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A Cruz e a Crucificação

A cruz e a crucifixão

 

 

Como todos os símbolos que temos, os significados da cruz são muitos.

Um deles é que ela é o símbolo oculto da vida humana em sua relação com as correntes vitais.

Ou como disse Platão: “A Alma do Mundo está crucificada”.

Ou seja, no Mundo Físico temos Quatro Reinos que estão representados na cruz: Mineral, Vegetal, Animal e Humano.

O Reino Mineral constitui-se de todas as substâncias químicas, qualquer tipo que seja; assim, a cruz feita de qualquer material dessa Região Química é o símbolo desse Reino.

A parte inferior da cruz é o símbolo do Reino Vegetal, porque tem as suas raízes na Terra Química e porque os espíritos grupos que dirigem os seres do Reino Vegetal estão no centro da Terra de onde enviam as correntes espirituais em direção à periferia da Terra.

A parte horizontal da cruz é o símbolo do Reino Animal, porque sua espinha dorsal é horizontal e, por ela passam as correntes espirituais dos espíritos grupos que dirigem os animais, e que tem uma direção circundante à Terra.

A parte superior da cruz é o símbolo do Reino Humano, porque o Ser Humano é um Ser Vegetal invertido.

Senão vejamos:

·      O Ser Vegetal absorve seus alimentos por baixo, pelas raízes e o Ser Humano absorve seus alimentos por cima;

·      O Ser Vegetal dirige seus órgãos sexuais para o Sol e o Ser Humano dirige os seus para o centro da Terra;

·      Enquanto o Ser Vegetal é sustentado pelas correntes espirituais dos espíritos grupos que vem do Centro da Terra, o Ser Humano recebe do Sol a sua influência espiritual mais elevada;

·      O Ser Vegetal absorve o dióxido de carbono e exala para cima o vivificante oxigênio e o Ser Humano absorve a força advinda dos Raios Solares que descem da cabeça para baixo.

Outro significado da cruz é a sua representação como o conflito entre as duas naturezas aludidas por Pedro em sua Primeira Epístola, 2:1: “Eu vos rogo que vos abstenhais dos desejos carnais que lutam contra a alma”.

Nesse sentido, são muito significativas as palavras de Cristo em Mateus, 16,24: “Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.

Para muitos parecem dura essas palavras. Muito mais duro, porém, será de ouvir aquela sentença final: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” que podemos ler em Mateus 25,41.

Pois a orientação do Plano de Evolução traçado pelo nosso Pai e Criador, Deus do nosso Sistema Solar é clara: uma vez conquistado, dominado e aprendido a trabalhar conscientemente com o material químico da Região Química do Mundo Físico, devemos partir para a Região Etérica do Mundo Físico.

Para isso, devemos nos desapegar de tudo que tenha a conotação de posse material, de egoísmo, de ignorância, de preguiça, de desperdício...

E isso simplesmente, saibamos ou não é porque já cumprimos a nossa missão de descida dos Mundos Supra-físicos para essa parte do Mundo Físico, qual seja:

·      Conhecer, dominar e conquistar tudo que pudéssemos nessa Região Química do Mundo Físico;

·      Alcançar o ponto mais denso que a nossa onda de vida, os Espíritos Virginais deveriam alcançar o Nadir da Materialidade, a fim de se conhecer como seres separados;

·      Estar consciente de que cada um é um Indivíduo separado, que possui poderes e capacidades individuais;

·      Exercer nossa capacidade criadora divina nos materiais da Região Química do Mundo Físico, que são os materiais do Reino Mineral

Agora é tempo de voltar para o Pai. Esse tempo foi anunciado por Cristo, nosso único guia, mestre e salvador há quase dois mil anos atrás.

E o que significa voltar?

Entrar numa nova etapa da evolução, agora na direção “para cima e para frente”.

Aprendendo, daqui:

·      A desapegar-se de todas as posses individuais, sejam materiais, emocionais, sentimentais;

·      A plantar a semente da fraternidade, reconhecendo que, apesar de nossa individualidade, somos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai e que temos um Plano único a cumprir;

·      A preparar o novo Corpo para essa próxima etapa, corpo esse que é formado da quinta-essência de todo serviço desinteressado que prestamos e que é conhecido como Corpo-Alma.

Caso insistamos em nos manter voltados para esse Mundo material, perdendo totalmente o interesse em construir o Corpo-Alma (, por meio da insistência de permanecemos em egoísmo maldade e desperdício), então ouviremos a sentença final expressa em Mateus 25,41: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno”.

Quando da volta do Cristo em seu Corpo Vital, esperando-nos cada um com o seu Corpo Alma. Àqueles que não tiverem aprontado tais corpos ouvirão tal sentença.

Isso, simplesmente, significa perder toda a chance de evolução nesse Esquema atual e ter que esperar o próximo Dia de Manifestação num cone sombrio de uma Lua qualquer.

Sabendo das dificuldades que uma onda de vida tem de se desvencilhar dos costumes cristalizados quando da sua imersão no Mundo mais denso que teve que ir, foi nos dada, e continua sendo, muita ajuda, exemplos de vida e motivação para podermos soltar as amarras que nos prendem nesse Mundo de Ilusões.

