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O Sábio Verdadeiro

O Sábio Verdadeiro

Onde encontrar a sabedoria, se não agasalharmos no coração o amor, a paciência e a humildade? Para fugir da ignorância, e do medo que ela nos traz, é necessário que sejamos pacientes e fraternais.

Onde houver amor, e um pouco de fraternidade, aí está a poesia na sua mais humana significação.

É o nosso orgulho que nos impede, não raro, de sermos menos imperfeitos para apenas transformarmo-nos em perpétuos prisioneiros da ambição de querer ser mais, pensando nos bens alheios, deixando-nos influenciar pelas más doutrinas, só porque prometem satisfazer as nossas ambições de vaidade e fortuna.

São Francisco de Assis disse: “a ciência enfatua, o amor edifica“.

Para que Deus nos envie a verdadeira sabedoria, a sabedoria que ilumina o Espírito e que nos traz os maiores benefícios do Céu, é mister que cultivemos a humildade e o amor. Se assim procedermos, afastaremos de nosso íntimo todas as imagens do ódio e do desespero, agitações inúteis, o medo e o desejo inferior. Tudo isso deixará de existir em nosso pensamento.

Se a ação dos seres humanos que se dizem cultos, inteligentes e de Espírito elevado fosse uma realidade íntima, o ódio e os anseios de vingança seriam um absurdo. Porque, sendo sumamente justos como se acreditam, jamais alimentariam a iniquidade e a inveja no coração.

Saberiam admirar tudo quanto Deus nos deu com sua infinita bondade, para poder, desse modo, descobrir afinal a quietude, o recolhimento necessário à perfeição da nossa alma e, fartos de amor e caridade, não seriam insensíveis às dores alheias.

Disse ainda São Francisco de Assis: “Verdadeiramente sábio será quem, por amor ao Senhor nosso Deus, se fizer estéril e ignorante”.

O verdadeiro sábio é aquele que, na sua modéstia e simplicidade, procura a sabedoria somente na virtude e na prática do bem.

Esse é o sábio que descobre, em sua sabedoria, como amar verdadeiramente. Eis de novo São Francisco de Assis: “Mestre, fazei que eu não procure ser consolado, mas consolar, que eu não procure ser compreendido, mas compreender, que eu não procure ser amado mas amar, porque é dando que recebemos, é perdoando que vós nos perdoais e é morrendo em vós, Senhor, que nascemos para a Vida Eterna”.

(Publicada na revista Serviço Rosacruz – jan. /70)