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A Rosa que Cura

A Rosa que Cura

Dentre as flores, a rosa sempre se destacou pela sua formosura e fragrância. Não somente pela sua deleitante fragrância, mas por simbolizar a pureza. Todos os poetas a cantam.

Desde os tempos bíblicos todos admiram seu significado de imaculada pureza. Os poetas também simbolizam na rosa branca seus mais puros sentimentos. No emblema da Fraternidade Rosacruz a rosa branca representa o coração do Auxiliar Invisível, abnegado servidor da humanidade.

Essa rosa branca colocada no centro do emblema e as sete rosas vermelhas circundantes recolhem a Força do Pai das orações feitas por todos os participantes do Serviço de Cura. Essa força é gerada quando eles se encontram meditando e concentrando-se no emblema e na rosa branca. Os Auxiliares Invisíveis, trabalhando sob a supervisão dos Irmãos Maiores e Irmãos Leigos da Ordem Rosacruz, utilizam a mencionada força, empregando-a onde mais se fizer necessária.

Há uma lenda belíssima sobre este tema. Os estudantes de um Centro Rosacruz, diariamente, colhiam uma rosa branca e a colocavam no emblema de um templo de cura.

Ultimavam-se os preparativos para as núpcias cuja celebração dar-se-ia numa suntuosa residência, na qual havia um jardim. As pessoas encarregadas da decoração do ambiente vasculharam todo o jardim em busca de flores, apanhando as mais delicadas que encontraram. Entretanto, não notaram uma rosa branca, já fenecendo e desmanchando-se de angústia por ter sido ignorada. Suas lágrimas gotejavam sobre a vegetação, quando ouviu uma voz: "não chores querida, pois não serás esquecida!".

Ao entardecer, uma dama veio ao jardim em busca de uma rosa branca. Ao encontrá-la exclamou: "Oh! quanto me alegro por encontrar-te!". Ela mesma a colheu, delicadamente, e a levou para colocá-la no emblema na parede oeste do Templo. Todas as pessoas presentes ao Serviço de Cura concentraram-lhe seus pensamentos amorosos. Uma vez terminados os trabalhos, retiraram-na do emblema, levando-a a residência de uma criança enferma, onde foi posta debaixo de seu travesseiro. No dia seguinte fluía uma nova vida naquele corpinho infantil. Ela estava curada.

Nessa noite, todos os espíritos das flores se reuniram no jardim para comentar o ocorrido na noite anterior. A bela rosa expressou sua grande satisfação pelo que se lhe havia permitido realizar, servindo de foco receptivo da força curadora do Pai.

(Revista 'Serviço Rosacruz' – 10/82 – Fraternidade Rosacruz - SP)