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A Vida dos Salvadores e do Sol

“Deus é Luz” e como presença corporal do Pai entre nós temos o Cristo, de modo que qualquer um que crê Nele, não perece, mas tem a vida eterna. Por isso que Cristo disse: “Eu sou a Luz do Mundo”.


É do Sol visível que nos vem cada partícula de energia e é do Sol espiritual invisível que nos vem toda nossa energia espiritual.


Vejamos agora, como nós daqui do nosso Planeta Terra visualizamos todos os anos a passagem, a permanência e o trabalho do nosso Salvador, Cristo:


O nosso planeta Terra gira em torno de uma estrela que conhecemos como Sol. O Sol, por sua vez, gira em torno de um conjunto de estrelas fixas.


Essas estrelas fixas formam 12 grupos ou constelações que conhecemos com o nome de Signos do Zodíaco. Esse caminho, tomando como referência o nosso Planeta Terra, feito pelo Sol é chamado de Eclíptica.


Zodíaco não quer dizer que tais constelações pareçam com animais, mas é porque suas influências estão voltadas em exteriorizar as principais características no ser humano incorporadas no símbolo.


Assim, por exemplo: a arrogância, a energia e a coragem que vem de Áries não podem estar mais bem simbolizadas do que pelo Carneiro.


Ou a pacífica, mas prodigiosa força e a grande persistência que vem de Touro não podem ser mais bem descritas que pelo simbólico Touro.


O Zodíaco permanece sempre na mesma posição relativa, ou, pelo menos, sua mudança é tão insignificante que pode ser desprezada.


Olhando daqui do nosso Planeta Terra, percebemos que todos os anos, no dia 21 de março, temos a impressão de que o Sol começa a abandonar o Hemisfério Sul, cruzando a linha do equador em direção ao Hemisfério Norte.


Isso ocorre porque o nosso Planeta Terra possui movimentos em torno do seu eixo como um pião cambaleante. Esses movimentos cambaleantes são de dois principais tipos conhecidos como:

· Precessão

· Nutação


Na realidade, não é que o Sol abandona o Hemisfério Sul. O que acontece é que seus raios incidem no nosso Planeta Terra mais perpendiculares, no Hemisfério Sul, a partir de 21 de março e mais inclinados no Hemisfério Norte. Com isso, há a sensação de mais calor no Hemisfério Norte do que no Sul.


Já a partir de 23 de setembro tudo se inverte: o Sol abandona o Hemisfério Norte, cruza a linha do equador e penetra no Hemisfério Sul. Novamente, o Sol não abandona o Hemisfério Norte, mas seus raios incidem no nosso Planeta Terra, mais perpendiculares no Hemisfério Norte, a partir de 23 de setembro, e mais inclinados no Hemisfério Sul.


Assim, todos os anos quando o Sol cruza a linha do equador indo do Hemisfério Sul para o Hemisfério Norte temos o Equinócio de Outono, para nós do Hemisfério Sul, o início da estação do Outono. Isso ocorre todos os anos, em torno do dia 21 de março. Já para o Hemisfério Norte é o Equinócio da Primavera, o início da estação da Primavera.


Agora, todos os anos quando o Sol cruza a linha do equador indo do Hemisfério Norte para o Hemisfério Sul temos o Equinócio da Primavera para nós do Hemisfério Sul, o início da estação da Primavera. Isso ocorre todos os anos, em torno do dia 23 de Setembro. Já para o Hemisfério Norte é o Equinócio de Outono, o início da estação do Outono.


Nesse cruzamento de Hemisfério Sul para Hemisfério Norte ocorre um fato importantíssimo: devido aos movimentos vibratórios dos pólos descritos anteriormente o Sol cruza o equador sempre em um ponto anterior do que ele fez no ano anterior e, como, nesse dia, os períodos do dia e da noite são de iguais durações, ou seja: o Equinócio, esse cruzamento chama-se Precessão dos Equinócios.


