terceiro Céu

NOSSO TRABALHO PARA RENASCER: O TERCEIRO CÉU

 

Depois de termos assimilado tudo que podíamos da vida passada; depois de termos alterado os arquétipos que constituirão a aparência futura do Planeta Terra, a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena; depois de termos aprendido, pelo trabalho nos corpos dos outros, a construir um corpo apropriado à nossa manifestação aqui no Mundo Físico, estamos quase preparados para entrar no Terceiro Céu.

roda de nascimentos e mortesO Terceiro Céu se situa na Região Abstrata do Mundo do Pensamento – ou Região do Pensamento Abstrato. Essa Região é o local mais elevado que atingimos a cada ciclo de vida, no nosso atual estado de desenvolvimento, ou seja: aqui é o local que trabalhamos com a matéria mais sutil que somos capazes de lidar no nosso presente estágio de desenvolvimento.

E que matéria que é esta? Matéria Mental Abstrata. Nessa Região é que surgem as nossas ideias.

Tais ideias são apenas pensamentos embrionários. Concebidas por uma Mente sã, se tornam pensamentos racionais e servem de base a todo o progresso material, moral e mental. Nesta Região, a Verdade não está obscurecida pela Matéria; ela é evidente por si mesma.

Daqui mergulhamos novamente para Mundos de Matérias mais densas.

Entramos no Terceiro Céu após abandonarmos os Corpos: Físico ao morrer; o Vital, logo em seguido; o de Desejos ao deixarmos o Purgatório e o Primeiro Céu; e, por último, a Mente ao deixarmos o Segundo Céu e entrarmos no Terceiro Céu.relao dos mundos em que divide o universo


 

Basicamente nosso trabalho no Terceiro Céu se resume a duas etapas bem definidas:

  1. Incorporarmos em nós mesmos – absorvendo em nós – a essência da Mente, de como pensar retamente, ou seja, a retidão do pensamento e a essência de como sentir retamente, isto é, a retidão do sentimento, que formarão base para as nossas ações futuras tanto no pensar como no sentir;
  2. Prepararmos um novo nascimento ou existência objetiva, provocado pelo nossa vontade incorruptível de adquirirmos novas experiências e de retirar, mais eficientemente, a quinta essência do nosso trabalho em nossos corpos, que se traduz como crescimento anímico ou crescimento da nossas almas.

Entramos no Terceiro Céu sem nenhum dos nossos veículos. Destes, só possuímos seus Átomos-sementes. Em outras palavras, subsistimos em um estado isento de nossa personalidade (o eu ilusório) e permanecemos em estado de Espírito puro.

Permanecemos por algum tempo neste Céu, que é um verdadeiro reservatório espiritual de força.

Aqui fortificamo-nos para o próximo renascimento na vida física.

Infelizmente para a maioria de nós tudo isso não é tão consciente.

E, como não estamos conscientes não conseguimos trazer, na próxima existência, as lições que aprendemos lá aplicando-as no nosso dia a dia.

E por quê? Porque a maioria de nós não consegue pensar abstratamente e, portanto, carece de consciência no Terceiro Céu.

O modo pelo qual podemos melhor aproveitar a passagem no Terceiro Céu, e assim potencializar a aplicação das lições que lá aprendemos, durante a existência aqui na Terra, é pela dedicação de nosso tempo e esforço a pensamentos abstratos que não se relacionam com tempo ou espaço.

Pensar no “Amor”, logo o associamos a alguém. Pensar na “Verdade”, logo a associamos a alguma coisa que conhecemos.

Técnicas que podemos utilizar enquanto encarnados para desenvolver o pensamento abstrato (alimentando, assim, a nossa Mente abstrata, ao invés de utilizar somente a Mente concreta): estudar nosso esquema de evolução; estudar astrologia rosacruz; ouvir músicas de cunho elevado (exemplo: clássica ou erudita) e/ou estudar Matemática.

Muitos dizem que a Matemática é árida, sem emoção. Não há sentimento quando se diz que dois mais dois são quatro. Não há emoção quando se diz que o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos em um triângulo retângulo. E é nisso que está o seu valor!

Porque quando nos elevamos acima dos sentimentos, nossos pré-conceitos limitantes ficam para trás, e a Verdade se revela imediatamente.

Ou seja: a Verdade é evidente por si mesma e não há nenhum sentimento envolvido no assunto. Este é o motivo pelo qual Pitágoras exigia que seus discípulos estudassem matemática entratem em contato com os ensinamentos ocultos. Pois ele sabia o efeito edificante da matemática para elevar as mentes acima da esfera das emoções que os teria sujeitado a percepções ilusórias quando fossem conduzidos a Região do Pensamento Abstrato.

Como a maioria de nós ainda não alcançou o estágio de progredir por meio de linhas lógicas, práticas e sequenciais, capazes de examinar e distinguir a verdade sem prevenção, o Terceiro Céu acaba por ser um lugar de espera e de pouca produção para o aprimoramento do Ego.

Lá ficamos inconscientes – como durante o nosso sono – até a oportunidade de um novo nascimento nesse Mundo Físico.

Entretanto, aqueles que buscam aqui, durante a atual existência física, meios de aplicar as suas ideias para melhoria de vida nesse Mundo – os inventores – trazem do Terceiro Céu as ideias originais para a aplicação na próxima existência.

Já aqueles que, durante essa existência se ocuparam em descobrir como melhor utilizar seus talentos a serviço de quem precisa, amorosa e desinteressadamente – os filantropos obtêm uma visão mais clara de como realizar seus sonhos utópicos na próxima existência.

Como estamos:

  • no Terceiro Céu sem nenhum véu que nos obscurece de ver o verdadeiro propósito dessa existência física;
  • lá certos de quanto erramos e o que fazer para corrigirmos;
  • lá “ansiosos” para ressarcir os prejuízos que causamos aos nossos irmãos e ao plano traçado pelo nosso Deus Pai;
  • conscientemente envergonhados de si mesmo recebendo a ajuda de tantos seres ao nosso redor insistimos aqui em sermos egoístas, ignorantes, hipócritas e negligentes e nasce de dentro do nosso íntimo um desejo sincero e honesto de:
  • voltar de renascer nesse Mundo Físico;
  • obter novas experiências;
  • mostrar a nossa gratidão a todos esses seres e ao nosso Pai de que realmente aprendemos as lições que assimilamos no Purgatório e no Primeiro Céu, que aprendemos no Segundo Céu e, quem sabe, que aspiramos no Terceiro Céu.

E é aí que surge, novamente, seres de incomensurável sabedoria, conhecidos como os Anjos do Destino ou Anjos Relatores ou Anjos Arquivadores ou, ainda, Senhores do Destino que nos ajudam nessa tarefa de escolher o que queremos fazer nessa nova existência. Estamos nos aprontando para voltar!

 

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