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O Som e os Éteres – III - Novas Revelações

O Som e os Éteres – III
Novas Revelações

Foi mencionada em lições anteriores que não há diferença entre as ondas sonoras e as ondas luminosas. A diferença comumente reconhecida é a de que o som não se transmite através do vácuo e a luz sim. Portanto, na terminologia da ciência oculta falamos de um "Éter Luminoso interplanetário", que é também evidentemente interestelar, pois existe onde quer que a luz viaje através do espaço. Outra diferença entre as ondas sonoras e luminosas é a classe de onda característica de cada uma, como vimos anteriormente. As ondas sonoras são "longitudinais", ao passo que as luminosas são "transversais".

As ondas luminosas irradiam-se em todas as direções, a partir de uma fonte luminosa, à velocidade de 300.000 quilômetros por segundo, o que é praticamente instantâneo, pelo que diz respeito ao olho humano sob condições ordinárias. Quando se acende uma lâmpada em um quarto escuro, todo o recinto se ilumina instantaneamente, ao que parece por causa da grande velocidade da luz. Com referência à luz que nos vem de estrelas longínquas, sabemos que em alguns casos ela demora muitos milhões de anos para chegar à Terra e ser percebida pelo olho humano. E quando contemplamos a estrela, ele pode ter deixado de existir há muito tempo. E se por algum meio ainda não descoberto pela ciência pudéssemos aumentar e estudar a imagem estelar tal como nos chega, veríamos condições, na estrela, tal como eram a milhões de anos atrás quando a luz abandonou sua superfície para iniciar sua viagem através do espaço. No caso de supernova, por exemplo, a luz chegaria à Terra e continuaria viajando por milhões de quilômetros. E, como sugeriu um astrônomo, é possível que em algum mundo distante, para algum povo estranho e desconhecido, a Estrela de Belém fosse realmente uma supernova, o que seria uma explicação materialista a seu respeito. A Estrela Crística dos ensinamentos da Sabedoria Ocidental é, por suposto, um fenômeno místico pertinente ao Sol Espiritual do nosso próprio Sistema Solar: não é considerada uma supernova. Astronomicamente falando, todavia, uma supernova pode também ter brilhado naquela noite, ou noites, quando a Estrela de Belém brilhou sobre nosso mundo. Uma não exclui a outra.

 

Mencionamos as diferenças entre a luz e o som, mas existe uma estranha e notável similitude, como o sugere a Tabela das Vibrações do CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS.

Diagrama Tabela das Vibraes

Observe-se que, quando se duplica o número de vibrações surge uma oitava. Esta lei das oitavas governa os fenômenos sonoros assim como os luminosos, embora as duas classes de ondas sejam distintas. A lei das oitavas diz respeito não somente à luz visível, pertencente ao nosso espectro solar, como também à gama total dos fenômenos eletromagnéticos. As leis da ressonância indicam como as ondas podem, unidas, harmonizar e gerar energia. Também explicam como as ondas podem excluir outra que não esteja em harmonia. Os físicos esclarecem que as ondas longitudinais formam conchas esféricas que se alargam cada vez mais. Em cada concha o ar se rarefaz, enquanto que nas conchas intermediárias se condensa. A distância do centro de uma condensação ao centro da seguinte condensação é denominada a longitude de onda dessa onda sonora. As ondas resultam de que quando uma onda sonora passa através do ar, faz com que as moléculas vibrem e se movem.

Tal como a luz, o som pode refletir-se, como o sabemos pelo eco: o reflexo múltiplo das ondas sonoras que produz a reverberação do som nos grandes auditórios.

Quando dois corpos têm a mesma frequência de vibração, ocorre o fenômeno da "vibração simpática". Assim, quando um diapasão vibra, outro diapasão à curta distância responderá, se tem a mesma frequência vibratória do primeiro.

As vibrações simpáticas podem ser observadas em muitos lugares. Quando são tocadas algumas notas em um piano, pequenos objetos da casa podem começar a vibrar. A ruptura de um recipiente contendo vinho ao tocar-se uma nota, também pertence aos fenômenos da vibração simpática.

As ondas sonoras podem ser reforçadas por ondas refletidas: é um fenômeno chamado ressonância.

Estes fenômenos do som e da luz são todos físicos: não são etéricos. A ciência oculta, não obstante, observou, faz muito tempo, que nos planos internos, começando com a Região Etérica do Mundo Físico, as assim chamadas leis físicas da luz e do som têm um desenvolvimento correlato para a qual os aspectos físicos têm uma relação de sombra ou coisa análoga.

