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Um Apelo à Favor da Pureza

UM APELO À FAVOR DA PUREZA

O ponto mais importante do mês passado refere-se à força da paixão que degenera aqueles que a ela se entregam. Ilustramos isto no caso dos macacos, entes que ficaram para trás e degeneraram em forma semelhante à dos animais, devido ao abuso da força criadora. A responsabilidade dos Espíritos de Lúcifer por esta condição foi demonstrada no "Conceito Rosacruz do Cosmos”, assim como o fato de que eles poderão alcançar-nos se evoluírem o suficiente antes da metade da próxima revolução.

Mas, como o Cristo disse, há uma dupla responsabilidade no conhecimento: "A quem muito é dado, muito será exigido". Enquanto a transgressão dos que existiram naqueles dias primitivos possa ser perdoada – e isto comporta um atraso de milhões de anos – a situação dos que possuem a iluminação do conhecimento superior, que foi dado à humanidade de hoje, e que transgridem a lei abusando da sua força criadora, pode converter-se num caso muito mais sério do que o da classe que agora está incorporada em formas antropoides.

A Magia Negra está sendo praticada com muito mais frequência do que se poderia supor, algumas vezes de forma absolutamente inconsciente, pois a linha divisória pode estar unicamente no motivo. No entanto, se abusarmos do nosso conhecimento superior, ainda que sejamos mais refinados na indulgência com as nossas paixões, o resultado será certamente desastroso. Na atualidade, a força vital (exceto a quantidade insignificante que possa ser requerida para a propagação da raça) deve ser transmutada em poder anímico. Portanto, continuemos insistentemente no caminho da pureza, para que não nos vejamos em situação pior que a desses seres humanos degenerados encontrados como escravos de Lúcifer na "cozinha das bruxas" – como é representado no mito de Fausto.

Se em algum momento formos tentados por pensamentos impuros, voltemos imediatamente nossas Mentes para outros temas afastados da sensualidade. Acima de tudo, respeitemos a lei do nosso país que requer a cerimônia do matrimônio precedendo a união dos sexos, pois ainda que as palavras desta cerimônia não unam as pessoas, no entanto, são apropriadas para que professemos elevados ideais espirituais e não queiramos escandalizar vivendo juntos sem o sacramento do matrimônio. Os que se acham sob a lei, rendam-lhe perfeita obediência como o fez Cristo, pois quando respeitamos e cumprimos todas as leis sem protesto, porque é correto proceder assim, elevamo-nos acima da lei e não estaremos mais em escravidão.

(Revista Rosacruz – 08/72)