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Quais são os efeitos da Cabeça e Cauda do Dragão sem Conjunções nas Casas?

Pergunta: Vimos num estudo de Elman Bacher sobre as influências da Cabeça e Cauda do Dragão, que a Cabeça na 11ª Casa brinda ajuda e apoio de pessoas, etc., e a Cauda na 5ª Casa, a destruição dos filhos, isto quando se consegue tê-los, pois este Aspecto não propicia esta oportunidade. No caso de tê-los, não haverá felicidade e alegria possíveis, enquanto a pessoa com esta posição da Cauda esteja com vida. Em meu tema ocupam essas posições, tanto a Cauda como a Cabeça, mas sem Conjunção, portanto, gostaria de saber se assim mesmo prevalecem, trazendo estas provas acima descritas.

Resposta: A Cabeça do Dragão tem influência semelhante a do benevolente Júpiter. A Cauda do Dragão parecida a do restritor Saturno. A 11ª Casa diz respeito aos Amigos, aos anelos. A 5ª Casa rege os filhos, sejam os da carne ou os da alma, as aspirações, os anseios. Governa igualmente a capacidade didática, a de transmissão de conhecimentos, de oratória, de expressão escrita e oral; refere-se também aos cortejos, aos namoros. A Cabeça e a Cauda do Dragão sempre estão em posições opostas num tema, isto é, a 180 graus exatos. De maneira geral, a influência da Cabeça do Dragão na 11ª Casa pode ser analisada como Júpiter nessa posição, conferindo, portanto, uma aura simpática, magnética, a capacidade de fazer amigos com facilidade e de suscitar-lhes ajuda, prestígio etc. Ora, no caso, parece que a 11ª Casa está compreendendo parte dos Signos de Leão e Virgem. Estando em Leão, a Cabeça do Dragão, na 11ª Casa, dará facilidade para relacionar-se com autoridade e pessoas de posição social mais elevada, que beneficiarão o nativo (a menos que outros Aspectos no horóscopo lhe comprometam o êxito). Estando em Virgem, esse êxito virá mais do campo intelectual, químico, farmacêutico, alimentar etc., assuntos regidos por Virgem.

A Cauda deve estar no lado oposto, entre Aquário e Peixes. Em Aquário porá em prova os ideais e aspirações renovadores do nativo. Em Peixes, oporá certa dificuldade a sua capacidade imaginativa e criadora, propendendo-o a linhas práticas e imediatistas, com ideias restritivas quanto à religião popular e a fé. Limita igualmente o desejo de filhos e predispõe a desgostos com eles.

Mas, tudo isto é um ângulo do tema e pode constituir um aparente paradoxo a outros Aspectos opostos, indicados por outras configurações. É preciso tomar uma ideia do conjunto e equacionar os diversos valores, extraindo-lhes uma média do caráter e conclusões quanto às linhas de esforço que deve empreender, de modo a aproveitar as virtudes e neutralizar as tendências negativas para criar-se um novo horóscopo, num novo destino.

É esse o caminho do peregrino espírito: de transformar-se de um Prometeu em Hércules, quando haja vencido os Doze Trabalhos.

(Revista Serviço Rosacruz – 10/69 – Fraternidade Rosacruz – SP)