O tom musical depende da regularidade de uma vibração, enquanto que o ouvido humano chama de "ruído" a uma vibração sonora irregular. Explica-se nos livros que "os corpos que vibram em uma faixa regular têm uma frequência definida e produzem tons musicais. Os corpos que não vibram em uma faixa regular produzem ruídos". Já explicamos que quando um tom apresenta uma frequência vibratória correspondente ao dobro da frequência de outro tom, constitui uma oitava desse tom. Isto é, encontra-se a uma oitava acima dele. Os tons maiores e os menores são vibrações dentro da oitava.

Todos estes fenômenos sonoros têm lugar em um ambiente material tal como o ar, a água, etc. As vibrações luminosas, porém, são independentes destes meios, ainda que possam ser afetadas por eles. O vapor d'água no ar, por exemplo empanará a imagem de uma estrela.

 

Com o objetivo de colocar à disposição do estudante uma orientação no estudo da luz e do som, mencionamos o seguinte:

Existem quatro teorias principais sobre a natureza da luz. Todas encontram-se, contudo, em processo de comprovação e novas definições podem ser propostas de tempos em tempos, para consolidá-las. O ocultista, portanto, não deve abandonar as teorias ocultas da luz e do som, simplesmente porque a ciência do presente dia não está de acordo em todos os casos com os ensinamentos esotéricos. Algumas vezes nota-se discrepâncias referentes à terminologia e a ciência se contradisse a si mesma em muitos casos e pode fazê-lo novamente...

1. Teoria Corpuscular. Segundo Newton , a luz é uma corrente de partículas ou corpúsculos emanados de um corpo luminoso em todas as direções.

2. Teoria das Ondas. A similaridade entre a luz e o som foi explicada por Huygens sob a premissa de que a luz consiste em ondas etéreas que partem da fonte luminosa como as ondas que se formam ao redor de uma pedra que se deixa cair na água. As ondas luminosas são transversais, enquanto que as sonoras são longitudinais.

3. Teoria Eletromagnética. Maxwell tratou de explicar a gênese da luz por meio de sua teoria eletromagnética. Demonstrou que quando uma carga elétrica é posta em vibração, emite ondas transversais em todas as direções. Denominou-as de "ondas eletromagnéticas". Todas, sem ter em conta a longitude da onda, viajam à mesma velocidade: 300.000 quilômetros por segundo. A luz visível do nosso Sol pertence a estas ondas eletromagnéticas.

4. Teoria do Quantum. Esta é mais recente, e amplamente sustentada. Afirma que "a luz é emitida pelos átomos de um corpo luminoso em conjuntos de energia separados que se chamam quanta ou fótons. Estes fótons assemelham-se aos corpúsculos da teoria de Newton em alguma extensão, mas em lugar de serem partículas de matéria são conjuntos de energia. Todos os fótons viajam à mesma velocidade, mas podem conter diferentes quantidades de energia. A energia constante de um fóton determina sua cor. Com a finalidade de explicar alguns fenômenos luminosos, tais como a interferência, é necessária supor que todo fóton é acompanhado, de alguma forma, de uma onda que determina sua conduta".

Todas estas quatro teorias sobre a luz são úteis, mas não se harmonizam inteiramente.

A despeito destas leis físicas que regem a luz e o som, as ciências chamadas extrassensoriais afirmam que o som pode ser ouvido por meios não físicos a qualquer distância, e que esta não parece fazer diferença com respeito ao som percebido clariaudientemente. O mesmo é certo com respeito à visão da luz, chamada clarividência.

Note-se também que a ultrassônica ou supersônica não pertence necessariamente aos reinos etéricos. Constituem sons físicos, além do campo auditivo humano, mas podem ser captados por meio de instrumentos físicos.

O som etérico, como é conhecido da ciência oculta, é som originário do plano etérico. E se bem os Éteres são parte do Mundo Físico e, portanto, em certo grau sujeitos a todas as leis físicas conhecidas da ciência moderna, existem sutis diferenças. O assim chamado "quarto estado da matéria", tecnicamente denominado "plasma" é também físico, e não etérico. O "quarto estado da matéria" do ocultista é também diferente deste. Porém, é nestas regiões onde a ciência física hoje se aproxima do domínio oculto. E dentro de poucas décadas, poderemos ver a ciência física irrompendo no mundo dos Éteres.

(Publicado na Revista 'Serviço Rosacruz' – 11/75 – Fraternidade Rosacruz)