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1 - Nosso Trabalho para Renascer - O Segundo Céu

NOSSO TRABALHO PARA RENASCER: O SEGUNDO CÉU

 

Tudo que agora vivemos, todo ambiente em nosso redor, todas as pessoas que nos cercam,
todas as nossas idiossincrasias, boa parte de tudo que nos acontece foi previamente escolhido e construído antes de habitarmos esses Corpos atuais. Antes, mesmo, de construir esses Corpos!.

roda de nascimentos e mortes

Tudo começa no Segundo Céu,que se encontra na Região do Pensamento Concreto – ou Região Concreta do Mundo do Pensamento, a Região do Mundo do Pensamento onde existem os Arquétipos – ou modelos viventes – de tudo aquilo que existe no nosso Planeta Terra.

Mas o que é um arquétipo?

É o produto do trabalho de uma classe de seres compostos de inteligências de graus muito diferentes.

Esses seres se chamam Forças Arquetípicas. E o seu lar é a quarta divisão da Região do Pensamento Concreto no Mundo do Pensamento.

Tal arquétipo é um molde oco vibratório que emite um som harmonioso. Esse som atrai e modela a matéria.

Podemos ter uma ligeira idéia se fizermos a seguinte experiência: tomemos uma placa de vidro. Coloquemos um pouco de areia em cima dessa placa. Passemos um arco de violino na borda dessa placa de vidro.As vibrações formam figuras geométricas que mudam de forma quando o som muda.relao dos mundos em que divide o universo

Portanto, um arquétipo não é um modelo de uma forma física que vemos em torno de nós. Ele é que modela a forma à sua própria imagem. E dá a essa forma um tom, sua nota chave, que vibra sempre, enquanto o arquétipo existir. Quando essa nota cessa de vibrar, o arquétipo deixa de existir e a forma morre. Portanto, todas as formas que agora aqui existem foram criadas primeiro o arquétipo.

E, se essas formas ainda existem é porque o arquétipo vibra, cada um com a nota chave própria e exclusiva de cada forma.

De tudo que falamos, deduz-se, logicamente, que o material que é formado no Segundo Céu é mental. E, como o Mundo Mental – ou Mundo do Pensamento – compenetra todo nosso Planeta desde o centro até além da atmosfera, estendendo no espaço do Mundo Físico e do Mundo do Desejo, o Segundo Céu também o faz.

Com isso, os espíritos que nele se encontram podem nos visitar. Entretanto, as condições e pensamentos gerados por nós aqui obstruem seu trabalho e sua evolução, por isso preferem ficar na região externa do Segundo Céu onde as egoístas correntes mentais geradas por nós não atingem, devido a qualidade inferior de matéria mental que são formados.

Todos nós passamos pelo Segundo Céu. Isso ocorre após morrermos. Antes de chegarmos lá, já descartamos o Corpo Físico da presente vida, o Corpo Vital e também o atual Corpo de Desejos.

Portanto, entramos no Segundo Céu apenas com os Átomos-sementes dos Corpos Físico (ou Denso), Vital e de Desejos, que formarão a base, ou o núcleo, dos nossos próximos corpos. Ainda possuímos a Mente.

E é com esse veículo – a Mente – que funcionamos no Segundo Céu. Neste ponto, iniciamos nossa atividade criadora. Ela será tão criador quanto foram nossas aspirações mentais durante a última existência aqui na Terra. E não poderia ser de outra forma.

Estamos destinados a nos transformar em inteligências criadoras. Somos filhos do maior – ou o mais elevado iniciado – Senhor da Mente especialista em matéria mental, que é Deus Pai, criador de tudo que existe, Deus do nosso Sistema Solar.

Então, temos que nos tornar especialistas em construções mentais, também. Do mesmo modo que os Anjos são especialistas em matéria Vital e os Arcanjos em matéria de Desejos. Portanto: criamos esses Arquétipos no Segundo Céu e experimentamos sua eficiência durante a nossa existência terrestre.

Desde que deixamos o Mundo dos Espíritos Virginais para para iniciarmos o processo de construção de veículos para expressão do Ego (vide capítulos VI e VII do Livro O Coceito Rosacruz do Cosmos), o Segundo Céu tornou-se nosso verdadeiro lar. Aqui permanecemos durante séculos.