Tomar a nossa Cruz é assumir a responsabilidade e a atitude de voltar à casa do Pai. É ser o Filho Pródigo, aquele da Parábola que podemos ler em Lucas 15,11-32, no seu retorno a casa do Pai.

A dificuldade está em continuar vivendo nessa Região Química do Mundo Físico, estando aqui, aprendendo os milhões de lições que ainda temos a aprender, mas não ser mais desse Mundo, não tê-lo como fim da nossa existência, como objetivo da nossa vida a busca da felicidade nesse mundo.

É comum falar de um sofrimento, de uma limitação física ou de uma dura experiência como uma “cruz que se carrega”.

Em certo sentido a comparação é exata, principalmente se a aflição foi causada por outra pessoa.

Nesse sentido podemos citar o sofrimento do Cristo pela humanidade, que levou na Cruz todos os pecados, todas as maldade, todo o egoísmo do mundo de então.

Quando Cristo disse que: “tome sua cruz e siga-me” está nos chamando para assumirmos as nossas limitações, as nossas imperfeições. Não é um trabalho suave. Romper com as próprias fraquezas exige um esforço hercúleo. Os apelos do mundo são mais envolventes que o chamamento espiritual.

Está nos dizendo para pararmos de dissimularmos, de utilizar a nossa Personalidade como máscara, achando que estamos enganando a todos escondendo, dentro de nós, toda a podridão que existe.

A hipocrisia, a avareza, o egoísmo, a mentira, a astúcia, a ignorância são as barreiras que os impedem de caminhar na direção correta.

Preferimos esconder tais vícios achando que ninguém está vendo e que podemos utilizar tais “ferramentas” a nosso bel prazer.

Tomando a nossa cruz estamos dizendo que aceitamos aprender aquilo que planejamos aprender nessa Vida; que aceitamos nossas imperfeições; que estamos conscientes que aquilo que agora não temos podemos conseguir no futuro.

Afinal, não é dito que: “aquele que compreende a própria ignorância deu o primeiro passo para o conhecimento”?

Outro significado é a indicação do caminho do verdadeiro Aspirante à Vida espiritual.

Mostra-nos que, cada um de nós, como Espírito Virginal, está crucificado na Matéria, seja Física, Etérica, de Desejos ou Mental.

Essa crucificação turva nossa consciência nesses Mundos e como sofremos por não podermos atuar nesses Mundos como queremos.

A ilusão imposta por essa crucificação resulta em todos os sofrimentos pelos quais passamos.

Já a inscrição no pé da cruz nos indica o aspirante crucificado.

INRI, traduzida como Iezus Nazarenus Rex Iudeoros, contém um simbolismo muito mais forte do que isso.

Representa o Ser Humano composto, o Pensador, no momento de seu desenvolvimento espiritual, quando começa a se libertar da cruz de seu Corpo Denso.

Senão vejamos:

·      IAM - palavra hebraica que significa água, elemento fluídico Lunar, símbolo dos nossos desejos, aspirações e emoções;

·      NOUR - palavra hebraica que significa fogo, elemento energético Marciano, símbolo do calor produtor do sangue vermelho que infunde no Corpo Físico humano energia e ambição, sem as quais não haveria progresso nem espiritual nem material;

·      RUACH - palavra hebraica que significa ar, elemento racional Mercuriano, símbolo do Espírito envolvido pela mente que o capacita controlar e dirigir seus Corpos e suas atividades de forma racional;

·      IABESHAH - palavra hebraica que significa terra, elemento sólido Terrestre, simboliza a parte densa do Ser Humano, cristalizado, que forma o corpo terrestre cruciforme.

Assim, o Ser Humano, Aspirante a vida Superior, no momento que começa a se libertar da cruz desse seu Corpo Denso inicia esse processo:

·      Revertendo o curso da sua Força Sexual Criadora. Ao invés de desperdiçá-la para satisfazer suas paixões, começa dirigindo-a para cima, conectando os três segmentos do Cordão Espinhal, regidos, respectivamente, por Lua, Marte e Mercúrio e onde os raios de Netuno acendem o Fogo Regenerador Espiritual da Espinha Dorsal;

·      Essa consciente elevação coloca as duas Glândulas Endócrinas: Corpo Pituitário e Pineal em vibração, o que abre a Visão Espiritual;

·      Essa abertura junto à vibração das duas glândulas desperta o Sinus Frontal, cujo efeito é o mesmo dado pela Coroa de Espinhos, que o faz vibrar em direção aos outros 5 centros por onde fluem as correntes do Corpo Vital;

·      Todos esses centros despertam e vibram em uníssono, cujo efeito é o mesmo dado pelos ferimentos no corpo de Cristo-Jesus;

·      O dourado Manto Nupcial ilumina todos os veículos;

·      Então, num rápido movimento, o grande vórtice do Corpo de Desejos, localizado no fígado fica livre, e a energia Marciana contida nesse Corpo impulsiona para cima esse veículo;

·      Este sobe através da caveira (Gólgota) enquanto o Aspirante cristão crucificado lança o grito triunfante: “Está Consumado”.

Por que então tememos tomar a cruz pela qual se caminha ao reino do céu?

 

                                                                       QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