Se não houvesse tal Precessão dos Equinócios o Sol penetraria sempre na constelação de Áries, todos os anos no Equinócio de 21 de março no mesmo ponto, no mesmo grau e no mesmo minuto.

Esse movimento é muito lento: um grau cada 72 anos, aproximadamente.


Assim, o Equinócio de 21 de março ocorreu no primeiro grau de Peixes mais ou menos 2160 anos atrás (72 anos*30 graus).


Além desses movimentos, o nosso Planeta Terra tem um movimento de translação ao redor do Sol.

Esse movimento tem a forma de uma Elipse, e o Sol ocupa um dos focos dessa elipse.


Assim sendo, por duas vezes o Sol atinge suas posições mais afastadas do equador: em junho e em dezembro de cada ano.

· Para nós do Hemisfério Sul, em junho, os raios solares caem mais perpendiculares sobre a superfície da Terra. É quando o Sol atinge sua posição mais austral (mais ao Sul) em torno do dia 21 de junho. Esse dia é conhecido como Solstício de Inverno, início da estação do Inverno, para o Hemisfério Sul

· Já em dezembro, os raios solares caem mais inclinados sobre a superfície da Terra. É quando o Sol atinge sua posição mais boreal (mais ao Norte) em torno do dia 21 de dezembro. Esse dia é conhecido como Solstício de Verão, início da estação do Verão, para o Hemisfério Sul


Para o Hemisfério Norte é o contrário: como o Sol atingiu sua posição mais austral em torno do dia 21 de junho para o nosso Hemisfério, então ele atingiu sua posição mais boreal para o Hemisfério Norte assim: temos o Solstício de Verão para o Hemisfério Norte.


O mesmo ocorre em 21 de dezembro: o Sol atinge o ponto mais austral para o Hemisfério Norte, ou seja: Solstício de Inverno para lá.


De qualquer modo, observe bem esse fator importante para entender o que segue adiante: independente da influência física dos raios solares, é a distância que o Sol se encontra da Terra o mais importante:

· Em junho está mais longe (o foco da elipse em que o Sol se encontra está mais longe)

· Em dezembro está mais perto (o foco da elipse em que o Sol se encontra está mais perto)


E isso independe do hemisfério que nós estamos!


É exatamente o movimento do Sol em torno do Zodíaco, descrito acima, que fundamenta as vidas de todos os salvadores da humanidade.


Essa passagem do Sol pelo Zodíaco descreve: as provações e os triunfos de todo iniciado.

Todos vieram: com luz divina e com conhecimentos espirituais para ajudar-nos a encontrarmos a Deus e, portanto, os acontecimentos de suas vidas estavam de acordo com os acontecimentos que o Sol encontra em sua peregrinação anual.


Vamos falar do maior salvador da humanidade: o Cristo na sua primeira aparição entre nós como Cristo-Jesus.


Jesus nasceu de uma Virgem imaculada, quando a escuridão era maior entre a humanidade. Do mesmo modo que o Sol começa sua jornada na noite mais longa do ano, quando o signo de Virgem, a virgem, se mantém sobre o horizonte oriental em todas as latitudes, entre as 22 e as 24 horas do dia 24 para o dia 25 de dezembro de todo ano, como lemos em São Lucas 1 e São Mateus 2.


Como nesse dia a Terra está mais próxima do Sol, ela é permeada mais fortemente pela aura do Sol Espiritual.


Assim, dizemos que o Sol do novo ano nasce do dia 24 para o dia 25 de dezembro de todo ano. Ele é a esperança de vida que nasce para salvar a humanidade do frio e da fome que se seguiriam se não nascesse todos os anos.


Após esse advento do Cristo todos os anos a 21 de Dezembro, um raio do Cristo Cósmico chega até o centro do nosso planeta Terra e começa irradiar: toda a Sua Luz, todo o Seu Amor, toda a Sua Vida que funciona como um influxo rejuvenescedor do nosso Pai celestial.

