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A Formação das Almas: você está focando na formação das suas?

A Formação das Almas: você está focando na formação das suas?

Dentro da Filosofia Rosacruz, alma é definida como o extrato espiritualizado ou a quinta essência de cada um dos três Corpos do ser humano: Desejo, Vital e Denso.

Estes três Corpos são projeções materiais, alguns os chamam de reflexos, outros de sombras dos três poderes essenciais do ser humano na qualidade de Espírito.

Assim podemos dizer que faz parte do Plano Divino tornar: a matéria física, a matéria etérica e a matéria de desejos espiritualizada. Portanto, esses estados de matéria devem ser espiritualizados. Este trabalho gera as almas correspondentes a cada veículo, a saber: Alma Consciente resultante da espiritualização do Corpo Denso; Alma Intelectual constituindo-se no extrato espiritualizado do Corpo Vital; Alma Emocional como sendo a quinta essência do Corpo de Desejos.

O ser humano como Espírito emanado do Pai possui também as três qualidades inerentes: ao Poder Divino expresso como Espírito Divino; o Amor-Sabedoria, que se manifesta como Espírito de Vida; o Movimento ou Atividade, manifestando-se como Espírito Humano.

Essa Herança Divina do Pai para com seus filhos manifesta-se de acordo com o grau de consciência espiritual do ser humano, de onde concluímos que no atual estado evolutivo da onda de vida humana, essa manifestação opera-se de uma maneira ainda imperfeita. Torna-se necessário um esforço no sentido de dinamizar e ativar tais poderes para que a real natureza do ser humano se manifeste em toda sua plenitude.
A vida é um "vir a ser" constante, levando o ser humano a realizar esse objetivo. Os preceitos cristãos, como são apresentados pela Fraternidade Rosacruz, constitui meios seguros para se conseguir isso. Esse alvo deve ser atingido por etapas, etapas estas que determinam estados de consciência.

O ser humano através de suas inúmeras existências vem desenvolvendo e passando por estados sucessivos de consciência, desde a mais completa inconsciência à plena consciência de vigília.

Esses estados de consciência foram desenvolvidos através de diversas etapas. Assim é que no Período de Saturno o estado de consciência predominante era o de transe profundo; no Período Solar, sono sem sonhos; no Período Lunar, sono com sonhos. Na metade Marciana do Período Terrestre houve uma recapitulação dos Períodos anteriores, sendo que na Época Atlante houve a aquisição da Mente instintiva e na presente Época Ariana (N.R.: Época Ária) surgiu o estado de consciência apoiado na razão e no pensamento. Não podemos pensar em formação de almas, sem considerarmos as faculdades de raciocinar e de pensar, as quais bem desenvolvidas equivalem a um processo iluminador, ou ainda, a ter mais consciência de vigília.

A presente etapa habilitará o ser humano a alcançar a luminosidade e transparência da Sexta Época – a Nova Galileia. A consciência humana deverá sincronizar-se com esse processo de iluminação, de aparecimento gradual da transparência, processo iniciado no Período de Saturno, devendo atingir o seu ponto alto na Sexta Época.

Dentro do aspecto que caracterizará o ser humano na Nova Galileia devemos ressaltar o fato de que a vigília tenderá a prolongar-se, o que implicará numa redução das horas de repouso e consequente aumento de atividade. Então chegaremos ao ponto essencial no cumprimento da finalidade da existência humana: a Atividade. Dessa forma sincronizar-nos-emos com Deus, que é sempre ativo.

Como o ser humano não pode fugir a essa conjuntura, tornar-se-á consciente de sua Filiação Divina, tornando-se luminoso, porque Deus é Luz. É óbvio que para alcançar esta fase gloriosa, o ser humano necessita de meios apropriados; auxílio este que em última análise é representado pelo Cristianismo. O ser humano começa a praticar de modo imperfeito, restringindo o seu alcance e limitando a princípio, a universalidade própria dos princípios outorgados pelo Grande Arcanjo, aos interesses de sua pessoa. Gradualmente, porém, a amplidão dos conceitos cristãos vai-se alargando em sua consciência, e isto se evidencia mais ainda no Aspirante Rosacruz, que de início procura tornar a sua própria vida num Serviço Amoroso e Desinteressado aos demais.

Desde os primeiros Períodos sempre houve um propósito: o alargamento da consciência. Esta expansão é uma constante. Todo processo de ampliação de consciência do ser humano depende de um veículo de expressão. A consciência de vigília, característica do ser humano na Época Ariana, não seria possível ou não teria nenhuma utilidade se não existisse o Corpo Denso.

E na Sexta Época como será expressa a consciência?

A Filosofia Rosacruz nos informa que se expressará em uma forma mais elevada do que aquela que expressamos no Período Solar – consciência de sonhos com sonhos – mas, conscientemente, isto é, nossa visão será interna e externa, simultaneamente.

E como cada estado de consciência pressupõe o uso de um novo veículo, a Filosofia Rosacruz ensina-nos que para a Sexta Época necessitará de um novo veículo, o Corpo Alma, o Vestido Dourado de Bodas, formado pelos dois Éteres Superiores do Corpo Vital. Este corpo luminoso está se formando pela ação Crística do amor, isto é, a prestação do Serviço Amoroso e Desinteressado aos demais. São Paulo designou essa forma de serviço quando afirmou: "Não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim" – (Gálatas 2:20). A perfeita luminosidade vivia nele.

A fórmula número um está expressa por "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei" (João 15:12), representando uma forma de vivência que elabora o Corpo Alma. O amor será uma atividade peculiar à Sexta Época.

(Revista Serviço Rosacruz – 06/67 - Fraternidade Rosacruz – SP)