Vejamos, agora, o que produzimos lá: a matéria que utilizamos para executar o nosso trabalho no Segundo Céu é o som, assim como a matéria química é o instrumento que utilizamos enquanto encarnados na Terra. Mas o som do Segundo Céu não é como o som que disponível aqui quando encarnados. O som do Segundo Céu possui frequência – ou vibrações por segundo - muito acima do que estamos acostumados. E essa vibração harmoniosa e sonora nos ajuda na mais intensa e importante atividade preparando-nos para a nossa próxima vida.

E lembram-se, daquela classe de seres compostos de inteligência de graus muito diferentes e que se chamam Forças Arquetípicas?

Então, quando estamos no Segundo Céu, fazemos parte dessas Forças Arquetípicas. E não deveria ser de outra forma já que estamos destinados a nos converter em uma grande Inteligência Criadora, em algum tempo futuro, e se não houvesse ambiente onde pudéssemos, gradualmente, aprender a criar, nãoseria possível adiantarmo-nos, porque nada na Natureza – que é Deus em manifestação – é feito repentinamente.

Elas dirigem os Arquétipos, ou os modelos vivos de tudo que existe no nosso Planeta Terra: os continentes, as ilhas, a fauna, a flora, as terras, o clima, o ar, os éteres e, ainda: os desejos, os sentimentos e as emoções.

Enquanto os arquétipos não são modificados, também não há modificação aqui no Planeta Terra, que é reflexo do Mundo do Pensamento. Assim, preparamos o nosso próximo ambiente, as condições terrestres para a nossa existência física, o próximo passo no caminho do progresso, ou seja: modificamos e transformamos o Planeta Terra.

Mas essa realização ocorre obedecendo o grau de aspirações e uso de materiais mentais que empregamos em noss última vida objetiva na Terra. Sob a Lei de Causa e Efeito, que observamos em todos os reinos, colhemos na nossa existência nos Mundos Superiores – como por exemplo, no Segundo Céu exatamente o que semeamos aqui no Planeta Terra e vice-versa.

Se somos ativos durante a nossa existência objetiva, se trabalhamos para melhorar o ambiente e as condições que vivemos, construímos, nesse Segundo Céu, uma terra melhor, fértil, cheia de recursos onde poderemos obter maiores frutos com menor trabalho.

Se, ao contrário, perdemos o nosso tempo durante essa existência, passando os nossos dias sonhando ou discutindo condições metafísicas, descuidando das nossas condições materiais, continuaremos isso no Segundo Céu e, consequentemente, negligenciando nosso trabalho para o futuro, construiremos uma terra árida e estéril, difícil de se sobreviver.

Assim, como diz Max Heindel no Conceito: “O mundo é exatamente o que nós próprios, individual e coletivamente temos feito e, será tal qual o fizermos”. Assim crescemos lenta, mas persistentemente e, avançamos continuamente.

Além de aprendermos a alterar o nosso Planeta Terra, também nos ocupamos em aprender a construir um corpo que tenha os melhores meios de expressão. Não só os nossos próximos corpos, mas também os dos outros. Portanto, o que chamamos de mortos são realmente os que nos ajudam a viver aqui na Terra. E, assim, aprendemos conscientemente a construir: o nosso Corpo Físico (Denso), o nosso Corpo Vital, o nosso Corpo de Desejos e a nossa Mente, bem como todos os outros tipos de corpos. Obviamente que no Segundo Céu construiremos o arquétipo de cada um desses corpos pois, lá, lidamos somente com a matéria mental.

Cada arquétipo de cada corpo tem uma “nota-chave”, um som característico que o distingue de qualquer outro, que cria e mantém o arquétipo e, consequentemente, o corpo. É o seu tom. Assim, todas as formas em torno de nós são figuras cristalizadas dos sons produzidos pelas forças dos arquétipos do Segundo Céu. Quando essa “nota-chave” cessa, o corpo morre, a força desaparece.

Agora, podemos entender o porque: “ninguém pode habitar um corpo mais eficiente do que aquele que é capaz de construir”. E isso porque construímos todos os nossos corpos sobre os nossos átomos-sementes que nos dá a base para essa construção.

Além disso nada melhor para avaliar uma ferramenta senão utilizando-a! Desta maneira, utilizando os corpos que construímos percebemos os defeitos e aprendemos a corrigi-los.

Depois de termos assimilado tudo que podíamos da vida passada; depois de termos alterado a aparência do Planeta Terra a fim de nos proporcionar o ambiente necessário para a próxima existência terrena; depois de termos aprendido, pelo trabalho nos corpos dos outros

a construir um corpo apropriado à nossa manifestação aqui no Mundo Físico estamos quase prontos a entrar no Terceiro Céu em nosso trabalho para renascer.

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