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A Verdade sobre a Astrologia; afinal por que muita gente não acredita como ciência

A Verdade sobre a Astrologia; afinal por que muita gente não acredita como ciência?

Apesar desta revista destinar-se aos filiados à Fraternidade Rosacruz que já conhecem o valor da Astrologia queremos dirigir àqueles que não participando ainda dos nossos ideais, venham a se espantar pelo fato de aparecer numa Revista que se diz destinada a difundir a sublime Filosofia Rosacruz, uma seção destinada a Astrologia.

Até certo ponto esses amigos cépticos têm razão; a Astrologia nos dias atuais, é tida como algo para adivinhar, como charlatanismo. Porém, quem fez da Astrologia charlatanismo? Naturalmente que ela, por si mesma, não o foi; foram, portanto, os próprios charlatães que, com a falsa capa de astrólogos, deturparam essa ciência sagrada. Pelo fato de haverem médicos inescrupulosos ou pessoas que exerçam a falsa medicina, não concluímos daí que essa utilíssima ciência seja charlatanismo, não é verdade? Muito pelo contrário, chamamos de charlatães aos que desvirtuam tão nobre ciência; mas a Medicina continua no seu pedestal, continua a ter crédito e a ser de utilidade para a humanidade.

Esse mesmo princípio, esse mesmo raciocínio deveria ser empregado com relação a Astrologia. Por que deveremos tachar a Astrologia de charlatanismo? Pelo fato de haverem charlatães que deturpam e desvirtuam os seus ensinamentos? Não, Amigos. Já vimos que esse não é motivo que faça a Astrologia descer das alturas em que deve ser mantida. Combatamos o charlatanismo e não a Astrologia.

A pessoa que se utiliza do calendário, não faz outra coisa do que utilizar-se da Astrologia. Dizer que "estamos a 22 de dezembro", é o mesmo que dizer: "o Sol entrou no Signo de Capricórnio". Dizer: "a 21 de setembro começa a Primavera", significa, na verdade, que o Sol acaba de entrar no Signo de Libra. E em verdade, não é exatamente a 21 de setembro que começa a primavera, mas a 23. Cada grau que o Sol percorre no Zodíaco, assinala um dia no calendário. O fato de que o Zodíaco tenha 360 graus e o ano 365 dias e devido a que o Sol não percorre exatamente um grau por dia. O cômodo calendário a simples folhinha, não é, pois, outra coisa do que uma simples e imperfeita interpretação do ciclo solar anual, já utilizado pelos antigos caldeus".

"É claro que a referência é feita ao movimento "aparente" do Sol, pois em verdade quem perfaz o ciclo é a Terra".

"O agricultor que realiza sua sementeira em épocas determinadas, de acordo com as fases da Lua, é um astrólogo que ignora que o é, mas sabe que depois da Conjunção Lua-Sol (Lua Nova) tudo cresce, e que depois da Oposição dos luminares (Lua Cheia), as forças criadoras da natureza decrescem. Astrologia pura, como se vê".

"Qualquer marinheiro do mundo sabe que para entrar em portos de pouca profundidade de água, deverá chegar quando se produza a Oposição ou a Conjunção da Lua com o Sol, porque do contrário faltará água para o calado do seu navio. E que as marés altas se produzem nesses períodos. O marinheiro talvez não saiba, mas isso é Astrologia pura".

"Finalmente, quando na linguagem do povo se diz: "Um lunático", faz-se Astrologia. Porque um lunático sempre tem forte influência de Câncer, que é um Signo Zodiacal".

É nosso propósito mostrar e demonstrar a veracidade da Astrologia. É nossa intenção procurar despertar o interesse do Amigo leitor para que se dedique ao estudo dessa ciência tão menosprezada. Neste número da Revista e nos números que se seguirem, os Amigos que nos honrarem com a sua atenção aqui encontrarão algo que poderá levá-los ao estudo dessa ciência, para nós, sagrada.

Para principiar, vamos procurar demonstrar a universalidade do uso da Astrologia. Nós a usamos constantemente sem repararmos que, apesar de todo o nosso cepticismo, estamos praticando a Astrologia. Peço vênia para apresentar algumas palavras de Alpheratz que bastante esclarecerão o assunto. Diz esse ilustre Astrólogo: "Não há um só ser no mundo que possa prescindir da Astrologia nem evitar a influência dos Astros. Todos, absolutamente todos, cremos na Astrologia, embora o neguemos ou não o saibamos. Vejamos alguns exemplos, governado pela Lua".

Já em outra ordem de ideias, estritamente científicas, isto é, dentro de um método apoiado em rigorosas demonstrações positivas, comprovou-se a influência dos Astros sobre os metais e sobre os Corpos simples. Isto não é obra dos astrólogos, mas dos físicos e dos químicos.