Deste ponto, o Sol vai crescendo em esplendor, passando pelos signos de: Capricórnio e Aquário.


Quando passa pelo signo de Peixes, temos a época do jejum do iniciado, período de elevação espiritual.


Depois da quaresma o Sol passa pelo Equinócio de Março, entrando no signo de Áries, simbolizando o cordeiro Pascal, marcial.


Nesse cruzamento do Sol pelo equador, rumo ao norte, temos a Crucificação do Salvador que depois de ter-nos dado toda a sua Vida, Sua Luz e Seu Amor como alimento físico e espiritual, Ele se liberta da cruz da matéria para ascender novamente ao Trono do Pai, deixando o nosso planeta Terra e todos os seres vivos que nele evolucionam totalmente providos dos alimentos físico e espiritual para serem utilizados nos próximos meses do ano.


Aqui Cristo eleva-se até ao Mundo do Espírito de Vida, atingindo-o no período do Equinócio de Março, onde executa um trabalho de correlacionar todos os seres vivos de todos os estelares do nosso Sistema Solar numa Fraternidade Universal.


Continuando seu trabalho vem a passagem por Touro, símbolo do amor e da subida ao Reino dos Céus, ou regresso ao Trono ou casa do Pai.


A 21 de junho de todos os anos, o Sol atinge o seu ponto máximo de declinação boreal no Solstício de Junho.


Então, Cristo chega ao Trono do Pai no Mundo do Espírito Divino onde, durante os meses de Julho e Agosto, enquanto o Sol passa por Câncer e por Leão, o Cristo está reconstruindo Seu veículo do Espírito de Vida para, na próxima descida, oferecer ao nosso Planeta Terra e a todos os seres vivos que aqui evoluciona.


Temos, então, a 15 de agosto a festa da Ascensão de Cristo, em Leão, que marca o trabalho do Cristo no Mundo do Espírito Divino trabalho esse onde Ele busca correlacionar todos os seres vivos de todos os estelares de todos os Sistemas Solares do Universo numa Fraternidade Universal.

De Leão o Sol passa pelo signo de Virgem. A 23 de setembro o Sol cruza novamente o equador, na direção: do Hemisfério Norte para Hemisfério Sul. Temos o Equinócio de Setembro.


Nesse momento Cristo está entrando no Mundo do Espírito de Vida, no seu caminho descendente.

Ele está pronto a enfocar sua consciência no nosso planeta Terra para que possamos ter vida.

E, então, novamente a 21 de Dezembro, um raio do Cristo Cósmico chega até o centro do nosso planeta Terra e começa irradiar: toda a Sua Luz, todo o Seu Amor, toda a Sua Vida que funciona como um influxo rejuvenescedor do nosso Pai celestial.


Estamos na época em que as poderosas vibrações espirituais vivificantes da onda Crística estão na atmosfera terrestre e podemos utilizá-las com maior vantagem se conhecemos esse fato e redobrarmos nossos esforços o que seria impossível se nós não estivéssemos conscientes disso.

Imaginemos o quão aprisionado sente-se um Ser da estatura de Cristo em ambiente tão cristalizado como o nosso Planeta.


Imaginemos quão grande é o Seu sacrifício que faz: por nossa causa e por nossa incapacidade de evoluirmos sozinhos.


Portanto, deveríamos agradecer por esse sacrifício anual indispensável. A melhor forma de expressar essa gratidão é colaborando com Ele nos dando a nós mesmos em serviço para com todos os nossos semelhantes, ajudando a limpar o Corpo de Desejos do nosso planeta e vivenciando a Fraternidade Universal por onde vivemos. Assim construindo nossos Corpos-Almas, tomarmos a sua carga e o seu fardo libertando-O dessa sua prisão anual e dirigirmos a nossa Evolução para cima e para frente em direção ao nosso Pai Celestial.
QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