Assim, servindo-se de papel mata-borrão impregnado em uma solução de sais de prata e de ferro, o casal Kolisko demonstrou a influência da Lua e de Marte sobre esses sais. No momento da Conjunção desses Astros, formaram-se no papel mata-borrão uma série de "linhas de força" que terminavam em pontas de flecha de cor pardacenta, as quais iam-se apagando à medida que a Lua se afastava de Marte.

Léon Mercier, físico francês contemporâneo, demonstrou, apoiando-se em experiências que realizou durante 15 anos, que os raios da Lua corroem com muito maior rapidez o mármore, ou seja, o carbonato de cálcio, do que os raios do Sol, apesar de que a luz emitida pela Lua é 465.000 vezes menos potente do que a do Sol. Isto vem demonstrar que a Lua emite um comprimento de onda que lhe é próprio e, em certos sentidos, mais poderoso do que o Sol.

Citamos estas experiências para deixar bem patenteada a seguinte verdade: QUE SE OS ASTROS INFLUEM SOBRE OS METAIS E SOBRE OS CORPOS SIMPLES – como prova a influência lunar sobre o crescimento dos vegetais – EM VIRTUDE DE QUE PRINCÍPIO LÓGICO, PODERIA ALGUÉM DE BOA FÉ NEGAR A INFLUÊNCLA DOS ASTROS SOBRE O CORPO HUMANO, CONSTITUINDO EM SUA ESSÊNCIA MOLECULAR POR ESSES MESMOS CORPOS SIMPLES? Na realidade, como alguém já disse, é mais fácil provar a verdade, a legitimidade da Astrologia do que a de qualquer outra ciência.

Provada essa influência dos Astros sobre o Corpo físico, e como todos sabemos que o intelectual, o mental e o espiritual são inseparáveis do Corpo físico, fica de fato demonstrada a influência dos Astros sobre o caráter, a inteligência, a saúde, as pre-disposições, em uma palavra, sobre o destino total do ser humano.

Durante todos os séculos que antecederam, a experiência dos astrólogos foram se acumulando e dados foram sendo compilados; tais dados foram submetidos a rigorosas comprovações, por meio de rigorosas estatísticas e por outros processos de observação direta. Destes dados, que outra coisa não são do que posições planetárias comuns a determinados temperamentos e inteligência, concluíram-se LEIS que permitem saber com exatidão, como é um ser humano, física e moralmente, da mesma maneira que o médico diagnostica uma enfermidade pela repetição dos sintomas já observados em outros casos dessa mesma enfermidade. E tudo isto os verdadeiros astrólogos conseguem sem outros dados além da data, hora e lugar do nascimento, dados esses que permitem estabelecer o "diagnóstico astral", isto é, representar a posição dos Astros nesse ponto da Terra e nessa hora determinada até o minuto.

É muito certo de que da influência dos Astros a maioria dos astrólogos só conhece os efeitos; porém nós que consideramos a Astrologia, como sagrada, não podemos separá-la da religião, e por isso, vamos mais longe, partindo dos efeitos para conhecer as causas. Isso, porém, não desabona à Astrologia, pois o mesmo ocorre com a eletricidade da qual apenas conhecemos os efeitos, e parece-me ainda não ocorreu a ninguém negar a existência da eletricidade.

O fato é que no instante do nascimento, as forças astrais "sensibilizam" o ser para toda a vida, assim como um raio de luz, ao passar através da câmara escura, fixa para sempre a imagem na chapa fotográfica. Tudo o que um homem ou mulher traz potencialmente ao nascer, sua "predisposição" inata para alguma coisa está escrita no seu céu de nascimento. E o cálculo das probabilidades aplicado à estatística, demonstrou, pela frequência das semelhanças humanas que correspondem a posições planetárias também semelhantes, que os antigos estavam com razão.

Choisnard conseguiu demonstrar por este processo matemático, entre outras coisas, a lei da Hereditariedade Astral, isto é, que as configurações astrais dos pais se reproduzem nos mapas natais dos filhos; conseguiu demonstrar que a aptidão para o estudo da filosofia é dada por certas relações entre a Lua, Mercúrio e Saturno; conseguiu provar que raramente a Lua se encontra no Signo de Escorpião nos espíritos superiores que a humanidade já produziu. E todas estas conquistas foram feitas objetivamente, por métodos estatísticos, prescindindo, absolutamente, da intuição pessoal.

A Astrologia é, pois, uma ciência experimental, como a física, a medicina ou a química, e a ela, nos domínios da saúde, da vocação; da descoberta de nós mesmos, e em infinitos campos impossíveis sequer de esboçar neste pequeno espaço, a humanidade deverá as mais formosas e inesperadas, descobertas em um futuro não longínquo. Basta assinalar por agora que um dos principais objetivos da Astrologia Científica será o de ordenar os fatos da psicologia teórica. Chegamos, pois, a uma evidência que nenhum ser humano de boa fé, que se aproxime desta ciência comos olhos abertos, tem direito de duvidar e muito menos de negar a Astrologia.

(Publicado na revista Serviço Rosacruz – 03/79)